1 de ago. de 2020

gogobrazil

ao que parece, o excelente site de peter o'neill, que citei em várias ocasiões aqui no blog, está desativado. seu ótimo levantamento sobre a literatura irlandesa traduzida no brasil, desde 1888 a 2012, pode ser baixado em https://dokumen.tips/download/link/irish-literature-in-brazil-since-1888 .

15 de jul. de 2020

mais um de primavera das neves / vera pedroso

ops, escapou!

Nenhuma descrição de foto disponível.

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complemente-se em De Primavera das Neves a Vera Pedroso: Um Perfil, disponível aqui.

14 de jul. de 2020

agatha christie no brasil

excelente estudo de tito prates, disponível aqui.

Guia Brasileiro da Obra de Agatha Christie por [Tito Prates]

stefan zweig no brasil


1. Obras Completas de Stefan Zweig, 20 volumes 1938-1949. Rio de Janeiro, Editora Guanabara, 1951. Editora Delta, 1953 e 1956. 10 volumes, 1961 e 1963.

I. Três poetas da sua vida: Casanova, Stendhal, Tolstoi.
II. Os construtores do mundo: Balzac, Dickens, Dostoievsky, Hölderlin, Kleist, Nietzsche.
III. A Corrente: novelas da adolescência, novelas de sofrimento, Segredos de amor (História narrada ao crepúsculo, A governanta, Segredo ardente, , Pequena novela de verão); Amok; Carta de uma desconhecida; 24 horas na vida de uma mulher; Confusão de sentimentos.
IV. A cura pelo espírito: Mesmer, Mary Baker-Eddy, Freud.
V. Joseph Fouché: retrato de um homem político.
VI. Caleidoscópio: Revelação inesperada de um ofício; Leporela; A Coleção invisível; Buchmendel; O medo; Raquel acusa Deus; Os olhos do irmão eterno ; O candelabro enterrado; A lenda da terceira pomba; As irmãs iguais e desiguais.
VII. Maria Antonieta.
VIII. Maria Stuart.
IX. Uma consciência contra a violência: Castélio contra Calvino.
X. Encontros com homens, livros e países.
XI. Fernão de Magalhães: história da primeira circunavegação.
XII. Coração inquieto.
XIII. O momento supremo: seis miniaturas históricas.
XIV. Brasil, país do futuro.
XV. O mundo que eu vi (minhas memórias).
XVI. As três paixões; A partida de xadrez; Dívida tardiamente paga; Seria ele?.
XVII. Os caminhos da verdade: Américo Vespúcio: uma comédia de erros na História; Erasmo de Rotterdam, grandeza e decadência de uma idéia.
XVIII. A marcha do tempo: encontros com o destino, países e paisagens.
XIX. Balzac.
XX. Jeremias.

2. Romain Rolland, sua vida, sua obra. Rio de Janeiro, Editora Irmãos Pongetti, 1936. Com uma foto do biografado dedicada aos escritores brasileiros.

3. Momentos decisivos da humanidade. Rio de Janeiro, Editora Guanabara, 1936. Tradução de Medeiros e Albuquerque. Capa de Di Cavalcanti.

4. A luta contra o demônio, Hölderlin, Kleist e Nietzsche. Rio de Janeiro, Editora Irmãos Pongetti, s/d (antes de 1936). Com prefácio original de Stefan Zweig. Não incluído em Os construtores do mundo, Editora Guanabara. Tradução de Aurélio Pinheiro.

5. Dois mestres, Dickens e Balzac. Rio de Janeiro, Editora Irmãos Pongetti, 1936. Versão reduzida de Três Mestres, sem o ensaio de Dostoiévski, lançado separamente pela Editora Guanabara.

6. A phantástica existência de Mary Baker Eddy. Rio de Janeiro, Editora Atlântida, s/d, e depois Editora Irmãos Pongetti, s/d (antes de 1936). Parte da trilogia A cura pelo espírito. Inspirado na edição francesa La Guérison par l’Esprit: La Fantastique existence de Mary Baker Eddy (Stock, Paris, 1932).

7. Ocaso de um coração. Rio de Janeiro, Editora Irmãos Pongetti, s/d (antes de 1936). Acompanhado de Uma noite fantástica.

8. Ocaso de um coração. S/L, Editora Machado & Ninitch, s/d (antes de 1936). Tradução de Zoran Ninitch. Acompanhada de Mystério de uma rua sem luar.

9. A mulher e a paisagem. S/L, Editora Mundial, s/d (antes de 1936). Novela publicada juntamente com outra edição de Amok.

10. Os olhos do irmão eterno. S/L, Livraria Moura, s/d (antes de 1936).

11. A visão do propheta (Jeremias). Rio de Janeiro, Livraria Flores & Mano, s/d (antes de 1936). Tradução de Cândido de Carvalho.

12. A visão do propheta (Jeremias). Rio de Janeiro, Editora Guanabara, s/d. Tradução de Elias Davidovich.

13. A tragédia de uma vida, Marceline Desbordes-Valmore – retrato biográfico de uma poetisa. Rio de Janeiro, Editora Guanabara, 1937

14. Momento supremo: seis miniaturas históricas. Rio de Janeiro, Editora Guanabara, 1941

15. Brasil: País do futuro. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 1960.

16. Brasil: País do futuro. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1981.

17. Maria Antonieta. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1981.

18. 24 horas na vida de uma mulher e outras novelas. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1981.

19. Momento supremo: treze miniaturas históricas. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1982. Tradução de Medeiros e Albuquerque, O. Galloti e E. Davidovich.

20. Joseph Fouché: retrato de um homem político. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira,1983.

21. Êxtase da transformação. São Paulo, Companhia das Letras, 1987. Tradução de Kurt Jahn.

22. Joseph Fouché: retrato de um homem político. Rio de Janeiro, Editora Record,1999. Tradução de Kristina Michahelles.

23. Fernão de Magalhães: o homem e a sua façanha. Rio de Janeiro, Editora Record, 1999. Tradução de Kristina Michahelles.

24. O Mundo que eu vi (minhas memórias) . Rio de Janeiro, Editora Record, 1999. Tradução de Lya Luft. Com índice onomástico.

25. Medo e outras novelas. Rio de Janeiro, Editora Record, 1999. Reedição com nova tradução de seis novelas de CaleidoscópioMedo, A mulher e a paisagem, Leoporella, Carta de uma desconhecida, O livreiro Mendel e A coleção invisível.

26. Momento supremo, Rio de Janeiro, Editora Record, 1999. Com nova tradução. Título da edição de 1936: Momentos decisivos da humanidade.

27. 24 horas na vida de uma mulher e outras novelas. Rio de Janeiro, Editora Record, 1999. Acompanhada de Confusão de Sentimentos e Declínio de um Coração. Tradução de Lya Luft.

28. Brasil, país do futuro. Porto Alegre, Editora L&PM, 2006. Tradução de Kristina Michahelles.
Prefácio de Alberto Dines.

29. 24 Horas na Vida de uma Mulher. Porto Alegre, Editora L&PM, 2007. Tradução de Lya Luft.

30. Medo e outras histórias. Porto Alegre, Editora L&PM, 2007. Tradução de Lya Luft e Pedro Süssekind.

extraido do site da casa stefan aweig, disponível aqui.



22 de jun. de 2020

lívio xavier, fotos

cortesia da berenice xavier, sobrinha de lívio e da tia homônima


com benjamin péret 

com mário pedrosa

com antônio cândido

com vilanova artigas


2 de jun. de 2020

nietzsche no brasil

antes de 1892 não se encontra qualquer menção a nietzsche na imprensa brasileira depositada na hemeroteca nacional. 
aí, em 26 de fevereiro de 1892, o jornal do commercio publica a tradução de oito aforismos seus.



disponível aqui


20 de mai. de 2020

jorge amado - um novo achado

elena beliakova fala sobre essa tradução, até então praticamente esquecida, e aventa a possibilidade de ter sido feita a partir do espanhol, na edição da madrilenha cenit. ver aqui.


saiu em 1947 pela livraria e editora martins, em sua "coleção contemporânea", volume 9.


aqui um anúncio da editorial vitória, no jornal imprensa popular, de 10 de janeiro de 1951

disponível aqui

e aqui uma simples chamada, sem autor nem editora (imprensa popular, 13/6/51)

disponível aqui


a edição da cenit (1930), possível base para a tradução de jorge amado

Schkid. la república de los vagabundos, por bel - Vendido en ...

17 de mai. de 2020

rilke no brasil



as elegias de duíno foram publicadas em 1951, numa edição restrita, fora do comércio, em apenas 120 exemplares, com ilustrações de oswald de andrade filho, na primeira iniciativa editorial de josé mindlin, pela editora revista dos tribunais. a tradução era de dora ferreira da silva, que posteriormente, em edição comercial, veio a ter grande consagração.

mas descubro que, já em outubro de 1946, dora começara a publicar sua tradução das elegias, uma por semana (sendo que, na primeira semana, saíram as duas primeiras elegias), no suplemento domiinical "letras e artes" do jornal "a manhã".
é tradução visivelmente feita por amor e com amor. ela devia conhecer e amar rilke desde algum tempo.

dora nasceu em julho de 1918; se tiver traduzido todas as elegias no mesmo ano em que as publicou, 1946, teria entre 27 e 28 anos.

achei admirável.

aqui, ilustração de oswaldo goeldi. http://memoria.bn.br/docreader/114774/28



lúcio cardoso, "a propósito de traduções"


http://memoria.bn.br/DocReader/093092_03/16306


23 de mar. de 2020

artigo

com várias contribuições inestimáveis, terminei meu artigo com o levantamento bibliográfico das traduções de obras das irmãs brontë, katherine mansfield e virginia woolf no brasil (c.1916-19 a 2019). disponível aqui.

19 de fev. de 2020

arquivo


FUNDAÇÃO GULBENKIAN X MARTIN CLARET
A República da Pirataria

A editora brasileira Martin Claret pirateia A República, de Platão, da Fundação Calouste Gulbenkian, de Portugal

O ideário da Editora Martin Claret, de São Paulo, está exposto no prefácio de todos os livros da coleção A Obra-Prima de Cada Autor: "Nosso objetivo principal é oferecer, em formato de bolso, a obra mais importante de cada autor, satisfazendo o leitor que procura qualidade. (...) ´A Obra-Prima de Cada Autor´ é uma série de livros composta de mais de 300 volumes, formato de bolso, com preço altamente competitivo e encontrável em centenas de pontos de venda. (...) Nossa proposta é a de uma coleção aberta quantitativamente. (...) Nós acreditamos na função do livro". Os textos foram extraídos das páginas 9 e 10 do prefácio da edição de A República, do grego Platão. As edições da Martin Claret têm um mérito, talvez o principal: preço bem inferior aos praticados por outras editoras. Ao lado da gaúcha L±, a paulista Martin Claret certamente é a principal responsável por outras editoras, como Companhia das Letras, primeiro, e Record, em seguida, terem lançado edições de bolso com preços acessíveis, na faixa de 13 a 31 reais. O romance O Processo, de Franz Kafka, custa 13 reais pela L± e 21 reais na versão da Companhia das Letras. Com esmeradas traduções diretas do alemão. A qualidade das edições de bolso da Martin Claret em geral não compromete. O papel é bom, as capas são chamativas, talvez até demais. O corpo (tamanho) das letras é pequeno, mas nada que impeça a leitura. Entretanto, há um problema, e grave, pelo menos na edição de A República.

A Martin Claret publicou A República, livro basilar de Platão, em 2001. A tradução é do “misterioso” Pietro Nassetti, mas não há referência a respeito do ponto-de-partida. Ou seja, não há nenhuma informação se a tradução foi feita a partir do original grego ou se teve como base alguma tradução inglesa, alemã ou francesa. Sobretudo em livros de filosofia, assim como de poesia, as editoras costumam fazer questão de explicitar que a tradução foi feita a partir da língua de origem. Leitores mais dedicados, principalmente professores de filosofia, certamente vão optar por uma tradução, no caso de Platão, feita diretamente do grego. Estudantes, não apenas de filosofia, preferem em geral edições mais em conta, como a da Martin Claret, que tem 320 páginas e custa apenas 10,50 reais. A edição portuguesa custa impraticáveis 87 reais.

Como se trata de edição popular, supostamente não dedicada a especialistas, embora mantenha notas de rodapé relativamente detalhadas, a tradução da Martin Claret é fluente e chamou a atenção do professor Gonçalo Armijos Palácios, do curso de Filosofia da Universidade Federal de Goiás. Ao confrontar a edição de A República da Fundação Calouste Gulbenkian (localizada em Lisboa, Portugal), celebrada pela qualidade e requinte, com a da Martin Claret, o doutor em filosofia, que sabe grego, ficou estupefato. As duas traduções eram idênticas. Ou melhor, só existia uma tradução, a da Fundação Calouste Gulbenkian. A Martin Claret é responsável por uma edição pirata (leia no box que o proprietário da editora admite a pirataria).

Maria Helena da Rocha Pereira é responsável pela tradução, notas e introdução de A República, na edição da Fundação Caloustre Gulbenkian. A versão tem como ponto de partida o grego e a primeira edição é de 1972. A versão examinada pelo Jornal Opção é a 7ª edição, de 1993. Trata-se de uma edição muito bem-cuidada. No final da introdução, Maria Helena — o que prova que se trata de uma especialista, não de uma mera tradutora (obras filosóficas costumam exigir tradutores que conheçam filosofia, senão terão de passar por uma revisão técnica acurada) — anota: "Para a versão que agora se apresenta, seguiu-se escrupulosamente o texto estabelecido por J. Burnet, no quarto volume da sua edição dos Platonis Opera para a Scriptorum Classicorum Bibliotheca, Oxford University Press, reimpressão de 1949". Maria Helena ressalva, mostrando seriedade e respeito ao trabalho alheio, que serviu-se, ao traduzir Platão, de outras versões, aparentemente do grego para o inglês. Além da detalhada introdução, a tradutora oferece uma bibliografia sobre Platão, notas detalhadas e, ao final, um "índice de assuntos principais".

O que fez a Martin Claret? A editora brasileira, que está sendo comprada por uma editora de outro país, tão-somente jogou fora o aparato crítico, a introdução, resumiu as notas e republicou, sem citar a fonte, o texto integral da versão da Fundação Caloustre Gulbenkian (na página 4, o destemido editor escreveu: “Copyright Editora Martin Claret, 2001). O "tradutor" sequer teve o cuidado de fazer as adaptações de praxe para o português escrito e falado no Brasil. Ele (um fantasma?) faz apenas mudanças ligeiras —como a troca de efectivamente por efetivamente. Observe o leitor que, no início da "versão" brasileira, da Martin Claret, tenta-se disfarçar o plágio, com uma ou duas mudanças cosméticas, mas, em seguida, não se altera uma vírgula. É possível desconfiar que não há um tradutor "brasileiro", e sim um datilógrafo brasileiro, e, provavelmente, um revisor brasileiro. O leitor poderá identificar, facilmente, que há mudanças, bem leves, só no início dos capítulos; depois, a tradução é a mesma.

Um jornalista-historiador como Eduardo Peninha Bueno, que inventou a história como pilhéria, diria que o Brasil, ao pilhar Portugal, finalmente se vingou do colonialismo? É provável. Mas esse tipo de "vingança", uma antropofagia celerada, em nada engrandece o Brasil.

Trechos

Trechos do Livro I/Fundação Gulbenkian

"Ontem fui até ao Pireu com Gláucon, filho de Aríston, a fim de dirigir as minhas preces à deusa, e, ao mesmo tempo, com o desejo de ver de que maneira celebravam a festa, pois era a primeira vez que a faziam. Ora a procissão dos habitantes dessa terra pareceu-me linda; contudo, não me pareceu menos aprimorada a que os Trácios montavam. Depois de termos feito preces e contemplado a cerimónia, íamos regressar à cidade". (Página 1.)

"— Ouve então. Afirmo que a justiça não é outra coisa senão a conveniência do mais forte. Mas porque não aprovas? Não quererás fazê-lo?" (Página 23.)

Trechos do Livro I/Martin Claret

"Fui ontem ao Pireu com Glauco [note, leitor, que há um pequena mudança de "Ontem fui" para "Fui ontem" e a grafia de Gláucon passa a ser Glauco], filho de Aríston, com o objetivo de fazer minhas orações à [até aqui, talvez para disfarçar, há também uma ligeira alteração] deusa, e, ao mesmo tempo, com o desejo de ver de que maneira celebravam a festa, pois era a primeira vez que a faziam. Ora a procissão dos habitantes dessa terra pareceu-me linda; contudo, não me pareceu menos aprimorada a que os Trácios montavam. Depois de termos feito preces e contemplado a cerimônia [aqui, a editora adaptou para o português escrito no Brasil, que usa o acento circunflexo no lugar do agudo], íamos regressar à cidade". (Página 11.)

"— Ouve então. Afirmo que a justiça não é outra coisa senão a conveniência do mais forte. Mas por que não aprovas? Não quererás fazê-lo?" Neste trecho (página 25), só uma alteração (“porque”, na portuguesa, e “por que”, na brasileira). O tradutor nem tenta adaptar o português luso para o português patropi.

Trechos do Livro II/Fundação Gulbenkian

"Ditas, portanto, estas palavras, julgava eu que estava livre da discussão. Mas, de facto, era apenas o prelúdio, ao que parece. Efectivamente, Gláucon, que é sempre o mais destemido em tudo, também nessa altura não aceitou a retirada de Trasímaco, e disse: — Ó Sócrates, queres aparentar que nos persuadiste ou persuadir-nos, de verdade, de que de toda a maneira é melhor ser justo do que injusto?" (página 53)

"— Eu, por mim, concordo em tudo com esse padrões — declarou —, e seria capaz de os tomar como leis." (Final do livro II, página 100.)

Trechos do Livro II/Martin Claret

"Pronunciadas estas palavras [note, leitor, que a mudança é só início do texto], julgava eu que estava livre da discussão. Mas, de fato [aqui, o revisão trocou facto por fato], era apenas o início [trocou-se prelúdio para início], ao que parece. Efetivamente [retirou-se o c], Glauco, que é sempre o mais destemido em tudo, também nessa altura não aceitou a retirada de Trasímaco, e disse: — Sócrates, queres aparentar que nos persuadiste ou persuadir-nos de verdade, de que toda maneira é melhor é melhor ser justo do que injusto?" (página 44)

"— Eu, por mim, concordo em tudo com esse padrões — declarou —, e seria capaz de os tomar como leis". (Final do livro II, página 73.)

Trechos do Livro III/Fundação Gulbenkian

"— Quanto aos deuses, aqui temos, pois — disse eu — aquilo que, em meu entender, aqueles que hão-de honrar as divindades e os pais, e que hão-de ter em não pequena conta a amizade uns dos outros, devem ouvir desde a infância, e aquilo que não devem." (Página 101.)

"Portanto, por todos estes motivos — prossegui eu — diremos que é necessário prover deste modo os guardas de habitação e do resto, e legislaremos sobre o assunto ou não?

"— Absolutamente — confirmou Gláucon." (Página 160.)

Trechos do Livro III/Martin Claret

"— Em relação aos deuses, aqui temos, pois — disse eu — aquilo que, em meu entender, aqueles que hão de honrar as divindades e os pais, e que hão de ter em não pequena conta a amizade uns dos outros, devem ouvir desde a infância, e aquilo que não devem." (Página 74. As pequenas mudanças, com o suposto objetivo de esconder a pirataria, não alteram fundamentalmente a tradução da Fundação Gulbenkian.)

"Portanto, por todos estes motivos — prossegui eu — diremos que é necessário prover deste modo os guardas de habitação e do resto, e legislaremos sobre o assunto ou não?

"— Certamente — confirmou Glauco." (Página 111.)

O "tradutor" — ou o revisor, ou o datilógrafo — tão-somente trocou "absolutamente" por "certamente". O restante do texto é idêntico. Até a nota de rodapé é a mesma.

Leia mais no site do Jornal Opção na Internet (www.jornalopcao.com.br).

Editor admite plágio

O editor Martin Claret, dono da Editora Martin Claret, admite que "sua" edição de A República, de Platão, é plágio da edição da Fundação Calouste Gulbenkian. Em contato telefônico com o Jornal Opção na quarta-feira, 10, Martin Claret disse que encomendou a tradução ao italiano Pietro Nassetti e só ficou sabendo "há quatro ou cinco meses" que ele apenas "copiou" a tradução portuguesa. "O italiano Pietro Nassetti, tradutor do inglês e do italiano, faleceu há dois anos." Ele existe mesmo?, pergunta o Jornal Opção. "Ele morreu", insistiu.

Martin Claret diz que está providenciando nova tradução. "Nossa versão será feita a partir do inglês, porque fica mais barato do que traduzir do grego. Pedimos desculpas aos leitores." O editor diz que também estuda entrar em contato com a editora portuguesa, para tentar obter a autorização legal da tradução. O fato é que pode ser processado.

A Martin Claret pôs no mercado 500 títulos. "Somos uma editora de médio para pequeno porte." Ele diz que o grupo espanhol Santillana quer comprar a Martin Claret. "É impossível resistir ao assédio dos espanhóis. Eles compraram a Editora Objetiva, do Robert Feith; quem não vender pode quebrar", disse ao Jornal Opção.

https://web.archive.org/web/20080523082905/http://www.jornalopcao.com.br/index.asp?secao=Imprensa&subsecao=Colunas&idjornal=259


14 de jan. de 2020

thoreau, por virginia woolf

Thoreau, por Virginia Woolf

Artigo publicado no Times Literary Supplement em 12 de julho de 1917, em homenagem ao centenário do nascimento de Henry David Thoreau.

disponível aqui, em tradução minha para a revista helena, da biblioteca pública do paraná.

11 de jan. de 2020

editora sabiá

muito interessante a dissertação de mestrado de rafael fernandes carvalho, a editora do passarinho: um estudo sobre a editora sabiá. disponível aqui.


11 de nov. de 2019

artigo

saiu meu artigo "três coleções de livros", abordando a série negra, a seleção labirinto e a coleção saraiva, cobrindo um arco temporal de 1934 a 1972. está na tradterm, da usp, disponível aqui.

7 de nov. de 2019

mais russices

a sonata de kreutzer e o prisioneiro do cáucaso, com tradução de matheus de magalhães, saem em 1891 em porto alegre, pela gráfica do jornal republicano a federação, em sua coleção "bibliotheca d'a federação".

não gosto de plágio: mais russices


agradeço a nicotti joão armando pela informação e a sérgio karam pelo aviso.

22 de out. de 2019

lista de traduções

atualizando:

1    Catálogo da exposição 'Arquitetura para cães'Outro2019
2    Catálogo da exposição 'Beleza sobre Quatro Rodas'Outro2019
3    Catálogo da exposição 'Chiharu Shiota'Outro2019
4    Catálogo da exposição 'Experiência Da Vinci'Outro2019
5    Catálogo da exposição 'O feminismo na arte'Outro2019
6    ChernobylLivro2019
7    ChurchillLivro2019
8    Contra a interpretação e outros ensaiosLivro2019
9    Espião de mim mesmoLivro2019
10    Hinos MarianosOutro2019
11    Livre para voarLivro2019
12    Mercados radicaisLivro2019
13    O futuro do capitalismoLivro2019
14    O gato - quatro estaçõesLivro2019
15    Redução de danos: A resistência visual de mulheres negras dentro e fora do BrasilArtigo2019
16    She SaidLivro2019
17    Sobre ThoreauArtigo2019
18    Um quarto só seuLivro2019
19    1984 - Textos complementaresLivro2019
20    A arte do romanceLivro2018
21    A cor da liberdade - Os anos de presidênciaLivro2018
22    Catálogo da exposição 'São Francisco'Outro2018
23    Dicionário sobre a escravidão e a liberdadeLivro2018
24    Minha históriaLivro2018
25    O gato e as orquídeasLivro2018
26    O teatro da guerraLivro2018
27    Sobre a vida e a história de TucídidesArtigo2018
28    UtopiaLivro2018
29    Vitória, a rainhaLivro2018
30    A mãe de todas as perguntas - Reflexões sobre os novos feminismosLivro2017
31    Aqui de dentroLivro2017
32    Como ler literaturaLivro2017
33    Considerações sobre o governo representativoLivro2017
34    História econômica globalLivro2017
35    No café existencialistaLivro2017
36    O cânone americanoLivro2017
37    Os Románov, 1613-1918Livro2017
38    Para educar crianças feministas - Um manifestoLivro2017
39    Reforma ProtestanteLivro2017
40    A oeste do ÉdenLivro2016
41    Algumas reflexões sobre a filosofia do hitlerismoLivro2016
42    AnjosLivro2016
43    As meninas ocultas de KabulLivro2016
44    BíbliaLivro2016
45    Contra o realismo histórico, in Peixe-elétrico #4Artigo2016
46    Duplo retrato - São Francisco em Dante e GiottoLivro2016
47    MulherzinhasLivro2016
48    O dono do morroLivro2016
49    Os melhores contos de Katherine MansfieldLivro2016
50    Sobre a liberdadeLivro2016
51    Sobre o exílioLivro2016
52    Três íconesLivro2016
53    Uma vida no escuroLivro2016
54    A arte de pedirLivro2015
55    A filosofia do hitlerismoArtigo2015
56    Faça acontecerLivro2015
57    Moneyball - O homem que mudou o jogoLivro2015
58    MS encontrado numa garrafa, in Sombras de CarcosaLivro2015
59    Nan Goldin, entrevista a Philip Larratt-Smith.(ZUM 8)Artigo2015
60    No final do corredorOutro2015
61    O gato filósofoLivro2015
62    O gato zenLivro2015
63    O pequeno príncipeLivro2015
64    Para explicar o mundo - a descoberta da ciência modernaLivro2015
65    Sempre em movimentoLivro2015
66    Sinatra: o chefãoLivro2015
67    Três íconesLivro2015
68    Truques da EscritaLivro2015
69    Uma garota é uma coisa pela metade (no prelo)Livro2015
70    Aguapés (Prêmio ABL de Tradução)Livro2014
71    Arte como terapiaLivro2014
72    Flash Boys - Revolta em Wall StreetLivro2014
73    O Bom Livro - uma Bíblia laicaLivro2014
74    O romance, vol. III (no prelo)Livro2014
75    SalingerLivro2014
76    Todos os homens do presidenteLivro2014
77    A prisão da féLivro2013
78    A vida oculta das cidades (Zum, 4)Artigo2013
79    Ao farol (Prêmio Jabuti de Tradução 2014, 3o. lugar)Livro2013
80    Assim na TerraLivro2013
81    Bulevar (Zum, 4)Artigo2013
82    Eu sou MalalaLivro2013
83    Faça acontecerLivro2013
84    Mandela: o homem, a história e o mitoLivro2013
85    O campo ampliado da arquitetura: antologia teórica 1993-2009Livro2013
86    O guardião da história: Li Zhensheng (Zum, 4)Artigo2013
87    A dança da solidão - Francesca Woodman (Zum, 3)Artigo2012
88    A ideia de justiçaLivro2012
89    AcabadoraLivro2012
90    Capitalismo e escravidãoLivro2012
91    CaravaggioLivro2012
92    Conversas com escritoresLivro2012
93    Crianças, Anôn. - Revista Zum, 2Artigo2012
94    Da Enciclopédia à Wikipédia. Uma história social do conhecimentoLivro2012
95    Duplos, anônimos (Zum, 2)Artigo2012
96    Entrevista, Zum 2Artigo2012
97    Isto não é o que parece (Zum, 2)Artigo2012
98    Mrs. Dalloway (Prêmio Paulo Rónai de Tradução, FBN, 2013)Livro2012
99    O Brasil no mundo (História contemporânea do Brasil, vol. II)Artigo2012
100    O código de honraLivro2012
101    O sinal: o Santo Sudário e o segredo da RessurreiçãoLivro2012
102    O tubarão de 12 milhões de dólaresLivro2012
103    Perseguindo sombras - Santu Mofokeng (Zum, 3)Artigo2012
104    Profissões para mulheres e outros artigos feministasLivro2012
105    RousseauLivro2012
106    Tigres no espelhoLivro2012
107    Uma conversa com Errol Morris (Zum, 2)Artigo2012
108    Van Gogh - A vidaLivro2012
109    Von Kempelen e sua descobertaOutro2012
110    A festa ao ar livreOutro2011
111    A Nova HistóriaArtigo2011
112    Claude Lévi-Strauss: o poeta no laboratórioLivro2011
113    Dormindo com o inimigo: a guerra secreta de Coco ChanelLivro2011
114    Fascismo e berlusconismo (Novos Estudos Cebrap, 91)Artigo2011
115    Junkspace (Serrote, 9)Artigo2011
116    KantLivro2011
117    O Romance, vol. II (no prelo)Livro2011
118    Prefácio a 'Tales of the Grotesque and Arabesque'Outro2011
119    Sobre a revoluçãoLivro2011
120    Steve Jobs: uma biografiaLivro2011
121    Travessias difíceisLivro2011
122    Entrevista (introdução a O outono da Idade Média)Artigo2010
123    Guerra da SecessãoLivro2010
124    Investigando PieroLivro2010
125    JesusLivro2010
126    MaquiavelLivro2010
127    Numa dada situaçãoLivro2010
128    O Palácio de InvernoLivro2010
129    WaldenLivro2010
130    100 fotografias: Juan RulfoLivro2010
131    A New Sentimental JourneyLivro2009
132    As vidas dos artistasLivro2009
133    Cada um na sua leiLivro2009
134    Devolvendo as classes populares portuguesas à história da União Ibérica e da RestauraçãoArtigo2009
135    Estética relacionalLivro2009
136    MatisseLivro2009
137    Modernismo, o fascínio da heresiaLivro2009
138    NietzscheLivro2009
139    O romance, vol. I - A cultura do romanceLivro2009
140    Pós-produçãoLivro2009
141    Quem escreverá nossa história?Livro2009
142    Um outro arabescoLivro2009
143    CompreenderLivro2008
144    Comunidades imaginadasLivro2008
145    Escritos e reflexões sobre arteLivro2008
146    Nova York deliranteLivro2008
147    O livro das vidasLivro2008
148    O realismo de Courbet (no prelo)Livro2008
149    O suplício de Papai NoelLivro2008
150    Os grandes economistasLivro2008
151    ÁrabesLivro2007
152    Grid: construção e desconstruçãoLivro2007
153    O amanteLivro2007
154    Piero della FrancescaLivro2007
155    Sobre a verdadeLivro2007
156    Tropicália, uma revolução na cultura brasileira (vários artigos)Artigo2007
157    Breve mas verídica história da arte italianaLivro2005
158    A imagem precáriaLivro1996
159    A vida em comumLivro1996
160    BarcelonaLivro1995
161    Cultura e imperialismoLivro1995
162    O vocabulário das instituições indo-europeias - Economia, parentesco, sociedadeLivro1995
163    O vocabulário das instituições indo-europeias - Poder, direito, religiãoLivro1995
164    Código da naturezaLivro1994
165    Ensaio sobre os elementos de filosofiaLivro1994
166    Diálogos sobre a pluralidade dos mundosLivro1993
167    Maquiavel no infernoLivro1993
168    Tratado das sensaçõesLivro1993
169    A arte modernaLivro1992
170    História da vida privada, vol. VLivro1992
171    Antigos cultos de mistérioLivro1991
172    Ao longo do riocorrenteLivro1991
173    ArielLivro1991
174    Religião e declínio da magiaLivro1991
175    SamarcandaLivro1991
176    Sir Richard Francis BurtonLivro1991
177    As leis do crescimento espacial dos EstadosArtigo1990
178    Dáfnis e Cloé (versão de Pierre Grimal)Livro1990
179    História da vida privada, vol. IVLivro1990
180    O beijo de LamouretteLivro1990
181    O estilo da históriaLivro1990
182    O ressurgimento da narrativa: alguns comentáriosArtigo1990
183    O ressurgimento da narrativa: reflexões sobre uma velha questão (RH, 3)Artigo1990
184    Viena fin-de-siècle (Finalista Prêmio Jabuti de Tradução 1991)Livro1990
185    Cultura popular na Idade ModernaLivro1989
186    França revolucionáriaLivro1989
187    Modernismo - Guia geral, 1890-1930Livro1989
188    Reversibilidade (RH, 1)Artigo1989
189    Freud, uma vida para nosso tempoLivro1988
190    O lado oculto da RevoluçãoLivro1988
191    Os excluídos da históriaLivro1988
192    A força da tradiçãoLivro1987
193    Homens em tempos sombriosLivro1987
194    Memórias de um revolucionárioLivro1987
195    O retorno de Martin GuerreLivro1987
196    Senhores e caçadoresLivro1987
197    A formação da classe operária inglesa - A árvore da liberdadeLivro1986
198    A formação da classe operária inglesa - A força dos trabalhadoresLivro1986
199    CafeiculturaLivro1986
200    Economia e movimentos sociais na América LatinaLivro1986
201    O palácio da memória de Matteo RicciLivro1986
202    Paisagens da solidãoLivro1986
203    Exterminismo e Guerra FriaLivro1985
204    O capitalismo históricoLivro1985
205    A crise da crise do marxismoLivro1984

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