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19 de ago. de 2015

belas infiéis

saiu mais um número da revista belas infiéis, do programa de pós-graduação em estudos de tradução da unb: encontra-se disponível aqui.



minha contribuição é o artigo "henry james no brasil (1945-2014)", aqui.
outro artigo de história da tradução é "george sand no brasil", de patrícia rodrigues costa, aqui.

16 de abr. de 2012

o parafuso jamesiano



Expressão idiomática é uma das ciladas constantes à espreita do tradutor. Quem brincava muito bem com isso era Millôr Fernandes, no viceversa, em The Cow Went to the Swamp.

A volta do parafuso para the turn of the screw não é tão radical quanto a vaca milloriana que foi para o brejo, mas é um pouco mais abstruso do que o "frio como um pepino" de Péricles Eugênio da Silva Ramos em Moby Dick.

Mas afinal o que está dizendo Henry James, que é o que importa? Além do título, ele usa a expressão apenas duas vezes ao longo da novela: logo no começo, e depois quase ao final.

No começo, alguém comenta que histórias de terror sempre têm um efeito mais intenso, geram maior tensão, quando envolvem alguma criança. E pergunta: e se fossem duas crianças?
"I quite agree—in regard to Griffin's ghost, or whatever it was—that its appearing first to the little boy, at so tender an age, adds a particular touch. But it's not the first occurrence of its charming kind that I know to have involved a child. If the child gives the effect another turn of the screw, what do you say to TWO children—?"
Brenno sabe o que é to turn the screw, claro - tanto é que desdobra a expressão para que se torne inteligível ao leitor: "... Se uma única criança aumenta a emoção da história e dá outra volta ao parafuso, que diriam os senhores de duas crianças?" Olívia Krähenbühl também sabe, claro, e tenta uma alternativa que lembra nosso "arrochar": "... Se uma única criança imprime à vossa emoção mais um passe de tarraxa... - que direis de duas?"

Na segunda ocorrência, no capítulo 22, o sentido da expressão é um pouco diferente:
I could only get on at all by taking "nature" into my confidence and my account, by treating my monstrous ordeal as a push in a direction unusual, of course, and unpleasant, but demanding, after all, for a fair front, only another turn of the screw of ordinary human virtue. 
Brenno dá: "mas que exigia apenas ... uma outra volta do parafuso da virtude humana comum". Olívia se sai com brio na literalidade que escolheu: "e que exigia ... apenas um passe de tarraxa suplementar à humana virtude de todos os dias". Ao fim e ao cabo, o parafuso de Olívia ficou restrito apenas ao título - a essas alturas, mais coerente seria O passe da tarraxa.

Só tenho essas duas traduções em casa, e não sei como os demais tradutores trataram esses dois trechos.* Teria curiosidade especial pelas possíveis sugestões de Marcelo Pen, tão atento ao equívoco foot of the letter da coisa.

*Na adaptação de Ana Carolina Rodriguez para a Rideel, disponível online, temos "seus corações se sentirão apertados como se recebessem não apenas uma, mas duas voltas de parafuso" (a segunda menção à "volta do parafuso", no final da novela, foi omitida).

imagem: turning a screw


atualização - gentilíssimo, fred spada fornece em comentário as soluções e esclarecimentos de marcelo pen:
Seguem as traduções do Marcelo Pen (em "Contos de Horror do século XIX", Cia das Letras, 2005) e seu comentário na apresentação do conto:
"Se uma criança concorre ao efeito com outro aperto do torniquete, o que diriam de duas...?" (p. 133)
"(...) mas que apenas exigia enfim, sejamos francos, que se apertasse o torniquete da virtude humana usual." (p 227)
E a apresentação:
"Observação: o título 'A volta do parafuso' é um caso clássico, talvez mundial, de tradução equivocada. A rigor, não diz nada em português. Tighten the screw, give the screw another turn e expressões correlatas significam, em geral, aumentar a pressão sobre alguém que já se encontra em posição aflitiva. A expressão lembra o thumbscrew, os 'anjinhos' - antigos anéis de tortura com que se apertavam os dedos das vítimas. Curiosamente, existe em português uma expressão equivalente (inclusive com a reminiscência à tortura) - apertar o torniquete -, que, conforme atesta Antenor Nascentes [Tesouro da fraseologia brasileira], quer dizer 'pôr em situação difícil quem já não está em boa situação'. Não propomos mudar o título do clássico de James, hoje consagrado, mas ajustamos a expressão vernácula nas ocorrências em que o autor usou, posto que com ênfases diversas, a angustiante locução inglesa." (p. 132)

mais uma gentilíssima contribuição na caixa de comentários, agora de elaphar, transcrevendo as soluções de marcos maffei em sua tradução que saiu pela hedra:
"Se uma criança dá ao efeito uma outra volta do parafuso, o que me diriam de duas crianças?" (p.33)
"mas exigindo, afinal, para um confronto justo, apenas uma outra volta do parafuso da virtude humana comum" (p.155)

outra gentilíssima contribuição na caixa de comentários, esta de ricardo duarte, com as soluções de paulo henriques britto e com link para um post do blog da companhia das letras, comentando tangencialmente o título:
Mais uma tradução - a do Paulo Henriques Britto pela Penguin Companhia:
"Se uma criança dá ao fenômeno outra volta do parafuso, o que me diriam de duas crianças...?" (p. 8)
"mas algo que exigia, afinal, para manter uma fachada serena, apenas outra volta do parafuso da virtude humana comum." (p. 145). 

aqui tem uma linha do tempo com as traduções de james no brasil.

12 de fev. de 2012

henry james traduzido no brasil

Em Henry James, o peso da tarraxaaqui, apresentei uma rápida listagem das obras de James traduzidas entre nós. Passo agora às traduções individuais e suas primeiras edições.

I. O primeiro James
Até onde sei, o primeiro escrito de James a sair no Brasil foi o conto "Four Meetings", "Quatro encontros", em tradução de Vinícius de Moraes. Saiu na coleção "Contos do Mundo", volume 3, Os norte-americanos: antigos e modernos, com organização do próprio Vinícius, pela editora Leitura, em 1945. Foi incluído em Contos norte-americanos pela BUP, em 1963; a Ediouro tem reeditado o volume completo da Leitura, com o título de Contos norte-americanos: os clássicos:



imagem: aqui

II. O primeiro romance
Em 1955, sai o primeiro romance de Henry James entre nós, Washington Square, com o título de A Herdeira, em tradução de Ondina Ferreira, na Coleção Saraiva, vol. 82:*


III. A amusette, como dizia H. James
A seguir vem a menina dos olhos das editoras, The Turn of the Screw, título este que costuma ser vertido ao pé da letra, resultando num abstruso A volta do parafuso ou Outra volta do parafuso ou ainda A outra volta do parafuso. Há editoras que usam o título Os inocentes, na esteira do filme The innocents, com roteiro de Truman Capote. O aparecimento dessa novela entre nós foi tardio: lançada em 1898, só chegou aqui em 1961. Talvez para compensar o atraso, em menos de cinquenta anos sucederam-se nada menos de dez traduções e três adaptações. A primeira delas, e de longe a mais conhecida e reeditada até hoje, é a de Brenno Silveira. Apresento abaixo suas várias edições em várias editoras.

Brenno Silveira, Civilização Brasileira, 1961:


Em 1969, a capa muda para:


Na 3a. edição, em 1972, passa para:

Fotos de  Livro - Outra Volta do Parafuso - Henry James

Em 1970, a Abril Cultural licencia a tradução de Brenno
e acrescenta o conto Lady Barberina, em tradução de Leônidas Gontijo de Carvalho,
em sua coleção "Imortais da Literatura Universal" (reed. em 71, 72, 74, 76):

Fotos de  Livro - Lady Barberina / Outra Volta do Parafuso - Henry James

Em 1980, a Abril muda a cor da capa e acrescenta um "A" ao título
(reed. em 81, 82, 83):


Em 1985, sai pelo Círculo do Livro, com o título inicial
(reed. em 90):


Em 2002, sai pela Nova Cultural, novamente com Lady Barberina
e o "A" no título (reed. em 2003):


Em 2010, a Clássicos Abril retoma o título inicial:


Em 1963, a Cultrix publica Novelas Inglesas como oitavo volume de sua coleção O Mundo da Novela, contendo A volta do parafuso em tradução de Olívia Krähenbühl. O volume traz também Uma viagem sentimental através da França e da Itália, de Lawrence Sterne, em tradução de Anna Maria Marins.

Essa tradução é licenciada em 1969 para a Ediouro (então Tecnoprint), onde se mantém até hoje:

Livro: VOLTA DO PARAFUSO, A

E, surpreendentemente, sai também pelo Clube do Livro em 1971, reed. 72, com os devidos créditos de tradução:**


Em 1979, o Clube do Livro troca o título para Os inocentes, mantendo a mesma tradução de Olívia Krähenbühl:

Clique para ampliar a capa

Em 1987, o mesmo Clube do Livro volta ao título inicial adotado pela tradutora:


IV. Volta a herdeira
Em 1967, a BUP (Biblioteca Universal Popular, vol. 66) publica A herdeira (Washington Square) em tradução de Berenice Xavier:



A tradução de Berenice Xavier é licenciada para a Abril Cultural, na coleção "Grandes Romancistas", em 1984:





V. Um pouco de novidade
Em 1971 sai A roda do tempo, trazendo também "Lady Barberina" e "O mentiroso", em tradução de Leônidas Gontijo de Carvalho, na Coleção Sempreviva, v. 10, da Civilização Brasileira:

A Roda do Tempo


VI. Começam as adaptações infanto-juvenis
Em 1972, The Turn of the Screw sai com o título de Os inocentes, em adaptação infanto-juvenil de Marques Rebelo, na Coleção "Elefante" da Ediouro:


VII. A versão espírita
Em 1980, sai mais um Os inocentes, por uma pequena editora de Matão, O Clarim, em tradução de Wallace Leal Rodrigues, com um prefácio expondo sua abordagem kardecista da obra:


VIII. Mais um pouco de variedade
Em 1984, finalmente sai um terceiro romance de James, Os papéis de Aspern, em tradução de Maria Luiza Penna, na Coleção "Armazém do Tempo" da Global:


IX.
Também em 1984, sai uma tradução de Os papéis de Aspern, de Álvaro A. Antunes, pela pequena editora Interior, de Além Paraíba.


X. Outros contos
Em 1985, sai A fera na selva, pela Rocco, na Coleção "Novelas Imortais", em tradução de Fernando Sabino:


XI. Prossegue o James contista
Em 1986, o Clube do Livro lança Os quatro encontros, incluindo o conto de mesmo título e mais "O discípulo" e "O mentiroso", em tradução de Aristides Barbosa (é de se notar que esta tradução segue outra edição, bem diferente da usada por Vinícius de Moraes):


XII. Agora no segmento dos didáticos
Em 1987, a Scipione lança Os inocentes, com o subtítulo em corpo menor de A volta do parafuso, numa adaptação infanto-juvenil por Cláudia Lopes, na Série Reencontro, para compras do governo de livros didáticos (reedições anuais ininterruptas, até hoje):


XIII. Opa
Em 1991, a Imago lança Daisy Miller / Um incidente internacional, em sua Coleção Lazúli, em tradução de Onédia Célia Pereira de Queiroz:


XIV. Agora vai
Em 1993, saem cinco contos enfeixados em A morte do leão: histórias de artistas e escritores, pela Companhia das Letras, em tradução de Paulo Henriques Britto. Traz "A morte do leão", "A lição do mestre", "A coisa autêntica", "Greville Fane" e "O desenho no tapete".


XV. Até que enfim
Também em 1993, o Círculo do Livro lança Retrato de uma senhora, em tradução de Gilda Stuart:


Esta tradução é licenciada em 1995 para a Companhia das Letras, onde permanece até hoje:


em edição de bolso, 2007


XVI. Variando um pouco
Em 1994, é lançada uma coletânea de contos selecionados e traduzidos por José Paulo Paes, pela Companhia das Letras, Até o último fantasma: contos fantásticos. Traz "Sir Edmund Orme", "A coisa realmente certa", "Os amigos dos amigos", "O grande e bom lugar" e "A bela esquina":

Até o Último Fantasma

XVII. Mais um romance
Também em 1994, a mesma editora lança Pelos olhos de Maisie, em tradução de Paulo Henriques Britto:

Pelos olhos de Maisie

Em 2011, sai pela Penguin-Companhia uma versão revista dessa mesma tradução, em formato de bolso:


XVIII. Mais novidades
Ainda em 1994, a Ediouro, em sua coleção Clássicos de Bolso, lança Os europeus, em tradução de Laura Alves:


XIX. Suspiro...
Em 1995, sai pela Nova Fronteira uma nova tradução de Washington Square, também com o título de A herdeira, feita por Newton Goldman:


Essa tradução de Newton Goldman é licenciada em 1996 para o Círculo do Livro (reed. 97, 99):


XX. Começam a se repetir os contos
Ainda em 1995, a Nova Alexandria publica A vida privada e outras histórias, em seleção e tradução de Onédia Célia Pereira de Queiroz (reed. 2001). Contém "A vida privada", "A lição do mestre" e "O desenho no tapete" (uma pena: já dispúnhamos destes dois contos desde 1993).


XXI. Alvíssaras
Continuando em 1995, sai A arte da ficção, excertos de The Art of Novel selecionados por Antonio Paulo Graça e traduzidos por Daniel Piza, pela Imaginário, na Série Olhar Crítico (reed. 1996):


Em 2011, é reeditada pela Novo Século:


XXII. Mais alvíssaras
Em 1996, sai pela Sette Letras o estudo Gustave Flaubert, em tradução de Léa Viveiros de Castro, abaixo em capa na reedição de 2000, quando a editora já passara a se chamar 7Letras:


XXIII. Outra repetição
Em 1996, reed. 1997, sai mais uma A lição do mestre, agora pela Paz e Terra, Seção Leitura, em tradução de Afonso Teixeira Filho e Rui Costa Pimenta:


XXIV. Boas novas
Em 1997, a Imago publica A Madona do futuro, um dos contos favoritos do próprio autor, em tradução de Arthur Nestrovski:

A Madona do Futuro

XXV. Mais boas novas
Em 1998, sai aquele portento que é As asas da pomba, em tradução de Marcos Santarrita, pela Ediouro:


XXVI. Variando um pouco
Em 2000, sai uma edição bilíngue de The Pupil, O pupilo, em tradução de André Cardoso, na Coleção Biblioteca Alumni, da Imago/ Alumni:


XXVII. Ufa!
Em 2002, finalmente sai The Golden Bowl, A taça de ouro, pela Record, em tradução de Alves Calado:


Em 2009, é reeditada pela BestBolso:


XXVIII. Continuam as alvíssaras
Em 2003, sai pela Globo A arte do romance: antologia de prefácios, em seleção, apresentação e tradução de Marcelo Pen, com oito textos.

Henry James: A arte do romance, I.S.B.N.: 8525036420

XIX. Mais uma retradução
Em 2004, sai o conto "A decisão correta" na coletânea Clássicos do sobrenatural, em seleção e tradução de Enid Abreu Dobránszky, pela Iluminuras:


XXX. Ainda The Turn
Em 2005, a Companhia das Letras lança Contos de horror do século XIX, onde comparece A volta do parafuso em tradução de Marcelo Pen - que, aliás, lucidamente comenta em seu prefácio que a tradução do título, embora a tenha mantido como tal, é "um grande equívoco" e, "a rigor, não quer dizer nada em português":


XXXI. Mais um
Ainda em 2005, a Landmark publica em edição bilíngue A volta do parafuso, em tradução de Chico Lopes:


XXXII. Novidades
Também em 2005, a Planeta lança Um peregrino apaixonado e outras histórias (as outras são "Eugene Pickering" e "O último dos Valérios"), em tradução de Marcelo Pen:


XXXIII. Mais uma adaptação
Em 2005, a Rideel publica A volta do parafuso na adaptação de Ana Carolina Vieira Rodriguez (reed. 2010):


XXXIV. 
Em 2006, sai pela Cosac Naify  A fera na selva, em tradução de José Geraldo Couto:

Título do Livro

XXXV. Mais do mesmo
Ainda em 2006, outra A volta do parafuso, pela editora Martin Claret, em tradução de Luciano Alves Meira (reed. 2007, 2010):



XXXVI. Mais um
Em 2007, a L&PM publica A volta do parafuso (seguido de Daisy Miller), em tradução de Guilherme Braga e Henrique Guerra (reed. 2008, 2010):


XXXVII. Novidades
Em 2008, Os espólios de Poynton saem pela Companhia das Letras em tradução de Onédia Célia Pereira de Queiroz:


XXXVIII. 
Finalmente sai em 2010 o aguardado Os embaixadores, pela Cosac Naify, em tradução de Marcelo Pen:


XIL. Mais uma volta
Em 2010, a Hedra lança A volta do parafuso em tradução de Marcos Maffei:



XL. Tantas voltas...
Em 2011, pela Penguin-Companhia, sai A outra volta do parafuso, em tradução de Paulo Henriques Britto:


XLI. Quase espanando
Em 2011, a Atual, em sua Coleção Três por Três, lança um volume de adaptações infanto-juvenis com o título Três fantasmas, contendo "O capote", "A volta do parafuso" e "Alavasto ou Morrer não é bonito":


XLII.
Em 2012, temos Vida de artista, quatro contos sobre pintores (The history of a masterpiece/ The Madonna of the Future/ The Liar/ The Beldonald Holnein - não sei como ficaram os títulos em portugês), em tradução de Cláudio Figueiredo, pela José Olympio:



* Localizei uma referência a 1950, mas não pude comprová-la.
** Digo isso porque o Clube do Livro era notório por suas "traduções especiais", isto é, traduções portuguesas apenas adaptadas ao português brasileiro, ou antigas e apenas com a grafia atualizada, porém atribuídas a colaboradores da editora, sendo o mais constante deles José Maria Machado.

É visível que na década de 1990 há entre nós um salutaríssimo boom jamesiano, embora não suficiente, nem de longe, para preencher as grandes e várias lacunas. Onde está, por exemplo, A princesa Casamassima? E Roderick Hudson? E Os bostonianos? Além disso, certamente há mais coisas publicadas entre nós, mas que ainda não localizei: por exemplo, tenho uma vaga lembrança de ter lido The Golden Bowl em português no começo dos anos 80 - que edição seria? E O altar dos mortos, só saiu em Portugal?

Atualização: Legal! Jonas Lopes me informa que "O altar dos mortos" está em Contos de amor do século XIX, em tradução de José Rubens Siqueira, pela Companhia das Letras, 2007:


Encontro ainda "O romance de uns velhos vestidos", em Obras-primas do conto de terror, seleção de Jacob Penteado, sem indicação de tradutor (possivelmente de Portugal), Livraria Martins, 1958. Aqui em capa de 1962:

Obras primas do conto de terror Martins

E também "Um peregrino apaixonado" na coletânea organizada por Sérgio Milliet, Obras-primas do conto norte-americano, também pela Martins, 1958 (não sei quem é o tradutor):

OBRAS-PRIMAS DO CONTO NORTE-AMERICANO

Em 1967, na coletânea 7 novelas clássicas, com tradução de Márcio Cotrim e outros, sai pela Imago/ Lidador o conto "Um episódio internacional":


Há também "Brooksmith" no volume "Caminhos Cruzados" do Mar de histórias, em seleção e tradução de Aurélio Buarque de Holanda e Paulo Rónai. Aqui na capa da edição de 1982:


Toque de Ricardo Duarte: em 2003, sai "O banco da desolação" em A selva do dinheiro, coletânea com seleção e tradução de Roberto Muggiati, pela Record:


Ainda Ricardo Duarte avisa: em 2003, sai pela Record A selva do amor, coletânea organizada por Roberto Muggiati, com "Diário de um homem de cinquenta". Não sei ainda o tradutor (Zoia Prestes, Pedro Süssekind ou o próprio Muggiati):

A SELVA DO AMOR: CONTOS CLASSICOS DA GUERRA DOS SEXOS


Em 2004, um surpreendente Viver com sabedoria: mensagens para a busca da felicidade eterna, pela Reader's Digest do Brasil, com mensagens de Kafka, Jane Austen e outros, entre eles Henry James:

Viver com Sabedoria  Mensagem para a busca da felicidade eterna


Outro toque de Ricardo Duarte: a editora Autêntica de Belo Horizonte está com previsão de lançamento de Viagens à Itália ainda neste primeiro semestre. Ver aqui.

Uma hora, vou ter de reordenar este post: mais um Henry James, seu segundo texto publicado no Brasil, o ensaio sobre "Balzac", em 1954, como introdução ao volume XVII da Comédia Humana de Balzac, pela Globo, em tradução de Berenice Xavier.




Atualização em 14/12/12: um achado sensacional de Raquel Sallaberry Brião, do Jane Austen em Português: a tradução de Margarida Patriota, Pobre herdeira da Washington Square, pela Alhambra, 1991.

Sobre a pequena e efêmera Alhambra, ver a menção de Ivo Barroso, aqui.








atualização em 16/8/2015:"Sir Edmund Orme", em Góticos II: lúgubres mistérios, pela Melhoramentos, em tradução de Domingos Demasi, 2014.