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29 de jan. de 2016
leituras IV: a letra escarlate
surpreendeu-me a qualidade de a letra escarlate, de nathaniel hawthorne, na tradução de sodré viana (1942). o texto elaborado e sofisticado de hawthorne parece ganhar novas ressonâncias às mãos de seu tradutor, com cuidadosa transposição de sua densidade original.
leituras III: o fauno de mármore
uma decepção foi ler a tradução o fauno de mármore, de nathaniel hawthorne, na tradução do escritor e crítico constantino paleólogo, que saiu em 1952 pelas edições o cruzeiro.
baste um exemplo:
vide "nathaniel hawthorne no brasil", na revista belas infiéis, da unb, aqui, e "o quinteto da renascença americano no brasil", nos cadernos de tradução da ufsc, aqui.
baste um exemplo:
"Oh, hush!" cried Hilda, shrinking from him with an expression of horror which wounded the poor, especulative sculptor to the soul.
- Oh, cale-se! exclamou Hilda afastando-se com uma expressão de horror que ferira a pobre e especulativa escultura da alma.
vide "nathaniel hawthorne no brasil", na revista belas infiéis, da unb, aqui, e "o quinteto da renascença americano no brasil", nos cadernos de tradução da ufsc, aqui.
9 de ago. de 2011
james, hawthorne, thoreau
henry james pai era muito amigo de emerson. quando thoreau foi tentar a vida como jornalista em nova york, visitou várias vezes a casa dele e ficaram razoavelmente amigos. anos depois, thoreau, com sua franqueza habitual, lamentou os disparates místicos do james sênior. já este, uns bons anos depois que thoreau morreu, escreveu umas barbaridades, dizendo que desde o começo não tinha gostado dele. não sei... li a correspondência entre emerson e james sênior sobre thoreau, e nos anos 40 ele parecia gostar bastante do fauno de concord.
por falar em fauno, thoreau e hawthorne tiveram uma relação muito interessante (dizem que o fauno de mármore é inspirado em thoreau), e depois hawthorne se torna grande influência para henry james jr. (que escreveu bastante sobre ele, e dizem ter se inspirado no marble faun para um romance seu, roderick hudson).
em minhas pesquisas sobre thoreau (e, secundariamente, sobre poe) insisto um pouco nesse período bastante determinado da chamada Renascença americana (1850-1855), mas os fios são muito longos e a trama é bastante entrelaçada: acho que fica mais difícil entender a gênese do modernismo, tal como se encarna, por exemplo, em james, sem conhecer um pouco o movimento daquela época.
deixando de lado as vastas psicologices narrativas de james (e lembrar que era irmão de william james, o criador da psicologia pragmática), comentei uma vez, meio intuitivamente, que thoreau escrevia coisas que até poderiam qualificá-lo como um grande poeta modernista avant la lettre - não os horrorosos poemas convencionais de sabor emersoniano e transcendentalista, mas os enxutos, visuais, sonoros e saborosos. eu não descartaria totalmente esse insight.
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por falar em fauno, thoreau e hawthorne tiveram uma relação muito interessante (dizem que o fauno de mármore é inspirado em thoreau), e depois hawthorne se torna grande influência para henry james jr. (que escreveu bastante sobre ele, e dizem ter se inspirado no marble faun para um romance seu, roderick hudson).
em minhas pesquisas sobre thoreau (e, secundariamente, sobre poe) insisto um pouco nesse período bastante determinado da chamada Renascença americana (1850-1855), mas os fios são muito longos e a trama é bastante entrelaçada: acho que fica mais difícil entender a gênese do modernismo, tal como se encarna, por exemplo, em james, sem conhecer um pouco o movimento daquela época.
deixando de lado as vastas psicologices narrativas de james (e lembrar que era irmão de william james, o criador da psicologia pragmática), comentei uma vez, meio intuitivamente, que thoreau escrevia coisas que até poderiam qualificá-lo como um grande poeta modernista avant la lettre - não os horrorosos poemas convencionais de sabor emersoniano e transcendentalista, mas os enxutos, visuais, sonoros e saborosos. eu não descartaria totalmente esse insight.
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8 de ago. de 2011
hawthorne no brasil II
dando continuidade a hawthorne no brasil I:
acho engraçado que tanto se mencionem as resenhas de edgar allan poe sobre as twice-told tales de hawthorne, que até tenha se publicado uma tradução do texto de poe, com o título "nathaniel hawthorne", no volume ensaístas americanos, mas não se conheça a maioria desses contos dele em português.
sei lá, parece tudo meio fragmentário e desconexo, cheio de lacunas. existem algumas antologias que trazem algum conto de hawthorne, mas que não tive muito tempo de procurar. por exemplo:
- a coletânea de jacob penteado, dos anos 50 (primores do conto universal, vol. 3, contos norte-americanos, edigraf);
- a de flávio moreira da costa, de 2005 (os melhores contos que a história escreveu, pela nova fronteira);
- outra de flávio moreira da costa, os melhores contos de medo, horror e morte, de 2005, que traz "o experimento do dr. heidegger", mas não sei se é a mesma tradução de olívia krähenbühl de 1964;
- a de alberto manguel, de 2007, com "a marca de nascença" (contos de amor do século XIX), idem.
como o pobre hawthorne está esfrangalhado em português, pouco me anima essa trabalheira. o que dá para ver, pelo que levantei, é que tem muito do mesmo: o conto do dr. heidegger tem umas três traduções, a letra escarlate, seis; as adaptações dos mitos gregos também foram picotadas, desmembradas e readaptadas (principalmente por orígines lessa), uma ou outra recebendo duas ou três traduções, totalmente fora de contexto. quanto aos romances, empacamos nos três de sempre. quanto aos contos, vejam-se os onze selecionados por olívia que citei no post anterior, somem-se os avulsos que arrolei, considere-se na melhor das hipóteses que os dois contos não identificados acima fossem inéditos aqui no brasil: mal chegamos a duas dúzias!
só os dois volumes de twice-told tales somam bem mais que isso.
veja aqui. abaixo, seguem os contos linkados, todos disponíveis online.
- Volume 1, Twice-Told Tales (1837, 1851)
- Preface (1851)
- The Gray Champion (1835, 1837)
- Sunday at Home (1837)
- The Wedding-Knell (1836, 1837)
- The Minister's Black Veil (1836, 1837)
- The May-Pole of Merry Mount (1836, 1837)
- The Gentle Boy (1832, 1837)
- Mr. Higginbotham's Catastrophe (1834, 1837)
- Little Annie's Ramble (1835, 1837)
- Wakefield (1835, 1837)
- A Rill from the Town-Pump (1835, 1837)
- The Great Carbuncle (1837)
- The Prophetic Pictures (1837)
- David Swan (1837)
- Sights from a Steeple (1831, 1837)
- The Hollow of the Three Hills (1830, 1837)
- The Toll-Gatherer's Day (1837, 1842)
- The Vision of the Fountain (1835, 1837)
- Fancy's Show Box (1837)
- Dr. Heidegger's Experiment (1837)
- Volume 2, Twice-Told Tales (1837, 1851)
- Legends of the Province House
- I. Howe's Masquerade (1838, 1842)
- II. Edward Randolph's Portrait (1838, 1842)
- III. Lady Eleanore's Mantle (1838, 1842)
- IV. Old Esther Dudley (1839, 1842)
- The Haunted Mind (1835, 1842)
- The Village Uncle (1835, 1842)
- The Ambitious Guest (1835, 1842)
- The Sister Years (1835, 1842)
- Snow-Flakes (1838, 1842)
- The Seven Vagabonds (1833, 1842)
- The White Old Maid (1835, 1842)
- Peter Goldthwaite's Treasure (1838, 1842)
- Chippings with a Chisel (1838, 1842)
- The Shaker Bridal (1838, 1842)
- Night Sketches (1838, 1842)
- Endicott and the Red Cross (1838, 1842)
- The Lily's Quest (1839, 1842)
- Foot-prints on the Sea-shore (1838, 1842)
- Edward Fane's Rosebud (1837, 1842)
- The Threefold Destiny (1838, 1842)
não que pessoalmente eu goste muito de hawthorne, mas, por sua importância literária, mereceríamos ter edições mais sistemáticas e coerentes de sua obra, como a globo fez com edgar allan poe nos anos 1940, graças ao trabalho hercúleo de oscar mendes e sobretudo de milton amado.
quanto a hawthorne, começa que seus romances (três deles) demoraram quase cem anos para chegar ao brasil. outras obras, faz uns 170/ 180 anos que foram escritas e não deram sinal de vida por aqui. já entre o material que chegou, não deixa de ser curioso que um mesmo conto, ainda o "dr. heidegger", tenha sido inicialmente publicado numa coletânea de histórias cômicas e burlescas, e sessenta anos depois integre uma coletânea de histórias de medo e horror. e por aí vai...
atualização - publiquei dois artigos sobre hawthorne:
1. o primeiro se chama "nathaniel hawthorne no brasil", com o levantamento das traduções brasileiras de sua obra, de 1942 a 2012. saiu na revista belas infiéis, unb, disponível aqui.
2. o segundo se chama "o quinteto da renascença americana no brasil", abordando a bibliografia traduzida de melville, emerson, thoreau, hawthorne e whitman. saiu na revista cadernos de tradução da ufsc, disponível aqui.
atualização - publiquei dois artigos sobre hawthorne:
1. o primeiro se chama "nathaniel hawthorne no brasil", com o levantamento das traduções brasileiras de sua obra, de 1942 a 2012. saiu na revista belas infiéis, unb, disponível aqui.
2. o segundo se chama "o quinteto da renascença americana no brasil", abordando a bibliografia traduzida de melville, emerson, thoreau, hawthorne e whitman. saiu na revista cadernos de tradução da ufsc, disponível aqui.
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hawthorne no brasil I
Nathaniel Hawthorne foi um dos expoentes da chamada Renascença americana, com Emerson, Thoreau, Melville (o qual, aliás, lhe dedicou seu Moby Dick) e Whitman. Estilista fino, na linha do romantismo sombrio, é tido como um dos pais da short story ao lado de Edgar Allan Poe.
Entre nós, Hawthorne é mais conhecido por seus romances The Scarlet Letter, House of Seven Gables e The Marble Faun. O primeiro é o mais traduzido entre nós, enquanto os dois últimos continuam a ser reeditados em respeitáveis, mas vetustas traduções, e valeriam uma renovação. Além deles, temos os mitos gregos adaptados em Tanglewood Tales e A Wonder-Book for Girls and Boys, uma dúzia e meia de contos e só.
A letra escarlate, Sodré Viana,
José Olympio, 1942 (aqui na capa da 2a. ed., 1948)
A casa das sete torres, Ligia Autran Rodrigues Pereira,
Livraria Martins, 1942
"A experiência do dr. Heidegger", in Os mais belos contos humorísticos, satíricos e jocosos
dos mais famosos autores, Manuel R. da Silva, Vecchi, 1944 (2a. ed.)
"O herói misterioso" in Os norte-americanos. Antigos e modernos,
Afonso Arinos de Melo Franco, Companhia Leitura, 1945
"David Swan", in Os mais belos contos norte-americanos dos mais famosos autores,
J. da Cunha Borges, Vecchi, 1945
dos mais famosos autores, Manuel R. da Silva, Vecchi, 1944 (2a. ed.)

Afonso Arinos de Melo Franco, Companhia Leitura, 1945
"David Swan", in Os mais belos contos norte-americanos dos mais famosos autores,
J. da Cunha Borges, Vecchi, 1945
"O homem que morreu três vezes", in Os mais belos contos policiais dos mais famosos autores,
Alfredo Ferreira [et al.], Vecchi, 1947
"A consoada do quacre", in Livro de Natal, As mais lindas histórias de Natal
dos maiores escritores do mundo, org. Araújo Nabuco, sem nome do tradutor,
Livraria Martins, 1947 (provável tradução portuguesa)
Alfredo Ferreira [et al.], Vecchi, 1947

"A consoada do quacre", in Livro de Natal, As mais lindas histórias de Natal
dos maiores escritores do mundo, org. Araújo Nabuco, sem nome do tradutor,
Livraria Martins, 1947 (provável tradução portuguesa)
A letra escarlate, em nome de Isaac Mielnik,
Clube do Livro, 1949*
Contos da Grécia Antiga, Oscar Mendes,
Melhoramentos, 1950

Contos da Grécia Antiga, Oscar Mendes,
Melhoramentos, 1950
O paraíso juvenil, Manuel R. da Silva,
Vecchi, 1950
"Davi Swan", in Mar de Histórias (Romantismo),
Aurélio B. de Hollanda e Paulo Rónai, José Olympio, 1951

Aurélio B. de Hollanda e Paulo Rónai, José Olympio, 1951

O Cruzeiro, 1952
A letra escarlate, A. Pinto de Carvalho,
Saraiva, 1957
"David Swan", in Maravilhas do conto norte-americano,
anônimo, Cultrix, 1957
"O palácio de Circe", in Titãs da literatura,
A. Barbosa Rocha, El Ateneo, 1958
"A filha de Rappaccini", in Novelas norte-americanas,
Eurico Dowens [?], Cultrix, 1963
Histórias de Nathaniel Hawthorne, Olívia Krähenbühl,
Cultrix, 1964
Esta bela antologia montada pela fina tradutora que era Olívia Krähenbühl traz:
"O paladino grisalho", "O véu negro do ministro", "Os retratos proféticos",
"O experimento do dr. Heidegger", "O sinal de nascença", "A estrada de ferro celestial",
"Cabeça-de-pena: uma lenda moral", "O egoísmo ou a serpente no peito",
"Drowne e sua imagem de madeira", "O grande rosto de pedra" e "Ethan Brand".
Esta bela antologia montada pela fina tradutora que era Olívia Krähenbühl traz:
"O paladino grisalho", "O véu negro do ministro", "Os retratos proféticos",
"O experimento do dr. Heidegger", "O sinal de nascença", "A estrada de ferro celestial",
"Cabeça-de-pena: uma lenda moral", "O egoísmo ou a serpente no peito",
"Drowne e sua imagem de madeira", "O grande rosto de pedra" e "Ethan Brand".

A cabeça de Medusa e outras lendas gregas,
adapt. Orígenes Lessa, Ediouro, 1967.
adapt. Orígenes Lessa, Ediouro, 1967.

O Minotauro e outras lendas gregas, adapt. Orígenes Lessa,
Ediouro, 1967 (capa ed. 1970)
O Palácio de Circe e outras lendas gregas,
adapt. Orígenes Lessa, Ediouro, 1967 (capa ed.1970).
"O jovem mestre Brown", in As melhores histórias insólitas,
Alair de Oliveira Gomes, Bruguera, s/d (1972)
"A filha de Rappaccini", in O melhor da ficção científica do século XIX,
Barbara Theoto Lambert, Melhoramentos, 1988
O fauno de mármore, tradução de Sônia Régis,
Nova Fronteira, 1992**
A letra escarlate, Elaine Farhat Sírio,
Círculo do Livro, 1993***
Ediouro, 1967 (capa ed. 1970)

O Palácio de Circe e outras lendas gregas,
adapt. Orígenes Lessa, Ediouro, 1967 (capa ed.1970).
"O jovem mestre Brown", in As melhores histórias insólitas,
Alair de Oliveira Gomes, Bruguera, s/d (1972)
“o diabo nos manuscritos”, in o diabo existe? uma antologia clássica das
melhoras histórias diabólicas de todos os tempos, tomo i, trad. r.
magalhães jr. rio de janeiro: artenova, 1974.
"A filha de Rappaccini", in O melhor da ficção científica do século XIX,
Barbara Theoto Lambert, Melhoramentos, 1988

O fauno de mármore, tradução de Sônia Régis,
Nova Fronteira, 1992**
A letra escarlate, Elaine Farhat Sírio,
Círculo do Livro, 1993***
"Meu parente, o major Molineux", in América,
Clássicos do conto norte-americano, Celso M. Paciornik,
Iluminuras, 2001
Clássicos do conto norte-americano, Celso M. Paciornik,
Iluminuras, 2001
Um livro de maravilhas para meninas e meninos,
Monica Veronezi Rizzolo e Afonso Teixeira Filho, Landy, 2001
"O hóspede ambicioso", in A selva do dinheiro,
Roberto Muggiati, Record, 2002
"O hóspede ambicioso", in A selva do dinheiro,
Roberto Muggiati, Record, 2002
Toque de ouro, Tatiana Belinky,
Editora 34, 2002
"O jovem Goodman Brown", in Contos fantásticos do século XIX,
Ricardo Lísias, Companhia das Letras, 2004
Wakefield, Silveira de Souza,
Virtualbooks, 2004
"Wakefield", Zaida Maldonado,
Bestiário ano 1, n. 5, 2004
"Wakefield" e "Penacho, o espantalho", in Contos e poemas
para crianças extremamente inteligentes de todas as idades, vol. 3,
José Antônio Arantes, Objetiva, 2003****
Ricardo Lísias, Companhia das Letras, 2004
Wakefield, Silveira de Souza,
Virtualbooks, 2004
"Wakefield", Zaida Maldonado,
Bestiário ano 1, n. 5, 2004
"O banquete de Natal", in Os mais belos contos de amor e esperança,
Chico Lopes, Prestígio, 2005
"Wakefield", in Contos fantásticos no labirinto de Borges,
Cristiana Serra, Casa da Palavra, 2005
O minotauro, adapt. Edmir Perrotti,
Paulinas, 2005
"O baile de máscaras de Howe", Josimara Tonella-Estigarribia,
Bestiário, ano 2, n. 15, 2005
Chico Lopes, Prestígio, 2005
"Wakefield", in Contos fantásticos no labirinto de Borges,
Cristiana Serra, Casa da Palavra, 2005
O minotauro, adapt. Edmir Perrotti,
Paulinas, 2005
"O baile de máscaras de Howe", Josimara Tonella-Estigarribia,
Bestiário, ano 2, n. 15, 2005
Vinte dias com Julian & Coelhinho, por papai,
Sônia Coutinho, José Olympio, 2006
"O jovem Goodman Brown", in Os melhores contos fantásticos,
Maria Luiza X. de A. Borges, Nova Fronteira, 2006
"A marca de nascença", in Contos de amor do século XIX,
Bernardo Carvalho, Companhia das Letras, 2007
A letra escarlate, Christian Schwartz,
Companhia das Letras, 2011

A letra escarlate, Guilherme Braga,
BestBolso, 2012
Voltarei a Hawthorne num artigo geral sobre a American Renaissance e sua recepção no Brasil. A quem se interessar, há várias menções a ele em Lendo Walden - basta consultar no quadrinho de busca do Google, na coluna à direita do blog.
* Tenho algumas dúvidas sobre a autenticidade desta tradução.
** Devo essa indicação a Lucas Cordeiro.
*** Devo essa indicação a Alfredo Monte.
**** Devo essa indicação a Sérgio T. G. Santos, bem como a referência ao conto "o diabo nos manuscritos".
atualização - publiquei dois artigos sobre hawthorne:
1. o primeiro se chama "nathaniel hawthorne no brasil", com o levantamento das traduções brasileiras de sua obra, de 1942 a 2012. saiu na revista belas infiéis, unb, disponível aqui.
2. o segundo se chama "o quinteto da renascença americana no brasil", abordando a bibliografia traduzida de melville, emerson, thoreau, hawthorne e whitman. saiu na revista cadernos de tradução da ufsc, disponível aqui.
acrescente-se à listagem a casa das sete torres na tradução de david jardim jr., pela ediouro, 1988 (pode ter saído antes, mas nãp localizei).
atualização: agradeço a igor da silva livramento que, em comentário ao post, fornece uma fantástica contribuição, que transcrevo: "uma tradução anônima do conto "Rappaccini's Daughter" (1844 no The United States Magazine and Democratic Review, versão final em Mosses from an Old Manse and Other Stories de 1846) no Diário de Pernambuco, datadas de 19 e 20 de novembro de 1860 (números 268 e 269 do jornal), acessíveis em http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&pagfis=2754 (primeira parte) e http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&pagfis=2762 (segunda parte)."
minhas pesquisas se limitam a obras publicadas em livro; é mais do que provável que haja várias outras traduções publicadas em revistas e jornais, que não constam nesse levantamento. de todo modo, essa preciosa indicação mostra que a chegada de hawthorne no brasil foi bastante ágil (via o jornal português política liberal), dando-se quando ele ainda estava em vida.
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