hoje encontrei mais uma tradução feita por primavera das neves (vera neves pedroso; vera pedroso): nunquam, de lawrence durrell, publicada pela expressão e cultura em 1970.
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10 de mai. de 2024
primavera das neves
15 de jul. de 2020
17 de out. de 2017
ainda primavera das neves
saiu um breve artigo meu sobre primavera das neves na revista InComunidade, ano 4, edição 61, outubro de 2017 - disponível aqui.
5 de abr. de 2017
traduções de primavera das neves/ vera pedroso
segue-se a lista de traduções feitas por primavera das neves (também assinando como vera neves pedroso e vera pedroso]:
1. Andersen, Hans Christian. Contos de Andersen. Coleção Histórias. Bruguera, 1966
2. Anderson, Poul. O sol invisível. Coleção Ficção Científica, 2. Bruguera, 1968
3. Anglade, Christiane, et. al. Por quê? Tempo de Saber, Série A, 1. Liceu, 1973
4. Bach, Richard. O dom de voar. Record, c.1976
5. ______. O paraíso é uma questão pessoal. Record. Reed. Círculo do Livro
6. Barnard, Christian. Coração – Mito e realidade. Expressão e Cultura, 1974
7. Battaglia, William, e Tarrant, John, J. O executivo, esse eunuco. Expressão e Cultura, 1975
8. Benet, Laura. Poetas Americanos Famosos. Lidador, 1965
9. Bethell, Leslie. A abolição do tráfico de escravos no. Brasil. Expressão e Cultura/EDUSP, 1976
10. Bocuse, Paul. A cozinha de Paul Bocuse. Trad. com Luzia Machado da Costa. Record, 1976
11. Brontë, Emily. O morro dos ventos uivantes. Coleção Livro Amigo, 44. Bruguera, 1971. Reed. Art, Círculo do Livro
12. Buck, Pearl S. A grande travessia. Record. Reed. Record-Altaya, BestBolso
13. Caldwell, Taylor. A luz e as trevas. Record. Reed. Nova Cultural
14. ______. O fantasma de Clara. Record. Reed. Clube do Livro
15. Carlander, Ingrid. As americanas. Civilização Brasileira, 1975
16. Carroll, Lewis. Alice no país das maravilhas. Bruguera, 1966. (como Primavera das Neves)
17. ______. Alice no país do espelho. Bruguera, c.1966 (como Primavera das Neves)
18. Casares, Adolfo Bioy. A máquina fantástica. Prefácio de Jorge Luis Borges. Expressão e Cultura, 1974. Reed. Círculo do Livro (Reed. Rocco como A invenção de Morel)
19. ______. Dário da Guerra do Porco. Expressão e Cultura, 1972
20. Churchill, R. S.; Churchill, W. S. Seis dias de uma guerra milenar. Expressão e Cultura/Bibliex, 1968
21. Clarke, Arthur C. O fim da infância. Nova Fronteira, 1979. Reed. Círculo do Livro
22. D’Isard, Marcel. Napoleão. Coleção Histórias. Bruguera
10.
23. Dooley, Elliot. A conquista do espaço – História da aviação. Coleção Histórias, 12. Bruguera
24. Durrell, Lawrence. Tunc. Expressão e Cultura, 1968
25. Farinacci, Enrico. Júlio César. Coleção Histórias. Bruguera
26. Flaubert, Gustave. Madame Bovary. Coleção Livro Amigo, 27. Bruguera, 1969. Reed. Íbis (Portugal)
27. Fox, Emmet. O Sermão da Montanha e o Pai-Nosso. Record. Reed. BestSeller
28. Friedman, Myra. Enterrada Viva — A Biografia de Janis Joplin. Civilização Brasileira, 1975
29. Fromme, Allan. Guia do neurótico normal. Nova Fronteira, 1980
30. Gallico, Paul. Tragédia no mar. Expressão e Cultura, 1972
31. Gifford, Thomas. O vento frio do passado. Record, 1976
32. Gombrovicz, Witold. “Philimor, alma de criança” in Os 100 contos de humor da literatura universal, org. Flávio Moreira da Costa. Ediouro, 1990 (como Vera
Pedroso)
33. Guest, Judith. Gente como a gente. Record, s/d. Reed. Círculo do Livro, Abril Cultural
34. Guido, Beatriz. Antes do incêndio. Expressão e Cultura, 1970
35. Guimard, Paul. As coisas da vida. Expressão e Cultura, 1968
36. Hartley, Norman. O processo viking. Record, 1977
37. Heller, Joseph. Gold vale ouro. Nova Fronteira, 1979. Reed. Círculo do Livro
38. Hodgson, Robert P. A conquista dos polos. Coleção Histórias. Bruguera, c.1966
39. Johnson, Thomas H. Mistério e solidão, a vida e a obra de Emily Dickinson. Lidador, 1965 (como Vera das Neves Pedroso)
40. Khomeini, Aiatolá. O Livro Verde dos Princípios Políticos, Filosóficos, Sociais e Religiosos. A partir da tradução do persa para o francês de Jean-Marie Xavière. Record, c.1979
41. Le Carré, John. A vingança de Smiley. Record, c.1979. Reed. Círculo do Livro, Abril Cultural
42. ______. Sempre um colegial. Record, 1978. Reed. Círculo do Livro, Riográfica
43. McDonald, Gregory. Fletch. Record, 1977
44. Michener, James A. Sayonara. Record. Reed. Nova Cultural
45. Nabokov, Vladimir. Transparências. Cedibra, 1973
46. ______. Somos todos Arlequins. Record, c.1977
47. Natoli, Luigi. Os beatos. Record, 1976 (com Remy Gorga Filho)
48. O’Hara, John. Os Lockwood (Tragédia de uma família americana). Expressão e Cultura, 1973
49. Ohsawa, George. Macrobiótica Zen: Arte da longevidade e do rejuvenescimento. Germinal, 1965 (3ª. ed.) (como Primavera Ácrata das Neves; orelha por Roberto das Neves)
50. Pearson, James. Os gêmeos. Expressão e Cultura, 1974
51. Prebisch, Raul. Dinâmica do desenvolvimento latino-americano. Brasil Fundo de Cultura, 1964
52. Rampa, Mama San Ra’ab. Gatos e homens. Record, 1978
53. Rampa, T. Lobsang (pseud. de Cyril Henry Hoskin). Três vidas. Record, 1978. Reed. Círculo do Livro, Centro do Livro Brasileiro (Portugal)
54. Rey, Henri-François. Neuroforia. Expressão e Cultura, 1968. Reed. Bertrand de Portugal (como O Rachdingue)
55. Rossner, Judith. De bar em bar. Record. Reed. Círculo do Livro, Abril Cultural
56. Serling, Robert J. Café, chá ou crime? Record, 1975
57. Shaw, Irvin. Plantão da noite. Record. Reed. Círculo do Livro, Nova Cultural
58. Simenon, Georges. As férias de Maigret. Nova Fronteira. Reed. L&PM
59. ______. As testemunhas rebeldes. Nova Fronteira. Reed. Círculo do Livro, L&PM
60. Spielberg, Steven. Contatos imediatos do terceiro grau. Record, 1978
61. Stallone, Sylvester. Cozinha do inferno. Record, 1978. Reed. Círculo do Livro
62. Stevenson, Robert L. A ilha do tesouro. Coleção Histórias, 8. Bruguera, 1966 (como Primavera das Neves)
63. Styron, William. A escolha de Sofia. Record, 1979. Reed. Círculo do Livro, Geração Editorial
64. Styron, William. As confissões de Nat Turner. Expressão e Cultura, 1968. Reed. Bertrand de Portugal, Rocco
65. Uris, Leon. Exodus. Coleção Livro Amigo, 52, Clássicos do Mundo Todo, 49. Bruguera, c.1972. Reed. Círculo do Livro, Abril, Record, BestBolso
66. Van Slyke, Helen. Entre o amor e a razão. Record, c.1979. Reed. Círculo do Livro
67. ______. Os ricos e os justos. Record, s/d
68. Verne, Júlio. Viagem ao centro da terra. Coleção Histórias. Bruguera, 1963 (como Primavera das Neves). Reed. Abril Cultural
69. Volkoff, Vladimir. A conversão. Nova Fronteira, 1980
70. VV.AA. O gato com botas. Coleção Heidi. Bruguera, c.1966
71. Wallace, Edgar. O homem de Marrocos. Francisco Alves, 1979
72. Watson, Lyall. O macaco onívoro. Expressão e Cultura, 1974
73. Wilden, Theodore. Morrer em outro lugar. Nova Fronteira, 1979
74. Willis, Ted. Olhos sinistros. Record, 1978
acrescentem-se Robinson Crusoe, de Daniel Defoe, pela Bruguera, 1968; O quebra-cabeça, de Ed McBain, pela Expressão e Cultura, 1973; Um momento muito longo, de Silvina Bullrich, pela Expressão e Cultura, 1970, e Detetives muito particulares, de Pablo Leonardo Moledo, pela Francisco Alves, 1979.
primavera das neves na tela
jorge furtado, num trabalho investigativo de primeiríssima linha, reúne fios biográficos dispersos e faz um documentário sobre primavera das neves/ vera pedroso.
“Quem é Primavera das Neves"? Assim começa esta história: Jorge Furtado tenta descobrir na internet quem é a tradutora de Alice no País das Maravilhas que tem um nome tão peculiar e poético. Não encontra. Faz a pergunta num blog. Três anos depois, numa noite de insônia, Eulalie Ligneul responde: Primavera Ácrata Saiz das Neves foi sua amiga. Era uma tradutora e poeta portuguesa, que veio para o Brasil aos nove anos quando os pais fugiam da ditadura de Franco e Salazar. Aos 18 anos Primavera volta a Portugal e se apaixona por um jovem tenente português, Manoel Pedroso. E é Manoel quem revela outros detalhes dessa história: a vida dele com Primavera em Portugal, a resistência à ditadura Salazarista, o exílio na embaixada brasileira, a fuga para o Brasil pouco antes do golpe de 64 com uma filha de seis meses no colo. Primavera morreu aos 48 anos, falava seis idiomas, traduziu mais de oitenta livros e deixou uma obra poética até aqui inédita. Uma vida curta, intensa, com um tanto de aventura e muita melancolia
Uma produção da Casa de Cinema de Porto Alegre em Coprodução com Globo Filmes
Roteiro - Jorge Furtado e Pedro Furtado
Direção - Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado
Produção Executiva - Nora Goulart
Direção de Fotografia - Alex Sernambi, AGC
Montagem - Giba Assis Brasil
Som direto - Rafael Rodrigues
Direção de Produção - Bel Merel
Trilha Original - Maurício Nader
Pesquisa: Lilian Ferrari e Joana Bernardes
Desenho de Som: Kiko Ferraz Studios
para curtir a página do documentário no facebook, clique neste link.
“Quem é Primavera das Neves"? Assim começa esta história: Jorge Furtado tenta descobrir na internet quem é a tradutora de Alice no País das Maravilhas que tem um nome tão peculiar e poético. Não encontra. Faz a pergunta num blog. Três anos depois, numa noite de insônia, Eulalie Ligneul responde: Primavera Ácrata Saiz das Neves foi sua amiga. Era uma tradutora e poeta portuguesa, que veio para o Brasil aos nove anos quando os pais fugiam da ditadura de Franco e Salazar. Aos 18 anos Primavera volta a Portugal e se apaixona por um jovem tenente português, Manoel Pedroso. E é Manoel quem revela outros detalhes dessa história: a vida dele com Primavera em Portugal, a resistência à ditadura Salazarista, o exílio na embaixada brasileira, a fuga para o Brasil pouco antes do golpe de 64 com uma filha de seis meses no colo. Primavera morreu aos 48 anos, falava seis idiomas, traduziu mais de oitenta livros e deixou uma obra poética até aqui inédita. Uma vida curta, intensa, com um tanto de aventura e muita melancolia
Uma produção da Casa de Cinema de Porto Alegre em Coprodução com Globo Filmes
Roteiro - Jorge Furtado e Pedro Furtado
Direção - Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado
Produção Executiva - Nora Goulart
Direção de Fotografia - Alex Sernambi, AGC
Montagem - Giba Assis Brasil
Som direto - Rafael Rodrigues
Direção de Produção - Bel Merel
Trilha Original - Maurício Nader
Pesquisa: Lilian Ferrari e Joana Bernardes
Desenho de Som: Kiko Ferraz Studios
para curtir a página do documentário no facebook, clique neste link.
17 de fev. de 2016
mais primavera!
sérgio karam gentilmente avisa de mais duas traduções feitas por primavera das neves/ vera pedroso:
um momento muito longo, de silvina bullrich, pela expressão e cultura, 1970 (como vera pedroso). devo a imagem de capa à enorme gentileza de saulo von randow jr.:
um momento muito longo, de silvina bullrich, pela expressão e cultura, 1970 (como vera pedroso). devo a imagem de capa à enorme gentileza de saulo von randow jr.:
detetives muito particulares, de pablo leonardo moledo, pela francisco alves, 1979 (como vera neves pedroso):
há um artigo meu recuperando o perfil tradutório de primavera das neves: "de primavera das neves a vera pedroso: um perfil", aqui.
há um artigo meu recuperando o perfil tradutório de primavera das neves: "de primavera das neves a vera pedroso: um perfil", aqui.
24 de set. de 2015
mais primavera!
o lindo de ir atrás das coisas nessa arqueologia da tradução no brasil (como alguém definiu certa vez esse nosso trabalho) é que, depois de começar, avançar e achar que mais ou menos cobriu tudo, sempre aparecem mais coisas. e é sempre um encanto, um deslumbramento. mais uma tradução da primavera das neves, aka vera neves pedroso, aka vera pedroso, esta escavada pelo chefe-arqueólogo-mor, jorge furtado:
JB, 22/10/1973, aqui
capinha:
20 de jul. de 2015
tradução em revista
25 de mai. de 2013
perícia judicial confirma
jorge furtado rastreou extensamente e deslindou o mistério em torno de primavera das neves, aqui.
primavera das neves - ou vera pedroso, como mostrou jorge furtado - está entre os diversos tradutores que tiveram seu trabalho publicado de maneira espúria. em seu caso, a obra indevidamente apropriada foi sua tradução d'o morro dos ventos uivantes, de emily brontë, que tinha saído pela bruguera em 1971, reeditada várias vezes pelo círculo do livro (desde 1976) e pela art (1985). em 2007, a editora landmark publicou a tradução de vera pedroso com algumas alterações de pequena monta, atribuindo sua autoria à pessoa que fora contratada para fazer a revisão do texto.
em 2009, apontei a ocorrência do fato neste blog, bem como outra irregularidade da mesma editora em persuasão, de jane austen. por tais apontamentos, a landmark abriu processo não só contra mim, mas também contra raquel sallaberry brião, por ter mencionado o caso de persuasão em seu site jane austen em português, aqui, o google por ser o mantenedor do blogger e o domínio.br por hospedar o site de brião. foi solicitada também a remoção imediata do blog não gosto de plágio, pretensão esta indeferida pelo juiz.
o advogado da editora landmark, dr. alberto j. marchi macedo, na ocasião, informou à imprensa que "a Editora Landmark propôs a ação competente em face da blogueira Denise Bottmann por entender que as denúncias por ela apresentadas encontram-se totalmente desgarradas da realidade fática e das provas que serão produzidas no processo judicial, razão pela qual não existe qualquer cabimento quanto à acusação de plágio", aqui.
em 2011, o juiz determinou que as obras em questão fossem analisadas por um perito judicial. os laudos periciais, juntados aos autos em janeiro deste ano, apresentam resultados apontando a ocorrência de 100% de plágio em persuasão e 88% de plágio em o morro dos ventos uivantes.
fico contente que, gradualmente, se esteja fazendo essa pequena justiça póstuma a primavera das neves / vera pedroso.
foto de primavera das neves extraída daqui.
16 de mar. de 2013
primavera das neves / vera pedroso
que coisa mais sensacional e maravilhosa!
alguns anos atrás, o cineasta e tradutor jorge furtado, tendo terminado sua tradução de alice no país das maravilhas, em conjunto com liziane kugland, escreveu um artigo muito interessante, comparando diversas traduções brasileiras da obra, que foi publicado no jornal zero hora, em 13/3/2010: "jorge furtado compara traduções brasileiras de alice no país das maravilhas", aqui.
entre essas várias traduções, ele havia se deparado com uma que lhe pareceu muito boa, de primavera das neves, lançada pela bruguera. e aí veio a pergunta de jorge furtado, desenvolvida num post que publicou em seu blog em 22/3/2010, chamado "quem é primavera das neves?", aqui.
hoje fico sabendo que jorge furtado deslindou a charada: primavera ácrata saiz das neves era brasileira, casada com o capitão revolucionário português manuel pedroso marques (conhecido como capitão pedroso). este acabou por se exilar no brasil, com a família. mais tarde, durante a ditadura no brasil, e até provavelmente por razões de segurança, primavera acabou simplificando o nome para vera, apondo seu sobrenome de solteira e o do marido, resultando em vera neves pedroso, também conhecida como vera pedroso. a reconstituição de jorge furtado está em seu post "encontrei primavera das neves", aqui, devidamente corroborada no catálogo de autoridades de nomes da fbn:
alguns anos atrás, o cineasta e tradutor jorge furtado, tendo terminado sua tradução de alice no país das maravilhas, em conjunto com liziane kugland, escreveu um artigo muito interessante, comparando diversas traduções brasileiras da obra, que foi publicado no jornal zero hora, em 13/3/2010: "jorge furtado compara traduções brasileiras de alice no país das maravilhas", aqui.
entre essas várias traduções, ele havia se deparado com uma que lhe pareceu muito boa, de primavera das neves, lançada pela bruguera. e aí veio a pergunta de jorge furtado, desenvolvida num post que publicou em seu blog em 22/3/2010, chamado "quem é primavera das neves?", aqui.
hoje fico sabendo que jorge furtado deslindou a charada: primavera ácrata saiz das neves era brasileira, casada com o capitão revolucionário português manuel pedroso marques (conhecido como capitão pedroso). este acabou por se exilar no brasil, com a família. mais tarde, durante a ditadura no brasil, e até provavelmente por razões de segurança, primavera acabou simplificando o nome para vera, apondo seu sobrenome de solteira e o do marido, resultando em vera neves pedroso, também conhecida como vera pedroso. a reconstituição de jorge furtado está em seu post "encontrei primavera das neves", aqui, devidamente corroborada no catálogo de autoridades de nomes da fbn:
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20 de jan. de 2009
retificação
procedo hoje a uma retificação: o nome de carolina caires coelho foi excluído da lista das pessoas que assinam plágios, e nos respectivos cotejos da obra em questão passam a constar apenas os nomes das editoras.
embora apareça como responsável pela tradução de o morro dos ventos uivantes, tanto na ficha catalográfica quanto na página de créditos do exemplar impresso da editora landmark, informa carolina caires coelho que seu contrato com a referida editora foi exclusivamente para a revisão de texto.
tendo utilizado indevidamente o nome de sua colaboradora nos créditos de tradução, caberia à editora vir a público e expor as razões para o fato. caberia também a retirada imediata dos exemplares em circulação, uma errata para as livrarias, a imprensa e os leitores, além da atribuição dos verdadeiros créditos de tradução. em meu modesto entender, seria também conveniente eximir publicamente a profissional de qualquer responsabilidade pelo plágio.
com a palavra a editora landmark.
embora apareça como responsável pela tradução de o morro dos ventos uivantes, tanto na ficha catalográfica quanto na página de créditos do exemplar impresso da editora landmark, informa carolina caires coelho que seu contrato com a referida editora foi exclusivamente para a revisão de texto.
tendo utilizado indevidamente o nome de sua colaboradora nos créditos de tradução, caberia à editora vir a público e expor as razões para o fato. caberia também a retirada imediata dos exemplares em circulação, uma errata para as livrarias, a imprensa e os leitores, além da atribuição dos verdadeiros créditos de tradução. em meu modesto entender, seria também conveniente eximir publicamente a profissional de qualquer responsabilidade pelo plágio.
com a palavra a editora landmark.
15 de jan. de 2009
então a landmark pegou gosto pela coisa?
publicado inúmeras vezes no brasil, o morro dos ventos uivantes já apareceu nas traduções de rachel de queiroz, celestino da silva, vera pedroso, oscar mendes, davi jardim jr., renata cordeiro com eliane alambert, levando até uma tremenda garfada da nova (in)cultural (em nome de silvana laplace, plagiando oscar mendes).

a nova garfada agora quem dá é a landmark, em cima da tradução de vera pedroso (publicada pela bruguera em 1971, reeditada pela art em 1985, para o círculo do livro).
no exemplar impresso, a façanha é assinada por outro nome. já na agência do isbn, como comentei na semana passada, a suposta tradução consta em nome de uma misteriosa "ana maria oliveira rosa".
afora o habitual procedimento de mudar uma parte das frases iniciais dos capítulos, é um plágio sem maiores rebuços, e até reproduzindo os mesmos saltos de palavras e orações.
espero vivamente que a editora não ceda à ilusão do lucro fácil, não siga na trilha da nova (in)cultural e da martin claret. do logro e da mentira não resulta boa coisa. srs. cyrino, assim como os senhores lançaram esses livros fraudados, venham a público e retirem essas barbaridades de circulação.
imagens: museum plagiarium em solingen
obs.: veja aqui as razões para a modificação deste post, feita em 20/01/2009.
atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.

a nova garfada agora quem dá é a landmark, em cima da tradução de vera pedroso (publicada pela bruguera em 1971, reeditada pela art em 1985, para o círculo do livro).
no exemplar impresso, a façanha é assinada por outro nome. já na agência do isbn, como comentei na semana passada, a suposta tradução consta em nome de uma misteriosa "ana maria oliveira rosa".
afora o habitual procedimento de mudar uma parte das frases iniciais dos capítulos, é um plágio sem maiores rebuços, e até reproduzindo os mesmos saltos de palavras e orações.
The little party recovered its equanimity at sight of the fragrant feast. They were hungry after their ride, and easily consoled, since no real harm had befallen them. Mr. Earnshaw carved bountiful platefuls, and the mistress made them merry with lively talk. I waited behind her chair, and was pained to behold Catherine, with dry eyes and an indifferent air, commence cutting up the wing of a goose before her.
Os dois visitantes voltaram a sorrir à vista da esplêndida mesa. Estavam famintos, após a viagem, e, como nada de mau lhes acontecera, não tardaram a se reanimar. O Sr. Earnshaw serviu grandes pratadas e sua esposa iniciou uma conversa animada. Eu estava atrás da cadeira dela e fiquei triste de ver Catherine, olhos secos e ar indiferente, começar a cortar uma asa de ganso. (Vera Pedroso, Art, p. 76)
Os dois visitantes voltaram a sorrir à vista da esplêndida mesa. Estavam famintos após a viagem e, como nada de mau lhes acontecera, não tardaram a reanimar-se. O senhor Earnshaw serviu grandes pratadas e sua esposa iniciou uma conversa animada. Eu estava atrás da cadeira dela e fiquei triste em ver Catherine, olhos secos e ar indiferente, começar a cortar uma asa de ganso. (Landmark, p. 55)
Cathy was a powerful ally at home; and between them they at lenght persuaded my master to acquiesce in their having a ride or a walk together about once a week, under my guardianship, and on the moors nearest the Grange: for June found him still declining. Though he had set aside yearly a portion of his income for my young lady's fortune, he had a natural desire that she might retain - or at least return in a short time to - the house of her ancestors [...]
Por seu lado, Cathy não cessava de suplicar a mesma coisa; e ambos acabaram persuadindo o meu amo a deixá-los passear a pé ou a cavalo juntos, uma vez por semana, sob a minha guarda e na charneca vizinha à granja, pois junho veio encontrá-lo ainda mais fraco, e, embora tivesse posto de lado uma parte do seu rendimento anual para o futuro da filha, ele alimentava o desejo natural de que ela viesse a conservar a casa dos seus antepassados [...] (Vera Pedroso, Art, p. 284)
Por seu lado, Cathy não cessava de suplicar a mesma coisa em casa; e ambos acabaram persuadindo meu patrão a deixá-los passear a pé ou a cavalo juntos, uma vez por semana, sob a minha guarda e na charneca vizinha à granja, pois junho veio encontrá-lo ainda mais fraco, e, embora tivesse separado uma parte do seu rendimento anual para o futuro da filha, alimentava o desejo natural de que ela viesse a conservar a casa dos antepassados [...] (Landmark, p. 227)
I felt stunned by the awful event; and my memory unavoidably recurred to former times with a sort of oppressive sadness. But poor Hareton, the most wronged, was the only one who really suffered much. He sat by the corpse all night, weeping in bitter earnest. He pressed its hand, and kissed the sarcastic, savage face that every one else shrank from contemplating; and bemoaned him with that strong grief which springs naturally from a generous heart, though it be tough as tempered steel.só para mostrar como as traduções são únicas e irrepetíveis - uma frase muito simples deste último trecho, "I felt stunned by the awful event", fica:
Quanto a mim, estava perplexa - e a minha memória pôs-se a recordar tempos passados, com uma espécie de opressiva tristeza. Mas foi o pobre Hareton, precisamente o mais injustiçado, o único a sofrer realmente muito. Velou o corpo durante toda a noite, chorando sem parar. Apertava-lhe a mão, beijava-lhe o rosto sarcástico e terrível, que todos os demais evitavam contemplar, e carpia-o como só sabem fazer os corações generosos, embora endurecidos como aço temperado. (Vera Pedroso, Art, p. 368)
Quanto a mim, estava perplexa - e minha memória pôs-se a recordar tempos passados, com uma espécie de opressiva tristeza. Mas foi o pobre Hareton, precisamente o mais injustiçado, o único a sofrer realmente muito. Velou o corpo durante a noite toda, chorando sem parar. Apertava-lhe a mão, beijava-lhe o rosto sarcástico e terrível, que todos os demais evitavam contemplar, e carpia-o como só o sabem fazer os corações generosos, embora endurecidos como aço temperado. (Landmark, p. 293)
- para vera pedroso: "Quanto a mim, estava perplexa";- para rachel de queiroz: "Eu me sentia aturdida ante a pavorosa ocorrência";- para celestino da silva: "Eu fiquei bastante impressionada com o tristíssimo acontecimento";- para oscar mendes: "Sentia-me aturdida pelo terrível acontecimento".também fico "stunned by the awful event". não bastava o uso da persuasão de isabel sequeira, perpetrado pelo sr. fábio cyrino, que em sua singela vaidade alardeou na imprensa seu suposto trabalho de tradução, prossegue a pilhagem. ademais, se lembrarmos que a landmark é uma editora basicamente maçônica, e que "landmarks" são os princípios basilares que sustentam a doutrina da maçonaria, essa desmoralização editorial e cultural praticada pelos irmãos cyrino adquire uma faceta tristemente irônica.
espero vivamente que a editora não ceda à ilusão do lucro fácil, não siga na trilha da nova (in)cultural e da martin claret. do logro e da mentira não resulta boa coisa. srs. cyrino, assim como os senhores lançaram esses livros fraudados, venham a público e retirem essas barbaridades de circulação.
imagens: museum plagiarium em solingen
obs.: veja aqui as razões para a modificação deste post, feita em 20/01/2009.
atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.
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