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22 de jul. de 2019

preciosidade

em "kafka no abrasil: 1946-1979", disponível aqui, mencionei o conto "cruza" entre os primeiros textos de kafka publicados no brasil, publicado na revista goiana agora, em seu primeiro número (agosto de 1946).

eis que, pela extrema gentileza de mário zeidler filho, temos agora as imagens:




5 de jun. de 2016

kafka infantojuvenil


um belo levantamento de lucila bassan zorzato com edições de kafka para o público infantojuvenil:

KAFKA, Franz. O criador de monstros. Tradução Paulo Bentancur. São Paulo: Artes e
Oficios, 2002. 48 p. Coleção Brincando de Pensar.
KAFKA, Franz. A metamorfose. Tradução Modesto Carone. Adaptação Walcir Carrasco. 3v.
2ed. novela. São Paulo: Cia das Letras, 2003. 95 p. (Die Verwandlung)
KAFKA, Franz. A metamorfose. Adaptado Peter Kuper. São Paulo: Conrad, 2004. 83 p.
Formato gibi (Die Verwandlung)
KAFKA, Franz. Kafka de Crumb. Tradução José Gradel. Texto de David Zane Mairowitz.
Desenho de Robert Crumb. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 2006. 176 p. Texto Informativo.
(Tradução de Introcducing Kafka)
KAFKA, Franz. A metamorfose. Tradução Claudia Abeling. Ilustração Luis Scafati. São
Paulo: Melhoramentos, 2007. 104 p. (Die Verwandlung)
 Acervo básico FNLIJ - Tradução/Adaptação Jovem, 2008.
KAFKA, Franz. A boneca viajante. Criação Jordi Sierra i Fabra. Ilustração Pep Mostserrat.
Tradução Rubia Prates Goldoni. São Paulo: Martins Fontes, 2008. (Tradução de Kafka y la
muñeca viajera)
KAFKA, Franz. Desista! E Outras Histórias de Franz Kafka. Adaptação Peter Kuper. São
Paulo: Conrad, 2008. Formato Gibi.
KAFKA, Franz. Kafka e a marca do corvo: romance bibliográfico sobre a vida e o tempo de
Grans Kafka. Criação Jeanette Rozsas. 2.ed. 2009, 179p. Texto Informativo.
KAFKA, Franz. Carta ao pai. Tradução Paulo Bentancur. Ilustração Ana Maria Moura. São
Paulo: Melhoramentos, 2009. 79 p. Coleção Três por três. (Briefe na den Vater)
KAFKA, Franz. Oportunidade para um pequeno desespero. Tradução Renata Dias Mundt.
Ilustração Nikolaus Heidelbach. São Paulo: Martins Fontes, 2010. 116 p. (Gelegenheit zu
einer kleinen Verzweiflung)
KAFKA, Franz. Metamorfoses: antologia de contos. Tradução Heloisa Prieto. Ilustração
Sergio Kon. São Paulo: Atual, 2010. 90 p.
KAFKA, Franz. Na colônia penal. Roteiro Sylvain Ricard. Tradução Carol Bensimon.
Ilustração Maël e Albertine Ralenti. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. 55 p. (Tradução
do francês. Dans la colonie pénitentiaire)
KAFKA, Franz. Pequena fábula. Tradução Cristina Antunes. Ilustração Enrique Martinez.
Belo Horizonte: Autêntica, 2012. 31 p. (Tradução do espanhol. Pequeña fábula)
KAFKA, Franz. O castelo. Adaptado e ilustrado por Carlos Ferreira. Rio de Janeiro:
Desidrata, 2013. 86 p. Grandes Clássicos em graphic novel. Texto em quadrinhos. (Das
Schloss)
KAFKA, Franz. A metamorfose. Tradução Claudia Abeling. Ilustração Kris Barz. São Paulo:
Melhoramentos, 2013. 94 p. (Die Venwandlung)
KAFKA, Franz. Meu Kafka. Tradução Priscila Figueiredo. Ilustração e textos Stefanie
Harjes. São Paulo: Cosac Naify, 2013. 127p. (Kafka. Ravenburg: Ravenvurger Buchverlag
Otto Maier GmbH; Baseada na edição Gesammelte Werke, 8 v.,S. Fischer Verlag, 1883-
1924)

sua magnífica tese, "A PRESENÇA DA LITERATURA INFANTOJUVENIL ALEMÃ NO BRASIL: estudo da circulação de obras entre o público leitor (1832-2005)", está disponível aqui.


17 de mar. de 2015

kafka no brasil


a tradterm 24 publica meu estudo "kafka no brasil (1946-1979)", aqui.


15 de fev. de 2014

uma metamorfose escalafobética


uma das coisas mais alopradas que vi nesses pdfs de clássicos traduzidos disponíveis na rede foi metamorfose de kafka (devo a dica à jornalista raquel cozer).

você vai lá, todo bonitinho o volume; folheia e tá lá: tradução de torrieri guimarães, edição nova fronteira.

esta é a primeira surpresa, até porque andei fazendo um meticuloso levantamento sobre as traduções e edições das traduções de kafka feitas por torrieri guimarães e jamais soube que a nova fronteira tivesse publicado a metamorfose torrieriana. ok, tudo bem, pode ser falha minha.

prossigo folheando e vejo a página de créditos e a ficha catalográfica. ok, o esquema de diagramação, os dados, o tipo de ficha CIP feita pelo SNEL, tem aquele visual padronizado que parece ok. aí meu olho bate em "Copyright 2013 by Franz Kafka" - hãã? - e principalmente no ISBN: 974-89-5768-675-8 - duplo, triplo hãã?

974 não existe (quando houve a conversão do ISBN para treze dígitos, adotou-se o prefixo 978, não 974). 89 é a coreia! (brasil é 85). o cadastro editorial da nova fronteira no ISBN é 209, não 5768. ou seja, ISBN mais frio e escalafobético do que esse, impossível.

ok, sigo e vejo que a edição traz um prefácio de helena topa, estudiosa portuguesa, que saiu acompanhando a tradução lusitana d'a metamorfose feita por gabriela fragoso, lançada pelo editorial presença em 2010. estranho um pouco a opção da nova fronteira, perguntando-me por que ela iria querer licenciar o direito de uso desse prefácio.

sigo em frente e chego à tradução de torrieri guimarães (que conheço até meio de cor e salteado, feita a partir da tradução em espanhol, anônima, mas publicada como se fosse de jorge luis borges, pela losada argentina, como expus em alguns posts aqui).

"não, não!", exclamo eu. "de jeito nenhum esta é a tradução do torrieri!"

bom, vou atrás e descubro que é a tradução, também portuguesa, feita por j.a. teixeira aguilar, que saiu pela europa-américa em 1975.

fico perplexa. pra que tanto trabalho para uma fraude tão descabelada? a cui bono?

essa patifaria ridícula está em http://issuu.com/amandaareias/docs/metamorfose_issuu, aqui.







abaixo, a tradução de j.a. teixeira aguilar:






7 de set. de 2013

kafka, nova época editorial

na esteira da livraria exposição do livro (posteriormente rebatizada como hemus) e suas traduções de kafka feitas por torrieri guimarães por interposição do espanhol, nos anos 60, temos na década seguinte a nova época editorial, de são paulo, com traduções feitas a partir das edições da schocken em inglês. não excluo que houvesse participação de mário graciotti (responsável pelo clube do livro) na editora.

a nova época, infelizmente, não trazia data de publicação. só posso afirmar que os lançamentos de kafka são posteriores a 1971, visto constar código de endereçamento postal no endereço da editora em seus volumes (e o cep foi criado pelos correios apenas em maio de 1971). posso afirmar também que foi na mesma época em que a telefônica fez a transição dos números de telefone de seis para sete dígitos em são paulo, visto constarem dois números de telefone da editora, um ainda com seis, outro já com sete dígitos (a saber, 826-8751 e 66-7423) - mas não sei quando se deu essa transição, que nos permitiria afunilar melhor o período de publicação.

por ora, fiquem registradas as obras de kafka lançadas pela nova época com seus respectivos tradutores:
a metamorfose, syomara cajado
o processo, syomara cajado
a colônia penal, syomara cajado
o castelo, d. p. skroski, com prefácio de thomas mann
américa, d. p. skroski
carta a meu pai, osvaldo da purificação
cartas aos meus amigos, osvaldo da purificação
o diário íntimo de kafka, osvaldo da purificação
a muralha da china: contos e máximas, sem créditos de tradução
as edições eram bastante rústicas e pobrezinhas, com paratextos desencontrados e contraditórios. de todo modo, vinham como uma alternativa à livraria exposição do livro (hemus), que na época praticamente monopolizava as publicações de kafka no brasil, sem qualquer contrato autoral com os detentores dos direitos sobre a obra de kafka (a schocken) e valendo-se de traduções existentes em espanhol, muito provavelmente também sem qualquer licença de uso. assim se explicaria a ênfase da nova época em estampar na quarta capa um comunicado anunciando ter adquirido "os direitos autorais de tradução, para o brasil, portugal e todos os países de língua portuguesa, das obras de franz kafka".

eis algumas capas e o recorte de uma contracapa, ilustrando a afirmação acima:





aqui se encontram alguns dados interessantes sobre o casal que criou a nova época.



ainda rastreando os primeiros kafka entre nós III

já indiquei os números da revista curitibana joaquim onde, a partir de 1947, foram publicados diversos excertos de kafka, aqui. reproduzo um trecho do post:
graças à tese de miguel sanches neto, aqui, descubro que em março de 1947, no nono número da célebre e efêmera revista curitibana joaquim, fundada por dalton trevisan e erasmo piloto, saíram as que agora creio serem as primeiríssimas traduções de kafka no brasil: um episódio de américa vertido por waltensir dutra,* e "um cruzamento", "o vizinho" e "parábolas", que não entendi bem se foram vertidos por waltensir ou por temístocles linhares.
no número 10 da joaquim, em maio de 1947, temos "o advogado novato" e "a aldeia mais próxima", em tradução de temístocles linhares.
no número 14, em outubro de 1947, temos "o só em kafka", trechos de seu diário traduzidos por georges wilhelm.
no número 18, em maio de 1948, temos uma tradução de wilson martins do episódio inicial d'"o processo", a partir da adaptação teatral feita por andré gide e jean-louis barrault.

bem, no mesmo letras e artes, o suplemento literário dominical do jornal carioca a manhã, encontrei na edição de 26 de agosto de 1947 algumas parábolas e aforismos selecionados e traduzidos por otto maria carpeaux. em nossa cronologia, viriam após o n. 10 da joaquim:







no caso de carpeaux, sem dúvida a tradução deve ter sido feita diretamente do original, imagina-se.

acompanhe a pesquisa sobre kafka no brasil aqui.

ainda rastreando os primeiros kafka entre nós II

no mesmo letras e artes, o suplemento literário dominical do jornal carioca a manhã, encontrei na edição de 5 de janeiro de 1947 uma referência à revista agora, de goiânia, em seu ano I, número 1, agosto de 1946, que teria publicado a historieta "cruza", extraída do volume as metamorfoses (sic). estou tentando localizar a referida revista: por ora, sei apenas que foi criada por oscar sabino jr. e afonso félix de sousa. em a localizando, provavelmente poderia ser apontada como a primeira tradução de algo de kafka no brasil, até eventuais novas descobertas ulteriores.



pelo termo "cruza" (usado numa tradução em espanhol) e pela referência a "metamorfoses" no plural, talvez a tradução tenha sido feita a partir do espanhol. teria de vê-la, porém, antes de afirmar qualquer coisa com maior segurança.

acompanhe a pesquisa sobre kafka no brasil aqui.

ainda rastreando os primeiros kafka entre nós I

em pesquisa em nossa hemeroteca nacional, localizei duas parábolas de kafka traduzidas por cláudio tavares barbosa e publicadas em letras e artes, o suplemento literário dominical do jornal carioca a manhã, em 25 de agosto de 1946.




cotejei com algumas traduções; p.ex. em inglês, aqui e aqui.

acompanhe a pesquisa sobre kafka no brasil aqui.

kafka, a muralha da china, l.e.l.

outro volume importante, a muralha da china, em tradução de torrieri guimarães, publicado pela livraria exposição do livro, sem data, provavelmente 1964, de todo modo certamente anterior à publicação d'a colônia penal pela mesma editora (ver aqui), baseou-se também numa edição da argentina emecé, publicada em 1953, em tradução de alfredo pippig e alejandro ruiz guiñazú, na coleção "grandes novelistas", com o título de la muralla china: cuentos, relatos y otros escritos. seu conteúdo corresponde ao quinto volume de gesammelte schriften, em organização de max brod, publicado em 1936 pela h. mercy sohn, que leva o título de beschreibung eines kampfes: novellen, skizzen, aphorismen aus dem nachlass.




 

neste caso, infelizmente, temos algum indício de certa impropriedade por parte de torrieri guimarães, o qual afirma em breve prefácio à edição: "Aqui está, nesta compilação que fizemos, senão o melhor, pelo menos alguns dos trabalhos mais representativos do fenômeno kafqueano" e, adiante, "Assim é que, nas histórias que selecionamos aqui", dando a entender em "nesta compilação que fizemos" e em "nas histórias que selecionamos aqui" que a seleção e a organização dos textos teriam sido de sua iniciativa e lavra. na verdade, a única diferença em relação ao conteúdo da edição argentina é a omissão das três historietas que se seguem a "de las alegorías", a saber: "la verdad sobre sancho panza", "el silencio de las sirenas" e "prometeo".






acompanhe a pesquisa sobre kafka no brasil aqui.

kafka, a colônia penal, l.e.l.

no luminoso artigo de sousa, brito e santos, "a recepção da obra de franz kafka no brasil", publicado no periódico pandaemonium germanicum, n. 9 (2005), disponível aqui, encontramos a seguinte passagem:
A antologia A colônia penal, de Torrieri Guimarães (1965) é a grande responsável pela publicação dos textos mais curtos de Kafka. Nela vários títulos famosos e imprescindíveis do autor marcam presença: Das Urteil (A sentença), Ein Landarzt (Um médico rural), Vor dem Gesetz (Diante da Lei), In der Strafkolonie (Na colônia penal), Einhungerkünstler (Um artista da fome), Erstes Leid (Um artista do trapézio), Die Verwandlung (A metamorfose) e Josefine, die Sängerin oder das Volk der Mäuse (Josefina, a cantora ou a cidade dos ratos) são bons exemplos da excelente seleção que reúne 39 títulos. [...] Um problema a ser levantado é o fato de Torrieri Guimarães referir-se à antologia como se fosse do próprio Kafka. Em nenhum momento, é esclarecido ao leitor que os textos não foram reunidos e dispostos daquela forma pelo autor (fato relevante, uma vez que se conhece a preocupação de Kafka com essa questão). Também não são indicados os critérios para a seleção dos textos.



bem, não há muito mistério: trata-se da organização feita por max brod para os escritos reunidos de kafka, gesammelte schriften, correspondendo a seu primeiro volume, erzählungen und kleine prosa, publicado em berlim pela schocken em 1935.



faço aqui um breve reparo a um equívoco que se repete com frequência no artigo de sousa, brito e santos: segundo os pesquisadores, torrieri guimarães teria feito sua tradução a partir do francês. não, a língua de interposição foi o espanhol e a tradução de base utilizada por ele para a colônia penal foi a de juan rodolfo wilcock, publicada pela emecé em 1952, com o título de la condena.






há, porém, algumas diferenças de conteúdo: primeiro, a omissão de "descrição de uma luta", que foi publicada no volume d'a muralha da china, também em tradução de torrieri guimarães; segundo, e muito interessante, a inclusão de "a metamorfose", "um artista da fome" e "um artista do trapézio", contos para os quais torrieri recorreu às pretensas traduções de jorge luis borges, estrambótica novela que já comentei extensamente em posts anteriores.




veja também:
  • kafka no brasil: inglês, francês, espanhol..., aqui
  • kafka borgiano, aqui
  • kafka em espanhol, aqui
  • kafka anônimo-borgiano, aqui
  • kafka anônimo-borgiano-torrieriano, aqui
  • kafka anônimo-borgiano-torrieriano II, aqui

28 de jan. de 2013

kafka, o primeiro primeiríssimo?

retomo a pesquisa sobre kafka traduzido no brasil, que pode ser vista aqui, para incluir alguns dados sensacionais. tinha-se até agora a ideia dominante de que o primeiro kafka a sair entre nós teria sido a metamorfose, em tradução de brenno silveira, lançada em 1956 pela civilização brasileira numa edição de luxo e tiragem restrita.

pois, graças à tese de miguel sanches neto, aqui, descubro que em março de 1947, no nono número da célebre e efêmera revista curitibana joaquim, fundada por dalton trevisan e erasmo piloto, saíram as que agora creio serem as primeiríssimas traduções de kafka no brasil: um episódio de américa vertido por waltensir dutra,* e "um cruzamento", "o vizinho" e "parábolas", que não entendi bem se foram vertidos por waltensir ou por temístocles linhares.

no número 10 da joaquim, em maio de 1947, temos "o advogado novato" e "a aldeia mais próxima", em tradução de temístocles linhares.


no número 14, em outubro de 1947, temos "o só em kafka", trechos de seu diário traduzidos por georges wilhelm.


no número 18, em maio de 1948, temos uma tradução de wilson martins do episódio inicial d'"o processo", a partir da adaptação teatral feita por andré gide e jean-louis barrault.

* sobre waltensir dutra (1926-1994), há muito o que se dizer, o que farei em outra oportunidade. por ora, fica aqui registrada essa preciosidade, sua contribuição introduzindo kafka no brasil.





atualização: vale a pena lembrar que, em 2000, a secretaria de cultura do paraná lançou uma edição facsimilar dos 21 números da joaquim.


atualização em 7/9/13: localizei algumas traduções anteriores, em 1946. 
acompanhe a pesquisa sobre kafka no brasil aqui.

26 de mar. de 2012

kafka, esparsos


I.
em 1956, ano em que se inauguram as traduções de kafka no brasil com a metamorfose por brenno silveira (pela civilização brasileira) e uma coletânea de parábolas e fragmentos escolhidos e traduzidos por geir campos (também pela civilização brasileira, coleção maldoror), há de se incluir também "um médico rural", em tradução de a. barbosa rocha, publicado em titãs da literatura, sétimo volume da coleção os titãs, pela editora el ateneo:



II. em 1958 (imagino, pois meu exemplar é da segunda edição, de 1959), sai "o jejuador" em tradução de ligia junqueira caiuby, integrando a coletânea maravilhas do conto universal, pela cultrix.

III.
em 1959, sai "um faquir",  em tradução de aurélio buarque de hollanda e paulo rónai publicada como o  "conto da semana", coluna semanal que ambos, ora juntos, ora alternadamente, mantinham no diário de notícias (ver zsuzsanna spiry, aqui).

IV.
em 1967, a editora perspectiva, em sua coleção judaica dirigida por jacó guinsburg, lançou um alentado volume chamado entre dois mundos, a situação dos judeus vista por autores judeus, com 45 textos entre contos e ensaios.



entre eles, há dois contos de kafka: "vista da galeria", na seção preconceitos, e "a construção de uma cidade", na seção o novo mundo. infelizmente, não sei quem foi o tradutor.

V.
em 1969, junto com a metamorfose de brenno silveira (pelo inglês), a civilização brasileira lança "o artista da fome", em tradução de eunice duarte, e "na colônia penal", de leandro konder, ambas pelo francês.



VI.
em 1972, a artenova lança uma coletânea curiosa: a solidão segundo... hemingway, mccullers, kafka, bradbury, borges, com seleção, introdução, notas e tradução de hermenegildo de sá cavalcanti: 



o conto de kafka escolhido para integrar a coletânea foi "na colônia penal".

VII.
temos em 2010 28 desaforismos, em tradução de silveira de souza, pela edufsc e bernúncia editora.