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3 de jun. de 2010

esopo, fábulas V

Hermes e Tirésias (1)

Hermes, querendo investigar se a arte da adivinhação de Tirésias era verdadeira, roubou os bois do adivinho que estavam no campo, foi ter com ele na cidade, sob a forma de um mortal, e a ele se apresentou. Avisado da perda da junta de bois, Tirésias levou Hermes para os arredores, para observar algum sinal sobre o roubo. Tirésias pediu a Hermes que dissesse que tipo de pássaro ele via. Hermes primeiro viu uma águia voando da direita para a esquerda e descreveu a cena. Tirésias disse que esse pássaro não interessava. Numa segunda vez, viu o deus uma gralha, pousada numa árvore, olhando ora para cima, ora para a terra, e explicou isso ao adivinho. Tirésias, tomando a palavra, disse: “Bem, pelo menos essa ave jura pelo Céu e pela Terra que, se quiseres, encontrarei meus bois”.

Poder-se-ia aplicar essa fábula a um ladrão.


Hermes e Tirésias (2)

Hermes, querendo por à prova a arte de adivinhação de Tirésias e ver se era verdadeira, roubou os bois do adivinho que estavam no campo, foi ter com ele na cidade, sob a forma de um mortal, e a ele se apresentou. Assim que soube da perda da junta de bois, Tirésias levou Hermes para fora da cidade para observar algum sinal sobre o roubo. Tirésias pediu então a Hermes que lhe descrevesse todo pássaro que ele via. Hermes viu primeiro uma águia que voava da sua direita para a esquerda, e descreveu a cena. Tirésias disse que esse pássaro não interessava. Em uma segunda tentativa, Hermes viu uma gralha, pousada em uma árvore, olhando ora para cima, ora para a terra, e relatou isso ao adivinho. Tirésias, tomando a palavra, disse: “Bem, pelo menos essa gralha jura pelo Céu e pela Terra que, se tu o consentires, encontrarei meus bois”.

Poder-se-ia aplicar essa fábula a um ladrão.



atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.



esopo, fábulas IV


arthur rackham, the tortoise and the hare

A tartaruga e a lebre (1)

Uma tartaruga e uma lebre discutiam sobre qual era a mais rápida. E então, marcaram um dia e um lugar e se separaram. Ora, a lebre, confiando em sua rapidez natural, não se apressou em correr, deitou-se no caminho e dormiu. Mas a tartaruga, consciente de sua lentidão, não parou de correr e, assim, ultrapassou a lebre que dormia e chegou ao fim, obtendo a vitória.

Muitas vezes, o trabalho vence os dons naturais, quando estes são negligenciados.

(1) Esopo, Fábulas completas, tradução de Neide Smolka do original grego, ed. Moderna, 1994. 
 
A tartaruga e a lebre (2)

Uma tartaruga e uma lebre discutiam sobre quem seria a mais rápida. Marcaram um dia e um lugar para o desafio e se separaram. Ora, a lebre, contando com sua rapidez natural, não se apressou em correr, mas deitou-se no caminho e dormiu. Mas a tartaruga, consciente de sua lentidão, não parou de correr e ultrapassou a lebre que dormia, obtendo assim a vitória.

Moral: A fábula mostra que, muitas vezes, o trabalho vence os dons naturais, quando estes são negligenciados.

(2) Esopo, Fábulas, tradução de Pietro Nassetti do original em latim [sic], ed. Martin Claret, 2006.



atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.



2 de jun. de 2010

esopo, fábulas III


O lobo e o cordeiro (1)

Um lobo, ao ver um cordeiro bebendo de um rio, resolveu utilizar-se de um pretexto para devorá-lo. Por isso, tendo-se colocado na parte de cima do rio, começou a acusá-lo de sujar a água e impedi-lo de beber. Como o cordeiro dissesse que bebia com as pontas dos beiços e não podia, estando embaixo, sujar a água que vinha de cima, o lobo, ao perceber que aquele pretexto tinha falhado, disse: “Mas, no ano passado, tu insultaste meu pai”. E como o outro dissesse que então nem estava vivo, o lobo disse: “Qualquer que seja a defesa que apresentes, eu não deixarei de comer-te”.

A fábula mostra que, ante a decisão dos que são maus, nem uma justa defesa tem força.

(1) Esopo, Fábulas completas, tradução de Neide Smolka do original grego, ed. Moderna, 1994.
 



O lobo e o cordeiro (2)

Um lobo vira um cordeiro bebendo na margem de um rio, e quis usar de um pretexto para devorá-lo. Para tanto, colocou-se a montante do lugar, e começou a acusá-lo de sujar a água, impedindo-o assim de beber. O cordeiro respondeu que só bebia com as pontas dos beiços e, estando a jusante, seria impossível sujar a água que vinha de cima. O lobo, ao perceber que aquele pretexto tinha falhado, disse então: “Mas, no ano passado, tu insultaste meu pai”. E o cordeiro replicou que na época nem sequer havia nascido. E o lobo lhe disse: “Talvez não te faltem argumentos de defesa, mas nem por isso deixarei de comer-te”.

Moral: A fábula mostra que, ante a decisão dos que são maus, nem uma justa defesa tem força.

(2) Esopo, Fábulas, tradução de Pietro Nassetti do original em latim [sic], ed. Martin Claret, 2006.



atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.



esopo, fábulas II


A RAPOSA E O BODE (1)

Uma raposa caiu em um poço e foi obrigada a permanecer ali. Um bode, levado pela sede, aproximou-se do mesmo poço e, vendo a raposa, perguntou-lhe se a água estava boa. E ela, regozijando-se pela circunstância, pôs-se a elogiar a água, dizendo que estava excelente e o aconselhou a descer. Depois que, sem pensar e levado pelo desejo, o bode desceu junto com a raposa e matou a sede, perguntou-lhe como sair. A raposa tomou a palavra e disse: “Conheço um jeito, desde que nos salvemos juntos. Apóia, pois, teus pés da frente contra a parede e deixa teus chifres retos. Eu subo por aí e te guindarei.” Tendo o bode se prestado de boa vontade à proposta dela, a raposa, subindo pelas pernas dele, por seus ombros e seus chifres, encontrou-se na boca do poço, saltou e se afastou. Como o bode a censurasse por não cumprir o combinado, a raposa voltou-se e disse ao bode: “Ó camarada, se tivesses tantas idéias como fios de barba no queixo, não terias descido sem antes verificar como sair.”

Assim também, é preciso que os homens sensatos primeiro verifiquem o resultado de uma ação antes de pô-la em prática.

(1) Esopo, Fábulas completas, tradução de Neide Smolka do original grego, ed. Moderna, 1994.




A RAPOSA E O BODE (2)

Uma raposa caiu em um poço e não conseguia sair ali. Um bode, levado pela sede, aproximou-se do mesmo poço e, vendo a raposa, perguntou-lhe se a água estava boa. E ela, fingindo alegria em sua desgraça, regozijando-se pela circunstância, teceu longo elogio à água, dizendo que estava excelente e o aconselhou a descer também. Dando ouvidos apenas ao próprio desejo, o bode desceu junto com a raposa e matou a sede, procurou saber com ela como sair. A raposa lhe disse uma idéia que poderia salvar os dois. "Apóia, pois, teus pés da frente contra a parede e inclina teus chifres. Eu subirei em teu dorso e te guindarei.” O bode se prestou de boa vontade à proposta dela, e a raposa, subindo pelas pernas dele, por seus ombros e seus chifres, atingiu a boca do poço, saltou para fora e se dispôs a ir embora. Como o bode a censurasse por não respeitar o acordo, a raposa voltou-se e disse ao bode: “Meu amigo, se tivesses tantas idéias como fios de barba no queixo, não terias descido sem antes verificar como sair.”

Moral: Assim também, é preciso que os homens sensatos primeiro verifiquem o resultado de uma ação antes de pô-la em prática.

(2) Esopo, Fábulas, tradução de Pietro Nassetti do original em latim [sic], ed. Martin Claret, 2006.

esopo, fábulas I

O rouxinol e o gavião (1)

Um rouxinol, pousado num alto carvalho, cantava como de costume. Um gavião o viu e, como lhe faltasse alimento, precipitou-se sobre ele e o prendeu. Estando o rouxinol para morrer, pediu ao gavião que o deixasse ir embora, argumentando que ele sozinho não seria suficiente para encher o estômago de um gavião; que o gavião deveria, se tivesse necessidade de alimento, atacar pássaros maiores. E o gavião, tomando a palavra, disse: "Mas eu seria um estúpido se largasse uma comida que tenho certa na mão para ir atrás de outras que ainda não vi."

Assim também são insensatos os homens que, na esperança de bens maiores, deixam escapar o que têm na mão.

(1) Esopo, Fábulas completas, tradução de Neide Smolka do original grego, ed. Moderna, 1994.

O rouxinol e o gavião (2)

Um rouxinol, pousado em um alto carvalho, cantava como de costume. Um gavião o viu e, como estava sem comida, atirou-se sobre ele e o agarrou. Vendo-se prestes a morrer, o rouxinol pediu ao gavião que o soltasse, argumentando que ele sozinho não bastaria para encher o estômago de um gavião; que o gavião deveria, se lhe faltasse alimento, atacar pássaros maiores. "Mas eu seria um estúpido", respondeu-lhe o gavião, "se largasse a caça que já tenho na mão para ir atrás de outras que ainda não vi".

Moral: Os homens também mostram-se insensatos quando, na esperança de bens maiores, deixam escapar o que tem [sic] em mãos.

(2) Esopo, Fábulas, tradução de Pietro Nassetti do original em latim [sic], ed. Martin Claret, 2006.



atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.