28 de abr de 2009

quantos!


é impressionante como volta e meia a gente tropeça num príncipe, num contrato social, num elogio da loucura, numa república. se quantidade de edições diferentes significa avanço de qualidade, devemos ser uns especialistas na exegese maquiavelina!

maquiavel, o príncipe:

ab editora, oliveira leite gonçalves
abril cultural, lívio xavier
agir, lívio xavier
atena, lívio xavier
bertrand brasil, roberto grassi
bibliex, edson bini
calvino filho, elias davidovitch
cedic, não consegui saber
centauro, brasil bandecchi
círculo do livro, antonio d'elia
civilização brasileira, roberto grassi
clio, henrique amat rêgo monteiro
companhia das letras, maurício santana dias
cultrix, antonio d'elia
difel, roberto grassi
dpl, cândida de sampaio bastos
ed. unb, sérgio bath
edijur, não consegui saber
ediouro, lívio xavier
edipro, lívio xavier
elsevier, mônica bana (pelo espanhol)
escala, ciro mioranza
escala, lívio xavier
fundação para a leitura do cego no brasil, lívio xavier
fundação para a leitura do cego no brasil, outra edição, não sei qual
garnier, ana carolina moreira
gb, não consegui saber
germape, gilson césar cardoso de sousa
grupo folha, coleção "livros que mudaram o mundo", lívio xavier
hedra, josé antonio martins [bilíngue]
hemus, edson bini
hemus, torrieri guimarães
ícone, brasil bandecchi e mirtes de matteo
jardim dos livros, ana paula pessoa
juruá, nélia silka
leia, oberdan masucci
letras e artes, miécio tati
leud, amilcare carletti
lpm [o tradutor solicitou que seu nome fosse retirado deste levantamento]
madras, afonso teixeira filho
martin claret, pietro nassetti
martin claret, leda beck
martins fontes, maria júlia goldwasser
nova cultural, lívio xavier
nova cultural, olívia bauduh
nova fronteira, lívio xavier
otto pierre, não consta
parma, brasil bandecchi
paz e terra, maria lúcia cumo
planeta de agostini, carlos e. soveral
prestígio, lívio xavier
revista dos tribunais, josé cretella jr. e agnes cretella
rideel, torrieri guimarães
rigel, ferdinando schwartz
rio, aurora pereira de carvalho
russell, ricardo rodrigues gama
senado federal, mário e celestino da silva
suprema cultura, não consegui saber (como organizador valter roberto augusto)
tecnoprint, lívio xavier
três, lívio xavier
universo dos livros, não consegui saber
vecchi, mário e celestino silva
vozes, ivan hingo weber

afora o caso da planeta de agostini (a tradução de carlos eduardo soveral foi publicada em 1955 pela guimarães, de portugal), os demais parecem ser fauna local.

achei um certo exagero: entre essas 58 [59; 60; 61]* edições, há umas 38 traduções diferentes, algumas não muito recomendáveis, a saber, a assinada por "pietro nassetti" e a assinada por "olívia bauduh". mas, tirando isso, podia até ser simpático acompanhar esse périplo tradutório do príncipe em terra brasilis.

*atualizado em 31/08/2010; atualizado em 02/03/2011; atualizado em 28/11/2012

imagens: www.ga.wikipedia.org; http://www.playainnovations.com/

4 comentários:

  1. Prezados senhores,
    Fiquei um pouco alarmado de ver meu nome mencionado em um sítio que trata de plágio. Depois de certificar-me de que a matéria não faz nenhuma acusação, senti-me estimulado a deixar aqui alguns comentários acerca das traduções de O Príncipe.
    Afora as mencionadas acima, há ainda uma nova da Penguin brasileira, cujo lançamento contou com a presença do ilustre FHC, quem demonstrou, na palestra de lançamento, saber muito pouco acerca dessa obra.
    Mas, voltando às traduções, é preciso mencionar que nenhuma das que compulsei (umas dez, mais ou menos), com exceção da minha e da de Lívio Xavier, são de fato traduções (inclusive a da Penguin, feita por um professor de italiano da USP). São todas elas paráfrases do texto, adaptando-o à linguagem cotidiana; modificando a ordem das frases; retocando o texto para torná-lo mais inteligível para o leitor preguiçoso [esse procedimento está explicitado, por exemplo, na tradução da Primeira Década, do próprio Maquiavel, pelo tradutor, na edição da UnB]. Com isso, acabou-se a retórica de Maquiavel. Adeus, poesia. O texto não convence ninguém.
    Se tiverem paciência, por favor, leiam a introdução que escrevi à minha tradução.
    Abraços,
    Afonso Teixeira Filho

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  2. prezado afonso: que interessante comentário! a propósito, este post foi atualizado em 31/8 justamente para incluir a recente tradução de mauricio santana dias, pela companhia das letras.

    felizmente este blog de vez em quando se dá ao respiro de tratar de coisas mais saudáveis do que plágios. é o caso deste e outros posts relacionados à presença d'o príncipe no brasil.

    interessou-me sobremaneira sua introdução acima citada, e agradeço a indicação.

    abraço
    denise

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  3. Gostaria de parabenizar a modéstia do tradutor e, se não me engano, ex-candidato ao Senado Federal pelo PCO-SP ao declarar, neste blog, que as únicas traduções “de fato” do clássico de Maquiavel seriam a de Lívio Xavier e... a dele. De acordo com o eminente especialista e militante, todos os outros trabalhos, inclusive o meu, recém-lançado pelo selo Penguin-Companhia das Letras, seriam “paráfrases” do texto florentino. Ou coisa pior. Por fim, Afonso Teixeira Filho recomenda a leitura da introdução que escreveu para sua edição de “O príncipe”, publicada pela editora Madras _editora que, se não me falha a memória, tem sido objeto de suspeição neste mesmo blog. De todo modo, vou correndo conferir a tradução e o prefácio de Teixeira Filho, pelo qual Denise Bottmann se mostrou “sobremaneira” interessada. À Denise, cujo trabalho respeito, pediria apenas que explicitasse quais das 58 [59] edições principescas em “terra brasilis” apresentam traduções “de fato”, já que, segundo ela, “umas 35” são, apenas, “supostamente diferentes”. Se não, fica parecendo que, na imensa fauna maquiavélica, todos os gatos e jaguatiricas são pardos. Ou não?
    Com os cumprimentos do
    Maurício Santana Dias

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  4. caro maurício:
    tem toda razão, deixe-me especificar melhor.
    a primeira questão é que há uma quantidade de edições por diferentes editoras bem maior do que a quantidade de traduções. a razão disso é simples: uma mesma tradução pode ser publicada por diferentes casas editoriais ou por diferentes selos de uma mesma editora.

    no caso da tradução de lívio xavier - e na época em que fiz este levantamento - havia pelo menos doze edições diferentes da mesma tradução de lívio xavier. digo "pelo menos", porque em sete edições não consegui informações sobre o nome do tradutor, e não é impossível que se encontre mais outra edição da trad. de lívio xavier. aliás, à lista acrescente-se mais uma edição da tradução de lívio xavier, agora pela coleção folha, "livros que mudaram o mundo".

    outras traduções também saíram por diferentes editoras: a saber, a de roberto grassi, a de mário e celestino silva e a de brasil bandecchi.

    deixando de lado os selos e as casas editoriais, concentremo-nos nas traduções em si: você tem toda razão, maurício, em alertar contra meu "supostamente diferentes".
    comprovadamente espúrias são as traduções em nome de olivia bauduh e de pietro nassetti.

    eu deveria ter especificado isso com todas as letras, de modo a não deixar que a vagueza do "supostamente diferentes" respingasse nas trinta e tantas outras traduções.

    farei uma retificação no post. peço desculpas pelo mau jeito e agradeço o alerta.

    abraço
    denise

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