numa tentativa de montar um painel geral das obras de garcía márquez publicadas no brasil, segue uma listagem com seus respectivos tradutores:
- eliane zagury: cem anos de solidão (sabiá; josé olympio); cheiro de goiaba: conversas com plinio apuleyo mendoza
- joel silveira: o veneno da madrugada; o enterro do diabo; textos do caribe
- danúbio rodrigues: ninguém escreve ao coronel
- edson braga: os funerais da mamãe grande
- antônio callado: o amor nos tempos do cólera
- moacir werneck de castro: o general em seu labirinto; do amor e outros demônios
- léo schlafman: obras jornalísticas: crônicas (1961-1984)
- remy gorga filho: a última viagem do navio fantasma (obras jornalísticas, vol. 2); olhos de cão azul; crônica de uma morte anunciada; relato de um náufrago; a incrível e triste história da cândida erêndira e sua avó desalmada; o outono do patriarca; textos andinos (1954-1955); um senhor muito velho com umas asas enormes
- eric nepomuceno: cem anos de solidão (record); a aventura de miguel littin clandestino no chile: uma reportagem; doze contos peregrinos; gabriel garcía márquez conta como contar um conto; noticia de um sequestro; viver para contar; memória de minhas putas tristes.
aqui cabe notar que uma fonte de consulta importante, a saber, o dicionário de tradutores literários (ditra, mantido pela pós-graduação de estudos da tradução da ufsc, aqui), traz alguns deslizes que podem confundir seus consulentes. na listagem do ditra, as traduções de a última viagem do navio fantasma, de um senhor muito velho com umas asas enormes e relato de um náufrago constam tanto na ficha de eric nepomuceno quanto na de remy gorga filho. na verdade, como o próprio nepomuceno confirmou em e-mail pessoal, elas são de autoria de remy gorga filho. outro lapso no registro do ditra é o general em seu labirinto, tradução também atribuída a nepomuceno. na verdade, foi feita por moacir werneck de castro.
por fim, ainda no registro de nepomuceno no mesmo dicionário da pget/usfc, vêm especificados alguns contos - "maria dos prazeres", "o verão feliz da senhora forbes" e "a luz é como a água" - que fazem parte do volume doze contos peregrinos, já presente na lista, sendo, portanto, desnecessário destacá-los como títulos individuais.
II.
a sabiá publicou cinco obras suas. não rastreei direito as datas, mas tenho a impressão de que a primeira foi o veneno da madrugada ("la mala hora"), em tradução de joel silveira. as demais são:
- o enterro do diabo ("la hojarasca"), também em tradução de joel silveira
- ninguém escreve ao coronel, em tradução de danúbio rodrigues
- os funerais da mamãe grande, em tradução de édson braga
- e, claro, cem anos de solidão, em tradução de eliane zagury.
todas essas edições da sabiá eram ilustradas por carybé, com desenhos lindíssimos. segue a galeria de capinhas e uma das mais conhecidas ilustrações de carybé (em cem anos de solidão):
atualização em 21/4: a coordenação da pget, responsável pela elaboração do ditra, se prontificou a fazer as devidas correções.





