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14 de jul. de 2018

pepita de leão

pepita de leão (1875-1945), gaúcha de cruz alta, radicada em porto alegre, teve uma bela carreira tradutória sobretudo a partir de 1932. transcrevo abaixo uma relação parcial das traduções feitas por ela, disponível aqui, e acrescento outros títulos que localizei (talvez haja mais).
  • Nina Rosa (Ninon Rose), Guy Wirta. Biblioteca das Moças, Companhia Editora Nacional, 1928
  • As Aventuras de David Balfour, Robert Louis Stevenson, Livraria do Globo, 1933
  • A Volta de D. Quixote, Herberth Egon Herlitschka, Livraria do Globo, 1934
  • Alice na Terra das Maravilhas, Lewis Carrol, tradução, Porto Alegre: Livraria do Globo, 1934
  • Alice na casa do espelho, Lewis Carroll, Livraria do Globo, 1934
  • O Livro das Lendas, Selma Lagerlöf, Lisboa: Livros do Brasil,[4] 1936*
  • O chinês misterioso, Joseph Smith Fletcher, A Novela, revista mensal de literatura da Livraria do Globo (A Novela n.7, 1937)
  • Conta uma história (compilação), Livraria do Globo, 1937
  • O pequeno Robinson de Paris, Eugénie Foa, 1940
  • Francisca, Johanna Spyri, Livraria do Globo, 1942
  • A fada de Intra, Johanna Spyri, Livraria do Globo, 1942
  • Verônica, Johanna Spyri, Livraria do Globo, 1943
  • Dora, Johanna Spyri, Livraria do Globo, 1943
  • O Rei Arthur e seus cavaleiros, Sir Thomas Malory (compilação), Coleção Aventura, Livraria do Globo, 1943
  • Robin Hood, anônimo, Coleção Aventura, Livraria do Globo, 1944
  • Carlos Magno e seus cavaleiros, anônimo (adaptação), Coleção Aventura, 1944 [1937 - db]
  • David Copperfield e seus companheiros, Elisabeth Lodor Merchante, Livraria do Globo, 1945
  • Um Crime em Glenlitten, E. Phillips Oppenheim, Livros do Brasil, 1948**
  • O Caso Benson (The Benson Murder Case), S. S. Van Dine [6] tradução, Lisboa: Livros do Brasil (Coleção Vampiro, n. 11), 1948***
  • Contos de Andersen (compilação), Hans Christian Andersen, Livraria do Globo, 1960
* saiu pela Livraria do Globo em 1935
** saiu pela Livraria do Globo na Coleção Amarela, vol. 13, 1932
*** saiu pela Coleção Amarela, vol. 20, 1932
veja-se uma breve resenha sobre "Conta histórias" aqui.


Acrescentem-se, todos pela Livraria do Globo:
  • Os nenês d'água, Charles Kingsley, 1933
  • A volta de D. Quixote, G.K. Chesterton, 1934
  • A casa perdida, Agatha Christie, Coleção Amarela, vol. 40, 1935
  • O imperador da América, Sax Rohmer, Coleção Amarela, vol. 42, 1936
  • Os heróis: contos de fadas gregos para meus filhos, Charles Kingsley, 1937
  • O que o Livro de San Michele não contou, Axel Munthe, 1937
  • A mulher velada, Edgar Wallace, A Novela n. 16, janeiro de 1938
  • Astrid, Selma Lagerlöf, A Novela n. 16, janeiro  de 1938 (extraído de O livro das lendas)
  • Heidi, Johanna Spyri, 1939
  • Os ases vermelhos, Edgar Wallace, Coleção Amarela, vol. 89, 1941
  • Eveli, Johanna Spyri, 1943
  • História dum quebra-nozes, Alexandre Dumas, 1943
  • A odisseia de um médico americano, Victor George Heiser, 1943
  • O Robinson suíço, David Wyss, 1944

História dum Quebra Nozes



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breves dados biográficos aqui: 

Pepita de Leão, filha mais velha de José Salomão de Leão,professor e jornalista, e de sua esposa, Belmira da Costa Leão, nasceu em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, a 15 de dezembro de 1875. Cedo revelou sua vocação para o magistério e, quando se mudou com a família para porto Alegre, capital do  Estado, matriculou-se na Escola Normal, recebendo o diploma de professora em 1901. Depois de ensinar particularmente, submete-se, em 1904, a concurso de provas para ingresso no magistério público. Aprovada, foi nomeada para a escola de Estância Grande, no Município de Viamão. Por essa época o Ginásio do Rio Grande do Sul( hoje Colégio Estadual Júlio de Castilhos) decidiu aceitar estudantes do sexo feminino, e Pepita de Leão fez o curso de bacharel em Ciências e Letras, concluindo-o em 1907. Ensinou durante alguns anos no mesmo Ginásio, depois dirigiu grupos escolares em São Borja e Taquari. Voltando a Porto Alegre, dedicou-se novamente ao ensino particular até ser nomeada professora num dos grandes grupos escolares da capital. Em 1941 foi convidada a reger uma cadeira de português no curso ginasial do Instituto de Educação de Porto Alegre, cadeira que ocupou até agosto de 1945, quando adoeceu gravemente, vindo a falecer  dois meses depois, a 10 de outubro de 1945.
    A par de sua atividade docente, Pepita de Leão cultivou a literatura, tendo publicado vários livros traduzidos e alguns originais, além de trabalhos esparsos em jornais e revistas, sobre educação e especialmente literatura infantil. Entre os livros que traduziu, figuram obras de autores mundialmente conhecidos: Kingsley, Lewis Carroll, Johanna Spyri, David Wyss, Robert Louis Stevenson, Charles Dickens, Hans Christian Andersen. Deste último, organizou a edição dos Contos, que a Editora Globo ora apresenta ao público brasileiro.



9 de nov. de 2017

breviário de afetos

uma notícia fabulosa, realmente excelente: o lançamento de breviário de afetos, de ivo barroso.




10 de jun. de 2017

moacir werneck de castro tradutor

moacir (às vezes grafado moacyr) werneck de castro (1915-2010):
  • o segredo do major thompson, de pierre daninos, difel, 1957
  • o jogador, de dostoiévski, civilização brasileira, 1976
  • notas do subterrâneo, dostoiévski, civilização brasileira, 1986
  • o eterno marido, dostoiévski, civilização brasileira, 1976
  • os campos de honra, de jean rouaud, círculo do livro, s/d (record, 1990)
  • o destino de um homem, somerset maugham, globo, 1956
  • a hora antes do amanhecer, somerset maugham, globo, 1943
  • o diabo no corpo, raymond radiguet, difel, 1958
  • eugénie grandet, honoré de balzac, difel, 1961*
  • a secreta mentira, sherwood anderson (com james amado), globo, 1950 (reed. pela cultrix em 1967 como a verdade de cada um e pela l&pm em 1987 como winesburg, ohio)
  • convergências – ensaios sobre arte e literatura, octavio paz, rocco, 1991
  • os três mosqueteiros, alexandre dumas, difel, 1960 
  • o general em seu labirinto, gabriel garcía márquez, record, 1989
  • do amor e outros demônios, gabriel garcía márquez, record, 1994
  • geração perdida, aldous huxley, livros do brasil, s/d
  • major bárbara e outros textos, bernard shaw, 1949
  • homem e super-homem, bernard shaw, melhoramentos, 1951
  • aventuras de uma negrinha que procurava deus, bernard shaw, globo, 1949
  • bernard shaw: uma biografia irreverente, frank harris, globo, 1947
  • vida e época de nero, carlo maria franzero (com geir campos), nacional, 1958
  • o mal negro, nina berberova, rocco, 1989
  • o monge negro, anton tchecov, rocco, 1987
  • medo de espelhos, tariq ali, record, 2000
  • misti, guy de maupassant, martins, 1953
  • monte oriol, guy de maupassant, martins, 1956
  • as irmãs rondoli, guy de maupassant, martins, 1953
  • as aventuras do barão de münchhausen, g. a. bürger, philobiblion, 1978; villa rica, 1990
  • teresa raquin, émile zola, pongetti, 1942
  • o crepúsculo do capitalismo, michael harrington, civilização brasileira, 1977
  • petróleo: a terceira guerra mundial, pierre péan, paz e terra, 1975
  • antimemórias, andré malraux, difel, 1968
  • "o despertar", isaac bábel, in os russos: antigos e modernos, leitura, 1944
  • stavisky: roteiro para o filme de alain resnais, jorge semprún, paz e terra, 1974
  • aquela rua em paris, elliot paul, globo, 1945
  • "os bandidos", ernest hemingway, in os norte-americanos: antigos e modernos, leitura, 1945
  • vida e morte de trelawny, margaret neilson armstrong, globo, 1943
  • os cinco filhos de adão, charles bonner, josé olympio, 1944
  • a casa dos mortos, edith wharton, globo, 1947 
  • ronda grotesca, aldous huxley, globo, 1948
  • china, 25 anos, 25 séculos, francis audrey, paz e terra, 1976
  • a carta de tóquio, françoise giroud, retour edições, 1983
  • "profissão: latin americanist. richard morse e a historiografia norte-americana da américa latina", tenório trillo, in estudos históricos, fgv, v.2, n.3, 1989

* a tradução de moacir werneck de castro para eugênia grandet foi indevidamente apropriada pela editora martin claret, que a atribuiu a um fictício "alex marins". veja aqui. 

atualização: retirei da listagem o título os mortos permanecem jovens [e que dei erroneamente como os mortos permanecem mortos], de anna seghers. a tradução foi feita não por moacir, mas por maria werneck de castro. agradeço a mário frungillo e a gonçalo de andrés fernandez pela retificação. a gonçalo de andrés fernandez agradeço também a informação sobre a carta de tóquio.


11 de jun. de 2016

manuel bandeira tradutor, ilustrado IV

Aqui retomo em partes a postagem sobre as obras de tradução de Manuel Bandeira, que publiquei aqui, agora incluindo imagens de capa das edições. Esta é a última parte.

Biografia e ensaio:

• Educação do caráter, de Jean des Vignes Rouges. São Paulo: Nacional, 1936.



• A vida de Shelley, de André Maurois. São Paulo: Nacional, 1936 (com sucessivas reedições e reimpressões, atualmente pela Record com o título Ariel ou a vida de Shelley).



• A vida secreta de d’Annunzio, de Tom Antongini. São Paulo: Nacional, 1939.



• As grandes cartas da história, desde a Antiguidade até os nossos dias, de M. Lincoln Schuster. São Paulo: Nacional, 1942.



• Um espírito que se achou a si mesmo, de Clifford Whittingham Beers. São Paulo: Nacional, 1942 (com sucessivas reedições e reimpressões).



• A aversão sexual no casamento: como se forma, como combatê-la, de Theodoor H. van de Velde. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1953.



• Reflexões sobre os Estados Unidos, de Jacques Maritain. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1959.



Vide também "manuel bandeira tradutor, ilustrado I", aqui; "manuel bandeira tradutor, ilustrado II", aqui, e "manuel bandeira tradutor, ilustrado III",  aqui.

8 de jun. de 2016

manuel bandeira tradutor, ilustrado III

Aqui retomo em partes a postagem sobre as obras de tradução de Manuel Bandeira, que publiquei aqui, agora incluindo imagens de capa das edições. 

Romance:

• O calendário, de Edgar Wallace. São Paulo: Nacional, 1934.



• O tesouro de Tarzan, de Edgar Rice Borroughs. São Paulo: Nacional, Coleção Terramarear, 1934 (com sucessivas reedições).



• Nômades do Norte, de James Oliver Curwood. São Paulo: Nacional, 1935.



• Tudo se paga, de Elinor Glyn. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1935 (com sucessivas reedições). Aqui, imagem de capa da edição de 1956, já na Biblioteca das Moças:



• Mulher de brio, de Michael Arlen. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, [19--]. Não localizei imagem de capa. O original se chama Green Hat, mas foi adaptado com grande sucesso para o cinema em 1928 como A Woman of Affairs, estrelado por Greta Garbo, e lançado no Brasil com o nome de Mulher de brio. Sem dúvida foi esta a razão de se adotar o título brasileiro do filme para o livro.



• Minha cama não foi de rosas: diário de uma mulher perdida, de O.W. [Marjorie Erskine Smith]. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, Biblioteca da Mulher Moderna, 1936.



• Aventuras maravilhosas do Capitão Corcoran, de Alfred Assolant. São Paulo: Nacional, 1936 (com sucessivas reedições).



• Gengis-Khan, de Hans Dominik. São Paulo: Nacional, 1936.



• O túnel transatlântico, de Bernhard Kellermann. São Paulo: Nacional, 1938.



• Seu único amor, de Elino Glyn. São Paulo: Nacional, 1948 (com sucessivas reedições). Aqui, imagem de capa da edição de 1956, já na Biblioteca das Moças:



• A prisioneira, de Marcel Proust. Porto Alegre: Globo, 1951. Em cotradução com Lourdes Sousa de Alencar (com sucessivas reedições).



Vide também "manuel bandeira tradutor, ilustrado I", aqui, e "manuel bandeira tradutor, ilustrado II", aqui.

manuel bandeira tradutor, ilustrado II

Aqui retomo em partes a postagem sobre as obras de tradução de Manuel Bandeira, que publiquei aqui, agora incluindo imagens de capa das edições. 

 Teatro:

• O fazedor de chuva, Richard Nash (1957, inédita em livro). [Sobre o espetáculo, vide aqui. Abaixo, imagem do programa da peça]



• Colóquio-Sinfonieta, de Jean Tardieu (1958, inédita em livro).

• A casamenteira, de Thornton Wilder (1959, inédita em livro).

• D. João Tenório, de José Zorrilla. Rio de Janeiro: Revista dos Tribunais, 1960. Infelizmente a foto da capa está cortada.



• Pena ela ser o que é, de John Ford (1964, inédita em livro).

• O advogado do diabo, de Morris West (1964, inédita em livro).

• Juno e o pavão, de Sean O’Casey. São Paulo: Brasiliense, 1965.



• Os verdes campos do Éden, de Anônio Gala. Petrópolis: Vozes, Coleção Diálogo da Ribalta, 1965.



• A fogueira feliz, de Martín Descalzo. Petrópolis: Vozes, Coleção Diálogo da Ribalta, 1965.



• Edith Stein na câmara de gás, de Gabriel Cacho. Petrópolis: Vozes, Coleção Diálogo da Ribalta, 1965.



• A máquina infernal, de Jean Cocteau. Petrópolis: Vozes, Coleção Diálogo da Ribalta, 1967.



• O círculo de giz caucasiano, de Bertold Brecht. São Paulo: Cosac Naify, 2002.



Vide também "Manuel Bandeira tradutor, ilustrado I", aqui.

manuel bandeira tradutor, ilustrado I

Aqui retomo em partes a postagem sobre as obras de tradução de Manuel Bandeira, que publiquei aqui, agora incluindo imagens de capa das edições.

  Poesia e teatro em verso:
• Poemas traduzidos, Rio de Janeiro: Revista Acadêmica, 1945; 2. ed. aumentada. Porto Alegre: Livraria Globo, 1948; 3. ed. revista e aumentada. Rio de Janeiro: José Olympio, Coleção Rubaiyát, 1956; 4. ed., 1976; Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1966 (a partir de 1966, com sucessivas reedições pela Ediouro e nas reedições e reimpressões de Estrela da vida inteira); Poesia Completa e Prosa, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2009.  Abaixo, imagens das edições da Revista Acadêmica, 1945, e da Globo, 1948:



• Maria Stuart, de Schiller. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, Coleção Obras Imortais, 1, 1955; Rio de Janeiro: Tecnoprint, [197-]; São Paulo: Abril Cultural, 1983 (também em Poesia e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1958, verso1). Abaixo, imagens das edições da Civilização em 1955 e em 1958:



• Auto Sacramental do Divino Narciso, de Soror Juana Inés de la Cruz. In: BANDEIRA, Manuel. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1958, verso 1 ( 2. ed. em Estrela da tarde, 1963).


• Macbeth, de Shakespeare. Rio de Janeiro: José Olympio, Coleção Rubaiyát, 1961. São Paulo: Brasiliense, 1989 (também em Poesia e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1958, verso 1, e com sucessivas reedições pela Brasiliense). Abaixo, imagem de capa na Coleção Rubaiyát, 1961:



• Mireia, de Frédéric Mistral. Rio de Janeiro: Delta, 1962.





• Prometeu e Epimeteu, de Carl Spitteler. Rio de Janeiro: Delta, 1963. 2. ed. Rio de Janeiro: Ópera Mundi, 1971.



• Rubaiyat, de Omar Khayyam. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1965 (com sucessivas reedições e reimpressões). [Nota: Na verdade, foi lançada originalmente pela BUP, em 1964 - DB]



• Poesias escolhidas, de Juan Ramón Jiménez. In: JIMÉNEZ, Juan Ramón. Platero e eu. Rio de Janeiro : Delta, 1969.

•  Torso arcaico de Apolo, de Rainer Maria Rilke. Salvador: Dinamene, [197-]. Vale a pena ler o artigo de Ivo Barroso sobre o poema de Rilke e a tradução de Bandeira, aqui.

• Alguns poemas traduzidos. Rio de Janeiro: José Olympio, Coleção Sabor Literário, 2007.