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11 de ago. de 2012

o problema da comercialização de obras espúrias

mantenho na coluna direita deste blog o seguinte lembrete:


A RESPONSABILIDADE DAS LIVRARIAS

lei 9610/98, art. 104:"quem vender, expuser à venda, ocultar, adquirir, distribuir, tiver em depósito ou utilizar obra ou fonograma reproduzidos com fraude, com a finalidade de vender, obter ganho, vantagem, proveito, lucro direto ou indireto, para si ou para outrem, será solidariamente responsável com o contrafator" 


algumas livrarias têm consciência suficiente para julgar por si mesmas de sua responsabilidade. já outras se escudam em argumentos especiosos para manter obras espúrias à venda em seus sites e lojas. sobre o problema das livrarias, veja-se aqui.

22 de fev. de 2011

questão prática II

tenho comentado nos posts mais recentes o problema de fraudes e obras espúrias à venda em livrarias físicas e virtuais.

até onde entendi, se um leitor cliente da amazon constata que um livro à venda no site é uma fraude, basta comunicar à empresa e ela providencia a pronta devolução do dinheiro e a remoção do título espúrio (imagino que depois de confirmada a procedência da reclamação). se um leitor cliente da livraria cultura (e costumo mencionar geralmente a livraria cultura por tomá-la quase como um símbolo) constata que um livro à venda em uma de suas lojas ou no site é uma fraude, não acontece nada e o reclamante ainda leva de brinde comentários do tipo: "se é assim, então me traga uma ordem judicial, e acatarei sua reclamação".

mas imaginei que, por outro lado, quando é a própria editora a reconhecer o problema, as livrarias iriam se mostrar mais solícitas. parece que não é bem assim. por isso hoje até me compadeci da situação em que se debate o grupo geração editorial: a empresa volta a admitir em mensagem ao nãogostodeplágio que teve problemas em seu catálogo e tomou as devidas medidas: providenciou nova tradução de um título e interrompeu a publicação de outros - no entanto, esses títulos espúrios continuam a ser anunciados e vendidos em diversas livrarias.

fui examinar diversos títulos de outras editoras que igualmente declararam ter tomado suas devidas providências em relação às irregularidades de seus catálogos, como a rideel e a madras. aparentemente, estas tiveram mais sorte junto ao circuito livreiro: pesquisei os sites de várias livrarias, e não encontrei à venda nenhuma das obras apontadas e reconhecidas como irregulares.

isso reforça minha impressão de que seria interessante que o sr. willian novaes, que foi o representante do grupo geração editorial a entrar em contato recente com o nãogostodeplágio, também entrasse em contato com essas livrarias que continuam a comercializar obras irregulares do selo jardim dos livros, a despeito de todo o empenho da editora em sanar a situação.
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questão prática

vejamos, por exemplo, o caso do grupo geração, cujo comentário sobre antigas edições problemáticas da jardim dos livros acabei de publicar aqui.

o sr. willian novaes reitera que "A Arte da Guerra, de Sun Tzu, supostamente traduzida do chinês, era na verdade texto adaptado de várias traduções para o português. Tao logo percebemos isto - e a senhora divulgou amplamente o fato - solicitamos tradução, diretamente do chinês, ao sinólogo André Bueno, mestre em Filosofia e doutor em História pela USP, e reeditamos a obra."

todavia, apesar das providências tomadas pelo grupo geração, a livraria cultura se obstina em vender a edição espúria: veja aqui, em sua 1a. edição (2006), e aqui, em sua 2a. edição, pocket, 2007.

já as "Outras péssimas traduções da Jardim dos Livros não foram reimpressas", mas a livraria cultura continua a oferecê-las aos clientes desavisados: por exemplo, o essencial de jesus, aqui, e a vida secreta de laszlo, conde drácula, aqui.

e como fica? leitor chia, editora toma providências, livraria continua a vender? aí é complicado. será que o próprio sr. willian novaes, que com tanta gentileza e boa vontade enviou seus esclarecimentos ao nãogostodeplágio, é que vai ter de tomar providências mais enérgicas junto às livrarias que continuam a sujar o nome do grupo geração?

obs.: não sei se as outras traduções mencionadas pelo sr. willian novaes eram péssimas. o que o nãogostodeplágio apontou foi a falsa atribuição dos créditos de autoria da tradução em o essencial de jesus, o essencial do alcorão a vida secreta de laszlo, conde drácula.
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um bom exemplo

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bem que nossas livrarias podiam seguir o exemplo.
Fraud, November 10, 2010
By Alexandre M. C. Silva "Alex Castro"Amazon Verified Purchase(What's this?)
This review is from: Ethics (Kindle Edition)
They have used the Penguin cover as an intentional means to dupe customers into buying this ebook, when it is actually your standard free public domain edition with no introduction or notes. Not only do I want my money back, but I think those sellers should be banned from Amazon.
para situar a questão, reproduzo aqui o comentário de alex castro, que consta no post a responsabilidade das livrarias:
Oi Denise

Aconteceu comigo recentemente. Achei que estava comprando a Ética de Espinosa (of all books, né?) em edição kindle da Penguin, mas acabou que era só uma editora cambalacheira que pegou a capa da Penguin e colou no texto em domínio público que se encontra no Projeto Gutenberg.
Mandei um email para a Amazon e deixei uma resenha na página do produto contando o caso. Isso tudo me tomou menos de 10 minutos. Aqui vai a resenha: (o produto não está mais disponível)
http://www.amazon.com/review/R3ESU4VJ2U1OL4/ref=cm_cr_rdp_perm
No dia seguinte, a Amazon respondeu, devolveu meu dinheiro, pediu desculpas, e retirou o produto (e talvez a "editora") do catálogo.
A Amazon tem um dos melhores atendimentos ao consumidor do mundo. Compro lá quase todo mês desde 1995, já tive inúmeros problemas e foram todos resolvidos com presteza e educação.
aparentemente, a amazon não exigiu de alex castro um transitado em julgado sobre a fraude e uma ordem judicial determinando a retirada da edição espúria. por que a livraria cultura, por exemplo, não segue essa demonstração de bom senso e civilidade?
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6 de set. de 2010

a invasão monárquica

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sobre a edição espúria de dante, da monarquia e vida nova, com tradução em nome de "jean melville (martin claret, 2003), usada como fonte bibliográfica, por exemplo:


como sempre, à venda nas melhoras lojas do ramo próspero e viçoso que abriga e comercializa os plágios de tradução: livraria cultura, por exemplo.
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19 de ago. de 2010

o locke claretiano



e por aí vai, em muitos milhares de referências no google. será que, além de todos os possíveis enquadramentos legais a que tais irregularidades editoriais poderiam estar sujeitas, nenhum leitor, nenhum pesquisador, nenhum professor, nenhum estudante se deu conta do absurdo histórico e conceitual que seria locke estar falando em cidadãos na inglaterra do final do século XVII?

sobre a copidescada de "alex marins" em cima da tradução de e. jacy monteiro, com cometimentos para disfarçar a cópia que incluíam trocar "súditos" por "cidadãos", ver locke, segundo tratado sobre o governo. 

essa edição, que pouco tem a recomendá-la, encontra-se à venda nas melhores casas do ramo, por exemplo na livraria cultura. 

4 de ago. de 2010

centauro trágico

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conforme documentei antes, a origem da tragédia, de nietzsche, na edição espúria da centauro, é uma cópia fiel da tradução de álvaro ribeiro, pela guimarães de lisboa, mas assinada por "joaquim josé faria" ou "peter klaus ivanov. está em sua 13a. edição!
disponível na livraria cultura e outras boas lojas do ramo

26 de abr. de 2010

flores x ervas daninhas

tanto mais louvável a iniciativa da editora 34 e da casa guilherme de almeida de reeditarem o florilégio guilhermiano de baudelaire, se lembrarmos o triste caso envolvendo as flores do mal na edição da martin claret. desde 2003, o poeta, tradutor e crítico literário ivo barroso alertava que eram flores roubadas do jardim alheio. a despeito do alerta, nós leitores continuamos sob ameaça e risco de cairmos vítimas de tal engodo, por exemplo na livraria cultura.

por isso também nosso alento com o retorno das flores das flores do mal. bem vindas sejam!

imagem: matisse, guache recortado, google images

9 de mar. de 2010

comunicado da madras

recebi um comunicado pela mala direta da editora madras. aqui transcrevo seu teor, com a autorização do sr. walter veneziani costa, responsável pela editora e membro integrante da atual diretoria da cbl.
Prezados clientes e parceiros, 
A pedido do nosso editor, Wagner Veneziani Costa, encaminho a seguinte nota que será inserida no site da Madras (http://www.madras.com.br/)*, no link de cada uma das obras mencionadas:
Nota do Editor:

A Madras Editora informa a seus clientes que excluiu do seu catálogo cinco títulos de obras, pois estas passarão por novo processo de tradução, revisão e produção editorial.

Aguardem, pois em breve estarão disponíveis para aquisição no mercado editorial.

São elas: A Origem das Espécies, de Charles Darwin; A Cabana do Pai Tomás, de Harriet Beecher Stowe; Seleções de Flavius Josephus, de Flávius Josephus; A Origem da Tragédia, de Friedrich Nietzsche; e Meditações de Marco Aurélio, de Marco Aurélio. [links meus, db]
*veja-se aqui a inclusão da nota supracitada

o nãogostodeplágio saúda a pronta disposição do sr. wagner veneziani em tomar tais providências.

não duvido que, tão logo saiam as edições legítimas dessas obras - seja em novas traduções, sejam as mesmas traduções, desadulteradas e devolvidas à sua forma original, com os devidos créditos a seus autores -, a editora madras se prontificará a substituir os exemplares espúrios que atualmente se encontram nas estantes de lares, escolas e instituições em geral.

por outro lado, espero que o setor livreiro poupe à editora madras o constrangimento de exigir intimação ou mandado judicial para cessar a venda dos títulos supracitados, como tem feito, por exemplo, a livraria cultura.

itens relacionados:

6 de mar. de 2010

o xis da questão

a questão das livrarias como agentes de distribuição de obras fraudadas é complicada.

vejamos um exemplo. eis duas declarações do sr. martin claret admitindo o recurso ao plágio na edição d'a república de platão publicada por sua editora:

"O editor Martin Claret, dono da Editora Martin Claret, admite que 'sua' edição de A República, de Platão, é plágio da edição da Fundação Calouste Gulbenkian. [...] Martin Claret diz que está providenciando nova tradução. [...] O editor diz que também estuda entrar em contato com a editora portuguesa, para tentar obter a autorização legal da tradução." - jornal opção

"Em conversa por telefone com a Folha nesta semana, Claret assumiu ter indenizado Modesto Carone por causa das traduções de Kafka [...] Reconheceu também a cópia de A República [...] 'Eu estou assumindo a responsabilidade'." - folha de s.paulo

passados quase três anos, a edição continua à venda, por exemplo, na livraria cultura.

a ambígua posição do sr. fábio herz, seu proprietário, preferindo transferir a decisão de suspender a venda de obras ilícitas de sua alçada empresarial para a alçada judicial, tem provocado vivas reações:
  • oséias ferraz, da diretoria da libre, crisálida editora e livraria: "Bom seria se os livreiros agissem em defesa do leitor e retirassem de comércio essas edições espúrias. Infelizmente a maior parte prefere fingir que não sabe ou usar o recurso legalista de "só tiraremos de comércio se formos citados judicialmente".
  • joana canêdo, em nãogostodeplágio: "Eu penso assim: quando um comerciante recebe um produto ruim de seu fornecedor, ele pode (e deve) se recusar a vendê-lo, no mínimo por respeito a seu cliente, talvez pelo bem de seu negócio, mas não apenas porque a justiça ordenou. Um supermercado não vai esperar ser acionado pela justiça por ter vendido iogurte estragado: ele vai tirar o iogurte ruim da prateleira, mesmo antes de vencer a data de validade, caso verifique, empiricamente, que não está mais bom. Não vai precisar de prova forense para isso, não vai esperar que um fiscal da Anvisa venha lhe dizer para retirar".
  • alessandro martins, em livros e afins: "[E]stou certo de que o senhor Fabio Herz tem algo a acrescentar à sua declaração que, eventualmente, descontextualizada, editada – como costumam ser editadas as declarações nos jornais -, pode ter sido ela (a declaração) privada completamente da razão. Por enquanto, não compro mais na Livraria Cultura".
  • letícia braun em flanela paulistana: "Como é que um leitor leigo de tudo deve entrar na Cultura? Confiante na qualidade de qualquer produto que queira adquirir? Ou com um pé atrás, se sentindo um idiota por não ter se armado de antemão contra falcatruas editoriais que possa vir a comprar naquele espaço imenso...? ...Duvide-o-dó dora que o senhor Fábio Herz, ou Pedro Herz, não tenha capacidade de julgar o que entra ou não entra em sua livraria".
visite apoiodenise.wordpress.com

4 de mar. de 2010

sobre a responsabilidade das livrarias


sobre as reflexões de joana canêdo sobre a responsabilidade das livrarias, livros e afins comenta a posição da livraria cultura:


e no jornal a gazeta do povo, há uma chamada para a "Matéria para reflexão: responsabilidade das livrarias", de Joana Canêdo.

a matéria do jornal correio braziliense, onde consta a declaração do sr. fábio herz, pode ser lida em palavras replicadas.

acrescento às 20,00h: no flanela paulistana, livraria de grife. é possível?
"Duvide-o-dó dora que o senhor Fábio Herz, ou Pedro Herz, não tenha capacidade de julgar o que entra ou não entra em sua livraria."

às 20,50h: em livros e afins, nas livrarias, o que podemos esperar sobre ética 2 - sobre a posição de um livreiro muito diferente da do sr. fábio herz.

aqui a matéria do editor e livreiro oséias silas ferraz, comentada por alessandro martins, acima.

reproduzindo imagem usada por joana canêdo, de hscweb3.hsc.usf.edu

2 de mar. de 2010

Matéria para reflexão: a responsabilidade das livrarias

A loucura que está sendo o processo movido pela editora Landmark contra a Denise e a Raquel, juntamente com toda a repercussão da história, tem gerado em mim muita matéria para reflexão, principalmente em torno da ideia de responsabilidade social, em seu sentido mais amplo.
Vou começar com uma anedota:

Outro dia estava parada no sinal vermelho. O sinal verde abriu e eu me pus em movimento. Qual não foi a minha surpresa quando um táxi, estacionado em seu ponto na rua que atravessava aquela onde eu estava, também acelerou e, passando o sinal vermelho (para ele), cortou bem na minha frente. O acidente só não aconteceu por pouco. Por coincidência o tal táxi parou 50 metros à frente, exatamente onde eu ia parar também. Isso me deu a oportunidade de confrontá-lo. Perguntei (tenho que admitir que estava um tanto histérica no momento) como um profissional no trânsito tinha a coragem de fazer uma coisa dessas. Ao que ele me respondeu: “Você é da CET? Então não lhe devo satisfação alguma.” Mas... E as leis do trânsito, e a segurança das pessoas nas ruas, e...? Enfim. O fato é que, para ele, só precisamos respeitar a segurança, a lei e a ética se tem alguma agência fiscalizadora observando. Se não, para quê? Cada um por si, certo?

Pois é. Foi isso o que me fez pensar a reação do diretor da Livraria Cultura, Fabio Herz, no depoimento que deu ao Correio Braziliense na matéria sobre plágio deste fim-de-semana (Palavras replicadas). Ele diz:
“A partir de um momento em que o juiz determina alguma coisa e foi dado como algo plagiado, a gente recolhe (os livros). Só que não tenho a competência para julgar isso. Denúncia não significa que algo está errado, alguém vai apurar. Se o Ministério Público chegar à conclusão que é plágio, retiro da livraria. Mas antes de uma decisão da Justiça não posso tomar decisão precipitada porque não me cabe o julgamento. É uma situação delicada, mas não gosto de tomar uma decisão antes que a Justiça determine uma posição”.

Eu penso assim: quando um comerciante recebe um produto ruim de seu fornecedor, ele pode (e deve) se recusar a vendê-lo, no mínimo por respeito a seu cliente, talvez pelo bem de seu negócio, mas não apenas porque a justiça ordenou. Um supermercado não vai esperar ser acionado pela justiça por ter vendido iogurte estragado: ele vai tirar o iogurte ruim da prateleira, mesmo antes de vencer a data de validade, caso verifique, empiricamente, que não está mais bom. Não vai precisar de prova forense para isso, não vai esperar que um fiscal da Anvisa venha lhe dizer para retirar.

Um profissional do trânsito deveria saber que as leis do trânsito não estão aí simplesmente para tirar pontos da carteira. Mas porque quando se vive em sociedade é importante que se respeitem algumas normas básicas para que o trânsito não fique caótico, para não criar situação de riscos, para não provocar acidentes... É sua responsabilidade social contribuir para um bom trânsito nas ruas.

Um profissional do livro, da leitura, da cultura afinal, deveria estar ciente de seu papel de disseminador da cultura, e de sua parte de responsabilidade para o enriquecimento cultural de toda a sociedade. Pois acredito que disseminar o plágio é péssimo para a cultura e para o negócio livreiro também. Um comerciante PODE escolher o que vender ou não (posição perfeitamente legítima no mundo dos negócios!). Quem conhece seu ramo de negócios tem discernimento suficiente para identificar produtos bons e produtos fraudulentos. Por respeito a seu cliente, é possível se recusar a disponibilizar produtos espúrios e não ser coadjuvante de fraudes. Faz parte de sua responsabilidade social, no sentindo mais amplo, a responsabilidade, enquanto profissional da área, de favorecer um mundo editorial mais ético, uma cultura mais rica, e a defesa do leitor, seu principal cliente.
Cabe, aliás, lembrar que alguns representantes dos livreiros compartilham essa opinião. É o caso da livraria Crisálida, por exemplo: “Bom seria se os livreiros agissem em defesa do leitor e retirassem de comércio essas edições espúrias. Infelizmente a maior parte prefere fingir que não sabe ou usar o recurso legalista de ‘só tiraremos de comércio se formos citados judicialmente’ ”, conforme afirmou em seu blogue na semana passada.

Joana Canêdo

Imagem: hscweb3.hsc.usf.edu

20 de nov. de 2009

lesa leitor

o pesadelo chestertoniano-germinalista, a saber, o plágio de o homem que foi quinta-feira assinado por vera lúcia rodrigues, está à venda nos responsáveis solidários usuais:


imagem: copycat

11 de set. de 2009

leitor sofre


o pobre d'o escravo de isaac b. singer, na edição da editora germinal (pretensa tradução de juliana borges; em verdade, cópia da tradução de cabral do nascimento), está à venda em:

saraiva
siciliano
submarino
americanas
cultura

comparece listado num edital de licitação:
www.cultura.mg.gov.br/.../tomada-de-precos-01.2007-livros(2).doc
foi incorporado ao acervo de:
www.am.unisal.br/biblioteca/novas-db-0905.asp

imagem: www.community.kompas.com

8 de set. de 2009

germinoldo lawrence nas livrarias

para adquirir mulheres apaixonadas na edição da germinal, o leitor poderá recorrer aos bons préstimos das americanas, da livraria cultura, da siciliano, da saraiva, do submarino.

agora, se o leitor não gostar de fazer papel de bobo nem de financiar os ishpertos, mais vale optar pela nova tradução de renato aguiar (record), que tem sido muito elogiada, ou recorrer aos sebos para encontrar a antiga tradução de cabral do nascimento.

imagem: www.sandrapontes.com

3 de set. de 2009

a saga da mala herba, nas livrarias

o caso do oblomov em tradução de francisco inácio peixoto, plagiado na edição da germinal em nome de juliana borges, foi amplamente divulgado na imprensa alguns atrás.
no entanto continua em circulação, à venda nas prestimosas livrarias que, por lei, são solidariamente responsáveis pelo delito:

- americanas
- cultura
- siciliano
- galileu galilei
- submarino
- saraiva
- horus

imagem: hall of shame

26 de ago. de 2009

ao mestre com carinho 2

a obra de tommaso de campanella, a cidade do sol, em cópia de tradução que a editora rideel atribui ao nome de "heloísa da graça burat(t)i", está presente em:

http://www.prto.mpf.gov.br/info/info_bibdetalhes.php?iid=665&ctg=&sctg=http://www.paulofreire.org/twiki/pub/FPF2008/TrabalhoMonicaBrunnerSchiffer/artigo_utopia_Forum_Paulo_Freire_(2008).doc
http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2008/anais/pdf/581_430.pdf
http://www.upf.tche.br/biblioteca/download/Boletim%202008%20n1.pdf
http://www.fsa.br/santoandre/editor/userfiles/File/livrog.htm
http://www.sec.ba.gov.br/iat/SITE_2007/acervo%20biblioteca%201.pdf

o sr. mario amadio havia afirmado que a rideel retirou de circulação essa baixaria. hmmm, não sei não. continuam solidariamente responsáveis pela fraude, segundo os termos da lei 9610/98:

- fnac
- camargo
- curitiba
- loyola (cujo dono, sr. vítor tavares, aliás, é colega do editor responsável pela rideel, sr. italo amadio, na diretoria da cbl)

outra coisa complicada: no meu exemplar dessa obra consta 2005, 1a. edição. encontrei vários exemplares da mesma obra que traziam como data da 1a. edição o ano de 2004. a martin claret também vive fazendo isso: em geral todas as suas edições do mesmo livro são "1a. edição". engraçado, não é mesmo?

imagem: www.myspace.com

24 de ago. de 2009

mala herba


alguns dias atrás, um leitor deixou um comentário interessante em hard facts, dizendo entre outras coisas:

"Em fevereiro estive [na Livraria Saraiva] e adquiri uma fake-tradução do Mulheres apaixonadas, de D.H.Lawrence, pela Editora Germinal. [...] Bem, a tradução era surrupiada; a 'tradutora' era uma parente da trupe editorial. A Livraria Saraiva se pronunciou da seguinte forma: que o seu trabalho era trazer ao leitor/cliente todos — todos, irrestritamente — os lançamentos e edições existentes no mercado, independentemente da fidedignidade ou procedência."

a atitude da saraiva e de praticamente todas as livrarias, já sabemos, é de se pôr acima do bem e do mal, a despeito do que determina a lei, que atribui às livrarias o papel de responsabilidade solidária com os crimes editoriais. é um gravíssimo problema, que também tem de ser enfrentado e combatido (veja no arquivo livrarias).

mas o que me surpreendeu no comentário foi que as edições da germinal ainda continuem à venda. a germinal praticamente parou de publicar qualquer coisa após a morte de seu fundador, o advogado e jornalista wilson hilário borges, em 2002. até achei que ela tinha encerrado as atividades, mas pelo visto continua distribuindo lixo tóxico pelo país, agora como selo editorial do grupo vervi de assessoria de comunicação. a germinal é um caso triste: tinha sérios problemas editoriais, com diversos plágios de tradução, vários deles publicamente desmascarados anos atrás.

erva daninha é difícil de arrancar. para reavivar a memória, nesses próximos dias farei alguns posts sobre o caso da germinal.

imagem: logo

16 de abr. de 2009

nossa homenagem

em abril há vários "dias do livro".

dia 2 é o dia internacional do livro infanto-juvenil (dia em que nasceu hans christian andersen).
dia 18 é o dia nacional do livro infantil (dia em que nasceu monteiro lobato).
dia 23 é o dia mundial do livro e do direito autoral (do autor, não do copirraite!), instituído pela unesco porque juntou um monte de gente nesse dia: morreram shakespeare e cervantes, mas também nasceram nabokov, druon, vallejo e outros mais.

então, em homenagem ao grande paladino brasileiro do livro e do direito do autor, martin claret, apresentamos à direita uma mostra da superprodução de seus fiéis colaboradores. começamos, como não poderia deixar de ser, com pietro nassetti.

viva a martin, viva a fbn/isbn, vivam as feiras do livro da usp, vivam todas as escolas com suas teses e ementas de curso martinescas, vivam todos os solidários claretianos! viva brasil!

em tempo: agradecemos à livraria cultura e às livrarias curitiba. todas as imagens do slideshow com uma parte da superprodução nassettiana provêm de seus sites. viva a elas também!

obs.: no caso das obras com discrepância de dados entre o isbn/fbn e o exemplar impresso, as imagens são apenas a título ilustrativo e trazem a legenda "chapa fria".