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14 de jul. de 2020

stefan zweig no brasil


1. Obras Completas de Stefan Zweig, 20 volumes 1938-1949. Rio de Janeiro, Editora Guanabara, 1951. Editora Delta, 1953 e 1956. 10 volumes, 1961 e 1963.

I. Três poetas da sua vida: Casanova, Stendhal, Tolstoi.
II. Os construtores do mundo: Balzac, Dickens, Dostoievsky, Hölderlin, Kleist, Nietzsche.
III. A Corrente: novelas da adolescência, novelas de sofrimento, Segredos de amor (História narrada ao crepúsculo, A governanta, Segredo ardente, , Pequena novela de verão); Amok; Carta de uma desconhecida; 24 horas na vida de uma mulher; Confusão de sentimentos.
IV. A cura pelo espírito: Mesmer, Mary Baker-Eddy, Freud.
V. Joseph Fouché: retrato de um homem político.
VI. Caleidoscópio: Revelação inesperada de um ofício; Leporela; A Coleção invisível; Buchmendel; O medo; Raquel acusa Deus; Os olhos do irmão eterno ; O candelabro enterrado; A lenda da terceira pomba; As irmãs iguais e desiguais.
VII. Maria Antonieta.
VIII. Maria Stuart.
IX. Uma consciência contra a violência: Castélio contra Calvino.
X. Encontros com homens, livros e países.
XI. Fernão de Magalhães: história da primeira circunavegação.
XII. Coração inquieto.
XIII. O momento supremo: seis miniaturas históricas.
XIV. Brasil, país do futuro.
XV. O mundo que eu vi (minhas memórias).
XVI. As três paixões; A partida de xadrez; Dívida tardiamente paga; Seria ele?.
XVII. Os caminhos da verdade: Américo Vespúcio: uma comédia de erros na História; Erasmo de Rotterdam, grandeza e decadência de uma idéia.
XVIII. A marcha do tempo: encontros com o destino, países e paisagens.
XIX. Balzac.
XX. Jeremias.

2. Romain Rolland, sua vida, sua obra. Rio de Janeiro, Editora Irmãos Pongetti, 1936. Com uma foto do biografado dedicada aos escritores brasileiros.

3. Momentos decisivos da humanidade. Rio de Janeiro, Editora Guanabara, 1936. Tradução de Medeiros e Albuquerque. Capa de Di Cavalcanti.

4. A luta contra o demônio, Hölderlin, Kleist e Nietzsche. Rio de Janeiro, Editora Irmãos Pongetti, s/d (antes de 1936). Com prefácio original de Stefan Zweig. Não incluído em Os construtores do mundo, Editora Guanabara. Tradução de Aurélio Pinheiro.

5. Dois mestres, Dickens e Balzac. Rio de Janeiro, Editora Irmãos Pongetti, 1936. Versão reduzida de Três Mestres, sem o ensaio de Dostoiévski, lançado separamente pela Editora Guanabara.

6. A phantástica existência de Mary Baker Eddy. Rio de Janeiro, Editora Atlântida, s/d, e depois Editora Irmãos Pongetti, s/d (antes de 1936). Parte da trilogia A cura pelo espírito. Inspirado na edição francesa La Guérison par l’Esprit: La Fantastique existence de Mary Baker Eddy (Stock, Paris, 1932).

7. Ocaso de um coração. Rio de Janeiro, Editora Irmãos Pongetti, s/d (antes de 1936). Acompanhado de Uma noite fantástica.

8. Ocaso de um coração. S/L, Editora Machado & Ninitch, s/d (antes de 1936). Tradução de Zoran Ninitch. Acompanhada de Mystério de uma rua sem luar.

9. A mulher e a paisagem. S/L, Editora Mundial, s/d (antes de 1936). Novela publicada juntamente com outra edição de Amok.

10. Os olhos do irmão eterno. S/L, Livraria Moura, s/d (antes de 1936).

11. A visão do propheta (Jeremias). Rio de Janeiro, Livraria Flores & Mano, s/d (antes de 1936). Tradução de Cândido de Carvalho.

12. A visão do propheta (Jeremias). Rio de Janeiro, Editora Guanabara, s/d. Tradução de Elias Davidovich.

13. A tragédia de uma vida, Marceline Desbordes-Valmore – retrato biográfico de uma poetisa. Rio de Janeiro, Editora Guanabara, 1937

14. Momento supremo: seis miniaturas históricas. Rio de Janeiro, Editora Guanabara, 1941

15. Brasil: País do futuro. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 1960.

16. Brasil: País do futuro. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1981.

17. Maria Antonieta. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1981.

18. 24 horas na vida de uma mulher e outras novelas. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1981.

19. Momento supremo: treze miniaturas históricas. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1982. Tradução de Medeiros e Albuquerque, O. Galloti e E. Davidovich.

20. Joseph Fouché: retrato de um homem político. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira,1983.

21. Êxtase da transformação. São Paulo, Companhia das Letras, 1987. Tradução de Kurt Jahn.

22. Joseph Fouché: retrato de um homem político. Rio de Janeiro, Editora Record,1999. Tradução de Kristina Michahelles.

23. Fernão de Magalhães: o homem e a sua façanha. Rio de Janeiro, Editora Record, 1999. Tradução de Kristina Michahelles.

24. O Mundo que eu vi (minhas memórias) . Rio de Janeiro, Editora Record, 1999. Tradução de Lya Luft. Com índice onomástico.

25. Medo e outras novelas. Rio de Janeiro, Editora Record, 1999. Reedição com nova tradução de seis novelas de CaleidoscópioMedo, A mulher e a paisagem, Leoporella, Carta de uma desconhecida, O livreiro Mendel e A coleção invisível.

26. Momento supremo, Rio de Janeiro, Editora Record, 1999. Com nova tradução. Título da edição de 1936: Momentos decisivos da humanidade.

27. 24 horas na vida de uma mulher e outras novelas. Rio de Janeiro, Editora Record, 1999. Acompanhada de Confusão de Sentimentos e Declínio de um Coração. Tradução de Lya Luft.

28. Brasil, país do futuro. Porto Alegre, Editora L&PM, 2006. Tradução de Kristina Michahelles.
Prefácio de Alberto Dines.

29. 24 Horas na Vida de uma Mulher. Porto Alegre, Editora L&PM, 2007. Tradução de Lya Luft.

30. Medo e outras histórias. Porto Alegre, Editora L&PM, 2007. Tradução de Lya Luft e Pedro Süssekind.

extraido do site da casa stefan aweig, disponível aqui.



29 de jan. de 2016

leituras V: a confusão dos sentimentos

zoran ninitch, excêntrica figura sobre a qual devo a mim mesma um artigo, fez em 1934 uma bela tradução (a primeira) de a confusão dos sentimentos, de stefan zweig, interessante novela psicológica sobre a homossexualidade.



elias davidovich, muito importante na área tradutória e com sólido trabalho de divulgação das obras de freud e zweig no brasil, fez outra tradução de a confusão dos sentimentos. sua primeira edição não traz data, mas calculo que seja não muito posterior (c.1937-38; será reeditada em 1942). devo dizer que fiquei bastante decepcionada.



surpreendeu-me o paradoxo: um pobre expatriado com visíveis problemas psicológicos como ninitch, por vezes cortejando ou mesmo adotando práticas próprias de um vigarista, que certamente deu e levou várias trombadas em e de davidovich, figura séria e de respeitável relevo em nossa história editorial, supera-o em muito em termos de capacidade e qualidade tradutória, pelo menos neste caso em pauta.

16 de jan. de 2016

"charlotte von orloff"

apenas para não esquecer: alguma hora valeria a pena tentar elucidar quem é "charlotte von orloff", a meu ver nome retumbando sonoramente a pseudônimo. com exíguo histórico tradutório, "charlotte von orloff" assina as seguintes traduções: karl may, na região dos bandoleiros, globo, 1933; thomas mann, tonio kröger, guanabara, 1934; e stefan zweig, leporella (novellas) [contém, além de "leporella", "a collecção invisivel", "episodio no lago de genebra" e "buchmendel"], guanabara, 1935.

 





se eu tivesse de apostar minhas fichas, eu arriscaria o nome de elias davidovich ou alguém muito próximo a ele.


3 de jan. de 2016

zweig, ninitch e medeiros e albuquerque


gosto do formato de crônica ou de estudo de caso bem condensado ("micro-história", diriam alguns) porque certos episódios históricos parecem constituir nós ou entrelaçamentos resultantes de convergências muito singulares. e gosto desse trabalho de destrinçamento dos fios que, reunindo-se intempestivamente ou inesperadamente, formaram aquela ocorrência histórica (aquele "acontecimento", diriam alguns).

o nó que atualmente ando querendo destrinçar parece quase apenas um fait divers, um pequeno fato avulso, pertencente ao capítulo das curiosas insignificâncias. e é o seguinte: medeiros e albuquerque assinou com seu nome algumas traduções de stefan zweig feitas por zoran ninitch.

este é o "fato". mas, se pararmos para pensar e tentarmos entender essa bizarrice, veremos que o pano de fundo é complicado, são muitas as perguntas e muitos os fatores envolvidos nessa simples ocorrência.

quem são os agentes ativos e passivos envolvidos nisso? medeiros e albuquerque e zoran ninitch, evidentemente, mas também stefan zweig, abraão koogan e a editora guanabara, e, conforme avançamos, também elias davidovich, gastão pereira da silva, odilon gallotti, freud, aurélio pinheiro, flores & mano, atlântida, unitas, calvino, pongetti. por que medeiros? por que ninitch? desde quando? a partir de que condições? com que finalidade? quais as consequências?

resumindo: por que traduções de zweig feitas por ninitch são publicadas como da lavra de ninguém menos que o grande defensor dos direitos autorais no brasil, que deu seu nome à primeira lei referente ao tema, contemplando especificamente também as obras de tradução, qual seja, a "Lei Medeiros e Albuquerque"? o que leva um insigne membro da academia brasileira de letras, importante parlamentar, autor expressivo, a participar desse embuste? o que aconteceu, em suma?

e quanto mais tento entender, mais intrincado parece ser este nó, mais interesses parecem estar envolvidos, mais atritos e conflitos parecem se enfrentar, mais circunstâncias pessoais, econômicas e ideológicas parecem se entrecruzar.