3 de jul de 2009

hard facts

leio a folha de s.paulo online. aqui na minha cidade é difícil encontrar o jornal. então, no dia 29/6, ao ler online a matéria sobre os plágios, encomendei um exemplar impresso, que recebi ontem. e por isso só ontem vi que a matéria também trazia uma magnífica charge e uma vasta manchete de primeira página na ilustrada:

plágios em livros viram caso de polícia

notícia de jornal pode ser volátil, mas os fatos não são.
quem não viu a matéria, veja agora: não faz mal que saiu na semana passada - o fato é um marco histórico, e a coisa vai longe.

4 comentários:

  1. Denise,

    tente com o jornal, talvez te enviem um exemplar. Vou ver o que consigo por aqui, bisou

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  2. obg, raquel, o rapaz da banca já trouxe :))

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  3. Denise,


    agradeço em nome da cultura brasileira — como de qualquer cultura, alíás —, em nome dos leitores e em meu próprio nome, o trabalho incansável que você vem fazendo para desmascarar as farsas editorias.

    A minha pergunta é: e quanto aos que (me falta a palavra...) os que dão o seu consentimento a essa prática, comercializando livros/traduções de procedência duvidosa ou comprovadadamente pirateada, como é o caso da Livraria Saraiva?
    Em fevereiro estive lá e adquiri uma fake-tradução do Mulheres apaixonadas, de D.W.Lawrence pela Editora Germinal. Cheguei em casa, consultei na internet e vim a descobrir tratar-se de uma tradução pirata, e aquela farsa já havia sido desvendada. Ou seja, fiz um trabalho que caberia ao comprador da livraria, na hora de adquirir os exemplares. Bem, a tradução era surrupiada; a "tradutora" era uma parente da trupe editorial. A Livraria Saraiva se pronunciou da seguinte forma: que o seu trabalho era trazer ao leitor/cliente todos — todos, irrestritamente — os lançamentos e edições existentes no mercado, independentemente da fidedignidade ou procedência.

    Nossa luta será "por partes"? Um procedimento ético e cuidadoso das livrarias virá em decorrência das providências que estão sendo tomadas contra as editoras (ir)responsáveis?


    Grato,

    Saulo Krieger.

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  4. prezado saulo: é, é um ponto muito complicado. por lei, as livrarias são "responsáveis solidárias" com as editoras fraudulentas. mas em sua imensíssima maioria não mexem um dedo para respeitar a lei e muito menos em defesa do leitor. em minhas representações junto ao ministério público, tenho documentado esse tipo de posição e pedido providências também em relação a elas.

    outras vias possíveis: ir à delegacia mais próxima e registrar um boletim de ocorrência do caso específico ou entrar com reclamação junto à promotoria da defesa do consumidor.

    eu não esperaria "um procedimento ético e cuidadoso" das livrarias de modo geral (existem exceções, claro, como a globo de porto alegre, a crisálida de belo horizonte, a folha seca no rio e algumas outras). dê uma espiada no tag "livrarias"... são elas, evidentemente, que constituem a rede de distribuição das fraudes.

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