
a primeira tradução publicada no brasil, até onde sei, saiu pela h. garnier em 1914, reed. pela livraria garnier em 1922, contendo também a vendetta e um principe da bohemia: não consta o nome do autor da tradução.

em 1937, sai uma edição pela civilização brasileira: tampouco aqui consta o nome do tradutor.
em 1943, sai pela irmãos pongetti uma tradução anônima revista por marques rebelo, com várias reedições (aqui, a imagem é da ed. 1945).
quando essa tradução vai para o catálogo da ediouro, curiosamente marques rebelo passa a constar na fbn como autor da tradução.

em 1946 sai a monumental comédia humana pela globo, em três volumes.
a mulher de trinta anos, em tradução de casimiro fernandes e wilson lousada, está no vol. III (aqui, imagem da ed. 1948)

em 1947, pelo clube do livro, sai mais uma tradução anônima.

em 1948, sai a tradução de rachel de queiroz, pela josé olympio.

em 1973, o círculo do livro publica a tradução de casimiro fernandes e wilson lousada.

em 1984, a l&pm publica a tradução de paulo neves, com várias reedições até o presente.
em 1988, o clube do livro relança sua tradução, agora atribuindo-a a "josé maria machado", que hoje em dia tenho considerado uma espécie de ancestral de "pietro nassetti" no referido clube do livro.

em 1995, a nova cultural lança pelo círculo do livro uma tradução em nome de "enrico corvisieri", cópia atamancada da tradução em nome de "josé maria machado" (clube do livro, 1988).

em 1998, a editora martin claret lança uma tradução em nome de "pietro nassetti", cópia atamancada da tradução de casimiro fernandes e wilson lousada. aqui numa rara capa de época, depois substituída pela capa de estilo "evanescente" em suas sucessivas reedições até hoje.

em 2000, sai a tradução de marina appenzeller pela editora estação liberdade.

em 2003, a nova cultural lança mais uma vez sua tradução espúria, agora na coleção "obras-primas", modificando os créditos em nome de "enrico corvisieri" para "gisele donat soares".
assim eu responderia que, entre as traduções atualmente em circulação, eu ficaria apenas com duas: a de paulo neves, pela l&pm, e a de marina appenzeller, pela estação liberdade, abaixo em suas capas atuais:
e
.


Fiquei mum pouco triste em saber que a edição que eu li (Nova Cultural, 1995) trata-se de uma mera cópia mal feita de uma outra tradução de autoria também duvidosa. Confesso que não dei devida atenção a possíveis erros, talvez por ter gostado muito do enredo da obra.
ResponderExcluirBem, por outro lado não é de se estranhar que existam pelos mercados editoriais a fora tanto plágio, num país em que até monografias são copiadas da internet ou encomendadas a especialistas(?), e se use à exaustão o tal do "jeitinho brasileiro" em todas as situações imagináveis.
Há uma tradução feita por Rosa Freire d'Aguiar, publicada pela Penguin-Companhia das Letras. Esta também me parece ter boa procedência.
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