
um leitor deixou em comentário a informação de que as meditações de marco aurélio, publicadas pela editora madras em 2004 com tradução atribuída a carolina ramos furukawa, seriam idênticas às meditações da tradução atribuída a alex marins pela ed. martin claret (2002).segundo meu ponto de vista, o que importa para nós leitores é que a editora madras assegura que as três obras em questão já foram excluídas de seu catálogo (ver, por exemplo, aqui). são elas: seleções de flavius josephus, a origem das espécies e a cabana do pai tomás. resta saber o que será feito com os exemplares já vendidos, que se encontram em lares, escolas e bibliotecas públicas.
quanto ao informe sobre as meditações de marco aurélio, procederei às devidas buscas, análises e cotejos, e aqui publicarei os resultados. mas, em vista dos precedentes apontados em nome de carolina ramos furukawa na madras, eu solicitaria encarecidamente à referida editora, se for o caso e assim julgar por bem, que se antecipe e tome as providências comerciais que eventualmente possam ser cabíveis.
posts relacionados:
visite apoiodenise.wordpress.com
Eu comprei esse livro da editora M. Claret. Nossa, não precisa nem de um plágio para denunciar essa edição! É um atentado à língua portuguesa.
ResponderExcluirolá novamente, denise.
ResponderExcluirencontrei a tradução original da qual a madras e a martin claret plagiaram:
meditaçoes : marco aurélio
tradução e prefácio de lucia miguel pereira
livraria josé olympio editôra
1957
vale ressaltar q eu estava apenas fazendo um comparativo de qual seria a melhor tradução de meditações para a minha aula de filosofia, nem estava procurando plágio algum, mas o fato é que notei palavras antigas repetindo-se nas duas edições. achei coincidência demais, e como já conhecia o seu blog, resolvi te cutucar.
algumas das palavras que me levantaram a suspeita (fauces ao invés de faces e fumo ao invés de fumaça):
cap. 10, VIII
josé olympio - "...suplicam entretanto que os deixem viver até o dia seguinte, para serem entregues às mesmas garras e fauces."
martin claret - "...suplicam todavia que os deixem viver até o dia seguinte, para serem entregues às mesmas garras e fauces."
madras - "...porém suplicam que os deixem viver até o dia seguinte para serem entregues às mesmas garras e fauces."
cap. 10, XXXI
josé olympio - "Dêsse modo aprenderás a não ver nas coisas humanas senão fumo e nada..."
martin claret - "Aprenderás a não ver nas coisas humnas senão fumo e nada, dessa forma,..."
madras - "Aprenderás a ver nas coisas humans apenas fumo e nada; dessa maneira,..."
pelos trechos acima pode-se ver que além de plágio, as palavras chegaram até a sofrerem alguma deturpação de sentido em comparação com a tradução original.
e pensar qtos compraram as edições da madras e martin claret pensando q eram traduções modernas, qdo na verdade eram máscaras de uma de 1957.
por falar nisso, qto tempo leva pra uma tradução passar para domínio público? 80 anos?
ResponderExcluirolá, jlm: atualmente 70 anos após a morte do tradutor.
ResponderExcluira de lúcia miguel pereira, grande nome de nossas letras, certamente não está em domínio público. aliás, que ótimo achado sobre ela! muito obrigada por informar, divulgarei num post específico.