27 de jun de 2016

monteiro lobato / silveira bueno

hoje fiquei sabendo por meio de gabriel senador kwak de um fato curioso, que me surpreendeu:

a companhia graphico-editora monteiro lobato publicou em 1925 o livro minha vida e minha obra, de henry ford, em tradução de silveira bueno.



em 1926, agora já na companhia editora nacional, sai outra edição de minha vida e minha obra, agora constando como tradução de josé bento monteiro lobato.

silveira bueno, em suas memórias, manifestou-se indignadíssimo, acusando monteiro lobato de roubo:
Prometeu-me pagar 700 mil réis pela tradução. e 300 réis por volume publicado.. Era eu então professor do Mackenzie College e com a ajuda de Mrs. Manctyre, sogra do sr. Bayton, passei para o português a obra de Henry Ford. A primeira edição traz o meu nome como tradutor. Pois sabem o que me fez o Lobato? Não me pagou cousa alguma e, na segunda edição da obra, tirou o meu nome e colocou o dele! Isto não era escamoteação, era roubo! Tenho em meus arquivos a carta que me escreveu, desculpando-se do atentado que havia cometido.
uma pena que não tenhamos acesso à referida carta que lobato lhe teria escrito. pois o fato é que todas as edições a partir de 1926 constam como traduções de lobato, e não de silveira.

para tirar a dúvida, só fazendo um cotejo.

26 de jun de 2016

hoffmann no brasil, I

o primeiro e.t.a. hoffmann que foi traduzido e publicado no brasil saiu em 1882, pela typographia da livraria americana, de pelotas - o que é a felicidade no jogo (spielerglück, 1820). a tradução é de josé de carvalho portella, que dedicou a tradução e a edição à diretoria da santa casa de caridade de alegrete.

interessante notar que josé de carvalho portella fora o fundador da irmandade da referida santa casa em 1872, e ficou como tesoureiro da instituição. veja aqui.

naturalmente, como um bom hoffmann, o conto é trágico e horroroso, e decerto a intenção de portella era edificante, como uma lição de moral para mostrar os males do vício da jogatina.

não sei se a tradução foi a partir do original - em todo caso, fique registrada a existência de duas traduções francesas naquele então: "bonheur au jeu", de 1836, por henry egmont, e "le bonheur au jeu", de 1866, por xavier marmier.

aliás, consta que fagundes varella deixou inédito um drama em versos, chamado o demonio do jogo, "extrahido dos contos phantasticos d'Hoffmann", diz-nos visconti coaracy (veja aqui).

25 de jun de 2016

primeiro dostoiévski em livro no brasil

até onde consegui apurar, o primeiro dostoiévski a ser lançado em livro no brasil foi o jogador, em tradução de alcides cruz. saiu pela livraria americana em sua "nova bibliotheca economica", em - calculo - 1896.

isso porque a primeira menção que encontrei sobre a obra foi uma notícia de página inteira da livraria americana, anunciando "o jogador" entre os três títulos já publicados em sua biblioteca econômica. isso saiu no anuário da americana chamado almanak litterario e estatistico do rio grande sul para o ano de 1896. veja aqui e imagem abaixo.




uma notícia interessante nos é dada por juremir machado, que conta sobre o jornal correio do povo em seus primórdios, no final do século XIX: "Fez uma promoção de assinaturas. Quem assinasse por ano, escolhia um livro numa lista de dez best-sellers, entre os quais O Jogador de Dostoievski". veja aqui.

quantos crimes não desvendados!

a chegada de crime e castigo de dostoiévski ao brasil é um mistério.

brito broca, em sua introdução a crime e castigo na famosa tradução de rosário fusco (1949), cita lá que a primeira tradução da obra havia saído pela livraria castilho no começo dos anos 1920. a tradução, diz broca, era de fernão neves (pseudônimo de fernando nery, o mesmo que traduzira recordações da casa dos mortos, lançado em 1917 pela mesma castilho).

acontece que essa afirmação de brito broca é a única, unicíssima referência a tal tradução que encontrei em todos esses anos. estou quase desanimando e começando a achar que broca, passadas quase três décadas, foi é traído por sua memória.

aí, em 1930 sai crime e castigo - esse sai mesmo, comprovadamente - pela editora americana com tradução em nome de um improvável "ivan petrovitch", com projeto gráfico da capa feito por di cavalcanti.



bom, a americana é aquela mesma que publicou um irmãos karamazov em tradução de outro igualmente improvável "raul rizinsky", que veio a se revelar depois como pseudônimo que a editora impingiu ao tradutor, ninguém menos que leôncio basbaum. veja aqui.

em vista disso, não me parece absurdo supor que aquele tal "ivan petrovitch" fosse também mera invenção da casa para dar uma aura russificada à tradução. agora, quem seria, não faço ideia (imagino que não basbaum, porque sua primeira tradução para a americana - o irmãos de "rizinsky" - saiu em 1931, enquanto o crime de "petrovitch" sai em 1930).

anúncio em o correio da manhã, 29/10/1930

bom, que seja. pelo menos é fato comprovado que em 1930 sai essa tradução de crime e castigo, que não sabemos quem fez, pois é difícil acreditar nesse "ivan petrovitch".

ainda em 1931, a americana encerra a parte de literatura e seu catálogo literário é adquirido pela waissman, reis & cia., a qual por sua vez, a partir de 1934, passa a responder pelo nome de guanabara (ou guanabara koogan). com a aquisição do catálogo, ela passa a relançar títulos anteriores da americana, que agora são seus. crime e castigo sai em 1936, sem "petrovitch" nenhum e constando apenas "tradução revista por elias davidovich".

aí, também em 1936, a pongetti lança um crime e castigo com tradução em nome de um "j. jobinsky", revista por aurélio pinheiro. isso é meio esquisito. a pongetti e a guanabara tinham uma rivalidade meio bizarra, em que a pongetti vivia correndo atrás de publicar as mesmas coisas que a guanabara e inclusive garfando várias traduções dela, e esse seu lançamento me parece muita coincidência. bom, em 38 ou 39 aurélio pinheiro morre; em 1939, a pongetti lança uma segunda edição desse crime e castigo de jobinsky/pinheiro.

aí, em 1944 a mesma pongetti lança mais uma edição, mas agora - e com destaque na capa - como "tradução revista por marques rebelo". some qualquer referência a um tradutor qualquer que seja, inventado ou não, e a obra tem lá suas reedições durante uns bons anos, "revista por marques rebelo".

então, em 1960 sai mais uma edição da mesma pongetti, agora como "tradução revista por luiz cláudio de castro".

depois a pongetti fecha, seu catálogo vai para a ediouro, que relança crime e castigo nessa dita tradução revista e com um dito cotejo com o original russo de luiz cláudio de castro, e lá a obra permanece até hoje.

mas, quando a coleção biblioteca da folha publica uma edição dessa obra, em 1998, luiz cláudio de castro passa a constar na capa como se fosse o autor da tradução.

e assim ficamos sem saber, nessa sucessão de nomes arrussados e traduções revistas, quem terá sido de fato o tradutor "ivan petrovitch" que lançou aquela que me sinto propensa a considerar - em que pese a afirmação de brito broca - a primeira tradução de crime e castigo no brasil.

de todo modo, fica a sugestão para um TCC: uma leitura comparada dos crime e castigo de 1930 a 1998: americana, guanabara, pongetti I, pongetti II, pongetti III, ediouro e biblioteca folha.


16 de jun de 2016

"a novela", livraria do globo, 1936-1938, II

seguem-se as imagens de capa de todos os números da revista mensal de literatura a novela
graças à extrema gentileza de angelo giardini em compartilhá-las aqui
sobre o conteúdo dos números e outros comentários a respeito, ver aqui.

Revista A Novela número 1, 1936:
n. 1, outubro de 1936: "a laguna azul", de h.v. stacpoole, trad. mario quintana;
"a lição de música", de katherine mansfield, trad. érico veríssimo

Revista A Novela número 2, 1936:
n. 2, novembro de 1936

Revista A Novela número 3, 1937:
n. 3, dezembro de 1936

Revista A Novela número 4, 1937:
n. 4, janeiro de 1937: "lama das trincheiras", de g. sorrow; "as etapas da loucura", de dostoievsky; 
"o crime do hospital", de m. eberhart; "a ladra de mármore", de edgar wallace; 
"um crime no expresso de stambul", de sir ronald macmunn (romance seriado);* 
"em silêncio", de a. de lorde.

o fabuloso é que "um crime no expresso de stambul" é, na verdade, um crime no expresso do oriente, de agatha christie. angelo giardini expõe essa brincadeira da revista com o leitor em "um pseudônimo brasileiro para agatha christie", aqui.


Revista A Novela número 5, 1937:
n. 5, fevereiro de 1937: O tigre de Caiena (A E W Mason); 
O sorriso da Gioconda (Aldous Huxley), trad. Erico Veríssimo; 
Um crime no Expresso de Stambul (Sir Ronald MacMunn), (continuação); 
A entrevista (Guy de Maupassant); Grafologia (Zsolt Harsanyi).

Revista A Novela número 6, 1937:
n. 6, março de 1937

Revista A Novela número 7, 1937:
n. 7, abril de 1937: O chinês misterioso ( J.S. Fletcher); O romance de Laura (Francis Jammes);
Os evadidos (John Russell); O amigo ideal (um ato e dois tempos) (E. Della Pura); 
Seis pence (Katherine Mansfield); O prisioneiro de si mesmo (Giovani Papini);
Soeur Philomène (Axel Munthe); Adeus Noturno (Camillo Maudair).
Os dois primeiros contos são em tradução de Pepita de Leão e Eduardo Guimarães, respectivamente.

Revista A Novela número 8, 1937:
n. 8, maio de 1937: "o bezerro de ouro", de oppenheim; "vermelho", de somerset maugham;
"pousada para a noite", de r.l. stevenson; "a companhia", de edgar wallace;
"um crime no expresso de stambul", de macmunn (cont.); o caolho, de karl may.

Revista A Novela número 9, 1937:
n. 9, junho de 1937: A Aventura de Doris Hart, de Vicky Baum (tradução de Gilberto Miranda*);
Markheim, de R.L. Stevenson; O Caolho, de Karl May (em continuação); De Murzuk a Kairwan, de Karl May; 4 Cães Fizeram Justiça, de Giovani Papini; Sempre Bela, de Jacques Constant.
* sobre as traduções em nome de "gilberto miranda", ver "o caso dos 'nomes de conveniência'", aqui.

Revista A Novela número 10, 1937:
n. 10, julho de 1937: "o quarto 404: m.f.h.", de a. bennet; "a caça ao tesouro", de edgar wallace; "vittoria", de stendhal; "o mistério dos sete relógios", de agatha christie; "o beijo", de j. constant; 
"o degenerado", de somerset maugham; "a mina de prata", de selma lagerlöf.


Revista A Novela número 11, 1937:
n. 11, agosto de 1937: "os heróis - perseu", de charles kingsley; "lua de loucura", de sax rohmer; "mackintosh", de somerset maugham; "no país dos suplícios", andré de lorde; 
"rip van winkle", de washington irving; "os acionistas", de edgar wallace; 
"vanka", de anton checov; "perfil biográfico de emil ludwig", de nansen.


Revista A Novela número 12, 1937:
n. 12, setembro de 1937

Revista A Novela número 13, 1937:
n. 13, outubro de 1937: O filho do forçado (Alexandre Dumas), trad. Juvenal Jacinto;
Honolulu (Somerset Maugham), trad. Leonel Vallandro; Falk (Joseph Conrad), trad. Queiroz Lima.

Revista A Novela número 14, 1937:
n. 14, novembro de 1937: "os sapatinhos vermelhos", de a. varaldo; 
"o pacífico", de somerset maugham; "a quadrilha do deserto", de karl may.

Revista A Novela número 15, 1937:
n. 15, dezembro de 1937: "o telegrama", de oscar wilde; "o capitão kaiman", de karl may; 
"os passos misteriosos", de g. k. chesterton; "o homem edênico", de emil ludwig; 
"nicolau, o filósofo", de alexandre dumas; "o dia de mr. peacock", de katherine mansfield; 
"o tio saudade", de edgar wallace; "a história da irmã agata", de aldous huxley.

Revista A Novela número 16, 1938:
n. 16, janeiro de 1938: Aconteceu em Hamburgo (Annemarie Lande), trad. Alcides Rössler;
A boneca japonesa (Claude Farrere); O egoísta (Alexandre Dumas); 
A mulher velada (Edgar Wallace), trad. Pepita de Leão; 
Amanhã (Joseph Conrad), trad. Queiroz Lima;
Visão de Carlos IX (Prosper Mérimée), trad. Celestino Leal; 
O melhor amor (Villiers de l’Isle Adam), trad. Jarbas Chaves; 
Astrid (Selma Lagerlof), trad. Pepita de Leão; 
O drama da virtude (René Fülöp-Miller), trad. Mário Quintana e René Ledoux 
(trecho do livro Os Grandes Sonhos da Humanidade, Ed. Livraria do Globo)

Revista A Novela número 17, 1938:
n. 17, fevereiro de 1938: "o diabo no colégio", de sintair e steeman; 
"túneis verdes", de aldous huxley"; "o médico e o monstro", de robert louis stevenson.

Revista A Novela número 18, 1938
n. 18, março de 1938: "pessegueiros em flor", de hugo wast (pseud. de gustavo martinez zuviria),
trad. almachio cirne

Revista A Novela número 19, 1938
n. 19, abril de 1938: "um cowboy em nova york", de macleod raine; 
"eu os vi morrer", de shirley millard; "a capa" de nikolai gogol; 
"história de anandi, a vaishnavi", de rabindranath tagore; "koro e mana", de konrad barcovici.

Revista A Novela número 20, 1938
n. 20, maio de 1938

Revista A Novela número 21, 1938:
n. 21, junho de 1938: "feitiço de pupo-aba", de hamilton gray (trad. hamilcar de garcia);
"os brilhantes de cranelow", de roy paterson; "o rosto na névoa", de george barton;
"silêncio", de leônidas andreiev; "a aposta" de anton chekhov;
"um mujik e dois funcionários", de michael yevgrafovitch saltykov;
"o segredo de apremont", de paul koch; "la capitane", de claude farrère;
"o escaravelho verde", de g.k. chesterton.

Revista A Novela número 22, 1938
n. 22, julho de 1938: "o homem que sonhava demais" de quenton reynolds; 
"a aventura de tse-la", de villiers de l'isle-adam; "o navio fantasma", do cap. fred marryat; 
"o máscara de ferro", de henry robert; "o crime do canhoto", de roy paterson; 
"amy foster", de joseph conrad; "dois magos da medicina - semmelweis e banting", de paulo de kruif; "uma novela de amor", de riunosuke akutagaua; "mil anos", de boris pilniak. 
(no caso deste número, a tradução é de mário quintana.)

Revista A Novela número 23, 1938:
n. 23, agosto de 1938: H.C. Nac Neile, "A melodia da morte"; Valentine Gregory, 
"O crime do ônibus"; Conde de Ornano, "Maria Walewska, O grande amor de Napoleão"; 
Edgar Wallace, "O homem que odiava as minhocas"; Charles de Coster, "As três donzelas"; 
Edgar Allan Poe, "A queda da casa de Usher"; Milward Kennedy, "Que é um crime?"; 
Archemed Abdullah, "Éramos seis... e uma dama"; Suzanne Normand, "Mariposas de papel". 
Créditos de tradução: Oliveira Abrantes e Wilson Velloso.

Revista A Novela número 24, 1938
n. 24, setembro de 1938: "lucia miranda", de hugo wast (pseud. de gustavo martinez zuviria),
trad. almachio cirne

Revista A Novela número 25, 1938:
n. 25, outubro de 1938: "a morte em marrocos", de boisyvon;
"a jovem governanta", de katherine mansfield, trad. érico veríssimo;

Revista A Novela número 26, 1938:
n. 26, novembro de 1938: "o colar roubado", de roy paterson; 
"a espantosa aventura", de john buchan; "nada", de leonide andreiev.

Revista A Novela número 27, 1938:
n. 27, dezembro de 1938

agradeço também a sérgio karam, bráulio tavares e a angelo giardini
por informações sobre o conteúdo de vários números.


vários desses contos e novelas já tinha sido ou vieram a ser posteriormente publicados em formato livro, pela mesma globo. eis alguns deles:
  • flor de pessegueiro, de hugo wast (pseud. de gustavo martinez zuviria), "pessegueiros em flor", trad. almachio cirne, 1930
  • o livro das lendas, de selma lagerlöf, com "a mina de prata" e "astrid", trad. pepita de leão, 1935
    • leaders da europa, de emil ludwig, com "perfil biográfico de emil ludwig". trad. jayme cortezão, 1936
    • tufão e outras histórias, de joseph conrad, com "falk","amanhã" e "amy foster", trad. queiroz lima, 1936
    • o nilo: a história de um rio, de emil ludwig, com "o homem edênico", trad. marina guaspari, 1938
    • palavras e sangue, de giovanni papini, com "o prisioneiro de si mesmo" e "4 cães fizeram justiça", trad. mario quintana, 1939
    • felicidade, de katherine mansfield, com "a lição de música", "seis pence", "o dia de mr. peacock" e "a jovem governanta", trad. érico veríssimo, 1940
    • a laguna azul, de stacpoole, trad. mario quintana, 1940
    • o idiota da família, de margaret kennedy, 1941
    • o crime do hospital, de mignon eberhart, 1941
    • histórias dos mares do sul, de somerset maugham, com "vermelho", "o degenerado", "mackintosh", "o pacífico", "honolulu", trad. leonel vallandro, 1952
    • rip van winkle - a lenda do homem que dormiu vinte anos, de washington irving, trad. abdiel monteiro
    • novelas completas, de prosper mérimée, com "visão de carlos IX", trad. mario quintana, 1953




    15 de jun de 2016

    o rubaiyat aloprado

    incluí agora no levantamento da obra de omar khayyam traduzida no brasil o livro rubaiyat na tradução de milton lins, que saiu pela editora recifense bagaço em 2014, com visualização parcial disponível aqui.

    milton lins foi o caso mais assombroso que conheci na área de tradução literária. veja aqui.

    eis um exemplo do grau de surrealismo alcançado por milton lins num dos rubais traduzidos a partir da versão de fitzgerald:


    13 de jun de 2016

    oscar wilde no brasil, II


    Essa edição de 1923 não consta nos levantamentos de O'Neill e Ruffini, citados no post anterior. O título completo, na página de rosto, é O príncipe feliz e outros contos. Ignoro quais são e quem teria sido o tradutor. Mas fica o registro.


    12 de jun de 2016

    oscar wilde no brasil



    Um trabalho fenomenal, que recomendo com frequência, é Links between Brazil & Ireland, Irish Literature in Brazil since 1888 - Bibliographic details of works by or about Irishwriters that have been translated into (Brazilian) Portuguese, por Peter O'Neill, aqui.

    De lá extraí o levantamento das obras de Oscar Wilde no Brasil, atualizado até 2006. Pretendo alguma hora complementar alguns dos dados abaixo, comentar alguns elementos que me parecem relevantes e atualizar esses últimos dez anos.

    Segue o levantamento de Peter O'Neill:

    • alma do homem The Soul of Man Under Socialism.  1st Trans. Armando Brussolo (Stopinsky).  SP: Editorial Paulista, 1933. 200 p.  alma do homem sob o socialismo - The Soul of Man Under Socialism.  2nd Trans. Heitor Ferreira da Costa.  RS: L&PM, 1983, 1996, 2003. 176 p.  VI-284,3,42  A alma do homem sobre socialismo e Escritos do cárcereThe Soul of Man Under Socialism and De profundis. 3rdTrans. Maria Angela S. Vieira de Aguiar, Júlia Tettamanzy and Heitor F. da Costa.  RS: L&PM, 1996. 176 p.  I-118,3,20
    • Balada do enforcado / A balada do cárcere de ReadingThe Ballad of Reading Gaol. 1st Trans. Elysio de Carvalho.  RS: “Brasil Moderno”, 1899. 85 p.  73,3,4 retroconor  (20 copies published).  RJ: “Revista Nacional” No. 23, 1919. 48 p., illustrations: Di Cavalcanti  (210 copies published)  73,5,37 retroconor  /  2nd Trans. Paulo Vizioli.  SP: Nova Alexandria, 1997. 85 p., bilingual ed.
    • A casa da cortesã The House of the Courtesan. Trans. Sergio de Azevedo. RJ: Editora Marisa, 1932. 198 p. Funarte - PT 02025
    • A decadência da mentira e outros ensaios - The Decay of Lying and Other Stories.Trans. João do Rio. RJ: Imago, 1992, 2.ed. 1994. 204 p.
    • Aforismos / Aforismos ou mensagens eternas - Sebastian Melmoth Aphorisms, 1st Trans. Mario Fondelli.  RJ: Newton Compton Brasil, 1955, 1st reprint 1977, 1995. 96 p. PR: Pólo Editorial Paraná, 1997. 96 p.  I-80,2,43  /  2ndTrans. from French Dudo Machado and Renata Maria Perreira Cordeiro, foreword: James Joyce.  SP: Landy, epigramas, 2000. 127 p. VI-118,3,54 / Coleção Novos Caminhos, 2006. 142 p.
    • A importância de ser prudente The Importance of Being Earnest. Trans. Guilherme de Almeida and Werner J. Loewenberg. RJ: Civilizaçào Brasileira, 1960, 1998. 94 p.  I-87,2,39.  Adaptation for the theatre: Funarte - 822 WIL IMP
    • As obras-primas de Oscar Wilde - The Picture of Dorian Gray, Salome, An Ideal Husband, Lord Arthur Saville´s Crime, The Ghost of Canteverille, Poems in Prose, Epigrams,Trans. Marina Guaspari, et al. RJ: Ediouro, 2000, 3rd. ed. 2001. 518 p.  VI-110,1,26
    • Contos de Oscar Wilde, Os mais brilhantes The Most Brilliant Short Stories of Oscar Wilde.  Trans. Otto Schneider.  RJ: Boa Leitura Editoria, 1969.  206 p., illustrations: Renate Eggers.  SP: Círculo do Livro, 1987. 183 p.  V-312,2,27
    • Contos de Oscar Wilde - The Short Stories of Oscar Wilde, 1st Trans. Octávio Mendes Cajado and Celly Montero Môço. SP: Cultrix, 2nd. ed. 1986, 207 p.  VI-333,3,59.  RJ: Ediouro (América do Sul)  n.d. 96 p.
    • Os melhores contos de Oscar Wilde.  SP, Circulo do Livro, 1987. 183 p.
    • Contos.  2nd Trans. Barbara Heliodora.  RJ: Nova Fronteira, 6th reprint 1994. 163 p.  VI-60,5,22
    • Contos completos The Short Stories of Oscar Wilde, The Happy Prince and Other Stories, The Portrait of Mr. W.H., Lord Arthur Savile´s Crime and Other Stories, The House of Pomegranates.  1s. Trans. Oscar Mendes.  RJ: Editorial Bruguera, n.d. 316 p.  2nd Trans. Luciana Salgado.  SP: Landmark, 2004. 256 p., bilingual ed.
    • Contos e novelas de Oscar Wilde - Complete Works of Oscar Wilde.  Trans. Brenno Silveira (org.). RJ: Civilização Brasileira, 1970, 1998, 3rd. ed. 2002. 206 p.  V-242,1,13
    • Contos e novelas - Complete Stories, Plays and Poems of Oscar Wilde.  Trans. Brenno Silveira. RJ: Civilização Brasileira, 2nd. ed. 1998, 3rd. ed. 2002. 240 p.
    • De profundis De Profundis (A tragédia de minha vida).  1st Trans. “M. N.”.  RJ: Getulio Costa, 3rd. ed. N.d. 180 p.  RJ: Livraria Império, 4th. n.d. 90 p. and RJ: Civilização Brasileira, 1931. 192 p.  SP: Editorial Paulista, 2nd ed. 1932.  216 p.  2nd Trans. ?  chapter by George Bernard Shaw.  SP: Edições e Publicações Brasil, 1933. 150 p.  3rd. Trans. J. A de Morais.  RJ: Minha Livraria, 1938. 206 p.  VI – 304,1,53. Trans. revised by Zuleide Faria de Melo.  RJ: BUP, 1964. 194 p.  Funarte - MC 0206
    • De profundis e Uma mulher sem importância - De Profundis and A Woman of No Importance, 4th Trans. José Maria Machado.  SP: Clube do Livro, 1952. 183 p.  5th Trans. Júlia Tettamanzy and Maria A. S. Viera de Aguiar. RS: L&PM, 1982, 1998, 2002. 193 p.  I-321,1,74  6th Trans. José F. Ferreira Martins.  SP: Princípio Editora, 1994. 68 p.  VI-127,5,12,n.1  Adaptation for the theatre: Ivan Cabral.  In: Os Satyros, 2002. 31 p.
    • De profundis, Balada do cárcere de Reading - De Profundis, The Ballad of Reading Gaol.  7th Trans. Jean Melville.  SP: Martin Claret, 2003. 170 p.
    • Histórias de fadas / Histórias de fadas – textos escolhidos The Fairy Stories.  Trans. Barbara Heliodora.  RJ: Nova Fronteira, 2nd. ed. 1992 followed by 11 reprints. 175 p.  VI-433,4,37  /  Clássico da Literatura Universal, v.2 2001.  48 p.
    • Histórias de Oscar Wilde, Os melhores contos de Oscar Wilde - Short Stories, The Best Short Stories of Oscar Wilde.  Trans. Octávio Mendes Cajado and Celly Monteiro Môço.  Ed. Fernando Correia da Silva. SP: Cultrix, 1964, 1986. 208 p.  VI-333,3,59SP: Circulo do Livro, 1987. 184 p.  V-312,2,27
    • Histórias para aprender a sonhar - Histories to Learn and Dream.  Trans. Nicolou Sevcenko and Odilon Moraes. SP: Cia. das Letrinhas, 1966, 2nd reprint 1998, 4th. reprint  1999, 2001, 2002, 7th. reprint 2004. 61 p., 11 illustrations: Odilon Morais.  IV-2,3,16 / INF
    • Intenções Intentions.  Trans. Paulo Barreto (João do Rio). RJ: Livraria Garnier, c. 1923, 250 p.  RJ: Livraria Império, 1957. 244 p.
    • O bom amigo e outros contos - The Good Friend and Other Short Stories. Trans. Mario Lago. RJ: Minha Livraria Editora, 1936. 151 p.
    • Obras completas - Oscar Wilde, Complete Works.  Trans. Oscar Mendes. SP: José Aguilar, 1st. ed. 1961, reprinted 1980, 1986, 1993, 1995, 2003. RJ: Nova Aguilar. 1,470 p.  VI-458,2,42
    • O dever de matar - Lord Arthur Saville´s Crime, O reisinho - The Young King, O telegrama da casca de laranja, 1st  Trans. of Lord Arthur Saville´s Crime, ?  SP: Editora Monteiro Lobato, 1924. 184 p.
    • O crime de Lord Arthur Savile e O retrato de Mr. W. H. - Lord Arthur Saville’s Crime and The Portrait of Mr. W. H. 2nd Trans. Corah O. Roland.  SP: Editorial Paulista, 1932. 182 p.
    • O destino de Lord Arthur Savile Lord Alfred Savile´s Crime. 3rd Trans. Wilson Garcia.  SP: Editora Eldorado Espírita, 2nd. ed. 1994. 118 p.
    • O crime de Lord Arthur Saville e O fantasma de Canterville - Lord Arthur Saville’s Crime & The Ghost of Canterville. 4th Trans. Otto Schneider.  RJ: Ediouro, 1996. 112 p.  I-15,1,38
    • O fantasma de Canterville e outros contos / Os mais brilhantes contos d­e Oscar Wilde The Canterville Ghost, The Happy Prince, Lord Arthur Saville’s Crime, The Nightingale and The Rose, The Model Millionaire, The Fisherman and His Soul, The Notable Rocket,The Son of the Star1st Trans. of The Canterville GhostOtto Schneider.  SP: Clube do Livro, 1945. 190 p.  SP: Círculo do Livro, n.d. 195 p.  SP: Coleção Universidade, n.d. 226 p.SP: Boa Leitura, 1960, 1993. 206 p.  VI-27,1,41  RJ: Tecnoprint, 1983, 1995. 206 p.  VI-362,1,26.RJ: Ediouro, 1991, 1993. 166 p., 13 illustrations: Renate Eggers & Henrique Vogeler.  VI-27,1,41
    • O fantasma de Canterville - The Canterville Ghost, Lord ArthurSaville’s Crime, De profundis, The Priest and the Acolyte, The Ballad of Reading Gaol.  2nd Trans. Carlos F. de Freitas Casanovas and Alfredo Ferreira. RJ: Casa Editora Vecchi, 1945, 212 p. and RJ: Edições Bloch, 1973. 148 p.
    • O fantasma de Canterville e (13) outras histórias - The Canterville Ghost, Lord Arthur Saville´s Crime, The Sphinx Without a Secret, The Model Millionaire, The Young King, The Son of the Star, The Happy Prince, The Nightingale and the Rose, The Selfish Giant, The Notable Rocket. 3rd Trans. Nair Lacerda.  RJ: Saraiva, 1958. 211 p.
    • O fantasma de Canterville, O príncipe feliz The Ghost of Canterville, The Happy Prince. 4th Trans. Lia Vasconcelos and Edu Teruki Otsula.  RJ: Paz e Terra, 1997. 69 p.  VI-212,1,102
    • O fantasma de Canterville e outros contos.  5th Trans.  Daniel S.Duarte.  RS: L&PM pocket, 2003. 222 p.
    • Adaptations of The Canterville Ghost for young readers: 1st Isabel Paquet de Araripe. SP: Clube do Livro, 1945, 1984. 160 p.  SP: Studio Nobel, 1986, 1996.  54 p., 13 illustrations: Romero Cavalcanti.  VI-350,4,61   2nd Rubem Braga.  SP: Scipione, 1988, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 8th. ed. 2001. 105 p., illustrations: Juan Jose Balzi.  VI-449,2,43 3th Beatriz Viégas-Faria, et al.  RS: L&PM Pocket (and 7 other short stories), 2002. 228 p. 4th Isa Mara Lando.  SP: Scipione, 2004. 48 p. (aged 9 +), 23 illustrations: Lucia de Souza Dantas.
    • O gigante egoísta - The Selfish Giant, 1st adaptation, various.  In: Os mais belos contos juvenís.  RJ: Vecchi. 1955.  12-14, illustrated: Ramón Hespanha. 2nd adaptation, Paulo Mendes Campos. SP: Tecnoprint, 1985. 41 p., illustrated. VI-241,6,38F  SP: Maltese, 1996. 16 p., illustrated.
    • O jovem rei e outras histórias The Young King and Other Stories, 1st Trans. José Maria Machado.  SP: Clube do Livro, 1963. 144 p.  2nd Trans. Marcos Bagno and Alexandre Coelho.  SP: Ática, 1998. 148 p., 23  illustrations.
    • O leque de Lady Windemere, Um marido ideal, A importância de ser prudente - Lady Windemere´s Fan, An ideal Husband, The Importance of Being Prudent.Trans. Oscar Mendes.  SP: J. Aguilar, 1975. 192 p.  VI-93,2,17
    • Beckson, Karl (ed.).  O melhor de Oscar Wilde - “I Can Resist Everything Except Temptation” and Other Quotations from Oscar Wilde.  Trans. Dau Bastos. RJ: Garamond, epigrams, 2nd ed. 2000, 3rd ed. 2003. 204 p.  VI-105,4,5
    • O príncipe feliz e outros contos The Happy Prince and Other Tales, 1st Trans. Otto Schneider.  SP: Melhoramentos, 1952. 138 p., illustrated.  2nd Trans. & adaptation: Paulo Mendes Campos.  RJ: Edições de Ouro, 1970. 128 p.  RJ: Ediouro, 1972, 14th. ed. 1996, 120 p. 18 illustrations: Lars Bo  IV-22,6,12  2005. 
    • O principe feliz The Happy Prince, 3rd Trans. & adaptation, Helo.  SP: Brasil-America, 1984. 26 p., illustrated.  VI-287,1,50 / F   O príncipe feliz / O gigante egoísta The Happy Prince / The Selfish Giant, 4th Trans & adaptation, Elizabeth Ann Moore.  SP: Scipione, 2000. 64 p.  VI-105,7,43 n.!
    • O retrato de Dorian Gray - The Picture of Dorian Gray, Reviewed in: “A Noite”, newspaper. RJ, 1911-19121st  Trans. João do Rio. RJ: Livraria Garnier, 1923. 351 p.  VI-470,2,18   RJ: Imago, 1995. 236 p. 2nd  Trans. Januário Leite.  RJ: Anuário do Brasil, 1926. 260 p.  RJ: Flores & Mano, 1926, 1935, 1938. 278 p. RJ: Irmãos Pongetti, 1943, 1957, 1962. 272 p. 3rd  Trans. José Maria Machado.  SP: Edigraf, n.d. 264 p. SP: Clube do Livro, 1946, 1988. 272 p. 4th  Trans. Jeanette Marillier.  In: Romances de Oscar Wilde. SP: Livraria Martins, 1952, 1954. 301 p. 5th  Trans. Hamilcar de Garcia.  RJ: Saraiva, Coleção Jabuti No. 8, 1953. 228 p. 6th   Trans. Lígia Junqueira.  RJ: Biblioteca Universal Popular, 1965. 296 p.        RJ: Civilização Brasileira, 1969, 1998, 2000, 2001, 2002, 2004, 7th ed. 2005. 256 p.  VI-112,3,44. 7th   Trans. Oscar Mendes.  RJ: Bruguera, n.d. 272 p. SP: Abril Cultural, 1972, 1980, 1981. 268 p.  SP: Nova Cultural / Circulo do Livro, 1973, 1993, 1994. 280 p. VI-27,3,30  SP: Editor Três, Coleção Biblioteca Universal, 1974. 234 p.  RJ: Otto Pierre Editores, 1979. 342 p. 8th    Trans. and adaptation: Clarice Lispector.  SP: Tecnoprint/Ediouro, 1974, 1983, 1988, 8th. ed. 1995, 1996, 1998, 2006.  222 p., 10 illustrations: Teixeira Mendes.  VI-79,4,36 9th    Trans. José Eduardo R. Moretzsohn.  RJ: Livraria Francisco Alves, 1981, 1985, 1986, 1989, 1991, 6th. ed. 1995. 174 p.  VI-66,3,24   RS: L&PM, 2001, 2002. 266 p.  1-136,3,37. 10th Trans. Marina Guaspari.  RJ: Ediouro, c. 1983, 241 p.  VI-370,1,70. RJ: Ediouro / PubliFolha, 1981, 1987, 1992, 1995, 1998, 9th. ed. 1999. 188 p.  I-420,5,52. 11th Trans. and adaptation: Cláudia Lopes (13 years  +). SP: Scipione, 1994, 4th. ed. 1997, 1999, 4th. ed. / 5th reprint 2000, 5th. ed. / 2nd. reprint 2004. 96 p., 14 illustrations: Graciela Rodriguez.  I-9,2,27. 12th  Trans. Maria Cristina F. da Silva.  SP: Nova Cultural, 1996. 256 p.  III-440,1,18. 13th  Trans. Pietro Nassetti.  SP: Martin Claret, 1999, 2001, 2002.190 p. SP: Estação Liberdade, n.d. 272 p. 14th Trans. Eduardo Almeida Ornick.  In: Os retratos de Oscar Wilde.  SP: Nova Alexandria, 2002. 91-279. 15th  Trans. Enrico Corvisieri.  SP: Nova Cultural, 2003. 238 p.
    • O retrato do Sr. W.H. - The Portrait of Mr. W.H.  Trans. Aníbal Fernandes. RJ: Nova Fronteira, 1994  n.p.  SP: Nova Alexandria, 2002. 7-89.
    • Obras completas - Oscar Wilde, Complete Works.  Trans. Oscar Mendes. SP: José Aguilar, 1st. ed. 1961, reprinted 1980, 1986, 1993, 1995, 2003. RJ: Nova Aguilar. 1,470 p.  VI-458,2,42 
    • Poemas em prosa e Salomé.  Trans. Dilermando Duarte Cox.  RJ: Estrela de Ouro, MCMLXVI.  138 p. 
    • Salomé - Salomé, 1st Trans. João do Rio (Paulo Barreto).  RJ: Garnier, 1908,  2nd. ed. 1920, n.p.  RJ: Livraria Império, 1958. 89 p., 10 illustrations: Israel Cysneiros.  Funarte - MC207.  RJ: Philobiblion Livros de Arte Ltda., 1977, 1989. 109 p., 15 illustrations: Aubrey Breadsley. VI-381,7,35.   In: Cadernos de Teatro, No. 103.  RJ: 1984. 12-21.  SP: Imago, 1993. 92 p., 3 illustrations: Aubrey Breadsley.  Funarte - 822.6 WIL SAL.  DF: Alhambra, c. 1995. 101 p., 9 illustrations: Alastair.  Funarte - MC 0205. 2nd Trans. José Maria Machado.  SP: Clube do Livro, 1949. 184 p. 3rd Trans. Dante Costa.  RJ: José Olympio Editora, 1952. 108 p. 4th Trans. Nelson Araújo.  BA: Progresso, 1958. 139 p. 5th Trans. Carlos Benjamin de Viveiros.  BA: S.A. Artes Gráficos, 1967. 95 p.  Funarte - 822.8 WIL SAL
    • Poemas em prosa e Salomé Poems in Prose and Salomé, 6th Trans. Dilermando Duarte Cox..  RJ: Tecnoprint, 1983? 138 p.,13 illustrations: Aubrey Beardsley.  VI-370,1,7 and RJ: Ediouro, 1993, 1998. 147 p. VI-26,3,31. 7th Trans. Ricardo Torres.  8th Trans. Renata Maria Perreira Cordeiro.  SP: Landy, 2002. 135 p.  VI-178,3,27
    • Um marido ideal e Salomé An Ideal Husband and Salomé, 1st Trans. José Maria Machado. SP: Clube do Livro, 1949. 184 p. Uma mulher no meu passado - An Ideal Husband (and other stories), 2nd Trans. Marina Guaspari.  RJ: Vecchi, 1959. 204 p. and Um marido ideal - An Ideal Husband, 3rd Trans. Flavia Maria Samuda. RJ: Ediouro, 2000. 157 p.  I-177,5,51
    • Uma tragédia Florentina, drama num acto, A Tragedy in Florence, One Act Drama. Trans. Elysio de Carvalho. RJ: América Brasileira, 1924. 88 p.  RJ: Illustração Brasileira.  Funarte - PT 02459


    Anthologies containing stories by Oscar Wilde

    • “O aniversário da infanta”.  In: Contos Ingleses - os clássicos.  Rubem Braga (org.). Trans. Moacir Werneck de Castro.  RJ: Ediouro, 2004. 127-141.
    • “A balada do cárcere de Reading” - The Ballad of Reading Gaol. In: Obras-primas da poesia universal1st  Trans. Gondin da Fonseca. SP: Livraria Martins, 2nd. ed. 1955, 3rd. ed. 1963. 179-185. 2nd Trans. Bezerra de Freitas.  In: Antologia de poetas estrangeiros.  SP: Logos, 4th. ed. 1961. 169-172.
    • A esfinge sem segredo” - The Sphinx without a Secret.  n. trans In: Contos Ingleses, Jacob Penteado (org.). SP: Editora Edigraf, 1962. 85-91.
    • “A esfinge sem segredo, O principe felez” - The Sphinx Without a Secret, The Happy Prince.In: Contos Ingleses.  Trans. Aurélio Buarque de Holanda and Paulo Rónai.  RJ: Ediouro, n.d. 93-112, and “A esfinge sem Segredo, O príncipe feliz, O fautor de bem” – The Sphinx Without a Secret, The Happy Prince, The Do-gooder.  In: Mar de histórias, antologia do conto mundial, vol. 5.  Trans. Aurélio Buarque de Holanda Ferreira and Paulo Rónai. SP: Nova Fronteira, 1978, 4th. ed. 1999. 227-250. 
    • O amigo dedicado, O rouxinol e a rosa” - The Devoted Friend; The Nightingale and The Rose.  In: Contos e novelas de língua estrangeira, vol. 1.  Trans. Yolanda Lhullier dos Santos and Cláudia Santos. SP: Logos, 14th. ed. 1965. 70-80 & 81-86.
    • “O fantasma de Canterville” - The Canterville Ghost. In: Obras-primas da novela universal, Mário da Silva Brito (org.).  Trans. Jeanette Marillier. SP: Livraria Martins Editora, fragment, 1st. ed. 1954, 1956, 1957. 83-111. In: Os 100 melhores contos de humor da literatura universal, Flávio Moreira da Costa (org.), Trans. Ottto Schneider. RJ: Ediouro, 2001. 267-287.
    • O modêlo milionário” - The Model Millionaire.  In: Obras-primas do conto humorístico, Sérgio Milliet (org.). SP: Livraria Martins Editora, 2nd. ed. 1955. 315-323.
    • O notável foguete” - The Remarkable Rocket.  In: Contos e novelas de língua estrangeira, vol. 2, 1st Trans. Yolanda Lhullier dos Santos and Cláudia Santos.  SP: Logos, 9th. ed. 1961, 11th. ed. 1963, 17th. ed. 1969. 37-48. In: Contos e poemas para crianças extremamente inteligentes de todos as idades, vol. 2.  Harold Bloom (org.).  I-52,5,24. 2nd Trans. José Antônio Arantes.  RJ: Objetiva, 2003. 171-192. 3rd Trans. Bárbara Heliodora.  In: Os melhores contos fantásticas.  Flávio Moreira da Costa (org.).  RJ: Nova Fronteira, 2006.  509-520.
    • O retrato de Dorian Gray The Picture of Dorian Gray, In: Romances de Oscar Wilde - The Picture of Dorian Gray, Lord Arthur Saville´s Crime, The Ghost of Canteverille, The Sphinx Without a Secret and The Model Millionaire.Trans. Jeanette Marillier.  SP: Livraria Martins, 1952, 1954. 301 p.
    • O rouxinol e a rosa” - The Nightingale and the Rose.  In: As obras-primas do conto universal.  Trans. Edgard Cavalheiro and Almiro Rolmes Barbosa.  SP: Livraria Martins Editora, 1942, 2nd. & 3rd. eds. 1943, 4th. ed. 1944. 371-381. In: Maravilhas do conto Inglês, Diaulas Riedel (org.).  Trans. revised by T. Booker Washington.  SP: Cultrix, 1957, 1998. 99-107.
    • “Um dote Inesperado” An unexpected gift.  In: Os mais belos contos de amor. Trans. Manuel Rodrigues da Silva. RJ: Vecchi, 2.ed. 1954. 16-22.

    Outro excelente levantamento, que, entre outras fontes, utiliza também o levantamento de O'Neill, é o de Mirian Ruffini, em sua tese de doutorado (2015), disponível aqui.


    11 de jun de 2016

    carlo collodi no brasil


    Enrico Mazzanti, ilustração da 1a. edição, 1883


    I. A celebérrima obra de Carlo Collodi, Le avventure di Pinocchio. Storia di un burattino, foi publicada pela editora gaúcha Livraria Selbach, em sua coleção Bibliotheca d'"O Echo", vol. X, numa edição sem data. Há indicações esparsas de que esse lançamento se deu nos anos 1920; até apuração mais precisa e salvo indicação em contrário, tomo-a como a primeira tradução de Pinocchio no Brasil. A tradução é do Pe. Leopoldo Brentano S.J., constando como L. Brentano, com o título Zé Pinho  e o subtítulo "Conto divertido para pequenos e grandes". Foi reeditada pela editora Vozes em 1960.



    II. Em 1929 temos a tradução de Mary Baxter Lee, pela Livraria Liberdade, com o título de Pinocchio - Aventuras maravilhosas de um boneco de pau (mas na página de rosto sem as "maravilhosas").





    III. Em 1933, a Companhia Editora Nacional, em sua Biblioteca Pedagógica Brasileira, na seção de Literatura Infantil, volume XXIII, lança Pinocchio numa tradução sem nome, da qual sabemos apenas que foi revista por Monteiro Lobato. Teve inúmeras edições, até a data de hoje.

    Como nem sempre zelamos muito pela história e memória da formação cultural brasileira, dois equívocos ocorrem com grande frequência, mesmo na área de estudos de traduções. São os seguintes, e independentes entre si: 1. considerar, a despeito dos créditos estampados com cristalina clareza não só na página de rosto, mas na própria capa do livro, que foi Monteiro Lobato quem traduziu Pinocchio; 2. sustentar que foi esta a primeira tradução de Pinocchio no Brasil. Nem um, nem outro.



    IV. Embora um pouco deslocado, citemos aqui, mais a título de curiosidade, O Pinocchio de Walt Disney. em tradução de Guilherme de Almeida para a série Busch da Editora Melhoramentos, em 1943.



    V. Em 1945, a Vecchi lança Pinocchio em tradução de Mário da Silva, pela coleção As Obras Primas Juvenis em diversas reedições. Mais tarde, também pela Vecchi, saiu em sua coleção Joias dos Contos de Fadas, vol. 19, para recortar.



    VI. Em 1946, a editora paulista Leia publica As aventuras de Pinocchio (História de um boneco), numa edição com cem ilustrações do conhecido pintor Yoshiya Takaoka, e numa tradução sobre a qual sabemos apenas que foi revista por Guilherme de Almeida. É uma bela edição, mas praticamente esquecida, o que, pelo menos, decerto contribui para evitar o mesmo tipo de equívoco que ocorre com Lobato.



    VII. A Melhoramentos lança em 1947 a tradução feita por outro nome bastante conhecido em nossas letras, Raul Polillo, As aventuras de Pinóquio, na coleção Obras Célebres, vol. 1. Depois integrará também a coleção Alvorada da Vida, v. 5. Teve várias reedições.



    VIII. Jacob Penteado organizou uma coleção chamada Joias da Literatura Infantil, da qual faz parte sua tradução e adaptação As aventuras de Pinocchio. Essa coleção saiu por várias editoras, com a inclusão de Pinocchio em ordem variada dentro da coleção: Livraria Martins, vol. 2; LISA, Livros Irradiantes, vol. 4; Maga, vol. 4, 2a. série. Nenhuma delas traz ano de edição, mas para a Martins eu arriscaria c.anos 1950. Aqui a imagem da LISA parece indicar uma edição já dos anos 1960.



    IX. Existe uma infinidade de adaptações da obra, desde brochurinhas de 50, 20 ou mesmo 6 páginas até gibis e revistas para colorir e recortar. Não me deterei nelas, e a seguir apenas arrolarei as traduções integrais posteriores aos anos 1950. Note-se o intervalo transcorrido entre a última tradução citada acima, a de Jacob Penteado pela Livraria Martins, que calculo ser dos anos 1950 - no mais tardar, do comecinho dos anos 1960 - e a próxima, pela Hemus, em 1985: mais de vinte anos, talvez quase trinta, num agudo contraste com a alta frequência de lançamentos, tanto antes quanto depois.

    • Hemus, Edith Negrães, 1985. Reed. Leopardo (Pinóquio)
    • Paulinas, Liliane e Michele Iacocca, 1992 (As aventuras de Pinóquio)
    • Martin Claret, Pietro Nassetti, 2002 (As aventuras de Pinóquio) - tradução espúria, substituída em 2013 por tradução de Leda Beck (As aventuras de Pinóquio - História de uma marionete)
    • Companhia das Letras, Marina Colasanti, 2002 (As aventuras de Pinóquio - História de uma marionete)
    • Iluminuras, Gabriella Rinaldi, 2002 (As aventuras de Pinóquio)
    • L&PM, Carolina Cimenti, 2005 (Pinóquio)
    • Villa Rica, Eugênio Amado, 2006 (As aventuras de Pinóquio)
    • MiniBooks, não localizei, 2010 (As aventuras de Pinóquio)
    • Cosac Naify, Ivo Barroso, 2012 (As aventuras de Pinóquio: História de um boneco)
    • Martins Fontes/Martins, Letícia Andrade, 2015 (Pinóquio)

    Abaixo reproduzo a capa de outra bela edição, já dessa segunda fase posterior ao longo interregno, traduzida por outro nome importante de nossas letras, Ivo Barroso.



    X. Por fim, além de Pinocchio, temos de Collodi um volume de oito contos, chamado Histórias alegres, publicado pela Iluminuras em 2001, na tradução de Gabriella Rinaldi. Os contos são: "Uma fantasia de carnaval, ou seja: as artimanhas", "O pequeno advogado defensor dos meninos preguiçosos e sem orgulho"; "Quem não tem coragem, não vai para a guerra"; "O homenzinho precoce, ou seja: a história de todos aqueles meninos que querem parecer homens antes do tempo"; "Pipi ou o macaquinho cor de rosa"; "A festa de natal"; "Depois do teatro"; "Quando eu era criança (memórias de Carlo Collodi".