22 de jun. de 2020

lívio xavier, fotos

cortesia da berenice xavier, sobrinha de lívio e da tia homônima


com benjamin péret 

com mário pedrosa

com antônio cândido

com vilanova artigas


2 de jun. de 2020

nietzsche no brasil

antes de 1892 não se encontra qualquer menção a nietzsche na imprensa brasileira depositada na hemeroteca nacional. 
aí, em 26 de fevereiro de 1892, o jornal do commercio publica a tradução de oito aforismos seus.



disponível aqui


20 de mai. de 2020

jorge amado - um novo achado

elena beliakova fala sobre essa tradução, até então praticamente esquecida, e aventa a possibilidade de ter sido feita a partir do espanhol, na edição da madrilenha cenit. ver aqui.


saiu em 1947 pela livraria e editora martins, em sua "coleção contemporânea", volume 9.


aqui um anúncio da editorial vitória, no jornal imprensa popular, de 10 de janeiro de 1951

disponível aqui

e aqui uma simples chamada, sem autor nem editora (imprensa popular, 13/6/51)

disponível aqui


a edição da cenit (1930), possível base para a tradução de jorge amado

Schkid. la república de los vagabundos, por bel - Vendido en ...

17 de mai. de 2020

rilke no brasil



as elegias de duíno foram publicadas em 1951, numa edição restrita, fora do comércio, em apenas 120 exemplares, com ilustrações de oswald de andrade filho, na primeira iniciativa editorial de josé mindlin, pela editora revista dos tribunais. a tradução era de dora ferreira da silva, que posteriormente, em edição comercial, veio a ter grande consagração.

mas descubro que, já em outubro de 1946, dora começara a publicar sua tradução das elegias, uma por semana (sendo que, na primeira semana, saíram as duas primeiras elegias), no suplemento domiinical "letras e artes" do jornal "a manhã".
é tradução visivelmente feita por amor e com amor. ela devia conhecer e amar rilke desde algum tempo.

dora nasceu em julho de 1918; se tiver traduzido todas as elegias no mesmo ano em que as publicou, 1946, teria entre 27 e 28 anos.

achei admirável.

aqui, ilustração de oswaldo goeldi. http://memoria.bn.br/docreader/114774/28



lúcio cardoso, "a propósito de traduções"


http://memoria.bn.br/DocReader/093092_03/16306


23 de mar. de 2020

artigo

com várias contribuições inestimáveis, terminei meu artigo com o levantamento bibliográfico das traduções de obras das irmãs brontë, katherine mansfield e virginia woolf no brasil (c.1916-19 a 2019). disponível aqui.

19 de fev. de 2020

arquivo


FUNDAÇÃO GULBENKIAN X MARTIN CLARET
A República da Pirataria

A editora brasileira Martin Claret pirateia A República, de Platão, da Fundação Calouste Gulbenkian, de Portugal

O ideário da Editora Martin Claret, de São Paulo, está exposto no prefácio de todos os livros da coleção A Obra-Prima de Cada Autor: "Nosso objetivo principal é oferecer, em formato de bolso, a obra mais importante de cada autor, satisfazendo o leitor que procura qualidade. (...) ´A Obra-Prima de Cada Autor´ é uma série de livros composta de mais de 300 volumes, formato de bolso, com preço altamente competitivo e encontrável em centenas de pontos de venda. (...) Nossa proposta é a de uma coleção aberta quantitativamente. (...) Nós acreditamos na função do livro". Os textos foram extraídos das páginas 9 e 10 do prefácio da edição de A República, do grego Platão. As edições da Martin Claret têm um mérito, talvez o principal: preço bem inferior aos praticados por outras editoras. Ao lado da gaúcha L±, a paulista Martin Claret certamente é a principal responsável por outras editoras, como Companhia das Letras, primeiro, e Record, em seguida, terem lançado edições de bolso com preços acessíveis, na faixa de 13 a 31 reais. O romance O Processo, de Franz Kafka, custa 13 reais pela L± e 21 reais na versão da Companhia das Letras. Com esmeradas traduções diretas do alemão. A qualidade das edições de bolso da Martin Claret em geral não compromete. O papel é bom, as capas são chamativas, talvez até demais. O corpo (tamanho) das letras é pequeno, mas nada que impeça a leitura. Entretanto, há um problema, e grave, pelo menos na edição de A República.

A Martin Claret publicou A República, livro basilar de Platão, em 2001. A tradução é do “misterioso” Pietro Nassetti, mas não há referência a respeito do ponto-de-partida. Ou seja, não há nenhuma informação se a tradução foi feita a partir do original grego ou se teve como base alguma tradução inglesa, alemã ou francesa. Sobretudo em livros de filosofia, assim como de poesia, as editoras costumam fazer questão de explicitar que a tradução foi feita a partir da língua de origem. Leitores mais dedicados, principalmente professores de filosofia, certamente vão optar por uma tradução, no caso de Platão, feita diretamente do grego. Estudantes, não apenas de filosofia, preferem em geral edições mais em conta, como a da Martin Claret, que tem 320 páginas e custa apenas 10,50 reais. A edição portuguesa custa impraticáveis 87 reais.

Como se trata de edição popular, supostamente não dedicada a especialistas, embora mantenha notas de rodapé relativamente detalhadas, a tradução da Martin Claret é fluente e chamou a atenção do professor Gonçalo Armijos Palácios, do curso de Filosofia da Universidade Federal de Goiás. Ao confrontar a edição de A República da Fundação Calouste Gulbenkian (localizada em Lisboa, Portugal), celebrada pela qualidade e requinte, com a da Martin Claret, o doutor em filosofia, que sabe grego, ficou estupefato. As duas traduções eram idênticas. Ou melhor, só existia uma tradução, a da Fundação Calouste Gulbenkian. A Martin Claret é responsável por uma edição pirata (leia no box que o proprietário da editora admite a pirataria).

Maria Helena da Rocha Pereira é responsável pela tradução, notas e introdução de A República, na edição da Fundação Caloustre Gulbenkian. A versão tem como ponto de partida o grego e a primeira edição é de 1972. A versão examinada pelo Jornal Opção é a 7ª edição, de 1993. Trata-se de uma edição muito bem-cuidada. No final da introdução, Maria Helena — o que prova que se trata de uma especialista, não de uma mera tradutora (obras filosóficas costumam exigir tradutores que conheçam filosofia, senão terão de passar por uma revisão técnica acurada) — anota: "Para a versão que agora se apresenta, seguiu-se escrupulosamente o texto estabelecido por J. Burnet, no quarto volume da sua edição dos Platonis Opera para a Scriptorum Classicorum Bibliotheca, Oxford University Press, reimpressão de 1949". Maria Helena ressalva, mostrando seriedade e respeito ao trabalho alheio, que serviu-se, ao traduzir Platão, de outras versões, aparentemente do grego para o inglês. Além da detalhada introdução, a tradutora oferece uma bibliografia sobre Platão, notas detalhadas e, ao final, um "índice de assuntos principais".

O que fez a Martin Claret? A editora brasileira, que está sendo comprada por uma editora de outro país, tão-somente jogou fora o aparato crítico, a introdução, resumiu as notas e republicou, sem citar a fonte, o texto integral da versão da Fundação Caloustre Gulbenkian (na página 4, o destemido editor escreveu: “Copyright Editora Martin Claret, 2001). O "tradutor" sequer teve o cuidado de fazer as adaptações de praxe para o português escrito e falado no Brasil. Ele (um fantasma?) faz apenas mudanças ligeiras —como a troca de efectivamente por efetivamente. Observe o leitor que, no início da "versão" brasileira, da Martin Claret, tenta-se disfarçar o plágio, com uma ou duas mudanças cosméticas, mas, em seguida, não se altera uma vírgula. É possível desconfiar que não há um tradutor "brasileiro", e sim um datilógrafo brasileiro, e, provavelmente, um revisor brasileiro. O leitor poderá identificar, facilmente, que há mudanças, bem leves, só no início dos capítulos; depois, a tradução é a mesma.

Um jornalista-historiador como Eduardo Peninha Bueno, que inventou a história como pilhéria, diria que o Brasil, ao pilhar Portugal, finalmente se vingou do colonialismo? É provável. Mas esse tipo de "vingança", uma antropofagia celerada, em nada engrandece o Brasil.

Trechos

Trechos do Livro I/Fundação Gulbenkian

"Ontem fui até ao Pireu com Gláucon, filho de Aríston, a fim de dirigir as minhas preces à deusa, e, ao mesmo tempo, com o desejo de ver de que maneira celebravam a festa, pois era a primeira vez que a faziam. Ora a procissão dos habitantes dessa terra pareceu-me linda; contudo, não me pareceu menos aprimorada a que os Trácios montavam. Depois de termos feito preces e contemplado a cerimónia, íamos regressar à cidade". (Página 1.)

"— Ouve então. Afirmo que a justiça não é outra coisa senão a conveniência do mais forte. Mas porque não aprovas? Não quererás fazê-lo?" (Página 23.)

Trechos do Livro I/Martin Claret

"Fui ontem ao Pireu com Glauco [note, leitor, que há um pequena mudança de "Ontem fui" para "Fui ontem" e a grafia de Gláucon passa a ser Glauco], filho de Aríston, com o objetivo de fazer minhas orações à [até aqui, talvez para disfarçar, há também uma ligeira alteração] deusa, e, ao mesmo tempo, com o desejo de ver de que maneira celebravam a festa, pois era a primeira vez que a faziam. Ora a procissão dos habitantes dessa terra pareceu-me linda; contudo, não me pareceu menos aprimorada a que os Trácios montavam. Depois de termos feito preces e contemplado a cerimônia [aqui, a editora adaptou para o português escrito no Brasil, que usa o acento circunflexo no lugar do agudo], íamos regressar à cidade". (Página 11.)

"— Ouve então. Afirmo que a justiça não é outra coisa senão a conveniência do mais forte. Mas por que não aprovas? Não quererás fazê-lo?" Neste trecho (página 25), só uma alteração (“porque”, na portuguesa, e “por que”, na brasileira). O tradutor nem tenta adaptar o português luso para o português patropi.

Trechos do Livro II/Fundação Gulbenkian

"Ditas, portanto, estas palavras, julgava eu que estava livre da discussão. Mas, de facto, era apenas o prelúdio, ao que parece. Efectivamente, Gláucon, que é sempre o mais destemido em tudo, também nessa altura não aceitou a retirada de Trasímaco, e disse: — Ó Sócrates, queres aparentar que nos persuadiste ou persuadir-nos, de verdade, de que de toda a maneira é melhor ser justo do que injusto?" (página 53)

"— Eu, por mim, concordo em tudo com esse padrões — declarou —, e seria capaz de os tomar como leis." (Final do livro II, página 100.)

Trechos do Livro II/Martin Claret

"Pronunciadas estas palavras [note, leitor, que a mudança é só início do texto], julgava eu que estava livre da discussão. Mas, de fato [aqui, o revisão trocou facto por fato], era apenas o início [trocou-se prelúdio para início], ao que parece. Efetivamente [retirou-se o c], Glauco, que é sempre o mais destemido em tudo, também nessa altura não aceitou a retirada de Trasímaco, e disse: — Sócrates, queres aparentar que nos persuadiste ou persuadir-nos de verdade, de que toda maneira é melhor é melhor ser justo do que injusto?" (página 44)

"— Eu, por mim, concordo em tudo com esse padrões — declarou —, e seria capaz de os tomar como leis". (Final do livro II, página 73.)

Trechos do Livro III/Fundação Gulbenkian

"— Quanto aos deuses, aqui temos, pois — disse eu — aquilo que, em meu entender, aqueles que hão-de honrar as divindades e os pais, e que hão-de ter em não pequena conta a amizade uns dos outros, devem ouvir desde a infância, e aquilo que não devem." (Página 101.)

"Portanto, por todos estes motivos — prossegui eu — diremos que é necessário prover deste modo os guardas de habitação e do resto, e legislaremos sobre o assunto ou não?

"— Absolutamente — confirmou Gláucon." (Página 160.)

Trechos do Livro III/Martin Claret

"— Em relação aos deuses, aqui temos, pois — disse eu — aquilo que, em meu entender, aqueles que hão de honrar as divindades e os pais, e que hão de ter em não pequena conta a amizade uns dos outros, devem ouvir desde a infância, e aquilo que não devem." (Página 74. As pequenas mudanças, com o suposto objetivo de esconder a pirataria, não alteram fundamentalmente a tradução da Fundação Gulbenkian.)

"Portanto, por todos estes motivos — prossegui eu — diremos que é necessário prover deste modo os guardas de habitação e do resto, e legislaremos sobre o assunto ou não?

"— Certamente — confirmou Glauco." (Página 111.)

O "tradutor" — ou o revisor, ou o datilógrafo — tão-somente trocou "absolutamente" por "certamente". O restante do texto é idêntico. Até a nota de rodapé é a mesma.

Leia mais no site do Jornal Opção na Internet (www.jornalopcao.com.br).

Editor admite plágio

O editor Martin Claret, dono da Editora Martin Claret, admite que "sua" edição de A República, de Platão, é plágio da edição da Fundação Calouste Gulbenkian. Em contato telefônico com o Jornal Opção na quarta-feira, 10, Martin Claret disse que encomendou a tradução ao italiano Pietro Nassetti e só ficou sabendo "há quatro ou cinco meses" que ele apenas "copiou" a tradução portuguesa. "O italiano Pietro Nassetti, tradutor do inglês e do italiano, faleceu há dois anos." Ele existe mesmo?, pergunta o Jornal Opção. "Ele morreu", insistiu.

Martin Claret diz que está providenciando nova tradução. "Nossa versão será feita a partir do inglês, porque fica mais barato do que traduzir do grego. Pedimos desculpas aos leitores." O editor diz que também estuda entrar em contato com a editora portuguesa, para tentar obter a autorização legal da tradução. O fato é que pode ser processado.

A Martin Claret pôs no mercado 500 títulos. "Somos uma editora de médio para pequeno porte." Ele diz que o grupo espanhol Santillana quer comprar a Martin Claret. "É impossível resistir ao assédio dos espanhóis. Eles compraram a Editora Objetiva, do Robert Feith; quem não vender pode quebrar", disse ao Jornal Opção.

https://web.archive.org/web/20080523082905/http://www.jornalopcao.com.br/index.asp?secao=Imprensa&subsecao=Colunas&idjornal=259


14 de jan. de 2020

thoreau, por virginia woolf

Thoreau, por Virginia Woolf

Artigo publicado no Times Literary Supplement em 12 de julho de 1917, em homenagem ao centenário do nascimento de Henry David Thoreau.

disponível aqui, em tradução minha para a revista helena, da biblioteca pública do paraná.

11 de jan. de 2020

editora sabiá

muito interessante a dissertação de mestrado de rafael fernandes carvalho, a editora do passarinho: um estudo sobre a editora sabiá. disponível aqui.