Mostrando postagens com marcador ministério público. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ministério público. Mostrar todas as postagens

29 de ago. de 2014

o "legado" da germinal

hoje recebi os seguintes informes sobre o inquérito policial por estelionato em curso contra a editora germinal por fraudes de tradução (acompanhe o caso aqui):







16 de mai. de 2013

excelente notícia


recebi poucos dias atrás um ofício do gabinete da procuradoria da república no estado de são paulo.

finalmente saiu a determinação do ministério público federal sobre as fraudes cometidas pela editora martin claret contra duas obras de tradução de monteiro lobato - a saber, o lobo do mar, de jack london, e o livro da jângal, de rudyard kipling - que foram objeto de inquérito civil público instaurado pelo mpf em 2010, a partir de um pedido de representação que fiz àquela instância em 2009.

a decisão da dra. adriana da silva fernandes, procuradora da república, foi pelo arquivamento do inquérito, devido ao parecer técnico informando que a gestora dos direitos da obra lobatiana, nesse meio tempo, passara a tomar as providências legais contra a usurpação dessas traduções feitas por monteiro lobato. ótimo!

vale notar que o parecer técnico realizado pelo perito do ministério publico concluiu pela efetiva existência de "similitude evidente" entre as traduções de monteiro e as pretensas traduções em nome de pietro nassetti e alex marins, pela referida editora martin claret.

ademais, o que foi de precípua importância, a procuradora da república transcreveu e ressaltou em sua decisão a recomendação do perito técnico do mpf para que seu parecer fosse encaminhado às instâncias competentes:
a fim de que se possam propor novos aprimoramentos e instrumentos jurídicos de fiscalização das obras traduzidas e editadas e dos direitos dos tradutores no âmbito das políticas públicas de aquisição de livros como o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), a Política Nacional do Livro e Leitura (PNL - Lei 10.753/03) ou até mesmo de projetos de Leis importantes como o Projeto de Lei 4534;12, que altera o PNL e tramita no Senado, mas, sobretudo, a Lei de Direitos Autorais, objeto de longo processo de audiências, seminários, reuniões e consulta pública iniciada em 2007 e que estaria, atualmente, em fase de formatação de anteprojeto de lei pelo Ministério da Cultura.
só podemos aplaudir a sensibilidade do perito do mpf e da procuradora da república em encaminharem parecer e decisão a outras esferas, para que possam proceder a uma mais efetiva proteção das obras de tradução.

  • para a determinação de instauração de inquérito civil público, ver aqui
  • para o cotejo de o livro da jângal, ver aqui
  • para o cotejo de o lobo do mar, ver aqui

imagem: m. kajiya, aqui

20 de mar. de 2012

o xis da questão

felipe lindoso escreveu um excelente artigo sobre o problema das irregularidades inscritas no programa do livro popular, da fundação biblioteca nacional.

chama-se "plágio, mentiras e o programa do livro popular" e pode ser lido aqui.

destaco alguns pontos:

[...] a representante da Editora Martin Claret reconheceu que a empresa havia mentido ao cadastrar as obras no portal da FBN. O edital para a inscrição de obras no programa de livros de baixo custo é claro ao explicitar que a Editora é responsável pela veracidade das informações prestadas, inclusive quanto à autoria e a legalidade da edição cadastrada. 
Ao mentir, portanto, a editora claramente infringiu um dispositivo explícito do edital. Isso, por si só, deveria bastar para a exclusão pelo menos das obras mencionadas, do portal da Fundação Biblioteca Nacional. 
Toda a atitude da FBN no caso, entretanto, vem se respaldando na inexistência de decisão judicial que determine a retirada do mercado de obras irregulares. 
Ora, como diria o Conselheiro Acácio, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. [...] 
Para participar do programa, as editoras devem cadastrar os livros com informações fidedignas sobre a autoria e sua capacidade de publicá-los. 
E a Editora Martin Claret faltou com a verdade sobre alguns dos títulos cadastrados. 
Ora, o que acontece nos programas governamentais de aquisição de livros sujeitos à avaliação do conteúdo? Esse tipo de atitude resulta na imediata desqualificação do livro para aquisição pelo programa governamental. 
O que acontece na eventualidade de uma empreiteira mentir nas informações cruciais de uma licitação? É imediatamente desqualificada. 
Tanto no primeiro caso quanto no segundo, a punição é afastar o infrator da condição de fornecedor do Estado. Podem continuar vendendo livros nas livrarias, podem continuar fazendo obras para particulares. Não são retirados do mercado: simplesmente não fornecem para o Estado. 
É isso que a Fundação Biblioteca Nacional deveria ter feito. Ao constatar uma mentira nas declarações da Editora Martin Claret, deveria desqualificá-la como fornecedora de livros para um programa que usa verbas públicas, assim como deveria fazê-lo em qualquer outro caso semelhante.
acompanhe toda a história aqui.

19 de mar. de 2012

notícia n'o globo

reproduzo aqui a nota do jornal o globo de hoje (aqui ou aqui)

JORNAL O GLOBO, Segundo Caderno 
SEGUNDA-FEIRA, 19 DE MARÇO DE 2012 
Biblioteca Nacional pede investigação de livros por plágio 
Ofício será enviado ao MPF referente a obras da editora Martin Claret 
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) decidiu enviar um ofício ao Ministério Público Federal (MPF) nos próximos dias, pedindo a investigação de suspeita de plágio em obras da editora Martin Claret inscritas no Cadastro Nacional de Livros de Baixo Preço. Criado no fim de 2011 para renovar o acervo das bibliotecas públicas brasileiras, o programa recebeu inscrições de editoras, cujos livros estão sendo escolhidos por 2.700 bibliotecas e pontos de leitura do país. Em janeiro, a tradutora Denise Bottmann fez a denúncia de que algumas obras eram plagiadas. 
Na semana passada, o MPF instaurou procedimento administrativo para apurar a denúncia de Denise, a que agora se somará à da FBN. No fim de janeiro, a fundação instituíra uma comissão para avaliar o caso, que sugeriu um parecer do setor jurídico. Segundo a FBN, será mantido o prazo de escolha dos livros, que vai até o próximo dia 30, e só serão tomadas novas medidas após "manifestação do Ministério Público ou decisão judicial da autoridade competente". A Martin Claret já fora intimada judicialmente por outros casos de plágio.

agora é aguardar a manifestação do ministério público.

16 de mar. de 2012

acatado meu pedido de representação no mpf

Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro

como eu tinha publicado aqui, em 18 de janeiro, meu pedido de representação junto ao ministério público federal para investigar as irregularidades inscritas no cadastro nacional de livros de baixo preço, na fundação biblioteca nacional, foi encaminhado de brasília ao rio de janeiro.

no começo desta semana, recebi um e-mail do mpf/rj comunicando que ele foi acatado e a procuradoria determinou a instauração de procedimento administrativo para apurar minhas denúncias.

acompanhe o caso aqui. 

15 de mar. de 2012

decisão da fbn sobre as fraudes no cadastro nacional



finalmente o site da fbn publicou, aqui, a decisão da presidência da fundação biblioteca nacional e o parecer da comissão cipe diante das denúncias de irregularidades em obras inscritas no cadastro nacional de livros de baixo preço, para aquisição de 2.700 bibliotecas públicas do país. os dois documentos se encontram respectivamente aqui e aqui.  

resumidamente, a decisão da fbn foi encaminhar ofício ao ministério público federal, solicitando uma investigação "quanto a possíveis indícios de traduções plagiadas ou mesmo falsas atribuições de autoria em obras da editora martin claret, que foram inseridas no cadastro nacional de livros de baixo preço". 


acompanhe esse imbróglio aqui. 

26 de jan. de 2012

fbn começa a tomar providências

acabo de ler a seguinte notícia:


FBN investigará denúncias de irregularidades

Autor(es): agência o globo:Guilherme Freitas
O Globo - 26/01/2012
Fundação Biblioteca Nacional (FBN) vai instituir uma comissão para avaliar acusações de irregularidades no Cadastro Nacional de Livros de Baixo Preço, criado para ampliar e renovar o acervo das bibliotecas públicas do país. Como noticiou O GLOBO no sábado, a tradutora Denise Bottmann denunciou à Procuradoria Geral da República que obras incluídas no programa, a maior parte delas inscrita pela editora Martin Claret, seriam traduções suspeitas de plágio.
A comissão, composta por servidores da FBN e membros de seu Conselho Interdisciplinar de Pesquisa e Editoração, terá 15 dias para analisar as denúncias. Segundo a FBN, "todas as obras que, por qualquer motivo, infrinjam a legislação em vigor serão excluídas do Cadastro".
Responsável pelo Departamento Editorial da Martin Claret, Taís Gasparetti afirmou, em entrevista por e-mail em 19/01, que, devido a denúncias feitas nos últimos anos, a editora decidira substituir as traduções "que tiveram plágio confirmado". Após a publicação da reportagem, Taís procurou o jornal para afirmar que "nunca houve uma comprovação de existência de plágio e, em virtude das denúncias, a editora optou por iniciar a troca das traduções antes de minha entrada no segundo semestre de 2011".
https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/1/26/fbn-investigara-denuncias-de-irregularidades


25 de jan. de 2012

como pode?

Em 15 de dezembro de 2010, com publicação no D.O.U. em 05 de janeiro de 2011, a Procuradora da República Dra. Adriana Zawada Melo determinou a instauração de inquérito para apurar irregularidades de publicações da Editora Martin Claret. Transcrevo a portaria:

PORTARIA No- 694, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2010

Representação nº 1.34.001.002410/2009-98. 
Assunto: PATRIMÔNIO PÚBLICO.

Notícia de publicação de traduções de obras feitas por Monteiro Lobato atribuídas a outros autores, pela Editora Martin Claret.

O Ministério Público Federal, pela Procuradora da República subscritora da presente,

CONSIDERANDO os elementos constantes do Procedimento Preparatório nº 1.34.001.002410/2009-98, em que se apura se traduções de obras feitas por Monteiro Lobato foram atribuídas a outros autores, em publicações da Editora Martin Claret;

Resolve, com fundamento no artigo 129, III da Constituição Federal, bem como artigos 6º, inciso VII, alínea "b" e 7º, inciso I, ambos da Lei Complementar nº 75/93, instaurar INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO, determinando:

a) o registro e a autuação da presente Portaria, procedendose às anotações de praxe;
b) a comunicação à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal - 4ª CCR, nos termos do artigo 6º, da Resolução nº 87, de 03 de agosto de 2006, do Conselho Superior do Ministério Público Federal;
c) determino que os autos sejam encaminhados para o núcleo pericial para elaboração de Parecer Técnico pelo perito em Antropologia..

ADRIANA ZAWADA MELO
Procuradora da República

Não saiu ainda nenhuma "decisão judicial com trânsito em julgado", porém o MPF considerou que os elementos apresentados na denúncia eram suficientes para determinar a apuração das irregularidades apontadas. Todavia, essas mesmas obras sob inquérito foram inscritas pela Editora Martin Claret no Cadastro Nacional do Livro de Baixo Preço, na FBN:


8857232263LOBO DO MAR,OJACK LONDON
 

COTEJO AQUI: http://naogostodeplagio.blogspot.com/2009/03/mais-um-lobato-clareteado.html


8857232364LIVRO DA JANGAL, ORUDYARD KIPLING




24 de jan. de 2012

comunicado de alerta da PUC-Rio

O Portal da Cátedra Unesco de Leitura da PUC-Rio alerta em comunicado de primeira página de seu site:
Comunicação

notícias | cadastro nacional de livros de baixo preço tem obras suspeitas de plágio

O recém-lançado Cadastro Nacional de Livros de Baixo Preço, que visa ampliar e renovar o acervo das bibliotecas públicas do país, inclui obras suspeitas de serem traduções plagiadas. A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Geral da República nesta semana pela tradutora Denise Bottmann, que enumerou vários casos. A maior parte deles envolve livros da Editora Martin Claret. Denise publicou em seu blog uma lista de obras suspeitas, comparando-as com as versões originais. Entre os livros citados estão O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson, O lobo do mar, de Jack London, e A mulher de trinta anos, de Balzac,todos com traduções atribuídas a Pietro Nassetti e denunciadas há anos como plágio. A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), criadora do cadastro, alega que, para que um livro seja excluído, “é preciso que tenha sido objeto de ação judicial, com trânsito em julgado, que tenha determinado o impedimento de circulação das obras”. A Responsável pelo departamento editorial da Martin Claret, Taís Gasparetti afirma que, devido às denúncias dos últimos anos, a editora está substituindo, desde o segundo semestre de 2011, as traduções confirmadas como plágio.




acompanhe o imbróglio das fraudes inscritas no programa do livro popular e o imobilismo da FBN em relação às irregularidades, mesmo depois que a editora faltosa admitiu publicamente as irregularidades: http://naogostodeplagio.blogspot.com/search/label/FBN

23 de jan. de 2012

fbn exerce seu direito de resposta

A Fundação Biblioteca Nacional, no exercício de seu legítimo direito de resposta à matéria veiculada no Jornal Corporativo em 20/01 p.p., indicada aqui, teve publicados seus esclarecimentos no mesmo órgão de imprensa, no seguinte link:
http://www.jornalcorporativo.com.br/direito/item/14754-fbn-nega-responsabilidade-sobre-falhas-em-programa.html

Transcrevo na íntegra a matéria do Jornal Corporativo de 20/01/12, link aqui:

Tradutora denuncia obras ilegais na Biblioteca Nacional

    Há irregularidades em cadastros de livros de baixo custo

    Da Redação
    A tradutora Denise Bottmann, uma das responsáveis pela tradução da biografia do empresário Steve Jobs, fez uma denúncia à Procuradoria Geral da República sobre as irregularidades (contrafações e plágios de obras de tradução) inscritas no cadastro nacional do livro de baixo preço na Fundação Biblioteca Nacional (FBN).
    O programa da FBN oferece cerca de 2.700 bibliotecas públicas estaduais, municipais, comunitárias, rurais e tem mais de 10 mil títulos inscritos no Cadastro Nacional de Livros de Baixo Preço. O problema é que, segundo Bottmann, dezenas de obras vêm sendo vendidas com autorias ilegítimas.
    De acordo com a denúncia, editoras, como a Martin Claret, Escala e Pillares, cadastraram diversos livros com falsas autorias, inclusive com problemas de depósitos no acervo.
    Na quinta-feira, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro encaminhou um e-mail para Bottmann, afirmando que tomaria as providências cabíveis para solucionar o caso.
    Denise contou que enviou à FBN uma lista com várias obras de tradução sob suspeita e se prontificou a fornecer provas apontando as irregularidades, mas a Biblioteca Nacional afirmou que será difícil resolver os problemas, já que o regulamento do programa é vago e deixa abertura para falhas. Para a tradutora, a FBN não pensou em contemplar a comprovação da legitimidade dos direitos de publicação das obras.


    Transcrevo na íntegra a resposta da FBN no Jornal Corporativo em 23/01/12, e repito o link aqui:

    FBN nega responsabilidade sobre falhas em programa

      Denise Bottmann denunciou à Procuradoria Geral obras com autoria de tradução irregular na Biblioteca Nacional

      Da Redação
      Na edição única de sexta-feira, sábado e domingo, o Jornal Corporativo publicou denúncia da tradutora Denise Bottmann sobre a ocorrência de plágios de tradução em obras inscritas no Cadastro Nacional do Livro de Baixo Preço da Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Na matéria “Tradutora denuncia obras ilegais na Biblioteca Nacional”, foi apurado que dezenas de obras vêm sendo vendidas com autorias ilegítimas.
      De acordo com a tradutora, editoras, como a Martin Claret, Escala e Pillares, cadastraram diversos livros com falsas autorias, inclusive com problemas de depósitos no acervo. Denise Bottmann fez na quinta-feira uma denúncia à Procuradoria Geral da República sobre as contrafações e plágios de obras de tradução inscritas no programa.
      Em resposta enviada à redação do jornal, a FBN negou responsabilidade sobre autoria das obras publicadas no programa e afirmou, também, nunca ter dito à tradutora responsável pela apuração das ilegalidades e pelas provas de obras espúrias, que seria difícil resolver tais irregularidades.
      A Biblioteca Nacional revelou ainda em nota que “para excluir qualquer título inscrito no Cadastro de Livros de Baixo Preço, é preciso que este tenha sido objeto de ação judicial, com trânsito em julgado, que tenha determinado o impedimento de circulação das obras. Caso contrário, estaremos agindo, aos olhos da Lei, de forma arbitrária”.

      Carta da FBN na íntegra

      A FBN NUNCA disse isso à Sra Denise Bottmann, a qual respeitamos muito pelo seu trabalho e empenho pela legitimidade da literatura. Segue abaixo a nota de esclarecimento que encaminhamos. É preciso ter muito cuidado e respçonsabilidade quando se publica informações com uma só voz.
      ESCLARECIMENTOS
      Sobre as questões envolvendo os títulos cadastrados no Programa de Atualização e Ampliação de Acervos de Bibliotecas de Acesso Público, a Fundação Biblioteca Nacional gostaria de esclarecer que:
      1) Não é função da Fundação Biblioteca Nacional definir o que pode e o que não pode ser posto no mercado. Qualquer cerceamento ao livre direito de expressão pode, e deve ser encarado como ato de censura.
      2) Para que possamos excluir qualquer título inscrito no Cadastro de Livros de Baixo Preço, é preciso que este tenha sido objeto de ação judicial, com trânsito em julgado, que tenha determinado o impedimento de circulação das obras. Caso contrário, estaremos agindo, aos olhos da Lei, de forma arbitrária.
      3) Neste sentido, havendo sentença judicial, transitada em julgado, referente a qualquer um dos livros citados ou inscritos no Programa, solicitamos que seja encaminhada para que possamos tomar as medidas cabíveis contra a editora que os cadastrou. Lembramos que o edital determina que os editores se responsabilizem por todos os aspectos legais que envolvem a produção dos livros inscritos.
      6. CRITÉRIOS DE HABILITAÇÃO DOS EDITORES NO PORTAL DO LIVRO da BN
      6.1.Para terem seus livros aptos a serem escolhidos pelas Bibliotecas beneficiárias, as Editoras deverão garantir:
      6.1.6.Declarar, no Portal do Livro da BN, que reconhece e aceita os termos do presente edital, e que os livros que inscreve não violam qualquer princípio legal vigente;
      Atenciosamente
      Fundação Biblioteca Nacional

      Agradeço a gentil apreciação da FBN sobre meu trabalho, e fico contente que ela entenda que meus alertas são objetivos e fundamentados. Concordo plenamente que a FBN não tem qualquer "responsabilidade sobre autoria das obras publicadas no programa", e creio que ninguém jamais afirmou algo sequer remotamente parecido com isso. E de fato a FBN jamais me disse "que seria difícil resolver tais irregularidades".

      Na verdade, em momento algum a FBN sequer admitiu a possibilidade de verificar se havia alguma irregularidade, conforme eu a alertara em 17/01, por telefone e por e-mail: apenas respondeu que era um assunto que não lhe competia, remetendo-o para a esfera do judiciário - como se evidencia em sua resposta acima transcrita no Jornal Corporativo e no email que me enviou no mesmo dia 17/01, que divulguei neste blog. (Que a redação do jornal tenha concluído que seria "difícil resolver tais irregularidades", parece-me uma ilação mais do que legítima em vista da demora na tramitação de processos em nosso judiciário, e parece-me até gentil da parte do jornal: poderia ter questionado a omissão da FBN, por exemplo...) De qualquer forma, o que me surpreende é que a FBN mantenha sua posição olímpica mesmo depois que a Editora Martin Claret admitiu publicamente suas irregularidades, em matéria do jornal O Globo, em 21/01/12, na íntegra aqui.

      Mas continuo sem entender por que a FBN renuncia a exercer o direito que se reservou no item 16.2 das Disposições Gerais do Edital, que lhe faculta solicitar informações e documentos, inclusive por e-mail, sem necessidade de proceder a uma convocação que exija publicação oficial. Pois afinal, como consta no edital: "5.4.1.Os editores inscritos são responsáveis, civil e criminalmente pelo cadastramento de seus livros, e devem indicar, em campo específico do formulário, que possuem todos os direitos autorais dos livros inscritos, contratos de edição e documentos conexos, em plena vigência e em situação regular, nos termos da legislação vigente". Qual é o problema, então, em exercer seu direito plenamente assegurado no item 16.2 para pedir encaminhamento dos contratos de edição e documentos conexos com vistas a garantir a lisura do programa? Por que se obstinar em tão flagrante desserviço a um programa que teria tudo para ser excelente?


      acompanhe esse terrível imbróglio:
      .

      21 de jan. de 2012

      sem palavras

      No jornal O Globo de hoje, o jornalista Guilherme Freitas publica uma boa matéria sobre "Programa da FBN inclui obras suspeitas de plágio", disponível aqui:  http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/1/21/programa-da-fbn-inclui-obras-suspeitas-de-plagio

      Transcrevo abaixo a íntegra da matéria:

      Programa da FBN inclui obras suspeitas de plágio
      Autor(es): Guilherme Freitas
      O Globo - 21/01/2012

      Cadastro para compra de livros por bibliotecas públicas tem traduções acusadas de cópia

      Criado pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN) para ampliar e renovar o acervo das bibliotecas públicas do país, o recém-lançado Cadastro Nacional de Livros de Baixo Preço inclui obras suspeitas de serem traduções plagiadas. A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Geral da República nesta semana pela tradutora Denise Bottmann, que enumerou dezenas de casos. A maior parte deles envolve livros da Editora Martin Claret.

      Denise publicou em seu blog (naogostodeplagio. blogspot.com) uma lista de obras suspeitas, comparando-as com as versões originais. Entre os livros citados estão "O médico e o monstro", de Robert Louis Stevenson, "O lobo do mar", de Jack London, e "A mulher de trinta anos", de Balzac, todos com traduções atribuídas a Pietro Nassetti e denunciadas há anos como plágios.

      No caso de "O lobo do mar", por exemplo, a versão atribuída a Nassetti reproduz, com pequenas alterações, a tradução de Monteiro Lobato publicada em 1934, pela Companhia Editora Nacional. O romance de London está em domínio público, mas os direitos autorais da tradução pertencem aos herdeiros de Lobato.

      O Cadastro Nacional de Livros de Baixo Preço reúne mais de dez mil títulos, cujo preço final para o consumidor não pode ultrapassar R$10. Os livros foram inscritos no programa pelas próprias editoras e, desde 13 de janeiro, começaram a ser avaliados por 2.700 bibliotecas e pontos de leitura de todo o país, que escolherão os títulos a serem adquiridos.

      Procurada pelo GLOBO, a FBN alega que, para que um livro seja excluído do cadastro, "é preciso que tenha sido objeto de ação judicial, com trânsito em julgado, que tenha determinado o impedimento de circulação das obras". A FBN argumenta que o edital determina que toda editora, ao participar do programa, reconhece "que os livros que inscreve não violam qualquer princípio legal vigente". A Martin Claret já foi intimada judicialmente por plágios, como no caso das traduções de Modesto Carone para "A metamorfose" e "Carta ao pai", de Kafka (não incluídas no cadastro).

      Editora substituirá obras

      Responsável pelo Departamento Editorial da Martin Claret, Taís Gasparetti afirma que, devido às denúncias dos últimos anos, a editora está substituindo, desde o segundo semestre de 2011, as traduções que confirmou como plágios.

      - Nosso Departamento Comercial inscreveu esses títulos no programa da Biblioteca Nacional considerando que eles já teriam novas traduções até o fim da vigência do edital - diz Taís, que pedirá à FBN que remova temporariamente do cadastro os títulos cujas novas traduções ainda não estão prontas.

      Segundo ela, a lista de livros que ganharão novas versões inclui, entre outros, "A mulher de trinta anos", que será traduzido por Herculano Villas-Boas, "O lobo do mar", por Marcelo Albuquerque, e "O médico e o monstro", por Cabral do Nascimento. No cadastro da FBN, todos eles aparecem atribuídos a Pietro Nasseti.

      Além dos livros da Martin Claret, Denise aponta irregularidades em títulos das editoras Escala ("Assim falou Zaratustra", de Nietzsche) e Pillares ("A luta pelo direito", de Rudolf von Ihering) incluídos no cadastro da FBN.


      Acompanhe aqui o imbróglio:



      20 de jan. de 2012

      imprensa divulga o problema das traduções suspeitas no programa do livro popular na FBN


      Em 20/1, o Jornal Corporativo do Rio publicou uma notícia sobre o problema das obras de tradução suspeitas que estão inscritas no Cadastro Nacional do Livro de Baixo Preço, na FBN, para escolha e aquisição de 2.700 bibliotecas públicas no país.

      Veja aqui a matéria: http://www.jornalcorporativo.com.br/direito/item/14717-tradutora-denuncia-obras-ilegais-na-biblioteca-nacional.html

      FBN responde à matéria do Jornal Corporativo, aqui:
      http://www.jornalcorporativo.com.br/direito/item/14754-fbn-nega-responsabilidade-sobre-falhas-em-programa.html que transcrevo aqui, exercendo, por minha vez, meu direito de resposta:
      http://naogostodeplagio.blogspot.com/2012/01/fbn-exerce-seu-direito-de-resposta.html

      O blog Livros e Afins (Alessandro Martins) está divulgando o problema em: http://livroseafins.com/biblioteca-nacional-apoia-traducoes-suspeitas-de-fraude/

      O blog Monte de Leituras (Alfredo Monte) está divulgando o problema em: http://armonte.wordpress.com/rapidinhas-do-alfredo/

      O jornal O Globo publica matéria do jornalista Guilherme Freitas, "Programa da FBN inclui obras suspeitas de plágio", aqui:
      http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=8791&friurl=:-Programa-da-FBN-inclui-obras-suspeitas-de-plagio-:

      O blog O pensador da aldeia divulga o problema em:

      http://opensadordaaldeia.blogspot.com/2012/01/os-plagios-de-traducao-da-martin-claret.html

      O blog Diário de uma bibliotecária divulga o problema em:

      O blog Mundo Bibliotecário divulga o problema em:

      O blog Jane Austen em Português divulga o problema em:
      http://janeausten.com.br/2012/01/em-defesa-dos-direitos-do-cidadao-leitor/

      O blog da L&PM divulga a matéria d'O Globo em:
      http://www.lpm-blog.com.br/?p=13679

      O Portal da Cátedra Unesco do Livro da PUC-Rio divulga o problema em:
      http://www.catedra.puc-rio.br/portal/comunicacao/noticias/cadastro_nacional_de_livros_de_baixo_preco_tem_obras_suspeitas_de_plagio/

      O site Livros e Pessoas divulga o problema em:
      http://www.livrosepessoas.com/2012/01/23/programa-da-fbn-inclui-obras-suspeitas-de-plagio/

      O site Publishnews divulga o problema em:
      http://www.publishnews.com.br/telas/clipping/detalhes.aspx?id=66823

      O jornal O Globo noticia que a FBN investigará as denúncias de irregularidades:
      https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/1/26/fbn-investigara-denuncias-de-irregularidades


      Acompanhe o imbróglio nos posts destes últimos dias, listados abaixo: