Traduções de Werther em português
Portugal
João Antonio da Fonseca, Cartas selectas de Werther, traduzidas do francez (1796), Manuscritos da Livraria, Real Mesa Censória, Arquivo Nacional Torre do Tombo. Manteve-se inédita até a publicação sob curadoria e introdução de Maria Antônia Gaspar Teixeira. Porto: Afrontamento, ILCML: 2018
Anônimo, Werther. História alemã escrita pelo doutor Goethe e traduzida em portuguez. Lisboa: Rollandiana, 1821 [São Paulo: Hedra, 2006 (introdução de Oliver Tolle), com o título O sofrimento do jovem Werther].
E. A. Vidal: Werther (excertos). Lisboa: semanário Archivo Pittoresco, 1868.
A. R. Gonçalves Viana, Mágoas de Werther. Paris, Guillard, Aillaud & Cia, 1885.
João Theodoro Monteiro, Werther. Lisboa: Guimarães, s/d [séc. XIX, 2a. ed. 1906].
Maria Henriques Osswald, Werther: sua paixão e sofrimento. Porto: Civilização, 1938.
João Barreira, Werther. Lisboa: Excelsior, 1940.
Teresa Seruya, A paixão do jovem Werther. Ed. João Azevedo, 1989.[1]
Gab. de Traduções P.A.R., Werther. Alfragide: Ediclube. 2002.
Brasil
·
Anônimo. As amorosas paixões do joven [sic] Werther. Rio de Janeiro: Eduardo e
Henrique Laemmert, 1842.[1]
·
Elias
Davidovich: Werther. Seguido do estudo de Sainte Beuve [sic].
Rio de Janeiro: Guanabara, 1932.[2]
·
Galeão
Coutinho, Werther. São Paulo:
Livraria Martins, c.1941.
·
Anônimo, Manon Lescaut / Os sofrimentos de Werther.
Rio de Janeiro: W.M. Jackson, 1955.[3]
·
Anônimo, Werther. Rio de Janeiro: Organização
Simões, 1957.[4]
·
Ary de
Mesquita, Os sofrimentos de Werther. Rio
de Janeiro: Tecnoprint (Edições de Ouro), 1965.
·
Erlon
José Paschoal, Os sofrimentos do jovem
Werther. São Paulo: Clube do Livro, 1988; (versão retrabalhada) Estação
Liberdade, 1999.
·
Marion
Fleischer, Os sofrimentos do jovem
Werther. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
·
Leonardo
César Lack, Os sofrimentos do jovem
Werther (posfácio de Willi Bolle). São Paulo: Nova Alexandria, 1999.
·
Marcelo
Backes, Os sofrimentos do jovem Werther. Porto
Alegre: L&PM, 2001.
·
Claudia
Cavalcanti, Os sofrimentos do jovem
Werther. São Paulo: Martin Claret, 2014.[5]****
·
Claudia
Dornbusch, Os sofrimentos do jovem
Werther. Rio de Janeiro: Antofágica, 2020.
·
Maurício
Mendonça Cardozo, Os sofrimentos do jovem
Werther. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
·
Daniel
Martineschen: Os sofrimentos do jovem
Werther. Porto Alegre: TAG Experiências Literárias, 2022.
Nesse rápido levantamento, não incluí histórias em quadrinhos nem adaptações infanto-juvenis ou juvenis, pois usualmente baseiam-se em traduções já existentes.
Segundo a listagem acima, temos 9 traduções portuguesas, se incluirmos os excertos publicados no citado hebdomadário. Encontram-se 12 traduções brasileiras: estão excluídas as contrafações da Pongetti, da W.M. Jackson e da Martin Claret, bem como o caso da edição da Simões ainda em suspenso, que demandaria um cotejo com traduções previamente existentes.
[1] Algumas fontes indicam: “Teresa Seruya (com Judite Berkemeier e João Barrento): A paixão do jovem Werther. Lisboa (Bertrand), 2014”. No entanto, essa publicação inclui três obras: Werther (trad. Seruya), O conto da serpente verde (trad. Berkemeier) e Novela (trad. Barrento), numa edição lançada inicialmente em 1991 pelo Círculo de Leitores.
[1] Laurence Hallewell, em seu O livro no Brasil, aventa a título hipotético que a tradução teria
sido feita por Eduardo Laemmert.
[2] Em 1942,
a Pongetti publica essa tradução de Davidovich, porém anonimamente, sem dar os
créditos de tradução, fazendo constar na página de rosto apenas “com um
prefácio de Marques Rebelo”.
[3] A Jackson tinha como
procedimento habitual utilizar traduções portuguesas sem licenciamento e sem os
créditos de tradução, colocando apenas a observação na contrapágina de rosto: “Tradução
adaptada e revista pelo Departamento Editorial da Jackson”. É o que também
consta nesse volume 2 de sua coleção Romances Universais.
[4] A Simões
publicava basicamente autores brasileiros; as poucas edições traduzidas
costumavam ser reproduções de traduções lusitanas. Antes de poder arrolar com
segurança esse volume de Werther como
uma nova tradução brasileira dos anos 50, seria recomendável cotejá-lo com as
traduções lusitanas disponíveis na época.
[5] Antes dessa edição, a Martin Claret publicara em 2000, com várias reedições ao longo dos anos, mais uma contrafação em nome de Pietro Nassetti.
