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25 de mai. de 2014

pierre louÿs no brasil

aphrodite foi a primeira obra de pierre louÿs a ser publicada no brasil, em tradução de elias davidovich - tradutor de tão grande importância em nossa história bibliográfico-cultural e o amiguinho de leôncio basbaum que o levou às sendas tradutórias, como comentávamos há pouco, aqui.

o romance saiu pela editora americana em 1931:


a tradução de davidovich será reeditada pela vecchi em 1945 e pela ediouro a partir dos anos 1990, com o subtítulo de romance de costumes antigos.


dostoiévski e seu misterioso tradutor "raul rizinsky": uma hipótese

há um artigo muito interessante de dennys silva-reis sobre  "O romance hugoano L'homme qui rit: estudo crítico, tradução e retradução para o português brasileiro", disponível aqui.

chamou-me a atenção um trecho, transcrito no artigo, das memórias de leôncio basbaum:


já aqui eu comentava: "diga-se de passagem que aquele 'raul rizinsky' d'os irmãos karamazoff, pela americana, edição de bolso em papel jornal que saiu em 1931, parece irmão gêmeo do 'ivan petrovitch' da mesma americana, em 1930!" o trecho acima parece indicar que, de fato, aquele implausibilíssimo "raul rizinsky" seria um pseudônimo usado por ele, em sua primeira tradução para a editora americana.




visto que não se encontra nenhuma notícia de alguma edição de os irmãos karamazov publicada diretamente pela guanabara, sinto-me fortemente tentada a crer que a discrepância na referência ao nome da editora (americana, e não guanabara) se deve ao fato de que o catálogo literário da editora americana passou, em 1931, para a waissman, reis & cia., a qual por sua vez, a partir de 1934, passa a responder pelo nome de guanabara (e também guanabara koogan). essa hipótese é reforçada também pelo fato de que elias davidovich, o amigo e companheiro citado por leôncio basbaum, desde 1930 fazia traduções para a americana, bem como para a posterior guanabara. em resumo, suponho que leôncio basbaum, em suas memórias, referiu-se à americana pelo nome que, entre uma e outra fusão editorial, ela veio a adotar poucos anos depois e que mantém até a data de hoje.

devo a imagem da página de rosto à gentileza de alex quintas de souza.