5 de mar de 2010

o nietzsche de erwin theodor

a editora madras já demonstrou sua boa vontade em retirar de circulação e venda as seguintes obras em traduções que apontei como espúrias: a origem das espécies, de charles darwin, a cabana do pai tomás, de harriet b. stowe, e seleções de flavius josephus, excertos da obra de flávio josefo. eu pediria a mesma atenção e solicitude em relação ao caso abaixo apontado.

erwin theodor rosenthal, eminente intelectual germanista, professor de língua e literatura alemã da usp, ensaísta, autor de várias obras, entre elas um fundamental estudo sobre a língua alemã (1963) e um livro já clássico sobre o ofício e a arte da tradução (1976), traduziu martius, hermann, lessing, benjamin, nietzsche.

dele é a tradução anotada da nietzscheana origem da tragédia, proveniente do espírito da música, publicada pela editora cupolo em 1948 e atualmente disponível para download gratuito em vários sites.


causou-me espécie reencontrá-la acutilada, embora sempre inconfundível (a começar pelo título), atribuída a outrem numa publicação da editora madras em 2005.*

* atualizado em 21/08/2010: ver comunicado


1. erwin theodor:
3. ... Quem, tendo outra religião em coração e espírito, se aproximar destes deuses do Olimpo, a procurar neles elevação moral, mais ainda: santidade, espiritualização incorporal, olhares dum amor misericordioso, este lhes voltará as costas, desencorajado e desenganado. Aqui nada recorda o ascetismo, a espiritualidade e o dever: aqui somente se nos mostra uma existência exuberante e triunfal, em que tudo que exista é divinizado, seja bom ou mau. E então o observador ficará surpreendido ante esta exuberância fantástica de vida e inquirirá qual a bebida miraculosa com que gozaram a existência tais homens insolentes, para que, onde quer que olhassem, lhes sorrisse Helena - o quadro ideal de sua própria existência, "flutuando em doce sensualidade".

2. madras:
3. ... Quem, tendo outra religião em coração e espírito, se aproximar destes deuses do Olimpo, a procurar neles elevação moral, ou mais []: santidade, espiritualização incorporal, olhares dum amor misericordioso, este lhes voltará as costas, desencorajado e desesperançoso. Aqui nada recorda o ascetismo, a espiritualidade e o dever: aqui somente se nos é mostrada uma existência luminosa e triunfal, em que tudo que exista é divinizado, seja bom ou mau. E então o observador ficará surpreendido ante esta exuberância fantástica de vida e inquirirá qual a bebida miraculosa com que gozaram a existência tais homens insolentes, para que, onde quer que olhassem, sorrisse-lhes, Helena - o quadro ideal de sua própria existência, "flutuando em doce sensualidade".

1. erwin theodor:
4. ... Prescindindo por um momento de nossa própria "realidade", considerando a nossa existência empírica, como a do mundo em geral, como uma representação do Uno-Primitivo produzida em cada momento, deve valer-nos o sonho como a aparição das aparições, como a aparência das aparências, e assim como uma satisfação ainda mais alta do desejo primitivo à aparição.[14]

2. madras:
4. ... Prescindido [sic] por um momento de nossa própria "realidade", considerando a nossa existência empírica, como a do mundo em geral, como uma representação do Uno-Primitivo produzida em cada momento, deve valer-nos o sonho como a aparição das aparições, como a aparência das aparências, e assim como uma satisfação ainda mais alta do desejo primitivo à aparição.[12]

1. erwin theodor:
[14] A palavra alemã Schein pode significar tanto brilho, como aparência ou aparição. Preferimos adotar a palavra aparição porque, segundo nossa opinião, é a que mais se aproxima do sentido que Nietzsche queria emprestar a esta palavra. [N.T.]

2. madras:
[12] N. do T.: A Palavra alemã schein pode significar tanto brilho, como aparência ou aparição. Preferimos adotar a palavra aparição porque, segundo nossa opinião, é a que mais se aproxima do sentido que Nietsche [sic] queria emprestar a esta palavra.

1. erwin theodor:
12. ... O que, porém, dificulta mais o abandono deleitoso a tais cenas é um elemento que o ouvinte não possui; uma lacuna na tessitura da história dos antecedentes; enquanto o ouvinte é obrigado a refletir sobre o significado desta ou daquela figura, sobre a suposição deste ou daquele conflito de inclinações e de desejos, nem sua concentração e meditação sobre o sofrer e agir das personagens principais, nem o co-sofrer[29] e temer se tornam possíveis.

2. madras:
12. ... O que, porém, dificulta mais o abandono defeitoso [sic] a tais cenas é um elemento que o ouvinte não possui; uma lacuna na tessitura da história dos antecedentes; enquanto o ouvinte é obrigado a refletir sobre o significado desta ou daquela figura, sobre a suposição deste ou daquele conflito de inclinações e de desejos, nem sua concentração e sua meditação sobre o sofrer e agir das personagens principais, nem o co-sofrer[24] e temer se tornam possíveis.

1. erwin theodor:
[29] À palavra alemã mitleiden = "sofrer conjuntamente com" preferimos dar a tradução supra. Cumpre-nos esclarecer que nas traduções deste vem sendo feito um erro grave, no tocante a esta palavra. Por analogia com das Mitleid = "a compaixão", julgaram os tradutores ser compaixão a palavra indicada nesta frase. Tal interpretação não tem cabimento. [N.T.]

2. madras:
[24] À palavra alemã mitleiden = "sofrer conjuntamente com" preferimos dar a tradução supra. Cumpre-nos esclarecer que nas traduções deste vem sendo feito um erro grave, no tocante a esta palavra. Por analogia com das Mitleid [] "a compaixão", julgaram os tradutores ser compaixão a palavra indicada nesta frase. Tal interpretação não tem cabimento. []

1. erwin theodor:
25. ... Daquele fundamento de toda existência, da base dionisíaca do mundo, somente deve passar ao conhecimento do indivíduo humano aquilo que possa ser novamente vencido pela força apolínica da transfiguração, de forma que ambos os impulsos artísticos se vêem obrigados a desenvolver as suas forças em proporção recíproca,[46] segundo a lei da justiça eterna. De onde se elevam tão impetuosamente as forças dionisíacas, como é por nós presenciado, já deve ter descido Apolo, envolto em uma nuvem; e seus mais exuberantes efeitos de beleza serão admirados, provavelmente, por uma das gerações futuras.

2. madras:
25. ... Daquele fundamento de toda existência, da base dionisíaca do mundo, somente deve passar ao conhecimento do indivíduo humano aquilo que possa ser igualmente vencido pela força apolínica da transfiguração, de forma que ambos os impulsos artísticos se vejam obrigados a desenvolver as suas forças em proporção recíproca,[40] segundo a lei da justiça eterna. De onde se elevam tão impetuosamente as forças dionisíacas, como é por nós presenciado, já deve ter descido Apolo, envolto em uma nuvem; e seus mais exuberantes efeitos de beleza serão admirados, possivelmente, por uma das gerações futuras.

1. erwin theodor:
[46] wechselseitig significa recíproco. Houve, porém, quem traduzisse, em edições estrangeiras, "mítico". [N.T.]

2. madras:
[40] N. do T.: A palavra wechselseitig significa recíproco. Houve, porém, quem a traduzisse, em edições estrangeiras, como "mítico".


atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.


28 comentários:

  1. Meudeus, que caso grotesto e vergonhoso!

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  2. Gostei do "schein", assim mesmo, em cxb. Personalidade é tudo.

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  3. Anônimo5.3.10

    Fantastic blog - and crusade - carry on the good work - there are lots of people rooting for you! Sally Winch

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  4. Ana Resende19.3.10

    Uma vergonha para alguém que diz ter 3 (!) doutorados e ser professor emérito da OAB-SP, essa atitude! Vejo que o Sr. Pugliese também traduziu Além do Bem e do Mal ou Prelúdio de uma Filosofia do Futuro (WVC, 2001) e A Gaia Ciência (Tecnoprint-Ediouro, 2000). Será que aconteceu a mesma coisa nesses casos?

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  5. Erwin Theodor28.3.10

    Cara Denise: escreve-lhe o Erwin Theodor Rosenthal, aquele mesmo que há sessenta-e-quatro anos (aos 20 de idade !)levou 12 meses para completar seu primeiro projeto de tradução, a "Origem da Tragédia"! Por V. fiquei sabendo de sua disponibilização eletrônica e agradeço seus comentários lúcidos e justos. De minha parte acrescento uma passagem de autor que já foi conhecido, e que talvez divirta os inimigos do PLÁGIO. Escreve Egon Friedell numa "CARTA ABERTA" a um autorzinho de nome Anton Kuh, em 1931 de Viena:
    Prezado Senhor, foi surpresa verificar que V. resolveu publicar a minha humilde estória, "O imperador José e a Prostituta", tal como a escrevi, com o acréscimo das tres palavras: "Por Anton Kuh" , na publicação "Querschnitt". Honra-me sem dúvida o fato de sua escolha ter recaído na minha estorinha, quando toda a literatura mundial desde Homéro se encontrava à sua disposição. Teria gostado de retribuir na mesma moeda, mas depois de examinar toda a sua obra, não encontrei nada que tivesse vontade de subscrever. (ass) Egon Friedell."
    Pergunto eu: que tal a obra do sr. Pugliese?
    Cumprimentos cordiais, Erwin Theodor.

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  6. Anônimo5.8.10

    O autor foi ao menos consultado sobre este possível plágio? Se sim, qual foi sua explicação?
    Sempre acreditei na lisura, daí minha crença ser este blog nesta linha.

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  7. prezado anônimo: a editora madras, responsável pela edição desta obra, foi devidamente contatada durante a fase de pesquisas. o editor sr. wagner veneziani se prontificou a dar andamento interno às providências e esclarecimentos junto a seu colaborador.
    em contato posterior com a editora, fui informada de que tais providências e esclarecimentos já haviam sido encaminhados, e algum eventual equívoco que tivesse ocorrido estaria sendo prontamente sanado.

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  8. Anônimo6.8.10

    Denise, grato pela pronta resposta, admiro sua postura.Passarei a ser um leitor assíduo deste blog.

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  9. Conheço pessoalmente o professo Márcio Pugliesi, e tenho absoluta certeza de que é incapaz de plagiar a quem quer que seja. Não podemos julgar levianamente.

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  10. prezado defenselink: como tenho dito constantemente aqui no blog, em minha opinião a responsabilidade precípua cabe às editoras. imagino que o prof. pugliesi, tendo seu nome utilizado indevidamente, pode e deve tomar suas providências junto aos responsáveis pela utilização indevida. aqui apenas aponto dados de fato, sem julgar quem quer que seja.

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  11. Também conheço o Dr. Márcio Pugliesi, e me pasma ver tanta maldade nos comentários expostos não contra editora, e sim contra o querido professor Márcio.Um homem de uma idoneidade, humano, e um grande professor.Senhora Denise, se o intuito deste blog é manter a lisura, tenha-a para não permitir que insultos como estes encontrados nas opiniões fiquem sua devida resposta, direcione a editora a responsabilidade, a este ainda suposto plágio.Espero sua manifestação.

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  12. marcos20.8.10

    Ao ler está acusação leviana contra o honrado e respeitado prof. Márcio Pugliesi, não pude ficar quieto. Em sua demonstração de plágio, a senhora cita o nome do professor em questão e numa das respostas a um dos leitores, diz "em contato posterior com a editora, fui informada de que tais providências e esclarecimentos já haviam sido encaminhados, e algum eventual equívoco que tivesse ocorrido estaria sendo prontamente sanado". Que possível equívoco? Este blog se presta a acusar e só depois, pesquisar se houve ou não plágio? Ainda, de que fonte mal informada, a senhora foi buscar que este livro específico continha em sua tradução, plágio? Ou quer nos convencer que lê a todos livros citado em seu blog? E ainda, diante destas implicações é possível ler este blog sem nenhuma suspeita? Desejo ardentemente resposta plausível a este ataque ao Dr. Márcio Pugliesi, e, não serve apenas um pedido de desculpas, cabe aqui no mesmo espaço dado a estes seus leitores impertinentes, o oferecimento ao DR. Pugliesi de direito de resposta, proporcional. Espero que a senhora respeite a Constituição Federal, como quer este blog aspirar em sua função social.

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  13. prezado mads: entendo sua posição e pode ter certeza de que periodicamente a editora responsável pela publicação recebe boletins deste blog, para acompanhar as notícias e comentários.
    continuo a lamentar muito o deplorável episódio e torço vivamente para que o professor márcio pugliesi esteja tomando as providências cabíveis junto aos responsáveis. pessoalmente, eu também gostaria muito que a editora responsável desse um esclarecimento público sobre os fatos, pois é uma situação muito desagradável. a meu ver, seria também altamente desejável que ela lançasse uma errata em relação aos milhares de exemplares da obra que se encontram nas estantes de lares, bibliotecas, escolas e acervos em geral, para reparar qualquer equívoco.

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  14. Duarte20.8.10

    O Dr. Márcio Pugliesi, autor de vários livros e um tanto de artigos, prefácios e, um número sem conta de capítulos escritos e publicados, de forma nenhuma precisaria deste tipo de expediente.Um professor reconhecido, uma carreira brilhante, por que se prestaria a esta mediocridade? Seu currículo aqui citado de maneira vergonhosa, certamente por alguém que nem sabe de quem está falando, causa espanto.Infelizmente, se este blog tem a intenção de uma prestação de serviço, neste caso específico ficou muito a dever. Não é possível que se use para promoção pessoal, o nome do professor notável como o Márcio Pugliesi, sem pudor. Faça um favor a comunidade de intelectuais, da qual de maneira retumbante o Dr. Márcio Pugliesi faz notoriamente parte, esclareça este absurdo ora, apresentado.

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  15. prezado sr. marco, conforme especificado na coluna à direita, "todos os textos publicados, reproduzidos ou citados no blog não gosto de plágio são de exclusiva responsabilidade de seus autores. o blog não gosto de plágio garante pleno direito de manifestação e resposta a todas as pessoas, empresas e instituições aqui citadas."

    quanto às suas dúvidas sobre a idoneidade de minhas pesquisas ("Ou quer nos convencer que lê a todos livros citado em seu blog?"), é uma pena. mesmo que possa lhe parecer incrível, leio, sim, todas as obras que compõem o objeto de minhas pesquisas aqui publicadas e possuo os respectivos exemplares em minha biblioteca pessoal.

    os poucos casos em que isso não acontece são devidamente especificados nos respectivos posts, como, por exemplo, "da monarquia" de dante e "meditações" de marco aurélio, quando dou os devidos créditos a quem prestou a informação.

    demais colaborações, como as de joana canêdo e de saulo von randow jr., também são igualmente creditadas.

    espero ter esclarecido suas dúvidas,
    atenciosamente
    denise bottmann

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  16. Errata? Do quê? Quem é acusa tem que provar, afinal é assim que funciona as leis vigente em nosso país. Se assim não fosse, o que sobraria das pessoas honradas diante de um blog, que apenas suscita a desmensurada missão de espinafrar pessoas, sem o mínimo de critério? Sim, a falta de critério é o que está faltando em sua explicação senhora Denise.ERRATA? Vejo que é algo pessoal contra o professor Pugliesi. Lamentar? A senhora criou o problema, foque agora em resolver, ou só tem coragem para acusar indevidamente? No alto dos seus 52 anos aja com sensatez, explique a seu público, que o problema é da editora e não do Dr. MÁRCIO PUGLIESI.

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  17. prezado duarte: concordo que nenhum intelectual sério é capaz de se prestar a tal mediocridade. como disse, torço vivamente para que o prof. pugliesi esteja tomando as devidas providências e que julgo que caberia à editora um esclarecimento público sobre a questão.

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  18. Marcos20.8.10

    Defesa própria não convence, uma vez se tratar de puro fisiologismo. Senhora Denise, não tente nem por um minuto disfarçar as reais acusações sobre o prof. Márcio Pugliesi.É perceptível a demonstração de falta de decoro ao tratar desta acusação descabida.Falta lisura, falta pudor.Suas palavras soaram desprotegidas de qualquer boa-fé.Digne-se a apresentar um argumento que esteja a seu favor neste episódio. Se melindre um pouco só para variar.

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  19. sr. Mads: creio que o sr. não entendeu bem o problema. há um livro de nietzsche cuja tradução está em nome de márcio pugliesi, e que consiste numa cópia com levíssimas adulterações de uma tradução de mais de sessenta anos atrás. a editora madras, responsável por essa edição recente, perante as evidências, se prontificou a tomar as devidas providências para retirar o livro de circulação e junto ao prof. márcio pugliesi, para desfazer o equívoco em torno de seu nome.
    tal foi a posição que o editor responsável pela madras apresentou. se chegou a efetivá-la ou não, se elucidou o problema com o prof. márcio pugliesi ou não, o sr. há de concordar que não cabe a mim responder. por isso considero conveniente que a editora madras venha a público para esclarecer o problema.

    o termo "errata" significa uma retratação pública do erro cometido pela editora em atribuir indevidamente um crédito de autoria, dando o nome correto do legítimo autor da tradução, que no caso é o prof. erwin theodor rosenthal, da usp. se de preferência ela puder se retratar publicamente por ter envolvido indevidamente o nome de outro docente, creio que seria muito adequado.

    e posso lhe garantir que tudo isso me penaliza e me contrista muito mais do que o sr. pode imaginar.

    atenciosamente
    denise bottmann

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  20. Tenho visto ótimos blogs desenvolvendo prestação de serviço. Não vejo o mesmo neste blog da senhora Denise. Percebo em suas explicações no caso do conhecido e reconhecido professor Márcio Pugliesi, a uma combinação de sensacionalismo e torpe acusação, por parte da senhora Denise, que diz ser historiadora.Não dá para entender como de suas mãos saem acusações tão sem crédito? Como uma pessoa na sua idade, não tem nada melhor a fazer? Veja senhora Denise, o professor Márcio Pugliesi, levanta cedo, dá suas inúmeras aulas, cuida de seu escritório, lê uma quantidade enorme de livros, artigos e ainda, corrige, inúmeras dissertações.E vem acusar uma pessoa como ele de plagiar? A senhora arranjar um emprego digno e deixar blog, para quem tenha compromisso com o fato verdadeiro. Pense nisso!

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  21. Interessante não ver de sua parte nenhuma manifestação diante das acusações feitas nos comentários a baixo. Nenhuma censura houve para direcionar aqueles comentários ridículos gravados e registrados aqui em seu blog.Sua explicação posterior põe por terra sua apresentação, uma vez que de maneira premeditada faz a comparação, com Erwin Theodor Rosental, com a atribuída ao professor Márcio Pugliesi.E ainda, se a tradução é de 60 anos atrás cumpriria a senhora Denise, perceber, ser impossível Dr. Pugliesi ser tradutor deste compêndio.Nem esta idade ele possui.Outrossim, é de sua responsabilidade objetiva, publicar e explicar antes que se trata de um problema com a editora e não a quem esta mesma editora atribuiu a tradução.Sobre a ERRATA, competi a editora fazer, e de maneira nenhuma ao professor Márcio Pugliesi, vítima da editora e de seu blog, senhora Denise.Viu, entendi direitinho o assunto, espero que a senhora também!

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  22. Antônio21.8.10

    Uma carta do próprio Erwin Theodor Rosenthal, sem dúvida docente, tradutor e participante deste blog. Há algo de estranho aqui.Dr. Erwin, perguntar o que você achou da obra do Sr. Pugliesi? Ora, como pude perceber em suas várias explicações, que o possível erro foi da editora. Então por que o professor Erwin, se antecipa, com esta pergunta no mínimo curiosa? Será que entendi bem, ou o Dr.Erwin Theodor Rosenthal tem especial interesse em acusar o professor Pugliesi.Nesta mesma linha de raciocínio, quem teria mais interesse em apresentar um plágio direcionado ao assim chamado pelo professor Erwin, Sr. Pugliesi? Não precisa ser gênio para saber exatamente quem realmente tem interesse em toda esta mal contada história. Lamentável e triste. Há um tempo na vida que só resta apelar.

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  23. Prezada Senhora Denise Bottmann

    Sem dúvida, é de relevante serviço público a existência de um blog nos moldes do seu, em que casos de plágio venham à tona, para a produção de efeitos corretivos e conscientização sobre a seriedade do trabalho de tradutor. Todavia, gostaria de ponderar que, na presente indicação de suposto plágio, a forma adotada pela senhora indica ao leitor que o autor do plágio seria o Prof. Márcio Pugliesi e não a respectiva editora da obra. Veja que a situação é grave, pois, como a senhora bem sabe o chamado plágio pode constituir infração penal capitulada no artigo 184 do Código Penal Brasileiro. A editora, como pessoa jurídica que é, pelo nosso sistema, não responderia a processo crime desta natureza, sendo apenas responsável pela eventual violação de direitos no âmbito civil. Contudo, se a indicação é dirigida contra uma pessoa física, no caso o Prof. Márcio Pugliesi, ele já poderia sofrer tal acusação. A pergunta que se faz é: seria ela procedente? Mesmo tendo a senhora a cautela de ler e comparar os trabalhos que apontam características de plágio, não seria melhor antes de indicar um possível autor, verificar se o eventual acusado tinha ciência do uso de seu nome? Não seria melhor verificar se houve possibilidade por parte do suspeito de plágio ter tomado providências contra quem eventualmente teria usado seu nome indevidamente? Sabemos que algumas editoras "criam" nomes para relançar traduções consagradas, mas neste caso, o nome do tradutor indicado é alguém de bastante respeito, reconhecido como teórico e professor, além de autor de livros e de outras traduções, usadas por estudiosos sérios e admitidas como bem elaboradas. Além disto, o Prof. Márcio é sim Livre-docente em Direito e Doutor em Direito e em Filosofia, fazendo parte do quadro docente do programa de pós-graduação da PUC-SP. Seria muito difícil acreditar que alguém que tivesse tal posição e possuísse tão boa titulação pretendesse correr o risco de cometer um gesto de eventuais incidências criminosas, além de absolutamente contrário a um quadro moral ao qual sabidamente estão integrados os ditames éticos do Prof. Pugliesi. A situação ainda é grave, pois configura da mesma forma eventual postura criminosa, prevista no artigo 339 do mesmo Código Penal, a conduta daquele que imputa a existência de possível ilícito penal a quem não o praticou. Sendo assim, talvez neste caso a inclinação mais prudente fosse examinar alguns trabalhos do Prof. Márcio Pugliesi, como, por exemplo, seu último livro sobre Teoria do Direito (de sua autoria) ou algumas traduções também de sua lavra - e sobre as quais jamais incidiram qualquer suspeita nem dúvida, por mínima que fosse - como, por exemplo, a tradução de Bobbio, "O positivismo jurídico" (em coautoria), publicada pela Ìcone ou mesmo a de Nietzsche, "Além do bem e do mal", publicada pela Hemus, ou qualquer outra obra das muitas que ele escreveu ou traduziu, para verificar se nestas haveria sinal sequer de qualquer tipo de cópia. Se não houvesse, o que certamente uma análise acurada há de demonstrar, apontar o Prof. Márcio Pugliesi como possível autor de plágio, num blog, o qual é reconhecido por sua seriedade e pelo número de leitores que possui, configuraria, para dizer o mínimo, uma expressão da mais alta leviandade e talvez, complementando a indicação da senhora para simplesmente ele tomar providências contra a editora - como se isso diminuísse a força negativa que certamente tal acusação tem - outras providências legais e legítimas, aí já contra o próprio blog, poderiam eventualmente ser adotadas por ele, vítima que é de todas tais circunstâncias.

    21.8.10

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  24. Então, deixe me ver se entendi, mads. Se alguém coloca erroneamente seu nome na lama - como a Madras supostamente fez com o nome do tradutor - não cabe a ELE tentar resolver o problema e sim esperar que a editora resolva sozinha?

    E, ma, eu queria dizer que também acordo cedo e leio um monte de livros. Devo ganhar estrelinhas de bom menino por isso?

    Novamente eu insisto, como disse em outros comentários nesse mesmo espaço. Em vez de acusarem quem aponta o problema, reclamem para a editora. A Madras deve ter e-mail e telefone para contato.

    Se não sugiro pegar as duas traduções apontadas aqui e fazer você mesmo o cotejo. Em cima de fatos, não deve ter dúvida, correto?

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  25. Convidaria todos os que discutem esta questão a ler no blog apoiodenise.wordpress.com o meu artigo "Afinal, do que Denise Bottmann está falando?" para entenderem (se me derem essa honra) que a questão de plágio ou não plágio é TÉCNICA. Qualquer análise linguística e estilística é capaz de detectar coincidências muito mais sutis, que dizer de tão grosseiras como essas. Eu sugeriria que, em vez de ficarem alardeando a idoneidade do Sr. Pugliese (que, em princípio e por princípio, não discuto), os interessados se ativessem às questões técnicas (repito e repiso), desde que tenham competência para tanto, e que as fundamentassem. Aliás, de minha parte, ficaria muito feliz em ler alguma defesa técnica (reitero) do autor dessa tradução, seja ele quem for. Só depois disso eu, como tradutora (e também doutora, aliás - já que se dá tanto valor a títulos por aqui), começaria a achar que os interlocutores deste debate estão bem intencionados.
    Ivone C Benedetti
    Tradutora. Escritora. Doutora em língua e literatura francesa pela FFLCH da Universidade de São Paulo.

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  26. Denise,

    Você fala sobre um problema técnico e dá o benefício da dúvida para a editora "a editora madras já demonstrou sua BOA VONTADE em retirar de circulação as seguintes obras em traduções que apontei como espúrias" e para o tradutor "ATRIBUÍDA a outrem numa publicação da editora madras".

    Acredito que as pessoas leram e não entenderam seu texto. Eu gostaria imenso que o próprio senhor Pugliesi comentasse aqui no blog como o fez o senhor Erwin Theodor.

    * GRIFOS MEUS

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  27. tive por bem excluir um comentário de cecilia azevedo, contendo um substantivo desairoso e afirmações incomprovadas sobre a carreira do prof. pugliesi.
    quanto ao comentário de ana resende, quero esclarecer mais uma vez que em momento algum afirmo que a autoria do plágio é de márcio pugliesi. este post trata da edição de uma obra de nietzsche com créditos de tradução atribuídos ao referido professor, e a responsabilidade pela edição é da editora madras. repito que, a meu ver, cabe à editora esclarecer os fatos e aos prejudicados tomar as providências cabíveis.


    reforçando a sugestão de raquel, reproduzo o informe que consta na coluna à direita:
    todos os textos publicados, reproduzidos ou citados no blog não gosto de plágio são de exclusiva responsabilidade de seus autores. o blog não gosto de plágio garante pleno direito de manifestação e resposta a todas as pessoas, empresas e instituições aqui citadas.

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  28. comentários encerrados em 07/09/10. não foram aceitos os comentários de conteúdo extemporâneo em relação ao encaminhamento dado. agradeço a mensagem de dr. joão ibaixe jr. e a participação de todos.

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