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3 de dez. de 2024

uau!

 uma emocionante e incrível iniciativa da dirce waltrick do amarante, marlova assef e myllena lacerda: a revista qorpus, da pglit/ufsc, lançou um número especial dedicado a mim (a mim!!) septuagenando.

disponível aqui



27 de nov. de 2010

personagem: tradutor

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encontrei no biblit, site de tradutores literários italianos:

Piccolo elenco di romanzi che narrano di traduttori e interpreti

Almudena Grandes, Atlante di geografia umana, trad. Ilide Carmignani
Amanda Michalopoulou, Il giardino del polpo, trad. Valentina De Giorgi
Andrew Miller, Ossigeno, trad. Alberto Pezzotta
Anita Brookner, Falling Slowly
Arno Schmidt, Zettels Traum
Banana Yoshimoto, NP, trad. Giorgio Amitrano
Barbara Wilson, The Case of the Orphaned Bassoonists
Bo Carpelan, Il libro di Benjamin, trad. Carmen Giorgetti Cima
Cathie Linz, Private Account
Dacia Maraini, Colomba
David Lodge, Il professore va al congresso, trad. Mary Buckwell e Rosetta Palazzi
Deere, Dicey, The Irish Manor House Murder
Diego Marani, L'interprete
Elena Gianini Belotti, "Il giardino abbandonato"
Giorgio Scerbanenco, Venere privata
India Knight, Single senza pace, trad. Fausto Vitaliano
Ingeborg Bachmann, "Simultaneo", trad. Amina Pandolfi e Ippolito Pizzetti
Iris Murdoch, Sotto la rete, trad. Argia Micchettoni
John Crowley, La traduttrice, trad. Francesco Bruno
Joyce Carol Oates, The Tattooed Girl
Laura Bocci, Di seconda mano
Laura Pariani, La straduzione
Luciano Bianciardi, La vita agra
Marco Lodoli, "La traduttrice"
Mary Jo Putney, La donna di giada, trad. Piera Marin
Matthew Pearl, Il circolo Dante, trad. Roberta Zuppet
Nicole Mones, La donna di giada, trad. Lidia Perria
Pablo de Santis, La traduzione, trad. Elena Rolla
Paola Mastrocola, Una barca nel bosco
Paolo Nori, Bassotuba non c'è
Paolo Volponi, Il sipario ducale
Paul Auster, Il libro delle illusioni, trad. Massimo Bocchiola
Peter Handke, La donna mancina, trad. Anna Maria Carpi
Poulin Jacques, La traduction est une histoire d'amour
Rose Tremain, Quando l’ho incontrata, trad. Maria Barbara Piccioli
Sarah Dunant, Trasgressioni, trad. Ada Arduini
Sheri Holman, La lingua rubata, trad. Fabrizio Ascari
Susan Choi, The Foreign Student
Suzanne Glass, The Interpreter
Uwe Johnson, I Giorni e gli Anni, trad. Delia Angiolini e Nicola Pasqualetti
Wally Lamb, La notte e il giorno, trad. Marcella Dallatorre
William F. Buckley, Jr. Nuremberg, The Reckoning


mais alguns em português:

alan pauls, o passado, trad. josely vianna baptista
anne michaels, peças em fuga, trad. josé rubens siqueira
dezso kosztolányi, "o tradutor cleptomaníaco", trad. ladislao szabo
francesca duranti, a casa do lago da lua, trad. elaine caramella
italo calvino, se um viajante numa noite de inverno..., trad. nilson moulin
javier marias, um coração tão branco, trad. eduardo brandão
jeanette waterson, inscrito no corpo, trad. júlio bandeira
jorge luis borges, "pierre menard, autor de quixote", trad. carlos nejar
julia kristeva, possessões, trad. maria helena franco martins
laura esquivel, malinche, trad. léo schlafman
lima barreto, "o homem que sabia javanês"
marcelo backes, três tradutores e uns outros
mário cláudio, boa noite, sr. soares
mario vargas llosa, travessuras da menina má, trad. ari roitman e paulina wacht
mia couto, o último voo do flamingo
moacyr scliar, "notas ao pé da página"

imagem: alberto seveso, via lasarina

21 de nov. de 2010

sarney tradutor

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escreve o lexicógrafo sergio pachá a propósito de alguns cometimentos de josé sarney, o célebre criador de insetos chegados a uma cachacinha.
Tenho três recados para o colunista José Sarney que, sobre ser mau literato e pior político, acaba de provar, em sua coluna de hoje, 15/10, na Folha de S.Paulo, que é péssimo latinista.
Meu ponto de partida é o seguinte trechinho do texto de Sua Excelência:
“Petrônio diz que Deus assim quis porque fez o medo antes de revelar-se. ‘Primus in orbe deos fecit timor’ (Primeiro no mundo Deus criou o medo).”

 Primeiro recado: o segmento de verso aqui citado abre, realmente, o quinto fragmento poético atribuído a Petrônio; é mais conhecido, contudo, através de Estácio, que o reproduziu literalmente no verso 661 do livro terceiro da Tebaida, um poema épico em doze cantos, composto aproximadamente entre 80 e 92 da era cristã.
Segundo recado: a tradução perpetrada pelo Senhor Sarney está errada. Na verdade, o que o poeta diz é exatamente o oposto do que se lê na estapafúrdia versão deste maranhense que mataria de vergonha o grande Odorico Mendes, tradutor de Virgílio e Homero. Em latim lê-se o seguinte: “Primeiro no mundo [Primus in orbe], o temor fez os deuses [timor fecit deos]”. O sujeito de fecit [= fez] é o nominativo singular Timor [= o temor]; o objeto direto de fecit é o acusativo plural deos [= os deuses]; Primus in orbe é um aposto circunstancial do sujeito. Trata-se de uma construção corrente no latim, que apresenta como atributo do sujeito [Primus, “Primeiro”] um termo da oração que, em nossa língua, mais depressa tomaria a forma de adjunto adverbial [“Pela primeira vez”]. Teríamos, portanto, a seguinte tradução em bom vernáculo: “O temor pela primeira vez no mundo fez os deuses.” Claro e hialino para qualquer primeiranista de latim (no tempo em que havia primeiranistas de latim). Mas não para o Senhor Sarney, que, do alto de sua acadêmica onisciência, sisudamente mete os pés pelas mãos e vende gato por lebre a seus leitores.
Terceiro recado: já que o latim do Senhor Sarney não dá para traduzir nem sequer o título da fábula Gragulus superbus et pavo, de Fedro, onde se conta a história do gralho que se adornou com penas de pavão e levou uma coça dos pavões de verdade, ouso sugerir a Sua Excelência que decore e repita muitas vezes em português certa máxima latina feita sob medida para sua insigne pessoa : “Não vá o remendão além da alparca”. (Para os que sabem latim, aqui está ela em sua forma original: Ne sutor ultra crepidam.)

Sergio Pachá.

aliás, pegando carona na história, diz uma versão da história que apeles, o famoso pintor da antiguidade, costumava colocar suas pinturas numa galeria em praça pública, e ficava escondido atrás delas para ouvir as críticas e comentários dos passantes. um dia, um sapateiro criticou a sandália de uma das figuras, dizendo que lhe faltavam laçadas.
no dia seguinte, ele ficou muito orgulhoso ao ver que apeles tinha corrigido a falha, e começou a criticar a perna. aborrecido, apeles saiu detrás do quadro e lhe disse que um sapateiro não devia subir acima da sandália. a frase pegou, passou da grécia para roma, e ficou, diz plínio, o velho: ne sutor ultra crepidam judicaret . 


Cobbler, stick to thy lastCiabattino, non andare oltre le scarpe; Cordonnier, pas plus haut que la chaussure; Skomakare, bliv vid din läst!; Bleibe jeder doch bei der Kunst, die er gelernt hat; Zapatero a tus zapatos; quem te ensinou, sapateiro, a tocar rabecão?; não deve o sapateiro julgar além do calçado, e por aí afora.

imagens:google e sapateiro grego
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29 de set. de 2010

dicta iv

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ideais de tradução:
transparência


ou opacidades?






imagens: walker glass

dicta iii

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ideais de tradução:
visibilidade


ou invisibilidade?


imagem: aqui

27 de set. de 2010

dicta ii

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a propósito das teorias desconstrutivistas da tradução, paulo henriques britto tem uma boa tirada:
O jogo do logocentrismo é, em última análise, o jogo da linguagem. Recusar-se a jogá-lo é condenar-se ao silêncio.
imagem: david montgomery, deconstruction
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dicta i

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dia 30 de setembro é o dia mundialmente consagrado ao tradutor. de hoje até lá, alguns comentários sobre o ofício.


a antoine berman:
J'appelle mauvaise traduction la traduction qui, généralement sous couvert de transmissibilité, opère une négation systématique de l'étrangeté de l'oeuvre étrangère.
eu responderia:
J’appelle mauvaise théorie la théorie qui, généralement sous couvert d’universalité, opère une négation systematique de l’étrangeté de la pratique par rapport à elle.
imagem: via lasarina
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