5 de ago de 2011

o quê, quem, como, onde, quando, por quê e para quê

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john milton, da usp, tem um ótimo texto respondendo às grandes perguntas norteadoras para uma historiografia da tradução no brasil. o artigo vem como apresentação do número 2010/1 da tradução em revista, da puc-rj; chama-se "contribuições para uma historiografia da tradução", e está disponível aqui.

apenas para registro:
O sétimo ponto apresentado por D’hulst é Quando? Em quais épocas são feitas as traduções? Por exemplo, o número de traduções publicadas aumentou muito nas décadas de 1930 e 1940... Nessa época, muitos autores clássicos foram traduzidos pela primeira vez no Brasil. Podemos mencionar as primeiras traduções brasileiras de obras de Thomas Mann, James Joyce, André Gide, Virginia Woolf, Franz Kafka, Aldous Huxley, John Steinbeck, Luigi Pirandello e William Faulkner, lançadas pela Coleção Nobel da Editora Globo de Porto Alegre; e Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust, e Guerra e paz, de Leon Tolstoi, publicados pela Biblioteca dos Séculos, também da Editora Globo... E a Editora José Olympio, do Rio de Janeiro, lançou traduções brasileiras de Jane Austen, Mrs. Gaskell, John Galsworthy, Emily Brontë, Honoré Balzac e Leon Tolstoi...
não nego que os anos 1930 e 1940 foram fertilíssimos, mas periodização é uma coisa complicada. numa pesquisa rápida a gente tem: huxley, com contraponto, em 1928; andré gide em 1897, depois em 1927; pirandello, 1925; galsworthy, 1921; balzac sai no começo do século; kafka, em compensação, só vai sair em 1956.

imagem: found in translation
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