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22 de jul. de 2012

joseph roth no brasil

um autor de que gosto muito é o judeu austríaco joseph roth (1894-1939). interessante que seu livro hiob, de 1930, chegou ao brasil já em 1934, como job, o romance de um pobre professor. a tradução de dom josé paulo da câmara saiu inicialmente pela cultura brasileira; a seguir (c. 1945), pela livraria martins; em 1950, pelo clube do livro, rara ocasião em que este publicou uma tradução legítima.


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passam-se quase quarenta anos, e então volta-se a publicar roth no brasil, mas quase que em ordem cronológica inversa de sua produção. é tanto mais uma pena porque o jornalista e escritor de esquerda, ao longo dos anos, vem a adotar uma linha quase nostálgica e filomonarquista em relação ao desaparecido império austro-húngaro que conhecera. além disso, a cripta traz como protagonista o sobrinho do herói da marcha, as duas obras que compõem o painel dos eventos que antecedem, cercam e sucedem a queda do império. 


mas que seja. a retomada de roth entre nós se dá com a cripta dos capuchinhos (die kapuzinergruft, 1938). sai pela difel em 1972, com reedição em 1985, na tradução de luiza ribeiro.












a impressionante marcha de radetzsky (radetzkymarsch, 1932) sai pela mesma difel em 1984, também em tradução de luiza ribeiro.



ainda a difel lança em 1985 fuga sem fim (die flucht ohne ende, 1927), em tradução de luiza ribeiro. imagem de capa localizei apenas da edição portuguesa.







em 2000, sai a lenda do santo beberrão (die legende vom heiligen trinker, publicado postumamente em 1939) pela editora ugrino, em tradução de marcus tulius franco morais.* 


* agradeço o toque de nilton resende. agradeço a ricardo tamm o envio da imagem de capa. (atualização: e viva! de um exemplar de presente, obrigada!)






mais algum tempo, e em 2006 a companhia das letras lança berlim, em tradução de josé marcos mariani de macedo. trata-se de uma coletânea de artigos e ensaios escritos entre 1920 e 1933, compilada por michael bienert: joseph roth in berlin. ein lesebuch für spaziergänger.



em 2008, pela mesma editora, sai uma nova tradução de hiob, agora como jó: romance de um homem simples, em tradução de laura barreto.







atualização em 13/6/2015:





em 2014, a estação liberdade lança nova tradução de a lenda do santo beberrão, agora por mário frungillo.







no mesmo ano, a estação liberdade publica hotel savoy, em tradução de silvia bittencourt.






ainda em 2014, sai a marcha de radetsky, agora em tradução de luis sérgio krausz, pela mundaréu.









atualização em 19/11/2018: Informa Rogério Menezes de Moraes: "Viagem na Rússia foi traduzido pela Alice Leal e pela Simone Pereira Gonçalves. Já Judeus Errantes somente pela Simone. Ambos saíram na Biblioteca Antagonista, da editora Âyiné. 2017 e 2016, respectivamente."