3 de fev de 2010

histórias extraordinárias, poe XXVIII

sei de catorze antologias de contos de edgar allan poe publicadas no brasil com o título de histórias extraordinárias. as editoras devem ter lá suas razões para repisar tanto no mesmo nome para coisas diferentes, mas isso confunde muito a gente. então, segue a lista das coletâneas com seus respectivos conteúdos, a quem interessar.

1. histórias extraordinárias (cultrix, 1958; companhia das letras, 2008), seleção e tradução de josé paulo paes, com dezoito contos: coração revelador; o retrato ovalado; o sistema do dr. alcatrão e do professor pena; o gato preto; o diabo no campanário; berenice; sombra - uma parábola; william wilson; o caixão quadrangular; a máscara da morte rubra; a queda da casa de usher; a carta roubada; ligéia; pequena palestra com uma múmia; o barril de amontillado; o poço e o pêndulo; o escaravelho de ouro; o homem da multidão.

2. histórias extraordinárias (civilização brasileira, 1970), seleção e tradução de brenno silveira, com treze contos:
a queda da casa de usher; o barril de amontilhado; o gato preto; berenice; manuscrito encontrado numa garrafa; william wilson; os crimes da rua morgue; o mistério de marie rogêt; a carta roubada; metzengerstein; nunca aposte sua cabeça com o diabo; o poço e o pêndulo; a aventura sem paralelo de um tal hans pfaall.

3. histórias extraordinárias (ordibra/inl, 1972), suposta tradução de joão teixeira de paula, com dezesseis contos:
o poço e o pêndulo; o escaravelho de ouro; o homem na multidão; berenice; hop frog; william wilson; silêncio; sombra; a carta roubada; o gato preto; o poder da palavra; pequena discussão com uma múmia; o demônio da perversidade; o sistema do doutor breu e do professor pena; rei peste; duplo assassínio na rua morgue. traz também o corvo, a gênese de um poema, método de composição, e a tradução d'o corvo por machado de assis.

4. histórias extraordinárias (cedibra, 1972), tradução de pedro ramires, com oito contos:
o encontro marcado; ligeia; o poço e o pêndulo; manuscrito encontrado numa garrafa; descida ao interior do amelström; o mistério de marie rogêt; a carta furtada; sombra - uma parábola.

5. histórias extraordinárias (círculo do livro, 1973), tradução de brenno silveira e outros, com dezessete contos:
a queda da casa de usher; berenice; os crimes da rua morgue; o escaravelho de ouro; o gato negro; o barril de amontillado; manuscrito encontrado numa garrafa; william wilson; o mistério de marie rogêt; a carta roubada; metzengerstein; o poço e o pêndulo; nunca aposte sua cabeça com o diabo; uma descida no maelström; o duque de l'omelette; o jogador de xadrez de maelzel; a aventura sem paralelo de um tal hans pfaall.

6. histórias extraordinárias de allan poe (ediouro, seleta c. 1975, com este título desde c. 1985); 6a. histórias extraordinárias (ediouro, c. 2000), seleção e tradução de clarice lispector, com dezoito contos:
o gato preto; a máscara da morte rubra; o caso do valdemar; manuscrito encontrado numa garrafa; enterro prematuro; os crimes da rua morgue; a queda da casa de usher; os dentes de berenice; nunca aposte sua cabeça com o diabo; o duque de l'omelette; william wilson; o retrato oval; o coração denunciador; o diabo no campanário; o barril de amontillado; metzengerstein; ligeia; deus (revelação magnética).

7. histórias extraordinárias (edibolso, s/d; 3a. ed. 1975), tradução de brenno silveira e outros, com onze contos:
a máscara da peste vermelha; o enterro prematuro; a caixa quadrangular; o homem na multidão; william wilson; o poço e o pêndulo; a queda da casa de usher; o barril de amontillado; o gato preto; o coração revelador; berenice.

8. histórias extraordinárias (abril cultural, 1978, círculo do livro, 1982, nova cultural, 2002), tradução de brenno silveira e outros, com dezesseis contos:
a queda da casa de usher; o barril de amontilhado; o gato preto; berenice; manuscrito encontrado numa garrafa; william wilson; os crimes da rua morgue; o mistério de marie rogêt; a carta roubada; metzengerstein; nunca aposte sua cabeça com o diabo; o poço e o pêndulo; a aventura sem paralelo de um tal hans pfaall; o escaravelho de ouro; uma descida no maelstrom; o jogador de xadrez de maelzel.

9. histórias extraordinárias (otto pierre, 1979), tradução anônima, com oito contos:
os crimes da rua morgue, o mistério de marie roget, o escaravelho de ouro, o sistema do dr. alcatrão e do prof. pena, a verdade sobre o caso do sr. valdemar, descida ao maelstrom, a carta roubada e metzengerstein.

10. histórias extraordinárias (globo, 1987), seleção de carmen vera cirne lima, tradução de oscar mendes e milton amado [não disponho dos títulos dos contos desta seleta].
 
11. histórias extraordinárias, clube do livro (1988), pretensa tradução de josé maria machado, com dez contos:
o escaravelho de ouro; o homem na multidão; hop frog; william wilson; silêncio (uma fábula); sombra (uma parábola); berenice; pequena discussão com uma múmia; a carta roubada; o sistema do dr. breu e do professor pena.

12. histórias extraordinárias (américa do sul, 1988), edição brasileira da tradução portuguesa de luísa feijó e teixeira de aguilar, com seis contos:
os crimes da rua morgue; o escaravelho de ouro; o gato negro; o barril de amontillado; manuscrito encontrado numa garrafa; eleonora.

13. histórias extraordinárias (martin claret, 1999), pretensa tradução de pietro nassetti, com sete contos:
o gato preto; manuscrito encontrado em uma garrafa; os crimes da rua morgue; a carta roubada; o poço e o pêndulo; o escaravelho de ouro; a queda da casa de usher.

14. histórias extraordinárias (larousse, 2005), tradução de cláudia ortiz, com sete contos:
a carta roubada; a queda da casa de usher; o gato preto; o barril de amontillado; a máscara da morte vermelha; hop-frog; o escaravelho de ouro.

obs.: a data entre parênteses é a da primeira edição de cada coletânea; em vários casos, há inúmeras reimpressões e reedições pela mesma editora nos anos seguintes.

atualização em 22/3: ver mais uma edição com o mesmo título de histórias extraordinárias, pela cedic, aqui.

imagem: quantos!

13 comentários:

  1. E depois de buscar por meia hora pela informação, encontrei no seu blog. :) Obrigada! E sim, essa política das editoras confundem muito a nós, leitores.

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  2. Anônimo4.9.10

    Nem tenho palavras para te agradecer. Estava quebrando a cabeça na estante virtual e resolvi pesquisar sobre as edições no Google. Pode ter certeza de que me ajudou muito. Muito obrigado.

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  3. allan e anônimo: que simpatia a de vcs, que bom que a listagem foi útil!

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  4. Denise, o que você acha do Brenno Silveira? Eu sempre achei que ele mata a musicalidade do texto. As traduções dele me incomodam muito. Principalmente com o Poe e com Lolita, do Nabokov.

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  5. olá, julia.
    considero brenno silveira um dos grandes modernizadores da tradução no brasil, entre os anos 40 e 60. é um partido tradutório muito definido, que hoje em dia se diria "domesticador", isto é, tentando trazer o texto para um português fluente e escorreito, embora sem valorizar muito os aspectos formais ou mais estético-literários, digamos assim.
    para ter uma noção do salto de qualidade que tivemos com brenno, basta comparar os poe dele (anos 50) e os de oscar mendes/ milton amado (anos 40).
    creio que devemos muito a brenno. hoje em dia muitas das traduções literárias com base teórica mais "moderna" não seguem seu partido - mas creio que ainda hoje os leitores podem ser gratos à tradução límpida, fluente (simplificada, sem dúvida vc tem razão)que ele se empenhou em praticar.
    aliás, em meu modesto entender e sem demérito de tantos bons tradutores de poe, penso que ainda estamos à espera de um grande poe em português, ou de um tratamento de mais fôlego de sua obra em prosa.

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  6. Oi, Denise.
    Obrigada pela resposta. Entendi o que você disse sobre o salto de qualidade das traduções dele, embora essas simplificações me incomodem. Concordo com você quanto a nós não termos um grande Poe em português, e espero que esse projeto possa interessar algum excelente tradutor.
    Enquanto isso, a gente pelo menos evita os plágios, graças a seu blog. Obrigada.

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  7. carla montanha3.11.11

    vcs sô horiveis kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  8. Eduardo Frazão23.1.17

    Boa tarde, Denise. Você acha que a edição de "Histórias Extraordinárias" relançada pela Nova Cultural em 2003 é confiável? No time de tradutores apenas consta "Brenno Silveira e outros". Essa coletânea foi licenciada pela editora Abril? (a capa é a mesma, só muda a cor).

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  9. Eduardo Frazão23.1.17

    A propósito, até agora, a melhor tradução brasileira que li de Poe foi a de Cássio de Arantes Leite (ed. Tordesilhas), mas espero coisa boa também de Marcia Heloisa na edição de "Medo Clássico" pela Darkside Books.

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    1. que legal, bom saber!

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    2. Anônimo16.4.17

      Pessoal, parece que a tradução de Márcia Heloísa optou por uma linguagem menos "formal", o que de certa forma, ajuda até na fluidez da leitura. Mesmo assim, prefiro também a de Cássio de Arantes. Tenho as duas edições e gosto de compará-las. Cada qual possui seu mérito.

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  10. olá, eduardo, sim, parece-me confiável; ao que me consta, é a mesma que foi publicada pela abril, cujo único cometimento absurdo foi dar nos créditos que seria tradução do original "tales of the grotesque and arabesque", o que é uma bobagem.

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    1. Eduardo Frazão24.1.17

      Sem dúvidas, este fiasco atribuindo algumas coletâneas ao original "Tales of the Grotesque and Arabesque" é um erro crasso que já devia ter sido corrigido há muito tempo pelas editoras envolvidas.

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