neste post, seguem os escritos autobiográficos e políticos de jack london publicados no brasil.
I.
the iron heel, de 1908, tido por muitos como a primeira distopia moderna, sai no brasil em 1947,
após a pequena enxurrada de livros seus traduzidos por monteiro lobato e publicados entre 1933 e 1935. o tacão de ferro é lançado pelas edições do povo, em tradução - dado interessante - da artista plástica sylvia león chalreo (a capa e as ilustrações internas são de paulo werneck). acompanha o prefácio de anatole france:
em 1967, a livraria exposição do livro (alias hemus) publica a obra em tradução de guaraci edu, também com o prefácio de anatole france:
em 2003, sai uma nova tradução d'
o tacão de ferro, com o prefácio de anatole e acrescida de um posfácio de trótski, em tradução de afonso teixeira filho, pela boitempo:
II.
esse relato de viagem (1911) sai no brasil em 1990, como
a travessia do snark, em tradução de therezinha monteiro deutsch, pela bestseller e círculo do livro:
III.
em 1985, a l&pm lança
de vagões e vagabundos, memórias do submundo:, em tradução de alberto alexandre martins, contendo os seguintes escritos: "o herege", "de vagões e vagabundos – memórias do submundo", "na gaiola – uma experiência na prisão", "a prisão", "como me tornei socialista", "a paixão do socialismo" e "os mascotes de midas". difícil reconstituir a edição original de cada texto.

reeditado a partir de 1997 como a paixão do socialismo
IV.
em 1993 saem as
memórias alcoólicas (
john barleycorn, 1913, atualmente conhecido como
john barleycorn, or, alcoholic memories), em tradução de hélio pólvora publicada pela paulicéia:
V.
em 2001, saem vários
escritos políticos, com seleção e tradução de luiz bernardo pericás, pela xamã. acho incrível que nem as livrarias, nem a própria editora apresentem sequer o índice da obra: como imaginam que o consulente poderá adivinhar o conteúdo?
VI.
também em 2001, a expressão popular publica uma coletânea selecionada e organizada por magda gebrim e yanina stasevskas, com o título
contos, em tradução de ana corbisier, liege christina simões de campos e luiz bernardo pericás. são onze textos, basicamente de ficção, mas também com dois político-autobiográficos. são eles: "o que a vida significa para mim"; "como me tornei socialista", "o mexicano", "a volta do pai pródigo", "o herege", "ao sul da fenda", "fazer uma fogueira", "amor à vida", "o china", "esterco... nada mais", "o pagão":
VII.
em 2004, é lançado
o povo do abismo (
the people of the abyss, 1903, uma denúncia das condições de miséria do east end londrino), em tradução de hélio guimarães e flávio moura, pela fundação perseu abramo:
VIII.
em 2008, saem os relatos autobiográficos d'
a estrada (
the road, 1907), com tradução e notas de luiz bernardo pericás, pela boitempo:
originalmente os textos são: "confession", "holding her down", "pictures", "pinched", "the pen", "hoboes that pass in the night", "road-kids and gay-cats", "two thousand stiffs" e "bulls", devido à ausência de dados no site da editora, não sei se a edição brasileira traz os mesmos.
acompanhe aqui outras obras de jack london no brasil.
atualização em 01/10/2013:
cabe registrar que em 1958 sai "o imprevisto", em tradução de a. barbosa rocha, em titãs da literatura,, vol. VII da coleção "os titãs" da el ateneo; como a coleção foi originalmente publicada em espanhol, com organização da lázaro liacho, suponho que a tradução tenha sido feita a partir do espanhol.