9 de dez de 2009

(anti)referências bibliográficas

as obras estão classificadas por editoras, e entre parênteses constam os nomes a que vem indevidamente atribuída a autoria das traduções, em verdade da autoria de terceiros esbulhados.

ABRIL CULTURAL 
boccaccio, o decamerão (torrieri guimarães)

BEST SELLER (selo do Grupo Record)
jane austen, orgulho e preconceito (enrico corvisieri)

BOITEMPO EDITORIAL
fedor dostoiewski, a árvore de natal de cristo (isa tavares)
istván mészáros, a teoria da alienação em marx (isa tavares)
máximo gorki, sonho de uma noite de natal (isa tavares)
perry anderson, as antinomias de gramsci (paulo césar castanheira)
perry anderson, nas trilhas do materialismo histórico (isa tavares)
slavoj zizek, lacrimae rerum (isa tavares)

BIBLIEX
george orwell, 1984 (luiz carlos carneiro de paula)

CEDIC
dante alighieri, a divina comédia (anônimo)
edgar allan poe, contos e histórias (anônimo)
herman melville, moby dick (leonor de medeiros)

CENTAURO
hitler, minha luta (klaus von puschen)
leontiev, o desenvolvimento do psiquismo (rubens eduardo ferreira frias/ hellen roballo)
marx, a questão judaica (silvio donizete chagas)
nietzsche, a origem da tragédia (joaquim josé de farias/ peter klaus ivanov)
nietzsche, minha irmã e eu (rubens eduardo ferreira frias)
suchodolski, a pedagogia e as grandes correntes filosóficas (rubens eduardo ferreira frias)

CÍRCULO DO LIVRO
boccaccio, o decamerão (torrieri guimarães)
dostoiévski, os irmãos karamázovi (enrico corvisieri)

CLUBE DO LIVRO
qualquer obra que traga nos créditos "tradução especial de xxx" ou "tradução feita por xxx especialmente para o clube do livro", em particular as que constam em nome de josé maria machado. vide aqui.

COLEÇÃO FOLHA "LIVROS QUE MUDARAM O MUNDO"
ch. darwin, a origem das espécies (eduardo nunes fonseca)
karl marx, o capital (ed. condensada) (além de problemas na atribuição de tradução, há falsa atribuição de autoria do próprio original - o autor é gabriel deville, e a obra se chama o capital de karl marx)
rené descartes, discurso sobre o método e princípios da filosofia (volume duplo - desrecomendada por problemas de atribuição de tradução especificamente a segunda obra, princípios de filosofia)

CULTRIX
edgar allan poe, "o escaravelho de ouro" in histórias extraordinárias (josé paulo paes)

DERIVA
albert camus, os justos (robson dos santos)
bertold [sic] brecht, o casamento do pequeno burguês (césar santos)
jean genet, as criadas (roberto medeiros porto)
jean-paul sartre, entre quatro paredes (roberto de almeida)
[ver a retratação da editora aqui]

EDIBOLSO (extinta)
edgar allan poe, histórias extraordinárias (sandro pivatto; luiza lobo)

EDIOURO
ch. darwin, a origem das espécies (eduardo nunes fonseca)
émile zola, germinal (eduardo nunes fonseca)
fustel de coulanges, a cidade antiga (eduardo nunes fonseca e jonas camargo leite)

ESCALA
nietzsche, assim falava zaratustra (ciro mioranza)

GERMAPE (extinta)
edgar allan poe, contos e histórias (henry dualib - cf. fbn/isbn)
herman melville, moby dick (leonor de medeiros)

GERMINAL
d. h. lawrence, mulheres apaixonadas (felipe padula borges)
g. k. chesterton, o homem que foi quinta-feira (vera lúcia rodrigues)
goncharov, oblomov (juliana borges)
hermann brock [sic], os sonâmbulos (wilson hilário borges)
ignazio silone, a semente sob a neve (wilson hilário borges)
isaac b. singer, o escravo (juliana borges)

outros títulos lançados pela germinal, que não cheguei a cotejar, mas que despertam muita desconfiança são:
arthur koestler, ladrões na noite (juliana borges)
arthur koestler, o iogue e o comissário (não descobri)
arthur koestler, chegada e partida (juliana borges)
saul bellow, a vítima (juliana borges)
james agee, morte na família (juliana borges)
gustave glotz, história econômica da grécia (vera lúcia rodrigues)
sinclair lewis, o nobre senhor kingsblood (juliana borges)
fenimore cooper, o último dos moicanos (vera lúcia rodrigues)
gustave flaubert, salambô (não descobri)
luigi pirandello, a excluída (wilson hilário borges)
ver aqui

H. GARNIER
charles dickens, as aventuras do sr. pickwick (k. d'avellar)
edgar allan poe, novellas extraordinarias ("traducção brasileira")

outros títulos que não cheguei a cotejar, mas que despertam muita desconfiança, são todos os que trazem créditos de tradução em nome de "k. d'avellar", "r. d'avellar" e suas variantes com um "l" só.

HEMUS (atualmente, selo da Editora Leopardo)
boccaccio, o decamerão (torrieri guimarães)
ch. darwin, a origem das espécies (eduardo nunes fonseca)
émile zola, a besta humana (eduardo nunes fonseca)
émile zola, germinal (eduardo nunes fonseca)
fustel de coulanges, a cidade antiga (jonas camargo leite e eduardo nunes fonseca)
nietzsche, assim falava zaratustra (eduardo nunes fonseca)

ÍCONE
hegel, princípios da filosofia do direito (norberto de paula lima)

ITATIAIA
charlotte brontë, jane eyre (waldemar rodrigues de oliveira)
voltaire, zadig (galeão coutinho, em espantosa difamação de um intelectual sério e respeitável)

JARDIM DOS LIVROS (atualmente, selo do Grupo Geração)
john d. crossan, o essencial de jesus (pedro h. berwick)
roderick anscombe, a vida secreta de laszlo, conde drácula (pedro h. berwick)
sun tzu, a arte da guerra (nikko bushido)
thomas cleary, o essencial do alcorão (pedro h. berwick)

LANDMARK
emily brontë, o morro dos ventos uivantes (ver retificação)
jane austen, persuasão (fábio cyrino)

MADRAS
charles darwin, a origem das espécies *
flavius josephus, seleções *
harriet b. stowe, a cabana do pai tomás *
marco aurélio, meditações *
nietzsche, a origem da tragédia**

* atualizado em 10/12/2009: ver informe ; atualizado em 14/12/2009: ver solicitação ; atualizado em 15/12/2009: ver comunicado
** atualizado em 21/08/2010: ver comunicado

MARTIN CLARET - bizarrices tradutórias (fbn/isbn)
bocage, sonetos (pietro massetti)
eça de queiroz, o primo basílio (pietro nassetti)
gil vicente, a farsa de inês pereira (pietro nassetti)
gil vicente, o velho da horta (juan gonçalves)
gladstone chaves, a língua e o estilo de rui barbosa (jean melville)
jaime cortesão [sic], a carta de pero vaz de caminha (pietro nassetti)
josé de alencar, a encarnação (pietro nassetti)
machado de assis, contos fluminenses (marcellin talbot)
machado de assis, papéis avulsos (marcellin talbot)
machado de assis, quincas borba (pietro nassetti)
machado de assis, ressurreição (alex marins)
ricardo reis [fernando pessoa], poesia de ricardo reis (marcellin talbot)
tomás gonzaga, marília de dirceu (pietro nassetti)

obs.: no caso dessas bizarrices da editora martin claret cadastradas na agência nacional do isbn/ fbn, a procuradora dra. ana padilha, do ministério público federal, determinou que fossem tomadas as devidas providências. tais excrescências foram removidas a partir de agosto de 2009.

MARTIN CLARET - "tradutores" sortidos
[há vários casos de discrepância entre o registro no isbn/fbn e o exemplar impresso]
aristófanes, lisístrata e as vespas (john green)
ch. dickens, cântico de natal (john green)
conan doyle, memórias de sherlock holmes (john green)
darwin, a origem das espécies (john green)
dostoievski, os irmãos karamazovi (alexandre boris popov)
kant, crítica da razão prática (rodolfo schaefer/leopoldo holzbach)
kant, crítica da razão pura (rodolfo schaefer/alex marins/pietro massetti)
kant, fundamentação da metafísica dos costumes e outros escritos (leopoldo holzbach)
nietzsche, assim falava zaratustra (equipe de tradutores, 2000)

MARTIN CLARET e o triunvirato tradutivo [idem; em alguns casos, inclusive, constam apenas na FBN/ISBN]
adam smith, a riqueza das nações (alex marins)
anatole france, thaïs (alex marins)
anônimo, tristão e isolda (alex marins)
aristóteles, arte poética (pietro nassetti)
aristóteles, ética a nicômaco (pietro nassetti)
balzac, a mulher de trinta anos (pietro nassetti)
balzac, eugênia grandet (alex marins)
baudelaire, as flores do mal (pietro nassetti)
carlo collodi, as aventuras de pinóquio (pietro nassetti)
cervantes, dom quixote (jean melville, 2005)
ch. dickens, grandes esperanças (jean melville)
cícero, dos deveres (alex marins)
conan doyle, as aventuras de sherlock holmes (jean melville)
conan doyle, o cão dos baskervilles (pietro nassetti)
conan doyle, o último adeus de sherlock holmes (alex marins)
conan doyle, um estudo em vermelho (jean melville)
dante, da monarquia (jean melville)
dante, vida nova (jean melville)
descartes, o discurso do método (pietro nassetti)
dostoievski, crime e castigo (alex marins na fbn)
dostoievski, o jogador (pietro nassetti)
durkheim, as regras do método sociológico (pietro nassetti)
durkheim, o suicídio (alex marins)
e. allan poe, histórias extraordinárias (pietro nassetti)
e. renan, paulo, o 13o. apóstolo (jean melville)
emerson, a conduta para a vida (jean melville)
emerson, ensaios (jean melville)
émile zola, germinal (jean melville)
epicuro, o pensamento de epicuro (pietro nassetti, fbn)
erasmo de roterdã, elogio da loucura (alex marins)
esopo, fábulas (pietro nassetti)
eurípides, alceste (pietro nassetti)
eurípides, electra (pietro nassetti)
eurípides, hipólito (pietro nassetti)
fenimore cooper, o último dos moicanos (alex marins)
freud, cinco lições de psicanálise (pietro nassetti, fbn)
fustel de coulanges, a cidade antiga (jean melville)
gide, acuso (jean melville)
gitanjali (pietro nassetti)
goethe, werther (pietro nassetti)
gracián, a arte da prudência (pietro nassetti)
guy de maupassant, bola de sebo e outros contos (pietro nassetti)
h. r. haggard, as minas do rei salomão (jean melville)
hegel, a fenomenologia do espírito (alex marins)
henry d. thoreau, desobediência civil e outros ensaios (alex marins)
herman melville, moby dick (alex marins)
hobbes, leviatã (alex marins)
j. goldsmith, o caminho infinito (pietro nassetti)
j. goldsmith, o trovejar do silêncio (pietro nassetti)
jack london, caninos brancos (pietro nassetti, fbn)
jack london, martin eden (jean melville)
jack london, o lobo do mar (pietro nassetti)
jane austen, orgulho e preconceito (jean melville)
john locke, segundo tratado sobre o governo (alex marins)
joseph conrad, lorde jim (pietro nassetti)
joseph conrad, o coração das trevas (pietro nassetti)
jules verne, volta ao mundo em oitenta dias (pietro nassetti)
kafka, artista da fome (pietro nassetti)
kant, crítica da razão pura (alex marins)
khalil gibran, jesus, o filho do homem (pietro nassetti)
khalil gibran, o profeta (pietro nassetti)
kierkegaard, o desespero humano (alex marins)
kierkegaard, diário de um sedutor (jean melville)
l. wallace, ben-hur (alex marins)
louise m. alcott, as mulherzinhas (alex marins)
maquiavel, a arte da guerra (jean melville)
maquiavel, belfagor (pietro nassetti)
maquiavel, escritos políticos (jean melville)
maquiavel, mandrágora (pietro nassetti)
maquiavel, o príncipe (pietro nassetti)
marco aurélio, meditações (alex marins)
marco polo, as viagens (pietro nassetti)
mark twain, as aventuras de huckleberry finn (alex marins)
mark twain, as aventuras de tom sawyer (pietro nassetti)
marx e engels, o manifesto comunista (pietro nassetti)
marx, manuscritos econômico-filosóficos (alex marins)
mary shelley, frankenstein (pietro nassetti)
max weber, a ética protestante e o espírito do capitalismo (pietro nassetti)
max weber, ciência e política: duas vocações (jean melville)
molière, o tartufo (jean melville)
montesquieu, do espírito das leis (jean melville)
nathanael hawthorne, a letra escarlate (pietro nassetti)
nietzsche, a gaia ciência (jean melville)
nietzsche, assim falou zaratustra (alex marins, 2002)
nietzsche, assim falou zaratustra (pietro nassetti, 1999)
nietzsche, ecce homo (pietro nassetti)
nietzsche, o anticristo (pietro nassetti)
nietzsche, para além do bem e do mal (alex marins)
o livro de jó (alex marins)
omar khayyam, rubayat (pietro nassetti)
oscar wilde, balada do cárcere de reading (jean melville)
oscar wilde, de profundis (jean melville)
oscar wilde, o príncipe e o mendigo (alex marins)
oscar wilde, o retrato de dorian gray (pietro nassetti)
ovídio, a arte de amar (pietro nassetti)
pascal, pensamentos (pietro nassetti)
petrônio, satíricon (alex marins)
platão, a república (pietro nassetti)
platão, apologia de sócrates (jean melville, 2004)
platão, apologia de sócrates (pietro nassetti, 2001)
platão, fedro (alex marins)
plauto e terêncio, comédia latina (alex marins)
pushkin, a dama de espadas (jean melville)
pushkin, a filha do capitão (jean melville)
r.l. stevenson, a ilha do tesouro (alex marins)
r.l. stevenson, o médico e o monstro (pietro nassetti)
racine, andrômaca (jean melville)
racine, fedra (jean melville)
rousseau, discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens (alex marins)
rousseau, do contrato social (pietro nassetti)
rudyard kipling, o livro da jângal (alex marins)
santo agostinho, confissões (alex marins)
schopenhauer, da morte (pietro nassetti)
schopenhauer, do sofrimento do mundo (pietro nassetti)
schopenhauer, metafísica do amor (pietro nassetti)
shakespeare, a megera domada (alex marins)
shakespeare, hamlet (pietro nassetti)
shakespeare, macbeth (jean melville)
shakespeare, o sonho de uma noite de verão (jean melville)
shakespeare, otelo (jean melville)
shakespeare, rei lear (pietro nassetti)
shakespeare, romeu e julieta (jean melville)
sófocles, antígona (jean melville)
sófocles, édipo rei (jean melville)
spinoza, ética (jean melville)
stendhal, o vermelho e o negro (jean melville)
suetônio, a vida dos doze césares (pietro nassetti)
sun tzu, a arte da guerra (pietro nassetti)
th. bulfinch, o livro de ouro da mitologia (alex marins)
thomas kêmpis, imitação de cristo (pietro nassetti)
thomas morus, a utopia (pietro nassetti)
tolstoi, a sonata a kreutzer (jean melville)
victor hugo, o corcunda de notre-dame (pietro nassetti)
virgílio, eneida (pietro nassetti)
voltaire, cândido (pietro nassetti)
voltaire, dicionário filosófico (pietro nassetti)
von ihering, a luta pelo direito (pietro nassetti)

obs.: por ocasião das providências citadas na obs. anterior, a editora martin claret procedeu a retificações adicionais que não haviam sido solicitadas na petição ao ministério público federal. a documentação referente ao cadastramento anterior, porém, continua preservada. ver a série zumbi trapalhares, I a VII.

MORAES (extinta)
hitler, minha luta (não consta)
marx, a questão judaica (não consta)
nietzsche, a origem da tragédia (joaquim josé de faria)
nietzsche, minha irmã e eu (rubens eduardo ferreira frias)

NOVA CULTURAL - Coleção Imortais da Literatura Universal
a. dumas, os três mosqueteiros (mirtes ugeda)
balzac, a mulher de trinta anos (enrico corvisieri)
boccaccio, o decamerão (torrieri guimarães)
dostoievski, os irmãos karamazóvi (enrico corvisieri)
émile zola, germinal (eduardo nunes fonseca)
leon tolstoi, ana karênina (mirtes ugeda)
oscar wilde, o retrato de dorian gray (maria cristina f. da silva)
scott fitzgerald, suave é a noite (enrico corvisieri)
stendhal, o vermelho e o negro (maria cristina f. da silva)

NOVA CULTURAL - Coleção Obras-Primas
a. dumas, os três mosqueteiros (mirtes ugeda)
balzac, a mulher de trinta anos (gisele donat soares)
dante, a divina comédia (fábio m. alberti)
edmond rostand, cyrano de bergerac (fábio m. alberti)
émile zola, naná (roberto valeriano)
emily brontë, o morro dos ventos uivantes (silvana laplace)
flaubert, madame bovary (enrico corvisieri)
goethe, fausto (alberto maximiliano)
goethe, werther (alberto maximiliano)
guy de maupassant, uma vida (roberto domenico proença)
henry fielding, tom jones (jorge pádua conceiçao)
joseph conrad, lord jim (carmen lia lomonaco)
lampedusa, o leopardo (leonardo codignoto)
leon tolstoi, ana karênina (mirtes ugeda)
louisa may alcott, mulherzinhas (vera maria marques martins)
oscar wilde, o retrato de dorian gray (enrico corvisieri)
pirandello, o falecido mattia pascal (fernando corrêa fonseca)
pirandello, seis personagens à procura de autor (fernando corrêa fonseca)
scott fitzgerald, suave é a noite (enrico corvisieri)
stendhal, o vermelho e o negro (maria cristina f. da silva)
voltaire, contos (roberto domenico proença)
walter scott, ivanhoé (roberto nunes whitaker)

NOVA CULTURAL - Coleção Os Pensadores
descartes, discurso do método (enrico corvisieri)
descartes, meditações (enrico corvisieri)
descartes, objeções e respostas (enrico corvisieri)
descartes, paixões da alma (enrico corvisieri)
maquiavel, o príncipe (olívia bauduh)
pascal, pensamentos (olívia bauduh)
platão, apologia de sócrates (enrico corvisieri)
xenofonte, apologia de sócrates (mirtes coscodai)
xenofonte, ditos e feitos memoráveis de sócrates (mirtes coscodai)

PILLARES
von ihering, a luta pelo direito (ivo de paula)

RECORD *
charles webb, a primeira noite de um homem (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, médico e amante (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, um médico diferente (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, dilema de médico (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, médicos em conflito (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, mulheres de médicos (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, o fim da viagem (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, impasse de médico (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, heroísmo de médico (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, consciência de médico (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, médico astronauta (nelson rodrigues)
frederic raphael, darling (nelson rodrigues)
harold robbins, o garanhão (nelson rodrigues)
harold robbins, os libertinos (nelson rodrigues)
harold robbins, escândalo na sociedade (nelson rodrigues)
harold robbins, os implacáveis (nelson rodrigues)
harold robbins, o indomável (nelson rodrigues)
harold robbins, os insaciáveis (2 vols.) (nelson rodrigues)
harold robbins, 79 park avenue (nelson rodrigues)
harold robbins, uma prece para danny fischer (nelson rodrigues)
harold robbins, stiletto (nelson rodrigues)
harold robbins, o machão (nelson rodrigues)
harold robbins, a mulher só (nelson rodrigues)
harold robbins, os sonhos morrem primeiro (nelson rodrigues)
harold robbins, os herdeiros (nelson rodrigues)
harold robbins, ninguém é de ninguém (nelson rodrigues)
henry sutton, a exibicionista (nelson rodrigues)
hugh atkinson, os jogos proibidos (nelson rodrigues)
morton cooper, o rei devasso (nelson rodrigues)
polly adler, uma certa casa suspeita (nelson rodrigues)

* vários destes títulos saíram também pela abril cultural, círculo do livro e nova cultural. alguns foram lançados inicialmente pelo selo livraria eldorado, da própria record. 

RIDEEL
campanella, a cidade do sol (heloísa da graça burati)
nietzsche, acerca da verdade e da mentira (heloísa da graça burati)
nietzsche, ecce homo (heloísa da graça burati)
nietzsche, o anticristo (heloísa da graça burati)
savigny, metodologia jurídica (heloísa da graça burati)
thomas more, utopia (heloísa da graça burati)
von ihering, a luta pelo direito (heloísa da graça buratti)

RIDEEL - Coleção Biblioteca Clássica* (coleção extinta)

RIDEEL - Coleção Biblioteca Sherlock Holmes* (coleção extinta)


RIDEEL - Coleção Biblioteca O Melhor de Shakespeare* (coleção extinta)

* excepcionalmente, sobre os títulos destas três coleções da rideel, ver rideel, livros tirados de catálogo.
atualizado em 25/4/10: ver também rideel, retratação.

RUSSELL
ferdinand lassalle, o que é uma constituição? (ricardo rodrigues gama)
von ihering, a luta pelo direito (ricardo rodrigues gama)

SAPIENZA (extinta)
sun tzu, a arte da guerra (nikko bushido)

atualizado em 23/10/2011; 27/11/2011; 12/04/2012; 13/05/2012; 27/05/2012; 09/08/2012; 24/08/2015; 17/09/2015
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98 comentários:

  1. Anônimo10.12.09

    Denise, é muito bom o seu trabalho, mas será que não seria bom você ouvir tradutor e editora antes de publicar os posts?

    Há mais coisas entre tradutor e bastidores de editoras do que você imagina...

    ResponderExcluir
  2. prezado anônimo: de modo geral procuro contatar as editoras. quanto aos tradutores, procuro contatá-los quando vivos, ou seus sucessores quando já falecidos. mas não é fácil... muitas vezes não sou atendida, vários editores desconversam, quando não simplesmente ameaçam e tentam me intimidar.

    quanto aos nomes que constam nas fraudes, alguns são fictícios, meros fantasmas, outros são de pessoas que existem. não duvido que possa haver algum tipo de acordo entre os não-fantasmas e os editores, mas aí é uma relação entre as partes, que não diz muito respeito aos leitores. ninguém é obrigado a ceder seu nome para fraudes, evidente, mas, se isso ocorre, também é evidente que não me cabe entrar nessa esfera particular e muito menos indagar das razões pessoais que podem ter levado "a" ou "b" a se prestar a tais situações.

    o que importa em termos objetivos, a meu ver, é o livro impresso e posto no mercado para os leitores, e a apropriação indevida dos direitos morais de outrem e de obras que fazem parte de um patrimônio cultural da sociedade. isto é o que fica, isto é o que vai para os acervos, para os cursos, para as teses e estudos, isto é o que permanece décadas e décadas nas estantes das bibliotecas.

    no entanto, é um trabalho difícil, e às vezes sinto vontade de desistir. a resistência e a reação autodefensiva das editoras são fortes, os mecanismos de proteção ao leitor e à sociedade são frágeis e escassos, os interesses das partes privadas envolvidas são vários, acabo sendo incriminada por protestar contra esses crimes, às vezes ouço defesas de tais práticas até por parte de alguns professores que utilizam esses plágios em seus cursos... em suma, às vezes me sinto dando murro em ponta de faca.

    mas agradeço seu comentário, e espero que em algum momento tais bastidores se tornem mais transparentes e trafegáveis.

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    Respostas
    1. Anônimo15.8.12

      Denise

      sei muito bem do que vc está falando, trabalho como tradutora há mais de 25 anos, e tenho visto (e vivido) barbaridades. Ás vezes também tenho vontade de desistir, mas é meu ofício, minha sobrevivência. E muitas vezes não posso recusar trabalhos, mesmo sabendo (no caso de editoras ñem um pouco preocupadas)que vou ficar muito irritada quando ler a obra publicada,e me deparar com as "jóias" introduzidas por um revisor que nem sei quem é e que "se acha" no direito de mexer no meu texto sem me consultar. E lá vai o meu nome para o brejo, é claro, o leitor não imagina que no meio do caminho há "intermediários". O que fazer? Obrigar as editoras a incluir uma cláusula no contrato, de que ela se compromete a submeter o texto final ao tradutor, antes de publicá-lo? Ou promover um contato informal entre tradutor e revisor, para discutirem juntos as mudanças? Geralmente os prazos são bem apertados (para o tradutor) e depois ela leva anos para publicar. O que vc acha?

      Excluir
    2. pois é, prezado anônimo, na relação com as editoras isso pode variar bastante - algumas até trazem essa cláusula e o compromisso em não alterar nada sem consultar o tradutor. em muitos casos, as sugestões são pertinentes, mas nem sempre consultam a gente...

      Excluir
  3. Denise,
    se me permite, sugiro que faças um post com estes comentários pois elucidaria algumas dúvidas como a do anônimo.

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  4. Só para dar mais um pequeno dado sobre o modo de operar de certas editoras, cito a capa do livro "Ondas", juvenília poética de Euclides da Cunha, editado pela Martin Claret. Consta que a ilustração seja do ilustrado(r) sr. Marcellin Talbot (listado acima); infelizmente trata-se de "A Grande Onda" de Katsushita Hokusai, que aliás consta na galeria de imagens do Windows, da Microsoft.
    j. aurélio m. luz

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  5. prezado josé aurélio: agradeço o toque. em breve farei um post apresentando as imagens.

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  6. José Lira11.2.10

    Denise, li este trecho várias vezes e ainda estou perplexo:

    "às vezes ouço defesas de tais práticas até por parte de alguns professores que utilizam esses plágios em seus cursos"

    É IN-CRÍ-VEL! Daria para você, mesmo sem citar nomes, referir-se às instituições de ensino a que essas pessoas se vinculam?

    ResponderExcluir
  7. olá, caro josé, sim, é alucinante - essa ladroagem e a impunidade em que ela viceja acabam resultando numa cegueira intelectual pavorosa.
    te passo os links onde se deu o episódio:

    http://livroseafins.com/os-artigos-sobre-plagio-livros-caros-e-fotocopia-viraram-um-bom-debate-sobre-etica/

    http://livroseafins.com/sobre-plagio-livros-caros-e-fotocopias-2/

    http://livroseafins.com/sobre-plagio-livros-caros-e-fotocopias/

    abraço

    ResponderExcluir
  8. Olá José Lira,
    Quanto a uma defesa explícita, acho que essa mencionada pela Denise é a única que já ouvi. Por outro lado, a quantidade de professores que recomendam livros plagiados em suas ementas de curso é incrível. Difícil saber se por desconhecimento, por descaso ou por que acreditam que é bom mesmo. Qualquer que seja a opção é terrível da parte de um professor, que deveria se informar melhor sobre sua bibliografia. Sem contar os que orientam teses e dissertações inteiras fundamentadas sobre fraudes. Há vários exemplos aqui no blog. É só procurar na coluna da direira, em "nas escolas".
    Abraço,
    Joana

    ResponderExcluir
  9. Nossa! É uma pena mesmo, Denise.
    Confesso que nunca fui um leitor assíduo, porém revelo também que sou muito curioso e procuro estudar a fundo algo que me interessa.
    Sei a importância da leitura e sinto a necessidade de me tornar um leitor respeitável, conhecer das obras literárias e seus autores. Os Clássicos sempre me interessaram, tanto os nacionais como os estrangeiros, e sabia que a minha aventura nessa vasto mundo teria que começar por eles. Com a chegada do Ensino Médio fui incentivado a ler Machado de Assis, Gil Vicente, Alvares de Azevedo dentre outros que me auxiliaram nesse processo de inserção à leitura.
    Procurei, então, uma editora que atendesse às minhas expectativas e acabei por descobria a Martin Claret com diversos títulos que sempre escutei e despertavam e dispertam a minha imaginação. Algo que me impressionou foram os preços dos exemplares, que fazem crescer os olhos de qualquer um. Pensei logo em montar minha própria coleção. Contudo, como disse no início, sempre procuro conhecer a fundo o assunto em questão, e dessa vez o investigado era a Editora Martin Claret. Descobri, lendo diversos posts pela internet e variados artigos do seu gradioso e informativo blog, reclamações de algumas traduções mal feitas e denúncias de plágio. Isso sem dúvida foi um "banho de água fria". É arrasador comprovar, novamente, que tudo que é bom demais é suspeito e, muitas das vezes, possui "culpa no cartório".
    Agora, busco uma editora decente que possa me reanimar. Espero que você, Denise, perita no assunto, possa me indicar uma editora de credibilidade, comprometida com o leitor e que respeite os autores e tradutores das obras, uma vez que não quero corroborar com qualquer tipo de plágio, apesar de achar que os livros devessem apresentar preços acessíveis ao público menos favorecido financeiramente. Mas tenho para mim que o plágio não é a solução inteligente para este problema.
    Um abraço e obrigado pelo blog.
    Parabéns!
    Caio Philippe

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  10. prezado caio, agradeço as palavras gentis, e congratulações por uma atitude tão positiva em relação à leitura.
    quanto a livros de preço acessível, existem várias editoras que trabalham com livros de bolso, com ótimas traduções, boa qualidade gráfica e papel bom, a preços similares e até inferiores aos da martin claret.
    naturalmente a líder nesse segmento do pocket é a lpm, mas há também a hedra, a companhia de bolso e outras, sem mencionar o vastíssimo leque de escolhas e ofertas em sebos, que você pode consultar pela estante virtual (www.estantevirtual.com.br).

    a propósito, comentei a falácia dos preços da martin claret em alguns posts:

    http://naogostodeplagio.blogspot.com/2009/03/o-mito-do-preco-i.html

    http://naogostodeplagio.blogspot.com/2009/03/o-mito-do-preco-ii.html

    http://naogostodeplagio.blogspot.com/2009/03/o-mito-do-preco-iii.html

    http://naogostodeplagio.blogspot.com/2009/03/o-preco-do-mito.html

    http://naogostodeplagio.blogspot.com/2009/03/o-mito-do-preco-o-preco-do-mito.html

    abraço
    denise

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Nossa, tem alguns tradutores que precisam viver umas 300 vidas para traduzir tantas obras deste jeito. Muito legal... Legal de verdade Denise, Parabéns!!!
    Só uma coisa, faço ciências sociais, e na fúria de ter algumas obras clássicas, sem a experiência de três anos de curso que tenho hoje, fui comprando as obras mais baratas que via (sem me preocupar com tradução, editora, edição, etc.), ou seja, me acabei na MARTIN CLARET. Coragem, se arrependimento matasse já tinha ido dessa para melhor. O dinheiro mais inútil da minha vida.
    Mais uma vez, Parabéns!!!!
    Felipe!!!

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  13. Denise, parabéns pelo seu trabalho de denúncia.

    Há uns 20 ou 30 anos notei que pelo menos algumas obras de Agatha Christie foram pessimamente traduzidas. Na época escrevi à Record, editora que publicava livros da autora. Nunca recebi resposta.

    Abraço. Marcio

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  14. Angelo Salignac2.3.10

    Seu blog deveria ser declarado de utilidade pública. Sou consumidor voraz de livros e meu dou o trabalho de cadastrá-los, inclusive relacionando os tradutores. É fácil reconhecer os bons profissionais e mais fácil ainda verificar as péssimas traduções e miseráveis edições que algumas editoras lançam.
    Traduzir "realize" como "realizar" é fichinha...
    Mas pior do que contratar esses embusteiros é a simples e pura contrafação, que seu blog denuncia.
    E num espaço cuja finalidade é denunciar irregularidas, o anonimato não deve prosperar.
    Parabéns!

    A. Salignac

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  15. ALERTA - Edição INCOMPLETA da "Autobiografia de um Iogue"

    Causou comoção entre os leitores de Paramahansa Yogananda, a notícia da existência no mercado brasileiro de uma versão desatualizada, enganosa e ilegal de sua Autobiografia

    Após intenso debate, estudantes deste guru espiritual elaboraram um manifesto informativo e abaixo-assinado virtual, em favor da defesa da consagrada versão definitiva desta obra (editada pela Self-Realization Fellowship, instituição religiosa sem fins lucrativos fundada pelo mesmo para difundir e manter a integridade de seu legado) e que a "Editio Princeps", publicada pela editora Lótus do Saber, seja retirada do mercado.

    Para maiores informações e manifestar o seu apoio:

    http://www.petitiononline.com/pyoganan/petition.html

    A sua participação e comentários (ao assinar o abaixo-assinado) são muito importantes para nós.

    Favor divulgar para os seus contatos.

    Atenciosamente,

    tcmnf@yahoo.com

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  16. "Há uns 20 ou 30 anos notei que pelo menos algumas obras de Agatha Christie foram pessimamente traduzidas."

    Ano retrasado comprei um livro desses e fui surpreendido pela péssima redação da tradução. "Agatha Christie - O segredo de Chimneys" Ed. Record.

    Parabéns pelo blog.

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  17. prezados marcio e felipe: é uma tristeza. trata-se agatha christie como se fosse lixo, e leitor como se fosse viralata que não merecesse coisa melhor. li toda a agatha christie anos atrás: não tenho mais boa parte dos exemplares (muitos sucumbiram a algumas enchentes aqui em casa), mas lembro que o nível das traduções era bastante irregular. uma pena!
    também tenho essa experiência com a record: um silêncio ensurdecedor em resposta a seus leitores.
    alguma hora seria preciso existir mecanismos e procedimentos de proteção aos leitores contra más edições...

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  18. caro felipe, obrigada. imagino que a martin claret não se oporia a ressarcir você pelas aquisições espúrias. em todo caso, acho que não custa tentar.
    caro rico, vi vários comentários sobre essa tradução da landmark, infelizmente tão desabonadores que não me animei muito a comprar - e são tão caros os livros dessa editora!

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  19. Anônimo7.5.10

    Sou uma leitora desrespeitada pela Martin Claret! Comprei Mulherzinhas (Louise May Alcott)e estão faltando os capítulos finais do livro (veio apenas até o capítulo 23). Isso é um absurdo! O escândalo não é apenas com as traduções, mas também com a falta de boa parte do livro! Espero que a editora tome providências.

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  20. Anônimo7.5.10

    Sou uma leitora desrespeitada pela Martin Claret! Comprei Mulherzinhas (Luise May Alcott) e estão faltando capítulos do livro (veio apenas até capítulo 23). Pelo jeito o escândalo não é apenas com as traduções. Espero que a editora tome providências em relação aos livros que estão sendo vendidos nas livrarias.

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  21. Randerson Azevedo13.6.10

    Boas traduções deveriam ter um "Selo Denise Bottmann de qualidade" na capa ;)

    Belo trabalho!

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  22. prezada anônima: pois é, esse volume de "mulherzinhas" da martin claret é cópia fiel e integral da tradução a cargo de godofredo rangel, mas atribuída ao fantasmagórico "alex marins". veja aqui:
    http://naogostodeplagio.blogspot.com/2008/09/godofredo-rangel-x-alex-marins.html

    em todo caso, "little women" tem 23 capítulos mesmo. a continuação ("good wives" ou "as mulherzinhas crescem") é posterior. como dizia a autora ao terminar "little women":
    "So the curtain falls upon Meg, Jo, Beth, and Amy. Whether it ever rises again, depends upon the reception given the first act of the domestic drama called Little Women."

    prezado randerson, já pensou?! ;-)

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  23. Denise olá!

    Parabéns pelo seu blog, não é a primeira vez que posto um comentário, mas é sempre bom elogiar trabalhos realizados de maneira excepcional como é o caso deste!

    Queria lhe fazer uma pergunta, essas "novas" traduções da Martin Claret de Persuasão e Razão e Sensibilidade de Jane Austen que são creditadas a Roberto Leal Ferreira, são plágios ou reslmente ocorreu uma nova transliteração?

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  24. olá, richards, agradeço!
    roberto leal é um tradutor muito sério, honesto, competente, de grande experiência no ofício. achei a martin claret realmente afortunada por ter conseguido contratar seu trabalho, nessa atual fase de substituir suas obras espúrias por traduções legítimas, e de decidir pelo "caminho do bem".
    não cheguei a ver a persuasão de roberto leal; mas vi a razão e sensibilidade. pessoalmente gosto muito do trabalho dele.

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  25. Menos mal Denise.

    Pois adquiri recentemente as duas obras da Martin Claret, fiquei com peso na consciência pois sei dos plágios da Claret e por ser bibliotecário, mesmo que em formação, não posso dar reforço a tal tipo de crimes que lesam os direitos do leitor como do tradutor!

    Agradeço pela informação!

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  26. Thiago19.6.10

    Olá Denise. Desculpe a ignorância, mas não entendi a seção "Bizarrices tradutórias" da Martin Claret, pois só há autores que escreveram em português.
    Aliás, parabéns pelo trabalho! ;-)

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  27. pois é, thiago: não lhe parece bizarro que pietro nassetti apareça como tradutor de machado de assis?

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  28. em tempo, essas bizarrices tradutórias resultaram numa representação do ministério público federal junto ao isbn e à martin claret. veja a sequência de posts "zumbi trapalhares" (faça a busca no quadrinho da coluna à direita) ou clique aqui:
    http://naogostodeplagio.blogspot.com/search?q=zumbi+trapalhares

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  29. Que bom que encontrei alguém que não gostou da "tradução" de Persuasão pela Landmark; vou me atualizar pelo seu blog, bom demais

    ResponderExcluir
  30. Angela não só a de Persuasão é ruim, como também a de Orgulho e Preconceito, é nítido os erros é só comparar com o original que está do outro lado da página!

    ResponderExcluir
  31. Denise:
    Como o Richards acima, também já comentei seu blog, mas concordo com ele: seu trabalho é excelente. Por favor, não desista. Pelo número de comentários que você recebe, duvido muito que você esteja dando "murros em ponta de faca".
    Seu trabalho é, de fato, de utilidade pública. Imagino que deva ser desgastante se dedicar com tanta energia aos cotejos, apontar as divergências, transgressões e contrafações (acompanhei sua discussão sobre o prêmio da ABL - uma instituição arcaica que ainda me espanta ter o poder que tem).
    Espero que, num futuro próximo, nós tenhamos a chance de ajudar de forma mais efetiva em seu trabalho.
    Não me ofereço no momento porque ainda estou na graduação (Letras - Port/Ing) e trabalho em um escritório o dia inteiro - sobra quase nada de tempo para ler as coisas que não sejam da faculdade. Mas acho que todos aqueles que puderem devem unir forças com você pela dignidade do autor, do tradutor e do leitor.
    Um grande abraço!

    ResponderExcluir
  32. queria comentar, Denise, que além da qualidade dos comentários e dos exemplos que você dá, para qualquer das questões tratadas, é também notável a qualidade da iconografia utilizada! de muito bom-gosto e muito apropriada. Parabéns.
    Cláudia Laux

    ResponderExcluir
  33. Aaaaveeee Mariiiiiiaaa... "Enrico Corvisieri" (queeeemmmm???????), "nas mãos" da Record? Deus! Como pode o selo Best Seller publicar obras assinadas por um nome tão atrelado ao termo plágio? Parabéns, Denise!

    Pietro Nasseti -- "salve" Martin "Escuret" -- e mais um monte de fantasmas ainda são publicados: isso não faz inveja em um montão de filmes de terror? O que dizer do conhecimento do ser humano, tão degradado e imbecilizado por taaaanto lixo que ainda se publica?????

    Acabei de comprar meu último livro pela Lesante, digo, Estante Virtual. Fui enganado por um sebo chamado "Books Online", que já está encerrando suas (neg)atividades. Cansei de ligar pra lá e reclamar com a proprietária: NÃO sou palhaço nem capacho. Não sou lixo de ninguém. Consumidor é coisa séria. Dinheiro de volta? Hummmm... Cuidado na hora de gastar... Dói no bolso e na cabeça... Juro que sim... E como... Confio no "Não Gosto de Plágio". Confio em Denise Bottman.

    ResponderExcluir
  34. Anônimo8.9.10

    Nossa, muito bom o seu blog. Não sabia da quantidade de plagios, aliás não tinha noção que isso acontecia. comprei hoje uns 6 livros da MARTIN CLARET no submarino, pois estavam baratos.

    Além do plagio eu corro o risco de ler uma tradução mal feita?

    Parabens pelo trabalho.

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  35. prezado anônimo: infelizmente sim, vc corre risco de ler tradução mal feita (se a tradução legítima já era mal feita, e você nem tem como localizar a origem da tradução, se for plagiada), mas principalmente porque em vários casos a editora martin claret e outras praticam adulterações nos textos para "disfarçar" a cópia. em vários casos, essas adulterações realmente prejudicam muito e chegam a deturpar o próprio sentido do texto.

    há vários exemplos disso aqui no blog.

    obrigada!

    ResponderExcluir
  36. Anônimo29.10.10

    Então recomendo. Leia somente de autores no idioma pátrio. Até que a coisa se acerte. E, por favor, de iniciantes. Os póstumos em nossa linguagem atual "já eram". Não precisam mais de prêmios e congratulações. Aliás, nem podem receber, saindo para o sarcasmo.
    Parabéns pelo site. Continue.
    Abraços!

    ResponderExcluir
  37. Anônimo22.11.10

    Boa noite, Denise. Lendo na lista acima a relação das obras da Martin Claret estranhei duas coisas. Estou familiarizado há pouco tempo com essa péssima editora, mas me custa acreditar que ela tenha sido negligente a ponto de publicar O príncipe e o mendigo do Mark Twain dizendo tratar-se de obra do Oscar Wilde. No site ela está (atualmente) com o autor corretamente referênciado. Gostaria de saber se a editora cometeu esse erro assombroso ou se o erro ocorreu na digitação da lista. O outro estranhamento provém de ver a Eneida entre as traduções de Pietro Nasseti: comprei a Eneida por essa editora apenas por saber que se tratava da tradução de Odorico Mendes. Como o trabalho do maranhense já é de domínio público achei que não corria riscos... De fato a tradução é de Odorico. Mais uma vez gostaria de saber se o erro ocorreu apenas aqui no blogue ou se a editora realmente editou a tão conhecida tradução de Odorico dizendo dizendo ser obra de Pietro Nasseti. Considerando que Martin Claret teve a cara de pau de publicar obras de pelo menos dez idiomas (que vão do árabe ao grego) creditando a tradução à mesma pessoa, não era de se espantar que na verdade não é tão espantoso que tenha roubado o trabalho de Odorico Mendes. O setor "bizarrices tradutórias" já devia ser o bastante para me fazer acreditar em qualquer coisa vinda dessa editora...

    Muito obrigado pelo seu excente trabalho, abraços,
    Willamy Fernandes.

    ResponderExcluir
  38. olá, prezado willamy: conforme especificado na seção correspondente à editora martin claret, há várias discrepâncias entre os dados que a editora cadastrou na fundação biblioteca nacional (agência do isbn) e os dados constantes nos exemplares. a fonte da relação acima foi, na essência, o site da fbn em 2009 -antes das alterações determinadas pelo ministério público federal, quando a editora martin claret aproveitou a oportunidade e alterou vários outros dados, cf. informei em http://naogostodeplagio.blogspot.com/2009/08/zumbi-trapalhares-vii-cambulhada.html

    a relação de obras cadastradas em nome de pietro nassetti (além de pietro nassesi, pietro wassetti e pietro massetti) até aquela data era:

    PIETRO MASSETTI
    23 Publicações encontradas, distribuídas em 1 página
    ISBN TÍTULO
    85-7232-421-6 ECCE-HOMO

    85-7232-419-4 OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE

    85-7232-433-X NA PRESENCA DO CRISTO

    85-7232-432-1 O REFLEXO DO CRISTO

    85-7232-431-3 DORES DO MUNDO

    85-7232-430-5 A ETICA

    85-7232-429-1 A ARTE DA GUERRA

    85-7232-428-3 A CIDADE ANTIGA - VOL. II

    85-7232-427-5 O ANTICRISTO

    85-7232-426-7 A ETICA PROTESTANTE E O ESPIRITO DO CAPITALISMO

    85-7232-425-9 DOS DELITOS DAS PENAS

    85-7232-424-0 A LUTA PELO DIREITO

    85-7232-423-2 A CIDADE ANTIGA - VOL. I

    85-7232-422-4 AS REGRAS DO METODO SOCIOLOGICO

    85-7232-461-5 O LEVIATA

    85-7232-460-7 O ESPIRITO DAS LEIS

    85-7232-459-3 AS AVENTURAS DE SHERLOCK HOLMES

    85-7232-458-5 CRITICA DA RAZAO PURA

    85-7232-591-3 OS IRMAOS KARANAZOV

    85-7232-607-3 SONETOS

    85-7232-600-6 A MEGERA DOMADA

    85-7232-654-5 O IDIOTA

    85-7232-653-7 O PAI GORIOT



    Nome do Autor:

    NASSESI, PIETRO


    RESULTADO DA BUSCA


    2 Publicações encontradas, distribuídas em 1 página
    ISBN TÍTULO
    85-7232-628-6 DISCURSO SOBRE A CIENCIA E AS ARTES. DISCURSO SOBRE A ORIGEM E OS FUNDAMENTOS DAS DESIGUALDADES ENTR

    85-7232-635-9 SALOME


    Nome do Autor:

    PIETRO WASSETTI


    RESULTADO DA BUSCA


    2 Publicações encontradas, distribuídas em 1 página
    ISBN TÍTULO
    85-7232-404-6 ELOGIO DA LOUCURA

    85-7232-566-2 PENSAMENTOS

    continua abaixo, pois estourou o total de caracteres aceitos.

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  39. (cont.)
    NOME DO AUTOR

    Nome do Autor:

    PIETRO NASSETTI

    RESULTADO DA BUSCA

    74 Publicações encontradas, distribuídas em 2 páginas
    ISBN TÍTULO
    85-7232-393-7 O TROVEJAR DO SILENCIO

    85-7232-398-8 REPUBLICA

    85-7232-405-4 AS FLORES DO MAL

    85-7232-411-9 CONTRATO SOCIAL

    85-7232-408-9 DISCURSO DO METODO

    85-7232-417-8 PINOCCHIO

    85-7232-416-X FRANKSTEIN

    85-7232-415-1 CANDIDO

    85-7232-414-3 O PROCESSO

    85-7232-413-5 RESPOSTAS PARA A VIDA 2

    85-7232-412-7 RESPOSTAS PARA A VIDA 1

    85-7232-418-6 O MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA

    85-7232-439-9 A VIDA DAS ABELHAS

    85-7232-438-0 AS REGRAS DO METODO SOCIOLOGICO

    85-7232-436-4 AS MINAS DO REI SALOMAO

    85-7232-435-6 OS TRABALHADORES DO MAR

    85-7232-447-X QUINCAS BORBA

    85-7232-446-1 FEDRO

    85-7232-445-3 O CAO DOS BASKERVILLE

    85-7232-444-5 METAFISICA DA MORTE

    85-7232-455-0 PLATAO

    85-7232-454-2 RAMA

    85-7232-453-4 ORFEU

    85-7232-452-6 KRISHNA

    85-7232-451-8 PITAGORAS

    85-7232-450-X JESUS

    85-7232-448-8 HERMES

    85-7232-449-6 MOISES

    85-7232-456-9 A POLITICA

    85-7232-457-7 A ENCARNACAO

    85-7232-472-0 O LEVIATA VOL. II

    85-7232-471-2 UM ESTUDO EM VERMELHO

    85-7232-470-4 EDIPO-REI

    85-7232-469-0 MEDITACOES

    85-7232-467-4 CINCO LICOES DE PSICANALISE

    85-7232-465-8 OS KAMA-SUTRA

    85-7232-473-9 AS MINAS DO REI SALOMAO

    85-7232-490-9 DESOBEDECEND, - A DESOBEDIENCIA CIVIL

    85-7232-489-5 AS PALAVRAS DE BUDA

    85-7232-486-0 RUBAIYAT

    85-7232-501-8 A FARSA DE INES PEREIRA

    85-7232-500-X A CARTA DE PERO VAZ DE CAMINHA

    85-7232-498-4 DE PROFUNDIS

    85-7232-496-8 LORDE JEAN

    85-7232-509-3 ALEM DE BEM E MAL

    85-7232-511-5 MARILIA DE DIRCEU

    85-7232-522-0 A CIDADE DO SOL

    85-7232-521-2 JESUS: O FILHO DO HOMEM

    85-7232-512-3 O DOMINIO DE SI MESMO

    85-7232-529-8 O REI EPIDO

    85-7232-528-X O PRIMO BASILIO

    85-7232-527-1 ROMEU E JULIETA

    85-7232-548-4 O PRINCIPE E O MENDIGO

    85-7232-557-3 UMA ESTADIA NO INFERNO

    85-7232-562-X FEDON

    85-7232-568-9 A ARTE DE AMAR

    85-7232-572-7 ENEIDA

    85-7232-573-5 METAMORFOSES

    85-7232-575-1 PRAGMANTISMO E OUTROS ENSAIOS

    85-7232-578-6 A VIDA DE NOSSO SENHOR

    85-7232-580-8 O CORACAO DAS TREVAS

    85-7232-581-6 A LETRA ESCARLATE

    85-7232-589-1 O ULTIMO ADEUS DE SHERLOCK HOLMS

    85-7232-598-0 DO CIDADAO

    85-7232-592-1 O VERMELHO E O NEGRO

    85-7232-608-1 ZADIG

    85-7232-637-5 O PENSAMENTO DE EPICURO

    85-7232-638-3 O GITAN JALI

    85-7232-645-6 ALCOORAO

    85-7232-644-8 GUERRA E PAZ

    85-7232-642-1 A VIDA DOS DOZE CESARES

    85-7232-639-1 O CORCUNDA DE NOTRE DAME

    85-7232-659-6 O CONDE DE MONTE CRISTO - VOLUMES

    85-7232-665-0 PAIS E FILHOS



    Página | 1 | 2

    vc. comenta sua estranheza quanto ao fato de pietro nassetti aparecer na fraude da eneida. odorico mendes também foi garfado, não só em nossos registros nacionais na FBN, no caso da ilíada, até a edição de 2003 da claret, em nome de "alex marins". inclusive essa fraude foi usada na boa fé como base de consulta para uma dissertação de mestrado, defendida em joão pessoa em 2006: "teoria e uma tradução linear do canto I da ilíada de homero". comentei o caso em http://naogostodeplagio.blogspot.com/2008/12/vulpina-alma-sem-pejo.html

    obrigada pelo toque mark twain/oscar wilde! vou rastrear a fonte da coisa.

    ResponderExcluir
  40. Anônimo23.11.10

    Boa tarde, Denise. Você saberia me dizer qual a origem da tradução de Flores do Mal da Martin Claret? Eles plagiaram Ivan Junqueira?

    Você poderia me indicar uma boa edição de Fustel de Colanges - A cidade antiga?

    Nos últimos dias andei lendo A Odisseia da Martin Claret e notei que eles roubaram as notas que Antonio Medina escreveu para a edição da Edusp usando aquele já conhecido recurso de trocar palavras por seus sinônimos e cortar trechos das notas fazendo com que elas pareçam irritantemente mal escritas e até inúteis...
    Abraços,
    Willamy Fernandes.

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  41. boa tarde, willamy.
    o poeta e tradutor ivo barroso publicou em 2002 um artigo muito esclarecedor sobre essa edição das flores do mal pela ed. martin claret: "flores roubadas de jardim alheio", em http://www.revista.agulha.nom.br/ibarroso3.html

    ao que tudo indica, trata-se de uma apropriação da tradução de jamil al mansur haddad, dos anos 1950.

    comentei o caso tb em http://naogostodeplagio.blogspot.com/2010/07/leitura-edificante.html

    a cidade antiga de fustel de coulanges é outro enrosco. em todo caso, até onde sei, você encontra as traduções legítimas de frederico ozanam de barros (que havia disponibilizado gratuitamente na internet, no site ebooksbrasil: http://ebooksbrasil.org/eLibris/cidadeantiga.html) e de fernando de aguiar, dos anos 50, portuguesa, reeditada pela martins fontes nos anos 90 e até hoje.

    muito interessante o que vc comenta da odisseia, agradeço o toque, pesquisarei.

    ResponderExcluir
  42. Quem diria, hein? Jesus Amado: até a Folha "tá nessa (onda) da" Martin Claret... So-cor-ro!

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  43. Anônimo14.2.11

    Mesmo antes de saber da miríade de plágios da martin claret, essa editora já me incomodava. Quando entrava numa livraria e via suas capas francamente cafonas já me sentia um pouco ofendido com aquela breguice toda. Mas, para não julgar o livro pela capa, peguei alguns de seus volumes e folheei: a péssima qualidade de sua impressão devia ter me imunizado completamente dessa peste. Presentes de amigos acabaram sujando minhas estantes. Como fiquei com pena de jogar presentes no lixo criei na minha pequena biblioteca o setor "fraudes tradutórias-exemplos práticos" que (para ser otimista) talvez sirva para auxiliar uma monografia sobre o tema "identificação de fraudes tradutórias".
    Willamy Fernandes.

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  44. Anônimo25.6.11

    Denise,na sua extensa lista de livros não recomendados por irregularidades na tradução, quais as editoras que apresentam traduções sérias e honestas das obras citadas por você.
    Atenciosamente;
    Marcos.

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  45. prezado marcos, nos cotejos feitos dou a referência das traduções sérias e honestas utilizadas nessas outras edições irregulares. clique na aba superior "cotejos".
    em alguns casos, existem ainda outras traduções além das utilizadas nas fraudes. para conhecê-las, basta fazer a pesquisa por título individual na internet, seja nos cadastros da Biblioteca Nacional ou nos acervos de outras bibliotecas ou centrais de sebos.
    denise

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  46. Luciana Marques16.7.11

    Querida Denise (perdoe-me o "querida"),

    Sou aluna de doutorado em linguística, e - em virtude disso - estou há quase nove anos no ensino superior. Gostaria de relatar que, até o início de meu doutorado nunca atentei-me para possíveis irregularidades em traduções. Somente no doutorado tive um (apenas um) professor que reclamou da única tradução disponível de um importante livro, portanto, utilizamos o original.

    Relatei isso pq me assusta a ideia de que a qualidade de traduções não seja tema discutido nos cursos de letras (obs. formei-me em uma excelente universidade).

    Em relação à crítica da presença de traduções duvidosas em bibliografias recomendadas por professores, apelo à desculpá-los (ou desculpar-nos) pela ignorância.

    Enfim, espero que, com o tempo, meus conhecimentos sejam suficientes para que eu não venha perpetuar esse tipo de erro.

    Abraços fraternais.
    Luciana

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  47. prezada luciana, agradeço muitíssimo o seu apoio. é sobretudo na universidade que se ensinam o respeito à integridade intelectual e a valorização do bom trabalho de tradução.

    um abraço
    denise

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  48. Cara Denise, a Lei de direitos autorais define 70 anos da morte do autor para a mesma ficar de dominio publico. No caso de obras traduzidas a interpretação é de 70 anos da morte do tradutor daquela edição ?

    Stanislaws Booker

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  49. olá, stanislaws, sim, exatamente, aplica-se o mesmo prazo de proteção. é a mesma lei que rege ambos: 9610/98.

    de minha parte, aproveito para dizer o seguinte: como a grande maioria dessas traduções antigas está esgotada há décadas e várias das editoras fecharam (vecchi, cultura moderna, pongetti, athena etc.), os herdeiros, quando localizados, geralmente não se interessam pela defesa desses direitos, entendo que elas entram na categoria de obras órfãs e abandonadas, e portanto estariam liberadas para amplo uso social, tal como uma obra em domínio público.

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  50. Denise,

    Dá gosto ver esse rigor em relação à tradução e ao livro em geral. Sou designer editorial trabalhando com eBooks e penso em criar edições mais caprichadas graficamente de obras em domínio público, e disponibilizá-las livremente em eBook (epub, kindle). Você acredita que é seguro utilizar as fontes mais óbvias dos textos, como Wikisource, site Domínio Público e Projeto Gutemberg? Tenho sérias dúvidas sobre a credibilidade dessas fontes, não pelos sites em si, mas pelo critério – ou falta dele – que utilizam para disponibilizar essa obras que, geralmente, tem um tratamento gráfico tosco e pouca informação sobre as publicações originais, tradutores, etc. Gostaria de contribuir para alavancar a qualidade gráfica das versões digitais desse livros, mas sem fontes confiáveis, não dá.

    Agradeço qualquer comentário que puder fazer a respeito.

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  51. olá, márcio, obrigada.
    olha, dos que vc cita, prefiro o projeto gutemberg - acho muito confiável, dão fontes, ano de publicação, a edição correspondente, os tradutores (quando é o caso).
    wiki é wiki. é legal, superlegal, mas não ponho um fio de cabelo no fogo quanto à fidedignidade. muita coisa pode ser ok, mas vc tem de conferir em outras fontes antes de concluir se é ok ou não. não por má fé, claro que não, mas pelo diletantismo - superlegal também, mas que em geral não tem grande compromisso com maiores rigores - e pela ideia de que qualquer coisa está mais ou menos bom, e pronto.
    o domínio público do mec é uma sarabanda. como é abastecido por voluntários, transitam para lá coisas que já estão previamente em outros lugares, cuja confiabilidade não me parece automaticamente dada.
    em suma, gutemberg, sem dúvida alguma.

    mas, de fato, o tratamento gráfico é tosco e deve dar uma trabalheira danada fazer algo mais elaboradinho. e aí, claro, imagina ter a trabalheira toda em cima de uma fonte não muito boa!

    estou à disposição para qq consulta em que eventualmente eu possa ajudar. seu projeto parece louvabilíssimo, parabéns!

    abraço
    denise

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  52. ooops, corrigindo, gutenberg.

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  53. Obrigado, Denise! Se quiser sugerir algum livro específico, fique à vontade, a idéia é ser criterioso quanto à qualidade dessas edições digitais.

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  54. Oi Denise, tudo bem?
    Como deletei minha conta no Facebook, só tenho como lhe pedir essa orientação por aqui: Quero comprar uma Tradução de "THE WIZARD OF OZ" para presentear uma amiga (será um combo, livro+filme), qual tradução você me recomendaria?
    Grata desde já pela orientação.
    Grande abraço,
    Mirtes Oliveira.

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  55. prezada mirtes: para ser sincera, não conheço as traduções disponíveis; fico lhe devendo uma resposta. que belo presente, um combo!
    abraço
    denise

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    1. É um presente que eu mesma adoraria ganhar. =)
      Muito obrigada pela atenção, Denise!
      Abração,
      Mirtes.

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  56. Anônimo31.7.12

    Denise, desculpe a ingenuidade: qual o problema em Torriei Guimarães? E nas traduções da Abril, que eu sempre confiei. A Martin Claret eu sei que é caso perdido, não pego esses livros nem de graça.

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  57. prezado anônimo, o caso apontado em relação a torrieri guimarães é decamerão, de boccaccio. a demonstração está aqui: http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2012/04/boccaccio-il-decamerone-i.html

    a abril (bem como o círculo do livro) apenas licenciou o direito de usar a "tradução" de torrieri, pela hemus. neste sentido, sua falha foi apenas não examinar a qualidade do produto que comprou, digamos assim, e revender como se fosse legítimo. de modo geral, eram excelentes aquelas coleções da abril, mas se tinha o azar de licenciar alguma fraude, sem saber do fato, ela acabava propagando aquilo numa escala gigantesca, devido às enormes tiragens de suas edições.

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  58. Anônimo15.8.12

    Denise

    Sou tradutora há mais de 25 anos, com uma longa lista de obras traduzidas do alemão e do inglês. Nem preciso dizer quantos problemas já enfrentei com editoras de todo tipo, mas também tive a sorte de trabalhar com algumas bem sérias, principalmente aquelas ligadas a ordens religiosas. Fiz um comentário acima a respeito dos revisores.
    Mas na verdade o que me preocupa agora é um livro de contos que traduzi do inglês, originalmente para a editora Landy, chamado "Contos Celtas"
    foi vendido para a editora Martin Claret. O segundo volume, chamado "Mais Contos Celtas" foi traduzido por uma colega tradutora, que agora também está preocupada com o assunto. A Martin Claret pegou alguns contos de um e de outro, misturou, e publicou dois livros chamados "Bruxas e suas Maldades Cruéis" ou algo parecido, e o outro "Princesas e Damas Encantadas", tudo isso sem nos consultar, nem nos informar. E o nosso nome está ali - de fato, nós somos as tradutoras, mas de contos diferentes, não adianta por o nome das duas no início do livro, o crédito da tradução não deveria ser dado a cada conto, separadamente? Além disso, pedi à editora um exemplar de cada um para ver se mexeram no texto, mas disseram que estavam esgotados. O que fazer? É legal a venda dos direitos de tradução entre editoras?

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  59. olá, prezada anônima: desculpe a demora em responder a seu comentário.
    por partes:
    - a transferência (por licença ou cessão) dos direitos de uso de uma tradução entre editoras é legal, sim, desde que a possibilidade venha estipulada em contrato entre o tradutor e a primeira editora, ou que vc tenha assinado com a landy um daqueles contratos leoninos com cessão total, definitiva e irrevogável de todos os seus direitos patrimoniais para utilização sob qualquer forma.
    - outra questão é se a landy, mesmo dispondo de um contrato assim com vc, transferiu sua tradução para a martin claret quando ainda estava em atividade. não sei se, em caso de extinção da editora, os direitos patrimoniais da tradução não deveriam retornar ao tradutor. sobre isso, é melhor consultar um advogado.
    - se seu nome e o de sua colega constam, ambos, na colcha de retalhos montada pela claret, em princípio me parece ok. até onde sei, nada obriga que haja discriminação da autoria de tradução a cada conto individual, bastando que constem os créditos aos tradutores na ficha catalográfica e nos demais - mas sem dúvida é uma regra de boa prática editorial diferenciar, seja na página dos créditos ou a cada conto, quem fez o quê.
    - outro aspecto que me parece meio confuso é essa picotagem e mistura dos contos. se o livro no original foi organizado de maneira x e o outro de maneira y, a claret, até onde entendo, precisaria de autorização da editora original que negociou o direito de publicar as obras no brasil para desmontar cada antologia e recompô-la a seu critério. a antologização é também protegida autoralmente, e o organizador teria de autorizar pessoalmente ou por meio da editora original.
    por outro lado, se os contos são de domínio público (enquanto a responsabilidade pela organização não é de domínio público), a claret pode compô-los como bem entender. teria de ver se a transferência da landy para a claret foi dos contos ou da coletânea com sua organização autoral própria.
    quanto a não fornecerem um exemplar da obra, bom, dizer o quê... talvez essa descortesia faça parte da política de relações públicas e de recursos humanos da editora. se vc realmente se interessar em ver o que foi feito em seu texto, talvez seja mais fácil comprar os exemplares...
    de qualquer forma, são apenas opiniões minhas, como leiga com algum lastro de experiência e conhecimento de nossa legislação autoral, mas de maneira nenhuma são pareceres propriamente abalizados em termos jurídicos. recomendo que você consulte um advogado para lhe dar uma orientação fundamentada.

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  60. Denise, hoje passando por um supermercado encontrei um expositor da martin claret, já é de alguns anos que conheço a fama dessa editora, não sei se antes de ter conhecido ou através do seu blog, mas mesmo assim, parei e fiquei tentado com alguns títulos:
    O Idiota (Dostoiévski), Os Miseráveis(Victor Hugo), algumas obras de Nietzsche, etc.
    Saberia dizer se houve alguma reedição dessas obras, seja correção, ou se existe algo de errado com a edição dos Miseráveis?

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    1. olá, rogério, sobre os miseráveis respondi abaixo. o idiota é em tradução de josé geraldo vieira, não é? é uma tradução bastante antiga, que saiu originalmente em 1949, pela josé olympio, e é indireta, feita a partir do francês. se couber no seu bolso, eu recomendaria uma tradução mais recente, direta do russo, feita por paulo bezerra, para a 34. de qualquer forma, como a tradução de josé geraldo vieira ficou praticamente abandonada, acaba circulando para livre acesso em muitos sites, por exemplo no 4shared: http://www.4shared.com/document/UUMoWgyP/Dostoievski_-_O_Idiota.html

      quanto ao nietzsche, não tenho acompanhado os lançamentos mais recentes da claret, mas, até onde sei, estavam para publicar nova tradução d'o anticristo e de assim falou zaratustra, feitas a partir do inglês por anna e carlos duarte.

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    2. obrigado denise , realmente , já tenho o crime e castigo, pretendo comprar os irmaos karamazov pela 34, melhor mesmo esperar uma situação mais propicia financeiramente pra adquirir o idiota também.
      quanto ao link do 4shared, não abriu. isso é estranho porque vários links de livros que tenho visto pela internet para o 4shared sempre estão quebrados.

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  61. Olá Denise, gostaria de saber se há alguma pendência tradutória com a obra "Os Miseráveis" lançada pela martin claret. Não sei se este lançamento é recente e por isso ficou fora da sua listagem (a impressão que a martin me passa é de que tudo tem algo podre).
    Grato

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    1. hahaha, verdade, rogério, a gente fica com o pé pra trás, e com razão, em vista do histórico da casa. quanto à tradução d'os miseráveis, creio que saiu em 2007, se não me engano, e não tenho conhecimento de nada que a desabone.
      abraço
      denise

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    2. :D obrigado novamente denise, e parabéns pelo blog.

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  62. olá Denise, gostaria de saber se, além da edição de ana karenina da cosac naify, e de uma antiga, da gráfica lux (descobri essa através da estante virtual), existe outra confiável, seja uma reedição mais recente da tradução de Rui Lemos (lux, direta do russo segundo indica o vendedor). ontem encontrei em um sebo daqui mesmo a da nova cultural, fiquei com o pé atrás, olhei o nome do tradutor e vim consultar o seu blog. enfim decepção!
    grato

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  63. olá, rogério, tem as edições da abril (anos 70 e 80), que trazem a tradução do português joão gaspar simões (que é indireta, não sei se pelo inglês ou, mais provavelmente, pelo francês), que foi apropriada pela nova cultural. essa de rui lemos que vc cita, não conheço - parece ser bem interessante! a lux publicou muitos russos, turgueniev, górki, antologia de contos...

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  64. Denise, por que você não recomenda "A Besta Humana" e "Germinal" publicados pela Hemus? As traduções não são boas? (Procurei por Eduardo Nunes e não achei nada confiável - realmente estranho.)

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  65. olá, pedro: sobre a besta humana da hemus, veja aqui: http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2009/05/zola-na-babilonia.html
    sobre germinal, aqui: http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2009/09/zola-germinal.html
    não são cotejos feitos pessoalmente por mim, mas os exemplos e os argumentos dados pelas estudiosas me pareceram suficientes para não recomendar essas obras.

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  66. Infelizmente comprei estes dois livros (devia ter pesquisado antes). Deu pra reparar numas diferenças consideráveis, realmente. De qualquer modo, vou acabar lendo, acho que dá pra conhecer Zola mesmo assim. Obrigado, Denise.

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  67. Anônimo25.11.12

    Olá, Denise. Obrigada por compartilhar seu conhecimento conosco. O que vc acha da editora L&PM?

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  68. não sei de nada que a desabone, prezado anônimo

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  69. Denise, você poderia me dizer o problema com a tradução de "O escaravelho de ouro" do José Paulo Paes presente no "Histórias Extraordinárias" do Poe?
    O problema esta apenas nesse conto ou na obra toda? Conhece o trabalho do José Paulo?
    Abraços, e obrigado por esse blog!

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  70. olá, jeison, vide: http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2012/06/ate-tu-brutus.html

    o problema está apenas neste conto.

    sim, conheço o trabalho de josé paulo paes.

    disponha!

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  71. Oi, Denise!
    Vou dar um olhada no tópico! Muito obrigado por responder!
    E nunca desanime com esse blog. Presto letras no fim do ano e seu blog é simplesmente inspirador!
    Grande abraço.

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  72. Anônimo28.6.14

    Olá Denise, gostaria de saber se a tradução de Jane Eyre feita por Anna Duarte e Carlos Duarte, ed Martin Claret, é uma boa tradução. E se a da Heloisa Seixas, ed Bestbolso, é melhor. Obrigada desde já - Priscilla

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  73. olá, priscilla, não sei dizer. essa lista de livros que não recomendo se refere a irregularidades editoriais, como plágios, não à qualidade das traduções.

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  74. Anônimo24.9.14

    Olá Denise.

    Sobre traduções de Franz Kafka

    Kafka me seduziu no final de minha adolescência com "A Metamorfose" da Ediouro, que talvez fosse uma edição condensada. Acho que ainda possuo este exemplar.

    Mais tarde, já formado, comprei novamente este livro, "desconfiado" da primeira leitura e "O Processo" pelo Círculo do Livro. Me contentei com as leituras pois ainda acreditava piamente nas editoras…

    Nos anos 90, comprei outros exemplares de Kafka, pela editora citada neste blog, de preços bem acessíveis. Ao ler a edição de "Carta ao meu pai" me deparei com muitos equívocos de forma e conteúdo. Como imaginei ser o problema de edição me lancei sobre outro título e mais uma vez bati de frente com erros crassos de composição e de conteúdo estranhíssimo! Não terminei de lê-lo! Juntei-os, empacotei-os e estão em algum lugar, perdidos no armário embutido do meu quarto. Nunca mais li o autor que me abriu as portas da literatura. Anos depois li na FSP que havia uma nova edição da obra de Kafka, traduzida diretamente do alemão (?) sem "traduções intermediárias". Me pareceu confiável, mas o estrago já havia sido feito!  

    Outro problema que posso, como professor, apresentar aqui são as "traduções" que algumas editoras fazem em História da Escrita e Caligrafia" na área de design gráfico. Tenho vários livros sobre o assunto e tradução nacional, com alguns conteúdos falhos e incompletos sobre um mesmo tema, onde se incluem datas, nomes próprios, lugares e eventuais trocas de legenda. 
    Dificuldades para professores e alunos pois as incertezas rondam estes parágrafos…
    Problemas de tradução ou de escolha dos melhores autores?
    Acho que confio mais nas minhas apostilas…

    Um abraço e sucesso ao blog!

    Roberto, BH

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  75. Anônimo3.10.14

    Olá Denise,

    Conforme disse acima, como resolver o problema das
    traduções de livros da área técnica?

    Um abraço,
    Roberto, BH

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  76. Oiii Denise, é a primeira vez que vejo o seu blog e quero dizer: parabéns pelo seu trabalho. Precisamos de mais blogs assim! Outra coisa, estou chocada, indignada e triste também com essa história toda de plágio, mesmo. Caramba, eu tenho a ed. de Orgulho e Preconceito da Martin Claret "traduzido por Jean Melville"e nunca atentei para o fato de que a tradução é plagiada. Se eu, como leitora, me sinto assim, imagina como os tradutores plagiados se sentem?! Mais uma vez, obrigada pelo trabalho com o blog.
    Abraços

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  77. Olá Denise, pressionado por uma publicação, preciso comprar urgentemente uma tradução da obra A Política de Aristóteles.Encontrei no mercado, uma edição da Escala com tradução de Nestor Silveira Chaves. É confiável?, - extensivo à editora. Um abraço e muito obrigado, Nilton Kosminsky

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    1. olá, nilton - é uma tradução antiga, de 1944, provavelmente pelo francês, bastante reeditada. nada contra.

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    2. Tenho essa tradução aqui em casa (mas pela editora Ediouro, coleção Universidade de Bolso) e precisei citar para um trabalho, mas fiquei temeroso de contar com uma má tradução e vim correndo ao seu blog para ver se encontrava alguma informação. Muito obrigado pelo seu trabalho maravilhoso, Denise!

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  78. Anônimo6.1.16

    Cara Denise:

    Estou, por dever de ofício, não sou tradutor mas professor, cotejando uma recente tradução do original alemão para o português de um obra clássica da filosofia. Para minha surpresa, há uma quantidade enorme de passagens em que o tradutor simplesmente seguiu quase literalmente, ou literalmente, a tradução italiana. Minha questão é: qual a quantidade de "coincidências" dessa ordem é preciso para caracterizar um plágio? A alegação que a tradução foi direta do alemão não é uma inverdade, visto que alguns erros da tradução italiana são evitados... mas há tantas coincidências que fiquei curioso se seria o caso de botar a boca no trombone.

    abraços

    Paulo Abranches

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    1. olá, paulo: pois é, é uma questão complicada. a rigor, tradução indireta nada tem de ilícito. o problema é a desonestidade intelectual (talvez editorial) em apresentar um texto de tradução indireta como se fosse direta. nesse sentido, e indiretamente, até se poderia pensar em apropriação indébita da tradução intermediária usada como base. difícil também saber se foi má fé do tradutor ou da editora - conheço exemplos de ambos os tipos.

      pessoalmente, acho até uma idiotice o cara que traduz um clássico de filosofia não citar as fontes auxiliares que utilizou, pois qualquer criança sabe que traduções de clássicos, para ser minimamente bem feitas, precisariam consultar a fortuna crítica e histórica desses clássicos em suas várias edições, inclusive traduzidas. tipo não existe traduzir filosofia como se fosse do zero. então já é esquisito se o cara não apresenta as edições consultadas.
      pelo que vc me diz, não parece ser uma edição muito gabaritada e não mereceria recomendação sua para seus alunos. mais que isso é difícil opinar.

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  79. Não entendi a publicação, só recentemente fiquei a saber dos plagios da editora Martin Claret, que decepção! Os livros são de optimo material, apesar das capas de mau gosto. Já encontrei erros de portuguez, mas nada muito grave. Mas como poderia saber dos plagios? Em que/quem acreditar?

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    1. olá, desidério: consulte http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2009/05/cotejos-disponiveis.html

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  80. Denise, estou necessitando de dados biográficos referentes à tradutora para o inglês, da obra "Venus in Rurs" do escritor alemão Leopold von Sacher-Masoch. O livro foi publicado nos EUA em 1921. O nome dela é Fernanda Savage. O link para esta publicação no site do Projeto Gutemberg é: http://www.gutenberg.org/cache/epub/6852/pg6852-images.html
    Desde já agradeço sua atenção, e parabéns pelo excelente trabalho.

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  81. Anônimo13.3.16

    Olá, Denise. Conheci seu blog há mais de seis anos, por volta de 2009. E ainda fico impressionado com o quanto os brasileiros podem perder, em termos de conhecimento, para países mais sérios quanto à questão editorial, por conta desse desleixo da nossa legislação no assunto publicações.
    Você acredita que estabelecer, na lei, uma obrigatoriedade para o registro da pessoa física de tradutores pode ajudar a, pelo menos resolver essa questão da tradução adulterada de terceiros?

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    1. olá, prezado anônimo, desculpe a demora em responder.
      olha, não acredito que sua sugestão surtisse algum efeito; apenas sobrecarregaria o tradutor com mais uma obrigação. e não surtiria, a meu ver, pelo seguinte: salvo raras, raríssimas, realmente raríssimas exceções que se podem contar nos dedos das mãos, os tradutores editoriais transferem seus direitos autorais sobre suas traduções para as editoras que as contrataram ou se interessaram por elas, já feitas. na prática, a responsabilidade para coibir esses abusos cabe às editoras honestas, detentoras dos direitos sobre as traduções, que são lesadas pelas editoras inescrupulosas.
      além disso, nosso direito moral, isto é, ao nome e à autoria da tradução, nunca perece e continua sempre a ser nosso (não o transferimos para as editoras), e já está explicitamente protegido em lei.
      o que acontece é que esses plágios costumam utilizar traduções feitas por tradutores já falecidos ou portugueses, isto é, apostando que os interessados diretos ou não existem mais ou moram em outro continente e não se darão conta do fato. e dificilmente os leitores, por si sós, constatarão a fraude, que assim passa batida.

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  82. Anônimo28.4.16

    Denise, qual é a melhor tradução de Tristram Shandy? Conheço duas: de Manuel Portela e de José Paulo Paes. Muito obrigado!
    Gabriel

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  83. olá, prezado anônimo: só li a do zé paulo; gosto muito.

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  84. Preciso de recomendações sobre traduções dos clássicos, como Frankenstein, Drácula, O Médico e o Monstro. Comprei Frankenstein e Drácula da Landmark e me decepcionei. Estava tudo indo bem, até ver um "characters" traduzido por "caracteres" em Frankenstein. Edições bonitas, mas muito porcas em tradução. Se puder recomendar alguma edição confiável, pois sinto que joguei meu dinheiro no lixo...

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