23 de fev de 2010

justiça e internet

sexta-feira recebi uma carta de citação da quarta vara cível de são paulo.

numa ação movida pela editora landmark e pelo sr. fábio cyrino, estou sendo processada por pretensas calúnias contra os reclamantes, por ter publicado no nãogostodeplágio provas mostrando a prática de plágio nas traduções de persuasão, de jane austen, e o morro dos ventos uivantes, de emily brontë, ambas publicadas pela referida editora em 2007.

além de vultosa indenização por pretensos danos morais e materiais, os reclamantes solicitaram:
- "publicidade restrita", isto é, que o processo corresse em sigilo de justiça,
- a remoção do blog nãogostodeplágio da internet, invocando o "direito de esquecimento",
- "antecipação dos efeitos da tutela de mérito", isto é, que a justiça determinasse a remoção imediata do blog antes da avaliação do mérito da ação impetrada.

o juiz, em seu despacho, não determinou segredo de justiça e negou a antecipação de tutela, por considerar que se trata de uma questão complexa, envolvendo discussão a respeito da liberdade de expressão e crítica na internet, sendo necessária uma análise mais apurada dos fatos para verificar a verossimilhança das alegações.

entre as variadas reações extrajudiciais e judiciais que tenho enfrentado a partir das denúncias feitas aqui no nãogostodeplágio, esta é a primeira que solicita a remoção do blog.

isso, a meu ver, extrapola o campo em que devo me defender contra acusações de pretensa denunciação caluniosa e adquire envergadura mais ampla. estamos aqui numa seara muito mais delicada e fundamental, a saber, a simples e básica necessidade de constante defesa do estado de direito, contra tentativas de amordaçamento e atropelo das garantias democráticas da sociedade.

atualizando em 07/03/10
leia e assine o manifesto em apoio à luta contra o plágio:

67 comentários:

  1. Lembro que ano passado comprei Persuasão e apenas depois vi o seu post sobre o caso. Inacreditável a reação desses senhores da Landmark. Pelo menos, de acordo com o que você disse até agora, o juiz parece ter uma boa noção das implicações no caso. Boa sorte no processo e parabéns pela coragem.

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  2. Manu Sampaio23.2.10

    Denise, é um absurdo isso que fazem, utilizam o poder econômico, ajuizando essas ações absurdas com a esperança que a pessoa recue diante da ameaça de ser condenada. É uma verdadeira intimidação judicial! Ainda bem que esse juiz por enquanto se mostrou sensato e não acatou os pedidos.
    Estou contigo nessa luta, afinal, os plagiadores que deveriam ser processados por enriquecimento ilícito!

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  3. não precisa nem dizer que "lado" os leitores e compradores de livros estão, né?

    não é nem contra a editora nem a favor de você porque não é uma briga pessoal mas sim a favor dos direitos de autor e da liberdade de expressão.

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  4. Absurdo, absurso, absurdo! Já fui processado, tenho alguma experiência nisso. Se quiseres conversar deixe um comentário qualquer em meu blog com o teu e-mail.

    Minha solidariedade e apoio no que percisares.

    P.S.- Se perderes, O QUE NÃO IRÁ ACONTECER, vamos montar Um Bailão de Jane Austen para arrecadar fundos.

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  5. Oi?!
    Como não sou entendida nisso e já dizendo q vc tem toda a razão em denunciá-los, por um acaso vc entrou em contato com a editora q sofreu o plágio? Eles não podem te ajudar nisso? Eles não poderiam processar a landmark tb (q não é por nada não... tem alguns livros horríveis...)
    LiC

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  6. De certa maneira, Denise, estou contente. Vai ser duro, imagino eu, mas a vitória é tua. E nossa, claro. Esse troço tem que acabar, já encheu.

    Uma abraço, guerreira!

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  7. Roger Chadel23.2.10

    Sua luta, que já era totalmente louvável ao criar este blog, aumenta na medida em que querem impedir seu direito de expressão. Conte com meu apoio, Denise.

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  8. Bom, se já não havia ética por parte da editora quando da tradução, não era de se esperar coisa diferente por causa da sua denúncia. Boicote à Landmark já! E força.

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  9. Piada, né?
    Esquecimento?
    Do que precisar, seja pra mover o blog, fazer backup, ou recolher assinaturas, basta entrar em contato.
    Mudei de blog, mas voltei a ter um.
    Comentei no twitter sobre um artigo sobre o Não gosto de plágio na Caros amigos. Bem, to correndo aqui, comento com calma amanhã (tô sem internet em casa).
    Abração!

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  10. Também abomino plágio e já foi plagiada da maneira mais torpe. Enviei um romance meu para uma editora famosa; ela ficou com a obra um ano inteiro e depois devolveu informando que não tinha interesse, porque o livro não era comercialmente viável.

    O romance foi publicado por outra editora. Qual não foi a minha surpresa, dois anos após, ao me deparar com capítulos inteiros do meu livro em obra publicada por outro autor, um celeb, pela editora que recusou sua publicação.

    Não entrei na justiça, mas escrevi para a editora, registrando que meu romance não prestava para ser publicada por ela, mas prestava para ser usado por autores sem criatividade e publicado à minha revelia. Desaforo.

    Há editoras que são muito abusadas e o autor deve reagir. Sou solidária a você

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  11. Anônimo23.2.10

    Já fui processado também.
    É impressionante como o suposto ofendido vem como um trator, querendo devastar tudo, acabar, tirar do ar, fazer desaparecer o pensamento contrário.
    Sinal também de que esses espaços criativos na internet incomodam pacas.
    Saludos,
    samarone Lima

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  12. de todos os absurdos desta ação, a que mais me boquiabriu foi esse tal do "direito ao esquecimento".

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  13. Cara, Denise!

    Com todo esse trabalho cuidadoso que fazes, acho pouquíssimo provável que algum juiz determine que isso configura calúnia, difamação, bullying virtual, seja lá o nome que se dê. Que essa batalha apenas sirva para fortalecer a tua luta que é também de todos nós.
    Abraço,

    Joice

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  14. Antônio23.2.10

    Mesmo estando na hora de voltar a trabalhar, me senti na obrigação de comentar neste exato momento.
    Gostaria de parabenizá-la pela denúncia. Não é possível que permitamos esse tipo de abuso no mercado editorial brasileiro. Quem desenvolve qualquer tipo de trabalho intelectual, sabe o quão criminoso é um plágio. Criminoso em todos os âmbitos - um crime contra quem desenvolveu e um crime contra quem consome.
    Parabéns novamente. Tenho certeza que isto tudo só vai render-lhe bons frutos.

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  15. Anônimo23.2.10

    Está virando palhaçada isso de processar blogueiros… a população deveria boicotar todas as marcas q processam a torto e direito

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  16. Denise,

    Estou mais do que chocada! Era só o que faltava, mais uma vez os criminosos atacarem na justiça quem está denunciando o crime. E ainda pedir para calar a boca alegando "direito de esquecimento"? Que raios é isso? Temos que "esquecer" que eles cometeram o crime de plágio e que ainda perpetuam esse crime? Pois que eu saiba os dois livros plagiados continuam à venda, em circulação, disponíveis para qualquer um. É melhor que isso não seja esquecido! Nós, leitores, cidadãos, é que deveríamos ter o direito à memória. Deveríamos ter o direito à informação, o direito de conhecer as empresas que nos enganam, que roubam a propriedade intelectual de outros, que enriquecem ilicitamente graças a seus crimes, que abusam dos direitos mais básicos do consumidor ao oferecem produtos espúrios. Felizmente o Brasil ainda é uma democracia e ainda temos liberdade de expressão. Só faltava termos que ficar calados quando vemos crimes acontecerem debaixo de nossos narizes.
    Denise, todo o meu apoio, muita força nessa luta!
    Abraços,

    Joana

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  17. LucasCF23.2.10

    Estou indignado. Algo que possamos fazer? :O
    Mas você ganha!

    Sinceramente, se eles fazem algo do tipo estão confirmando que plagiaram. Deviam enviar uma explicação pra seu e-mail ao invés disso. -.-

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  18. Que piada, Denise! E o "direito ao esquecimento", puá!

    Dava menos trabalho se eles se dispusessem a produzir livros honestamente.

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  19. Parabéns pelo blog, antes de mais nada, e força sempre nessa cruzada por lisura no meio literário/ intelectual.

    Plágio é moralmente indefensável. Como podem os plagiadores buscarem tutela judicial?

    Mais uma vez parabéns, e boa sorte na luta.

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  20. Parabéns pelo excelente blog, tem informações e links muito interessantes. Lembro que li na FSP há algum tempo sobre esse caso, é um absurdo tudo isso, ainda mais pensando no preço desses livrinhos da landmark. Posso estar errado, mas até onde sei, o blogspot está nos EUA, e lá vc pode invocar a 1ª emenda, portanto é descabido querer retirar o blog. Em todo caso, vc pode arquivá-lo no Internet Archive (www.archive.org)
    Abraço.

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  21. Bruno Leal23.2.10

    Denise, processo é realmente algo chato e que desgasta. Principalmente quando vem de uma empresa. Mas siga em frente e confie na justiça. Se você quiser uma ajuda de peso, tente entrar em contato com o advogado Ronaldo Lemos. Ele é professor e autor de vários livros sobre direito autoral e direito digital. É O cara do Creative Commmons. Tenho certeza que ele pode se solidarizar com você e, no mínimo, sugerir alguns procedimentos que pode ajudá-la no processo. Boa sorte e continue blogando! abs!

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  22. Ana Resende23.2.10

    é um verdadeiro absurdo o que a martin claret e a landmark (entre outras, infelizmente) estão fazendo com os leitores! e como não bastassem entulhar as prateleiras com textos roubados de outros profissionais, ainda querem censurar os poucos que tentam denunciar esse fato! Lamentável! Espero que a justiça faça justiça ao heroico trabalho da Denise!
    E, cá entre nós, dizer que traduziu em dois meses Jane Austen, só mesmo na base do plágio (rsrs)!!!
    Um abraço a você, Denise, conte com o meu apoio sempre,
    Ana Resende
    Tradutora, membro da Jane Austen Society e que, daqui a uns dez ou quinze anos (rsrs) pretende lançar uma tradução de "lady Susan"!!!

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  23. Saulo von Randow Jr23.2.10

    Denise,

    O único "landmark", com letra maiúscula, que irá restar, será o "marco divisório" da sua luta pela cultura desse país.

    Abraços,

    Saulo.

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  24. Ana Cesar23.2.10

    Estou do seu lado, cara Denise. Fiquei perplexa, pois fiquei sabendo em uma postagem no twitter de um amigo. Tradução de Jane Austen em dois meses? Será que pensam que bom senso e inteligência não fazem parte do universo dos leitores? Ledo engano. O que falta a eles sobra do outro lado.

    Guerreira, você vai vencer esta batalha.

    Abraço
    Ana Cesar

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  25. Também estou com você, Denise. O processo é um absurdo, ainda mais correndo em segredo de justiça, para que não saibamos de nada. E a retirada do blog, então, é uma clara tentativa de calar a sua voz e esconder os fatos. Grande abraço, amiga.

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  26. Também estou com você, Denise. Por que o reclamante não vem a público discutir o assunto em conjunto com o pessoal da área literária? E por que quer tirar o blog do ar, além de pleitear segredo de justiça? Querem silenciar a todos? Um abraço, querida amiga.

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  27. Denise,
    como já disse, estou aguardando.

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  28. Imagina se todo o mundo que cometesse falcatrua fosse à justiça pedir "direito de esquecimento". Seria a bazófia das bazófias!

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  29. Eduardo Sterzi24.2.10

    Cara Denise,

    Conte com meu apoio em mais esta situação absurda. Esses sujeitos não têm mais vergonha de avacalhar com a Justiça...

    Abraço!

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  30. Wellington24.2.10

    Mais uma pessoa indignada com a situação mais que bizarra.

    Você tem o meu apoio. Conte comigo para quaisquer ações ou seja lá o que for que possa ajudá-la a superar isso.

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  31. É, Denise, este país está cada vez mais para o dadaísmo. O Estadão sob censura e teu site ameaçado. A verdade assusta muita gente.
    A transparência que a internet possibilita, muito mais. Solidário contigo.

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  32. Cheguei a comprar "O Morro dos Ventos Uivantes" e "Persuasão" da editora Landmark, mas foi através do seu blog que fiquei sabendo que esses são justamente os livros em que o plágio está mais descarado. Obrigada por prestar um serviço tão valioso aos leitores brasileiros, sempre lutando por um mercado editorial mais honesto e de qualidade. Nunca havia comentado aqui, mas saiba que também pode contar com minha solidariedade. O seu trabalho é precioso e não vai ser silenciado.

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  33. Sra. Bottmann,

    "Bota" a boca no mundo, mesmo!! Conclame todos a ajudá-la. Seus leitores e todo(a) defensor(a) da liberdade precisa ser convocado a cerrar fileiras com você. Nem que seja com uns trocados pra vestir teu defensor. :)

    Não se furte de enviar sinais de fumaça. Boa sorte!

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  34. Anônimo24.2.10

    Não é curioso o fato de o direito (aqui no sentido de ordenamento jurídico) permitir, através do direito de ação, que seja atacado um movimento destinado a trazer a verdade à tona e a preservar o próprio direito (novamente aqui no sentido de ordenamento jurídico)? Em outras palavras, o direito garante um atentado a ele próprio. Espera-se, no entanto, que se verfique o caráter temerário da ação e se desconside a pretensão em definitivo.

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  35. Requintes de absurdo!

    Talvez pretendessem também a sua eliminação física, não é mesmo?

    Parabéns pela sua luta, que é de todos os que “não gostam de plágio”!!!



    Um abraço.

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  36. Anônimo24.2.10

    Denise,

    Mais uma vez, o meu abraço solidário. Que decepção para com essas editoras que supostamente seriam empresas que produzem e vendem cultura.
    Sempre haverá erros onde houver humanos. Um funcionário dentro de uma empresa pode ser desonesto, a empresa o despede, conserta o erro feito e com isso dá a declaração de sua competência e retidão. Mas essas duas editoras que estão te processando agem como crianças maleducadas que, ao serem corrigidos por um professor que os pegou "colando", reclamam aos pais que pedem que o professor seja despedido.

    Que quadro lastimável. Acredito falar em nome de todos os profissionais do texto, Denise: obrigada por essa luta em que você certamente não ficará sozinha.

    Forte abraço,

    Marion L. Pfeffer

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  37. Imagine, Denise, que absurdo. Acabei de saber por um amigo, que me enviou a matéria do Prosa & Verso.
    Com certeza não vão dar ganho de causa à editora. Veja lá se pode. "Denúncias desgarradas da realidade fática"? Ora me deixe!
    Estamos aqui torcendo por vc, mas não é possível que eles ganhem essa.
    Beijo!
    Francesca

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  38. Acho um absurdo essa editora querer processar você. Espero que você ganhe a causa e boa sorte

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  39. José Lira24.2.10

    Querida Denise,

    Não só os tradutores, mas qualquer linguista ou gramático (ou qualquer juiz de bom senso) sabe que esse tipo de "versão quase literal" que você tem mostrado no blog é, sim, plágio descarado.

    Mas você não perde esta causa, Denise, nem nós havemos de perder você, nesta sua incansável defesa de nossa cultura de país que leva a sério a tradução literária.

    José Lira

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  40. Anônimo24.2.10

    Querida Denise,

    Como são fatos documentados, no mínimo se exercitou o sagrado direito de crítica.
    O meu abraço e a minha solidariedade!
    Veríssimo

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  41. Anônimo24.2.10

    Brava Denise,
    Gostaria de apoiá-la no que for possível.
    Grande abraço e solidariedade total e irrestrita,
    Mamede Jarouche

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  42. Denise, seria uma vergonha para a justiça brasileira se você sofresse prejuizo por desmascarar atos ilegais e imorais como você fez. Também espero que o processo (se houver) tenha a mais ampla publicidade, contrário ao pedido da Landmark que obviamente prefere o sigilo. Você tem a minha mais sincera admiração e irrestrita solidariedade.

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  43. Apoio à autora do blog.

    Sugiro que, havendo condições, a autora devolva na mesma moeda, alegando injúria e denunciando ao juízo a litigância de má-fé da editora.

    Gostaria de ver uma palestra do suposto tradutor - que, olhem a coincidência, psicografou outra tradução - sobre seu trabalho como tal.

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  44. Andityas24.2.10

    Cara Denise,

    Força, força sempre. Não se intimide. Conte conosco. Como disse Shakespeare/Hamlet: Ser grande não é lutar por grandes coisas, mas achar motivo de briga em uma palha quando a honra está em jogo (cito de memória).

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  45. Anônimo25.2.10

    Eu não tenho formação jurídica, mas parece-me que a Landmark pratica, contra a Denise, litígio de má-fé, por pura intimidação e para causar apenas atribulação, com evidente desinteresse por reparação, uma vez que invoca esse troço aí de "direito ao esquecimento". O que é isso? Isso existe, mesmo? Com a palavra, os advogados do grupo. E se direito ao esquecimento existe, então realmente fica provado que juízes são Deus: têm o poder de fazer as pessoas esquecer as coisas. Que incrível!
    Parece claro ser uma ação movida apenas para causar atribulação mesmo, na qual a editora não parece ter o mínimo interesse de provar que está sendo, efetivamente, acusada injustamente. Foi mais prático para a editora o caminho do ataque que o da defesa. Envergonha até a mim, que não sou advogado...
    Ass.: Dorival Santos Scaliante

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  46. Anônimo25.2.10

    Denise, isso é o máximo do absurdo! Não passa de manobra de intimidação, murro na mesa, bulling do pior. Fique firme, guerreira, que você vai ganhar essa. E conte com meu apoio total e irrestrito.
    Abração e boa sorte,
    Alice Xavier

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  47. Apesar do transtorno que a Denise passará, acredito que isso será muito bom para a comunidade de autores em geral.

    Não sei se vocês sabem, mas discussões como essa são raríssimas na Justiça, o que limita a discussão sobre “o que pode” e “o que não pode” e o que é plágio ou não é a meras tergiversações teóricas unilaterais e sem embasamente empírico algum. Na melhor das hipóteses, importando decisões de outros sistemas jurídicos alienígenas.

    Fico, é claro, comovido pela situação dela e indignado por ter a Editora, aparentemente, preferido atacá-la em vez de analisar melhor os fatos, mas acredito que se a Denise conseguir uma defesa mediana à razoável conseguirá sair dessa e dará excelente contribuição para a discussão desse tema pela sociedade.

    Se me dá licença, peço autorização para escrever sobre o assunto no meu blog pessoal.

    Boa sorte!

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  48. Como disse lá no Flanela, estamos (e cada vez mais) com vcs.

    Força!

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  49. Anônimo25.2.10

    Olá Denise!

    Olhando a tática intimidatória da editora por outro ângulo, que excelente oportunidade ela está criando para dar visibilidade e empoderar o magnífico trabalho que vem sendo feito pelo nãogostodeplagio.

    Do ponto de vista jurídico, tenho a impressão de que o golpe baixo da editora não surtirá efeito por ir contra direitos de expressão e sobretudo por ser insustentável diante da sua capacidade cirúrgica e factualmente inconstestável de demonstrar quando interesses financeiros se sobrepõe a outros.

    Estou contigo junto a esta multidão que vem se manifestando a seu favor, defendendo a integridade intelectual e editorial.

    Um abraço solidário,
    Marcelo - www.plagio.net.br

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  50. Eduardo Marques25.2.10

    Franz Kafka devia ter conhecido o Brasil para se inspirar. Que processo ridículo!

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  51. Oi Denise,
    além de lhe prestar minha solidariedade, aproveito pra deixar um abraço saudoso das muitas batalhas travadas nos idos anos em Ctiba.
    Parabéns pelo seu sucesso como tradutora!
    Ercy

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  52. vixe, ercy!!!!!!! amazing! que maravilha!
    obg pela solidariedade.

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  53. Só agora fiquei sabendo desse absurdo, mas nunca é tarde para dizer que sou solidário até o fim. Estamos contigo, Denise. A situação é Kafkiana, mas estamos preparados para ela.

    Você não está sozinha nessa. Não está mesmo.

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  54. Sérgio Alcides27.2.10

    Prezada Denise,

    como tanta gente, estou estarrecido com esse processo movido contra vc por criminosos.

    Espero que corra tudo bem e manifesto meu inteiro apoio a vc.

    Abraços,

    Sérgio Alcides, tradutor (e vítima de plágio).

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  55. Fabio Navarro28.2.10

    Denise:
    tenho acompanhado o caso sobre seu blog, e esperando que sim a justiça seja feita e que não seja necessário uma nova luta às vias de fato pela liberdade de expressão.
    O Partido Pirata do Brasil, fez um manifesto em cima do bullynig contra os blogs e nossos tempos.
    Se é necessário iniciar tudo pelo primeiro passo, a idéia deles pode ser um começo.......

    http://www.partidopirata.org/wiki/index.php/Blog_Bullying

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  56. obg, fabio, já está na atualização, e o gangrena também.

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  57. Gidalte Lucio28.2.10

    Sou estudante de Tradução aqui na Paraíba, começei este ano e infelizmente tenho Persuasão e O morro... comprados no em 2008 e nem me dava conta sobre isto antes de entrar para este "mundo", além de Orgulho e Preconceito que realmente não me agradou, ainda nunca procurei sobre plágio nele, mas que vi erros grotescos de português, isso vi.
    Força e por favor, mantenha-nos sempre informados sobre estes safados de plantão.
    Abraços tradutórios.

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  58. Anônimo2.3.10

    Prezada Denise,

    Parabéns pelo seu empenho em expor a picaretagem institucionalizada no mercado editorial. Deixo aqui meu apoio e torço para que se faça justiça.

    Abs,
    Marina Gilii, tradutora

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  59. Caríssima Denise!
    O "processo" que essa editorazinha de fundo de quintal move contra você é um atentado à dignidade da profissão de tradutor mas também à condição de editor, que deveria estar interessado primeiro na qualidade da obra, depois nos $$$. Todos que trabalham com livros sabem que o Brasil é um país de poucos EDITORES e muitos vendeiros de livros, que veem a profissão de tradutor como bico e vendem livro como venderiam batata (todo respeito aos vendedores de batata, mas batata mesmo!). Por isso, quando se deparam com uma crítica às suas picaretagens, recorrem à truculência.Espero que o judiciário saiba distinguir o joio do trigo e lhe dê ganho de causa. A Landmark deve ser condenada no mínimo a indenizá-la por danos morais.
    Minha IRRESTRITA SOLIDARIEDADE.
    Paulo Bezerra

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  60. Denise,
    Total apoio. Depois de pagar as custas do processo q obviamente vai perder, a Landmark faria bem ressarcindo os compradores desses livros e os neurônios perdidos lendo suas aparvalhadas traduções. Não são as pedras o q torna o caminho do conhecimento difícil; é o vento contra dos imbecis.

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  61. Cara Denise. Desde os anos 1980, quando você era minha professora de epistemologia na unicamp, e até hoje, tenho de você a melhor das lembranças. Para mim, você sempre foi exemplo não apenas de inteligência e de erudição, mas principalmente de honestidade, de dignidade e de uma retidão de caráter que muito me ensinaram em minha formação acadêmica e mesmo em minha vida pessoal.

    Neste momento, e verdadeiramente insultado por esse caso envolvendo seu nome e o dessa editorazinha vagabunda, só posso me alistar ao lado daqueles que lhe dedicam solidariedade e apoio irrestritos. Ofende meu senso de dignidade que essa editorazinha possa sequer citar seu nome. Nela, não há ninguém digno o suficiente para isso. Como tradutor, como cidadão, como ser humano, espero que a justiça cumpra seu melhor papel. Estou com você.

    Celso Azzan Jr.

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  62. gidalte e marina, obrigada, acompanhem sempre o trabalho aqui da gente!

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  63. obrigadíssima, paulo, seu constante apoio é muito precioso!

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  64. quaquá, permafrost, tem razão!
    ah, e sim, claro, creio que seria obrigação da landmark e de todas as editoras fraudadoras ressarcir os leitores ludibriados em sua boa fé - sem contar os neurônios queimados... ótima esta!

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  65. caro celso, fiquei extremamente comovida com suas palavras. nem sei o que dizer. saiba que sempre amei lecionar e trabalhar com vocês, que honra e prazer poder partilhar da inteligência jovem e fresca de pessoas como vc!

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  66. É uma pena que ainda existam pessoas públicas e instituições que servem ao público que ao invés de rebater críticas com argumentos ou pedidos de desculpas recorram ao amordaçamento dos que os criticam. Shame, shame, shame!

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  67. Anônimo10.8.10

    Uma empresa que usa uma profissional de outra área para revisar e traduzir seus livros pelo GOOGLE não pode ser de confiança de ninguém.
    Um verdadeiro absurdo.

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