6 de ago de 2011

joyce traduzido no brasil

aqui o levantamento de james joyce em traduções brasileiras, em suas primeiras edições.* imagino que devem existir mais materiais avulsos, publicados em revistas e jornais (como, por exemplo, na revista curitibana joaquim, n. 4, em 1946, onde saíram excertos de ulisses em sua primeira tradução no brasil, feita por dalton trevisan).

"arábia", in os ingleses: antigos e modernos,
alfredo mesquita, leitura, 1944
Devo a imagem de capa à enorme gentileza de Saulo von Randow Jr.

"contrapartes", in obras-primas do conto moderno,
[almiro r. barbosa e edgard cavalheiro], martins, 1944 
(aqui capa  de 1962)

retrato do artista quando jovem,
josé geraldo vieira, globo, 1945

"o bazar", in maravilhas do conto inglês,
sem créditos de tradução, cultrix, 1957 (1)


"casa de hóspedes", in maravilhas do conto amoroso,
sem créditos de tradução, cultrix, 1959

"arábia", in contos ingleses,
sem créditos de tradução, edigraf, 1962

dublinenses,
hamilton trevisan, civilização brasileira, 1964

panaroma do finnegans wake (excertos),
augusto e haroldo de campos, imprensa oficial, 1965

ulisses,
antônio houaiss, civilização brasileira, 1966

cartas a nora barnacle,
mary pedrosa, massao ohno, 1982

o gato e o diabo,
antônio houaiss, record, c. 1984

giacomo joyce,
paulo leminski, brasiliense, 1985

po'mas, pechincha, 
marcelo tápia, expressão: timbre, 1986

"compensações", in mar de histórias,
aurélio b. de hollanda e paulo rónai, nova fronteira, 1988 (2)

retrato do artista quando jovem,
bernardina da silveira pinheiro, siciliano, 1992

poemas (penyeach e chamber music),
marcelo tápia e luís dolhnikoff, olavobrás, 1992


dublinenses
josé roberto o'shea, siciliano, 1993

"barro", in guirlanda de histórias,
onédia célia pereira de queiroz, olavobrás, 1996

música de câmara,
alípio correia de franca neto, iluminuras, 1998

giacomo joyce,
josé antônio arantes, iluminuras, 1999

finnegans wake/ finnicius revém,
donald schüler, ateliê editorial, 1999-2003 (5 vols.)

música de câmara,
eric ponty, virtualbooks, 2000

"prefácio" a aforismos de oscar wilde,
duda machado e renata cordeiro, landy, 2000

pomas, um tostão cada,
alípio correia de franca neto, iluminuras, 2001

"contrapartes", in a selva do dinheiro,
roberto muggiati, record, 2002

"cartas a nora", celina portocarrero; "molly bloom censurado",
ivan neisz kuck e elis abreu, ediouro, 2003

exilados,
alípio correia de franca neto, iluminuras, 2003

ulisses,
bernardina da silveira pinheiro, objetiva, 2005

"arábia", roberto schmitt-prym,
bestiário, ano 2, n. 18, 2005

"a pensão", in contos irlandeses do início do século XX,
luci collin, travessa dos editores, 2007


"as irmãs", in a new ireland in brazil,
josé roberto o'shea, humanitas, 2008

"anna livia plurabelle", in para ler finnegans wake,
dirce waltrick do amarante, iluminuras, 2009

"contrapartidas", in contos de amor e desamor,
celina portocarrero, agir, 2010 (3)

finnegans wake (excertos), adriano scandolara,
concurso bloomsday, ateliê editorial, 2011

.De santos e sábios
de santos e sábios (ensaios)
org. dirce waltrick do amarante e sérgio medeiros, iluminuras, 2012

ULYSSES
ulysses,
caetano galindo, penguin/ companhia, 2012

DUBLINENSES
dublinenses,
guilherme braga, l&pm, 2012

dublinenses,
josé roberto o'shea (refundida), hedra, 2012

stephen herói
josé roberto o'shea, hedra, 2012

cartas a nora
dirce waltrick do amarante e sérgio medeiros, 2012

o gato e o diabo
lygia bojunga, cosac naify, 2012

os mortos ("os mortos", "arábias" e o monólogo de molly bloom)
caetano galindo, penguin/companhia, 2013

um retrato do artista quando jovem,
elton mesquita, hedra, 2013

epifanias
piero eyben, iluminuras, 2013

o gato e o diabo
dirce waltrick do amarante, iluminuras, 2013

os gatos de copenhague
dirce waltrick do amarante, iluminuras, 2013


há alguns anos anuncia-se o lançamento de stephen hero em tradução de alípio correia da franca neto, pela iluminuras, mas ainda não saiu.


notas:
(1) durante uns bons anos, a cultrix foi muito useira e vezeira de utilizar traduções publicadas por outras editoras sem dar as referências nem os créditos de tradução. não duvido que esta fosse a tradução portuguesa de santino siragusa que saiu na mercurio, antologia viva do conto mundial:*



(2) a exceção é mar de histórias, cuja edição inicial em dois alentados volumes é de 1945. em 1958, sai uma edição bastante ampliada, com um terceiro volume, mas não sei se joyce estava presente. atualização: ver comentário abaixo de vítor alevato do amaral, indicando que provavelmente saiu apenas na edição ampliada de 1988.

(3) agradeço a vítor alevato do amaral pelos créditos de tradução.

* atualização em 8/11/2012: agradeço a vitor alevato do amaral pela confirmação. de fato, a tradução publicada pela cultrix é a de santino siracusa, que saiu pela mercúrio portuguesa. eliminei a data estimada de edição (c. 1942); ver justificativa nos comentários. [23/9/15: hoje em dia calculo anos 50.]

atualização em 8/12/2012: agradeço a aguinaldo severino pela preciosa imagem de capa de po'mas pechincha; a daniel dago pela notícia d'o gato e o diabo, de lygia bojunga

fontes e imagens: peter o'neill; fbn; estante virtual;  google images





atualização em 17/2/2013: cabe acrescentar giacomo joyce, pela bestiário, em tradução de roberto schmitt-prym:







atualização em 13/6/2015


retrato do artista quando jovem
guilherme da silva braga, l&pm, 2014


finn's hotel
caetano galindo, companhia das letras, 2014




descubro que é de joyce a introdução a aforismos ou mensagens eternas, de oscar wilde, pela landy, em tradução de duda machado (2006)








no dia 16 de junho, o chamado bloom's day, faz-se em são paulo uma comemoração que, entre outras coisas, inclui a apresentação de vários trechos em traduções inéditas. temos as seguintes publicações do bloom's day paulistano: 

Munira Mutran e Marcelo Tápia (org.).  Joyce no Brasil, antologia Bloomsday 1988-1997. SP: Olavobrás/ABEI, 1997



Marcelo Tápia (org.).  MultiJoyce.  SP: Olavobrás/ABEI, 1998



Marcelo Tápia (org.).  Joyce Revém.  SP: Olavobrás/ABEI, 1999

Devo a imagem de capa à enorme gentileza de Saulo von Randow Jr.


Haroldo de Campos, Munira Mutran and Marcelo Tápia (org.). Irish Dreams. SP: Olavobrás/ABEI, 2000 [livreto de acompanhamento ao CD]

Haroldo de Campos (org.).  Ulysses: a travessia textual.  SP: Olavobrás/ABEI, 2001

Devo a imagem de capa à enorme gentileza de Saulo von Randow Jr.


Marcelo Tápia and Munira Mutran (org.).  Junijornadas do Senhor Dom Flor. SP: Olavobrás/ABEI, 2002



Antonio Carlos de Araújo Cintra.  O lusobrasileirês no finneganês: um vocabulário da língua portuguesa no Finnegans wake - A Vocabulary of the Portuguese in Finnegans wake.  SP: Olavobrás/ABEI, 2003

Devo a imagem de capa à enorme gentileza de Saulo von Randow Jr.


Marcelo Tápia and Munira Mutran (org.).  Bloomsday Centenary. SP: Olavobrás/ABEI, 2004

Marcelo Tápia (org.).  Assassinos do sol.  SP: Olavobrás, 2005

[os dados referentes às comemorações do bloom's day foram extraídos do levantamento de Peter O'Neill, aqui]

em 2008, ventos e ecos, volume correspondente ao vigésimo-primeiro bloomsday local:




atualização em 23/9/2015: procedi à retificação e ao acréscimo de alguns dados, com base na tese de vitor alevato do amaral, disponível aqui.

34 comentários:

  1. grande denise.
    belo trabalho esse seu.
    abraços.
    aguinaldo
    eu tenho um arsenal "james joyce" em casa. vou conferir e te passo as capas que estão faltando.

    ResponderExcluir
  2. que legal, aguinaldo, agradeço.
    se tiver notícia de mais coisas, pls me avise :-)

    ResponderExcluir
  3. Olá, Denise.

    Mais uma grande postagem aqui! Sei que existem mais algumas traduções de trechos de Joyce que foram publicadas em folhetos distribuídos pela Editora Olavobrás (de Marcelo Tápia, diretor da Casa Guilherme de Almeida) durante as comemorações do Bloomsday aqui no Brasil.

    Caso eu não esteja enganado, no próximo ano Joyce cairá em domínio público e aí creio que teremos muitas novidades!

    Abraços.

    ResponderExcluir
  4. oi, marcos, bom toque, vou escrever para o marcelo, obg!

    ResponderExcluir
  5. Anônimo7.8.11

    Denise, o seu trabalho sempre me comove. Você, a essa altura, é a referência máxima da tradução no Brasil. E, para nós, de toda tradição da tradução na literatura moderna. Inclusive porque cuida de tudo: denuncia as mazelas da tradução desonesta, das edições criminosas, e sai ao encontro das obras-primas da tradução, sabe reuni-las na ordem e no relevo certo, fazer-nos recordá-las - e relê-las - com você e, por isso tudo, consagrá-las ainda mais, consolidar o trabalho do verdadeiro talento e da dedicação desinteressada. Viva você!

    Mauro Gama

    ResponderExcluir
  6. caro mauro, imagine, quanta generosidade! mas sério, acho que muita gente não faz muito bem ideia do que significa a atividade de tradução para a cultura e a história universal - fico ainda mais feliz com sua generosa apreciação, pois bem sei que você é um dos últimos humanistas da nossa melhor tradição intelectual do século XX.

    abraço
    denise

    ResponderExcluir
  7. Denise, ótima iniciativa. Eu estou fazendo doutorado sobre Joyce e pretendo em breve publicar algo sobre as traduções dele no Brasil. Sua lista me mostrou coisas que eu não conhecia, mas encontrei também pelo menos uma imprecisão: a tradução de "Contrapartes" (2010) não é de leo schlafman, mas de Celina Portocarrero.

    ResponderExcluir
  8. prezado vitor, que ótimo reparo, agradeço! o crédito vem especificado no próprio conto? encontrei a referência a leo schlafman aqui: http://www.jamesjoyce.ie/docs/IrishLiteratureinBrazil%20(1).pdf

    se localizar mais imprecisões, agradeceria muito se puder me avisar.
    denise

    ResponderExcluir
  9. Sim, Denise.

    Vem no próprio conto! Acabei de conferir.
    Abraços
    Vitor

    ResponderExcluir
  10. agradeço, vítor, farei nota especificando a correção.

    ResponderExcluir
  11. Cara Denise, faço mestrado na Unicamp estudando as traduções do 'Dubliners' e adoraria entabular alguma conversa a respeito contigo. Como parte do mestrado eu acabo de completar uma retradução integral da obra, dessa vez com uma proposta mais ousada de atentar com a recriação de giros sintáticos e lexicais capazes de minimamente responder ao desafio do texto joyceano... Em duas semanas será minha qualificação, com presença do sr Galindo, e até o final do mês creio que já terei encaminhado pra editora uma versão mais definitva da obra... Gostaria de conversar a respeito das traduções do 'Dubliners'? Algum dos tradutores te agrada mais? Eu tenho um respeito imenso pela versão cubana de Cabrera Infante e minha tradução deve mto à proposta (pioneira em se tratando de prosa) desenvolvida pelo sr Houaiss ao traduzir o 'Ulysses', mas seria um grande prazer conhecer um outro ponto de vista a respeito e, quem sabe, conhecer suas críticas a respeito de algum dos contos que traduzi... Agradeço a atenção e fico no aguardo de seu contato! omar_rodovalho@yahoo.com.br

    ResponderExcluir
  12. luciano25.5.12

    Cara Denise, parabéns pelo teu blog... Vi acima que há um Bloomsday no Brasil. Quando e onde? (quem dera um machado´sdaynobrasil)

    ResponderExcluir
  13. olá, luciano, obrigada. ah, sempre tem, e as programações são variadas. p.ex., peguei na internet o exemplo de 2010 http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/750731-confira-programacao-do-bloomsday-no-brasil.shtml

    ResponderExcluir
  14. Olá, Denise.
    A revista Mercurio a que você se refere na nota (1) é a brasileira ou havia uma Mercurio portuguesa também?
    Vitor

    ResponderExcluir
  15. portuguesa, vítor, de lisboa.

    ResponderExcluir
  16. Cara Denise,
    pode ignorar a mensagem anterior. Já confirmei que se trata da Mercurio portuguesa. Vitor

    ResponderExcluir
  17. Cara Denise, uma nova tradução de "Dubliners", feita pelo José Roberto O'Shea, já está em pré-venda no site da editora Hedra (http://www.hedra.com.br/home/?PHPSESSION_HEDRA=sess&id=2&livro_id=424&area[]=catalogo&area[]=detalhes). Vale conferir!
    Vitor

    ResponderExcluir
  18. acrescentei a informação à edição original de 1992, obrigada!

    ResponderExcluir
  19. Denise,

    o texto em "Tradução, vanguarda e modernismos" não é de Joyce, mas sobre Joyce. Trata-se de texto escrito por Maria Teresa Quirino -- aliás, texto excelente.
    Vitor

    ResponderExcluir
  20. Cara Denise,
    Rónai e Ferreira, no prefácio ao nono volume (1988), datado de 1987, agradecem aos leitores pela paciência de terem esperado tanto. Isso, para mim, significa que era a primeira vez que eles publicavam os contos daquele volume. Consequentemente, 1988 é a primeira vez de Joyce no "Mar de Histórias". Faz sentido?
    Abraços
    Vitor

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. vitor, faz todo o sentido do mundo! obrigada.

      Excluir
  21. Olá, Denise.
    Tive acesso à Mercúrio em que aparece o texto de Joyce ("O bazar"). É verdade: a tradução da Mercúrio portuguesa e da edição da Cultrix (1957) são idênticas. Só uma coisa não consegui esclarecer, como você chegou à data de 1942 para a tradução portuguesa?
    Abraços
    Vitor

    ResponderExcluir
  22. olá, vitor, obrigadíssima pela confirmação. aventei "c. 1942" (c., circa) a partir da indicação do cadastro na biblioteca nacional de portugal (que dá 1940 como ano de publicação do primeiro volume da antologia viva). mas, revendo, acho que a hipótese é um tanto frágil, e por isso achei melhor remover a indicação. aqui o registro na bnp: http://catalogo.bnportugal.pt/ipac20/ipac.jsp?session=1H5240E847C78.702812&profile=bn&uri=link=3100027~!8236713~!3100024~!3100022&aspect=basic_search&menu=search&ri=1&source=~!bnp&term=Antologia+viva+do+conto+mundial&index=ALTITLE

    obrigada de novo!
    abraço
    d.

    ResponderExcluir
  23. Interessante, Denise. O site da Biblioteca portuguesa aponta como autores da antologia
    Esperança, Assis e Coelho, Trindade, mas com o livo nas mãos, percebo que os nomes deles não parecem em nenhuma página. No entanto, você tem razão, se a antologia começou em 1940, 1942 é uma data possível.


    ResponderExcluir
  24. vítor, mas agora acho tudo um pouco confuso. ontem, procurando o link para lhe passar a referência, topei com um blog estranhíssimo, com memórias de época, mas muito mal escritas, mal datadas e mal situadas - em todo caso, porém, se forem minimamente fidedignas, situariam a própria criação da mercúrio nos anos 50, pois o autor das memórias se apresenta como nascido em 1930 e aparece como fundador da mercúrio e da antologia viva do conto mundial! http://jvacondeus.blogspot.com.br/search?q=antologia
    vai saber...

    ResponderExcluir
  25. agradeço a aguinaldo severino a imagem de capa de po'mas pechincha, tradução de marcelo tápia, edição bilingue, 1986, hors commerce, editores expressão / timbre.

    ResponderExcluir
  26. Daniel Dago8.12.12

    Denise, ficou faltando "O gato e o Diabo", tradução de Lygia Bojunga, pela Cosac Naify.
    http://editora.cosacnaify.com.br/ObraSinopse/11894/O-gato-e-o-diabo-.aspx

    ResponderExcluir
  27. Denise, vou tentar averiguar essa história da MERCÚRIO.

    ResponderExcluir
  28. Anônimo20.7.15

    Olá Denise,

    este blog ainda está ativo?

    Vou ler pela primeira vez na vida o Joyce, quero começar pelo "Retrato do artista quando jovem", pois acho que tem tudo a ver com meu atual momento de vida. Dentre as traduções que você indicou dessa obra há alguma que você ache mais bem feita?

    Gostaria muito que você respondesse minha questão pois estou para comprar o livro e seria de muita ajuda.

    Obrigado desde já.

    Gustavo Ramos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. olá, gustavo: li o retrato muitos anos atrás, nos anos 70-80, na tradução do josé geraldo vieira, a única então disponível. não li as outras, mas naturalmente devem ser muito boas também.

      Excluir
  29. Olá, Denise e todos os que lerem isto: estou buscando informações sobre a ilustração da capa da tradução de José Geraldo Vieira do "Retrato", de 1945. O livro não traz qualquer crédito ao responsável pelo trabalho gráfico. Se alguém puder ajudar, agradecerei.

    ResponderExcluir

comentários anônimos, apócrifos e ofensivos não serão liberados.