8 de ago de 2011

hawthorne no brasil I



Nathaniel Hawthorne foi um dos expoentes da chamada Renascença americana, com Emerson, Thoreau, Melville (o qual, aliás, lhe dedicou seu Moby Dick) e Whitman. Estilista fino, na linha do romantismo sombrio, é tido como um dos pais da short story ao lado de Edgar Allan Poe.

Entre nós, Hawthorne é mais conhecido por seus romances The Scarlet Letter, House of Seven Gables e The Marble Faun. O primeiro é o mais traduzido entre nós, enquanto os dois últimos continuam a ser reeditados em respeitáveis, mas vetustas traduções, e valeriam uma renovação. Além deles, temos os mitos gregos adaptados em Tanglewood Tales e A Wonder-Book for Girls and Boys, uma dúzia e meia de contos e só.

A letra escarlate, Sodré Viana, 
José Olympio, 1942 (aqui na capa da 2a. ed., 1948) 


A casa das sete torres, Ligia Autran Rodrigues Pereira, 
Livraria Martins, 1942

"A experiência do dr. Heidegger", in Os mais belos contos humorísticos, satíricos e jocosos
 dos mais famosos autores, Manuel R. da Silva, Vecchi, 1944 (2a. ed.)



imagem: aqui


"O herói misterioso" in Os norte-americanos. Antigos e modernos,
Afonso Arinos de Melo Franco, Companhia Leitura, 1945

"O homem que morreu três vezes", in Os mais belos contos policiais dos mais famosos autores,
Alfredo Ferreira [et al.], Vecchi, 1947


"A consoada do quacre", in Livro de Natal, As mais lindas histórias de Natal
dos maiores escritores do mundo, org. Araújo Nabuco, sem nome do tradutor,
Livraria Martins, 1947 (provável tradução portuguesa)

A letra escarlate, em nome de Isaac Mielnik, 
Clube do Livro, 1949*


Contos da Grécia Antiga, Oscar Mendes,
Melhoramentos, 1950

O paraíso juvenil, Manuel R. da Silva,
Vecchi, 1950


"Davi Swan", in Mar de Histórias (Romantismo),
Aurélio B. de Hollanda e Paulo Rónai, José Olympio, 1951

O fauno de mármore, Constantino Paleólogo, 
O Cruzeiro, 1952 

A letra escarlate, A. Pinto de Carvalho, 
Saraiva, 1957

"David Swan", in Maravilhas do conto norte-americano,
anônimo, Cultrix, 1957

"O palácio de Circe", in Titãs da literatura,
A. Barbosa Rocha, El Ateneo, 1958

"A filha de Rappaccini", in Novelas norte-americanas,
Eurico Dowens [?], Cultrix, 1963

Histórias de Nathaniel Hawthorne, Olívia Krähenbühl, 
Cultrix, 1964
Esta bela antologia montada pela fina tradutora que era Olívia Krähenbühl traz:
"O paladino grisalho", "O véu negro do ministro", "Os retratos proféticos", 
"O experimento do dr. Heidegger", "O sinal de nascença", "A estrada de ferro celestial", 
"Cabeça-de-pena: uma lenda moral", "O egoísmo ou a serpente no peito", 
"Drowne e sua imagem de madeira", "O grande rosto de pedra" e "Ethan Brand".

A cabeça de Medusa e outras lendas gregas,
adapt. Orígenes Lessa, Ediouro, 1967.

O Minotauro e outras lendas gregas, adapt. Orígenes Lessa,
Ediouro, 1967 (capa ed. 1970)


O Palácio de Circe e outras lendas gregas,
adapt. Orígenes Lessa, Ediouro, 1967 (capa ed.1970).

"O jovem mestre Brown", in As melhores histórias insólitas,
Alair de Oliveira Gomes, Bruguera, s/d (1972)

“o diabo nos manuscritos”, in o diabo existe? uma antologia clássica das melhoras histórias diabólicas de todos os tempos, tomo i, trad. r. magalhães jr. rio de janeiro: artenova, 1974.


"A filha de Rappaccini", in O melhor da ficção científica do século XIX,
Barbara Theoto Lambert, Melhoramentos, 1988


O fauno de mármore, tradução de Sônia Régis,
Nova Fronteira, 1992**


A letra escarlate, Elaine Farhat Sírio,
Círculo do Livro, 1993***

"Meu parente, o major Molineux", in América, 
Clássicos do conto norte-americano, Celso M. Paciornik,
Iluminuras, 2001

Um livro de maravilhas para meninas e meninos
Monica Veronezi Rizzolo e Afonso Teixeira Filho, Landy, 2001

"O hóspede ambicioso", in A selva do dinheiro,
Roberto Muggiati, Record, 2002

Toque de ouro, Tatiana Belinky, 
Editora 34, 2002

"Wakefield" e "Penacho, o espantalho", in Contos e poemas 
para crianças extremamente inteligentes de todas as idades, vol. 3, 
José Antônio Arantes, Objetiva, 2003****

"O jovem Goodman Brown", in Contos fantásticos do século XIX,
Ricardo Lísias, Companhia das Letras, 2004

Wakefield, Silveira de Souza,
Virtualbooks, 2004

"Wakefield", Zaida Maldonado,
Bestiário ano 1, n. 5, 2004

"O banquete de Natal", in Os mais belos contos de amor e esperança,
Chico Lopes, Prestígio, 2005


"Wakefield", in Contos fantásticos no labirinto de Borges,
Cristiana Serra, Casa da Palavra, 2005

O minotauro, adapt. Edmir Perrotti,
Paulinas, 2005

"O baile de máscaras de Howe", Josimara Tonella-Estigarribia,
Bestiário, ano 2, n. 15, 2005

Vinte dias com Julian & Coelhinho, por papai
Sônia Coutinho, José Olympio, 2006

"O jovem Goodman Brown", in Os melhores contos fantásticos,
Maria Luiza X. de A. Borges, Nova Fronteira, 2006

Capa
"A marca de nascença", in Contos de amor do século XIX,
Bernardo Carvalho, Companhia das Letras, 2007

A letra escarlate, Christian Schwartz,
Companhia das Letras, 2011

A LETRA ESCARLATE
A letra escarlate, Guilherme Braga,
BestBolso, 2012

Não incluí aqui resumos e adaptações juvenis d'A letra escarlate, nem as reedições da antologia de Olívia Krähenbühl (1964) sob novos títulos na Cultrix em 1987 e também na Ediouro (1966 e 1989). Este post continua em Hawthorne no Brasil II, aqui.

Voltarei a Hawthorne num artigo geral sobre a American Renaissance e sua recepção no Brasil. A quem se interessar, há várias menções a ele em Lendo Walden - basta consultar no quadrinho de busca do Google, na coluna à direita do blog.

* Tenho algumas dúvidas sobre a autenticidade desta tradução.
** Devo essa indicação a Lucas Cordeiro.
*** Devo essa indicação a Alfredo Monte.
**** Devo essa indicação a Sérgio T. G. Santos, bem como a referência ao conto "o diabo nos manuscritos".


atualização - publiquei dois artigos sobre hawthorne:
1. o primeiro se chama "nathaniel hawthorne no brasil", com o levantamento das traduções brasileiras de sua obra, de 1942 a 2012. saiu na revista belas infiéis, unb, disponível aqui.
2. o segundo se chama "o quinteto da renascença americana no brasil", abordando a bibliografia traduzida de melville, emerson, thoreau, hawthorne e whitman. saiu na revista cadernos de tradução da ufsc, disponível aqui.


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