comentava a batata transgênica algum tempo atrás:
Resolvi reler A Preceptora (Agnes Grey, Anne Brontë) depois de sei lá quantos anos. Logo nas primeiras páginas do exemplar do Clube do Livro (São Paulo, 1977) me deparo com rapariga, pequeno almoço e mocetona.
Tradução especial para esta edição de José Maria Machado.
Será mais um caso para a Denise Bottmann, do não gosto de plágio?
achei muito simpática a menção ao nãogosto, e agradeço. mas, afora isso, a questão é realmente pertinente.
é um inferno essa história de plágios editoriais. aquela pobreza do clube do livro graças a deus acabou. deve ter tido lá algum mérito que ainda resta por descobrir, mas é longa a história dos cortes, adulterações, edulcorações, contrafações profusamente praticadas pelo clube do livro.
introduzi o tema no post sobre as viagens de marco polo, e reproduzo aqui uma passagem:
por outro lado, o próprio clube do livro apresentava algumas bizarrices tradutórias em seu catálogo. a chamada que ocasionalmente vinha na capa e/ou na página de rosto - "tradução especialmente feita para o clube do livro" ou "traduzido especialmente para o clube do livro" - costumava indicar que eram traduções condensadas e/ou adaptações de traduções portuguesas para o português do brasil. [...]como o nãogostodeplágio aborda principalmente os problemas de obras publicadas por editoras em atividade (o clube do livro se encerrou em 1988), deixo apenas registrado o comentário, com uma observação: existe uma edição condensada da obra, o diário de miss grey, em tradução de maria isabel de mendonça soares, pela verbo juvenil, para o círculo dos leitores de portugal. não estranharia muito se a edição do clube do livro tivesse se baseado nela para sua "tradução especial".
aliás, a propósito das práticas editoriais adotadas pelo extinto clube do livro, há um livro muito informativo e esclarecedor do prof. john milton, da usp, que recomendo vivamente a quem se interessa pela história da tradução no brasil. chama-se o clube do livro e a tradução, e foi publicado pela edusc em 2002.
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Denise,
ResponderExcluirA Folha, como você deve saber, está com uma campanha maciça de sua nova coleção de livros.
No entanto, em nenhuma das peças publicitárias ou matérias publicadas pelo jornal até agora, e nem no site da coleção, há sequer uma mínima referência aos tradutores dos títulos escolhidos.
Acho que vale um preemptive post, até mesmo pelo fato de ter sido a Folha um dos poucos jornais que vez ou outra aborda adequadamente estes casos de péssimas traduções.
De minha parte, encaminhei o seguinte comentário ao serviço de atendimento ao assinante do jornal:
"Estou interessado em adquirir a coleção, mas em nenhuma das peças publicitárias de apresentação da mesma consta o nome dos tradutores.
Assim, solicito o envio desta informação para meu e-mail.
Grato,
Carlos Alberto Bárbaro"