31 de mar. de 2026
22 de mar. de 2026
como se queria demonstrar
Anais do Congresso UniSENAI-SP de Educação, Tecnologia e Inovação
RELAÇÃO DE CRESCIMENTO INVERSAMENTE PROPORCIONAL ENTRE A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E A INTELIGÊNCIA HUMANA
Autores
Nicoli Felipe
Mirian Sanches Fiorini
Jessica Franzon Cruz do Espirito Santo
Referências
[...]THOREAU, Henry David. Walden: a vida nos bosques. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: Martin Claret, 2006. [!!!]
disponível aqui: https://www.even3.com.br/anais/iicongressounisenai-sp/1268930-relacao-de-crescimento-inversamente-proporcional-entre-a-inteligencia-artificial-e-a-inteligencia-humana/
atualização em 23/3/26: avisadas do lapso, as autoras gentilmente responderam se desculpando e avisando que já solicitaram a devida retificação junto aos responsáveis pela edição.
24 de fev. de 2026
consistências...
o kafka de borges
[Denise Bottmann]
[N.E.] a Revista Pittacos pinçou do perfil facebookiano de Denise Bottmann o post que reproduzimos aqui. Ficamos contentes por sua permissão para reproduzi-lo, e mais contentes em publica-lo tal e qual foi esboçado, com a agilidade da escrita de uma postagem, sem edições.
vejam que quebra-cabeça. em 1937, saiu a suposta tradução de jorge luis borges para die verwandlung de kafka, com o título de “la metamorfosis” (que chegou a nós nos anos 1960, via torrieri guimarães). afinal, uns quarenta anos atrás, o pesquisador argentino fernando sorrentino comprovou definitivamente, inclusive em conversa com borges, que sua suposta tradução na verdade era copiada de uma tradução espanhola anterior. sorrentino localizou: tinha saído em 1925-26 na revista de occidente, de ortega y gasset.
ora, além disso, por muito tempo considerou-se que a primeira tradução tinha sido para o francês, feita por la villette, 1936, “la métamorphose”. assim, não só sorrentino recuperou a verdadeira fonte da pretensa tradução borgiana, como ficou demonstrado que a primeira tradução fora feita para o espanhol (anônima; existem alguns palpites).
mas aí é que entra algo que não faz muito sentido, e é já uma questão interna do texto. é a frase final do primeiro parágrafo, que parece sem pé nem cabeça (e acontece que todo tradutor, por péssimo que seja, baseia-se num texto que, em princípio, tem algum pé e alguma cabeça). a frase em espanhol é: “Innumerables patas […] ofrecían a sus ojos el espectáculo de una agitación sin consistencia” (devidamente vertida por nosso torrieri como “Inúmeras patas … ofereciam a seus olhos o espetáculo de uma agitação sem consistência”).
ma che cazzo, como dizem os italianos, há de ser uma agitação sem consistência? já essa bizarrice havia chamado a atenção de celso cruz, em seu belo estudo “as metamorfoses de kafka”.
bom, a coisa passou, meu interesse maior no levantamento das obras de kafka no brasil era outro e não parei muito nisso. hoje, tentando alinhavar um artigo mais consolidado, caio de novo na agitação sem consistência e encontro uma tradução também em espanhol falando em “se agitaban sin concierto”. sim, claro, bingo, aí faz algum sentido, as patinhas se debatendo cada uma para um lado, descompassadas, desacertadas, isto é, em inglês, “with no consistency” ou “without consistency” ou algo assim (aliás, diga-se de passagem o que tem de gente que traduz “consistency” por consistência!)
mas voltando, aí falei: “claro, denise, assim se explicaria de onde saiu aquela ‘agitacíon sin consistencia’: um decalque do inglês”. só que, só que, só que a primeira tradução em inglês de “die verwandlung” é de 1948, mais de vinte anos depois da espanhola. [correção, na verdade a primeira tradução em inglês é de 1933, de edwin e willa muir]
ainda por cima, não é que haja qualquer coisa imediatamente relacionada com “sem consistência” no alemão: é um simples “hilflos”, ou seja, aí entrou o dedo do tradutor, mas até aí tudo bem. então fiquei encafifada: eu até entenderia o caminho mental de um hilflos para um without consistency (ou algo assim) e daí para um sin consistencia. mas cronologicamente a coisa não bate.
em suma, a menos que meu espanhol seja muito pior do que imagino e “sin consistencia” possa ser uma tradução concebível de “hilflos”, estou quase me sentindo forçada a imaginar que a tradução espanhola de 1925 teria tomado o inglês como língua de interposição… e aí as perguntas se multiplicariam: qual, onde, quando, como seria essa tradução do inglês?
[N.E] Textos relacionados podem ser lidos no blog da autora clicando nos links abaixo:
http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2009/11/kafka-no-brasil-iii-ingles-frances.html
http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2009/11/kafka-borgiano.html
http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2009/11/kafka-em-espanhol.html
http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2009/11/kafka-anonimo-borgiano.html
http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2009/11/kafka-anonimo-borgiano-torrieriano.html
disponível em https://revistapittacosdotorg.wordpress.com/2013/09/06/o-kafka-de-borges/
31 de jan. de 2026
quando borges assinava traduções surripiadas pela losada
esse artigo do sorrentino é muito bom, bom demais!
Fernando Sorrentino: El kafkiano caso de la "Verwandlung" que Borges jamás tradujo
Factor desencadenante
En rigor, debo decir que, puesto que Kafka falleció en 1924, los años transcurridos hasta 1938 no fueron doce sino catorce. Pero éste es sólo un error pequeño. Equivocación más seria es creer que Borges tradujo tal texto. Por lo tanto, me gustaría elucidar esta cuestión en las próximas líneas.
Explicación
Con estas precisiones, tan fáciles de verificar, ya no será razonable seguir diciendo que Borges tradujo al español Die Verwandlung, Ein Hungerkünstler y Erstes Leid, afirmación errónea que se repite, con inmerecido éxito, desde hace sesenta años.(7)
Notas
© Fernando Sorrentino 1998
Espéculo. Revista de estudios literarios. Universidad Complutense de Madrid
Link fuente
Sitio web de Fernando Sorrentino
Foto original color: Fernando Sorrentino en su casa (2012)
en Prensa Libre Literario
Al pie: Cover Kafka, Die Verwandlun, 1916
disponível aqui.
22 de dez. de 2025
???
deixo aqui registrada a minha perplexidade: de uns meses para cá, têm surgido várias referências bibliográficas em textos acadêmicos que trazem meu nome como tradutora de tal ou tal ou tal obra. não sei de onde esse povo tira essas referências. dou aqui três exemplos recentes, citados em três artigos publicados em 2025:
MURDOCH, Iris. A soberania do bem. Tradução de Denise Bottmann. Campinas: Editora da Unicamp, 1997.
GILROY, Paul. O Atlântico negro: modernidade e dupla consciência. Tradução: Denise Bottmann. São Paulo: Editora 34, 2001.
MORETTI, Franco. Atlas do romance europeu: 1800-1900. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: Boitempo Editorial, 2003.
nem nunca ouvi falar nessas obras - quando fui informada, consultei o google: as traduções das obras acima são, respectivamente, de julian fuks, cid knipel moreira e sandra g. vasconcelos.
outras loucuradas:
ELKIN, Lauren. Flâneuse: mulheres que caminham pela cidade em Paris, Nova York, Tóquio, Veneza e Londres. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: Rocco, 2016 - sim, tradução minha, mas pela editora fósforo, publicada em 2022! [ocorrência registrada em texto acadêmico de 2025]
LATOUR, Bruno. 2012 [2005]. Reagregando o Social. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: Editora 34 - tradução não minha e sim de gilson césar cardoso de sousa. [ocorrência registrada em dois textos acadêmicos, um de 2024, outro de 2025]
NUSSBAUM, Martha C. Sem fins lucrativos: por que a democracia precisa das humanidades. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2015 - tradução não minha e sim de fernando santos. [ocorrência registrada em texto acadêmico de 2025]
atualização em 28/12/2025
- mais um descalabro: PERROT, Michelle. Minha história das mulheres. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: Contexto, 2007.
não! quem traduziu essa obra foi ângela m. s. corrêa. [ocorrência registrada em texto acadêmico de 2025]
28 de mai. de 2025
a coleção cultura musical
Em 7 de abril de 1934, Galeão Coutinho escreve uma carta a Mário de Andrade, convidando-o para coordenar a Coleção Cultura Musical, de sua recém-criada editora, que então se chamava Livraria Cultura Brasileira e depois adotou o nome de Edições Cultura Brasileira. Mário aceitou o convite.
Em veloz sucessão, começaram a sair os volumes da nova coleção - as primeiras notícias na imprensa sobre as publicações começam em agosto de 1934, já comentando o segundo título lançado, Vida de Liszt.
Segue-se abaixo a relação dos volumes da coleção coordenada e dirigida por Mário de Andrade, estendendo-se de 1934 a 1938 e incluindo um volume "extra-série", O romance de Schubert.
COLEÇÃO CULTURA
MUSICAL
Direção e
coordenação de Mário de Andrade
1. Vida de Beethoven,
Romain Rolland – trad. José
Lannes, 1934
2. Vida de Liszt, Guy de Pourtalès – trad.
Leonor Aguiar e C. Fonseca, 1934
3. Vida de Grieg, Paul de Stoecklin – trad.
Nair Duarte Nunes, 1934
4. Vida de Chopin, Guy de Pourtalès – trad.
Aristides Ávila, 1934
5. Vida de Wagner, René Dumesnil – trad.
Maria Ricardina Mendes de Almeida [mais conhecida como Diná Lopes Coelho], 1934
6. Vida de Massenet, René Brancour – trad.
Maxime Seguin, 1934
7. Schumann: sua vida e sua obra, Camille
Mauclair – trad. José Lannes, 1934
8. Panorama da Música Contemporânea, André
Coeuroy – trad. Maria de Lourdes Cabral, 1935
9. Vida de Brahms, Willibald Nagel – trad. Joaquim Clemente de Almeida Moura, [1935]
10. Memórias de Gounod, Charles Gounod –
trad. Nair Duarte Nunes, [1935]
11. Vida de Paganini, J. G. Prod’homme –
trad. Pedro Antonio de Oliveira Ribeiro Netto, [1935]
12. Vida Amorosa de Bellini, Antonio Aniante
– trad. Carlos de Aragão, 1935
13. Vida de Rimsky-Korsakov, [Igor] Markévitch – trad. Pedro Antonio de Oliveira Ribeiro Netto, 1935
14. Vida de Verdi, Marcilio Sabba – trad.
Antônio Teles Vasconcelos, 1936
15. Vida de Paderewski, Henryk Opiensk –
trad. Augusto de Souza, 1936
16. Vida de Mozart, Henri de Curzon – trad. Edith Magarino Torres, [1937]
17. Vida de
Haendel, Romain Rolland – trad. Haroldo Paranhos, 1938
18. Vida de Bach [subtítulo: Memórias
íntimas de Ana Madalena Bach], Anna Magdalena Bach – trad. Augusto de Souza,
1938
Extra-série: O romance de Schubert, Rudolf Hans Bartsch – trad. Pedro e Clemente de Almeida Moura, 1934
15 de mai. de 2025
coleção, collecção
mas o detalhe que achei simpático - e que me parece indicar a tenaz minuciosidade modernista de mário de andrade - é o seguinte: todos os volumes das coleções publicadas pela edições cultura brasileira usam a grafia "COLLECÇÃO" - exceto a coleção a cargo de mário, que em todos seus 18 volumes traz sempre "COLEÇÃO cultura musical" (1934-1938), e uns 2 volumes meio que perdidos na "collecção grandes homens".
sobre herbert caro
um artigo interessante, "Herbert Caro ou o tradutor como lenda", de Michael Korfmann, disponível aqui.
16 de abr. de 2025
falsi d'autore
eu soube recentemente, graças à gentileza do prezado diogo rodrigues, que fui citada no livro de daniele petruccioli (2014) em referência à caça a plágios de tradução que, tempos atrás, empreendi durante alguns anos. fiquei muito contente, porque é realmente uma imensa sacanagem, principalmente para com o público leitor e o patrimônio histórico-cultural do país.
22 de mar. de 2025
traduções de federico carotti
OBRAS DE TRADUÇÃO DE
FEDERICO CAROTTI
- Alcott,
Louisa May. Mulherzinhas. Porto Alegre: L&PM, 2017 (com Denise
Bottmann)
- Altan.
Colombo. Porto Alegre: L&PM, 1989
- Argan,
Giulio Carlo. Arte moderna. São
Paulo: Companhia das Letras, 1992 (com Denise Bottmann)
- Auerbach,
Erich. Dante como poeta do mundo
terreno. São Paulo: 34, 2022 (tradução das expressões e poemas em
italiano)
- Auerbach,
Erich. Língua literária e público na
Antiguidade tardia latina e na Idade Média. São Paulo: 34, a sair (tradução
de trechos, citações e poemas em italiano)
- Barbagli,
Marzio. O suicídio no Ocidente e no
Oriente. Petrópolis: Vozes, 2019
- Barbero,
Alessandro. Dante – a biografia. São Paulo: Companhia das Letras,
2021
- Bruschini,
Vito. O chefão dos chefões. São
Paulo: Companhia das Letras, 2012
- Cacciari,
Massimo. Duplo retrato: São
Francisco em Dante e Giotto. Veneza: Âyiné, 2016
- Calasso,
Roberto. O ardor. São Paulo:
Companhia das Letras, 2016
- Calasso,
Roberto. O caçador celeste. São
Paulo: Companhia das Letras, a sair
- Calasso,
Roberto. O inominável atual. São
Paulo: Companhia das Letras, 2020
- Calvino,
Italo. Cartas a Chichita
(1962-1963). São Paulo: Companhia das Letras, a sair
- Calvino,
Italo. Nasci na América. São
Paulo: Companhia das Letras, 2024
- Calvino,
Italo. Um otimista na América.
São Paulo: Companhia das Letras, 2023
- Cambiano,
Giuseppe. Como navio na tempestade.
São Paulo: Loyola, a sair
- Canfora,
Luciano. A biblioteca desaparecida. São Paulo: Companhia das
Letras, 1989
- Canfora,
Luciano. A escravidão do capital.
São Paulo: Estação Liberdade, a sair
- Canfora,
Luciano. O mundo dos gregos. São
Paulo: Companhia das Letras, 2015
- Cantini,
Barbara. Entrevista ao Blog das Letrinhas. São Paulo: Companhia das
Letras, 2021
- Civita,
Cesare. Minha vida. São Paulo:
Companhia das Letras, a sair
- Colli,
Giorgio. O nascimento da filosofia. Campinas: Editora da
Unicamp, 1988
- Crepax,
Guido. A curva de Lesmo. Porto
Alegre: L&PM Editores, 2014
- Crepax,
Guido. O bebê de Valentina. Porto Alegre: L&PM Editores, 1988
- Crepax,
Guido. Valentina de botas. Porto Alegre: L&PM Editores, 1988
- Crepax,
Guido. Valentina intrépida.
Porto Alegre: L&PM Editores, 2014
- Crepax,
Guido. Valentina intrépida de papel.
Porto Alegre: L&PM Editores, 2014
- Crepax,
Guido. Os subterrâneos. Porto Alegre: L&PM, 2018 (et al.)
- De
Masi, Domenico. Alfabeto da
sociedade desorientada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2017
- Enia,
Davide. Assim na Terra. Rio de
Janeiro: Alfaguara, 2013
- Flores
d’Arcais, Paolo. “Fascismo e Berlusconismo”, Novos Estudos Cebrap, 9. São Paulo: Cebrap, 2011
- Frugoni,
Chiara. Francisco: A vida de um
homem. São Paulo: Companhia das Letras, 2011
- Gargano,
Guido Innocenzo. O mistério da
amêndoa. São Paulo: Loyola, a sair
- Ginzburg,
Carlo. A letra mata. São Paulo:
Companhia das Letras, a sair
- Ginzburg,
Carlo. “David, Marat” e “Peur, vénération, terreur”, in Medo, reverência, terror. São
Paulo: Companhia das Letras, 2014
- Ginzburg,
Carlo. Mitos, emblemas, sinais. São Paulo: Companhia das Letras,
1989
- Gramsci,
Antonio. Cadernos do cárcere. São Paulo: Companhia das Letras, a
sair
- Izzo,
Alberto. História do pensamento sociológico. Petrópolis: Vozes,
2021
- Lampedusa,
G.T. di. O leopardo (tradução do
prefácio, notas e aparato crítico). São Paulo: Companhia das Letras, 2017
- Legrenzi,
Paolo, e Umiltà, Carlo. Por que
precisamos da alma. São Paulo: Loyola, a sair
- Leopardi,
Giacomo. Memórias do primeiro amor. São
Paulo: Nós, a sair
- Levi,
Primo, e Benedetti, Leonardo de. Assim
foi Auschwitz – Testemunhos 1945-1986. São Paulo: Companhia das Letras,
2015
- Malaparte,
Curzio. Kaputt. São Paulo: Companhia das Letras, 2021
- Maldonato,
Mauro. Na base do farol não há luz.
São Paulo: Edições SESC, 2016
- Maquiavel,
Nicolau. O príncipe. Belo
Horizonte: Autêntica, a sair
- Maurensig,
Paolo. A variante de Lüneburg. São Paulo: Companhia das Letras,
1994
- Mazzantini,
Margaret. A rosa de Saravejo.
São Paulo: Companhia das Letras, 2011
- Mercuri,
Chiara. Francisco de Assis. A
história negada. São Paulo: Loyola, 2024
- Montanari,
Massimo. Histórias da mesa. São
Paulo: Estação Liberdade, 2015
- Moretti,
Franco. O romance, vol. II. São
Paulo: Cosac Naify
- Moretti,
Franco. O romance, vol. III. São
Paulo: Cosac Naify
- Moretti,
Nanni. “Aula de cinema” in VV.AA., Lições
de cinema. São Paulo: Martins Editora, 2010
- Mulas,
Ugo, “Apresentação” in Zum 6.
São Paulo: IMS, 2014
- Murgia,
Michela. Acabadora. Rio de
Janeiro: Alfaguara, 2012
- Paik,
Nam June. Catálogo de exposição. São Paulo: Base7, 2017
- Papa
Francisco. Esperança – a autobiografia.
São Paulo: Companhia das Letras, 2025 (et al.)
- Parisi,
Giusi. Eu, valentão. São Paulo: FTD, 2022
- Pirandello,
Luigi. Seis personagens em busca de
um autor. Porto Alegre: L&PM, 2020
- Prosperi,
Adriano. Dar a alma. São Paulo:
Companhia das Letras, 2010
- Ravasi,
Gianfranco. A página sagrada.
São Paulo: Loyola, 2020
- Ravasi,
Gianfranco. Darwin e o papa. São
Paulo: Loyola, 2021
- Ravera,
Lidia. Regue as flores e me espere. São Paulo: Editora
Brasiliense, 1989
- Rossi,
Paolo. Os filósofos e as máquinas. São Paulo: Companhia das
Letras, 1989
- Rossi,
Pio. Dicionário da mentira. São
Paulo: Nós, a sair
- Saramago,
José. “Depoimentos” (entrevistas em italiano), in Palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das Letras, 2010
- Sassi,
Maria Michela. Investigação sobre Sócrates. São Paulo: Loyola, 2023
- Saviano,
Roberto. Entrevistas [vídeo]. São Paulo: Companhia
das Letras, FLIP, 2019
- Saviano,
Roberto. Zero zero zero. São
Paulo: Companhia das Letras, 2014 (et al.)
- Saviano,
Roberto. “Introdução: Saramago”. São Paulo: Companhia das Letras, 2014
- Schelling,
Vivian. A presença do povo na
cultura brasileira. Campinas: Ed. Unicamp, 1990
- Sciascia,
Leonardo. O caso Aldo Moro. São
Paulo: Mundaréu, a sair
- Scurati,
Antonio. A melhor época da nossa
vida. São Paulo: Mundaréu, 2024
- Siti,
Walter. “O romance no tribunal”, in Moretti, Franco, O romance, vol. I.
São Paulo: Cosac Naify, 2010
- Svevo,
Italo. A consciência de Zeno.
Porto Alegre: L&PM, 2019
- Tabucchi,
Antonio. A cabeça perdida de Damasceno Monteiro. São Paulo: Estação
Liberdade, a sair
- Tabucchi,
Antonio. A mulher de Porto Pim. São Paulo: Estação Liberdade, a
sair
- Tabucchi,
Antonio. Noturno indiano. São
Paulo: Estação Liberdade, a sair
- Tabucchi,
Antonio. Os três últimos dias de Fernando Pessoa. São Paulo:
Estação Liberdade, a sair
- Tabucchi,
Antonio. Os voláteis do Beato Angélico. São Paulo: Estação
Liberdade, a sair
- Tabucchi,
Antonio. Para Isabel: uma mandala. São Paulo: Estação Liberdade, 2024
- Tabucchi,
Antonio. Pequenos equívocos sem importância. São Paulo: Estação
Liberdade, a sair
- Tabucchi,
Antonio. Tristão morre. São
Paulo: Estação Liberdade, a sair
- Tonelli,
Guido. Gênesis. A história do universo em sete dias. Rio de
Janeiro: Zahar, 2021
- Tonelli,
Guido. Tempo. O sonho de matar Chrónos. Rio de Janeiro:
Zahar, 2023
- Vattimo,
Giovanni, e Paterlini, Piergiorgio. Não
ser Deus. Petrópolis: Vozes, 2018
- Vegetti,
Mario, e Ademollo, Francesco. Encontro com Aristóteles. São Paulo:
Loyola, 2024
- Verri,
Pietro, Observações sobre a tortura. São Paulo: Martins Fontes,
1992
- VV.AA.,
Hélio Oiticica: Exercícios
experimentais de liberdade. Catálogo de exposição. São Paulo: Base 7,
2016
- VV.AA.,
Jogos da Antiguidade: Grécia e Roma.
Catálogo de exposição. São Paulo: Base
7, 2016
- VV.AA. Nam June Paik. Catálogo de exposição. São Paulo: Base
7, 2017
- VV.AA.
O Barroco em prata napolitano.
Catálogo de exposição. São Paulo: Base 7, 2014
- VV.AA.
Roma, a vida e os imperadores.
Catálogo de exposição. São Paulo: MASP, 2012
- Zanotti,
Giovanni. “Paulo Arantes, a dialética e o problema da ‘ideologia
francesa’”, posfácio a Paulo Arantes, Formação e desconstrução: uma
visita ao Museu da Ideologia Francesa. São Paulo: Editora 34, 2021
11 de dez. de 2024
7 de dez. de 2024
gostos, nichos, artesanias
no começo desse ano, respondendo a algumas perguntas da jornalista natália albertoni, comentei:
Uma coisa muito importante e fascinante no ofício de tradução é o gosto, o prazer em
fazer aquilo. Transcende o aspecto meramente pragmático do trabalho; abre portas a
uma dedicação de outra natureza: é o que às vezes chamo de “tradução afetiva”. Faz-se
por amor à palavra e também, digamos, por humildade perante uma obra que nos
envolve e nos sobrepuja: o diletantismo na verdadeira acepção do termo. Felizmente,
são muitos os profissionais na área de tradução lítero-humanística (que é a que conheço
melhor) que preservam um bom grau de diletantismo nesse sentido estrito. E felizmente
há editoras que abrigam de bom grado esse diletantismo profissional ou esse
profissionalismo diletante. De entremeio a uma contemporaneidade permeada por
ferramentas de automatização do ofício, existem, pois, os profissionais-diletantes que
prezam mais a artesania das palavras do que a tecnologia de automatização; isto é, são
menos operadores de máquinas e mais “tradutores” na acepção digamos humanista,
atualmente até já obsoleta, do termo. E de entremeio à crescente enxurrada de textos
produzidos por várias modalidades de IA há nichos de artesãos de alta qualidade,
aqueles seres que – curiosamente – têm conseguido escapar à extinção e até, um pouco
aqui, um pouco ali, vêm esparsamente se somando e acrescentando novos nichos.
Sobreviverão? Sem dúvida. A onda avassaladora da automatização da tradução cessará?
Não, de forma alguma; aumentará. Isso é bom, isso é ruim? Não sei e não compete a
mim julgar. O bom, com certeza, é que existam nichos onde se pode tentar,
experimentar, renovar, se comprazer naquela antiquíssima atividade que confere sentido
concreto ao termo “humanidade”: o ofício da tradução.
um trecho desse comentário foi publicado na revista pernambuco, disponível aqui.
3 de dez. de 2024
3 de nov. de 2024
werther em português
Traduções de Werther em português
Portugal
João Antonio da Fonseca, Cartas selectas de Werther, traduzidas do francez (1796), Manuscritos da Livraria, Real Mesa Censória, Arquivo Nacional Torre do Tombo. Manteve-se inédita até a publicação sob curadoria e introdução de Maria Antônia Gaspar Teixeira. Porto: Afrontamento, ILCML: 2018
Anônimo, Werther. História alemã escrita pelo doutor Goethe e traduzida em portuguez. Lisboa: Rollandiana, 1821 [São Paulo: Hedra, 2006 (introdução de Oliver Tolle), com o título O sofrimento do jovem Werther].
E. A. Vidal: Werther (excertos). Lisboa: semanário Archivo Pittoresco, 1868.
A. R. Gonçalves Viana, Mágoas de Werther. Paris, Guillard, Aillaud & Cia, 1885.
João Theodoro Monteiro, Werther. Lisboa: Guimarães, s/d [séc. XIX, 2a. ed. 1906].
Maria Henriques Osswald, Werther: sua paixão e sofrimento. Porto: Civilização, 1938.
João Barreira, Werther. Lisboa: Excelsior, 1940.
Teresa Seruya, A paixão do jovem Werther. Ed. João Azevedo, 1989.[1]
Gab. de Traduções P.A.R., Werther. Alfragide: Ediclube. 2002.
Brasil
·
Anônimo. As amorosas paixões do joven [sic] Werther. Rio de Janeiro: Eduardo e
Henrique Laemmert, 1842.[1]
·
Elias
Davidovich: Werther. Seguido do estudo de Sainte Beuve [sic].
Rio de Janeiro: Guanabara, 1932.[2]
·
Galeão
Coutinho, Werther. São Paulo:
Livraria Martins, c.1941.
·
Anônimo, Manon Lescaut / Os sofrimentos de Werther.
Rio de Janeiro: W.M. Jackson, 1955.[3]
·
Anônimo, Werther. Rio de Janeiro: Organização
Simões, 1957.[4]
·
Ary de
Mesquita, Os sofrimentos de Werther. Rio
de Janeiro: Tecnoprint (Edições de Ouro), 1965.
·
Erlon
José Paschoal, Os sofrimentos do jovem
Werther. São Paulo: Clube do Livro, 1988; (versão retrabalhada) Estação
Liberdade, 1999.
·
Marion
Fleischer, Os sofrimentos do jovem
Werther. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
·
Leonardo
César Lack, Os sofrimentos do jovem
Werther (posfácio de Willi Bolle). São Paulo: Nova Alexandria, 1999.
·
Marcelo
Backes, Os sofrimentos do jovem Werther. Porto
Alegre: L&PM, 2001.
·
Claudia
Cavalcanti, Os sofrimentos do jovem
Werther. São Paulo: Martin Claret, 2014.[5]****
·
Claudia
Dornbusch, Os sofrimentos do jovem
Werther. Rio de Janeiro: Antofágica, 2020.
·
Maurício
Mendonça Cardozo, Os sofrimentos do jovem
Werther. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
·
Daniel
Martineschen: Os sofrimentos do jovem
Werther. Porto Alegre: TAG Experiências Literárias, 2022.
Nesse rápido levantamento, não incluí histórias em quadrinhos nem adaptações infanto-juvenis ou juvenis, pois usualmente baseiam-se em traduções já existentes.
Segundo a listagem acima, temos 9 traduções portuguesas, se incluirmos os excertos publicados no citado hebdomadário. Encontram-se 12 traduções brasileiras: estão excluídas as contrafações da Pongetti, da W.M. Jackson e da Martin Claret, bem como o caso da edição da Simões ainda em suspenso, que demandaria um cotejo com traduções previamente existentes.
[1] Algumas fontes indicam: “Teresa Seruya (com Judite Berkemeier e João Barrento): A paixão do jovem Werther. Lisboa (Bertrand), 2014”. No entanto, essa publicação inclui três obras: Werther (trad. Seruya), O conto da serpente verde (trad. Berkemeier) e Novela (trad. Barrento), numa edição lançada inicialmente em 1991 pelo Círculo de Leitores.
[1] Laurence Hallewell, em seu O livro no Brasil, aventa a título hipotético que a tradução teria
sido feita por Eduardo Laemmert.
[2] Em 1942,
a Pongetti publica essa tradução de Davidovich, porém anonimamente, sem dar os
créditos de tradução, fazendo constar na página de rosto apenas “com um
prefácio de Marques Rebelo”.
[3] A Jackson tinha como
procedimento habitual utilizar traduções portuguesas sem licenciamento e sem os
créditos de tradução, colocando apenas a observação na contrapágina de rosto: “Tradução
adaptada e revista pelo Departamento Editorial da Jackson”. É o que também
consta nesse volume 2 de sua coleção Romances Universais.
[4] A Simões
publicava basicamente autores brasileiros; as poucas edições traduzidas
costumavam ser reproduções de traduções lusitanas. Antes de poder arrolar com
segurança esse volume de Werther como
uma nova tradução brasileira dos anos 50, seria recomendável cotejá-lo com as
traduções lusitanas disponíveis na época.
[5] Antes dessa edição, a Martin Claret publicara em 2000, com várias reedições ao longo dos anos, mais uma contrafação em nome de Pietro Nassetti.






