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10 de jul. de 2010

para lembrar




quem são as pessoas que tiveram suas traduções, notas, introduções surripiadas:

a. ambrósio de pina, s. j.
adolfo casais monteiro
alberto ferreira
álvaro ribeiro
antónio ferreira marques
antonio piccarolo
antônio pinto de carvalho
araújo nabuco
artur morão
bandeira duarte
bento prado jr.
blásio demétrio
boris schnaiderman
brenno silveira
bruno da ponte
cabral do nascimento
carlos chaves
carlos graieb
carlos porto carreiro
casimiro fernandes
costa neves
e. jacy monteiro
eça de queiroz
erwin theodor rosenthal
eudoro de souza
eugênio amado
éverton ralph
fernando de aguiar
fernando carlos de almeida cunha medeiros
floriano de souza fernandes
francisco inácio peixoto
frederico ozanam pessoa de barros
galeão coutinho
gerd bornheim
godofredo rangel
guilherme de almeida
gulnara lobato
hebe caletti marenco
helga hoock quadrado
henrique marques ("pandemónio")
hernâni donato
ieda moriya
isabel sequeira
ivan emilianovitch schawirin
j. oliveira santos, s.j.
jacó guinsburg
jaime bruna
jamil almansur haddad
joão lopes alves
joão ângelo oliva neto
joão baptista de mello e souza
joão paulo monteiro
joaquim dá mesquita paul
joaquim machado
jorge camacho
josé duarte
josé tavares bastos
josé augusto drummond
josé laurênio de mello
josé marcos mariani de macedo
leila villas boas gouvêa
leonel vallandro
leonidas hegenberg
leonor de aguiar
líbero rangel de andrade
líbero rangel de tarso
ligia junqueira smith
liliana rombert soeiro
lívio xavier
lúcia miguel-pereira
lúcio cardoso
luís de andrade
luísa derouet
luiz costa lima
manuel dias duarte
manuel odorico mendes
marcílio marques moreira
marcos santarrita
margarida garrido esteves
maria beatriz nizza da silva
maria francisca ferreira de lima
maria helena rocha pereira
maria irene szmrecsányi
mário quintana
milton amado
moacyr werneck de castro
modesto carone
monteiro lobato
"n. meira"
natália nunes
neide smolka
octany silveira da mota
octavio mendes cajado
olinda gomes fernandes
orlando vitorino
oscar mendes
paulo m. oliveira
paulo quintela
paulo rónai
pedro josé leal
péricles eugênio da silva ramos
ricardo iglésias
rodrigo richter
sarmento de beires
sérgio milliet
silvio deutsch
silvio meira
sodré viana
suely bastos
tamás szmrecsányi
tomé santos júnior
vera pedroso
wilson lousada
wilson velloso
wladimir gomide
ymaly salem chammas

atualizado em 08/07/2010; em 10/09/10; em 28/6/11

2 de mar. de 2010

Matéria para reflexão: a responsabilidade das livrarias

A loucura que está sendo o processo movido pela editora Landmark contra a Denise e a Raquel, juntamente com toda a repercussão da história, tem gerado em mim muita matéria para reflexão, principalmente em torno da ideia de responsabilidade social, em seu sentido mais amplo.
Vou começar com uma anedota:

Outro dia estava parada no sinal vermelho. O sinal verde abriu e eu me pus em movimento. Qual não foi a minha surpresa quando um táxi, estacionado em seu ponto na rua que atravessava aquela onde eu estava, também acelerou e, passando o sinal vermelho (para ele), cortou bem na minha frente. O acidente só não aconteceu por pouco. Por coincidência o tal táxi parou 50 metros à frente, exatamente onde eu ia parar também. Isso me deu a oportunidade de confrontá-lo. Perguntei (tenho que admitir que estava um tanto histérica no momento) como um profissional no trânsito tinha a coragem de fazer uma coisa dessas. Ao que ele me respondeu: “Você é da CET? Então não lhe devo satisfação alguma.” Mas... E as leis do trânsito, e a segurança das pessoas nas ruas, e...? Enfim. O fato é que, para ele, só precisamos respeitar a segurança, a lei e a ética se tem alguma agência fiscalizadora observando. Se não, para quê? Cada um por si, certo?

Pois é. Foi isso o que me fez pensar a reação do diretor da Livraria Cultura, Fabio Herz, no depoimento que deu ao Correio Braziliense na matéria sobre plágio deste fim-de-semana (Palavras replicadas). Ele diz:
“A partir de um momento em que o juiz determina alguma coisa e foi dado como algo plagiado, a gente recolhe (os livros). Só que não tenho a competência para julgar isso. Denúncia não significa que algo está errado, alguém vai apurar. Se o Ministério Público chegar à conclusão que é plágio, retiro da livraria. Mas antes de uma decisão da Justiça não posso tomar decisão precipitada porque não me cabe o julgamento. É uma situação delicada, mas não gosto de tomar uma decisão antes que a Justiça determine uma posição”.

Eu penso assim: quando um comerciante recebe um produto ruim de seu fornecedor, ele pode (e deve) se recusar a vendê-lo, no mínimo por respeito a seu cliente, talvez pelo bem de seu negócio, mas não apenas porque a justiça ordenou. Um supermercado não vai esperar ser acionado pela justiça por ter vendido iogurte estragado: ele vai tirar o iogurte ruim da prateleira, mesmo antes de vencer a data de validade, caso verifique, empiricamente, que não está mais bom. Não vai precisar de prova forense para isso, não vai esperar que um fiscal da Anvisa venha lhe dizer para retirar.

Um profissional do trânsito deveria saber que as leis do trânsito não estão aí simplesmente para tirar pontos da carteira. Mas porque quando se vive em sociedade é importante que se respeitem algumas normas básicas para que o trânsito não fique caótico, para não criar situação de riscos, para não provocar acidentes... É sua responsabilidade social contribuir para um bom trânsito nas ruas.

Um profissional do livro, da leitura, da cultura afinal, deveria estar ciente de seu papel de disseminador da cultura, e de sua parte de responsabilidade para o enriquecimento cultural de toda a sociedade. Pois acredito que disseminar o plágio é péssimo para a cultura e para o negócio livreiro também. Um comerciante PODE escolher o que vender ou não (posição perfeitamente legítima no mundo dos negócios!). Quem conhece seu ramo de negócios tem discernimento suficiente para identificar produtos bons e produtos fraudulentos. Por respeito a seu cliente, é possível se recusar a disponibilizar produtos espúrios e não ser coadjuvante de fraudes. Faz parte de sua responsabilidade social, no sentindo mais amplo, a responsabilidade, enquanto profissional da área, de favorecer um mundo editorial mais ético, uma cultura mais rica, e a defesa do leitor, seu principal cliente.
Cabe, aliás, lembrar que alguns representantes dos livreiros compartilham essa opinião. É o caso da livraria Crisálida, por exemplo: “Bom seria se os livreiros agissem em defesa do leitor e retirassem de comércio essas edições espúrias. Infelizmente a maior parte prefere fingir que não sabe ou usar o recurso legalista de ‘só tiraremos de comércio se formos citados judicialmente’ ”, conforme afirmou em seu blogue na semana passada.

Joana Canêdo

Imagem: hscweb3.hsc.usf.edu

25 de fev. de 2010

justiça e internet III

reproduzo abaixo dois trechos da posição da crisálida livraria e editora, membro fundador da libre, em plágio e intimidação:

O plágio é uma prática deplorável e sua denúncia e eliminação deveria ter o suporte unânime de livreiros, editores e de todo cidadão consciente. Infelizmente não é o que acontece: a grande maioria das livrarias continua vendendo livros comprovadamente plagiados como se fosse a coisa mais normal do mundo. E as editoras que cometem os plágios continuam vendendo seus livros como edições dignas do nome.

Bom seria se os livreiros agissem em defesa do leitor e retirassem de comércio essas edições espúrias. Infelizmente a maior parte prefere fingir que não sabe ou usar o recurso legalista de "só tiraremos de comércio se formos citados judicialmente".

Crisálida, Plágio e intimidação


atualização 1:
Poemargens, Poemargens manifesta todo o seu apoio a Denise Bottmann


atualização 2:
Drops da Fal, Porque me ufano de meu país

Fórum Clube Cético, Editora Landmark processa blogueira Denise Bottmann, do Não Gosto de Plágio

Fórum Realidade, Editora Landmark processa blogueira Denise Bottmann, do Não Gosto de Plágio

Tradutores, traidores & simpatizantes, Quem denuncia crime de plágio é criminoso? Em que mundo estamos?

Trezentos, Ação popular: Blog Bullying e a Liberdade de Expressão

Batata transgênica, Momento TPM

Lembra?, Inversão de valores


atualização 3:
À manifestação da Editora L&PM e da Editora Crisálida junta-se agora a da Cosac e Naify:

Blog da CosacNaify, Reinações de Denise Bottmann


atualização 4:

Milton Ribeiro, O caso do blog “Não gosto de plágio”

O nerd escritor, Quem gosta de plágio?

Desconcertos,
Denise Bottman, blogueira e tradutora, processada por denunciar plágios nas traduções da editora Landmark

Na prática a teoria é outra, Editora Landmark deve ir à falência

Folha online, Acusada de plágio, editora processa tradutora e tenta tirar blog do ar

24 de fev. de 2010

justiça e internet II

agradeço a todos os que têm comentado e divulgado os fatos relativos ao processo movido pela editora landmark e pelo sr. fábio cyrino contra o nãogostodeplágio e minha pessoa. veja aqui.

raquel sallaberry, do blog jane austen em português, também incluída na ação, publicou um esclarecimento.

Livros e afins, Editora Landmark processa blogueira Denise Bottmann

Todo Prosa, Editora processa blogueira: pode plagiar esta notícia

Flanela paulistana, Editora Sambarilove & Cia.

Bibliophile, Editora Landmark processa a tradutora Denise Bottmann, do Não Gosto de Plágio

Prosa online, Editora acusada de plágio processa tradutora

O livreiro, Quem gosta de plágio?

Filisteu, Quando crescer quero ser igual à Denise Bottmann

Por quem os sinos dobram, Clipping: Editora processa blogueira

L&PM, Autora do blog Não Gosto de Plágio é processada

Tradutor Profissional, Edição extra

De gustibus non est disputandum, Eu também não gosto de plágio…e muito menos de covardia

Forense contemporâneo, Anotação #12-2010

Enredos e tramas, Derek Walcott: sobre traduções e plágio

Hellfire Club, Efeito Streisand

Substantivo plural, Editora processa blogueira

Vísceras literárias, Blogueira é processada pela editora Landmark

Mundo livro, Tradução e reação (9)

Buzzvolume, Editora processa blogueira

Ubervu, Editora processa blogueira

e todos os links, blogrolls, tweets e retweets que têm informado sobre os fatos.


atualização 1:

Tradutor profissional, Não deixe calarem a Denise e a Raquel!

Tecla SAP, Eu também não gosto de plágio!

Meia palavra, Blogueira é processada por editora

Pop News, Blogueira denuncia plágio e é processada por editora

Vermelho carne, Quem gosta de plágio?

Observatório da Imprensa, Como lidar com o plágio

grupo blogagem coletiva anuncia apoio.


atualização 2:

Animot, Blogueira prova plágio, editora pede retirada do blog do ar, "direito de esquecimento"

Meia palavra, As malditas traduções...

Tradutores e Intérpretes BR, Barulho sobre Bottman x Landmark


atualização 3:

Comunica tudo!, Podem plagiar esta notícia

Bibliocracias, Editora processa blogueira Denise Bottmann

Na linha, Livros: uma questão de Justiça


atualização 4:

QueroTerUmBlog.com!, A internet não esquece

Ler, Lost in translation

Gangrena diário, o lindo cheiro da liberdade rodeada de zumbis

A retórica do dragão, Medo de escrever, medo de fazer a coisa certa...

r.izze.nhas, Desespero e exagero: Landmark e Não Gosto de Plágio

Portal Literal, Editora Landmark processa a tradutora Denise Bottmann, do Não Gosto de Plágio

Link, Blog do Estadão, Processada por denunciar

Topsy

Ephemera, Plagiando traduções

Máquina de letras, Bottmann x Landmark

Cidadão quem?, Blogueira Denise Bottmann é processada por não gostar de plágio

Casa da Ceiwyn, Editora Landmark processa a tradutora Denise Bottmann, do Não Gosto de Plágio

22 de fev. de 2010

leitor quer nome do tradutor na capa


valeu a domingueira da batata transgênica: "Eu sou a favor de colocarem o nome do tradutor na capa dos livros. E nas informações nos sites também", entre outras boas razões porque "também nos ajudaria a não comprar gato por lebre".

e indico de novo o artigo "até os livros me traíram".

imagem: calidri 

19 de fev. de 2010

11 de fev. de 2010

Em defesa da integridade acadêmica

Grande novidade no ar: foi lançado recentemente um novo site brasileiro para engrossar as fileiras da luta contra o plágio!

O http://www.plagio.net.br/ foi criado por Marcelo Krokoscz, um professor de Metodologia Científica cansado de ver plágio no meio acadêmico. Assim, seu site é principalmente dedicado ao plágio em escolas, faculdades, universidades e a academia em geral, mas é de interesse geral, para qualquer pessoa que escreva (blogs, trabalhos, livros...) e que não goste de plágio, como nós.
Por ser professor, Marcelo é muito didático – ainda bem! Ele explica o que é o plágio, fala de plágio involuntário (você pode estar plagiando sem saber...), discute a questão ética, oferece técnicas para evitar o plágio (essencialmente como fazer citações corretas e boas paráfrases de suas fontes) e propõe até um certificado anti-plágio para o seu texto.
O site tem vários links legais de pesquisas, publicações, informações, eventos sobre o plágio no Brasil e no mundo. E também liks para programas de detecção de plágio - o Farejador, por exemplo, que é um software brasileiro que ajuda a descobrir plágios na net.
Muito esclarecedor. Vale a pena checar!
E o NãoGosto aproveita para agradecer o PláGiO.net por nos ter recomendado.

Joana

11 de jan. de 2010

domínio público em 2010


boa volta às atividades!


via livros e afins: uma lista americana de autores cuja obra entrou em domínio público em 01 de janeiro de 2010, entre eles freud e yeats.

18 de dez. de 2009

notícia

teotônio simões, que mantém o site ebooksbrasil, deixou comentário em não gosto de plágio, que reproduzo aqui:

"Absurdo! Absurdo Total!

A ABDR solicitou a retirada de A Cidade Antiga (1864) , de Fustel de Coulanges (1830-1889), tradução de Frederico Ozanan Pessoa de Moraes, da estante virtual do eBooksBrasil.org no Scribd. Absurdo! A obra é de dominio público e a tradução publicada foi autorizada pelo tradutor. Absurdo! Entrei em contato com a ABDR e fui informado que estaria ferindo direitos autorais da Martin Claret! Absurdo! O Frederico nunca autorizou sua tradução para a Martin Claret!... e na Martin Claret me informaram que não estariam mais (sic) usando a tradução de Frederico Ozanan Pessoa de Barros. - A tradução, AUTORIZADA pelo tradutor, continua disponível no eBooksBrasil.org.
Teotonio Simões - eBooksBrasil"

livro de qualidade


deu no blog do galeno, brasil que lê: "leitor quer livro de qualidade". é isso aí.

o nãogostodeplágio agradece a menção.


imagem: lendo

balanço de 2009

nessa luta contra os plágios de tradução, o ano de 2009 trouxe mais alguns resultados:
- ressarcimento moral e editorial a hernâni donato, com o lançamento de nova edição da divina comédia pela editora nova cultural.
- determinação do ministério público federal à agência brasileira do isbn/fbn, para remoção de fichas cadastrais da editora martin claret, com créditos de tradução a "pietro nassetti" e outros em obras portuguesas e brasileiras.
- instaurado inquérito civil, pela promotoria de defesa do consumidor, contra fraudes da editora martin claret, a partir de iniciativa de joana canêdo junto ao ministério público.
- instaurado inquérito criminal, pela procuradoria do estado, contra fraudes da editora martin claret, a partir de iniciativa de joana canêdo junto ao ministério público.
- determinada pelo ministério público estadual instauração de inquérito criminal contra fraudes da editora martin claret.
- instaurado inquérito criminal pelo ministério público estadual contra fraudes do selo jardim dos livros, pertencente ao grupo geração.
- instaurado inquérito criminal pelo ministério público estadual contra fraudes da editora landmark.
- instaurada diligência do ministério público estadual junto à universidade de são paulo pela facilitação de venda de produtos falsificados durante feiras do livro sob a égide e no recinto da referida instituição de ensino.
- solicitada interpelação do ministério público estadual junto à associação nacional de livrarias e a grandes livrarias brasileiras para cessação de venda das obras plagiadas sob inquérito.
- instaurada diligência interna do ministério público federal para avaliação de danos ao patrimônio imaterial causados pela editora martin claret em plágios de traduções feitas por monteiro lobato.
- encaminhado pedido de representação ao ministério público estadual do rio de janeiro contra publicação e venda de obra espúria pela ediouro.
- encaminhada ao ministério da cultura proposta de licenciamento social de obras de tradução órfãs, abandonadas e esgotadas.
- multiplicação de apoio e divulgação do combate a plágios de tradução em canais da mídia impressa e digital.
- informe privado de carolina caires coelho sobre uso indevido de seu nome e sua solicitação à editora responsável para adoção de medidas corretivas.
- comunicado privado da editora rideel, por meio de seu diretor comercial, sobre retirada de catálogo e circulação de obras comprovadamente espúrias e outras que a empresa considerou passíveis de suspeita.
- informe público de caroline ramos furukawa, por meio de sua advogada, sobre uso indevido de seu nome e medidas legais em relação à editora responsável.
- comunicado público da editora madras, por meio de seu diretor jurídico, sobre retirada de catálogo e de circulação de obras comprovadamente espúrias e tomada de providências para apuração de responsabilidades.
- maior frequência e regularidade de atribuição dos devidos créditos de tradução de obras anunciadas e recenseadas na imprensa.
- maior atenção concedida ao problema dos plágios em palestras e mesas redondas referentes a temas de tradução.
- declaração de membros da comissão de seleção de livros para o programa mais cultura de estar cientes e atentos ao problema dos plágios de tradução e das editoras que lançam mão de tal procedimento.
- autorização dos titulares dos direitos de reprodução do discurso do método na tradução de jacó guinsburg e bento prado jr. para digitalização e disponibilização online da obra.
- retirada do plágio da referida obra, em nome de "enrico corvisieri", publicado pela ed. nova cultural, do site do domínio público do mec e do portal ideia da ufrgs.
- retirada da biblioteca virtual da ufrgs (portal ideia) de todas as referências e arquivos relativos a plágios comprovados de tradução.



imagens: basta, luto

17 de dez. de 2009

comentário

uma visita deixou um comentário interessante no blog. envolve questões delicadas e, como não posso assumir a responsabilidade de divulgá-lo por falta de dados suficientes, tive por bem não o publicar. por outro lado, não vejo por que a notícia haveria de ser um factoide e, de qualquer forma, pode-se tomá-la como uma espécie de parábola, com boa matéria para reflexão. reproduzo aqui o principal de seu conteúdo.
Comprei o livro A da editora B, para fazer meu trabalho de conclusão do curso e, para minha surpresa, havia vários erros de concordância, de tradução e de digitação. Enviei um e-mail para o sr. X, alertando-o do problema, mas não obtive resposta. Fiquei realmente indignada, pois comprei o livro e gostaria de ter podido usá-lo para o embasamento do meu trabalho... Resumindo: fui ao tribunal de pequenas causas e, na audiência conciliatória, a editora não quis nenhum acordo. Vamos, então, para a próxima etapa: audiência de instrução e julgamento.
não conheço a edição específica que a comentarista mencionou e não me cabe julgar do mérito ou demérito da questão. mas achei fenomenal a iniciativa da moça. se cada leitor que comprasse um livro com vários erros de revisão, digitação e tradução resolvesse reclamar, fosse devolver na livraria ou, como no relato acima, fosse ao tribunal de pequenas causas, creio que em seis meses ou, no máximo, um ano todos poderíamos contar com uma qualidade editorial imbatível no país.
 
a meu ver, por todos os lados que se olhe a questão, a moça estaria coberta de razão: moralmente, civicamente, culturalmente, economicamente, juridicamente. belo exemplo - e, se non è vero, è ben trovato.

em tempo: o material divulgado neste blog é público e pode ser livremente utilizado segundo a licença creative commons.
.

15 de dez. de 2009

mutatis mutandis

A Casmil é acusada de adicionar peróxido de hidrogênio (água oxigenada) ao leite, substância que disfarça más condições sanitárias de conservação e transporte, enganando os compradores.
O peróxido de hidrogênio pode causar a redução do seu valor nutricional. Quem a ingere pode ter dores de estômago e até morrer, dependendo da concentração.
As cooperativas, segundo a procuradoria, usavam até soda cáustica.
 


Na verdade, o que se precisa mesmo é derrubar a cultura da fraude. (Celso Velloso)

14 de dez. de 2009

regulamentos

só tenho elogios a fazer sobre os prêmios literários que a fundação biblioteca nacional atribui anualmente a várias categorias, entre elas a de tradução, com o prestigioso prêmio paulo rónai.

neste ano, o regulamento para a inscrição dos interessados lançou uma novidade: o concurso estava aberto apenas a pessoas físicas, e a inscrição só poderia ser feita diretamente pelo autor, tradutor ou designer, sem intermediação da editora que a houvesse publicado.
"2. Da inscrição: [...]
2.3. As obras deverão ser inscritas exclusivamente pelo autor, tradutor ou autor de projeto gráfico, de acordo com cada categoria. [...]
2.16 A inscrição no presente Concurso implica a aceitação, pelo candidato, das normas deste Edital."

havia a ressalva explícita:
"6. Das Disposições Gerais
6.1. A falta do cumprimento de qualquer exigência deste regulamento acarretará a automática eliminação da obra concorrente."

aparentemente as regras são claras. no entanto, não só foi aceita a inscrição, como foi selecionada entre os três finalistas uma obra de tradução cujo autor faleceu mais de vinte anos atrás. trata-se de o percevejo, de maiakóvski, traduzido por luís antonio martinez corrêa (1950-1987) e publicado pela editora 34.

não conheço a obra em questão, mas tenho a mais absoluta confiança de que é ótima, com cotejo e posfácio do grande mestre boris schnaiderman, e publicada por uma editora de alto nível como é a 34. tenho plena convicção de que mereceria um prêmio especial de homenagem póstuma em reconhecimento a este trabalho.

o que não entendo é por que, aparentemente, sua inscrição foi feita e aceita ao arrepio do regulamento à primeira vista tão claro e inequívoco.

tampouco entendo por que a comissão organizadora do concurso, perante um caso assim, não poderia criar ad hoc uma solução mais adequada, sem ferir a letra do regulamento do concurso. aparentemente, apenas a comissão julgadora, já a jusante do processo, é que teria consignado em seu parecer que se tratava de uma homenagem póstuma.

em meu humilde entender, a fbn perdeu uma excelente ocasião de prosseguir em seu trabalho de valorização do labor intelectual envolvido no ofício tradutório. que se multipliquem os prêmios! que se homenageem os póstumos! que se reconheça o valor de todos que merecem reconhecimento! mas que não se enquadre num certame, à força ou com rodeios, algo que é vetado por seu regulamento. vamos fazer as palavras valerem, e que a letra morta possa ser letra viva.

se a fbn não quiser reparar esta questão agora, por exemplo atribuindo extemporaneamente um prêmio especial a luís antonio martinez corrêa, parece-me indispensável que pelo menos se comprometa a aprimorar seus futuros regulamentos - contemplando, por exemplo, a especificação "ou seus sucessores legais" - e se empenhe em manter inabalada a credibilidade deste certame tão importante para a vida cultural do país.

11 de dez. de 2009

cebelices

o jornalista e editor a. p. quartim de moraes publicou no estadão mais uma na ferradura, matéria inteligente e lúcida sobre problemas de fundo das entidades do mundo do livro, apontando entre outras coisas o perfil pouco representativo da cbl.

flanela paulistana, um dos blogs de jornalismo independente mais alertas e de mira mais certeira que conheço, desdobrou em câmara da mãe joana alguns importantes aspectos da matéria de quartim de moraes.

10 de dez. de 2009

bastidores

a propósito de um comentário que um leitor deixou em (anti)referências bibliográficas:

"[...] será que não seria bom você ouvir tradutor e editora antes de publicar os posts? Há mais coisas entre tradutor e bastidores de editoras do que você imagina..."

gostaria de esclarecer uma vez mais a linha que norteia o nãogostodeplágio:

9 de dez. de 2009

marco civil

atenção, termina esta semana a primeira fase de consulta pública sobre o marco civil da internet.

leia, acompanhe, dê sua opinião: http://culturadigital.br/marcocivil/consulta/


2 de dez. de 2009

seleção de obras

A Biblioteca Nacional informa às editoras que foi formada uma Comissão de Especialistas para a seleção de livros que poderão ser adquiridos pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, dentro das ações do Programas Livro Aberto, da competência da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), com recursos provindos do Programa Mais Cultura, ambos os Programas do Ministério da Cultura.

 Editoras, Distribuidoras e Livrarias que estiverem interessadas em fornecer catálogos e/ou mesmo publicações para análise, podem entrar em contato diretamente com o SNBP (snbp@bn.br ) e/ou com os especialistas, escolhidos por edital de credenciamento, que estarão responsáveis pela seleção do acervo, cuja listagem subsidiará a licitação para aquisições em 2010.

vi esta notícia no publishnews de hoje. ótimo que haja uma comissão, ótimo que venham recursos do minc para o programa mais cultura, ótimo tudo. mas tomara que os membros da comissão lembrem que há várias coisas podres no reino editorial de pindorama.

a bn é nossa, os programas são nossos, os beneficiados pelos programas somos nós: da sociedade vai e para a sociedade volta - como cidadã, quero coisa boa. por isso, e para colaborar com os programas, enviei uma cartinha ao SNBP e aos integrantes da comissão pedindo atenção redobrada a títulos publicados por editoras que praticam plágios de tradução.

atualização em 04/12/2009: fico feliz que alguns integrantes da comissão da seleção já me responderam, dizendo que estão atentos ao problema.

30 de nov. de 2009

memorabilia



segue-se a lista do nãogostodeplágio com os autores que tiveram suas traduções, notas, introduções surripiadas:

adolfo casais monteiro, antónio ferreira marques, antônio pinto de carvalho, araújo nabuco, artur morão, bandeira duarte, bento prado jr., blásio demétrio, boris schnaiderman, brenno silveira, bruno da ponte, cabral do nascimento, carlos chaves, carlos porto carreiro, casimiro fernandes, e. jacy monteiro, eça de queiroz, eudoro de souza, éverton ralph, fernando de aguiar, fernando carlos de almeida cunha medeiros, floriano de souza fernandes, francisco inácio peixoto, galeão coutinho, godofredo rangel, guilherme de almeida, hebe caletti marenco, helga hoock quadrado, henrique marques ("pandemónio"), hernâni donato, isabel sequeira, ivan emilianovitch schawirin, jacó guinsburg, jaime bruna, jamil almansur haddad, joão lopes alves, joão ângelo oliva neto, joão baptista de mello e souza, joão paulo monteiro, joaquim dá mesquita paul, joaquim machado, jorge camacho, josé duarte, josé tavares bastos, josé augusto drummond, josé laurênio de mello, leila v. b. gouvêa, leonel vallandro, leonidas hegenberg, líbero rangel de andrade, líbero rangel de tarso, ligia junqueira, liliana rombert soeiro, lívio xavier, luís de andrade, luísa derouet, luiz costa lima, manuel dias duarte, manuel odorico mendes, marcílio marques moreira, marcos santarrita, margarida garrido esteves, maria beatriz nizza da silva, maria francisca ferreira de lima, maria helena rocha pereira, maria irene szmrecsányi, mário quintana, milton amado, moacyr werneck de castro, modesto carone, monteiro lobato, natália nunes, octany silveira da mota, octavio mendes cajado, olinda gomes fernandes, oscar mendes, paulo m. oliveira, paulo rónai, péricles eugênio da silva ramos, ricardo iglésias, rodrigo richter, sarmento de beires, sérgio milliet, silvio deutsch, silvio meira, sodré viana, suely bastos, tamás szmrecsányi, vera pedroso, vicente pedroso, wilson lousada, wilson velloso, ymaly salem chammas

imagem: via lasarina