17 de set de 2010

coleção da folha, comunicado

Cara Denise,
sou diretor de circulação e marketing da Folha e o responsável pelo lançamento desta coleção. Vi seus comentários no blog "não gosto de plágio" e gostaria de apresentar nosso lado da história.

As coleções da Folha têm por princípio disponibilizar obras de conteúdo relevante, com boa qualidade de produção, a preços muito menores do que os usualmente praticados no mercado. Foi assim com "Grandes Escritores Brasileiros", "Mestres da Pintura", "Raízes da MPB", "Clássicos do Jazz" e muitas outras....

Para nos ajudar neste processo, a cada projeto novo costumamos contratar empresas especializadas em organização de coleções, uma vez que nossa especialidade é a produção e distribuição de jornais/notícias. No caso de "Livros Que Mudaram O Mundo" compramos o conceito da coleção e os direitos da empresa luso-espanhola Levoir (que trabalha para diversos jornais da Península Ibérica e da França). A Levoir, por sua vez, é quem previamente negociou com cada editora a compra dos diversos direitos envolvidos numa produção como esta.

Pelo histórico da Levoir, e pelo que temos em acordo, acreditamos estar comprando traduções legais e de primeira linha. Por isso mesmo, muito me preocupou quando vi seu "post" no blog. A tradução que estamos usando para "Origem das Espécies" é realmente a da Hemus. Eu não tinha ideia das citadas falhas desta edição, mas, baseado em seus comentários, garanto que a Folha irá rever apuradamente a situação dos próximos volumes (embora alguns deles já estejam produzidos).

Seguindo outra sugestão colhida no "não gosto de plágio", a partir da semana que vem colocaremos no site da coleção www.folha.com.br/livrosmundo informações técnicas sobre cada obra (editora, tradutor, datas,...). Assim, esperamos tornar mais claro para os leitores que produto está sendo oferecido.

Atenciosamente,

Murilo Bussab

11 comentários:

  1. Puxa, é bom quando a editora acata de algum modo as sugestões, não? Pelo menos eles não vieram querendo processar (eu fico com a pulga atrás da orelha cada vez que critico uma editora). Pode não ser o ideal, mas pelo menos a editora em questão buscou soluções depois que soube do problema.

    (E falando nisso, lembra do lance da Universo dos Livros? O diretor da editora veio comentar no meu blog, se quiser ver os desdobramentos da coisa, dê uma olhadinha lá. http://bit.ly/9FycDB Acho que vou postar de novo, citando a resposta dele - pelo menos dou voz ao outro lado.)

    Abraços!

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  2. até o momento, isto é o que eles estão chamando de "especificações técnicas":

    Quais são as especificações técnicas dos livros?

    Dimensões: 18,5 x 25,0 cm
    Páginas: depende de cada título
    Capa: dura e revestida em papel couchê

    http://livrosmundo.folha.com.br/duvidas.html#q3

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  3. Anônimo17.9.10

    sim, é sempre bom saber que uma editora se retrata, admite o erro e apura as informações sobre suas próprias obras. no entanto, no caso atual, como já é sabida e amplamente divulda a questão dos plágios, e principalmente pelo espaço que a própria folha de s. paulo já deu à questão, considero ser uma obrigação da editora verificar a validade de traduções compradas antes de publicá-las: afinal, não foi assim que algumas editoras entraram neste barco, comprando direitos de gato por lebre?

    rogério bettoni

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  4. olá, lilian, vou lá ver a posição da universo dos livros, agradeço o toque.

    pois é, laura, brincadeira!

    daniel, bem que faz: pior que dinheiro jogado fora é dinheiro que traz lixo para dentro de casa. aliás, vc encontra essa tradução pavorosa disponível gratuitamente na internet, atribuída a seu legítimo autor, e também no googlebooks na edição espúria da ediouro.

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  5. Anônimo17.9.10

    grande, Denise.
    parabéns pelo trabalho e seriedade.
    Edson Cruz

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  6. Eduardo Sterzi17.9.10

    Cara Denise,

    Acho simpática a resposta, mas me parece pouco para o consumidor que foi lesado. Não seria caso de recall?

    Abraço,
    Eduardo Sterzi

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  7. pois é, eduardo, vai ser um abacaxi danado. a folha já está se defendendo e passando a batata quente para a frente. a levoir decerto vai cair das nuvens, mas terá de responder judicial ou extrajudicialmente à folha. claro que sempre sobra para o leitor. se pelo menos aprendessem a lição!

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  8. Nunca vi recall de livro. Já ouvi todo tipo de desculpa, jogam a culpa em qualquer direção, mas recolher a edição e refazê-la ninguém quer. Estou achando que as editoras com esse tipo de comportamento preferem assumir arriscar sua credibilidade. (E ainda ficam nervosinhos quando apontamos o erro.)

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  9. ah, sim, editora boa em primeiro lugar nem lança edições que precisariam de recall. mas houve o caso do el hacedor do borges, que a companhia das letras fez recall, logo que saiu. havia doze erros ortográficos no texto em espanhol (a edição era bilíngue), a cia. divulgou e fez recall de tudo.

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  10. comenta um amigo no facebook: "Tem outra coisa curiosa: não consegui achar nada na net sobre essa tal 'empresa luso-espanhola Levoir'..."

    é, também procurei e não encontrei nada.

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