5 de ago de 2011

história da tradução na globo, 1930-1950

considero em busca de um tempo perdido - edição de literatura traduzida pela editora globo (1930-1950), estudo de sônia maria de amorim publicado em 1999 pela edusp e pela editora da universidade (ufrgs), uma obra historiográfica exemplar. meticulosa, minuciosa, alicerçada em fontes primárias, com trabalho exaustivo de pesquisa. já indiquei anteriormente e volto a indicá-la.

há uma fabulosa "listagem dos títulos de literatura traduzida pela livraria do globo(1930-1950)" às pp. 161-176 da obra. gostaria muito de poder contribuir com essa recuperação da memória tradutória brasileira, sugerindo mais alguns títulos para verificação e pesquisa.


erich maria remarque, nada de novo na frente ocidental, 1931
lendas do oriente, 1931
erich maria remarque, regressando da guerra, 1931
giovanni papini, gog, 1932
françois mauriac, o mistério de frontenac, 1933
lewis carroll, alice na casa do espelho, 1934
johanna spyri, heidi, 1934
g. k. chesterton, o homem eterno, 1934
g. k. chesterton, a volta de dom quixote, 1934
mary rinehart, o caso de jemie brice, 1936
johanna spyri, heidi nos alpes, 1936
c. manclair, adeus noturno, 1937
vicki baum, a aventura de doris hart, 1937
vicki baum, bom secretário, 1937
paul hain, canta uma canção de amor, 1937
alexandre dumas, o filho do forçado, 1937
varaldo, sapatinhos vermelhos, 1937
john russell (e outros), os evadidos (e outros contos), 1937
kingsley, os heróis, 1937
collins, o hotel assombrado, 1937
ch. de coster, três donzelas, 1938
h. c. mac neile, a melodia da morte, 1938
kruif, a luta contra a morte, 1938
s. normand, mariposas de papel, 1938
margaret atwood, o lago sagrado, 1939
otto w. gail, uma viagem à lua, 1940
loomis, confissões de um médico de mulheres, 1941
ian fleming, morte no japão, 1941
lin yutang, a importância de viver, 1941
philip carr, os ingleses são assim, 1941
johanna spyri, a fada de intra, 1942
margaret kennedy, a ninfa constante, 1942
shakespeare, adapt. charles e mary lamb, contos de shakespeare, 1943
johanna spyri, dora, 1943
alain gerber, rumor de elefante, 1943
contos do rei arthur, 1943
quentin, um enigma para doidos, 1943
loomis, novas confissões de um médico de mulheres, 1944
gamow, nascimento e morte do sol (?), 1944
henrik ibsen, seis dramas, 1944
graubard, o homem..., 1944
pasqualini, os sobrinhos de tio Sam, 1944
de kruif, os vencedores da fome, 1944
romain rolland, o adolescente, 1947
san martin, tabaré, 1947
millar, cherchez la femme, 1949
palmer, o enigma do museu negro, 1949
van druten, o olho de gato, 1949
craig rice, os assassinos sem sorte, 1949
blochman, mrs. macbeth, 1949
manning coles, com algemas não se prendem fantasmas, 1949
wren, não havia cadáver, 1950
vickers, a dama que ria, 1950
wren, o clube dos cachorros sujos, 1950
palmer, o enigma da bala cansada, 1950
gilbert, a história do ladrão, 1950
morley, a viúva consolável, 1950
crispin, ponto morto, 1950
household, tabu, 1950
ambler, um pássaro na árvore, 1950
quentin, um enigma para poppy, 1950
manners, o segundo caso de squeakie, 1950
kantor, um nome parecido com salmon, 1950
palmer, os vermes se contorcem, 1950

são volumes que se encontram na estante virtual - em minha opinião, um dos principais centros para localização de fontes primárias e materiais documentais para a história do livro no país.

imagem: old bookstore
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5 comentários:

  1. Denise, outro dia estava pensando no trabalho que você faz e fiquei com esta dúvida: onde você consegue tantas informações que não são tão simples de serem encontradas?

    Não sabia que a Estante Virtual era uma fonte tão boa.

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  2. olá, grandes filmes:

    é tudo basicamente via internet. aí uma coisa leva a outra, e vou atrás de todas. é um trabalho de paciência e pertinácia.

    para fontes primárias uso basicamente: FBN (tanto a BN quanto o ISBN), sisbibli e correlatos (sistema nacional de bibliotecas universitárias), estante virtual. eventualmente o sebo do messias tem algumas preciosidades (como ele não faz parte da EV e é bem grandinho, vale visita individual ao site dele).
    Os catálogos da BNP (biblioteca nacional de portugal) às vezes têm coisas que não temos em nossa FBN, e são razoáveis.

    para fontes secundárias, há infinitos artigos e estudos espalhados, que dá para localizar online. muitos deles têm boas bibliografias que citam novos dados para consultar.

    a estante é absolutamente ótima pela quantidade, mas não dá para confiar nos cadastros e as informações são incompletas. mas de modo geral os livreiros que integram a EV são extremamente solícitos e passam as informações e os scans que a gente pede por email ou por telefone. quando peço informação a eles, sempre peço a mesma pelo menos a três livreiros (princípio ciceroniano: nunca se baseie numa fonte só - duas ainda podem ser coincidência e não bastam, quem dá a confirmação é a terceira).

    o que tem é que gosto desse levantamento, acho o tema relevante e dedico um tempo razoável à coleta de dados (sou historiadora de formação :-) ) - mas com paciência encontra-se muitíssima coisa.

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  3. esse aí de cima foi fácil: como é só indicação para pesquisa, não conferi nem nada. entrei na EV, pedi editora globo, filtro por literatura estrangeira, em ordem crescente de data. aí peguei entre 1930 e 1950, vi o que não constava no maravilhoso levantamento de sônia amorim, e anotei. não levou nem meia hora :-)

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  4. Cara Denise,

    eu também uso o site da EV para buscas sobre edições de livros. Como me interesso não somente por uma edição, mas também pelas suar reedições e mudanças graficas (na capa, numero de paginas) verifico que muitas vezes a editora não atualiza a ficha cadastral e o livreiro muitas vezes pega os dados errados. Mas certamente é uma otima fonte, assim como a FBN, pena que como você ja mencionou a guardiã da nossa memoria bibliografica tenha uma bse de dados com tantos erros e redundâncias. Os sites dos grandes sebos são também otimas fontes, além do mercado livre.

    Sds literairas

    Stanislaws Booker

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  5. olá, stanislaws: sim, de fato, há esse duplo problema - a maioria das editoras que não atualiza a ficha em suas reimpressões e novas edições; muitos sebos na estante virtual que fazem uns registros ridículos, extremamente precários. gosto muito dos cadastros do sebo do messias e da traça (embora esta ultimamente pareça não estar se esmerando tanto...).
    verdade, tem também o mercado livre: já encontrei algumas preciosidades lá!

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