25 de abr de 2010

rideel, retratação

em 05 de agosto de 2009, o sr. mario amadio, diretor comercial da editora rideel, entrou em contato telefônico comigo, avisando que estava tomando providências imediatas para retirar de circulação e venda as obras que eu havia apontado aqui no nãogostodeplágio, e acrescentou que retiraria também todos os volumes integrantes da coleção "biblioteca clássica" e da coleção "sherlock holmes".

informei o fato em rideel, livros tirados de catálogo. especifiquei claramente que "constam neste blog sete cotejos de traduções publicadas pela rideel, em nome de heloísa da graça burat(t)i, que são visíveis apropriações da obra de outros tradutores", e que "perante a iniciativa da editora rideel em excluir essas [outras] obras de seu catálogo, sinto-me autorizada a relacioná-las no rol dos livros a ser evitados, como medida de simples precaução em defesa do leitor".

a sra. maria fernanda bottallo enviou hoje um comunicado pedindo a exclusão de seu nome, em comentário a para fugir.

de bom grado retiro seu nome: em momento algum sugeri que se tratava de cópia ou de tradução irregular, e fiz a clara ressalva de que a responsabilidade pela iniciativa de retirar suas traduções de catálogo era da própria editora, bem como seu pedido para divulgá-la. assim, peço que a sra. maria fernanda bottallo entre em contato com a editora rideel, a responsável pelas informações aqui veiculadas.

como a sra. maria fernanda bottallo parece sugerir que a editora teve uma iniciativa um tanto precipitada ao retirar suas traduções de catálogo, e para evitar desconfortos a quem quer seja, retirarei a especificação dos volumes das coleções que a editora teve por bem excluir de seu catálogo, acrescentando um link para o presente post. sugiro à editora rideel que venha a público expor suas razões e se explicar perante a profissional atingida e perante mim, pois tampouco eu, como responsável pelo blog nãogostodeplágio, admito ser objeto de iniciativas frívolas e danosas à integridade e honestidade de meu trabalho.
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5 comentários:

  1. Ainda que como bem explica a Denise, ela se baseou no que a editora forneceu, os outros profissionais que se sintam lesados por seu nome do blog, encarecidamente, não façam uso de advogados e ameaças esdrúxulas de senso comum como calúnia e difamação.

    Honestamente, todos que apoiam a causa apenas querem respeito para com nossa cultura, qualquer erro aqui é um mal entendido. Não é necessário chamar um advogado, apontar dedinho nem nada.

    Eu não tenho nenhum vínculo direto com esse blog, mas acredito que conversa e delicadeza pode vir primeiro do que advogados e afins.

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  2. prezado thiago, agradeço. creio que a sra. maria fernanda bottallo, sendo autora legítima da tradução retirada pela editora rideel, tem toda a razão em se sentir indignada. por isso, em solidariedade a ela, removi a listagem fornecida pela editora. torço vivamente para que a referida tradutora tome suas devidas providências junto aos verdadeiros responsáveis, e prontifico-me a lhe dar o respaldo que ela ou seus advogados julgarem desejável ou necessário.

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  3. Diria mais. Sra. Maria Fernand Bottallo, caso queira, suba conosco aqui no bondinho, que tem lugar. Para a senhora, logo aqui na janelinha.

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  4. Ficar indignada é uma coisa, latir é outra.

    Ainda mais quando o sangue lhe subiu à cabeça antes que lhe ocorresse fazer uma breve pesquisa aqui no blog.

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  5. Prezada Sra. Maria Fernanda,

    Também estou chocada com a situação em que a Rideel a colocou! Não bastava a editora cultivar a prática do plágio (ao que parece eles estão tentando se emendar...). Mas também desrespeitar justamente aqueles que trabalharam honestamente para eles – associando indevidamente suas obras aos títulos espúrios de suas coleções e tirando sem mais explicações as obras honestas de catálogo? Aliás, eles têm o direito de fazer isso? Certamente o contrato de tradução que você firmou com eles deve ter alguma cláusula a esse respeito. O mercado editorial é um mundo difícil, e muitas vezes os tradutores ficam em situação de fragilidade, sem condições de reclamar por seus direitos como autores das traduções. (Quem conhece de fato a LDA?) E os leitores ficam reféns do que lhes é oferecido no mercado: títulos espúrios ou honestos, como saber?
    Estou bastante intrigada sobre as razões de toda uma coleção de uma editora ter saído de catálogo. Se a razão não foi plágio, qual terá sido?
    O que posso assegurar, é que o trabalho da Denise é sério. Ela apresenta os plágios que detectou, leu e confirmou, com provas documentais. Ela nunca acusou o seu trabalho específico de ser um plágio. Reproduziu uma lista de obras retiradas de catálogo, apresentada pela própria editora que assumiu ter publicado plágios em outras instâncias, pela mesma editora que a contratou, Sra. Maria Fernanda, para trabalhar para eles. Por que o seu nome estava nessa lista, por que a editora que a contratou para fazer um trabalho e certamente firmou um contrato com você colocou o seu nome nessa lista, essa é a pergunta que devemos fazer.
    Como votos para que todo esse mal-entendido de resolva brevemente e da melhor maneira possível,

    Joana Canêdo

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