5 de mar de 2010

meditações, madras


um leitor deixou em comentário a informação de que as meditações de marco aurélio, publicadas pela editora madras em 2004 com tradução atribuída a carolina ramos furukawa, seriam idênticas às meditações da tradução atribuída a alex marins pela ed. martin claret (2002).

o extenso histórico de títulos espúrios no caso da editora martin claret está sob investigação em inquéritos instaurados por determinação do ministério público de são paulo. já a editora madras, cujo proprietário, sr. wagner veneziani costa, faz parte da atual diretoria da câmara brasileira do livro (CBL), teve por bem vir a público e se manifestar neste blog, declarando ter retirado de catálogo e circulação as obras aqui apontadas como plágios de tradução. carolina ramos furukawa, por meio de sua advogada, também se manifestou aqui no nãogosto, afirmando jamais ter realizado as traduções creditadas em seu nome e publicadas pela referida editora.

segundo meu ponto de vista, o que importa para nós leitores é que a editora madras assegura que as três obras em questão já foram excluídas de seu catálogo (ver, por exemplo, aqui). são elas: seleções de flavius josephus, a origem das espécies a cabana do pai tomás. resta saber o que será feito com os exemplares já vendidos, que se encontram em lares, escolas e bibliotecas públicas.

quanto ao informe sobre as meditações de marco aurélio, procederei às devidas buscas, análises e cotejos, e aqui publicarei os resultados. mas, em vista dos precedentes apontados em nome de carolina ramos furukawa na madras, eu solicitaria encarecidamente à referida editora, se for o caso e assim julgar por bem, que se antecipe e tome as providências comerciais que eventualmente possam ser cabíveis.

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5 comentários:

  1. Eu comprei esse livro da editora M. Claret. Nossa, não precisa nem de um plágio para denunciar essa edição! É um atentado à língua portuguesa.

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  2. olá novamente, denise.

    encontrei a tradução original da qual a madras e a martin claret plagiaram:

    meditaçoes : marco aurélio
    tradução e prefácio de lucia miguel pereira
    livraria josé olympio editôra
    1957


    vale ressaltar q eu estava apenas fazendo um comparativo de qual seria a melhor tradução de meditações para a minha aula de filosofia, nem estava procurando plágio algum, mas o fato é que notei palavras antigas repetindo-se nas duas edições. achei coincidência demais, e como já conhecia o seu blog, resolvi te cutucar.

    algumas das palavras que me levantaram a suspeita (fauces ao invés de faces e fumo ao invés de fumaça):

    cap. 10, VIII

    josé olympio - "...suplicam entretanto que os deixem viver até o dia seguinte, para serem entregues às mesmas garras e fauces."

    martin claret - "...suplicam todavia que os deixem viver até o dia seguinte, para serem entregues às mesmas garras e fauces."

    madras - "...porém suplicam que os deixem viver até o dia seguinte para serem entregues às mesmas garras e fauces."

    cap. 10, XXXI

    josé olympio - "Dêsse modo aprenderás a não ver nas coisas humanas senão fumo e nada..."

    martin claret - "Aprenderás a não ver nas coisas humnas senão fumo e nada, dessa forma,..."

    madras - "Aprenderás a ver nas coisas humans apenas fumo e nada; dessa maneira,..."

    pelos trechos acima pode-se ver que além de plágio, as palavras chegaram até a sofrerem alguma deturpação de sentido em comparação com a tradução original.

    e pensar qtos compraram as edições da madras e martin claret pensando q eram traduções modernas, qdo na verdade eram máscaras de uma de 1957.

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  3. por falar nisso, qto tempo leva pra uma tradução passar para domínio público? 80 anos?

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  4. olá, jlm: atualmente 70 anos após a morte do tradutor.
    a de lúcia miguel pereira, grande nome de nossas letras, certamente não está em domínio público. aliás, que ótimo achado sobre ela! muito obrigada por informar, divulgarei num post específico.

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  5. Anônimo30.9.12

    Traduções da editora Madras são um horror. Exemplo: o livro "O caminho para o Céu' de Zecharia Sitchim. A tradução de Marcelo Albuquerque é péssima. Alguns trechos simplesmente não fazem sentido. Outros são traduzidos de forma totalmente errônea. Somente na página 48 desse livro existem vários erros. Inúmeras outras páginas contem erros. Confrontando-se com a tradução de Evelyn de Massaro, da Editora Best Seller... ficamos com saudades dessa bela tradução que, infelizmente, somente existe on line.
    Comprei a edição de "O caminho para o Céu" e fiquei decepcionado. É o caso de devolver o livro e pedir o dinheiro de volta.

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