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16 de fev. de 2013

dlit, contribuições XX

por ora, vou encerrando minhas contribuições ao dicionário bibliográfico de literatura italiana traduzida no brasil (1900-1950), desenvolvido numa iniciativa conjunta da ufsc e da usp, com alguns dados que me parecem interessantes.

I.
são os textos de mussolini que saíam em português publicados na própria itália, sobretudo pela editora valecchi, certamente para propaganda entre as colônias italianas no brasil. entre eles estão: a doutrina do fascismo (vallecchi, 1935); quatro discursos sobre o estado corporativo (laboremus, 1935); o estado corporativo (vallecchi, 1938).





quanto a publicações feitas no brasil mesmo, temos em 1934 aspectos da crise mundial pela arturo vecchi.







II.
num adendo final, cabe assinalar que as datas de publicação de muitas das obras listadas no dlit não se referem a suas primeiras edições. é um pequeno detalhe e, de qualquer forma, não sei qual foi o critério adotado a este respeito. em todo caso, fica aqui registrado o fato.

15 de fev. de 2013

dlit, contribuições XIX


quanto a carolina invernizio, há vários outros títulos além dos referenciados no dlit.
temos pela h. antunes:








  • o suplício do remorso (1928)
  • mãe inimiga (1928)
  • o crime da condessa (1928)
  • o beijo da morta (1928)
  • a vingança duma louca
  • o comboio da morte (1929)
  • o filho do mistério (1930)
  • a máscara do criminoso (1931)

pela francisco alves, o último beijo: romance dum jovem mestiço, em tradução de c. calheiros.

não me parece impossível que tenham utilizado as traduções portuguesas publicadas pela universal e pela aillaud & bertrand. 

dlit, contribuições XVIII



quanto às memórias de casanova, referenciadas aqui, vale a pena talvez acrescentar que o volume IV foi traduzido por álvaro gonçalves e o volume V por wilson lousada.


dlit, contribuições XVII





uma contribuição interessante de cláudia martins: o pobre christo de mario mariani, que saiu pela freitas bastos em 1930, numa edição com capa e ilustrações de di cavalcanti, já referenciado no levantamento do dlit, foi traduzido por joão sant'anna. ver o comentário de cláudia martins aqui.


13 de fev. de 2013

dlit, contribuições XVI

quanto a o cinto de castidade, de pitigrilli, em tradução de joão sant'anna, talvez caiba observar que a primeira edição saiu originalmente numa parceria entre a vecchi e a freitas bastos, em 1931.


dlit, contribuições XV

de guido da verona temos um amor que volta, que sai em 1946 pela editora flama e é objeto de uma nota do editor no número zero da revista clã de fortaleza, no mesmo ano.

dlit aqui.

dlit, contribuições XIV

para fontamara de ignazio silone, referenciado no levantamento do dlit em sua edição na ed. cultura política em 1935, em tradução de aristides lobo, eis a capa, integrante do álbum buchen do historiador dainis karepovs, disponível em sua página no facebook


dlit aqui.

12 de fev. de 2013

dlit, contribuições XIII


de pirandello, há uma tradução d'o falecido matias pascal pela globo em 1933, por de souza júnior.


dlit aqui.

dlit, contribuições XII

para d'annunzio, há uma edição d'o fogo pela h. antunes, do começo do século.
porém, em se tratando da h. antunes, não ponho muito minha mão n'o fogo
- com perdão do trocadilho - quanto à proveniência da tradução.


dlit aqui.

dlit, contribuições XI



quanto à coletânea poesias, que a w. m. jackson publicou em 1950, talvez caiba lembrar que ela saiu em dois tomos, correspondentes aos volumes XXXVIII e XXXIX da coleção jackson. no levantamento do dlit consta o conteúdo do vol. XXXIX, que já comentei aqui, a propósito de pellico.







o primeiro tomo das poesias, vol. número XXXVIII na coleção, traz:
  • "soneto" de dante em tradução de arduíno bolívar; 
  • de petrarca, "triunfo da morte", "soneto", "soneto", o primeiro em tradução de luís de camões e os outros dois em tradução de jamil almansur haddad; 
  • de ariosto, a tradução de simoni para o "episódio do encontro de angélica com sacripante" (século XIX); 
  • de tasso, "episódio de sofrónia e olindo", em tradução de ramos coelho (portugal, século XIX); 
  • "cinco de maio", de manzoni, também em tradução de ramos coelho (portugal, século XIX).
a tradução brasileira de almansur consta no cancioneiro de petrarca (1945), já devidamente arrolado no levantamento. assim, restaria apenas acrescentar a existência desse vol. XXXVIII como primeira parte da antologia de poesias, assinalando a tradução de arduíno bolívar para o soneto de dante.

dlit aqui.

a imagem acima é da edição de 1964.

dlit, contribuições X

ainda sobre as traduções d'o príncipe de maquiavel no brasil, que comentei aqui, talvez não seja o caso de incluir a tradução de torrieri guimarães neste levantamento de 1900 a 1950, visto que a livraria exposição do livro só surgiu nos anos 60 (a despeito do que possa constar em sites de sebos).

embora sem data, o príncipe em tradução de torrieri saiu em algum ano entre 1962 e 1967; depois dessa data, a livraria exposição do livro passa a se chamar hemus.



quanto a'o príncipe em tradução de lívio xavier pela unitas, no dlit com atribuição ao ano de 1923, talvez caiba uma correção, visto que a efêmera editora unitas foi fundada em c. 1931. o príncipe da unitas saiu em 1933.



após o fechamento da unitas, a tradução de lívio xavier passa a ser publicada pela athena (c.1938 em diante, aqui em capa da 5a. edição em 1961).


dlit aqui.

dlit, contribuições IX



I.
caberia talvez menção a pinocchio na áfrica, de eugenio cherubini, em tradução de mary baxter lee, publicado em 1925 pela editora liberdade.








II.
quanto a guareschi, a tradução de dias da costa para o marido no colégio é portuguesa e foi publicada pela bertrand em 1954. a bertrand era proprietária da difusão europeia do livro, então recém-criada no brasil. como essa edição que consta no dlit não tem data, eu consideraria mais seguro situá-la nos anos 50. de todo modo, não é brasileira.

o destino se chama clotilde, pela record, em tradução de joel silveira, saiu provavelmente nos anos 70. de fato, um hábito da casa era não colocar o ano da edição e dava apenas a data do original - daí talvez a confusão. de todo modo, em 1942, data atribuída à edição no dlit, a editora record ainda nem sequer existia.



III.
de matteucci, podemos assinalar desventura e innocencia, em 1926, pela editora escolas profissionais salesianas.



dlit aqui.




dlit, contribuições VIII


posso estar muito enganada, mas não creio que exista no brasil alguma tradução de agostinho, de alberto moravia, anterior à de alberto nogueira, que saiu em 1976 pela nova fronteira. o que às vezes acontece nessas edições sem data é darem certo destaque ao ano de publicação do original, não da tradução, o que eventualmente pode dar margem a algum equívoco.

dlit aqui.

dlit, contribuições VII

em relação a silvio pellico, não sei se seria propriamente o caso de se incluir neste levantamento de traduções entre 1900 e 1950 a publicação de "suspiro", pela w. m. jackson (1950), na tradução de luís vicente de simoni (1792-1881).

sobre sua intensa atividade tradutória entre os anos 1830 e 1870, com dante, petrarca, ariosto, leopardi,  pellico e outros, vale a pena ler aqui.

voltando a pellico: quanto a deveres do homem, há dois pequenos lapsos no link, aqui, da edição da livraria garnier (com tradução de "v. t. de costa e silva"), que está remetendo para a edição da drummond, com tradução de antonio de castro lopes - essa página, por sua vez, reproduz os dados da edição da garnier - pela qual, diga-se de passagem, não dou um figo seco. (uma hora ainda vou escrever um pequeno artigo sobre as bandalheiras tradutórias da h. garnier e da livraria garnier - não confundir com suas predecessoras irmãos garnier e b.-l. garnier, que, estas sim, eram sérias.)

de todo modo, tal como no caso da tradução de "suspiro", não sei se seria propriamente o caso de incluir no levantamento essa tradução de castro lopes, também do século XIX.

por outro lado, há uma tradução d'as minhas prisões pela editora das escolas profissionaes salesianas, em 1906. não consegui imagem de capa nem o nome do tradutor. porém encontra-se em vários sebos e pelo menos numa biblioteca, a biblioteca redentorista de juiz de fora, aqui.

resumindo: creio que todo o material levantado sobre pellico mereceria uma segunda análise.

dlit aqui.

11 de fev. de 2013

dlit, contribuições VI





para papini, há "o prisioneiro de si mesmo", que saiu na revista literária a novela, n. 7, em abril de 1937, pela livraria do globo. não traz o nome do tradutor.








quanto a um homem acabado, que consta no levantamento do dlit apenas na edição do clube do livro em 1945, encontramos no site a observação: "Há uma edição de 1923 no Museu Paulista, da mesma editora, com 286 páginas", aqui.

creio que não procede. o clube do livro foi criado por mário graciotti em 1942-43. em verdade, a edição de um homem acabado que saiu em 1923 foi publicada pela livraria a. tisi.

a a. tisi se alinhava pelos gostos mais avançados da época, sendo um ponto de encontro da intelectualidade modernista de são paulo - a bela capa de sua edição, ao lado, parece ilustrar bem essa sua tendência.




outra contribuição visual: a capinha de testemunhas da paixão, de 1950, pela saraiva, para complementar a página dessa edição no site do dlit, aqui.










10 de fev. de 2013

dlit, contribuições V



para mario mariani, eu acrescentaria duas contribuições; embora incompletas, talvez sejam úteis para futuro rastreamento dos pesquisadores do dlit. são elas: a casa do homem e pureza, ambas pela cia. editora nacional, respectivamente em 1931 e 1932. não localizei os nomes dos tradutores.


dlit aqui.



dlit, contribuições IV



de giuseppe mazzini, temos deveres do homem já em 1938, com tradução de carlos de moraes,
pela companhia brasil editora.


dlit aqui.

dlit, contribuições III

de maquiavel, cabe lembrar a tradução de elias davidovitch para o príncipe, com prefácio de maurício de medeiros, que saiu pela calvino filho em 1933. agradeço a indicação ao historiador e pesquisador dainis karepovs.


curioso notar que consta o nome de nicholas machiavel.


dlit aqui.

dlit, contribuições II

em meu modesto parecer, a parte de dante, especialmente no que tange às traduções brasileiras da divina comédia na primeira metade do século, poderia eventualmente induzir algum leitor mais desatento a uma certa confusão cronológica. como se trata de um levantamento de traduções brasileiras entre 1900 e 1950, talvez fossem dispensáveis as referências às diversas reedições neste período da tradução do barão da vila da barra, de 1876; o mesmo quanto às referências às diversas reedições da tradução de xavier pinheiro, de 1888.

quanto às obras completas que saíram pela edameris em 1950, talvez fosse o caso de ressalvar que, para o inferno, foi utilizada uma tradução oitocentista, a do mons. joaquim pinto de campos, de 1886. e talvez coubesse acrescentar ao levantamento uma menção à tradução de adherbal de carvalho para os versos 73-142 do canto V do inferno (1911).

abaixo, uma indicação bibliográfica que pode ser útil para alguma consulta, a dantesca luso-brasileira, de giacinto manuppella (coimbra, 1966):



dlit aqui.

dlit, contribuições I

começo minhas contribuições ao dlit, que comentei e recomendei aqui.


para boccaccio, temos em 1945 três contos selecionados e traduzidos por paulo rónai e aurélio buarque de hollanda, no primeiro volume de mar de histórias: "o conto do judeu melquisedec" (primeira jornada, terceira novela), "a dama na confissão" (terceira jornada, terceira novela) e "a marquesa de montferrato" (primeira jornada, quinta novela). ainda sobre boccaccio, ver aqui.






de trilussa, temos uma edição bonitinha em tradução de paulo duarte, ilustrada por belmonte, que saiu em 1928 pel'o estado de são paulo: versos de trilussa.







a listagem do dlit está aqui.