14 de mar de 2010

leitura: sabático


ontem o jornal o estado de s. paulo deu início a seu novo caderno literário, o sabático. ótima iniciativa! e gostei também que o sabático trouxesse em seu primeiro número um artigo de sergio augusto, chamado "piratas da pena de pau", sobre plágio literário.

entre outras ótimas coisas, ele conta uma história divertida, e infelizmente também aplicável a alguns praticantes tupiniquins de plágios de tradução:


"nos anos 1980, um repórter da área de cultura de um jornal brasileiro de grande circulação apropriou-se da resenha de um livro sobre david bowie, editado pela rolling stone, e, flagrado o delito, amparou-se numa presuntiva jurisprudência pós-moderna: como nada é original, pois tudo deriva de criações anteriores, num processo de contaminação tautológica sem fim, o plágio não existe. alguém sugeriu que o jornalista fosse demitido do jornal, não pelo plágio em si mas por sua justificação, de um cinismo comparável ao 'chutzpah' (expressão iídiche, sinônimo de caradurismo), tal como a definiu jerry lewis: 'chutzpah é aquele sujeito que mata os pais e pede clemência ao juiz por ter ficado órfão'."

(agradeço a letícia pelo link)

imagem: oh no

2 comentários:

  1. Uma notícia relacionada com o assunto: o repórter Zachery Kouwe, do caderno de economia, acabou de pedir demissão [antes de ser demitido] do New York Times por plagiar reportagens do Wall Street Journal e da Reuters, copiando passagens. A internet pode facilitar o plágio pelo sistema "corta e cola" mas tbm facilita o trabalho de quem quiser pegar o plagiador no flagra... Quem quiser conferir [em inglês] pode ver a notícia online em http://www.nytimes.com/2010/02/17/business/media/17times.html

    ResponderExcluir
  2. E eu não comprei o jornal...

    ResponderExcluir

comentários anônimos, apócrifos e ofensivos não serão liberados.