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curiosamente, encontrei várias referências a uma edição da origem da tragédia, também com tradução atribuída ao mesmo "joaquim josé de faria", publicada pela editora moraes em 1984. (esclareço que não cheguei a tê-la em mãos: a edição é citada nas referências bibliográficas de vários artigos disponíveis na internet.) o mesmo nome aparece como revisor e preparador em várias publicações da moraes nos anos 80 e da centauro nos anos 2000.
cabe lembrar o histórico da coisa: no começo dos anos 1970, perto da puc, em são paulo, havia uma livraria-editora que ficou famosa: a cortez & moraes. em 1979 a sociedade foi desfeita; josé xavier cortez criou sua própria editora, a cortez, enquanto orozimbo moraes e vicente fagá, que também trabalhava na extinta cortez&moraes, criaram a editora moraes. em 1999, a editora moraes foi extinta, e fagá criou a editora centauro, com seus filhos. ela manteve boa parte do catálogo da antiga moraes, em alguns títulos alterando os créditos de tradução e adotando os procedimentos tortuosos do plágio tradutório, como documentei aqui.
já havia o caso deplorável de outra contrafação envolvendo uma tradução de nietzsche, em minha irmã e eu, tanto pela moraes quanto pela centauro, que apresentei aqui. agora soma-se mais esse caso d'a origem da tragédia, em que, como se não bastasse a flagrante contrafação, o nome de "silvio donizete chagas" aparece como responsável pela produção editorial, o mesmo nome que a editora centauro utiliza na ridícula cópia d'a questão judaica da antiga laemmert... (a propósito, vide o primeiro de abril centauriano)
é muito triste ver que, aparentemente, as irregularidades da centauro têm raízes bem mais antigas, vindas desde o catálogo da extinta moraes, e que se multiplicam as sobreposições e cruzamentos de nomes ora em cópias de traduções, ora em preparação de originais, ora na produção editorial.
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