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26 de dez. de 2013

maquiavel entre trotskistas e militares

o primeiro maquiavel entre nós é  o príncipe, lançado no mesmo ano de 1933 por duas editoras, ambas de importante papel na história da esquerda brasileira.
pela calvino filho, em tradução de elias davidovich, da qual não restou muita memória:

pela unitas, em tradução de lívio xavier, a qual se tornou a mais amplamente difundida e constantemente reeditada até a data de hoje:


a athena, outra importante editora de esquerda dos anos 30 aos anos 50, a partir de c.1938 relançou o príncipe na tradução de lívio xavier em várias reedições; em 1940, também em tradução de lívio, publicou  escritos políticos de maquiavel.

em curioso contraste, a arte da guerra de maquiavel é lançada pela primeira vez no brasil em 1944, na coleção "biblioteca clássica de cultura militar", a cargo do coronel j.b. magalhães, da editorial peixoto, em tradução do também coronel renato b. nunes:



sobre maquiavel, em especial o príncipe, no brasil, ver aqui.

10 de fev. de 2013

dlit, contribuições III

de maquiavel, cabe lembrar a tradução de elias davidovitch para o príncipe, com prefácio de maurício de medeiros, que saiu pela calvino filho em 1933. agradeço a indicação ao historiador e pesquisador dainis karepovs.


curioso notar que consta o nome de nicholas machiavel.


dlit aqui.

27 de dez. de 2010

coleção poeira

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Acho que a Coleção Folha "Livros que Mudaram o Mundo" devia mudar de nome e passar a se chamar Coleção Poeira.

Vendo o Cândido, ou o otimista, de Voltaire, que sai nesses dias, fiquei mais uma vez decepcionada.


A tradução de Voltaire feita por Jorge Silva foi publicada de início pela editora Atena em 1938, lá se vão mais de setenta anos.


Quem visita o nãogostodeplágio sabe que sou enérgica defensora da preservação de nosso patrimônio tradutório, o qual entre 1995 e 2009 andou sofrendo saques desenfreados. Mas daí até achar que o tempo parou e que desde os anos 1930-1940 não surgiram novas traduções quiçá mais meritórias vai uma grande distância.

Recapitulemos. Nos volumes lançados pela Coleção Poeira, temos:
  • um descarado plágio de uma antiquésima tradução lusitana de 1908: Darwin, A origem das espécies, ainda por cima feita por interposição do francês e crivada de erros grotescos;
  • um lançamento francamente enganoso: o livro de Gabriel Deville, O capital de Karl Marx, resumido e acompanhado de um estudo sobre o socialismo científico, apresentado como se fosse o próprio O capital de Marx em edição condensada, e como se o Estudo sobre o socialismo científico fosse de sua autoria, também em vetusta tradução; 
  • uma edição de Descartes que dá vontade de chorar de tão ruinzinha que é; 
e nada menos que cinco títulos - a rigor seis, pois o volume de Maquiavel agrupa duas obras - com encanecidas traduções da antiga Atena (que fechou nos anos 1960), desde então exaustivamente republicadas por várias editoras - Ediouro, Abril Cultural, Nova Cultural, Agir, Nova Fronteira, Escala, Cultura Brasileira, Livraria Exposição do Livro, Hemus, Edipro - e que até acho que talvez já estejam em domínio público:

  • Maquiavel, O príncipe, tradução de Lívio Xavier, 1933
  • Maquiavel, Escritos políticos, tradução de Lívio Xavier, 1940 
  • Platão, A república, tradução de Albertino Pinheiro, s/d (em 1950 já era a 4a. ed.)
  • Thomas Morus, Utopia, tradução de Luís de Andrade, 1937
  • Aristóteles, A política, tradução de Nestor Silveira Chaves, 1944
  • Voltaire, Cândido ou o otimista, tradução de Jorge Silva, 1938

A Coleção Poeira tinha anunciado que a obra de Pascal, Pensamentos, sairia na tradução de Paulo M. Oliveira, também do baú de nossas avós. Mas aparentemente mudou de ideia, pois substituiu em seu site o nome de Paulo Oliveira pelo de outro tradutor. Apenas notei a troca de nomes, mas não cheguei a comprar o exemplar nessa outra tradução.


De mais a mais, A república de Platão e A política de Aristóteles são traduções do francês um tanto, digamos, superadas, e que em minha opinião têm valor basicamente histórico.


Não entendi muito bem a razão para reeditar esses títulos, em tradução seja espúria, medíocre ou ultrapassada, em tiragens tão grandes e com tanto aparato de marketing.
  • sobre darwin, a origem das espécies, veja aqui
  • sobre gabriel deville, o capital de karl marx, veja aqui
  • sobre descartes, discurso sobre o método e princípios de filosofia, veja aqui
Retificação em 02/01/11: a tradução de Platão feita por Albertino Pinheiro relançada nesta coleção é O banquete, 1943, também pela Atena [acréscimo em 13/10/2021: trad. esta originalmente publicada pela ed. Cultura Brasileira, s/d, c. 1934-8, e posteriormente reeditada pela Atena]


aqui na edição de 1950, em volume duplo
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24 de nov. de 2010

o maquiavel de lívio xavier

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o segundo volume lançado pela coleção folha "livros que mudaram o mundo" é maquiavel, o príncipe e escritos políticos, em tradução de lívio xavier (1900-1988).

quanto a o príncipe, a tradução de lívio saiu originalmente em 1933 pela editora unitas e a partir de c.1938 passou a ser publicada pela athena editora, onde teve várias reedições. também foi publicada por outras editoras inúmeras vezes e atualmente está nos catálogos da ediouro, nova fronteira (agir), escala, edipro e fundação braille. é a tradução d'o príncipe de maquiavel mais conhecida no brasil: em pesquisa maquiavel, você encontra vários dados a respeito.

já dei minha opinião geral sobre a coleção "livros que mudaram o mundo". se agora comento a de maquiavel, é porque um detalhe me deixou um pouco desorientada: na página de créditos e no site da coleção consta que o copyright da tradução de lívio xavier pertence à editora edipro.

até onde sei, a ediouro tem publicado essa tradução pelo menos desde 1966, declarando ser a detentora dos direitos sobre ela.*

 * ver, por exemplo, a recente edição pocket dessa obra pela nova fronteira  mencionando "copyright da tradução: Ediouro Publicações Ltda".

a questão me parece relevante, não pelo aspecto empresarial, que não me diz respeito, e sim pelo aspecto do acesso à obra.
  • a atena, detentora original dos direitos dessa tradução, fechou as portas nos anos 1960;
  • desconheço que lívio xavier tenha recuperado seus direitos com o fechamento da atena ou que algum sucessor tenha constituído espólio após sua morte;
  • se a ediouro adquiriu formalmente os direitos sobre o catálogo da atena por ocasião de seu fechamento, é evidente que eles pertencem a ela;
  • no entanto, o volume da coleção folha informa que o copyright da tradução pertence não à ediouro, e sim à edipro.
por outro lado, se a editora atena, ao encerrar suas atividades, não chegou a transferir seu catálogo a uma outra empresa, essa tradução de lívio xavier, até onde consigo entender, estaria na situação jurídica de obra abandonada.

em nossa atual lei de direito autoral, obras abandonadas de autores falecidos que não tenham deixado sucessores pertencem ao domínio público (artigo 45, lei 9610/98).

daí minha dúvida: a quem de fato pertencem os direitos desta tradução, à ediouro ou à edipro? porventura não estaria ela em domínio público?

conversei no departamento de contratos da ediouro, ficaram de verificar em seus arquivos. transcorrido quase um mês, entrei em contato de novo: continuavam a verificar...

a mesma dúvida me surgiu em relação à obra de thomas morus, utopia, na tradução de luís de andrade, publicada pela atena em 1937 e várias reedições até 1959, depois pela ediouro desde os anos 60 até a data de hoje e também pela edipro a partir de 1994, a qual por sua vez teria licenciado agora em 2010 os direitos para a coleção folha.
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7 de dez. de 2009

cedic

o centro difusor de cultura (cedic) é uma editora de minas gerais, com uma linha variada que abrange livros e dvds pedagógicos, bíblicos, artísticos e outros. no segmento de literatura, a editora mantém uma coleção chamada "projeto ler literatura universal".

acho essas coisas sempre maravilhosas, pois a grande literatura é de uma riqueza inesgotável e o brasil ainda tem carências neandertalianas no acesso a essas grandes obras. assim, uma editora que anuncia tal projeto e avisa que "A coleção contém 40 obras-primas dos melhores escritores do mundo. O leitor terá a oportunidade de conhecer grandes nomes da literatura e suas obras imortalizadas" desperta esperanças na gente.
bom, não que eu seja muito conhecedora das coisas, mas a relação das 40 obras-primas da cedic me espantou bastante. são elas:

Odisséia - Homero
A Megera Domada & As Alegres Comadres de Windsor - William Shakespeare
Dom Quixote - Miguel de Cervantes
Hamlet - William Shakespeare
Macbeth - William Shakeaspeare
Moby Dick - Herman Melville
O Fantasma da Ópera - Geston [sic] Leroux
O Rei Lear - William Shakespeare
Otelo - William Shakespeare
Romeu e Julieta - William Shakespeare
Sonho de Uma Noite de Verão - William Shakespeare
Drácula - Bram Stoker
Dos Delitos e das Penas - César Beccaria
Ilíada - Homero
O Príncipe - Maquiavel
A Dama das Camélias - Alexandre Dumas Filho
O Banquete - Platão
Édipo Rei - Sófocles
A Divina Comédia - Inferno - Dante Alighieri
A Divina Comédia - Purgatório - Dante Alighieri
A Divina Comédia - Paraíso - Dante Alighieri
Mensagem - Fernando Pessoa
Contos e Histórias - Allan Poe
Os Trabalhadores do Mar - Victor Hugo
O Fantasma de Canterville - Oscar Wilde
De Calígula a Domiciano - Suetônio
De Julio Cesar a Tibério - Suetônio
Fábulas - La Fontaine
História Secreta - Procópio
A Tempestade - William Shakespeare
Contos - Guy de Maupassant
Teodora - Henry de Kock
A Comédia dos Erros - William Shakespeare
20.000 Léguas Submarinas - Julio Verne
Uma Aventura de Natal - Charles Dickens
Eneida - Virgílio
Cleópatra - Henry de Kock
As Minas do Rei Salomão - H. Rider Haggard
A Revolução dos Bichos - George Orwell
O Atentado contra Napoleão - Paulo Matos Peixoto



em 40 títulos, 10 shakespeares?

o banquete de platão agora virou literatura? o príncipe de maquiavel também? dos delitos e das penas de beccaria idem? as vidas de suetônio idem? procópio idem?

gaston leroux, um dos melhores escritores do mundo? as minas do rei salomão como uma das grandes obras-primas universais? a revolução dos bichos também?

henry de kock? e com duas obras? e a cerejinha do bolo, paulo matos peixoto?

e certamente há quem tenha comprado e continue a comprar na boa fé a tal coleção com seus quarenta volumes, achando que está se instruindo na alta literatura mundial ao ler bram stoker e gaston leroux... e paulo matos peixoto, se mal pergunte: quem é este "grande nome da literatura" que figura entre os 27 "melhores escritores do mundo" selecionados pela cedic, autor da "obra imortalizada" o atentado contra napoleão?

perplexíssima com a desfaçatez e atônita com a quantidade de "mais dos mesmos" que perambulam incessantemente pelas rideels, martins clarets e novas culturais da vida - odisseia, moby dick, drácula, os benditos dez shakespeares, os platões, beccarias, maquiavéis e suetônios repetindo-se à exaustão, venho a descobrir que a divina comédia, repicada em três voluminhos, é uma inacreditável cópia - mais uma vez! - da tradução de hernâni donato. anônima, sem qualquer crédito, como se dante tivesse gestado e parido sua magnum opus diretamente vasada na última flor do lácio. ademais a edição fere os preceitos mais básicos da lei do livro, sem ficha catalográfica, sem nenhuma indicação de coisa alguma, nem sequer do local, da editora, da data, nada, nada. só é possível saber que é uma edição da cedic porque consta na contracapa.

continuo achando que devia existir uma ANVISA do livro. afinal o intelecto não pode ficar sujeito a tanta contrafação e a tanta ishperteza - o alimento do espírito, por ainda melhor razão, deveria receber cuidados muito maiores.

imagens: cedic

22 de set. de 2009

rideel, livros tirados de catálogo

cerca de um mês e meio atrás, o diretor comercial da editora rideel me informou que, em vista das irregularidades de seu catálogo apresentadas no nãogostodeplágio, a empresa tinha decidido retirar de catálogo e circulação não só os livros aqui denunciados, mas também todos os demais que integravam a coleção biblioteca clássica e a coleção sherlock holmes, além de três títulos da coleção o melhor de shakespeare. comentei a notícia em bons ventos.

constam neste blog sete cotejos de traduções publicadas pela rideel, em nome de heloísa da graça burat(t)i, que são visíveis apropriações da obra de outros tradutores:

- von ihering, a luta pelo direito
- nietzsche, ecce homo
- nietzsche, acerca da verdade e da mentira
- nietzsche, o anticristo
- savigny, metodologia jurídica
- campanella, a cidade do sol
- th. more, utopia

além dos sete títulos cotejados, a editora rideel, segundo comunicado oral do sr. mario amadio, teve por bem retirar de catálogo e circulação as obras que integram:

BIBLIOTECA CLÁSSICA (28 títulos)

BIBLIOTECA SHERLOCK HOLMES (12 títulos)


BIBLIOTECA O MELHOR DE SHAKESPEARE (3 títulos)

tais publicações se estendem de 2003 a 2009, com número variável de reedições. perante a iniciativa da editora rideel em excluir tais obras de seu catálogo, sinto-me autorizada a relacioná-las no rol dos livros a ser evitados, como medida de simples precaução em defesa do leitor.

este post foi atualizado em 25 de abril de 2009, retirando os títulos individuais de cada coleção. ver rideel, retratação. as imagens de capa das 48 obras retiradas de catálogo se encontram aqui.

imagem: http://www.desciclo.pedia.ws/

15/12/2012: veja aqui uma atualização.

5 de set. de 2009

clássicos têm traduções dúbias, 2

segue-se a segunda parte do artigo de alfredo monte, a quem agradeço novamente a gentil autorização para reproduzi-lo.

CLÁSSICOS TÊM TRADUÇÕES DÚBIAS (cont.)
Alfredo Monte

Depois dessa surpresa desagradável, nova tentativa, dessa vez com a obra-prima de outro autor inglês: Robinson Crusoé (1719), de Daniel Defoe. E aí, outro cúmulo de cinismo: na contracapa e na página que abre o volume encontra-se a expressão texto integral. É claro que se pode ter alguma desconfiança inicial diante das magras duzentas páginas (tá certo que a letra é espremidinha) do volume, uma vez que a edição da Companhia Editora Nacional que me apresentou às aventuras do náufrago mais famoso tinha mais de quatrocentas páginas, o mesmo acontecendo com a edição clássica da Jackson com a tradução canônica de Flávio Poppe de Figueiredo & Costa Neves.

O leitor poderá julgar por si mesmo. Na edição Jackson, a auto-apresentação de Robinson (“Nasci no ano de 1832 na cidade de York etc. etc.”) até sua fuga de casa para Londres, numa desastrosa primeira viagem de navio: cinco páginas e dez parágrafos. No texto integral da Martin Claret está tudo na primeira página e em três parágrafos!

Não há nada de errado em se condensar um texto, aliás é uma prática há muito executada para atrair o leitor juvenil, para livros justamente como os de Shelley & Defoe. Agora, apresentar uma condensação como texto integral é algo indefensável pois desfigura a idéia que se terá do texto já de saída.

Quanto a utilizar camufladamente, quase na íntegra, uma tradução anterior, há um nome no Direito para tal ação.

Esperemos que os outros títulos publicados pela Martin Claret tenham procedimentos menos dúbios e mais corretos.

Adendo de 2009 - Na maciota, a Martin Claret trocou sua nefanda condensação pela republicação da tradução de Flávio Poppe de Figueiredo & Costa Neves, o que foi ótimo porque trouxe de volta a mais impecável das versões brasileiras do livro. Agora a letra continua espremidinha, porém são 384 páginas de texto. Um detalhe hilário: na 4ª. capa temos a seguinte afirmação: “esta nova edição sai, agora, completada com as partes que não foram incluídas nas edições anteriores”. Mas a capa da edição picareta era de melhor gosto. A nova é horrenda.

de fato, a tradução completa tinha saído pela jackson com 460 páginas, inaugurando sua coleção "grandes romances universais", em 1947. agora eu pergunto: e os leitores que adquiriram a edição magrinha da claret, na crença de ser o texto integral, como é que ficam?

outro caso de edição condensada que a editora martin claret apresenta como se fosse "texto integral" é a arte da guerra, de maquiavel - vide o quilo de 150 gramas.

imagem: livraria traça

3 de jun. de 2009

providências rideelianas

constatei no site da editora rideel que o catálogo de suas obras de filosofia agora está vazio. se se fizer uma pesquisa, o resultado obtido é "Total: 0". até poucos dias atrás, podia-se pedir detalhamento de cada obra e até a foto em destaque de cada capa.

na relação de autores, ainda constam os nomes de platão, descartes, hegel, nietzsche, hobbes, maquiavel, campanella etc., que compunham o catálogo de obras filosóficas da rideel - mas a pesquisa em "confira outras obras deste autor" também resulta em "Total: 0".

isso parece indicar que a editora resolveu dar uma espiada mais atenta nesses seus títulos.

da lista de obras cadastradas no isbn/fbn com tradução em nome de "heloísa da graça burati" (com um "t"), o site da editora rideel manteve três obras de shakespeare, a megera domada, as alegres comadres de windsor e medida por medida. não conheço esses shakespeares da rideel, mas até fiquei meio curiosa em ver essas traduções.

22 Publicações encontradas, distribuídas em 1 página
ISBN TÍTULO
85-339-0723-0 ECCE HOME
85-339-0724-9 UTOPIA
85-339-0725-7 O BANQUETE
85-339-0726-5 ALEM DO BEM E DO MAL
85-339-0727-3 A ARTE DA GUERRA
85-339-0728-1 O NASCIMENTO DA TRAGEDIA
85-339-0729-X INTRODUÇÃO A HISTORIA DA FILOSOFIA
85-339-0742-7 A MEGERA DOMADA
85-339-0743-5 AS ALEGRES COMADRES DE WINDSOR
85-339-0744-3 MEDIDA POR MEDIDA
85-339-0730-3 PRINCIPIOS DA FILOSOFIA
85-339-0731-1 HUMANO DEMASIADO HUMANO
85-339-0732-X A CIENCIA GAIA
85-339-0733-8 ASSIM FALAVA ZARATUSTRA
85-339-0734-6 A REPUBLICA
85-339-0720-6 ACERCA DA VERDADE E DA MENTIRA / O ANTICRISTO
85-339-0760-5 LEVIATÃ
85-339-0769-9 A CIDADE ANTIGA
85-339-0773-7 A LUTA PELO DIREITO
85-339-0774-5 METODOLOGIA JURÍDICA
85-339-0776-1 TEORIA SIMPLIFICADA DE POSSE
978-85-339-0938-0 PRINCÍPIOS DA FILOSOFIA

quanto às obras aqui cotejadas, a luta pelo direito, de rudolf von ihering [veja aqui] agora consta como esgotada nas principais livrarias com acervo online. isso parece indicar que o livro não está mais em circulação. por outro lado, o volume que traz acerca da verdade e da mentira [veja aqui] e o anticristo [veja aqui], de nietzsche, na pretensa tradução que a editora atribui a "heloísa da graça burati", ainda continua à venda em diversas livrarias, por exemplo na fnac.

seria bom se a editora rideel se dispusesse a regularizar rapidamente seu catálogo. fico torcendo para que a referida editora normalize tudo o mais breve possível, retire realmente os exemplares espúrios de circulação e dê alguma satisfação aos leitores que confiaram em suas edições.

imagem: forum 0937, google images

1 de jun. de 2009

ao magnífico lorenzo


maquiavel, o príncipe, dedicatória

1. lívio xavier (atena)
ao magnífico lorenzo, filho de piero de medici

as mais das vezes, costumam aqueles que desejam granjear as graças de um príncipe, trazer-lhe os objetos que lhe são mais caros, ou com os quais o vêem deleitar-se; assim, muitas vezes, eles são presenteados com cavalos, armas, tecidos de ouro, pedras preciosas e outros ornamentos dignos de sua grandeza. desejando eu oferecer a vossa magnificência um testemunho qualquer da minha obrigação, não achei, entre os meus cabedais, coisa que me seja mais cara ou que tanto estime, quanto o conhecimento das ações dos grandes homens apreendido por uma longa experiência das coisas modernas e uma contínua lição das antigas; as quais, tendo eu, com grande diligência, longamente cogitado, examinando-as, agora mando a vossa magnificência, reduzidas a um pequeno volume. e conquanto julgue indigna esta obra da presença de vossa magnificência, não confio menos em que, por humanidade desta, deva ser aceita, considerado que não lhe posso fazer maior presente que lhe dar a faculdade de poder em tempo muito breve aprender tudo aquilo que, em tantos anos e à custa de tantos incômodos e perigos, hei conhecido.

2. pietro nassetti (martin claret)
ao magnífico lorenzo, filho de piero de medici

as mais das vezes, costumam aqueles que desejam granjear as graças de um príncipe trazer-lhe os objetos que lhes são mais caros, ou com os quais o vêem deleitar-se; assim, muitas vezes, eles são presenteados com cavalos, armas, tecidos de ouro, pedras preciosas e outros ornamentos dignos de sua grandeza. desejando eu oferecer a vossa magnificência um testemunho qualquer da minha obrigação, não achei, entre os meus cabedais, coisa que me seja mais cara ou que tanto estime quanto o conhecimento das ações dos grandes homens apreendido por uma longa experiência das coisas modernas e uma contínua lição das antigas; as quais, tendo eu, com grande diligência, longamente cogitado, examinando-as, agora mando a vossa magnificência, reduzidas a um pequeno volume.
e conquanto julgue indigna esta obra da presença de vossa magnificência, não confio menos em que, por sua humanidade, deva ser aceita, considerado que não lhe posso fazer maior presente que lhe dar a faculdade de poder em tempo muito breve aprender tudo aquilo que, em tantos anos e à custa de tantos incômodos e perigos, hei conhecido.

1. lívio xavier (atena)
não ornei esta obra e nem a enchi de períodos sonoros ou de palavras empoladas e floreios ou de qualquer outra lisonja ou ornamento extrínsceo com que muitos costumam descrever ou ornar as próprias obras; porque não quis que coisa alguma seja seu ornato e a faça agradável senão a variedade da matéria e a gravidade do assunto. nem quero que se repute presunção o fato de um homem de baixo e ínfimo estado discorrer e regular sobre o governo dos príncipes; pois os que desenham os contornos dos países se colocam na planície para considerar a natureza dos montes, e para considerar a das planícies ascendem aos montes, assim também para conhecer bem a natureza dos povos é necessário ser príncipe, e para conhecer a dos príncipes é necessário ser do povo. tome, pois, vossa magnificência este pequeno presente com a intenção com que eu o mando. se esta obra for diligentemente considerada e lida, vossa magnificência conhecerá o meu extremo desejo que alcance aquela grandeza que a fortuna e outras qualidades lhe prometem. e se vossa magnificência, do ápice da sua altura, alguma vez volver os olhos para baixo, saberá quão sem razão suporto uma grande e contínua má sorte.

2. pietro nassetti (martin claret)
não ornei esta obra e nem a enchi de períodos sonoros ou de palavras empoladas e floreios ou de qualquer outra lisonja ou ornamento extrínsceo com que muitos costumam descrever ou ornar as próprias obras; porque não quis que coisa alguma seja seu ornato e a faça agradável senão a variedade da matéria e a gravidade do assunto. nem quero que se repute presunção o fato de um homem de baixo e ínfimo estado discorrer e regular sobre o governo dos príncipes, pois tal como os que desenham os contornos dos países se colocam na planície para considerar a natureza dos montes, e para considerar a das planícies ascendem aos montes, assim também para conhecer bem a natureza dos povos é necessário ser príncipe, e para conhecer a dos príncipes é necessário ser do povo.
tome, pois, vossa magnificência este pequeno presente com a intenção com que eu o mando. se esta obra for diligentemente considerada e lida, vossa magnificência conhecerá o meu extremo desejo: que vossa magnificência alcance aquela grandeza que a fortuna e outras qualidades lhe prometem. e se vossa magnificência, do ápice da sua altura, alguma vez volver os olhos para baixo, saberá quão sem razão suporto uma grande e contínua má sorte.

desnecessário comentar a cópia sem rebuços.


atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.





imagem: www.defesabr.com

22 de mai. de 2009

o quilo de 150 gramas

alguém sabe me explicar como um texto integral de mais ou menos umas 170-200 páginas, dependendo da edição, pode caber em 33 páginas, com letra de tamanho normal e formato pocket, e continuar se apresentando como "texto integral"?*

* por exemplo, maquiavel, a arte da guerra:
- editora escala, 174 pp.
- editora l&pm, 208 pp.
- editora martin claret, 33 pp.

imagem: http://complexus.blogs.sapo.pt

29 de abr. de 2009

maquiavel e a última flor do lácio

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assim, maquiavel chega ao brasil por volta de 1940, com o príncipe e a famosa carta a vettori na tradução de lívio xavier. [vide atualização] se a data parece tardia, também é surpreendente o adiantado dos anos da primeira publicação de maquiavel em portugal. foi somente em 1935 que apareceu a primeira tradução portuguesa do florentino: justamente o príncipe, posto em vernáculo por francisco morais e publicado pela editora atlântida.

num contraste com a edição brasileira, e que achei muito interessante, a primeira tradução maquiavelina lusitana traz como prefácio um artigo de mussolini* e o tradutor era destacado defensor do regime de salazar. justiça lhe seja feita: afirmam os comentadores que a integridade intelectual de francisco morais foi mais do que suficiente para garantir que o viés do fascismo não interferisse no trabalho de tradução. vide aqui.

* no brasil, até onde sei, a única edição que reproduz esse artigo (em posfácio) é a da editora rio (1979), com tradução em nome de aurora pereira de carvalho.

assim, maquiavel leva uns 420 anos para aportar em solo brasileiro e em solo lusitano: entre 1933 e 1935. em ambos os casos, conhecemo-lo inicialmente em o príncipe. do lado de lá do atlântico, sob a égide salazarista; do lado de cá, em lavra de eminente figura de oposição à ditadura varguista. em ambos os casos, traduções respeitáveis e respeitadas. a chamada "tradução fascista" jamais conheceu reedição, sendo raridade bibliográfica, ao passo que a fortuna histórica da tradução de lívio xavier ainda tem longa vida pela frente.

atualização em 12/02/2013: este post perdeu parte de sua validade no que se refere à datação, visto que a primeira edição dessa tradução de lívio xavier saiu em 1933 pela editora unitas, passando a ser publicada pela athena editora a partir de c.1938. ademais, também em 1933 sai a tradução d'o príncipe feita por elias davidovitch para a editora calvino. mantenho o post pelas outras informações, que me parecem interessantes.

maquiavel, lívio xavier

sobre a abundância de edições de o príncipe de maquiavel, veja aqui o que foi localizado agora:
- 58 edições diferentes
- 33 traduções diferentes (em princípio), sem contar a de carlos eduardo soveral, por ser portuguesa
- 6 edições cujo tradutor não descobri

a tradução mais reproduzida é a de lívio xavier, em 11 editoras ou selos editoriais diferentes, em inúmeras e sucessivas reedições: abril cultural, agir, atena, ediouro, edipro, escala, fundação para a leitura do cego, nova cultural (até 1999), pocket ouro, prestígio e tecnoprint.

agir, ediouro, pocket ouro, prestígio e tecnoprint fazem parte do mesmo grupo, a ediouro. a atena fechou. a abril cultural fechou. a nova cultural trocou a tradução de lívio xavier por uma de olívia bauduh. (sobre olívias bauduhs e trocas na nova cultural, já vimos o caso dos pensamentos de pascal - talvez seja algo na mesma linha.) a escala até 2008 publicava a tradução de o príncipe em nome de ciro mioranza. parece que em 2009 resolveu adotar a de lívio xavier.

resumindo: atualmente, a tradução de lívio xavier circula pela ediouro, pela edipro, pela escala e em braille. ainda é a mais difundida e certamente serve de base ou de consulta para outras traduções.

é também a obra que introduziu maquiavel pela primeira vez no brasil. traz em apêndice a famosa carta de maquiavel a vettori, e vem com prefácio e notas do tradutor. ignoro o ano em que foi lançada pela atena editora. sei que a segunda edição é de 1944. tenho a terceira edição, de 1948. então, aplicando ao reverso esse intervalo de 4 anos, vou considerar 1940 como data hipotética da inaugural arribada maquiavelina in terra brasilis.*

* agradeceria muito se alguém soubesse me informar a data exata dessa primeira edição.

é um contexto bem interessante, em plena ditadura estadonovista, com uma razoável influência ideológica do fascismo, época da segunda guerra mundial. lívio barreto xavier, nascido em 1900 no ceará, formado em direito no rio de janeiro, teve intensa militância política desde 1925, data em que ingressou no partido comunista brasileiro. em 1929 foi expulso do partido, por divergências de fundo com a linha dominante de perfil nacionalista, sob astrojildo pereira. em 1931 mudou-se para são paulo, criando com mário pedrosa, aristides lobo, benjamin péret, a primeira organização trotskista brasileira. sob a forte repressão da ditadura vargas e o peso das divergências internas do trotskismo brasileiro, acabou se afastando da política militante em 1935, dedicando-se à tradução, à crítica literária e ao jornalismo cultural. morreu em 1988.

lívio xavier traduziu muito. seu nome faz parte do panteão dos tradutores que colocaram as obras do pensamento universal ao alcance dos brasileiros. tinha escrita fluente, elegante e mordaz. deixou sua marca entre a intelectualidade brasileira. seu texto esboço de uma análise da situação econômica e social do brasil (1930), em parceria com mário pedrosa, é tido como a primeira análise marxista, séria e consistente, sobre o país. autor também de nosso patrimônio cultural, tempestade sobre a ásia: a luta pela manchúria (com o pseudônimo de l. mantsô), infância na granja, o elmo de mambrino (que lhe valeu o prêmio jabuti de 1976, na categoria de estudos literários). como poeta bissexto, deixou uma coletânea de dez poemas de lívio xavier ilustrados por noêmia mourão. seu acervo se encontra no cedem, centro de documentação e memória, da unesp.

entre suas traduções incluem-se:

benjamin farrington, a ciência grega, e o que significa para nós (com joão cunha andrade)
edgar a. poe, o poço e o pêndulo
gandhi, memórias de gandhi
hegel, enciclopédia das ciências filosóficas (3 vol.) - aqui também trata-se da primeira tradução de uma obra integral de hegel no brasil (1936)
kropotkin, em torno de uma vida - memórias de um revolucionário (com berenice xavier)
louis fischer, alvorada da vitória (1943, ed. prometeu)
maquiavel, carta a vettori
maquiavel, escritos políticos
maquiavel, o príncipe
rené wellek, história da crítica moderna
roger gal, história da educação
rosa luxemburgo, reforma ou revolução
rosa luxemburgo, reforma, revisionismo e oportunismo
spinoza, ética
trotsky, minha vida
trotsky, terrorismo e comunismo

imagem: http://cronologia.leonardo.it

atualização em 12/2/2013:  o príncipe em tradução de lívio xavier saiu em 1933 pela editora unitas, passando a ser publicada pela athena a partir de c.1938.


atualização em 24/5/13: agradeço a dainis karepovs pela imagem de capa.

28 de abr. de 2009

quantos!


é impressionante como volta e meia a gente tropeça num príncipe, num contrato social, num elogio da loucura, numa república. se quantidade de edições diferentes significa avanço de qualidade, devemos ser uns especialistas na exegese maquiavelina!

maquiavel, o príncipe:

ab editora, oliveira leite gonçalves
abril cultural, lívio xavier
agir, lívio xavier
atena, lívio xavier
bertrand brasil, roberto grassi
bibliex, edson bini
calvino filho, elias davidovitch
cedic, não consegui saber
centauro, brasil bandecchi
círculo do livro, antonio d'elia
civilização brasileira, roberto grassi
clio, henrique amat rêgo monteiro
companhia das letras, maurício santana dias
cultrix, antonio d'elia
difel, roberto grassi
dpl, cândida de sampaio bastos
ed. unb, sérgio bath
edijur, não consegui saber
ediouro, lívio xavier
edipro, lívio xavier
elsevier, mônica bana (pelo espanhol)
escala, ciro mioranza
escala, lívio xavier
fundação para a leitura do cego no brasil, lívio xavier
fundação para a leitura do cego no brasil, outra edição, não sei qual
garnier, ana carolina moreira
gb, não consegui saber
germape, gilson césar cardoso de sousa
grupo folha, coleção "livros que mudaram o mundo", lívio xavier
hedra, josé antonio martins [bilíngue]
hemus, edson bini
hemus, torrieri guimarães
ícone, brasil bandecchi e mirtes de matteo
jardim dos livros, ana paula pessoa
juruá, nélia silka
leia, oberdan masucci
letras e artes, miécio tati
leud, amilcare carletti
lpm [o tradutor solicitou que seu nome fosse retirado deste levantamento]
madras, afonso teixeira filho
martin claret, pietro nassetti
martin claret, leda beck
martins fontes, maria júlia goldwasser
nova cultural, lívio xavier
nova cultural, olívia bauduh
nova fronteira, lívio xavier
otto pierre, não consta
parma, brasil bandecchi
paz e terra, maria lúcia cumo
planeta de agostini, carlos e. soveral
prestígio, lívio xavier
revista dos tribunais, josé cretella jr. e agnes cretella
rideel, torrieri guimarães
rigel, ferdinando schwartz
rio, aurora pereira de carvalho
russell, ricardo rodrigues gama
senado federal, mário e celestino da silva
suprema cultura, não consegui saber (como organizador valter roberto augusto)
tecnoprint, lívio xavier
três, lívio xavier
universo dos livros, não consegui saber
vecchi, mário e celestino silva
vozes, ivan hingo weber

afora o caso da planeta de agostini (a tradução de carlos eduardo soveral foi publicada em 1955 pela guimarães, de portugal), os demais parecem ser fauna local.

achei um certo exagero: entre essas 58 [59; 60; 61]* edições, há umas 38 traduções diferentes, algumas não muito recomendáveis, a saber, a assinada por "pietro nassetti" e a assinada por "olívia bauduh". mas, tirando isso, podia até ser simpático acompanhar esse périplo tradutório do príncipe em terra brasilis.

*atualizado em 31/08/2010; atualizado em 02/03/2011; atualizado em 28/11/2012

imagens: www.ga.wikipedia.org; http://www.playainnovations.com/

1 de abr. de 2009

meus complexos

não sou uma grande tradutora, longe disso. entre paradas e retomadas, acho que tenho uns dezesseis anos no ofício e uns sessenta livros traduzidos. embora trabalhe bastante, sei que sou uma anta tosca e limitada, e quase incapaz de fazer traduções literárias.

acredito no ideário iluminista do autoaperfeiçoamento. tenho como ideal de praticante do ofício aquele tradutor capaz de trafegar entre literatura em prosa e verso, teatro, filosofia, ciência política, história, em alemão, espanhol, grego, inglês, persa, italiano, russo, latim, francês, alemão, português, e terminar uma bela tradução a cada quinze dias. pietro nassetti, da editora martin claret, é a encarnação deste meu ideal.

após estudar longamente seu trabalho, concluí que se tratava de um ideal inatingível e que teria de eleger outro modelo para me guiar na vida. acho importante manter a desenvoltura e a flexibilidade intelectual, mesmo em sacrifício da agilidade. assim, pensei que podia aspirar a uma carreira como a de jean melville ou de alex marins, também martin-claretianos, contentando-me em traduzir alguma bela obra em, digamos, um mês.

também estudei o trabalho de ambos. não sei se serei capaz de me aproximar algum dia de tais exemplos. começo a sentir um grande complexo de inferioridade e muita insegurança em minhas atividades. penso em abandonar a área e ficar varrendo o terraço de casa. mas não posso ceder à autopiedade, devo aceitar as coisas como elas são, e creio que, sendo mais modesta, posso me contentar em ter como modelo uma figura menos polivalente, menos profícua, mas mesmo assim capaz de despertar uma vontade de emulação.

pois já não seria um bom começo ter em sua biografia tradutória uma listagem assim?

campanella, a cidade do sol
conan doyle, a caixa macabra e outras histórias
conan doyle, a face amarela e outras histórias
conan doyle, a morte do chantagista e outras histórias
conan doyle, as nódoas de sangue e outras histórias
conan doyle, o arpoador maldito e outras histórias
conan doyle, o cão dos baskervilles
conan doyle, o detetive agonizante e outras histórias
conan doyle, o signo dos quatro
conan doyle, o último adeus e outras histórias
conan doyle, o vale do terror
conan doyle, os sete mistérios
conan doyle, um estudo em vermelho
descartes, princípios da filosofia
erasmo de roterdã, elogio da loucura
fustel de coulanges, a cidade antiga
hegel, introdução à história da filosofia
hobbes, leviatã
ihering, a luta pelo direito
ihering, teoria simplificada de posse
jim wheeler, o poder do pensamento inovador
linda sonntag, kama sutra
linda sonntag, sexo sensacional
linda sonntag, técnicas sexuais
maquiavel, a arte da guerra
maquiavel, o príncipe
nietzsche, a gaia ciência
nietzsche, além do bem e do mal
nietzsche, assim falou zaratustra
nietzsche, ecce homo
nietzsche, humano, demasiado humano
nietzsche, o anticristo
nietzsche, o nascimento da tragédia
peg pickering, como administrar conflitos
platão, a república
platão, fédon
platão, o banquete
savigny, metodologia jurídica
shakespeare, a megera domada
shakespeare, as alegres comadres de windsor
shakespeare, medida por medida
susan mumford, massagem sensual
thomas morus, utopia

também autora de alemão - guia de bolso, pela editora rideel, heloísa da graça burati restaura-me as esperanças, soergue meu ânimo - em breve vou me dedicar à sua obra tradutória para avaliar se poderei ser uma discípula à sua altura.

imagens: www.scriptorium.sk; images google, carmen miranda

26 de mar. de 2009

o mito do preço II

comentei no post anterior que não abordo questões comerciais, mas que fico espantada com um argumento frequente, a saber, que as edições claretianas teriam tanto sucesso por serem as mais baratas na praça. considero essa questão do suposto preço baixo da claret um argumento falacioso, que faz parte de sua máquina de propaganda e não corresponde à realidade.


martin claret
tradução: pietro nassetti
R$ 10,50

maquiavel, o príncipe
paz e terra
tradução: maria lúcia cumo
R$ 8,00

maquiavel, o príncipe
tradução: roberto grassi
bertrand brasil na estante virtual
R$ 5,00

maquiavel, o príncipe
download gratuito no portal domínio público
R$ 0,00

11 de fev. de 2009

o contexto II

continuando.

I. sobre os autores e a ordem das obras
os quarenta autores publicados na coleção os pensadores da nova cultural (2004-2005) foram selecionados entre os 114 autores da coleção original da abril cultural.

na programação inicial da nc, que previa apenas 20 volumes, os autores foram escolhidos entre os 58 autores dos 35 volumes iniciais da coleção da abril cultural (sem contar os pré-socráticos, que são quinze). o critério de ordenamento é claramente cronológico, e segue o mesmo recorte temporal da coleção de 1972-75. claro que sempre se pode indagar dos critérios empregados para incluir uns e excluir outros, mas não é disso que se trata.

com a ampliação do projeto para 40 volumes, fica evidente que, a partir do vigésimo-primeiro volume, teve-se por bem abandonar o critério de ordenamento cronológico. mas não consegui discernir com clareza qual teria sido o critério que veio a substituí-lo: rousseau de cambulhada entre pavlov e husserl, santo anselmo se sucedendo a heidegger, a coleção se encerrando com os pré-socráticos seguidos de montesquieu.

II. sobre os títulos
quanto ao conteúdo propriamente dito das obras, não comparei todas elas. mas, até onde vi, corresponde ao das edições selecionadas entre a coleção original - salvo as seguintes exceções:

- platão
a. abril cultural:
diálogos: o banquete, fédon, sofista, político
b. nova cultural:
diálogos: eutífron, apologia de sócrates*, críton, fédon
* cabe notar que há a repetição da apologia, que já estava no volume 1 (sócrates) da nova cultural

- platão II
a. abril cultural:
----
b. nova cultural:
a república (a título de brinde, acompanhando platão I)

- aristóteles
a. abril cultural:
(vol. I) tópicos, dos argumentos sofísticos; (vol. II) metafísica. ética a nicômaco, poética
b. nova cultural:
poética, organon, política, constituição de atenas (volume único)

III. sobre as traduções
quanto às traduções usadas pela abril cultural, várias foram publicadas sob licença de outras editoras, devidamente creditadas, e muitas outras foram feitas expressamente para a coleção, idem.

comparei a lista das traduções dos títulos comuns às duas coleções. em sua maioria, são as mesmas, mas com uma ressalva: em casos de traduções licenciadas de outras editoras, não há qualquer menção à licença e tampouco a seus nomes como detentoras dos direitos de publicação (em outros termos, se não for simples desleixo, essa omissão parece talvez indicar contrafação ou reprodução não-autorizada). já nos casos das traduções feitas para a antiga coleção da abril cultural, consta "direitos exclusivos sobre as traduções deste volume: editora nova cultural ltda."
eu disse acima: "em sua maioria, são as mesmas". as exceções são as seguintes:

- sócrates
a. abril cultural:
platão, defesa de sócrates (jaime bruna)
xenofonte, ditos e feitos memoráveis de sócrates (líbero rangel de andrade)
xenofonte, apologia de sócrates (líbero rangel de andrade)
b. nova cultural:
platão, apologia de sócrates (enrico corvisieri)
xenofonte, ditos e feitos memoráveis de sócrates (mirtes coscodai)
xenofonte, apologia de sócrates (ambíguo: consta mirtes coscodai na página de rosto e não consta no começo da obra)

- aristóteles
a. abril cultural:
poética (eudoro de souza)
b. nova cultural:
poética (baby abrão)

- maquiavel
a. abril cultural:
o príncipe (lívio xavier)
escritos políticos (lívio xavier)
b. nova cultural:
o príncipe (olívia bauduh)
escritos políticos (olívia bauduh)

- descartes
a. abril cultural:
discurso do método (jacó guinsburg e bento prado jr.)
meditações (jacó guinsburg e bento prado jr.)
paixões da alma (jacó guinsburg e bento prado jr.)
b. nova cultural:
discurso do método (enrico corvisieri)
meditações (enrico corvisieri)
paixões da alma (enrico corvisieri)

- pascal
a. abril cultural:
pensamentos (sérgio milliet)
b. nova cultural:
pensamentos (olívia bauduh)

IV. sobre as traduções dos títulos novos
quanto às sete obras que não constavam na coleção da abril cultural, e foram introduzidas na coleção da nova cultural, as respectivas traduções são de:

platão, eutífron: ambíguo - enrico corvisieri/ não consta
platão, críton: ambíguo - enrico corvisieri/ não consta
platão, fédon: ambíguo - enrico corvisieri/ não consta
platão, a república: enrico corvisieri
aristóteles, organon: pinharanda gomes
aristóteles, política: baby abrão e therezinha deutsch
aristóteles, constituição de atenas: therezinha deutsch

V. resumindo
há, portanto, 17 obras publicadas na coleção os pensadores da nova cultural que não constavam ou constavam em outras traduções na coleção original da abril cultural.

entre as traduções dessas 17 obras:
- pinharanda gomes é um estudioso português, cuja tradução do organon teve sua primeira edição em 1985, pela guimarães. aparentemente a nova cultural teria comprado os direitos da guimarães, pois afirma ser a detentora dos "direitos exclusivos sobre as traduções deste volume" de aristóteles. mas tenho algumas dúvidas, e acharia mais provável que se trate de uma contrafação, visto que organon de pinharanda gomes continua ativo no catálogo da guimarães.
- 12/16 obras aparecem em novas traduções.
- 4/0 obras não mencionam os créditos de tradução.

sobre elas pretendo me debruçar um pouco nos próximos dias.

imagem: lugardoconhecimento.wordpress.com

o contexto I

o lançamento da coleção os pensadores da abril cultural começou em 1972 e se estendeu até 1975, num projeto de grande fôlego coordenado por josé américo pessanha. a coleção contou com o trabalho de acompanhamento, consultoria, seleção e tradução de dezenas e dezenas de intelectuais do mais alto nível. foi uma iniciativa muito importante, que marcou época, introduzindo no brasil autores, obras e excertos de obras do pensamento até então indisponíveis no país. tornaram-se de fato livros de imensa utilidade para o ensino nas mais diversas áreas de graduação e para quem queria se enfronhar um pouco em filosofia, teoria econômica, teoria política, antropologia, lógica, psicologia, psicanálise, teoria da linguagem etc. a coleção era composta por 52 volumes, com textos de 114 pensadores no total (pois diversos volumes traziam textos de dois ou mais pensadores), com apresentação em ordem cronológica. teve inúmeras reedições, e muitos textos realmente se tornaram obras de referência.

após a extinção da abril cultural, a nova cultural não interrompeu a publicação dos títulos herdados na partilha, reeditando-os à medida que iam se esgotando. mas, neste processo, foram se registrando várias mudanças em relação a os pensadores originais: no escopo, na abrangência temática, na quantidade de obras ou excertos de cada pensador, na apresentação, na qualidade técnica, material e editorial. em suma, foi se tornando um fantasma pálido do projeto inicial. no final dos anos 1990, a coleção da nova cultural começou rapidamente a perder credibilidade nos meios acadêmicos e entre os aficionados de obras do pensamento.

em 2004, veio a iniciativa da nova cultural em "relançar" a coleção com grande campanha de marketing e propaganda. de início, a coleção se resumiria a 20 volumes e 20 pensadores, além de uma obra adicional chamada história da filosofia. devido ao sucesso alcançado, a editora decidiu ampliar a coleção para 40 volumes, acrescentando mais outra obra chamada grandes filósofos, totalizando 42 volumes.

a coleção os pensadores da nova cultural estava a cargo da coordenadora editorial janice florido e do editor eliel silveira cunha, os mesmos de triste memória que em 2002-2003 tinham estado à frente da infeliz coleção obras-primas. com a diferença, porém, que desta feita não havia o patrocínio da suzano celulose.

projeto inicial de lançamento em 2004:
1. Sócrates
2. Platão
3. Aristóteles
4. Santo Agostinho
5. São Tomás de Aquino
Volume extra: História da filosofia
6. Maquiavel
7. Thomas More
8. Galileu
9. Montaigne
10. Thomas Hobbes
11. Descartes
12. Espinosa
13. Leibniz
14. Hume
15. Kant
16. Hegel
17. Schopenhauer
18. Comte
19. Nietzsche
20. Marx

os que vieram a se acrescentar à coleção foram:
21. Freud
22. Bacon
23. Heidegger
24. Santo Anselmo
25. John Locke
26. Montaigne II
27. Pascal
28.Vico
29. Berkeley
30. Pavlov
Volume extra: Grandes Filósofos
31. Rousseau
32. Husserl
33. Diderot
34. Newton
35. Bergson
36. Rousseau II
37. Adorno
38. Abelardo
39. Pré-Socráticos
40. Montesquieu

se alguém se interessar pelo conteúdo da coleção original de os pensadores pela abril cultural, veja aqui.

imagem: domenico ghirlandaio, são jerônimo em seu gabinete

12 de jan. de 2009

ementas / utilidade pública


como eu estava dizendo, é o professor que ensina.

seguem-se alguns exemplos de ementas de curso para graduação e pós-graduação, de norte a sul do país. são recentíssimos: 2008 e 2009.

como a revelação escandalosa dos plágios da martin claret, com repercussão nacional, ocorreu em outubro/novembro de 2007, não dá para alegar desconhecimento.

[para ver os programas completos, clique nos respectivos links]

Disciplina: PGL 3123 – Tópicos Especiais de Leitura
Período: 2º semestre 2008 Roteiro de leituras dos textos clássicos [...] PLATÃO. A República. Tradução de Pietro Nassetti. São Paulo. Editora Martin. Claret 2007 ________ Apologia de Sócrates. Tradução de Jean Melville. São Paulo. Editora Martin. Claret 2003 ________ Fedro. Tradução de Alex Marins. São Paulo. Editora Martin. Claret 2007

PLANO DE ENSINO 2008 2.2 VII – BIBLIOGRAFIA BÁSICA [...] PLATÃO. A República. São Paulo: Martin Claret, 2001. ARISTÓTELES. Ética à Nicômaco. São Paulo: Martin Claret, 2001

Ementas BIBLIOGRAFIA – APROVEITAMENTO DE ESTUDOS (1º Período) FILOSOFIA ANTIGA – CH 60h/a [...]PLATÃO. A República. Livro 7º. São Paulo. Martin Claret, 2001.

Disciplina - Listagem de Ementa/Programa 2008/2 [...]MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Martin Claret, 2001

PLANO DE ENSINO 2008/02 IHERING, Rudolf Von. A luta pelo direito. São Paulo: Martin Claret, 2001. LOCKE, John. Segundo tratado sobre o governo. São Paulo: Martin Claret, 2002. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do partido comunista. São Paulo, Martin Claret, 2000. [...] ROSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. São Paulo: Martin Claret, 2001 [...] WEBER, Max. Ciência e política: duas vocações. São Paulo: Martin Claret, 2001.

Cód.: IMS03912 Teoria Social EMENTA 2008/01 [...]WEBER, Max ([1904-5] 2001) - A ética protestante e o espírito do capitalismo, São Paulo, Editora Martin Claret

PROGRAMA DA DISCIPLINA 2008/01 BIBLIOGRAFIA [...]WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. 13. ed. São Paulo: Editora Martin Claret, 2001.

ÉTICA EMPRESARIAL EMENTA 2008 Bibliografia básica: [...]PLATÃO. A república. São Paulo: Martin Claret, 2002 (curiosamente o link deixou de abrir: em todo caso: é unifra, pós-graduação em finanças, disciplina de ética empresarial)

FILOSOFIA POLÍTICA EMENTA 2008 Bibliografia Básica [...]HOBBES, Thomas. Leviatã. São Paulo: Martin Claret, 2002 (coleção Obra prima de cada autor). LOCKE, John. Segundo tratado sobre o governo. São Paulo: Martin Claret, 2005 (coleção Obra prima de cada autor). MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. São Paulo: Martin Claret, 2003 (coleção Obra prima de cada autor).

Módulo II: DIREITOS FUNDAMENTAIS JUNHO 2008 REFERÊNCIAS Bibliográficas MONTESQUIEU. Do Espírito das Leis, Tradução: Jean Melville. São Paulo: Martin Claret, 2005.

PLANO DE ENSINO 2008/01 Bibliografia Básica [...]DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. São Paulo: Martin Claret, 2006 [...] MARX, Karl; ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Martin Claret, 2004

EMENTA BIBLIOGRAFIA BÁSICA [...]ARISTÓTELES. Política. São Paulo: Martin Claret, 2002

PROGRAMA PÓS-GRADUAÇÃO FILOSOFIA UNB 2009/2010 ÉTICA IV. Bibliografia básica: AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Martin Claret, 2003. [...] PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS 5. Bibliografia: [...] Aristóteles. Ética a Nicômaco. Tradução Pietro Nassetti. São Paulo: Martin Claret Editora, 2001.

PLANO DE CURSO 2008/01 Disciplina: Literatura Latina 9. BIBLIOGRAFIA: BÁSICA ARISTOTELES. A arte poética. São Paulo, Martin Claret: s/d [...]EURIPEDES. Alceste, Electra e Hipólito. São Paulo, Martin Clarte; s/d [...]HOMERO. Ilíada. São Paulo, Martin Claret: s/d HOMERO. Odisséia. São Paulo, Martin Claret: s/d OVIDIUS. A arte de amar. São Paulo, Martin Claret: s/d ________. Metamorfoses. São Paulo, Martin Claret: s/d [...]PETRONIO. Satiricon. São Paulo.,Martin Claret: s/d PLATÃO. Fedro. São Paulo, Martin Claret: s/d PLATÃO. A república. São Paulo, Martin Claret: s/d [...]SÓFOCLES. Édipo rei e Antígona. São Paulo, Martin Claret: s/d VERGILIUS. Eneida. São Paulo, Martin Claret: s/d

ADEQUAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO aprovado em set/2007 para implantação 2008 FILOSOFIA E EDUCAÇÃO Bibliografia Básica [...]MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A Ideologia Alemã. SP:Martin Claret, 2002. Bibliografia Complementar ARISTÓTELES. Política. SP: Martin Claret, 2002. [...]DESCARTES, René Discurso do Método. SP: Martin Claret, 2002. [...]MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto Comunista. SP: Martin Claret, 2002. KANT, Immanuel. Crítica da Razão Pura. SP: Martin Claret, 2002 PLATÃO. Apologia de Sócrates. SP: Martin Claret, 2002. [...]WEBER, Max. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. SP:Martin Claret, 2002.

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGÜÍSTICA APLICADA E ESTUDOS DA LINGUAGEM - LAEL 2009/01 Argumentação e Produção de Conhecimento Ementa [...] SPINOZA, Baruch de. Ética: demonstrada à maneira dos geômetras. Trad. Jaena Melville. São Paulo: Martin Claret

PLANO DE ENSINO 2008/01 I – IDENTIFICAÇÃO DA DISCIPLINA VIII – BIBLIOGRAFIA [...] DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. Coleção a obra prima de cada autor. São Paulo: Martin Claret, 2007.

PROJETO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO DO CURSO DE DIREITO FILOSOFIA DO DIREITO B I B L I O G R A F I A B Á S I C A: [...]KANT, Immanuel. Metafísica dos Costumes. Martin Claret, 2004. LOCKE, John. II Tratado Sobre o Governo. Martin Claret, 2003. PLATÃO. Apologia de Sócrates. Martin Claret, 2001. ________. A República. Martin Claret, 2001. ROUSSEAU, Jean-Jaques. Do Contrato Social. Martin Claret, 2003

1º Semestre de 2009 Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social – PPGAS, UFAM. Linha 3: - A Dinâmica da Cidade e o Fenômeno Urbano [...] De Coulanges, F. A Cidade Antiga. São Paulo, Ed. Martin Claret, Ltda, 2006

USP Escola de Comunicações e Artes Artes Cênicas 2008 Disciplina: CAC0237 - História do Teatro II Bibliografia ARISTÓETELES Poética. São Paulo: Martin Claret, 2004. [sic]

INSTRUÇÕES ESPECÍFICAS QUE REGULAMENTAM O CONCURSO PÚBLICO PARA PROFESSOR ADJUNTO OU ASSISTENTE Bibliografia:[...] Max Weber. Ética prostetante e o espírito do capitalismo. Coleção os pensadores. Martin Claret, 2001 [sic]

Programa da Disciplina 2008 Bibliografia [...]DURKHEIM, Emile. As regras do método sociológico. Traduzido por Pietro Nassetti. São Paulo: Martin Claret, 2002. (Coleção obra-prima de cada autor).

CURSO: LETRAS DISCIPLINA: TEORIA DA LITERATURA 2008/1 e 2 BIBLIOGRAFIA BÁSICA ARISTÓTELES. Poética. São Paulo: Martin Claret, 2003

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO Bibliografia:[...]HOBBES, Thomas. Leviatã – Ou matéria, forma e poder de um Estado eclesiástico e civil. (tradução de Alex Marins). São Paulo: Editora Martin Claret, 2002

HISTÓRIA ANTIGA 2009 (anual) Referências Fontes impressas: EPICURO. Pensamentos. São Paulo: Martin Claret, 2005. MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Martin Claret, 2005. OVÍDIO. A arte de amar. São Paulo: Martin Claret, 2003.

Doutorado em Administração de Empresas Epistemologia Bibliografia Básica: DESCARTES, R. Discurso do método. São Paulo. Martin Claret, 2002.

Plano de Ensino Consolidado NOCOES GERAIS DE DIREITO 2008/2 Bibliografia 12. MONTESQUIEU, C. L. de S. Do espírito das Leis. Trad. de J. Melville. São Paulo: Martin Claret, 2003. [...] 23. ROUSSEAU, J.-J. Do contrato social: ou princípios do direito político. Trad. de P. Nassetti. São Paulo: Martin Claret, 2003. 24. ROUSSEAU, J.-J. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Trad. de A. Marins. São Paulo: Martin Claret, 2006.

Sociologia das Organizações Ementa Bibliografia [...] WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Martin Claret, 2001.

Disciplina Ciência Política 2008/02 Bibliografia Complementar [...]ARISTÓTELES. Política: São Paulo: Martin Claret, 2004 [...]ROUSSEAU. Jean Jacques. Do contrato social. São Paulo: Martin Claret, 2003.

Curso de Ciências Econômicas Disciplina Política 2008/1 Bibliografia Básica [...] 3. LOCKE, JOHN. Segundo tratado sobre o governo. São Paulo: Ed. Martin Claret, 2002

Direito 2008/2 bibliografia complementar ROUSSEAU, Jean Jacques. Do contrato social. São Paulo: Martin Claret, 2003.

Disciplina Empreendedorismo: Teoria e Prática Bibliografia WEBER, Max. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. São Paulo. Martin Claret. 1ª Edição

sinceramente não entendo, pois a claret é notória fraudadora e delinquente editorial; professor tem responsabilidade social e moral pelo que ensina; a maioria dos títulos indicados é de facílimo acesso, em edições idôneas, muitas delas inclusive mais baratas do que a infeliz claret (o grande argumento falacioso que tantos repetem). então por quê?

imagem: www.absolutmartunis.blogspot.com