Liguei hoje para a Nova Fronteira sobre o caso das alterações feitas na Ilíada e na Odisseia, que comentei no post anterior, aqui. Deixei recado e pouco depois uma moça muito gentil, de nome Shahira, me ligou de volta, explicando que receberam a correspondência enviada pelo professor Érico Nogueira, à qual já responderam agradecendo a contribuição. Segundo Shahira, o gerente comercial da Saraiva determinou ontem no final da tarde a recolha de todos os exemplares à venda dessas duas edições da Saraiva de Bolso, para retificação e restituição fiel do texto de Carlos Alberto Nunes. A previsão é que as edições fiéis entrem em circulação dentro de quinze dias.
Menos mau, parabéns a Érico Nogueira e parabéns à Nova Fronteira, os leitores agradecem.
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Cara Denise,
ResponderExcluirExcelente essa notícia que você postou. Prova que ainda há pessoas e instituições sérias e receptivas a críticas e que sabem rever as suas posições e corrigir suas falhas.
Por curiosidade, fui olhar a página de créditos dos livros da Coleção Saraiva, que já possuo, para ver se lá constava quem era a pessoa que te passou a informação e constatei que é Shahira Mahmud (não devem existir duas com esse prenome), uma das integrantes da Equipe editorial da Nova Fronteira, o que dá ainda mais respaldo à afirmação.
Muito boa a sua iniciativa.
P.S.: Qual foi o final da polêmica sobre a tradução da Jane Eyre que a leitora Vanessa suscitou, com toda razão aliás? Acompanhei até um determinado ponto mas perdi o desfecho.
olá, prezado anônimo: também achei ótimo! estranhei um pouco, porque recolher de circulação não é fácil, mas ela confirmou que a ordem já começou a vigorar ontem à noite mesmo. estranhei também o que fariam com tantos exemplares (pensando numa edição assim) e como providenciariam tão rápido, mas lembrei que a ediouro (à qual pertence a nova fronteira) usa aquele sistema de impressão on demand, tudo em edição eletrônica em pequenas quantidades, para não precisar formar estoque, e ela confirmou que era isso mesmo. então, a ver...
ResponderExcluirpois é, fiz dois cotejos do jane eyre, é uma barbaridade mesmo: o primeiro est´´a aqui http://naogostodeplagio.blogspot.com/2011/09/jane-eyre-o-cotejo.html
agora teria de montar uma petição para o MP e pedir providências. ando meio sem tempo, mas logo devo fazer.
abraço
obrigada,
denise
Acho que vou ter que consultar seu blog antes de comprar livros, rs. Li a versão da Ilíada traduzida por Haroldo de Campos, e há uma semana comprei essa edição da Saraiva para ler na tradução de Carlos Alberto Nunes. Como não ainda comecei a ler, nem sabia dessa troca de "Odisseu" por "Ulisses". Que bom que existem pessoas competentes e verdadeiramente preocupadas com a literatura como você e os outros críticos mencionados para nos alertar e ficarem de olho no que anda sendo lançado e vendido por aí.
ResponderExcluirParabéns pelo trabalho!
Um abraço.
olá, giovanna, obrigada, que bom que você acha útil o blog.
ResponderExcluirolha, acho que se vc quiser o pessoal da nova fronteira com certeza troca seu exemplar quando lançarem a edição corrigida!
abraço
denise
Que maravilha, ficamos todos contentes então!
ResponderExcluirPor curiosidade, passei hoje numa livraria Saraiva aqui em São Paulo e vi expostos os livros que compõem a coleção. Não, a Odisseia não estava entre eles.
ResponderExcluirPor teimosia, perguntei se eles tinham, e a resposta que tive foi verdadeira: "Os livros foram recolhidos por causa de um erro de impressão. O texto já foi corrigido, mas ainda não recebemos a nova versão aqui na loja".
Ponto para vocês e para eles!
que fantástico, william, e que maravilha a sua lembrança e iniciativa de dar uma conferida!
ResponderExcluirParabéns pelo seu trabalho, e gostaríamos de saber se existe uma forma de ajudá-la financeiramente, pois sabemos que não fácil
ResponderExcluirAngela e Roberto
prezada angela e prezado roberto, que oferecimento tão gentil e que lembrança tão pertinente, pois de fato não é todo mundo que se dá conta :-))
ResponderExcluiragradeço sensibilizada: mas, felizmente, não há necessidade.
Sinto informar-lhes, mas acabo de fazer uma rápida "inspeção" nos versos "ulissensses" e estão lá !
ResponderExcluirRafael
iiiiih, sério? então era só conversa pra boi dormir?
ResponderExcluirE eu tirei uma boa soneca ! O tal do Odisseu ainda está perdido nas marés revisoras de Posido, pois só aparece no verbete "Odisseu" no Apêndice e só para dizer que: "é seu nome grego;seu nome latino é Ulixes, muito conhecido em português como Ulisses". Na próxima edição será " seu nome latino é Ulixes, só conhecido em português como Ulisses".
ResponderExcluirRafael H.
Ah, refiro-me, por ora, à "Ilíada". Verificarei se o mesmo se dá na Odisseia.
ResponderExcluirRafael H
Denise, primeiramente parabéns pelo seu blog, que consulto frequentemente.
ResponderExcluirAcabo de ler a Ilíada da editora Hedra e fiquei um pouco desconfiado com a quantidade de pequenos erros de ortografia e pontuação. Meu contato com essa literatura é ainda muito recente, portanto não sei dizer se há ainda erros de outra natureza. Eu não tenho conhecimento do processo editorial e gostaria de saber por qual tipo de revisões as traduções como essa, do Carlos Alberto Nunes, passam, e se esses erros podem comumente ser atribuídos aos revisores. Infelizmente não tenho nenhum exemplo à mão, mas posso procurar, se você desejar.
Obrigado desde já,
Luiz Felipe
prezado luis felipe: aqui nesta página da wiki vc encontra alguns elementos sobre as edições e os processos de revisão dessa tradução da ilíada feita por carlos alberto nunes. http://pt.wikipedia.org/wiki/Il%C3%ADada
ResponderExcluirem particular:
"A segunda tradução, do século XX (publicada originalmente em 1962), é de Carlos Alberto Nunes, cujo critério foi transpor o metro original do poema (hexâmetro dactílico) para o português, resultando num verso de dezesseis sílabas poéticas, cujo ritmo é a sequência de seis grupos ("pés") de sílabas, sendo cinco deles compostos, cada um, por uma sílaba tônica e duas átonas, e o sexto grupo composto, em geral, de uma tônica e uma átona, no seguinte esquema: ó o o | ó o o | ó o o | ó o o | ó o o | ó o .
"A tradução é editada pela Ediouro, porém em uma versão revisada por Marcus Reis Pinheiro (a qual distorce o esquema métrico em alguns versos, devido a essa revisão), e também pela editora Hedra, mas esta com o texto original."
Você saberia me informar se está tudo correto com a tradução da edição da nova fronteira, box vermelho, com a Iliada e a Odisseia? http://www.saraiva.com.br/box-odisseia-e-iliada-8829382.html
ResponderExcluirolá, carlos: não, não sei.... seria preciso alguém checar.
ExcluirReferente à pergunta do estimado colega Carlos(Ag_Mulder) Cauás 8.2.16, também faço dele a minha pergunta. Já li uma vez a Ilíada por ocasião de estudos, querendo agora tê-la em minha singela coleção. Mas devido a questões de tradução exposta nos postes dos colegas, estou cauteloso sobre a efetividade do compromisso da editora com a correção de hediondo erro com a obra e injustiça com a memória do grande Carlos A. Nunes.
ResponderExcluirOlá, recentemente a nova fronteira lançou um box contendo as seguintes obras do Nietzsche: Assim falava Zaratustra, O anticristo e Ecce homo. Gostaria, se possível, de saber de quem é a tradução dessas obras. Obrigado!
ResponderExcluirolá, fernando. respectivamente josé mendes de souza (na verdade, não é bem assim; vide: http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2012/07/de-revisor-tradutor.html), david jardim júnior e lourival henkel de queiroz, todas bastante vetustas.
ResponderExcluirolá, fernando. respectivamente josé mendes de souza (na verdade, não é bem assim; vide: http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2012/07/de-revisor-tradutor.html), david jardim júnior e lourival henkel de queiroz, todas bastante vetustas.
ResponderExcluirolá, raiom: não, não sei.... seria preciso alguém checar.
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