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11 de set. de 2016
as traduções do clube do livro
encontra-se um excelente material em catálogo de traduções publicadas pelo clube do livro, 1943-1989, de francisco costa, disponível aqui.
um bom trabalho faria quem procedesse à identificação dos verdadeiros tradutores de tantos e tantos títulos publicados pelo clube do livro, apresentados em "tradução especial de josé maria machado" - segundo o levantamento de francisco costa, nada menos do que 75!
aqui neste blog encontram-se alguns rastreamentos e dados sobre as traduções espoliadas nos marcadores "josé maria machado" e "clube do livro".
20 de jul. de 2015
clube do livro
um levantamento fundamental, feito por francisco costa:
"traduções publicadas pelo clube do livro, 1943-1989", disponível aqui.
"traduções publicadas pelo clube do livro, 1943-1989", disponível aqui.
7 de nov. de 2014
josé maria machado "tradutor"
se, em 1945, a intenção da brasiliense ao usar o nome de jorge amado - com seu conhecimento e provavelmente até com seu vivo empenho militante - era atrair os leitores com seu já famoso timbre de esquerda; se, no decorrer dos anos 1970, a intenção da record ao usar o nome de nelson rodrigues - com seu conhecimento e sabidamente recebendo "um dinheirinho" por isso - era atrair os leitores com seu já famoso timbre de "pornografia", por outro lado o caso do clube do livro, usando desde 1946 até 1988 o nome de josé maria machado, era mais, digamos, básico: simples economia e conveniência.
josé maria machado, correligionário integralista de mário graciotti, o fundador e proprietário do clube do livro, consta como pretenso tradutor de:
1944 (1987), gustave flaubert, madame bovary
1945 (1988), edgar allan poe, histórias extraordinárias
1946, oscar wilde, o retrato de dorian gray (“j. machado”)
1947 (1988), honoré de balzac, mulher de trinta anos
1948, emily brontë, o morro dos ventos uivantes
1949, oscar wilde, um marido ideal / salomé
1951, robert louis stevenson, o médico e o monstro
1952, octave feuillet, romance de um jovem pobre
1952, george sand, o charco do diabo
1952, oscar wilde, de profundis/ uma mulher sem importância/ a balada do cárcere de reading
1952, alexandre dumas, um ano em florença*
1953, walter scott, ivanhoé
1954, mark twain, as aventuras de tom sawyer
1954, charles dickens, oliver twist
1955, cyrano de bergerac, viagem aos impérios do sol e da lua
1955, flavia steno, apaixonadamente
1956, alexandre dumas, o colar de veludo
1956, charles dickens, uma aventura de natal (com tito marcondes)
1956, jacques futrelle, a máquina pensante
1956, jonathan swift, as viagens de gulliver
1956, théophile de gautier, a paixão de militona
1956, edgar allan poe, thingum bob
1957, george sand, a pequena fadette
1957, herman melville, moby dick, a fera do mar (2 vols.)
1957, arnold bennett, a sombra do trono
1958, charlotte brontë, o professor
1958, victor hugo, os miseráveis (condensada, 516 pp.)
1960, o quarto vermelho*
1961, alexandre dumas, a loura huberta
1961, françois rabelais, o gigante gargântua
1961, mark twain, as aventuras de huckleberry finn
1962, fenimore cooper, o último dos moicanos
1963, e. p. oppenheim, a torre
1963, ivã turgueniev, o passaporte
1963, oscar wilde, o jovem rei
1964, kassima, a tártara*
1965, prosper mérimée, a serpente
1968, summer lincoln, a cicatriz
1969, charles dickens, tempos difíceis
1969, leon tolstoi, o diabo branco
1972, walter scott, a última torre
1973, tom kanadi, uma bruxa no mar da irlanda (com raul xavier)
1974, alexandre dumas, homem de guadalupe
1975, william sackleton, dois mistérios (com paulo arinos)
1976, honoré de balzac, uma paixão no deserto (com augusto dantas)
1977, anne brontë, a preceptora
1983, honoré de balzac, o renegado
obs.: os dois primeiros e o quarto títulos saíram como tradução anônima - apenas em data posterior, assinalada entre parênteses, surge o nome de josé maria machado. já o retrato de dorian gray foi a primeira obra trazendo a menção "traduzido especialmente para o clube do livro", que depois se tornaria habitual na casa.
atualização em 4/5/15: os títulos assinalados com asterisco foram indicados por francisco costa.
josé maria machado, correligionário integralista de mário graciotti, o fundador e proprietário do clube do livro, consta como pretenso tradutor de:
1944 (1987), gustave flaubert, madame bovary
1945 (1988), edgar allan poe, histórias extraordinárias
1946, oscar wilde, o retrato de dorian gray (“j. machado”)
1947 (1988), honoré de balzac, mulher de trinta anos
1948, emily brontë, o morro dos ventos uivantes
1949, oscar wilde, um marido ideal / salomé
1951, robert louis stevenson, o médico e o monstro
1952, octave feuillet, romance de um jovem pobre
1952, george sand, o charco do diabo
1952, oscar wilde, de profundis/ uma mulher sem importância/ a balada do cárcere de reading
1952, alexandre dumas, um ano em florença*
1953, walter scott, ivanhoé
1954, mark twain, as aventuras de tom sawyer
1954, charles dickens, oliver twist
1955, cyrano de bergerac, viagem aos impérios do sol e da lua
1955, flavia steno, apaixonadamente
1956, alexandre dumas, o colar de veludo
1956, charles dickens, uma aventura de natal (com tito marcondes)
1956, jacques futrelle, a máquina pensante
1956, jonathan swift, as viagens de gulliver
1956, théophile de gautier, a paixão de militona
1956, edgar allan poe, thingum bob
1957, george sand, a pequena fadette
1957, herman melville, moby dick, a fera do mar (2 vols.)
1957, arnold bennett, a sombra do trono
1958, charlotte brontë, o professor
1958, victor hugo, os miseráveis (condensada, 516 pp.)
1960, o quarto vermelho*
1961, alexandre dumas, a loura huberta
1961, françois rabelais, o gigante gargântua
1961, mark twain, as aventuras de huckleberry finn
1962, fenimore cooper, o último dos moicanos
1963, e. p. oppenheim, a torre
1963, ivã turgueniev, o passaporte
1963, oscar wilde, o jovem rei
1964, kassima, a tártara*
1965, prosper mérimée, a serpente
1968, summer lincoln, a cicatriz
1969, charles dickens, tempos difíceis
1969, leon tolstoi, o diabo branco
1972, walter scott, a última torre
1973, tom kanadi, uma bruxa no mar da irlanda (com raul xavier)
1974, alexandre dumas, homem de guadalupe
1975, william sackleton, dois mistérios (com paulo arinos)
1976, honoré de balzac, uma paixão no deserto (com augusto dantas)
1977, anne brontë, a preceptora
1983, honoré de balzac, o renegado
obs.: os dois primeiros e o quarto títulos saíram como tradução anônima - apenas em data posterior, assinalada entre parênteses, surge o nome de josé maria machado. já o retrato de dorian gray foi a primeira obra trazendo a menção "traduzido especialmente para o clube do livro", que depois se tornaria habitual na casa.
atualização em 4/5/15: os títulos assinalados com asterisco foram indicados por francisco costa.
10 de abr. de 2013
khadji-murat, o diabo branco
O diabo branco, usado ora como título, ora como subtítulo, é um detalhe que, por si só, já renderia uma crônica inteira sobre a fortuna de Khadji-Murat no Brasil. A obra de Tolstói fora adaptada para o cinema por Alexandre Volkoff numa produção alemã em 1930, que se celebrizou em sua versão francesa como Le Diable blanc. Ao que parece, o romance causou um pequeno furor editorial no Brasil naquela época: nada menos que cinco edições diferentes em dezoito anos!
Khadji-Murat sai inicialmente no Brasil em 1931, na "Bibliotheca de Auctores Russos" da editora Georges Selzoff & Cia., em tradução direta do russo. Embora não constem os créditos de tradução, foi um trabalho em parceria de Georges Selzoff e Allyrio Meira Wanderley.
Em 1934, temos O diabo branco [Khadji-Murat] pela Civilização Brasileira, em tradução do lusitano António Sérgio. O interessante é que António Sérgio fora o sócio de Álvaro Pinto na editora Annuario do Brasil, na época em que se refugiaram no Brasil - mais tarde, exilara-se em Paris, onde era encarregado da seção luso-brasileira da editora Quillet.* Essa sua tradução foi feita por encomenda direta do editor brasileiro, e apenas mais tarde, já nos anos 1950, é que sairá em Portugal, com o nome de O demónio branco. Suponho que tenha sido por interposição do francês.
* Para uma breve trajetória editorial de António Sérgio, veja aqui.
Numa edição sem data, que calculo por volta de 1945, a Edições e Publicações Brasil lança O diabo branco, numa cópia fiel e integral da tradução de Selzoff e Wanderley, da Bibliotheca de Auctores Russos (1931), sem menção à fonte. Na página de rosto, consta apenas "Obra Póstuma - Edição integral - Revista".
Em sua coleção "Grandes Romances Universais", a W. M. Jackson publica em 1947 seu sétimo volume, de nome Três novelas russas. Na página de rosto consta Khadji-Murat e na página de início da novela acrescenta-se entre parênteses (O diabo branco). A tradução é igualmente anônima e tomada à Bibliotheca, sem menção à editora original. No verso da página de rosto, temos: "Tradução revista e adaptada para esta Coleção pelo Departamento Editorial da W. M. Jackson, Inc.".
Em 1949, pela Vecchi, em sua coleção "Os maiores êxitos da tela", temos O diabo branco em tradução de Boris Schnaiderman, assinando como Boris Solomonov.
Vale notar que, quase quarenta anos depois, em 1986, pela Cultrix, sai uma tradução reformulada de Boris Schnaiderman, agora com o título de Khadji-Murát, e em 2010, novamente revista, pela Cosac Naify.

p.s.: na verdade, já em 1963 a cultrix publica essa tradução refundida de schnaiderman no volume novelas russas.
o clube do livro, em suas habituais garfadas, não deixou passar - mais uma das "traduções especiais" de josé maria machado:
Khadji-Murat sai inicialmente no Brasil em 1931, na "Bibliotheca de Auctores Russos" da editora Georges Selzoff & Cia., em tradução direta do russo. Embora não constem os créditos de tradução, foi um trabalho em parceria de Georges Selzoff e Allyrio Meira Wanderley.
Em 1934, temos O diabo branco [Khadji-Murat] pela Civilização Brasileira, em tradução do lusitano António Sérgio. O interessante é que António Sérgio fora o sócio de Álvaro Pinto na editora Annuario do Brasil, na época em que se refugiaram no Brasil - mais tarde, exilara-se em Paris, onde era encarregado da seção luso-brasileira da editora Quillet.* Essa sua tradução foi feita por encomenda direta do editor brasileiro, e apenas mais tarde, já nos anos 1950, é que sairá em Portugal, com o nome de O demónio branco. Suponho que tenha sido por interposição do francês.
* Para uma breve trajetória editorial de António Sérgio, veja aqui.
Numa edição sem data, que calculo por volta de 1945, a Edições e Publicações Brasil lança O diabo branco, numa cópia fiel e integral da tradução de Selzoff e Wanderley, da Bibliotheca de Auctores Russos (1931), sem menção à fonte. Na página de rosto, consta apenas "Obra Póstuma - Edição integral - Revista".
Em sua coleção "Grandes Romances Universais", a W. M. Jackson publica em 1947 seu sétimo volume, de nome Três novelas russas. Na página de rosto consta Khadji-Murat e na página de início da novela acrescenta-se entre parênteses (O diabo branco). A tradução é igualmente anônima e tomada à Bibliotheca, sem menção à editora original. No verso da página de rosto, temos: "Tradução revista e adaptada para esta Coleção pelo Departamento Editorial da W. M. Jackson, Inc.".
Em 1949, pela Vecchi, em sua coleção "Os maiores êxitos da tela", temos O diabo branco em tradução de Boris Schnaiderman, assinando como Boris Solomonov.
Vale notar que, quase quarenta anos depois, em 1986, pela Cultrix, sai uma tradução reformulada de Boris Schnaiderman, agora com o título de Khadji-Murát, e em 2010, novamente revista, pela Cosac Naify.

p.s.: na verdade, já em 1963 a cultrix publica essa tradução refundida de schnaiderman no volume novelas russas.
o clube do livro, em suas habituais garfadas, não deixou passar - mais uma das "traduções especiais" de josé maria machado:
8 de out. de 2012
que contraste!
inúmeras vezes frisei a importância de se pesquisarem amplamente as grandes contribuições da esquerda brasileira para a abertura do brasil ao mundo por intermédio da atividade de tradução.
inúmeras vezes também apontei as descabeladas fraudes de tradução perpetradas pelo clube do livro em seus quarenta anos de existência mais ou menos intermitente. consistiam basicamente na apropriação de traduções em geral portuguesas, que eram publicadas ou anonimamente ou, com maior frequência, como "feitas especialmente para o clube do livro por josé maria machado".
num expressivo contraste de valores, posições e ações - pense-se, por exemplo, na athena editora (aqui) -, tem-se que mário graciotti, concebedor, fundador e proprietário do clube do livro, era um destacado membro da frente integralista brasileira, tendo sido, aliás, seu primeiro secretário.
josé maria machado, o tal das "traduções especiais" do clube do livro, por sua vez, era correligionário de graciotti e foram ambos companheiros de fundação da SEP (sociedade de estudos políticos), capitaneada por plínio salgado, à qual se seguiu, poucos meses depois, a fundação da AIP (ação integralista brasileira). conta graciotti que machado - "português de nascimento, mas brasileiro de coração" - era um funcionário do clube português, cuja sede abrigara a assembleia de fundação da entidade. veja-se aqui o artigo de victor emanuel vilela barbuy, "setenta e seis anos da sep". machado escreveu uma obra chamada a marca de caim (cujo título, em tal contexto, dispensa maiores comentários), publicada em 1948 pela coluna sociedade editora.
imagem: capa da revista anauê, 1935, ano I, n. 2, aqui
6 de nov. de 2011
as traduções especiais do clube do livro II
o autor mais assíduo das chamadas "traduções especiais" do clube do livro parece ter sido josé maria machado. já comentei algumas vezes, por exemplo aqui e aqui, que essas traduções especiais muitas vezes não passam de meras adaptações de traduções portuguesas ao português brasileiro.
apenas para registro, segue uma rápida lista de "traduções especiais" de josé maria machado, que talvez fosse interessante analisar dentro de um painel geral da história da tradução no brasil.
1944 (1987), gustave flaubert, madame bovary
1945 (1988), edgar allan poe, histórias extraordinárias
1946, oscar wilde, o retrato de dorian gray (“j. machado”)
1947 (1988), honoré de balzac, mulher de trinta anos
1948, emily brontë, o morro dos ventos uivantes
1951, robert louis stevenson, o médico e o monstro
1952, octave feuillet, romance de um jovem pobre*
1952, alexandre dumas, um ano em florença***
1953, walter scott, ivanhoé
1954, mark twain, as aventuras de tom sawyer
1955, cyrano de bergerac, viagem aos impérios do sol e da lua
1955, flavia steno, apaixonadamente
1956, alexandre dumas, o colar de veludo
1956, charles dickens, uma aventura de natal (com tito marcondes)
1956, jacques futrelle, a máquina pensante
1956, jonathan swift, as viagens de gulliver
1956, théophile de gautier, a paixão de militona
1956, edgar allan poe, thingum bob
1957, george sand, a pequena fadette**
1957, herman melville, moby dick
1958, charlotte brontë, o professor
1958, victor hugo, os miseráveis (condensada, 516 pp.)
1960, o quarto vermelho***
1961, alexandre dumas, a loura huberta
1961, françois rabelais, o gigante gargântua
1961, mark twain, as aventuras de huckleberry finn
1962, fenimore cooper, o último dos moicanos
1963, e. p. oppenheim, a torre
1963, ivã turgueniev, o passaporte
1963, oscar wilde, o jovem rei
1964, kassima, a tártara***
1965, prosper mérimée, a serpente
1968, summer lincoln, a cicatriz
1969, charles dickens, tempos difíceis
1969, leon tolstoi, o diabo branco
1972, walter scott, a última torre
1974, alexandre dumas, homem de guadalupe
1976, honoré de balzac, uma paixão no deserto (com augusto dantas)
1977, anne brontë, a preceptora
1983, honoré de balzac, o renegado
* agradeço a informação de antônio brito, nos comentários.
** agradeço a informação de elaphar, nos comentários.
*** agradeço a francisco costa, por e-mail (4/5/15)
obs.: os dois primeiros e o quarto títulos saíram como tradução anônima - apenas em data posterior, assinalada entre parênteses, surge o nome de josé maria machado. já o retrato de dorian gray foi a primeira obra trazendo a menção "traduzido especialmente para o clube do livro", que depois se tornaria habitual. interessante notar que, nesta primeira aparição, consta apenas "j. machado".
apenas para registro, segue uma rápida lista de "traduções especiais" de josé maria machado, que talvez fosse interessante analisar dentro de um painel geral da história da tradução no brasil.
1944 (1987), gustave flaubert, madame bovary
1945 (1988), edgar allan poe, histórias extraordinárias
1946, oscar wilde, o retrato de dorian gray (“j. machado”)
1947 (1988), honoré de balzac, mulher de trinta anos
1948, emily brontë, o morro dos ventos uivantes
1951, robert louis stevenson, o médico e o monstro
1952, octave feuillet, romance de um jovem pobre*
1952, alexandre dumas, um ano em florença***
1953, walter scott, ivanhoé
1954, mark twain, as aventuras de tom sawyer
1955, cyrano de bergerac, viagem aos impérios do sol e da lua
1955, flavia steno, apaixonadamente
1956, alexandre dumas, o colar de veludo
1956, charles dickens, uma aventura de natal (com tito marcondes)
1956, jacques futrelle, a máquina pensante
1956, jonathan swift, as viagens de gulliver
1956, théophile de gautier, a paixão de militona
1956, edgar allan poe, thingum bob
1957, george sand, a pequena fadette**
1957, herman melville, moby dick
1958, charlotte brontë, o professor
1958, victor hugo, os miseráveis (condensada, 516 pp.)
1960, o quarto vermelho***
1961, alexandre dumas, a loura huberta
1961, françois rabelais, o gigante gargântua
1961, mark twain, as aventuras de huckleberry finn
1962, fenimore cooper, o último dos moicanos
1963, e. p. oppenheim, a torre
1963, ivã turgueniev, o passaporte
1963, oscar wilde, o jovem rei
1964, kassima, a tártara***
1965, prosper mérimée, a serpente
1968, summer lincoln, a cicatriz
1969, charles dickens, tempos difíceis
1969, leon tolstoi, o diabo branco
1972, walter scott, a última torre
1974, alexandre dumas, homem de guadalupe
1976, honoré de balzac, uma paixão no deserto (com augusto dantas)
1977, anne brontë, a preceptora
1983, honoré de balzac, o renegado
* agradeço a informação de antônio brito, nos comentários.
** agradeço a informação de elaphar, nos comentários.
*** agradeço a francisco costa, por e-mail (4/5/15)
obs.: os dois primeiros e o quarto títulos saíram como tradução anônima - apenas em data posterior, assinalada entre parênteses, surge o nome de josé maria machado. já o retrato de dorian gray foi a primeira obra trazendo a menção "traduzido especialmente para o clube do livro", que depois se tornaria habitual. interessante notar que, nesta primeira aparição, consta apenas "j. machado".
por outro lado, e mais na linha do pulp fiction, os livrinhos de futrelle e oppenheimer que o clube do livro publicou em 1956 e em 1963 já tinham saído na "coleção vampiro" da editora coluna, respectivamente em 1951 e 1952, na tradução do próprio josé maria machado. isso parece indicar que ele existia, fosse este seu nome ou pseudônimo, não sendo apenas um fantasma criado pelo clube do livro para acobertar suas contrafações.*
.o

outra
outras traduções de josé maria machado para a coleção vampiro, mas que não foram reeditadas pelo clube do livro, são o inimigo na sombra, de j. s. fletcher, que saiu em 1951, e o homem que comprou londres, de edgar wallace, de 1953:
sem imagem de capa, na mesma coleção há também, em tradução sua, atrás da máscara, de summer lincoln, 1951.
* atualização em 08/10/2012: sobre a identidade de josé maria machado, integralista de carteirinha, ver aqui.
* atualização em 08/10/2012: sobre a identidade de josé maria machado, integralista de carteirinha, ver aqui.
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