11 de dez de 2009

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Tradução de elite
Valor Econômico - 11/12/2009 - Por Cadão Volpato (link para assinantes)

"Traduzir é frequentar esferas desconhecidas, entregar o cérebro ao inesperado", diz Heloisa Jahn, tradutora dos poemas de Jorge Luis Borges e também editora da Companhia das Letras, o que lhe dá uma dupla compreensão desta profissão árdua, nem sempre bem remunerada e quase invisível que é a tradução literária.  Ao menos a melhor tradução literária do país, composta por uma espécie de apaixonado pelotão de elite, que vai dos tradutores do russo aos que vertem o espanhol e o inglês, sempre com enorme sensibilidade. As dificuldades são enormes, a autocrítica é pesada: "Tradutores gostam de enxergar defeitos e apontar as imperfeições no próprio trabalho", afirma o também editor e tradutor da Cosac Naify Paulo Werneck. Como se não bastasse, as melhores traduções costumam ser aquelas em que não notamos a mão do tradutor. "Boa tradução é aquela que você não percebe que é tradução. Ou fica parecido a filme dublado. Não: o que busco é que o leitor sinta que o livro foi escrito no português do Brasil", defende o escritor Eric Nepomuceno, às voltas com uma verdadeira pedreira tradutória, o romance O jogo da amarelinha, de Julio Cortázar.

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