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20 de mai. de 2020

jorge amado - um novo achado

elena beliakova fala sobre essa tradução, até então praticamente esquecida, e aventa a possibilidade de ter sido feita a partir do espanhol, na edição da madrilenha cenit. ver aqui.


saiu em 1947 pela livraria e editora martins, em sua "coleção contemporânea", volume 9.


aqui um anúncio da editorial vitória, no jornal imprensa popular, de 10 de janeiro de 1951

disponível aqui

e aqui uma simples chamada, sem autor nem editora (imprensa popular, 13/6/51)

disponível aqui


a edição da cenit (1930), possível base para a tradução de jorge amado

Schkid. la república de los vagabundos, por bel - Vendido en ...

7 de nov. de 2014

jorge amado "tradutor"

em 1945, recém-fundada a editora brasiliense, tendo à frente arthur neves e caio prado jr., jorge amado "emprestou" seu nome a uma série de traduções da coleção "ontem e hoje". são elas:



cheng-tcheng, minha mãe
naoshi tokunaga, rua sem sol
alexander nevierof, a cidade da fartura
boris lavrenev, vento
n. ognev, o diário de costia riabtsev
n. virta, solidão
cheng-tcheng, minha mãe e eu através da revolução chinesa
vsevolod ivanov, o trem blindado n. 14-69
constantino fedin, o sanatório do doutor klebe
ludwig renn, antes do amanhecer
isaac babel, cavalaria vermelha
lavrenev, o sétimo camarada

veja também jorge amado tradutor, I, aqui, e jorge amado tradutor II, aqui.


21 de fev. de 2013

editora vitória, coleção "romances do povo"

depois de suas sapequices junto com a brasiliense (ver aqui), jorge amado coordenou uma coleção na editora vitória, chamada "romances do povo", que saiu entre 1954 e 1956, num total de vinte obras.

ao que consta, ele indicava os títulos e sugeria os tradutores para as obras. por gentileza de josélia aguiar, jornalista e biógrafa de jorge amado, eis a listagem dos títulos que compuseram a coleção.

exposição "jorge amado e universal", no museu da língua portuguesa, 2012
(para ampliar, clique na imagem com o lado direito do mouse e peça para abrir link em nova guia)

jorge amado tradutor, II




o romance doña barbara, do venezuelano rómulo gallegos, ao que afirma josélia aguiar, jornalista e biógrafa de jorge amado, foi a única obra traduzida por ele, a despeito das diversas traduções atribuídas a seu nome. veja aqui.

por meritória que tenha sido a iniciativa de jorge amado em divulgar a obra de gallegos, sua tradução não passou incontestada, segundo o que afirma gilfrancisco santos, do instituto geográfico e histórico da bahia e do instituto histórico e geográfico de sergipe, aqui:
Diz-se inclusive que o ex-presidente venezuelano tinha grande desgosto dessa edição brasileira. Ela não teria sido autorizada, logicamente não teria recebido os direitos autorais, ele a considerava uma das piores traduções feitas no Brasil, de escritores hispano-americanos. Por este motivo, Jorge Amado reeditou o livro, pela editora Record, em 1974, revisando e readaptando a tradução, além das notas esclarecedoras de rodapé.


(desnecessário dizer que nada disso traz qualquer desdouro à grande glória de jorge amado.)

20 de fev. de 2013

jorge amado tradutor, I

jorge amado teria traduzido todos esses livros para a brasiliense em 1945. vá lá que, como bom comunista, era companheiro solidário de arthur neves, fundador da editora, e de caio prado jr., associado à empreita. mas me parece bem mais um empréstimo do nome "para ajudar a vender" - à la nelson rodrigues na record, quase trinta anos depois - do que qualquer outra coisa. 











Autoria:Babel, IsaacClique aqui para possivel enriquecimento obtido no Catálogo de Autoridades
Título:Cavalaria vermelha Issac Babel; trad. Jorge Amado. /
Imprenta:São Paulo : Brasiliense , 1945.
Descrição física:141 p.
Série:(Coleção Ontem e Hoje : 016)
Coleção:SC PD 
Número de Chamada:040448 

há ainda o vol. 11 da coleção ontem e hoje, com lavrenev, o sétimo camarada, 1945.

imagens extraídas do álbum de fotos do historiador dainis karepovs, disponível em sua página no facebook, e da fundação casa de rui barbosa.

atualização: josélia aguiar, jornalista e biógrafa de jorge amado, afirma que "ele garantia que só traduziu UM livro na vida. 'Dona Bárbara', de Rómulo Gallegos, apenas".

fico imaginando dezenas de teses, estudos, artigos, comentando os dotes tradutórios de jorge amado, tal como discorrem sobre as pretensas traduções de nelson rodrigues...

veja também jorge amado tradutor, II, aqui.