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3 de nov. de 2024

werther em português

 Traduções de Werther em português

 Portugal

João Antonio da Fonseca, Cartas selectas de Werther, traduzidas do francez (1796), Manuscritos da Livraria, Real Mesa Censória, Arquivo Nacional Torre do Tombo. Manteve-se inédita até a publicação sob curadoria e introdução de Maria Antônia Gaspar Teixeira. Porto: Afrontamento, ILCML: 2018

 Anônimo, Werther. História alemã escrita pelo doutor Goethe e traduzida em portuguez. Lisboa: Rollandiana, 1821 [São Paulo: Hedra, 2006 (introdução de Oliver Tolle), com o título O sofrimento do jovem Werther].

E. A. Vidal: Werther (excertos). Lisboa: semanário Archivo Pittoresco, 1868.

 A. R. Gonçalves Viana, Mágoas de Werther. Paris, Guillard, Aillaud & Cia, 1885.

João Theodoro Monteiro, Werther. Lisboa: Guimarães, s/d [séc. XIX, 2a. ed. 1906].

Maria Henriques Osswald, Werther: sua paixão e sofrimento. Porto: Civilização, 1938.

 João Barreira, Werther. Lisboa: Excelsior, 1940.

Teresa Seruya, A paixão do jovem Werther. Ed. João Azevedo, 1989.[1]

 Gab. de Traduções P.A.R., Werther. Alfragide: Ediclube. 2002. 


Brasil

·         Anônimo. As amorosas paixões do joven [sic] Werther. Rio de Janeiro: Eduardo e Henrique Laemmert, 1842.[1]

·         Elias Davidovich: Werther. Seguido do estudo de Sainte Beuve [sic]. Rio de Janeiro: Guanabara, 1932.[2]

·         Galeão Coutinho, Werther. São Paulo: Livraria Martins, c.1941.

·         Anônimo, Manon Lescaut / Os sofrimentos de Werther. Rio de Janeiro: W.M. Jackson, 1955.[3]

·         Anônimo, Werther. Rio de Janeiro: Organização Simões, 1957.[4]

·         Ary de Mesquita, Os sofrimentos de Werther. Rio de Janeiro: Tecnoprint (Edições de Ouro), 1965.

·         Erlon José Paschoal, Os sofrimentos do jovem Werther. São Paulo: Clube do Livro, 1988; (versão retrabalhada) Estação Liberdade, 1999.

·         Marion Fleischer, Os sofrimentos do jovem Werther. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

·         Leonardo César Lack, Os sofrimentos do jovem Werther (posfácio de Willi Bolle). São Paulo: Nova Alexandria, 1999.

·         Marcelo Backes, Os sofrimentos do jovem Werther. Porto Alegre: L&PM, 2001.

·         Claudia Cavalcanti, Os sofrimentos do jovem Werther. São Paulo: Martin Claret, 2014.[5]****

·         Claudia Dornbusch, Os sofrimentos do jovem Werther. Rio de Janeiro: Antofágica, 2020.

·         Maurício Mendonça Cardozo, Os sofrimentos do jovem Werther. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.

·         Daniel Martineschen: Os sofrimentos do jovem Werther. Porto Alegre: TAG Experiências Literárias, 2022.


Nesse rápido levantamento, não incluí histórias em quadrinhos nem adaptações infanto-juvenis ou juvenis, pois usualmente baseiam-se em traduções já existentes.

Segundo a listagem acima, temos 9 traduções portuguesas, se incluirmos os excertos publicados no citado hebdomadário. Encontram-se 12 traduções brasileiras: estão excluídas as contrafações da Pongetti, da W.M. Jackson e da Martin Claret, bem como o caso da edição da Simões ainda em suspenso, que demandaria um cotejo com traduções previamente existentes.


 



 





[1] Algumas fontes indicam: “Teresa Seruya (com Judite Berkemeier e João Barrento): A paixão do jovem Werther. Lisboa (Bertrand), 2014”. No entanto, essa publicação inclui três obras: Werther (trad. Seruya), O conto da serpente verde (trad. Berkemeier) e Novela (trad. Barrento), numa edição lançada inicialmente em 1991 pelo Círculo de Leitores.



[1] Laurence Hallewell, em seu O livro no Brasil, aventa a título hipotético que a tradução teria sido feita por Eduardo Laemmert.

[2] Em 1942, a Pongetti publica essa tradução de Davidovich, porém anonimamente, sem dar os créditos de tradução, fazendo constar na página de rosto apenas “com um prefácio de Marques Rebelo”.

[3] A Jackson tinha como procedimento habitual utilizar traduções portuguesas sem licenciamento e sem os créditos de tradução, colocando apenas a observação na contrapágina de rosto: “Tradução adaptada e revista pelo Departamento Editorial da Jackson”. É o que também consta nesse volume 2 de sua coleção Romances Universais.

[4] A Simões publicava basicamente autores brasileiros; as poucas edições traduzidas costumavam ser reproduções de traduções lusitanas. Antes de poder arrolar com segurança esse volume de Werther como uma nova tradução brasileira dos anos 50, seria recomendável cotejá-lo com as traduções lusitanas disponíveis na época.

[5] Antes dessa edição, a Martin Claret publicara em 2000, com várias reedições ao longo dos anos, mais uma contrafação em nome de Pietro Nassetti.

17 de set. de 2020

mistérios goethianos

a antiguidade de hoje é um mistério: o werther, de goethe.

em 1842, a tipografia universal (dos irmãos laemmert), no rio de janeiro, publica "as amorosas paixões do jovem werther", em 2 volumes in-oitavo. não constam os créditos de tradução.
ora, em 1821, o escritor e futuro célebre tradutor português antónio feliciano de castilho, então com 21 anos, encetara em portugal uma tradução do werther, que não foi concluída nem, evidentemente, publicada.
por outro lado, consta que eduardo [edward] laemmert - que era alemão e viera para o brasil já adulto - em algum momento teria fornecido uma tradução literal do fausto a antónio feliciano, que então a teria usado como base para sua tradução poética. teria eduardo traduzido também o werther?
nessa hipótese, seria de lavra dele a tradução anônima publicada pela tipografia dos laemmert, estreando a presença de goethe no brasil.
laurence hallewell discorre um pouco sobre isso, usando da devida cautela, no seu fabuloso "o livro no brasil". o mistério, de todo modo, permanece.

interessante notar que essa edição de 1842 passou praticamente despercebida na imprensa da época. na nossa hemeroteca digital, a única menção ao lançamento de "as amorosas paixões do jovem werther" se dá no diário de pernambuco em 26/8/1845, na seção de avisos diversos, em que a livraria da esquina do collegio anuncia a chegada de livros novos chegados do rio de janeiro - http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/6737

8 de mai. de 2018

"como bom fascista"



Resultado de imagem para fausto garnier
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em minhas pesquisas sobre goethe no brasil, encontro a propósito do fausto:
Em 'Edição e Destino do Texto Fáustico', último ensaio do livro, Jerusa Pires Ferreira levanta dados importantes sobre a adaptação brasileira do Fausto de Goethe por um certo Anatole Muriel, para uma edição popular de clássicos da editora João do Rio, de 1928. (Lamentavelmente, Muriel teve como base uma discutível tradução brasileira feita, em 1920, pelo ideólogo de direita Gustavo Barroso. Discutível e mutilada pois, como bom fascista, Barroso deu-se ao luxo de censurar Goethe: suprimiu o episódio da Noite dos Walpurgis por considerá-lo atentatório à moral da família brasileira).

não sei bem como expor minha perplexidade, mas vamos lá:
  • chamar alguém de fascista em 1920 seria uma boa ilustração do que considero um descabelado anacronismo. 
  • essa tradução de gustavo barroso foi feita - a partir da tradução francesa de gérard de nerval - não em 1920, mas entre 1912 e 1913, quando ele trabalhava na livraria garnier; o livro não saiu conforme o programado em virtude da eclosão da primeira guerra, e só foi publicado em 1920, após um mínimo de normalização pós-guerra. ora, não tenho notícias de que em 1912-13, aos 24 anos de idade, gustavo barroso já fosse o ardoroso fascista que veio a se tornar mais tarde. 
  • não sei quais as fontes em que o crítico se baseou para apontar os motivos de gustavo barroso para a referida mutilação. mas sei que foi ele, o dito fascista avant la lettre, quem, anos depois, já inflado de ardente vigor filonazista, publicou (e também provavelmente traduziu) "o amante de lady chatterley", de d.h.lawrence, aliás em sua versão inexpurgada - obra que, convenhamos, na época deixava qualquer boda de ouro de obéron e titânia no chinelo, em termos de "atentado à moral da família", e não só brasileira, diga-se de passagem, haja vista a censura e as décadas de proibição da obra. 
  • e, por fim, se de fato mutilou (não sei, não conferi; baseio-me apenas na afirmação do citado crítico), não teria sido o primeiro: não só nerval comentava em sua tradução seu desconcerto com a noite de walpurgis, como também antónio feliciano de castilho dizia na nota à sua tradução que deixara de fora esse intermezzo, só se decidindo a incluí-lo posteriormente. nem por isso creio que alguém diria: "como bom fascista, Castilho" etc.

em suma, o parecer do articulista me pareceu um tanto raso e perfunctório.

p.s.: pequeno adendo: "Noite DOS Walpurgis"? não se trata, afinal, da santa walpurgis?
p.p.s: o nome do articulista nem vem ao caso. o problema é outro: é o desconhecimento, a falta de pesquisa, a ligeireza em juízos não suficientemente arrazoados e assim por diante.

14 de jun. de 2017

cinco autores e suas respectivas estreias em livro no brasil


shakespeare, 1882 ou 1933? 

o caso de shakespeare envolve uma certa polêmica.

entre os estudiosos da shakespeariana brasileira, celuta gomes sustenta a primazia de josé antônio de freitas, maranhense "que se integrou nas letras portuguesas", com sua tradução de otelo, publicada em lisboa em 1882.

márcia peixoto martins, por seu lado, sustenta que o simples dado da nacionalidade não garante a inserção de um autor ou tradutor no sistema literário de seu país de origem: "por tradução brasileira entenda-se feita em português do brasil, levando-se em conta os aspectos sintáticos, lexicais e de registro, entre outros, e observando uma poética literária compatível com 'modos de escrever' adotados por nossos autores". neste sentido, a primeira tradução brasileira de shakespeare seria tragédia de hamleto, príncipe da dinamarca, feita por tristão da cunha e publicada pela editora schmidt em 1933. vide aqui.


goethe, 1877 (excerto), 1884 (íntegra)

vem do rio grande do sul a primeira tradução brasileira publicada em livro entre nós, um excerto de fausto. trata-se de fausto e margarida, poema dramático em XII quadros da tragédia de goethe, por múcio teixeira. porto alegre, 1877[8]. vem apresentada como "uma imitação de goethe", como diz seu autor, ou uma tradução em paráfrase, como dizem alguns comentadores. teve grande sucesso e várias reedições no prazo de poucos anos.

também em porto alegre temos a primeira publicação de uma obra integral de goethe, o poema hermann e dorothea, porém vazado em prosa. a tradução foi feita por carolina von koseritz, e saiu publicada em 1884 pela typographia de gundlach, de porto alegre.

encontro menções a uma tradução de werther que teria sido feita por eduardo laemmert (1808-1880; portanto, provavelmente teria sido anterior às traduções acima citadas), com o título de amorosas paixões do jovem werther. todavia, essas menções parecem derivar, todas elas, de uma vaga afirmação de laurence hallewell, que a apresenta explicitamente como mera hipótese em seu o livro no brasil, e não encontrei nenhuma notícia concreta da existência efetiva e eventual publicação dessa tradução. assim, como marcos introdutórios, fiquemos com as duas traduções de existência comprovada, a de múcio teixeira e a de carolina von koseritz.. ATUALIZAÇÃO: de fato, as amorosas paixões do jovem werther foi publicada em 1842 pela typographia universal dos irmãos laemmert, no rio de janeiro, em dois volumes in-8, sem créditos de tradução.


dostoiévski, 1896

também do rio grande do sul vem o primeiro volume de dostoiévski traduzido no brasil. foi o jogador, em tradução de alcides cruz, publicado pela livraria americana de pelotas, de costa pinto, em sua coleção "nova bibliotheca economica".

o livro saiu, calculo eu, por volta de 1895-6: avento essa data porque foi em 1896 que o almanak litterario e estatistico do rio grande sul publicou o anúncio de página inteira da livraria americana, com o jogador entre os três títulos já publicados em sua referida coleção. 



aliás, uma notícia interessante nos é dada por juremir machado, narrando os primórdios do jornal gaúcho correio do povo, no final do século XIX: "fez uma promoção de assinaturas. quem assinasse por ano, escolhia um livro numa lista de dez best-sellers, entre os quais o jogador de dostoievski". vide aqui.


freud, 1931

ao que tudo indica, a primeira tradução de freud saiu entre nós em 1931: tratava-se de cinco lições de psicanálise.

na verdade, houve uma tentativa anterior: o médico iago pimentel, com planos de traduzir a obra, chegou a publicar em 1926 um excerto de algumas páginas em a revista, uma efêmera publicação literária de carlos drummond, pedro nava e outros. com o encerramento da revista, porém, iago pimentel parece ter interrompido a tradução, e desde então não houve mais notícias de seu projeto.

assim, a tradução integral das cinco lições de psicanálise veio a sair apenas em 1931, pela cia. editora nacional, em sua coleção "biblioteca pedagogica brasileira". feita diretamente do alemão, a tradução foi realizada a quatro mãos: por josé barbosa corrêa e durval marcondes, este tido como o pioneiro da psicanálise no brasil. para mais efemérides freudianas entre nós, vide aqui.



baudelaire, 1872 (excerto), 1937 (íntegra)

o caso de baudelaire é interessante.

desde 1872, quando sai no brasil seu primeiro poema em livro - este também uma paráfrase, feita por carlos ferreira "sob inspiração de baudelaire" -, temos esporádicas publicações de poemas dispersos em coletâneas várias. essa situação perdura até 1937, 65 anos durante os quais se publicam, ao todo, meros dezesseis poemas avulsos, por diversos tradutores.

em 1937, finalmente surge a primeira publicação integral, em volume autônomo, pela athena editora: pequenos poemas em prosa, em tradução de um enigmático "paulo m. de oliveira". tratava-se de um pseudônimo utilizado por aristides lobo durante os períodos em que esteve preso durante a ditadura varguista e realizou diversas traduções. sobre baudelaire no brasil, vide aqui; sobre "paulo m. de oliveira", vide aqui.



2 de jan. de 2016

goethe traduzido no brasil III: afinidades e wilhelm meister

quanto às afinidades eletivas, temos três traduções:
  • conceição g. sotto maior, para a pongetti, em 1948, em sua coleção "as 100 obras-primas da literatura universal", reed. edições de ouro; ediouro;
  • erlon josé paschoal, para a nova alexandria, em 1992;
  • tércio redondo, para a penguin-companhia, 2014

quando a wilhelm meister, dispomos de os anos de aprendizado de wilhelm meister, em tradução de nicolino simone neto, para a ensaio, 1994, reed. editora 34 (2006).


14 de ago. de 2015

goethe traduzido no brasil II: werther

após os primórdios e os faustos, aqui, passemos à sua outra mais célebre obra, die leiden des jungen werthers.
  • sua primeira tradução brasileira sai em 1932, por elias davidovich, acompanhada por estudo de sainte-beuve, pela editora guanabara, em sua "collecção benjamin costallat":



dez anos depois, em 1942, a tradução de davidovich foi parar ilicitamente na pongetti, em sua coleção "as 100 obras-primas da literatura universal", "revista" por marques rebelo, iniciativa espúria que teve algumas reedições posteriores. ver aqui.


  • em meados dos anos 1940, numa edição sem data, sai a tradução de galeão coutinho pela livraria martins editora, em sua "coleção excelsior". foi reeditada pela abril cultural (1971-; em volume duplo com fausto, 1983), círculo do livro (idem,1995), itatiaia (2014):


a tradução de galeão coutinho foi fraudada pela editora martin claret que, com algumas alterações cosméticas, publicou-a em nome de pietro nassetti e o título de os sofrimentos do jovem werther, com várias reedições desde o ano de 2000 até 2014. além disso, essa tradução, tal como ocorrera com o fausto traduzido por silvio meira, sofreu grotesca apropriação pela nova cultural em 2002, publicando-a em sua coleção "obras-primas" em nome de "alberto maximiliano".

  • em 1957, temos mais um werther pela organização simões, mas não consegui localizar o nome do tradutor:


  • em 1965, temos a tradução de ary de mesquita, com o título de os sofrimentos de werther, lançada pela tecnoprint em 1965, em sua coleção "clássicos de bolso". reed. pela nova fronteira, coleção "saraiva de bolso" (2014):


  • em 1988, o clube do livro publica os sofrimentos do jovem werther em tradução de erlon josé paschoal, a primeira a usar, finalmente, o título completo da obra. foi reeditada em 1999 pela estação liberdade:

  • em 1994, sai a tradução de marion fleischer, pela martins fontes, em sua coleção "clássicos: literatura", 3:

  • em 1999, temos a tradução de leonardo césar lack pela nova alexandria, reeditada pelas clássicos abril (2010):

  • em 2001, a l&pm publica os sofrimentos do jovem werther na tradução de marcelo backes:

  • apenas no final de 2014, a editora martin claret se dispõe a substituir sua edição espúria em nome de pietro nassetti, em circulação desde 2000, por uma nova tradução, agora de cláudia cavalcanti:


por fim, a título de curiosidade, fique registrado que a editora hedra publicou em 2007 uma tradução portuguesa anônima de 1821.


atualização (7/9/24; agradeço a informação ao marcus mazzari e ao josé carlos): 

- em 2020, temos a tradução de claudia dornbusch, pela antofágica

- em 2021, sai pela companhia das letras a tradução de maurício mendonça cardozo

- em 2022, temos a tradução de daniel martineschen, pela tag

    




goethe traduzido no brasil I: primórdios e os faustos

como de costume, neste levantamento as obras serão citadas pela data de sua primeira edição, com menção a eventual reedição em outras casas publicadoras. aqui não serão consideradas as edições de traduções portuguesas nem adaptações, condensações, quadrinizações etc.

abro exceção àquela que, até o momento, aparenta ser a primeira tradução brasileira publicada entre nós: vem, porém, apresentada como "uma imitação de goethe", como diz seu autor, ou uma tradução em paráfrase, como dizem alguns comentadores. trata-se de fausto e margarida, poema dramático em XII quadros da tragédia de goethe, por múcio teixeira. porto alegre, 1877[8]. teve grande sucesso e várias reedições no prazo de poucos anos.

em 1879, temos um fino voluminho com prometheo, fragmento drammatico, em tradução de joaquim josé teixeira, publicado pela laemmert do rio.

em 1884, sai hermann e dorothea, vazado em prosa, na tradução de carolina von koseritz, pela typographia de gundlach, de porto alegre.

encontro menções a uma tradução do werther que teria sido feita por eduardo laemmert (1808-1880; portanto, provavelmente teria sido anterior às traduções acima citadas), com o título de amorosas paixões do jovem werther. tais menções parecem, todas elas, derivar de uma vaga afirmação de laurence hallewell, explicitamente apresentada como mera hipótese em o livro no brasil, e não encontrei nenhuma notícia concreta da existência efetiva e eventual publicação dessa tradução. para o século XIX, portanto, fiquemos com as três obras acima arroladas, de existência comprovada. ATUALIZAÇÃO: de fato, a obra as amorosas paixões do jovem werther foi publicada pela typographia universal, dos irmãos laemmert, em 1842, em dois volumes in-8, sem créditos de tradução.

há nessa época muitos poemas e excertos saindo nas revistas e suplementos culturais da imprensa. em formato livro, porém, creio que apenas em 1920 surge nova publicação.
  • vamos ter nosso primeiro fausto em tradução de gustavo barroso, pela livraria garnier, em sua "collecção classica":

foi reeditada pela f. briguiet (que comprou a garnier) em sua "collecção dos autores celebres da litteratura extrangeira" em 1937:


prossigamos com fausto.
  • em 1949, temos pelo instituto progresso editorial fausto: a primeira parte e o quinto ato da segunda parte, em tradução de jenny klabin segall, que será, completada mais tarde, a mais importante tradução de fausto no brasil. imagem de capa por gentileza de andré clemente de farias:

jenny klabin segall completa a tradução da segunda parte; em 1970, temos o lançamento integral dos dois faustos na coleção "teatro clássico" da livraria martins, em dois volumes.

mais tarde, com o encerramento da martins, essa obra vai para o catálogo da itatiaia, em sua coleção "grandes obras da cultura universal" 3, a partir de 1977 com várias reedições até 2002. em 2004, a editora 34 passa a publicar a tradução de klabin em dois volumes, fausto I e fausto II. em 2006, a cosac naify publica "a tabuada da bruxa" em sua coleção infantil.

  • em 1964 [1957], temos fausto, primeira parte, na tradução de antenor nascentes e josé júlio f. de souza, pela letras e artes [imprensa nacional].

  • em 1968, pela agir, temos a tradução do primeiro fausto por silvio augusto de bastos meira. foi reeditada pela ed. três (coleção "bibilioteca universal: alemanha", 1974); abril cultural (coleção "teatro vivo", 1976); círculo do livro (em volume duplo com werther, 1995). 
    em 2002, a tradução de silvio meira é indevidamente apropriada pela editora nova cultural, em sua coleção obras-primas, apresentando-a em nome de "alberto maximiliano", com leves alterações cosméticas no intuito de disfarçar a contrafação. veja aqui.

  • em 1984, temos a tradução de david jardim júnior de fausto I, feita a partir da versão de gérard de nerval, para a coleção universidade, das edições de ouro.

  • em 1985, pelo círculo do livro, temos a tradução de flávio m. quintiliano, fausto: poema dramático, em dois volumes:

  • a versão inicial da peça, escrita pelo jovem goethe entre 1773 e 1775 e conhecida como urfaust, sai em 2001 como fausto zero, na tradução de christine röhrig, pela cosac naify:


  • em 2002, temos fausto I em tradução de raoul albrecht bündgenspela editora garapuvu, de florianópolis:


existem diversas edições brasileiras da tradução portuguesa de antónio feliciano de castilho (p.ex., pela w.m. jackson, 1948), várias adaptações, como a de otávio de oliveira paes (sette letras, 1999), breves excertos como "o aprendiz de feiticeiro" (trad. mônica rodrigues da costa, cosac, 2006), que aqui não constam por, como dissemos, não fazerem parte do escopo desse levantamento.


7 de ago. de 2015

a coleção goetheana

em 1949, em comemoração pelos duzentos anos de nascimento de goethe, a editora melhoramentos publicou a "coleção goetheana", em cinco finos volumes, com a coordenação de pedro de almeida moura, do instituto hans staden. os volumes que compuseram a coleção foram, por ordem de I a V:

albert schweitzer, goethe. trad. pedro de almeida moura. 35 p.

perfil de goethe (contém vários poemas e excertos). trad. pedro de almeida moura. 120 p.

clavigo - tragédia. trad. carlos alberto nunes. 46p.

estela. trad. carlos alberto nunes. 45p.

egmont - tragédia em cinco atos. trad. hamílcar turelli. 84p.










3 de ago. de 2015

goethe traduzido no brasil

reproduzido de:

FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Johann Wolfgang von Goethe - um metafísico da língua. Templo Cultural Delfos, julho/2014. Disponível no link aqui (acessado em 05/07/2015).


GOETHE PUBLICADO NO BRASIL
:: Hermann e Dorothea (Hermann und Dorothea). Johann Wolfgang von Goethe.  [Vertido em prosa por Carolina von Koseritz].. (Coleção Teresa Cristina). Porto Alegre: Typ. de Gundlach, 1884, 75p.
:: Fausto (Faust). Johann Wolfgang von Goethe[tradução Gustavo Barroso].  Rio de Janeiro: Editora Garnier, 1920, 218p. [a partir da tradução em francês de gérard de nerval - db]
:: A serpente verde (Das Märchen). Johann Wolfgang von Goethe.  [tradução Naro Demosthenes]. São Paulo: Ed. e Publ.  Brasil, 1933, 162p.
:: Memórias. Johann Wolfgang von Goethe.  2 vol's. ..[tradução Lúcio Cardoso, vol. 1, e Osório Borba, vol. 2 {de acordo com a versão francesa da Baronesa A. de Carlowitz}.]. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1948.
[fausto, primeira parte, cia. editora nacional, 1943 - db]
:: Fausto I: A primeira parte e o quinto ato da segunda parte(Faust). Johann Wolfgang von Goethe[tradução Jenny Klabin Segall; prefácio Sérgio Buarque de Holanda; e introdução à segunda parte de Ernesto Feder]. São Paulo: Instituto Progresso Editorial, 1949.
:: Memórias - poesia e verdade. Johann Wolfgang von Goethe.  2 vol’s. [tradução Leonel Vallandro]. . (Coleção biblioteca dos séculos). Porto Alegre: Editora Globo, 1971. Reed. Editora UnB, 1986
:: Clavigo: tragédia (Clavigo). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Carlos Alberto Nunes; coordenação Instituto. Hans Staden]. . (coleção goetheana vol. III).  São Paulo: Melhoramentos, 1949, 46p.
:: Estela (Stella)Johann Wolfgang von Goethe. . [tradução Carlos Alberto Nunes; coordenação Instituto. Hans Staden]. .  (coleção goetheana vol. IV). São Paulo: Editora Melhoramentos, 1949, 45p.
:: Egmont - tragédia em cinco atos (Egmont). Johann Wolfgang von Goethe.  [tradução José M. Justo].. (coleção goetheana vol. V). São Paulo: Editora Melhoramentos, 1949, 84p.
:: Ifigênia em Táuride (Iphigenie auf Tauris). Johann Wolfgang von Goethe . [tradução Carlos Alberto Nunes]. Edição bilingue. São Paulo: Instituto Hans Staden, 1964, 157p.
:: Fausto (Faust). – {1ª parte} - Johann Wolfgang von Goethe[tradução Antenor Nascentes e José Júlio F. de Souza]. Rio de Janeiro: Editora Letras e Artes, 1964, 185p.
:: Afinidades eletivas (Die Wahlverwandschaften). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Conceição G. Sotto Maior {do alemão, da ed. do Prof. Karl Heinmann}; introdução Augusto Meyer - II. de Cleoo]. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1966, 333p.,il..
:: Fausto (Faust). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução e prefácio de Silvio Meira]. Rio de Janeiro: Agir, 1968, 264p.
:: Fausto (Faust). – {integrais} - Johann Wolfgang von Goethe[tradução Jenny Klabin Segall e prefácio de Antônio Houaiss].. (Coleção Teatro clássico, 7-8). 2 vol’s., São Paulo: Editora Martins, 1970, Il..
:: Werther (Die Leiden des jungen Werthers). Johann Wolfgang von Goethe.  [tradução Galeão Coutinho]. . (Coleção os imortais da literatura universal).  São Paulo: Editora Abril Cultural, 1971, 168p.
:: Fausto (Faust). – {1ª parte} - Johann Wolfgang von Goethe. [tradução e prefácio Sílvio Augusto de Bastos Meira].. (Coleção Biblioteca Universal. Alemanha). São Paulo: Editora Três, 1974, 231p.
:: Fausto (Faust). Johann Wolfgang von Goethe[tradução Sílvio Augusto de Bastos Meira] .. (Coleção Teatro Vivo). São Paulo: Editora Abril Cultural, 1976, 280p.; Il..
:: Fausto (Faust). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Jenny Klabin Segall e prefácios de Erwin Theodor e Antonio Houaiss].. (Coleção Grandes obras da cultura universal nº 3). Belo Horizonte: Itatiaia, 1981; 2ª ed., 1987; 4ª ed., 1997; 5ª ed., 2002, - X, 457p.
:: Fausto (Faust). Johann Wolfgang von Goethe[traduções e notas Antonio Feliciano de Castilho e introdução Otto Maria Carpeaux]. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, s.d., 365p.
:: Fausto (Faust). Johann Wolfgang von Goethe.[tradução David Jardim Júnior {a partir da versão francesa de Gérard de Nerval}; introdução de Otto Maria Carpeaux; e ilustrações Eugène Delacroix]. Rio de Janeiro: Ed. de Ouro, c.1984, 214p.; Il..
:: Afinidades eletivas (Die Wahlverwandschaften). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Conceicao G. Sotto Maior].. (Coleção Universidade de bolso). Rio de Janeiro: Ediouro, 1992, 260p.; Il.
:: Doutrina das cores (Farbenlehre). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Marco Giannotti]. São Paulo: Nova Alexandria, 1993, 175p.
:: As afinidades eletivas (Die Wahlverwandtschaften).Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Erlon José Paschoal]. São Paulo: Nova Fronteira, 2ª ed., 1993, 283p.
:: As afinidades eletivas (Die Wahlverwandtschaften).Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Kathrin Holzermayr Rosenfield]. São Paulo: Nova Alexandria, 2ª ed., 1993, 283p.
:: Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister (Wilhelm Meisters Lehrjahre ). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Nicolino Simone Neto]. São Paulo: Ensaio, 1994, 618p.
:: Fausto (Faust); Werther (Die Leiden des jungen Werthers). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Sílvio Meira e Galeão Coutinho]. São Paulo: Circulo do Livro, 1995.
:: Os sofrimentos de Werther (Die Leiden des jungen Werthers). Johann Wolfgang von Goethe.[tradução Ary de Mesquita].. (Clássicos de bolso). Rio de Janeiro: Ediouro, 6ª ed., 1996, 139p.; Il..
:: Metamorfose das plantas: 1790 (Die Metamorphose der Pflanzen). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Friedhelm Zimpel e Lavínia Viott]. São Paulo: Antroposófica, 2ª ed., limitada - 1996, 39p.; Il..
:: Os sofrimentos do jovem Werther (Die Leiden des jungen Werthers). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Marion Fleischer].. (Coleção Clássicos: Literatura). São Paulo: Martins Fontes, 2ª ed., 1998, - XLVI, 166p.
:: Raineke-raposa (Reineke-Fuchs). Johann Wolfgang von Goethe. [organização e tradução Tatiana Belinky e ilustrações Odilon Moraes]. São Paulo: Editora Companhia das Letrinhas, 1998, 72p.
:: Viagem à Itália: 1786-1788 (Italienische Reise). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Sérgio Tellaroli]. São Paulo: Companhia das Letras, 1999, 32p.
:: Fausto (Faust). - primeira e segunda partes -. Johann Wolfgang von Goethe. [tradução, adaptação e notas Otavio de Oliveira Paes]. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1999, 307p.
:: Trilogia da paixão (Trilogie der Leidenschaft). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução e ensaio Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, 126p.
:: Os sofrimentos do jovem Werther (Die Leiden des jungen Werthers). Johann Wolfgang von Goethe[tradução Erlon José Paschoal]. São Paulo: Estação Liberdade, 1999, 174p.
:: Os sofrimentos do jovem Werther (Die Leiden des jungen Werthers). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Leonardo César Lack]. São Paulo: Nova Alexandria, 1999, 144p.
:: Os sofrimentos do jovem Werther (Die Leiden des jungen Werthers). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Marcelo Backes]. Edição comentada.,  Porto Alegre: L&PM, 2001, 206p.
:: Fausto zero: escrito entre 1773 e 1775 (Urfaust). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Christine Röhrig]. São Paulo: Cosac & Naify, 2001, 205p.; Il..
:: Máximas e reflexões: filosofia (Maximen und Reflexionen ). Johann Wolfgang von Goethe.[tradução Marco Antônio Casanova]. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 2003, 198p.
:: Fausto (Faust). – texto integral - Johann Wolfgang von Goethe[tradução Agostinho D'Ornellas]. São Paulo: Martin Claret, 2002, 493p.
:: O conto da serpente verde e da linda Lilie (Das Märchen von der grünen Schlange und der schönen Lilie). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Roberto Cattani]. São Paulo: Landy, 2003, 121p.; Il..
:: Escritos sobre arte. Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Marco Aurélio Werle; e prefácio Ferreira Gullar]. São Paulo: Editora Humanitas; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2005, 280p.; 2ª ed., 2008.
:: A tabuada da bruxa (Das Hexen-Einmal-Eins). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Jenny Klabin Segall]. São Paulo: Cosac Naify, 2006, 32p.
:: Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister(Wilhelm Meisters Lehrjahre). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Nicolino Simone Neto ; apresentação Marcus Vinicius Mazzari; e posfácio Georg Lukács]. São Paulo: Editora 34, 2006, 608p.
:: O aprendiz de feiticeiro. Johann Wolfgang von Goethe. [tradução de Mônica Rodrigues da Costa; ilustração de Nelson Cruz].. (Coleção Dedinho de Prosa, IV vol.). Edição bilíngue. São Paulo: Editora Cosac e Naify, 2006, 32p.
:: Fausto I: uma tragédia (Faust: eine Tragödie). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Jenny Klabin Segall; ilustrações Eugène Delacroix; apresentação, comentários e notas Marcus Vinicius Mazzari]. Edição bilíngue. São Paulo: Editora 34, 3ª ed., 2007, 552p.
:: Fausto I: uma tragédia (Faust: eine Tragödie). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Jenny Klabin Segall; apresentação, comentários e notas Marcus Vinicius Mazzari]. Edição de bolso com texto integral. São Paulo: Editora 34, 1ª ed., 2011; 2ª ed., 2014, 552p.
:: Fausto II: Uma tragédia (Faust: eine Tragödie). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Jenny Klabin Segall; ilustrações Max Beckmann; apresentação, comentários e notas Marcus Vinicius Mazzari. Edição bilíngue. São Paulo: Editora 34, 3ª ed., 2011.
:: Fausto II: Uma tragédia (Faust: eine Tragödie). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Jenny Klabin Segall; apresentação, comentários e notas Marcus Vinicius Mazzari. Edição de bolso com texto integral.. São Paulo: Editora 34, 1ª ed., 2011.
:: Correspondência entre Goethe e Schiller. [organização e tradução Claudia Cavalcanti]. São Paulo: Editora Hedra, 2010, 248p.
:: Fausto: cenas de uma tragédia. [adaptação Cláudia Cavalcanti].. (Coleção Reencontro). São Paulo: Editora Scipione, 2011, 64p.
:: Doutrina das cores. Johann Wolfgang von Goethe. [apresentação, seleção e tradução Marco Giannotti]. São Paulo: Editora Nova Alexandria, 1993; 1996; 2011, 184p.
:: O conto da serpente verde e da linda Lilie (Das Märchen von der grünen Schlange und der schönen Lilie). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução e posfácio Roberto Ahmad Cattani; e interpretação e comentários Oswald Wirth]. São Paulo: Editora Aquariana, 2012.
:: As afinidades eletivas(Die Wahlverwandtschaften). Johann Wolfgang von Goethe. [tradução Tercio Redondo]. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2014, 328p.


atualização em 12/02/2018 - gaius, nos comentários, contribui com os seguintes acréscimos:

Escritos sobre literatura. Seleção e Tradução: Pedro Süssekind. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2000, 64p.
Poesias Escolhidas. Organização e (parte da) Tradução: Samuel Pfromm Neto. Campinas: Editora Átomo, 2002, 172p.
Novela. Tradução: Pedro Süssekind. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2004, 68p.
Ensaios científicos: uma metodologia para o estudo da natureza. Coletânea. Tradução: Jacira Cardoso. Introdução de Antonio José Marques. São Paulo: Ad Verbum Editorial / Barany, 2012, 120p.
ECKERMANN, J. P. Conversações com Goethe nos últimos anos de sua vida (1823-1832). Tradução: Mário Luiz Frungillo. São Paulo: Editora da UNESP, 2016, 718p.
De Minha Vida: Poesia e Verdade. Tradução: Mauricio Mendonça Cardozo. São Paulo: Editora da UNESP, 2017, 960p.
Viagem à Itália. Tradução: Wilma Patricia Marzari Dinardo Maas. São Paulo: Editora da UNESP, 2017, 594p.
Poesias. Organização: Wagner Schadeck (a confirmar). Curitiba: Anticítera, 2017, 160p.

Reedição:
Ifigênia em Táuride. Tradução: Carlos Alberto Nunes. São Paulo: Editora Peixoto Neto, 2016, 128p.