9 de fev de 2010

moby dick

quanto às edições da germape e da cedic, um título me deixou curiosa.

a germape publicou em 2005 uma edição de moby dick, de herman melville, com tradução atribuída a alguém de nome "leonor de medeiros", que também consta no catálogo da cedic, inclusive com a mesma capa.

ora, sucede que este é, de fato, um dos grandes clássicos da literatura universal. existem vários resumos e adaptações no brasil, mas traduções de fato são pouquíssimas.

em verdade, até 2008, quando a editora cosac naify lançou a tradução de irene hirsch e colaboração de alexandre barbosa de souza, existiam apenas duas:
  1. a de berenice xavier (josé olympio, 1950; reeditada pela ediouro e pela biblioteca folha);
  2. a de péricles eugênio da silva ramos (abril cultural, 1972; reeditada pela nova cultural).*


assim, fiquei surpresa ao saber de uma tradução inédita, que passou desapercebida no cenário editorial brasileiro, de uma obra de tal complexidade. encomendei um volume da germape e outro da cedic, para lê-los com calma e prestar meus devidos respeitos à referida leonor de medeiros.

* diga-se de passagem que em 2004 surgiu uma edição de praxe da editora martin claret, com várias reedições até hoje, que consiste numa cópia grosseiramente atamancada da tradução de péricles eugênio. a editora martin claret atribui os créditos de tradução à inexistente figura de "alex marins". 

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7 comentários:

  1. Anônimo12.2.10

    Olá Denise,

    Excelente trabalho o seu na coleta de informações! Abusando da sua pesquisa, peço uma dica: tenho procurado "Assim Falou Zaratustra" sob uma tradução confiável. Sei que a da Rideel e Martin Claret não são dignas de confiança. Tu tens alguma indicação de qual edição é mais confiável e, obviamente, bem traduzida? Nunca vi nada contra a edição da civ. brasileira, mas também não consigo encontrar o nome do tradutor. Ouvi uma indicação também da editora vozes. Mas esta também desconheço maiores detalhes. Se puderes, aguardo teu sugestão. Obrigado. Alexandre.

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  2. não conheço a tradução pela civilização brasileira, mas é de mário da silva. ele traduziu várias coisas nos anos 60 e 70: pirandello, maquiavel, brecht, savajon, dürrenmatt, büchner etc.
    a da vozes também não li, de mário ferreira dos santos, com formação em filosofia.
    imagino que ambas sejam boas edições: nunca soube de nada que as desabonasse..

    pessoalmente, eu também NÃO recomendaria a edição da hemus, em suposta tradução de eduardo nunes fonseca. não fiz o cotejo, mas, em vista da quantidade de plágios assinados pelo referido fonseca e aqui documentados, fico bastante ressabiada.

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  3. Nota: a tradução de Berenice Xavier foi publicada também pela Francisco Alves em 1982. Só isso.

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  4. Thiago14.7.11

    Olá, está de parabéns pelo blog. Nesse post vc disse que antes da tradução de irene hirsch haviam apenas duas traduções de Moby Dick. não citou a de Monteiro Lobato. poderia me dizer se a dele é apenas uma adaptação? Quero ler Moby Dick e por isso estou lhe perguntando.

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  5. olá, thiago, obrigada!
    sim, a de monteiro lobato é uma adaptação e condensação para o público infant-juvenil.
    abraço
    denise

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  6. Gustavo4.8.11

    Olá Denise!

    Quero parabenizá-la por suas pesquisas a respeito da confiabilidade das traduções, ainda que me causaram desapontamento após ter adquirido diversos títulos da Nova Cultural e principalmente da Martin Claret.

    Adquirí, na época com grande entusiasmo, o Moby Dick pela Nova Cultural, e gostaria de saber qual sua opinião a respeito da tradução nela contida: é recomendável? é uma reedição exata do trabalho de Péricles Eugênio ou é algo parecido com o que a editora fez, como você já abordou, com Um Conto de Duas Cidades?
    Pergunto por já ter desistido da leitura deste último, com o qual encontro-me impossibilitado de ler decentemente (a despeito dos esclarecimentos do marido da tradutora sobre os "enxertos" na revisão) , visto ainda que a nova tradução (Estação Liberdade) está bastante cara.

    Atenciosamente

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  7. olá, gustavo: não cheguei a comparar os dois moby dicks (abril e NC), pois tendo a crer que são iguais. O caso do Conto das Duas Cidades é diferente, pois não existia previamente na coleção abril e foi feita para a edição da NC, que pelo jeito parece não ter tido muitos escrúpulos em enxertar na tradução de luzia couto alguns trechos de berenice xavier.

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