18 de jun de 2018

três poemas

saíram três poemas meus na edição mais recente da revista portuguesa InComunidade, disponível aqui.

21 de mai de 2018

baudelaire no brasil

saiu meu artigo sobre as traduções de baudelaire no brasil, na revista XIX - artes e técnicas em transformação, da unb. disponível aqui.



8 de mai de 2018

"como bom fascista"



Resultado de imagem para fausto garnier
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em minhas pesquisas sobre goethe no brasil, encontro a propósito do fausto:
Em 'Edição e Destino do Texto Fáustico', último ensaio do livro, Jerusa Pires Ferreira levanta dados importantes sobre a adaptação brasileira do Fausto de Goethe por um certo Anatole Muriel, para uma edição popular de clássicos da editora João do Rio, de 1928. (Lamentavelmente, Muriel teve como base uma discutível tradução brasileira feita, em 1920, pelo ideólogo de direita Gustavo Barroso. Discutível e mutilada pois, como bom fascista, Barroso deu-se ao luxo de censurar Goethe: suprimiu o episódio da Noite dos Walpurgis por considerá-lo atentatório à moral da família brasileira).

não sei bem como expor minha perplexidade, mas vamos lá:
  • chamar alguém de fascista em 1920 seria uma boa ilustração do que considero um descabelado anacronismo. 
  • essa tradução de gustavo barroso foi feita - a partir da tradução francesa de gérard de nerval - não em 1920, mas entre 1912 e 1913, quando ele trabalhava na livraria garnier; o livro não saiu conforme o programado em virtude da eclosão da primeira guerra, e só foi publicado em 1920, após um mínimo de normalização pós-guerra. ora, não tenho notícias de que em 1912-13, aos 24 anos de idade, gustavo barroso já fosse o ardoroso fascista que veio a se tornar mais tarde. 
  • não sei quais as fontes em que o crítico se baseou para apontar os motivos de gustavo barroso para a referida mutilação. mas sei que foi ele, o dito fascista avant la lettre, quem, anos depois, já inflado de ardente vigor filonazista, publicou (e também provavelmente traduziu) "o amante de lady chatterley", de d.h.lawrence, aliás em sua versão inexpurgada - obra que, convenhamos, na época deixava qualquer boda de ouro de obéron e titânia no chinelo, em termos de "atentado à moral da família", e não só brasileira, diga-se de passagem, haja vista a censura e as décadas de proibição da obra. 
  • e, por fim, se de fato mutilou (não sei, não conferi; baseio-me apenas na afirmação do citado crítico), não teria sido o primeiro: não só nerval comentava em sua tradução seu desconcerto com a noite de walpurgis, como também antónio feliciano de castilho dizia na nota à sua tradução que deixara de fora esse intermezzo, só se decidindo a incluí-lo posteriormente. nem por isso creio que alguém diria: "como bom fascista, Castilho" etc.

em suma, o parecer do articulista me pareceu um tanto raso e perfunctório.

p.s.: pequeno adendo: "Noite DOS Walpurgis"? não se trata, afinal, da santa walpurgis?
p.p.s: o nome do articulista nem vem ao caso. o problema é outro: é o desconhecimento, a falta de pesquisa, a ligeireza em juízos não suficientemente arrazoados e assim por diante.

16 de abr de 2018

três poemas de eliot

Imagem relacionada


saiu na revista InComunidade, em seu número 67, de abril de 2018, uma tradução minha de três poemas de eliot, disponível aqui.

Três poemas de Thomas Stearns Eliot, presentes em Prufrock and Other Observations, sua primeira coletânea de poemas, publicada em 1917


Manhã à janela [1914]

Lidam com a louça nas cozinhas do porão,
E ao longo do meio-fio gasto da rua
Percebo as almas entorpecidas das criadas
Despontando exânimes na entrada de serviço.

As ondas pardas da neblina trazem-me
Faces retorcidas do rés-do-chão
E a uma passante de saia enlameada
Arrancam um sorriso vago que flutua
E desaparece na linha dos telhados.


O Boston Evening Transcript [1915]

Os leitores do Boston Evening Transcript
Ondulam ao vento como trigal maduro.

Quando tênue o anoitecer se apressa na rua,
Despertando os apetites da vida nuns
E a outros trazendo o Boston Evening Transcript,
Subo os degraus e toco a campainha, virando-me
Cansado, como viraria alguém num adeus a Rochefoucauld
Fosse a rua o tempo e estivesse ele no final da rua,
E digo: “Prima Harriet, eis o Boston Evening Transcript”.


A prima Nancy [1915]

Miss Nancy Ellicot
Vencia os morros a largas passadas,
Vencia os morros montada a cavalo –
Os morros estéreis da Nova Inglaterra –
Caçando raposas
Além das pastagens.

Miss Nancy Ellicot fumava
E dançava todas as danças modernas;
E as tias ficavam um tanto indecisas, 
Mas sabiam que era moderno.

Nas prateleiras laqueadas vigiavam
Matthew e Waldo, guardiões da fé,
O exército da lei inabalável.

16 de mar de 2018

literatura hispano-americana traduzida no brasil


interessantíssima e de alto nível a dissertação de mestrado a tradução de literatura hispano-americana no brasil: um capítulo da história da literatura brasileira, de sérgio karam, disponível aqui.

10 de mar de 2018

coleção saraiva, traduções


comentei e transcrevi num post anterior, aqui, o ótimo levantamento sobre a coleção saraiva, apresentado no blog listas de livros, aquiselecionei os títulos de obras estrangeiras que saíram em tradução, e procedi a pesquisas para localizar o nome de seus tradutores. cinco ainda não consegui localizar.


Coleção Saraiva
Sistema de venda domiciliar, por subscrição
De julho de 1948 a maio de 1972
232 títulos, num total de 287 volumes
96 obras traduzidas, num total de 129 volumes
Tiragem na faixa de 40-50 mil exemplares por edição

005. Lewis Wallace, Ben-Hur, Romance dos tempos de Jesus Cristo, trad. J.B. de Souza (nov. 1948)
007. Fiódor Dostoiévski, Recordações da casa dos mortos, trad. José Geraldo Vieira (jan. 1949).
012. Henryk Sienkiewicz, Quo vadis?, trad. J.B. de Souza (jun. 1949) – reed. 1952 Coleção Jabuti
016. H. G. Wells, O alimento dos deuses, (out. 1949) “Tradução sob responsabilidade da Coleção Saraiva e da Editora Saraiva” (out. 1949)  
018. Lord Lytton, Os últimos dias de Pompéia, trad. e adapt. Miroel da Silveira e Isa Silveira Leal (dez. 1949)
020. Edna Ferber, Cimarron, trad. Nair Lacerda (fev. 1950)
022. Alphonse Daudet, A borboleta azul, trad. José Geraldo Vieira (abr. 1950)
023. Zofia Kossak, O santo sepulcro, trad. Isa Silveira Leal e Miroel Silveira (mai. 1950)
024. Edmond About, O homem da orelha rasgada, trad. Octavio Mendes Cajado (jun. 1950)
026. Giovanni Papini, Testemunhas da Paixão, trad. Nair Lacerda (ago. 1950)
027. Barbey D'Aurevilly, Os conspiradores, trad. Octavio Mendes Cajado (set. 1950)
028. Lawrence Edward Watkin, Horas roubadas, trad. Nair Lacerda (out. 1950)
029. Germaine Acremant, A vida que sonhei, trad. Octavio Mendes Cajado (nov. 1950)
031. Erckman-Chatrian, O recruta de Napoleão, trad. Augusto de Sousa (jan. 1951) – reed. Coleção Jabuti, 1955
035. Robert Nathan, Depois do verão, trad. Nair Lacerda (mai. 1951)
036. Henryk Sienkiewicz, O campo da glória, trad. Mariano Torres (jun. 1951)
039. Victor Cherbuliez, A máscara da face, trad. Nair Lacerda (set. 1951)
041. Hermann Sudermann, O moinho silencioso, trad. Nair Lacerda (nov. 1951)
044. Erckmann-Chatrian, Waterloo, trad. Augusto de Sousa (fev. 1952) – reed. Coleção Jabuti, 1958
045. Honoré de Balzac, Pierrette, trad. Nair Lacerda (mar. 1952)
046. Alexandre Dumas, Nero, trad. Octavio Mendes Cajado (abr. 1952)
048. Mark Aldanov, A glória de Byron, trad. Nair Lacerda (jun. 1952)
052. Hermann Melville, Dramas do mar [com Benito Cereno e Billy Budd], trad. Octavio Mendes Cajado (out. 1952)
054. Francisco Molnar, Os meninos da rua Paulo, trad. Paulo Rónai (dez. 1952)
055. Alexandre Dumas, A tulipa negra, trad. Augusto de Sousa (jan. 1953)
057. Walter Scott, Lúcia de Lammermoor, trad. Hamilcar de Garcia (mar. 1953)
059. Paul Vialar, Amor de mãe, trad. Augusto de Sousa (mai. 1953)
060. Júlio Verne, Miguel Strogoff, vol. 1, trad. Augusto de Sousa (jun. 1953)
061. Júlio Verne, Miguel Strogoff, vol. 2, trad. Augusto de Sousa (jul. 1953)   
064. Louisa May Alcott, As quatro irmãs, trad. Nair Lacerda (out. 1953)
065. George Sand, Os gêmeos, trad. Augusto de Sousa (nov. 1953)
066. Charles Dickens, O grilo da lareira, trad. Aldo della Nina (dez. 1953)
069. Júlio Verne, As tribulações de um chinês na China, trad. Augusto de Sousa (mar. 1954)
074. Charles & Mary Lamb, Contos de Shakespeare, vol. 1, trad. Octavio Mendes Cajado (ago. 1954)
075. Charles & Mary Lamb, Contos de Shakespeare, vol. 2, trad. Octavio Mendes Cajado (set. 1954)
076. Alexandre Dumas, Os irmãos corsos, trad. Augusto de Sousa (out. 1954)
080. Amédée Achard, O capitão Belle-Rose, vol. 1, trad. Augusto de Sousa (fev. 1955)
081. Amédée Achard, O capitão Belle-Rose, vol. 2, trad. Augusto de Sousa (mar. 1955)
082. Henry James, A herdeira, trad. Ondina Ferreira (abr. 1955)
083. Ivan Turguêniev, Vida nova, trad. Ondina Ferreira (mai. 1955)
084. Oliver Goldsmith, O vigário de Wakefield, trad. Nair Lacerda (jun. 1955)
085. Alexandre Dumas, O salteador, trad. Ondina Ferreira (jul. 1955)
087. Charles Kingsley, Os heróis, trad. Ondina Ferreira (set. 1955)
088. Franca Lenardon, Uma mulher, trad. Aldo della Nina (out. 1955) 
090. Fritz Erckmann-Chatrian, O amigo, trad. Augusto de Sousa (dez. 1955)
092. Paul Féval, Os mistérios de Londres, vol. 1, trad. Augusto de Sousa (fev. 1956)
093. Paul Féval, Os mistérios de Londres, vol. 2, trad. Augusto de Sousa (mar. 1956)
094. Alexandre Dumas, Othon, o archeiro, trad. Augusto de Sousa (abr. 1956)
096. Amédée Archad, Capa e espada, vol. 1, trad. Augusto de Sousa (jun. 1956)
097. Amédée Archad, Capa e espada, vol. 2, trad. Augusto de Sousa (jul. 1956)
098. Amédée Archad, O tosão de ouro, vol. 1, trad. Augusto de Sousa (ago. 1956)
099. Amédée Archad, O tosão de ouro, vol. 2, trad. Augusto de Sousa (set. 1956)
100. Robert Louis Stevenson, A ilha do tesouro, trad. Nair Lacerda (out. 1956)
102. Tom Galt, Peter Zenger, campeão da liberdade, trad. Ondina Ferreira (dez. 1956)
103. Voltaire, Zadig, trad. Augusto de Sousa (jan. 1957)
104. Louisa May Alcott, Esposas exemplares, trad. Nair Lacerda (fev. 1957)
107. Honoré de Balzac, O coronel Chabert, trad. rev. Pedro Reis (mai. 1957)
109. Nathaniel Hawthorne, A letra escarlate, trad. A. Pinto de Carvalho (jul. 1957)
112. Eugène Sue, O comendador de Malta, trad. Alberto Denis (out. 1957)
113. Ralph Moody, Kit Carson e a fronteira selvagem, trad. Nair Lacerda (nov. 1957)
114. Théophile Gautier, Avatar, trad. Nair Lacerda (dez. 1957)
117. Júlio Verne, Cinco semanas em balão, trad. Augusto de Sousa (mar. 1958) – info Rogério Menezes de Moraes
118. Emily Brontë, O Morro dos Ventos Uivantes, vol. 1, trad. Octavio Mendes Cajado (abr. 1958)
119. Emily Brontë, O Morro dos Ventos Uivantes, vol. 2, trad. Octavio Mendes Cajado (mai. 1958)
122. Massimo D'Azeglio, Ettore Fieramosca, trad. Alberto Denis (ago. 1958)
123. Oscar Wilde, O fantasma de Canterville e outras histórias, trad. Nair Lacerda (set. 1958)
124. Anna Sewell, Beleza negra, trad. Nair Lacerda (out. 1958)
126. Albert Pigelow Paine, Mark Twain, trad. Nair Lacerda (dez. 1958)
130. Conrad Ferdinand Meyer, Assassínio na catedral, trad. Alberto Denis (abr. 1959)
131. Georg Ebers, Cleópatra, vol. 1, trad. Alberto Denis (mai. 1959)
132. Georg Ebers, Cleópatra, vol. 2, trad. Alberto Denis (jun. 1959)
134. Helen Hunt Jackson, Ramona, vol. 1, trad. Alberto Denis (ago. 1959)
135. Helen Hunt Jackson, Ramona, vol. 2, trad. Alberto Denis (set. 1959)   
136. Wilkie Collins, Dois destinos, trad. Nair Lacerda (out. 1959)
138. Alphonse Daudet, Tartarin de Tarascon, trad. Nair Lacerda (dez. 1959)
143. Robert Louis Stevenson, O médico e o monstro e outras histórias [“Markheim” e “O diabrete da garrafa”], trad. Nair Lacerda (mai. 1960)
146. Amédée Achard, As cutiladas do Conde de La Guerche, vol. 1, trad. Augusto de Sousa (ago. 1960)
147. Amédée Achard, As cutiladas do Conde de La Guerche, vol. 2, trad. Augusto de Sousa (set. 1960)
148. Amédée Achard, Contra tudo e contra todos, vol. 1, trad. Augusto de Sousa (out. 1960)
149. Amédée Achard, Contra tudo e contra todos, vol. 2, trad. Augusto de Sousa (nov. 1960)      
150. Ivan Turguêniev, Primeiro amor, trad. Nair Lacerda (dez. 1960)
157. Émile Gaboriau, O caso Lerouge, vol. 1, trad. Augusto de Sousa (jul. 1961)
158. Émile Gaboriau, O caso Lerouge, vol. 2, trad. Augusto de Sousa (ago. 1961)
159. Edgar Allan Poe, Os crimes da rua Morgue e outras histórias, trad. Aldo della  Nina (set. 1961)
169. George Harmon Coxe, Sedutor de mulheres, trad. Nair Lacerda (jul. 1962) – Coleção Cinzenta, vol. 5, 1952
170. Edna Ferber, Teatro flutuante, vol. 1, trad. Nair Lacerda (ago. 1962) ed. Coleção Arco-Íris, 1950 (inaugura a coleção)
171. Edna Ferber, Teatro flutuante, vol. 2, trad. Nair Lacerda (set. 1962) ed. Coleção Arco-Íris, 1950
173. Harriet Beecher Stowe, A cabana do Pai Tomás, vol. 1, trad. Octavio Mendes Cajado (nov. 1962) – Série Ouro e Prata (1951)
174. Harriet Beecher Stowe, A cabana do Pai Tomás, vol. 2, trad. Octavio Mendes Cajado (dez. 1962) – Série Ouro e Prata (1951)
177. Konrad Bercovici, A terra prometida, vol.1, trad. José Geraldo Vieira (mar. 1963) – Coleção Arco-Íris, vol. 2, 1950
178. Konrad Bercovici, A terra prometida, vol. 2, trad. José Geraldo Vieira (abr. 1963) – Coleção Arco-Íris, vol. 2, 1950
184. Leon Tolstoi, A morte de Ivan Ilitch, trad. Gulnara Lobato de Moraes (out. 1963) – 1948
187. George Ohnet, O grande industrial, trad. Augusto de Sousa (jan. 1964)*
195. Honoré de Balzac, O tio Goriot, vol. 1, trad. Augusto de Sousa (set. 1964)
196. Honoré de Balzac, O tio Goriot, vol. 2, trad. Augusto de Sousa (out. 1964)
201. Alexandre Dumas, Os três mosqueteiros, vol. 1, trad. Octavio Mendes Cajado (mar. 1965) – 1953 (em 2 vols.)
202. Alexandre Dumas, Os três mosqueteiros, vol. 2, trad. Octavio Mendes Cajado (abr. 1965) – 1953 (em 2 vols.)
203. Alexandre Dumas, Os três mosqueteiros, vol. 3, trad. Octavio Mendes Cajado (mai. 1965) – 1953 (em 2 vols.)
204. Alexandre Dumas, Os três mosqueteiros, vol. 4, trad. Octavio Mendes Cajado (jun. 1965) – 1953 (em 2 vols.)
206. Cícero, Dos deveres, trad. João Mendes Neto (ago. 1965)
212. Alphonse Daudet, Cartas do meu moinho, trad. Augusto de Sousa (fev. 1966)
214. Alexandre Dumas, Cecília, trad. Augusto de Sousa (abr. 1966)*
216. Enrique Perez Escrich, O mártir do Gólgota – tradições do Oriente, vol. 1, trad. Augusto de Sousa (jun. 1966) Coleção Ouro e Prata, [1957]
217. Enrique Perez Escrich, O mártir do Gólgota – tradições do Oriente, vol. 2, trad. Augusto de Sousa (jul. 1966)
218. Enrique Perez Escrich, O mártir do Gólgota – tradições do Oriente, vol. 3, trad. Augusto de Sousa (ago. 1966)
219. Enrique Perez Escrich, O mártir do Gólgota – tradições do Oriente, vol. 4, trad. Augusto de Sousa (set. 1966)
220. Plutarco, Vida de Júlio César, não consta crédito de tradução (out. 1966)*
224. Alexandre Dumas, A conquista de Nápoles, vol. 1, trad. Augusto de Sousa (fev. 1967)
225. Alexandre Dumas, A conquista de Nápoles, vol. 2, trad. Augusto de Sousa (mar. 1967)
226. Alexandre Dumas, A conquista de Nápoles, vol. 3, trad. Augusto de Sousa (abr. 1967)
227. Alexandre Dumas, A conquista de Nápoles, vol. 4, trad. Augusto de Sousa (mai. 1967)
232. Lewis Wallace, O príncipe da Índia, vol. 1, trad. Octavio Mendes Cajado (out. 1967)
233. Lewis Wallace, O príncipe da Índia, vol. 2, trad. Octavio Mendes Cajado (nov. 1967)
234. Lewis Wallace, O príncipe da Índia, vol. 3, trad. Octavio Mendes Cajado (dez. 1967)
235. Lewis Wallace, O príncipe da Índia, vol. 4, trad. Octavio Mendes Cajado (jan. 1968) Coleção Ouro e Prata, vols. 3 e 4, 1952
236. Manuel Gutierrez Durán, E pur si muove, trad. (fev. 1968)
240. Júlio Verne, Da Terra à Lua, trad. Augusto de Sousa (jun. 1968)
242. Montesquieu, Grandeza e decadência dos romanos, trad. José Geraldo Vieira (ago. 1968)
244. Alexandre Dumas, Emma Lyonna, vol. 1, trad. Augusto de Sousa (out. 1968)
245. Alexandre Dumas, Emma Lyonna, vol. 2, trad. Augusto de Sousa (nov. 1968)
246. Alexandre Dumas, Emma Lyonna, vol. 3, trad. Augusto de Sousa (dez. 1968)
247. Alexandre Dumas, Emma Lyonna, vol. 4, trad. Augusto de Sousa (jan. 1969)
248. Alexandre Dumas, Emma Lyonna, vol. 5, trad. Augusto de Sousa (fev. 1969)
258. Edgar Allan Poe, Histórias célebres, trad. Octavio Mendes Cajado (dez. 1969) - 1959
262. Júlio Verne, A jangada, vol. 1, trad. (abr. 1970)
263. Júlio Verne, A jangada, vol. 2, trad. (mai. 1970)   
274. Jean Marie Andrieu, Em torno de um homem, vol. 1, trad. Juracy Daisy Marchese (abr. 1971)
275. Jean Marie Andrieu, Em torno de um homem, vol. 2, trad. Juracy Daisy Marchese (mai. 1971)
281. Conde de Gobineau, Adelaide, trad. Galeão Coutinho [publicado anteriormente pela Livraria Martins, em sua Coleção Excelsior]  (nov. 1971)

* agradeço a saulo von randow jr. pela informação.
  
nota: a grafia do nome do mais frequente tradutor da coleção varia: Augusto de Sousa, Augusto de Souza, Augusto Sousa e Augusto Souza. Adotei aqui Augusto de Sousa.


2 de mar de 2018

traduções no brasil

imagem: aqui


aqui no blog você encontra o levantamento bibliográfico das traduções brasileiras em livro das obras dos seguintes autores:

traduções de albert camus no brasil
traduções de aleksandr púchkin no brasil
traduções de arthur schopenhauer no brasil
traduções de bernard shaw no brasil
traduções de carlo collodi no brasil
traduções de charles baudelaire no brasil
traduções de charles darwin no brasil (origem das espécies)
traduções de charles dickens no brasil
traduções de charlotte brontë no brasil
traduções de colette no brasil
traduções de edgar allan poe no brasil
traduções de emily brontë no brasil
traduções de evelyn waugh no brasil
traduções de f. scott fitzgerald no brasil
traduções de fiódor dostoiévski no brasil
traduções de franz kafka no brasil
traduções de friedrich nietzsche no brasil
traduções de gabriel garcía márquez no brasil
traduções de george bernard shaw no brasil
traduções de giovanni boccaccio no brasil
traduções de goethe no brasil
traduções de gustave flaubert no brasil
traduções de henry d. thoreau no brasil
traduções de henry james no brasil
traduções de herman melville no brasil
traduções de jack london no brasil
traduções de james joyce no brasil
traduções de jean-paul sartre no brasil
traduções de john stuart mill no brasil
traduções de joseph conrad no brasil
traduções de joseph roth no brasil
traduções de juan carlos onetti no brasil
traduções de jules laforgue no brasil
traduções de karen blixen no brasil
traduções de katherine mansfield no brasil
traduções de liév tolstói no brasil
traduções de maquiavel no brasil - o príncipe
traduções de marcel schwob no brasil
traduções de marguerite duras no brasil
traduções de miguel de cervantes no brasil
traduções de nathaniel hawthorne no brasil
traduções de omar khayyam no brasil
traduções de peter handke no brasil
traduções de ralph w. emerson no brasil
traduções de rex stout no brasil, primórdios
traduções de robert louis stevenson no brasil
traduções de sherwood anderson no brasil
traduções de sigmund freud no brasil
traduções de somerset maugham no brasil
traduções de thomas de quincey no brasil
traduções de thomas hardy no brasil
traduções de thomas mann no brasil
traduções de virginia woolf no brasil
traduções de walt whitman no brasil
traduções de william blake no brasil
traduções de william faulkner no brasil
traduções de william m. thackeray no brasil

os links estão na coluna à direita, sob o marcador "pesquisas"


14 de fev de 2018

artigo

saiu "um breve apontamento intertextual", retomando anotações minhas sobre thoreau e poe, na revista InComunidade, disponível aqui.


12 de fev de 2018

Brenno Silveira na Biblioteca do Leitor Moderno


Brenno Silveira teve dezesseis traduções publicadas na Biblioteca do Leitor Moderno, coleção publicada pela Civilização Brasileira entre 1961 e 1980. Duas delas já tinham lançadas anteriormente, fora da coleção, e uma foi feita em parceria.

Eis a relação das obras:

1. Graham Greene, Um caso liquidado, vol. 4, 1961
2. Morris West, O advogado do diabo, vol. 6, 1961
3. Vladimir Nabokov, A verdadeira vida de Sebastião Knight, vol. 7, 1961
4. F. Scott Fitzgerald, O grande Gatsby, vol. 18, 1962
5. F. Scott Fitzgerald, Este lado do paraíso, vol. 19, 1962
6. Henry James, Outra volta do parafuso, vol. 21, 1961
7. F. Scott Fitzgerald, Seis contos da era do jazz, vol. 25, 1962
8. Arnold Toynbee, Estudos de história contemporânea, vol. 27, 1961 (com Luiz de Senna)
9. Morris West, Filha do silêncio, vol. 31, 1962
10. William Faulkner, Os desgarrados, vol. 32, 1963
11. John Steinbeck, O inverno da nossa desesperança, vol. 33, 1963
12. Graham Greene, Os comediantes, vol. 78, 1966
13. Eugene Burdick, O mistério de Nina, vol. 81, 1967
14. A. Hotchner, Papa Hemingway, vol. 83, 1967
15. Franz Kafka, Metamorfose, vol. 102, 1969 (retomado de CB, 1956)
16. Vladimir Nabokov, Lolita, vol. 117, 1970 (retomado de CB, 1959)

Problemas de compatibilidade entre ano de edição e sequência da numeração dos volumes ocorrem com alguma frequência na BLM. Os dois casos ocorridos com as traduções de Brenno Silveira estão assinalados em vermelho.

Note-se que, a partir de 1967, ele deixa de colaborar com novas traduções na BLM, voltando a se concentrar em traduções para outras coleções da Civilização Brasileira.


Sobre as demais traduções de Brenno Silveira, veja aqui.
Sobre a Biblioteca do Leitor Moderno, aqui.
Sobre as traduções de Kafka no Brasil, aqui.
Sobre as traduções de Scott Fitzgerald no Brasil, aqui.
Sobre as traduções de William Faulkner no Brasil, aqui.
Sobre as traduções de Henry James no Brasil, aqui.
Sobre as traduções de Vladimir Nabokov no Brasil, aqui.


uma agradável surpresa

um gentil texto de caetano galindo sobre o não gosto de plágio, aqui.


8 de fev de 2018

brenno silveira tradutor


Cortesia de Maria da Glória Sangirardi Silveira, filha de Brenno, aqui.


Ciano, Galeazzo, ConteDiário do Conde Ciano, 1939-1943Cia. Editora Nacional1946
Merejkovski, Dmitry O romance  de Leonardo da VinciGlobo1946
Ferrero, GuglielmoHistória romanaMartins1947
Churchill, WinstonA Segunda Guerra Mundial, 4 v.Cia. Editora Nacional1948
Malta, D.A., e Jones, W.K.Sangue azul: comédia em três atosUnião Pan-Americana1948
Carnegie, DaleComo evitar preocupações e começar a viverCia. Editora Nacional1949
Twain, MarkUm ianque na corte do rei ArturBrasiliense1951
Vogt, WilliamO caminho da sobrevivênciaCia. Editora Nacional1951
Scott, WalterIvanhoéMartins1951
Thomas, Henry e Dana LeeVidas de grandes poetasGlobo1952
Franklin, BenjaminAutobiografia de Benjamin FranklinCia. Editora Nacional1953
Russell, BertrandEnsaios impopularesCia. Editora Nacional1954
Russell, BertrandDelineamentos da filosofiaCia. Editora Nacional1954
Russell, BertrandA ciência e a sociedadeCia. Editora Nacional1955
Russell, BertrandCaminhos para a liberdadeCia. Editora Nacional1955
Tira, EnsioA balsa do desesperoCia. Editora Nacional1955
Toynbee, ArnoldO mundo e o OcidenteCia. Editora Nacional1955
Carson, R.L.O mar que nos cercaCia. Editora Nacional1956
Russell, BertrandA conquista da felicidadeCia. Editora Nacional1956
Frischauer, PaulOuro verdeCivilização Brasileira1956
Kafka, FranzMetamorfoseCivilização Brasileira1956
Russell, BertrandO poder: uma nova análise socialCia. Editora Nacional1957
Russell, BertrandHistória da filosofia ocidental 3 vols.Cia. Editora Nacional1957
Greene, GrahamO americano tranquiloCivilização Brasileira1957
Russell, BertrandPor que não sou cristão e outros ensaiosLivraria Exposição do Livro1957
Doyle, Arthur ConanA curiosa história de Rodney StoneMelhoramentos1957
Radall, Thomas H.Uma luz para MarinaYpiranga1957
Russell, BertrandRetratos de memória e outros ensaiosCia. Editora Nacional1958
Crane, StephenO emblema rubro da coragemCivilização Brasileira1958
Shute, NevilA hora finalCivilização Brasileira1958
Doyle, Arthur ConanContos de ringue e de guerraMelhoramentos1958
Doyle, Arthur ConanContos de piratas. Contos da água azulMelhoramentos1958
Russell, BertrandLiberdade e organizaçãoCia. Editora Nacional1959
Greene, GrahamNosso homem em HavanaCivilização Brasileira1959
Nabokov, VladimirLolitaCivilização Brasileira1959
Poe, Edgar AllanAntologia de contos (org.)Civilização Brasileira1959
VV.AA.Antologia de contos de terror e do sobrenatural (org.)Civilização Brasileira1959
Russell, BertrandMeu pensamento filosóficoCia. Editora Nacional1960
Greene, GrahamQuem perde ganhaCivilização Brasileira1960
Remarque, Erich MariaO obelisco negroCivilização Brasileira1960
Nabokov, VladimirGargalhada na escuridãoBoa Leitura1961
Toynbee, ArnoldEstudos de história contemporâneaCia. Editora Nacional1961
Greene, GrahamTrem de IstambulCivilização Brasileira1961
Greene, GrahamUm caso liquidadoCivilização Brasileira1961
James, HenryOutra volta do parafusoCivilização Brasileira1961
Nabokov, VladimirA verdadeira vida de Sebastião Knight Civilização Brasileira1961
West, MorrisO advogado do diaboCivilização Brasileira1961
Fitzgerald, F. ScottEste lado do paraísoCivilização Brasileira1962
Fitzgerald, F. ScottO grande GatsbyCivilização Brasileira1962
Fitzgerald, F. ScottSeis contos da era do jazzCivilização Brasileira1962
Russell, BertrandTem futuro o homem?Civilização Brasileira1962
West, MorrisA filha do silêncioCivilização Brasileira1962
Mitchell, J.L.Os grandes exploradoresBoa Leitura1963
Faulkner, WilliamOs desgarradosCivilização Brasileira1963
Steinbeck, JohnO inverno da nossa desesperançaCivilização Brasileira1963
Michener, J.A.Volta ao paraísoMelhoramentos1964
Endore, GuyO coração e o espírito: a estória de Rousseau
e Voltaire
Cia. Editora Nacional1965
Stein, GertrudTrês vidasCultrix1965
Deutsch, BabetteWalt WhitmanMartins1965
Greene, GrahamOs comediantesCivilização Brasileira1966
House, K.S., et al.Panorama do romance americanoFundo de Cultura1966
Burdick, EugeneO mistério de NinaCivilização Brasileira1967
Hotchner, A. E.Papá HemingwayCivilização Brasileira1967
Russell, BertrandAutobiografia de Bertrand Russell, v. 1Civilização Brasileira1967
Cowley, MalcolmEscritores em açãoPaz e Terra1968
Wilde, OscarContos e novelas de Oscar Wilde (org.)Civilização Brasileira1970
French, W., e Kidd, W.A literatura americana e o Prêmio NobelCultrix1971
Henderson, DionNa montanhaCultrix1971


Notas:
(1) Com Ênio Silveira, Leônidas Gontijo de Carvalho e outros. (2) Com Raul de Polillo. (3) Com Raul de Polillo. (4) Com José Paulo Paes. (5) Com Luiz de Senna.


Quanto à sua obra própria, temos:

Pequena história da literatura norte-americana. Coleção “A Marcha do Espírito”, v. 11. São Paulo: Martins, 1943.
Samuel Putnam, 1892-1950: notas biobibliográficas. São Paulo: UCBEU, Fundação Brasileira, 1950. Contém: Notas biográficas. Nota sobre duas grandes traduções de Samuel Putnam. Cartas de Samuel Putnam. Lista de trabalhos originals e de livros e peças teatrais traduzidos por Samuel Putnam. Edição ilustrada. Contribuição da UCBEU ao Colloquium Internacional de Estudos Luso-Brasileiros da Biblioteca do Congresso, Washington, D.C., outubro de 1950.
Atalho proibido. Coleção Novelas do Mundo, v. 2. São Paulo: Melhoramentos, 1952[?]
A arte de traduzir. São Paulo: Melhoramentos, 1954
“Washington”, in VV.AA., Libertadores. Coleção Grandes Vocações, 1. São Paulo: Donato, s/d

Para a iconografia de sua produção, veja-se Brenno Silveira tradutor, aqui.


Muito há o que se dizer sobre a importância de Brenno Silveira na história da tradução no Brasil, merecendo um amplo estudo sobre sua atuação. A meu ver, é ele o marco inicial de uma fase em que já se percebe a existência de um setor editorial minimamente consolidado no Brasil, sucedendo-se à "fase heroica" dos anos 1930 e anos 1940. 


7 de fev de 2018

a coleção rubáiyát


Em 1928, sai das gráficas da Imprensa Nacional, no Rio de Janeiro, a primeira tradução brasileira dos Rubáiyát de Omar Khayyam, feita por Octavio Tarquinio de Sousa (1889-1959), a partir da versão francesa de Franz Toussaint. Era uma “edição de 300 exemplares, em papel Vergé de Rives, numerados de 1 a 300, feita por conta do traductor”, e passou praticamente despercebida na imprensa da época.



Tendo a José Olympio Livraria e Editora se transferido de São Paulo para o Rio de Janeiro em 1934, onde contava com inúmeros contatos intelectuais e onde veio realmente a deslanchar como editora, em 1935 ela lança a segunda edição dos Rubáiyát traduzidos por Tarquinio, agora com uma tiragem de 1.500 exemplares, mais trinta exemplares em edição especial.

Em 1938, a José Olympio inicia uma coleção chamada “Série de Poemas Orientais” – seu primeiro volume: mais uma vez os Rubáiyat de Omar Khayyam, agora em sua terceira edição, com capa de Santa Rosa.

A “Série de Poemas Orientais” foi efêmera e com lançamentos a intervalos esporádicos: nascida em 1938, durou até 1942, com a publicação de sete títulos. Foram eles:

  1. Os já citados Rubáiyát, em tradução de Octavio Tarquinio de Sousa a partir de Franz Toussaint, em 1938 [3ª. ed.];
  2. O jardim das carícias, a partir de Franz Toussaint, em tradução de Adalgisa Nery, em 1938;
  3. O cântico dos cânticos, atribuído a Salomão, em “tentativa de versão portuguesa” de Augusto Frederico Schmidt, em 1938; 
  4. O Gitanjali, de Rabindranath Tagore, em tradução de Guilherme de Almeida, em 1939. (Essa tradução de Guilherme de Almeida fora lançada inicialmente em 1932, pela Companhia Editora Nacional.)

      5. O jardineiro, de Rabindranath Tagore, em tradução de Guilherme de Almeida, em 1939;
      6. A lua crescente, de Rabindranath Tagore, em tradução de Abgar Renault, em 1942;
      7. A flauta de jade (poesias chinesas), a partir de Franz Toussaint, em tradução de Mauro de                    Freitas, em 1942.


A Série de Poemas Orientais serviu, evidentemente, de sementeira para o projeto maior e mais consistente da Coleção Rubáiyát. A partir de 1943 adquire seu novo nome e dá andamento às publicações, tomando como base os sete títulos já publicados e partindo do volume n. 8. Muito caprichada, com o padrão de capa iniciado por Santa Rosa na Série de Poemas Orientais, em formato in-16, impressa em papel bouffon e belamente ilustrada ou com graciosas vinhetas, vinha em brochura e também em capa dura, com a lombada em couro marroquim se estendendo por três centímetros na frente e no verso da capa, com letras e vinhetas douradas.

A Coleção Rubáiyát, com este nome, se estendeu por quase vinte anos, de 1943 a 1961, e lançou 47 títulos num total de 50 volumes, embora de maneira um tanto salteada. Às vezes passavam-se dois ou três anos sem sair nada, a seguir vinham uns três ou quatro lançamentos; às vezes, eram relançamentos de títulos que já tinham saído alguns anos antes pela própria editora ou por outras – assim é que todos os sete títulos lançados na Série de Poemas Orientais entre 1938 e 1942 tiveram novas edições na Coleção Rubáiyát. Assim, a rigor seria legítimo considerar que ela se estendeu de 1938 a 1961.

O catálogo era variado: de início, concentrava-se na chamada “poesia oriental”, como, aliás, indicava o próprio nome da coleção. Outra linha na coleção que também se destacava, embora em menor escala, baseava-se em textos bíblicos, particularmente do Antigo Testamento: Jó, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos e outros.

A partir de certa altura, em 1944, surge na esteira da coleção um título com a indicação “volume extra-coleção”: era Flores das “Flores do Mal”, uma coletânea de 21 das flores baudelairianas selecionadas e traduzidas por Guilherme de Almeida. Este foi o primeiro título a romper a exclusividade orientalista da coleção, ainda que com a ressalva de ser “extra-coleção”.


Todavia, é a partir dele que se abre o leque editorial da Coleção Rubáyát: assim é que, por exemplo, já o volume subsequente é O vento da noite, poemas de Emily Brontë em tradução de Lúcio Cardoso. Aliás, o grupo de tradutores da Rubáiyát não deixava nada a desejar: além de Lúcio Cardoso e dos já citados Octavio Tarquínio de Sousa, Augusto Frederico Schmidt, Guilherme de Almeida, Abgar Renault e Adalgisa Nery,  havia traduções de Lúcia Miguel-Pereira, Geir Campos, Aurélio Buarque de Hollanda, Oswaldino Marques e outros.

Seguem abaixo, por ordem alfabética de autor, os títulos publicados na coleção e várias imagens de capa. Os sete títulos publicados antes na Série de Poemas Orientais trazem esse dado especificado entre colchetes, bem como o ano inicial de sua publicação. São 47 títulos (incluindo o florilégio extra-coleção acima citado), compondo ao todo 50 volumes.


Série de Poemas Orientais

1.      Khayyam, Omar, Rubáiyát. Trad. Octavio Tarquinio de Sousa, a partir de Franz Toussaint, 1938 [3ª. ed.].
2.      O jardim das carícias. Trad. Adalgisa Nery, a partir de Franz Toussaint, 1938.
3.      Bíblia. O cântico dos cânticos, atribuído a Salomão, em tradução de Augusto Frederico Schmidt, 1938.
4.      Tagore, Rabindranath , O Gitanjali. Trad. Guilherme de Almeida, 1939.
5.      Tagore, Rabindranath, O jardineiro. Trad. Guilherme de Almeida, 1939.
6.      Tagore, Rabindranath, A lua crescente. Trad. Abgar Renault, 1942.
7.      A flauta de jade. Trad. Mauro de Freitas, a partir de Franz Toussaint, 1942.

Coleção Rubáiyát

8.      Louys, Pierre. O amor de Bilitis (algumas canções). Trad. Guilherme de Almeida, 1943.
9.      Hafiz, Al-Din M. Os gazéis. Trad. Aurélio Buarque de Holanda, 1943 (porém constando o ano de 1944).
10.  Saadi. O jardim das rosas. Trad. Aurélio Buarque de Holanda, 1943 (porém constando o ano de 1944).
11.  Bíblia. O Livro de Job. Trad. Lúcio Cardoso, 1943. (Em princípio, teria sido Murilo Mendes o incumbido desta tradução. Por alguma razão não a fez, e assim ficou a cargo de Lúcio Cardoso.)
12.  Anônimo [Mahabharata]. Nalá e Damayanti. Trad. Luís Jardim, a partir de A. Fernand Harold, 1944.
13.  Kalidasa, A ronda das estações. Trad. Lúcio Cardoso, 1944. 

Volume extra-coleção: Baudelaire, Charles. Flores das “Flores do Mal” de Charles Baudelaire. Trad. Guilherme de Almeida, 1944. Edição bilíngue. Carvões de Quirino.

14.   Brontë, Emily. O vento da noite. Trad. Lúcio Cardoso, 1944. Ilustr. Santa Rosa.
15.  Toussaint, Franz. As pombas dos minaretes (Antologia islâmica). Trad. Aurélio Buarque de Hollanda, 1945. 
16.  Petrarca, Francesco. O cancioneiro de Petrarca. Trad. Jamil Almansur Haddad, 1945. Edição bilíngue.
17.  Tagore, Rabindranath. Colheita de frutos. Trad. Abgar Renault, 1945. 
18.  Whitman, Walt. Cantos de Walt Whitman. Trad. Oswaldino Marques, 1946.
19.  Hafiz e Saadi. Vinho, vida e amor. Trad. Aurélio Buarque de Hollanda, 1946.
20.  Tagore, Rabindranath. Pássaros perdidos. Trad. Abgar Renault, 1946.
21.  As palavras do Buddha. Trad. Guilherme de Almeida, 1948. [É o último a trazer o número do volume.]  
22.  Herold, A. Ferdinand. A grinalda de Afrodite – Epigramas amorosos da antologia grega. Trad. Valdemar Cavalcanti, 1949. [A partir deste volume, o nome da coleção passa a constar na capa e na página de rosto.]
23.  Amaru. Poemas de amor. Trad. Aurélio Buarque de Hollanda, a partir de Franz Toussaint, 1949. 
24.  Ramos, Alberto (org.). Nietzschiana. Trad. Alberto Ramos, 1949. 
25.  Bíblia. O Livro dos Provérbios, atribuído a Salomão. Trad. Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, 1950. 
26.  Baudelaire, Charles. Pequenos poemas em prosa. Trad. Aurélio Buarque de Holanda, 1950.
27.  Lousada, Wilson (org.). Cancioneiro do amor – Os mais belos versos da poesia brasileira. Árcades, Românticos, Parnasianos. 1950.
28.  Bíblia. Eclesiastes. Trad. Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, 1950. 
29.  Lousada, Wilson (org.). Cancioneiro do amor – Os mais belos versos da poesia brasileira. Simbolistas e Contemporâneos. 1952.
30.  Bíblia. O Livro da Sabedoria, atribuído a Salomão. Trad. Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, 1952. 
31.  Haddad, Jamil Almansur. Odes anacreônticas. Trad. Jamil Almansur Haddad, 1952.
32.  Wilde, Oscar. Salomé. Trad. Dante Costa, 1952.
33.  Rilke, Rainer M. Poemas de Rainer Maria Rilke. Trad. Geir Campos, 1953.
34.  Aires, Matias. Reflexões sobre a vaidade dos homens, 1953.
35.  Shakespeare, William. A tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca. Trad. Péricles Eugênio da Silva Ramos, 1955.
36.  Mello, Thiago de. A lenda da rosa, 1955.
37.  Bíblia. Livro dos Salmos, ou Saltério. Trad. Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, 1955.
38.  Bíblia. Sermão da Montanha. Trad. Frei João José P. de Castro, 1956. Ed. trilíngue, com o texto em grego e latim.
39.  Bandeira, Manuel. Poemas traduzidos (vários autores). Trad. Manuel Bandeira, 1956. 
40.  Almeida, Guilherme de. Camoniana. 1956.
41.  Marco Aurélio. Meditações. Trad. Lúcia Miguel-Pereira, 1957. 
42.  Yutang, Lin. A sabedoria de Confúcio. Trad. Geir Campos, 1958. 
43.  Stendhal. Do amor (Trechos escolhidos). Trad. Wilson Lousada, 1958. 
44.  Descartes, René. Discurso do método. Trad. João Cruz Costa, 1960.
45.  Shakespeare, William. Macbeth. Trad. Manuel Bandeira, 1961.
46.  Montaigne, Michel de. Seleta dos Ensaios (3 vols.). Trad. J. M. Toledo Malta, 1961.


 Série de Poemas Orientais, vols. 3 e 6


O amor de Bílitis, volume 8: início da Coleção Rubáiyát
A grinalda de Afrodite: a partir deste volume, o 22, o nome da coleção passa a constar na capa



Ilustração de Santa Rosa, Correio da Manhã, 29/7/1947