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19 de jan. de 2016

"klaus von puschen"

esse não chega a ser um enigma nem nada tão interessante quanto os três nomes dos três posts anteriores. mas o tal "klaus von puschen" tem voltado à tona nas livrarias e em matérias da imprensa como suposto tradutor de mein kampf para a editora centauro.

outras traduções assinadas por esse schucrutten einsbein são:
  • max weber, história geral da economia
  • marx e engels, o manifesto comunista de 1848 e cartas filosóficas
  • marx, o capital (edição compacta)
  • marx, a origem do capital: a acumulação primitiva
  • marx, o capítulo VI inédito de o capital

para retomar a avaliação das edições da centauro, creio que vale a pena dar uma conferida do weber chucrutiano com a edição publicada em 1968 pela extinta mestre jou, em tradução de calógeras pajuaba.






24 de mai. de 2014

"klaus von puschen"

"A partir dos anos 1980, a editora paulista Moraes (que viraria Centauro) publicou a obra, com uma tradução atribuída a Klaus von Puschen --nome considerado uma farsa pela tradutora Denise Bottmann, que denuncia traduções piratas no blog Não Gosto de Plágio. Segundo ela, o texto feito 'pelo tal Von Puschen' é exatamente igual ao de Ibiapina, dos anos 1930." - aqui.

27 de mar. de 2014

mein kampf no brasil

aproximando-se a data em que mein kampf ingressa em domínio público, saíram duas matérias na folha de s.paulo, "alemanha debate reeditar livro de hitler", aqui , e "brasileiro vende versão digital por dois dólares", aqui. em outro post, comentarei essa segunda matéria, sobre as fraudes e falcatruas rapidamente citadas pela jornalista.

por ora, eis as imagens de capa das edições publicadas no país, desde oitenta anos atrás:


livraria o globo, 1934, tradução de matos ibiapina (major júlio de) - 
em 1940 já tinha atingido sua quinta edição


editora mestre jou, 1962, retomando 
a tradução do major ibiapina de 1934 no que seria sua oitava edição
(essa edição foi logo a seguir proibida pelo ministério da justiça, cf. aqui)


editora moraes, 1983, sem créditos de tradução
(contrafação da de ibiapina)


editora pensamento (de portugal), 1987,
retomando a tradução de ibiapina


editora revisão, 1990 (em dois vols., até terceira edição),
com a tradução de matos ibiapina.
a revisão era uma editora de propaganda neonazista de porto alegre,
de siegfried ellwanger castan, que acabou preso e condenado por antissemitismo.


editora centauro, 2001, retomando a tradução de ibiapina
que saíra anônima por sua antecessora moraes, 
agora atribuindo-a a um fantasmagórico "klaus von puschen",
com reedições em 2004 e 2005, também tirada de circulação.


em suma, até onde me foi possível apurar, existe apenas uma tradução de mein kampf no brasil, a do major júlio de matos ibiapina, várias e várias vezes reeditada por várias casas publicadoras, desde 1934 até a última recolha em 2008, embora continue a circular livremente na rede.


24 de nov. de 2011

nietzsche traduzido no brasil III

a partir de 1980, há inúmeras reeedições dos vários títulos das várias editoras, em especial hemus, ediouro e abril cultural (a partir de 1987, nova cultural). vou me concentrar apenas em novas traduções de títulos já traduzidos anteriormente (isto é, as chamadas "retraduções") e de títulos ainda inéditos entre nós.

em 1984, a moraes lança a origem da tragédia, sem nome do tradutor, mas com créditos de preparação a joaquim josé de faria, o qual, ao lado de um tal "peter klaus ivanov", ressurge como autor da mesma tradução na centauro - na verdade, não passa de mera cópia da tradução portuguesa de álvaro ribeiro, pela guimarães editora, como mostrei aqui. capa na centauro:


também em 1984, a moraes lança uma anônima tradução de o anticristo, que mais tarde ressurge na centauro em nome de rubens eduardo frias. aqui na capa da centauro:


em 1985, a ediouro lança a tradução de davi jardim jr. de o anticristo:


também em 1985, a max limonad lança ecce homo, como alguém se torna o que é, em tradução de paulo césar de souza:


em 1986, a moraes lança mais uma suspeita tradução, a genealogia da moral, assinada por joaquim josé de faria:


em 1986, paulo césar de souza lança sua tradução de crepúsculo dos ídolos pela companhia das letras:


em 1987, sai pela brasiliense genealogia da moral: um escrito polêmico em tradução de paulo césar de souza, transitando depois para a companhia das letras:


em 1987, a moraes lança o livro do filósofo com tradução que reaparece na centauro em nome de rubens eduardo frias, com indicação a partir do francês:


em 1992, ainda a moraes lança o apócrifo a minha irmã e eu, com tradução atribuída a rubens eduardo frias, mera cópia da tradução portuguesa de pedro josé leal, como mostrei aqui.


em 1996, pela newton compton, sai o anticristo, maldição do cristianismo, em tradução do italiano por mario fondelli:


em 1997, a sette letras lança cinco prefácios para cinco livros não escritos, em tradução de pedro süssekind:

Cinco Prefácios: Para Cinco Livros Não Escritos

em 1997, a editora martin claret lança um "livro-clipping" chamado nietzsche: vida e pensamentos, uma colagem de excertos extraídos de edições alheias:

Nietzsche: vida e pensamentos

em 1999, sai uma suspeita tradução de assim falou zaratustra, atribuída inicialmente a uma "equipe de tradutores da martin claret" e depois a "alex marins":


também em 1999, sai a tradução de paulo césar de souza de o caso wagner/ nietzsche contra wagner, pela companhia das letras:


ainda em 1999, a companhia das letras lança o nascimento da tragédiaou helenismo e pessimismo, em tradução anotada de jacó guinsburg:


em 1999, a escala publica humano, demasiado humano em tradução de antônio carlos braga:


aparentemente os anos 80 e 90 consolidam e aprofundam duas tendências da década anterior: de um lado, a proliferação de edições pouco idôneas; de outro lado, a sedimentação de uma bibliografia nietzschiana sólida, com cuidadosas retraduções anotadas. no meio, ininterruptas reedições de décadas anteriores e eventualmente alguma nova tradução íntegra e honesta, de boa qualidade e sem maiores pretensões críticas.

ressalvo uma vez mais que se trata de uma cronologia tal como consegui reconstituir a partir de acervos de bibliotecas, livrarias e sebos. os posts estão sujeitos a alterações para complementar ou eventualmente corrigir dados.
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19 de nov. de 2011

as auroras de nietzsche

mantenho um blog chamado lendo walden, que se concentra basicamente na obra de thoreau. alguns meses atrás, publiquei lá um post que reproduzo abaixo:
Outro tema comum a Thoreau e a Nietzsche é a aurora, como grande metáfora da vida em sua plenitude e renovação. O deslindamento é um pouco mais complicado, e na verdade poderia render até um bom artigo. Por ora fica aqui a vinheta.
 
As pistas partem do Rig Veda, leitura caríssima a ambos, com sua passagem do livro I, hino 113, variadamente traduzida como "Muitas auroras ainda estão por amanhecer", "Há muitas auroras que ainda não despontaram", "São muitas as auroras" e assim por diante.

Thoreau, como se sabe e já comentei em vários posts, toma a aurora como símbolo máximo da vida plena e desperta, com inúmeras passagens do começo ao fim de Walden. E a obra se encerra com três frases soberbas: Only that day dawns to which we are awake. There is more day to dawn. The sun is but a morning star. Destaco em particular There is more day to dawn - belíssima, e de difícil tradução (alguma hora farei um post sobre o denso parágrafo final).


Nietzsche, em sua obra Aurora,* traz em epígrafe justamente a frase do Rig Veda: "Há tantas Auroras que ainda não nasceram" (Es giebt so viele Morgenröthen, die noch nicht geleuchtet haben). 
Aliás, ele ia dar ao livro o título de A Aurora. Como achou que seria meio pretensioso demais anunciar "a" aurora, parecendo a definitiva, eliminou o artigo. 
imagens: wikicommons


lembrei-me deste post porque hoje encontrei uma coisa engraçada, ligada mais diretamente às bizarrices editoriais que costumo apresentar no nãogostodeplágio. e a história é a seguinte:

até onde sei, aurora é (ou era, até data recente, como se verá) uma das obras de nietzsche menos divulgadas entre nós. foi lançada em 1947 pela extinta editora sagitário, em tradução de mário d. ferreira santos, levou uma vida discreta e não teve nenhuma reedição. apenas em 2008 irá ressurgir, pela editora vozes.


aliás, achei até uma pena: pelo menos outra tradução de nietzsche, feita, anotada e comentada por mário ferreira santos, assim falava zaratustra, que citei aqui, continua em viçosa circulação, em inúmeras reedições ao longo dos anos, pela própria vozes. bom, que seja; continuemos. 

depois dessa edição da sagitário, terão de se passar quase sessenta anos para termos uma nova aurora entre nós, na tradução anotada de outro germanista e conhecedor de nietzsche, paulo césar de souza, para a companhia das letras (2004):

Livro: Aurora - Reflexões sobre os preconceitos morais

três anos depois, em 2007, a editora escala lança aurora em tradução de antônio carlos braga. não conheço suas qualificações germânico-filosóficas, mas não se pode dizer que seja uma edição anotada, pois suas notas são do gênero "Alexander Pope (1688-1744), poeta inglês (NT)" ou "Platão (427-347 a.C), filósofo grego; dentre suas obras, A república já foi publicada nesta coleção da Editora Escala (NT)". a tradução de antônio carlos braga está disponível para download em vários sites, por exemplo aqui


como disse acima, apenas em 2008 a vozes retomará a tradução de mário d. ferreira santos e lançará sua edição:


hoje, por mero acaso, encontro no site da amazon, aqui, uma aurora publicada em 2011 por uma editora chamada "centaur". não consegui localizar o isbn e nenhum dado sobre a editora. se for "centauro", é velha conhecida no nãogostodeplágio, grande apreciadora de irregularidades editoriais, como documentei fartamente aqui. dei uma olhada no texto (sem crédito de tradução):


bom, é a mesma de antônio carlos braga pela escala, idêntica, sem tirar nem pôr. não sei se a escala cedeu os direitos à "centaur", se é pura e simples contrafação da "centaur" ou o quê. o que sei é que parece brincadeira: de 1948 a 2003, nada; de 2004 a 2011, quatro auroras?! 
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em tempo: esses 55 anos de estiagem tiveram um pequeno alívio a partir de 1977, quando a rés de portugal lançou a tradução de aurora feita por rui magalhães, que 
teve razoável circulação entre nós.



atualização 20/11/11: cassionei petry, do blog porém, ah, porém, muito felizmente corrige um lapso meu. em 1974, pela coleção pensadores da abril cultural, com seleção a cargo de gérard lebrun, em tradução anotada do historiador da filosofia rubens rodrigues torres filho, saíram alguns excertos de aurora: 31 parágrafos dos 575 que compõem a obra.

veja o complemento atualizado sobre a centaur aqui.

12 de nov. de 2011

quem, quais, quantos

quem, quais, quantos são os zaratustras nietzschianos entre nós, entre legítimos e espúrios?

assim falava zaratustra:
mário ferreira santos (vozes)
alfredo margarido (planeta de agostini)
josé mendes de souza (brasil, ediouro)
eduardo nunes fonseca (hemus, leopardo)
ciro mioranza (escala)
silvio ferreira leite (centauro)

assim falou zaratustra:
mário da silva (civilização brasileira, bertrand brasil, círculo do livro)
rubens rodrigues torres filhos (excertos) (abril cultural)
inês lohbauer (cadastrado no isbn pela ciranda cultural)
heloísa da graça burati (rideel)
alex marins (martin claret)
paulo césar souza (companhia das letras)

os discursos de zaratustra:
josé mendes de souza (pocketouro)

além de uma indefectível quadrinização na devir: assim falava zaratustra: dos céus aos quadrinhos, adaptação de thaís dos anjos, ignoro a partir de qual tradução.

atualização 12/06/12: agradeço as contribuições de thiago augusto, cassionei petry e e everton marcos grison. 

11 de nov. de 2011

boa companhia

enquanto aguardo chegar meu exemplar de assim falava zaratustra em tradução dita de ciro mioranza, publicada pela editora escala educacional, citada aqui e aqui, vou dar uma espiada nas traduções existentes com esse título (o outro título, e mais usado, é assim falou zaratustra).


Assim Falava Zaratustra

encontro um assim falava zaratustra com tradução atribuída a eduardo nunes fonseca, pela hemus; reeditado pela leopardo, que incorporou a hemus como selo editorial







ASSIM FALAVA ZARATUSTRA - CENTAURO

outro em nome de sílvio ferreira leite pela editora centauro.









eduardo nunes fonseca já apareceu algumas vezes aqui no nãogostodeplágio, em coisas bem duvidosas e horrorosas, como mostrei aqui, aqui, aqui. a centauro tem umas coisas que são absolutamente calamitosas, como demonstrei à exaustão nos vários posts agrupados aqui.

quanto ao caso de eduardo nunes fonseca, veja-se a comparação de breves trechinhos de assim falava zaratustra:

tradução feita ou revista por josé mendes de souza (brasil e ediouro) - sobre a dúvida expressa no uso do "ou", ver aqui
Meus irmãos, permanecei fiéis à terra com todo o poder da vossa virtude. Sirvam ao sentido da terra o vosso amor dadivoso e o vosso conhecimento. Eu vo-lo rogo, e a isso vos conjuro. Não deixeis a vossa virtude fugir das coisas terrestres e adejar contra paredes eternas. Ai! Tem havido sempre tanta virtude extraviada! Restituí, como eu, à terra a virtude extraviada. Sim; restituí-a ao corpo e à vida, para que dê à terra o seu sentido, um sentido humano. 
tradução atribuída a eduardo nunes fonseca (hemus e leopardo)
Meus irmãos, permaneceis fiéis à terra com todo o poder da vossa retidão. Sirvam à terra o vosso amor dadivoso e o vosso conhecimento. Eu vo-lo rogo, e a isso vos suplico. Não deixeis a vossa virtude fugir das coisas terrenas e esvoaçar contra paredes eternas. Ai! Tem havido sempre tanta virtude extraviada! Restituí, como eu, a virtude extraviada à terra. Sim; restituí-a ao corpo e à vida, para que dê à terra o seu sentido, um sentido humano. 
josé mendes de souza (brasil e ediouro)
Solitários de hoje, vós, os afastados, sereis um povo algum dia. Vós que vos haveis entrescolhido a vós mesmos, formareis um dia um povo eleito do qual nascerá o Super-homem.
eduardo nunes fonseca (hemus e leopardo)
Solitários de hoje, vós, os afastados, formareis um povo algum dia. Vós que vos haveis escolhido a vós mesmos, formareis um dia um povo eleito do qual nascerá o super-homem.
josé mendes de souza (brasil e ediouro)
"Todos os deuses morreram; agora viva o Super-homem!" Seja esta, chegado o grande meio-dia, a vossa última vontade!
eduardo nunes fonseca (hemus e leopardo)
Todos os deuses morreram; agora viva o super-homem! Seja esta, chegando o grande meio-dia, a vossa última vontade!

23 de set. de 2010

a questão judaica, moraes

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ajeitando umas prateleiras em casa, descubro um velho exemplar d'a questão judaica, de marx, pela editora moraes. não consta a data, mas minha rubrica marca "1983".


é uma edição bem pobrezinha, sem nenhuma referência bibliográfica, sem página de créditos, título original, nome do tradutor, nada, nada; apenas a página de rosto (idêntica à capa) e só.


mas a ela se aplica o cotejo que foi feito entre a questão judaica publicada pela centauro e a edição da laemmert.

para o cotejo entre a pretensa tradução atribuída a silvio donizete chagas pela centauro e a tradução de wladimir gomide pela laemmert, veja a questão judaica.

sobre a relação entre a moraes e a centauro, veja a tragédia brasileira.

sobre a questão judaica da centauro, que esqueceu de tirar o nome da laemmert no prefácio da obra (imagem que fez grande sucesso - mais de 120 downloads neste blog), veja o primeiro de abril centauriano.

e a mesma página, com a mesma menção passando batida, na edição da moraes:


que triste legado!
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4 de ago. de 2010

a tragédia brasileira

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ainda sobre a origem da tragédia de nietzsche, publicada pela editora centauro (supostamente já em sua 13a. edição): essa cópia deslavada da antiga tradução de álvaro ribeiro, publicada em 1958 pela guimarães editora de portugal, aparece na centauro em nome ora de "peter klaus ivanov", ora em nome de "joaquim josé de faria". na agência do isbn, ela foi cadastrada em nome deste último.

curiosamente, encontrei várias referências a uma edição da origem da tragédia, também com tradução atribuída ao mesmo "joaquim josé de faria", publicada pela editora moraes em 1984. (esclareço que não cheguei a tê-la em mãos: a edição é citada nas referências bibliográficas de vários artigos disponíveis na internet.) o mesmo nome aparece como revisor e preparador em várias publicações da moraes nos anos 80 e da centauro nos anos 2000.

cabe lembrar o histórico da coisa: no começo dos anos 1970, perto da puc, em são paulo, havia uma livraria-editora que ficou famosa: a cortez & moraes. em 1979 a sociedade foi desfeita; josé xavier cortez criou sua própria editora, a cortez, enquanto orozimbo moraes e vicente fagá, que também trabalhava na extinta cortez&moraes, criaram a editora moraes. em 1999, a editora moraes foi extinta, e fagá criou a editora centauro, com seus filhos. ela manteve boa parte do catálogo da antiga moraes, em alguns títulos alterando os créditos de tradução e adotando os procedimentos tortuosos do plágio tradutório, como documentei aqui.

já havia o caso deplorável de outra contrafação envolvendo uma tradução de nietzsche, em minha irmã e eu, tanto pela moraes quanto pela centauro, que apresentei aqui. agora soma-se mais esse caso d'a origem da tragédia, em que, como se não bastasse a flagrante contrafação, o nome de "silvio donizete chagas" aparece como responsável pela produção editorial, o mesmo nome que a editora centauro utiliza na ridícula cópia d'a questão judaica da antiga laemmert... (a propósito, vide o primeiro de abril centauriano)

é muito triste ver que, aparentemente, as irregularidades da centauro têm raízes bem mais antigas, vindas desde o catálogo da extinta moraes, e que se multiplicam as sobreposições e cruzamentos de nomes ora em cópias de traduções, ora em preparação de originais, ora na produção editorial.

posts relacionados:
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centauro trágico

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conforme documentei antes, a origem da tragédia, de nietzsche, na edição espúria da centauro, é uma cópia fiel da tradução de álvaro ribeiro, pela guimarães de lisboa, mas assinada por "joaquim josé faria" ou "peter klaus ivanov. está em sua 13a. edição!
disponível na livraria cultura e outras boas lojas do ramo

3 de ago. de 2010

a tragédia guimarães x centauro

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tenho aqui em mãos um exemplar d' a origem da tragédia pela editora centauro, de 2008. difícil saber quem é o tradutor: na página de imprenta constam dois nomes, em dois lugares diferentes, um na imprenta, outro na ficha cip: "joaquim josé faria" e "peter klaus ivanov", sendo que o primeiro parece ser alguém de carne e osso e o segundo parece ser um nome inventado, veja o post "coisas que me confundem", aqui.

eis que encontro, em tradução de álvaro ribeiro, pela guimarães de lisboa (1953 e sucessivas reedições):
A excitação dionisíaca tem o poder de comunicar a toda a multidão essa faculdade artística de se ver cercada por uma multidão de seres espirituais e de se considerar em uníssono com eles. Este processo de coro trágico é o fenómeno dramático primordial: ver-se a si próprio, mas transformado, e actuar então como se vivesse realmente em outro corpo, com outro carácter. Este processo é o que se observa desde o começo da evolução do drama. Há aqui um estado diferente do estado do rapsodo que não se identifica com as suas imagens, mas que, como o pintor, as vê e considera fora de si próprio; há aqui uma abdicação do indivíduo que se perde numa natureza estranha. E, na realidade, este fenómeno apresenta-se sob uma forma endémica: por esse encanto, toda essa multidão se sente assim transformada. O ditirambo distingue-se por isso essencialmente de qualquer outro coro. As virgens que avançam solenemente, com ramos de loureiro nas mãos, para o templo de Apolo e cantam hinos, conservam as suas personalidades e os seus nomes; o coro ditirâmbico é um coro de pessoas transformadas que perderam totalmente a lembrança do passado familiar e da situação social. Transformaram-se em escravos de um Deus, vivem fora do tempo e do espaço. Todos os outros corais líricos dos Helenos não passam de uma extraordinária amplificação do cantor individual apolíneo, ao passo que o ditirambo nos oferece o espectáculo de uma comunidade de actores inconscientes que reciprocamente se contemplam como transformados uns pelos outros.
e naquilo que só posso chamar de plágio ou cópia ilícita escancarada, de joaquim josé faria ou peter klaus ivanov, publicada pela editora centauro (em sua 13a. edição!):
A excitação dionisíaca tem o poder de comunicar a toda a multidão essa faculdade artística de se ver cercada por uma multidão de seres espirituais e de se considerar em uníssono com eles. Este processo de coro trágico é o fenômeno "dramático" primordial: ver-se a si próprio, mas transformado, e atuar então como se vivesse realmente em outro corpo, com outro caráter. Este processo é o que se observa desde o começo da evolução do drama. Há aqui um estado diferente do estado do rapsodo que não se identifica com as suas imagens, mas que, como o pintor, as vê e considera fora de si próprio; há aqui uma abdicação do indivíduo que se perde numa natureza estranha. E, na realidade, este fenômeno apresenta-se sob uma forma endêmica: por esse encanto, toda essa multidão se sente assim transformada. O ditirambo distingue-se por isso essencialmente de qualquer outro coro. As virgens que avançam solenemente com ramos de loureiro nas mãos, para o templo de Apolo e cantam hinos, conservam as suas personalidades e os seus nomes; o coro ditirâmbico é um coro de pessoas transformadas que perderam totalmente a lembrança do passado familiar e da situação social. Transformaram-se em escravos de um Deus, vivem fora do tempo e do espaço. Todos os outros corais líricos dos helenos não passam de uma extraordinária amplificação do cantor individual apolíneo, ao passo que o ditirambo nos oferece o espectáculo de uma comunidade de atores inconscientes que reciprocamente se contemplam como transformados uns pelos outros.

álvaro ribeiro (guimarães):
O encantamento é o pressuposto de toda a arte dramática. Debaixo deste encantamento, o sonhador dionisíaco vê-se transformado em sátiro, e na qualidade de sátiro por sua vez pode contemplar o deus; quer dizer, na sua metamorfose, vê, fora de si, uma nova visão, complemento apolíneo da sua nova condição. Com esta nova visão fica perfeito o drama.

Segundo estes conhecimentos, devemos ver na tragédia grega o coro dionisíaco, que incessantemente se renova ao contemplar um mundo de imagens apolíneas. Estas partes corais, que se intercalam na tragédia, são assim como que as matrizes do que se chama diálogo, quer dizer, de tudo quanto se passa em cena, do verdadeiro drama. Da sucessão de várias manifestações expansivas desta espécie resulta a causa primordial da tragédia, a visão radiosa do drama, que está toda numa aparição percebida no sonho, e, como tal, de natureza épica, mas que, por outro lado, como objectivação de um estado dionisíaco, representa, não a libertação apolínea na aparência mas, pelo contrário, a destruição do indivíduo e a sua identificação com o ser primordial. Assim o drama é a representação apolínea de noções e de influências dionisíacas, o que o separa, como abismo insondável, da epopeia.
joaquim josé faria ou peter klaus ivanov (centauro):
O encantamento é o pressuposto de toda a arte dramática. Debaixo deste encantamento, o sonhador dionisíaco vê-se transformado em sátiro, e "na qualidade de sátiro por sua vez pode contemplar o deus", quer dizer, na sua metamorfose, vê, fora de si, uma nova visão, complemento apolíneo da sua nova condição. Com esta nova visão fica perfeito o drama.
Segundo estes conhecimentos, devemos ver na tragédia grega o coro dionisíaco, que incessantemente se renova ao contemplar um mundo de imagens apolíneas. Estas partes corais, que se intercalam na tragédia, são assim como que as matrizes do que se chama diálogo, quer dizer, de tudo quanto se passa em cena, do verdadeiro drama. Da sucessão de várias manifestações expansivas desta espécie resulta a causa primordial da tragédia, a visão radiosa do drama, que está toda numa aparição percebida no sonho, e, como tal, de natureza épica, mas que, por outro lado, como objetivação de um estado dionisíaco, representa, não a libertação apolínea na aparência mas, pelo contrário, a destruição do indivíduo e a sua identificação com o ser primordial. Assim o drama é a representação apolínea de noções e de influências dionisíacas, o que o separa, como abismo insondável, da epopéia.

álvaro ribeiro (guimarães):
O coro da tragédia grega, símbolo de toda a multidão exaltada pela embriaguez dionisíaca, fica assim claramente explicado. Acostumados, como estamos, a ver qual é o papel habitual de um coro no palco moderno, sobretudo de um coro na ópera, era-nos impossível imaginar que esse coro trágico dos Gregos pudesse ser mais antigo, mais original ou até mais essencial do que a chamada «acção», — por muito que a tradição nos dissesse a verdade com perfeita nitidez. Não sabíamos como conciliar tão alta importância e tão primordial essência, testemunhadas pela tradição, com o facto de o coro ser exclusivamente composto de criaturas humildes e servis, e até, na origem, de sátiros com pés de bode; enfim, a orquestra diante do palco era sempre para nós um enigma. Chegamos agora a compreender que o palco e a acção, no fundo e em princípio, não eram concebidos senão como visões; que a única «realidade» é precisamente o coro, ele próprio produtor de visões, que exprime por meio de todo o simbolismo da dança, da música e da poesia. Este coro na sua visão contempla Diónisos, seu deus e senhor, porque é um coro eternamente obediente e servil; vê como é que o deus sofre e se transfigura, e, por causa disso, não se atreve a agir. Nesta condição de absoluto servilismo para com o deus, vem a ser a expressão mais alta, quer dizer, dionisíaca, da natureza; por isso é que no seu êxtase o coro fala como ela, por oráculos e por máximas; na medida em que é aquele que participa do sofrimento é ao mesmo tempo o que participa da sabedoria, e que, do fundo da alma do mundo, anuncia e proclama a verdade. Assim vai nascendo esta figura, tão fantástica e a princípio tão estranha, do sátiro cheio de entusiasmo e ao mesmo tempo de sabedoria, mas que também significa oposição e contraste com o deus, porque é «criatura bruta», imagem da natureza e dos seus instintos mais poderosos, sim, símbolo desta natureza e ao mesmo tempo arauto da sua sabedoria e da sua arte: músico, poeta, dançarino, visionário numa só pessoa.
joaquim josé faria ou peter klaus ivanov (centauro):
O "coro" da tragédia grega, símbolo de toda a multidão exaltada pela embriaguez dionisíaca, fica assim claramente explicado. Acostumados, como estamos, a ver qual é o papel habitual de um coro no palco moderno, sobretudo de um coro na ópera, era-nos impossível imaginar que esse coro trágico dos gregos pudesse ser mais antigo, mais original ou até mais essencial do que a chamada «ação», — por muito que a tradição nos dissesse a verdade com perfeita nitidez. Não sabíamos como conciliar tão alta importância e tão primordial essência, testemunhadas pela tradição, com o fato de o coro ser exclusivamente composto de criaturas humildes e servis, e até, na origem, de sátiros com pés de bode; enfim, a orquestra diante do palco era sempre para nós um enigma. Chegamos agora a compreender que o palco e a ação, no fundo e em princípio, não eram concebidos senão como "visões"; que a única «realidade» é precisamente o coro, ele próprio produtor de "visões", que exprime por meio de todo o simbolismo da dança, da música e da poesia. Este coro na sua visão contempla Dionisos, seu deus e senhor, porque é um coro eternamente obediente e servil; vê como é que o deus sofre e se transfigura, e, por causa disso, não se atreve a agir. Nesta condição de absoluto servilismo para com o deus, vem a ser a expressão mais alta, quer dizer, dionisíaca, da "natureza"; por isso é que no seu êxtase o coro fala como ela, por oráculos e por máximas; na medida em que é "aquele que participa do sofrimento" é ao mesmo tempo "o que participa da sabedoria", e que, do fundo da alma do mundo, anuncia e proclama a verdade. Assim vai nascendo esta figura, tão fantástica e a princípio tão estranha, do sátiro cheio de entusiasmo e ao mesmo tempo de sabedoria, mas que também significa oposição e contraste com o deus, porque é «criatura bruta», imagem da natureza e dos seus instintos mais poderosos, sim, símbolo desta natureza e ao mesmo tempo arauto da sua sabedoria e da sua arte: músico, poeta, dançarino, visionário numa só pessoa.

álvaro ribeiro (guimarães):
Diónisos, o verdadeiro herói da cena e centro do espectáculo segundo o nosso estudo e segundo a tradição, não estava realmente presente na mais antiga forma da tragédia, estava apenas presente na imaginação dos coreutas: quer dizer que a tragédia começa por ser primeiro «coro» e não «drama». Mais tarde feita a tentativa de mostrar o deus como um ser real e de representar, visível aos olhos de todos, a imagem da visão transfigurada no seu quadro radioso: então é que começa o «drama», na estrita acepção da palavra. Ao coro ditirâmbico compete então a tarefa de levar os espíritos dos auditores a um tal estado de exaltação dionisíaca em que já não vejam, no herói trágico que aparece em cena, um homem de rosto coberto por uma máscara informe, mas antes a visão da imagem nascida, por assim dizer, dos seus próprios êxtases. Imaginemos Admeto, pensando profundamente na sua jovem mulher Alcestes, recentemente desaparecida, e perdido na contemplação ideal da imagem que o obsedia; subitamente apresentou-se-lhe uma mulher com o rosto coberto por um véu, mulher que nas formas e no comportamento lhe faz lembrar aquela que já não existe; imaginemos a sua perturbação imediata, o estremecimento que se apodera dele, a desordem do seu pensamento hesitante, a sua reflexão instintiva, — teremos assim uma analogia pela qual julgaremos os sentimentos que agitavam o espectador, que estava debaixo da influência da sobreexcitação dionisíaca, quando via aparecer em cena e avançar para ele o deus de cujos sofrimentos já participava. Inconscientemente, esta imagem de um deus que, por encanto mágico, pairava diante da sua alma, era projectada sobre o rosto mascarado e convertia-se de certo modo em irrealidade sobrenatural. Tal era o estado de sonho apolíneo, em que o mundo real se cobre de um véu, e no qual um mundo novo, mais claro, mais inteligível, mais surpreendente, e todavia mais fantasmático, nasce para se transformar incessantemente aos nossos olhos. Deste modo observaremos no estilo da tragédia um contraste impressionante: a língua, a cor, o movimento, a dinâmica do discurso aparecem, por um lado, na lírica dionisíaca do coro e por outro lado, no mundo de sonho apolíneo do palco, como esferas de expressão absolutamente distintas. As aparências apolíneas, nas quais Diónisos se objectiva, já não são, como a música do coro, «um mar eterno, uma efervescência multiforme, uma vida ardente»; já não são essas forças naturais apenas sentidas, ainda não condensadas em imagens poéticas, pelos quais o servidor entusiasta de Diónisos pressente a aproximação do deus: agora, a clareza e a precisão da forma épica falam-lhe do palco; já não é por forças ocultas que se exprime agora Diónisos, ele fala agora como um herói épico, quase na linguagem de Homero.
joaquim josé faria ou peter klaus ivanov (centauro):
Dionisos, o verdadeiro herói da cena e centro do espetáculo segundo o nosso estudo e segundo a tradição, não estava realmente presente na mais antiga forma da tragédia, estava apenas presente na imaginação dos coreutas: quer dizer que a tragédia começa por ser primeiro «coro» e não «drama». Mais tarde feita a tentativa de mostrar o deus como um ser real e de representar, visível aos olhos de todos, a imagem da visão transfigurada no seu quadro radioso: então é que começa o «drama», na estrita acepção da palavra. Ao coro ditirâmbico, compete então a tarefa de levar os espíritos dos auditores a um tal estado de exaltação dionisíaca em que já não vejam, no herói trágico que aparece em cena, um homem de rosto coberto por uma máscara informe, mas antes a visão da imagem nascida, por assim dizer, dos seus próprios êxtases. Imaginemos Admeto, pensando profundamente na sua jovem mulher Alcestes, recentemente desaparecida, e perdido na contemplação ideal da imagem que o obsedia; subitamente aprsentou-se-lhe uma mulher com o rosto coberto por um véu, mulher que nas formas e no comportamento lhe faz lembrar aquela que já não existe; imaginemos a sua perturbação imediata, o estremecimento que se apodera dele, a desordem do seu pensamento hesitante, a sua reflexão instintiva — teremos assim uma analogia pela qual julgaremos os sentimentos que agitavam o espectador, que estava debaixo da influência da sobreexcitação dionisíaca, quando via aparecer em cena e avançar para ele o deus de cujos sofrimentos já participava. Inconscientemente, esta imagem de um deus que, por encanto mágico, pairava diante da sua alma, era projetada sobre o rosto mascarado e convertia-se de certo modo em irrealidade sobrenatural. Tal era o estado de sonho apolíneo, em que o mundo real se cobre de um véu, e no qual um mundo novo, mais claro, mais inteligível, mais surpreendente, e todavia mais fantasmático, nasce para se transformar incessantemente aos nossos olhos. Deste modo observaremos no estilo da tragédia um contraste impressionante: a língua, a cor, o movimento, a dinâmica do discurso aparecem, por um lado, na lírica dionisíaca do coro e por outro lado, no mundo de sonho apolíneo do palco, como esferas de expressão absolutamente distintas. As aparências apolíneas, nas quais Dionisos se objetiva, já não são, como a música do coro, «um mar eterno, uma efervescência multiforme, uma vida ardente»; já não são essas forças naturais apenas sentidas, ainda não condensadas em imagens poéticas, pelos quais o servidor entusiasta de Dionisos pressente a aproximação do deus: agora, a clareza e a precisão da forma épica falam-lhe do palco; já não é por forças ocultas que se exprime agora Dionisos, ele fala agora como um herói épico, quase na linguagem de Homero.

atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.


2 de ago. de 2010

coisas que me confundem

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PESQUISA NO CADASTRO DO ISBN

ISBN: 85-88208-50-4
TÍTULO: A ORIGEM DA TRAGEDIA
AUTOR: NIETZSCHE, FRIEDRICH WILHELM
TRADUTOR: FARIA, JOAQUIM JOSE
PÁGINAS: NÃO INFORMADO
EDITORA: CENTAURO EDITORA


aqui, tradução: peter klaus ivanov


a página completa dos créditos traz:

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7 de abr. de 2010

a irmã ilegítima

exemplos da presença institucional de minha irmã e eu, na pretensa tradução em nome de rubens eduardo frias, pela moraes (1992) e pela centauro (2006):

http://200.131.208.57:8000/cgi-bin/gw_45_1c/chameleon?host=200.131.208.57%2B1111%2BDEFAULT&search=KEYWORD&function=CARDSCR&SourceScreen=COPVOLSCR&sessionid=2008022609132804225&skin=sisbin&conf=.%2Fchameleon.conf&lng=hy&itemu1=4&scant1=Musica,%20sempre%20musica%20%2F%20por%20Luis%20Cosme.%20-&scanu1=4&u1=4&t1=%01365046&pos=1&prevpos=1&rootsearch=3
http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0311041_07_postextual.pdf
http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/result.jsp?campo=tit&tipoPesq=indice&termo=A+minha+Irm%C3%A3+e+eu&tipoBibli=-1&BibliReg=&subTit=
http://biblioteca.claretiano.edu.br/phl8/pdf/20001504.pdf
http://pauloqueiroz.net/conceito-de-direito-uma-introducao-critica/
www.alumac.com.br/.../CONHEÇA%20PARTE%20DA%20MINHA%20BIBLIOTECA.xls
http://www.lambda.maxwell.ele.puc-rio.br/9799/9799_10.PDFXXvmi=u58VKEQWTkNBO34lctdSMlhQS9ZhlVuR1DOMiFJc1xOPBTbOopIcL03F93WvZsn17cNpSxDT6sKImVxMlgZ8g3Nq6LW6el7lzVLruomCS7kf4T2qa2zr5nSc9QiocqKLmweRWCtPJP5OJ8fUaPmfegrn7LMkcx6A5lr2XWRINXwx6NshDQwR70gfM4AZCHzH32K20CKOAhmH5PZJHwCOxS5kWFkAmUhqW2sXFeMgv9XC0WmHtZw3RCnPiJpGEI7C
www.investidura.com.br/.../617-conceito-de-direito-uma-introducao-critica.html
www.uesb.br/utilitarios/licitacoes/.../PCT%20TP%20002-2006.xls
http://pergamum.saofrancisco.edu.br/biblioteca/php/pbasbi1.php?codBib=,&codMat=,&flag=s&desc=Fil%F3sofos%20--&titulo=Pesquisa%20B%E1sica&parcial=sim
http://libdigi.unicamp.br/document/?code=000469798

imagem: idec 

5 de abr. de 2010

irmãs gêmeas


em post anterior, apresentei capas, página de rosto e ficha catalográfica das edições de a minha irmã e eu, texto apócrifo atribuído a nietzsche, publicadas pela hiena em tradução de pedro josé leal (portugal, 1990) e pela moraes/ centauro em pretensa tradução de rubens eduardo frias (brasil, 1992/ 2006).*

*em breve exporei um rápido resumo das relações entre a extinta moraes e a atual centauro.

abaixo reproduzo alguns trechos para comparação entre a tradução portuguesa e a pretensa tradução brasileira.

pedro josé leal




 rubens eduardo frias:




pedro josé leal:



rubens eduardo frias:



cabe notar que esta tradução atribuída a rubens eduardo frias não consta em seu currículo lattes.

torço vivamente para que dr. rubens, membro do corpo docente da unesp de são josé do rio preto, tome ou já tenha tomado enérgicas providências em relação a este e demais casos de pseudotraduções que há tantos anos envolvem seu nome.


atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.





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