10 de dez de 2009

bastidores

a propósito de um comentário que um leitor deixou em (anti)referências bibliográficas:

"[...] será que não seria bom você ouvir tradutor e editora antes de publicar os posts? Há mais coisas entre tradutor e bastidores de editoras do que você imagina..."

gostaria de esclarecer uma vez mais a linha que norteia o nãogostodeplágio:

- de modo geral procuro contatar as editoras. quanto aos tradutores, procuro contatá-los quando vivos, ou seus sucessores quando já falecidos. nem sempre consigo: muitas vezes não sou atendida, vários editores desconversam, quando não ameaçam e tentam me intimidar.

- quanto aos nomes que constam nas fraudes, alguns são fictícios, meros fantasmas, outros são de pessoas que existem. não duvido que possa haver algum tipo de acordo entre os não-fantasmas e os editores, mas aí é uma relação entre as partes, que não diz muito respeito aos leitores. ninguém é obrigado a ceder seu nome para fraudes, evidente, mas, se isso ocorre, também é evidente que não me cabe entrar nessa esfera particular e muito menos indagar das razões pessoais que podem ter levado "a" ou "b" a se prestar a tais situações.

- o que importa em termos objetivos, a meu ver, é o livro impresso e posto no mercado para os leitores, e a apropriação indevida dos direitos morais de outrem e de obras que fazem parte de um patrimônio cultural da sociedade. isto é o que fica, isto é o que vai para os acervos, para os cursos, para as teses e estudos, isto é o que permanece décadas e décadas nas estantes das bibliotecas.

quanto às transações privadas e detalhes operacionais nos "bastidores", posso apenas torcer para que venham a se tornar mais sadios e transparentes.

imagem: o palco da vida

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