06/08/2011

joyce traduzido no brasil

aqui o levantamento de james joyce em traduções brasileiras, em suas primeiras edições.* imagino que deve existir mais algum material avulso, publicado em revistas e jornais.

"arábia"
alfredo mesquita, edigraf, 1942

"contrapartes", 
org. almiro r. barbosa, martins, 1944 (aqui capa  de 1962)

retrato do artista quando jovem,
josé geraldo vieira, globo, 1945

"o bazar",
anônimo [jpp?], cultrix, 1957

dublinenses,
hamilton trevisan, civilização brasileira, 1964

panaroma do finnegans wake (excertos),
augusto e haroldo de campos, imprensa oficial, 1965

ulisses,
antônio houaiss, civilização brasileira, 1966

o gato e o diabo,
antônio houaiss, record, c. 1984

giacomo joyce,
paulo leminski, brasiliense, 1985

"po'mas, pechincha",
marcelo tápia, expressão: timbre, 1986

"compensações",
aurélio b. de hollanda e paulo rónai, nova fronteira, 1988*


cartas a nora barnacle,
mary pedrosa, massao ohno, 1988

dublinenses
josé roberto o'shea, siciliano, 1992

retrato do artista quando jovem,
bernardina da silveira pinheiro, siciliano, 1992

poemas (penyeach e chamber music),
marcelo tápia e luís dolhnikoff, olavobrás, 1992 

música de câmara,
alípio correia de franca neto, iluminuras, 1998

giacomo joyce,
josé antônio arantes, iluminuras, 1999

finnicius revém,
donald schüler, ateliê editorial, 1999-2004 (5 vols.)

música de câmara,
eric ponty, virtualbooks, 2000

"prefácio" a aforismos de oscar wilde,
duda machado e renata cordeiro, landy, 2000

pomas, um tostão cada,
alípio correia de franca neto, iluminuras, 2001

"contrapartes", in a selva do dinheiro,
roberto muggiati, record, 2002

"cartas a nora", celina portocarrero; "molly bloom censurado",
ivan neisz kuck e elis abreu, ediouro, 2003

exilados,
alípio correia de franca neto, iluminuras, 2003

ulisses,
bernardina da silveira pinheiro, objetiva, 2005

"arábia", roberto schmitt-prym,
bestiário, ano 2, n. 18, 2005


"as irmãs", in a new ireland in brazil,
josé roberto o'shea, humanitas, 2008

TRADUÇAO, VANGUARDA E MODERNISMOS
há aqui um texto de joyce, que não sei qual é,
paz e terra, 2009

"anna livia plurabelle", in para ler finnegans wake,
dirce waltrick do amarante, iluminuras, 2009

"contrapartidas",
celina portocarrero, agir, 2010**

finnegans wake (excertos), adriano scandolara,
concurso bloomsday, ateliê editorial, 2011

.De santos e sábios
de santos e sábios (ensaios)
dirce waltrick, sergio medeiros, caetano galindo e andré cechinel
iluminuras, 2012

há alguns anos anuncia-se o lançamento de stephen hero em tradução de alípio correia da franca neto, pela iluminuras, mas ainda não saiu; para o ano que vem (2012), deve sair ulisses em tradução de caetano galindo, pela companhia das letras.

atualização em 21/2/2012: também para este ano está prevista a publicação de o gato e o diabo, em retradução de dirce waltrick do amarante, pela iluminuras.

* a exceção é mar de histórias, cuja edição inicial em dois alentados volumes é de 1945. em 1958, sai uma edição bastante ampliada, com um terceiro volume, mas não sei se joyce estava presente.
** agradeço a vítor alevato do amaral pela retificação.

fontes e imagens: peter o'neill; fbn; estante virtual;  google images


10 comentários:

  1. grande denise.
    belo trabalho esse seu.
    abraços.
    aguinaldo
    eu tenho um arsenal "james joyce" em casa. vou conferir e te passo as capas que estão faltando.

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  2. que legal, aguinaldo, agradeço.
    se tiver notícia de mais coisas, pls me avise :-)

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  3. Olá, Denise.

    Mais uma grande postagem aqui! Sei que existem mais algumas traduções de trechos de Joyce que foram publicadas em folhetos distribuídos pela Editora Olavobrás (de Marcelo Tápia, diretor da Casa Guilherme de Almeida) durante as comemorações do Bloomsday aqui no Brasil.

    Caso eu não esteja enganado, no próximo ano Joyce cairá em domínio público e aí creio que teremos muitas novidades!

    Abraços.

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  4. oi, marcos, bom toque, vou escrever para o marcelo, obg!

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  5. Denise, o seu trabalho sempre me comove. Você, a essa altura, é a referência máxima da tradução no Brasil. E, para nós, de toda tradição da tradução na literatura moderna. Inclusive porque cuida de tudo: denuncia as mazelas da tradução desonesta, das edições criminosas, e sai ao encontro das obras-primas da tradução, sabe reuni-las na ordem e no relevo certo, fazer-nos recordá-las - e relê-las - com você e, por isso tudo, consagrá-las ainda mais, consolidar o trabalho do verdadeiro talento e da dedicação desinteressada. Viva você!

    Mauro Gama

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  6. caro mauro, imagine, quanta generosidade! mas sério, acho que muita gente não faz muito bem ideia do que significa a atividade de tradução para a cultura e a história universal - fico ainda mais feliz com sua generosa apreciação, pois bem sei que você é um dos últimos humanistas da nossa melhor tradição intelectual do século XX.

    abraço
    denise

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  7. Denise, ótima iniciativa. Eu estou fazendo doutorado sobre Joyce e pretendo em breve publicar algo sobre as traduções dele no Brasil. Sua lista me mostrou coisas que eu não conhecia, mas encontrei também pelo menos uma imprecisão: a tradução de "Contrapartes" (2010) não é de leo schlafman, mas de Celina Portocarrero.

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  8. prezado vitor, que ótimo reparo, agradeço! o crédito vem especificado no próprio conto? encontrei a referência a leo schlafman aqui: http://www.jamesjoyce.ie/docs/IrishLiteratureinBrazil%20(1).pdf

    se localizar mais imprecisões, agradeceria muito se puder me avisar.
    denise

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  9. Sim, Denise.

    Vem no próprio conto! Acabei de conferir.
    Abraços
    Vitor

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  10. agradeço, vítor, farei nota especificando a correção.

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