
seguindo a sugestão de enzo potel, fiz um levantamento das traduções brasileiras da obra de william faulkner. ele escreveu dezenove romances, 125 contos (sem contar os incluídos nos romances), uma peça, vinte roteiros para o cinema, seis volumes de poemas, além de vários ensaios. segue abaixo a relação por ordem cronológica da primeira edição - infelizmente, mostra como nossa faulkeriana tem muitas lacunas:
# pelo que consegui localizar, é no ano de 1945 que se iniciam as primeiras traduções de faulkner no brasil. saem dois contos:
1. "uma rosa para emily", com tradução de lia corrêa dutra, em os norte-americanos antigos e modernos, uma bela antologia organizada por vinícius de moraes e publicada pela editora leitura. essa obra trafegou para o catálogo da ediouro algumas décadas atrás, onde se encontra até hoje, com o título contos norte-americanos: os clássicos.
imagem: aqui
essa tradução de lia corrêa dutra foi reeditada em outras antologias: em 1958, obras-primas do conto norte-americano, organizada por sérgio milliet (pela martins), e em 1963, contos norte-americanos, na biblioteca universal popular (bup):
2. "desceu o sol", em tradução de j. da cunha borges, na antologia os mais belos contos norte-americanos dos mais famosos autores, pela editora vecchi.
a título de curiosidade, também em 1945 a revista ribeu, III, 8, inaugura uma nova seção chamada "antologia de contos norteamericanos" justamente com faulkner: publica "o segredo da emilia" ("a rose for emily"), com prólogo e tradução de oton m. garcia.
# em 1948 começam a sair os romances. são publicados dois:
1. luz de agosto, em tradução de berenice xavier, na coleção nobel da ed. globo:
reeditada a partir dos anos 1980 pela nova fronteira e também pelo círculo do livro (1991), com o título alterado para luz em agosto.
2. santuário, em tradução de ligia junqueira schmidt, na coleção "oceano", vol. 12, do instituto progresso editorial (ipe). essa tradução foi reeditada várias a partir de 1976 na coleção "clássicos modernos" da abril cultural.
# em 1956 sai uma fábula, com tradução de olívia krähenbühl, pela editora mérito:
a partir de 1961, a tradução de olívia passa a ser publicada pela nova fronteira (acima à direita, capa de 1983)
# em 1957, sai mais "uma rosa para emily", sem indicação de tradutor, em maravilhas do conto norte-americano, cultrix (não duvido que seja reprodução da tradução de lia corrêa dutra, 1945):
# em 1958, a agir lança oração para uma negra, peça em sete quadros, adaptação teatral de camus, com tradução de guilherme de figueiredo:
# em 1959, na biblioteca das seleções reader's digest, ed. ypiranga, sai o conto "dois soldados", em tradução de cecilia thompson guarnieri.
# em 1963, os desgarrados, em tradução de brenno silveira, sai na coleção "biblioteca do leitor moderno", pela civilização brasileira:
também em 1963, a imago/lidador lança uma antologia de vários autores, 7 novelas clássicas, trazendo de faulkner o conto "folhas vermelhas" [não consegui descobrir o tradutor]:
# em 1964, paga de soldado sai em tradução de luiz drummond navarro, pela delta, reeditada em 1970 pela opera mundi.
# em c. 1964, o conto "terra dourada" aparece numa antologia chamada a respeito de uma pecadora e outras histórias de hollywood, em tradução de rudy margherito e guarany gallo, pela livraria exposição do livro (futura hemus; note-se o nome de faulkner em destaque, como se fosse o autor de todos os contos da coletânea):
/https://skoob.s3.amazonaws.com/livros/669202/A_RESPEITO_DE_UMA_PECADORA_1491329880669202SK1491329881B.jpg)
# em 1965, na biblioteca das seleções reader's digest, ed.ypiranga, sai "a travessia de hell creek" [não consegui descobrir o autor da tradução]:
# em 1970, o urso, em tradução de hamilton trevisan, sai pela editora vertente:
# em 1972, sai "pavana para emily", em tradução de newton goldman, numa coletânea chamada antologia macabra, pela nova fronteira:

# em 1973, pela expressão e cultura, sai enquanto agonizo, em tradução de hélio pólvora:
# em 1975, o intruso sai em tradução de leonardo fróes, pelo círculo do livro (capa de 1996):
# em 1976, a árvore dos desejos sai pelo círculo do livro, em tradução de hamilton trevisan.
# em algum ano entre 1975 e 1979, finalmente sai o som e a fúria, em tradução de fernando nuno rodrigues. em 1983, a obra passa a ser publicada pela nova fronteira:
# absalão, absalão! sai em 1981 pela nova fronteira, em tradução de sônia régis:
ainda em 1981 sai desça, moisés, em tradução de hélio pólvora, pela expressão e cultura.
os invencidos, em tradução de waltensir dutra, sai também em 1981, pela mesma expressão e cultura.
# em 1984, temos palmeiras selvagens, em tradução de newton goldman, pela nova fronteira, com várias reedições, também pelo círculo do livro.*
depois parece haver um intervalo de dez anos até surgirem novas traduções.
# em 1994, sai três novelas, com "cavalos malhados", "o velho" e o urso", em tradução de ângela perez de sá, pela civilização brasileira:
# o povoado sai em tradução de wladir dupont em 1997, pela mandarim. também em 1997, pela mandarim, sai a cidade, em tradução de wladir dupont.
# em 1998, sai "setembro seco", em tradução de carlos daghlian, na coletânea os herdeiros de poe: uma antologia do conto norte-americano no século XX, organizada por munira mutran, pela olavobrás:
# em 1999, também em tradução de wladir dupont, sai a mansão pela mandarim.
# luz em agosto sai em nova tradução, agora de celso mauro paciornik, pela cosac naify, em 2000.
# enquanto agonizo, em tradução de wladir dupont, sai pela mandarim em 2001, reeditado em 2010 pela l&pm.
# esquetes de nova orleans sai na tradução de leonardo fróes em 2002, pela josé olympio:
ainda em 2002, sai mais uma tradução de "uma rosa para emily", agora de octávio marcondes, na antologia organizada por flávio moreira da costa, os 100 melhores contos de crime e mistério da literatura universal, pela ediouro:
também em 2002, sai "carcassone" em tradução de sueli cavendish, na revista continente.
# em 2003, sai the reivers com o título de os invictos, em tradução de wladir dupont, pela arx:
palmeiras selvagens, em tradução de newton goldman (que saíra pela nova fronteira em 1984) e agora com a colaboração de rodrigo lacerda, sai pela cosac naify em 2003:
também em 2003, uma nova tradução de o som e a fúria, agora por paulo henriques britto, pela cosac naify:

# em 2004, sai "a tarde de uma vaca" em tradução de sueli cavendish, na revista investigações, vol. 17, 1, disponível aqui.
# em 2008, sai "havia uma rainha", em tradução de sueli cavendish, na revista investigações, vol. 21, 1, disponível aqui.
também em 2008, sai "ad astra" em tradução de sueli cavendish, na revista eutomia, I, 2, disponível aqui.
# mais uma nova tradução, agora de a árvore dos desejos, feita por leonardo fróes para a cosac naify, em 2009:

no mesmo ano de 2009, "cai o sol da tarde" em tradução de adriano scandolara sai pela arte e letra estórias: edição F:
ainda em 2009, paulo moreira disponibiliza no portal literal sua tradução de "wash" e "celeiro queimando" (pequena retificação: à diferença do que informa paulo moreira em sua introdução, "o urso", "setembro seco" e "cavalos malhados" estão disponíveis em português).
# sartoris, na nova tradução de claudio alves marcondes, sai pela cosac naify em 2010:
# em 2011, sai "aquele sol noturno" em tradução de sueli cavendish, em eutomia, revista de literatura e linguística, IV, 8, disponível aqui.
no mesmo ano, também por sueli cavendish, sai "folhas rubras" na revista usp n. 90.
# lance mortal, antologia de contos policiais de faulkner em tradução de wladir dupont, sai pela benvirá em 2012:
quanto aos livros apenas de faulkner, creio que o levantamento das traduções no brasil está razoavelmente completo. citei algumas antologias de autores variados, mas deve haver uma quantidade razoável de contos seus em outras miscelâneas. por ora, fico devendo esse esmiuçamento mais detalhado. conforme for encontrando mais coisas, atualizarei aqui.
* agradeço a sérgio karam pela retificação.
agradeço as retificações de alfredo monte, nos comentários.
imagens: salvo outra indicação, todas as imagens foram extraídas do google images








Existe uma tradução anterior de The sound and the fury; foi publicada pelo Círculo do Livro em 1956, mas não tenho informações sobre o tradutor.
ResponderExcluirObrigada, Denise! Mais um levantamento fundamental. Fica a dúvida: não há nenhuma edição recente com contos de Faulkner traduzidos?
ResponderExcluirprezado b.r., agradeço. também vi essa referência na estante virtual, mas não incluí, pela simples razão de que o círculo do livro nem existia em 1956 (a sociedade entre a abril e a bertelsmann alemã, que dá origem ao círculo do livro, se inicia nos anos 70, mais precisamente em 1973, para o sistema de distribuição domiciliar). acho mais provável ser erro de cadastramento do livreiro.
ResponderExcluirolá, deize: obrigada! pois é, lance mortal (com seus contos policiais) é uma edição nova, saiu agora em 2012. de resto, não tenho notícia de outras coletâneas dele em tradução recente.
ResponderExcluirÉ estranho. Tive esta edição do suposto Círculo do Livro em mãos, é a única tradução disponível na biblioteca de Ciências Humanas da UFRGS. No registro do catálogo (http://sabi.ufrgs.br/F/DMMN97X81LD1JHAAMT6S9JXBKQYIG17T996TUYAMS2NNE87QD4-15106?func=full-set-set&set_number=097097&set_entry=000003&format=999), conta como "Círculo do Livro". Não existe a possibilidade dessa ser uma nova edição da tradução da Nova Fronteira? O erro, no caso, seria de datas, e não de editoras.
ResponderExcluirolá, b.r., aí não sei dizer. a nova fronteira tampouco existia nos anos 50 (foi fundada por carlos lacerda em 1965).
ResponderExcluirCara Denise, levantamento primoroso, como sempre. Só um pequeno reparo: a tradução das Três Novelas, por Angela Perez de Sá, saiu pela Civilização Brasileira. Resenhei essa edição para A TRIBUNA.
ResponderExcluirObrigado, e um grande abraço, Alfredo Monte.
olá, alfredo, obrigada, corrigindo!
ResponderExcluirabraço
denise
Só mais uma coisa: a tradução do Nuno para O SOM E A FÚRIA foi publicada, antes, pelo Círculo do Livro (aliás, com uma capa horrorosa), creio que lá por 79. Foi a primeira edição que eu tive de um livro de Faulkner.
ResponderExcluirAbração.
legal, alfredo. está uma novela descobrir a data certa da primeira edição... vou ver se consigo apurar com mais precisão. obrigada!
ResponderExcluiraliás, sobre esses cadastramentos do o som e a fúria dando o ano de 1956, estou achando que se refere à edição de sound and fury utilizada na tradução (a da modern library). em muitos outros registros, essa edição consta como "sem data".
ResponderExcluirÉ, e o Círculo (assim como a Record em outros tempos) tinha o péssimo hábito de não indicar o ano da publicação, a não ser nos seus primeiros anos. Ainda bem que temos a nossa sherlock das traduções.
ResponderExcluirDenise, so cool!!
ResponderExcluirA capa de 1963 de "os desgarrados" é muito bonita, não acha? Tinha aqui no sebo onde trabalho.
é linda, sim. eugênio hirsch renovou toda a linha de capas da civilização, desde o final dos anos 50. um capista e tanto!!
ResponderExcluirEm compensação, a capa da Siciliano para O INTRUSO parece ter saída de um dos LPs da Baby Consuelo, na sua época "Telúrica".
ResponderExcluirhahaha!!!
ResponderExcluirQueria informar a publicação impressa de "Folhas Rubras", na tradução de Sueli Cavendish, na revista da usp, nº90, que ainda não está disponível online
ResponderExcluirolá, sueli, obrigada por informar!
ResponderExcluirUm agradecimento ao estilo Benjy/Quentin:
ResponderExcluira denise um levantamento primoroso que a tradução é a própria cultura não apenas o veículo dela o faulkner tantas vezes traduzido e saindo novamente e o som e a furia e agora o sartoris também o que não existia em 1956 porque não havia ediouro o JK um presidente tão importante um excelente blog o seu ficamos muito agradecidos denise.
Vale lembrar também que a nova tradução de "Absalão! Absalão!" pela dupla Celso Mauro Paciornik e Julia Romeu ficou excelente. Um dos últimos caprichos da Cosac antes de seu fim.
ResponderExcluirÉ uma pena que as obras de Faulkner lançadas pela Cosac Naify tenham se tornado raridades... Nunca consegui comprar a edição de "O Som e a Fúria" ou "Sartoris" (o mesmo vale para "Enquanto Agonizo", lançado pela LP&M). Os únicos exemplares remanescentes no Estante Virtual e outros sebos online são vendidos a preços exorbitantes. Lamentável isso... Espero que alguma editora adquira os direitos dessas obras e relance-as no mercado.
ResponderExcluirPois é, Cássio. Fiquei muitíssimo decepcionado pelo fato de haver a Cosac & Naify fechado as portas, sobretudo por ser ela a detentora dos direitos de publicação de mais de 1.500 obras, quase sempre clássicos. Entre tais obras estão muitas do Faulkner, infelizmente.
Excluirnão que eu queira polemizar, thiago, mas esses contratos internacionais de tradução e publicação costumam ter validade no máximo de cinco anos - passíveis de renovação, em alguns casos; em alguns casos, o contrato vale apenas para uma edição. então, quando se encerra o prazo do contrato e a editora que adquirira esses direitos não o renova, isso em geral significa que as vendas não foram suficientes para justificar a renovação e a reedição da obra. aí, naturalmente, pode vir outra editora que se interesse e faça um contrato - mas, se ela vê que a concorrente não renovou, já percebe que não foi nenhum estouro de vendas ou sequer alcançou margem razoável acima dos custos.
Excluirnão sei quantos contratos com a cosac ainda estavam dentro do prazo, mas estes, com a transferência de títulos para outras editoras, provavelmente terão sido transferidos também, mudando apenas a titularidade contratual.
Thiago, bom saber que não sou o unico leitor a lamentar esta situacão... Mas olha só o que acabo de descobrir: a editora Cia das Letras irá relançar "O Som e a Fúria" em breve! Da mesma forma, também "Os Miseráveis" (Victor Hugo), "David Copperfield" (Charles Dickens) e vários outros títulos/traduções que foram anteriormente publicados na Cosac (inclusive, já saiu até "Os Meninos da Rua Paulo", de Ferenc Molnár).
ResponderExcluirVamos aguardar! Confere aí: http://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/Radio-Companhia-6-Lancamentos-de-2017-Segunda-parte
Uma pena a Companhia das Letras martelar o já manjado O Som E A Fúria, disponível, inclusive numa edição pocket da Cosac. Há tanto a ser traduzido pela primeira vez! Principalmente os contos. E, convenhamos, Go Down Moses e O Urso estão merecendo uma edição nova e a própria Cosac comeu barriga por não tê-los traduzido e publicado. Aliás, numa publicação chamada Livro de Cabeceira do Homem, se não me engano da Civilização Brasileira, dos anos 60, há uma versão reduzida de O Urso.
ResponderExcluirEdu, apesar de "O Som e a Fúria" ter tido uma tiragem razoavelmente boa pela Cosac, hoje em dia é muito difícil você encontrar um exemplar desta obra, e quando encontra, é vendido a preços absurdos nos sebos online (até mesmo a edição pocket). É necessário sim um relançamento, ainda mais desta tradução de Paulo Henrique Britto, que por sinal, é ótima.
ExcluirSobre outras obras de Faulkner, creio que o mercado editorial brasileiro está perdendo por não relançar "Desça, Moisés", "O Urso" e outras excelentes novelas do autor, além de romances notórios como "Santuário" e "Enquanto Agonizo". Até mesmo "Palmeiras Selvagens" também merece uma nova edição, já que o mesmo virou "item de colecionador" e raramente é achado nos sebos a um preço acessível.
Olá, Cássio! Só uma observação que achei interessante pontuar nesta postagem: Muitas pessoas desconhecem o fato de que as narrativas Cavalos Malhados, O Urso e O Velho são na verdade partes de outros romances de Faulkner (e não novelas individuais), mas que por alguma decisão editorial "estranha", aqui no Brasil, foram desassociadas de suas obras originais.
ExcluirNo caso, "Cavalos Malhados" faz parte de "A Aldeia", "O Velho" seria uma das duas histórias do livro "Palmeiras Selvagens" e "O Urso" é uma das sete narrativas de "Desça, Moisés".
Vão escrever mal assim lá na casa da Joana...
ResponderExcluirvá ser estúpido e mal educado assim lá na casa da joana, anônimo
ExcluirOlá, Denise. Uma pergunta. O que achou da tradução do Luz em Agosto do Celso Mauro Paciornik?
ResponderExcluirInfelizmente, por conhecer (através dos livros em inglês) o valor que o Faulkner dava a cada pontuação, a cada palavra em seus textos, passei muito tempo desgostoso comparando com a tradução da Berenice Xavier (que é bastante 'colorida' mas infiel ao estilo do Faulkner) e a versão original o resultado do Celso, que me pareceu um tanto frio e disperso, sem a intenção (que abrange um enorme debate) característica do autor. Enfim, no geral, com uma escolha genérica de palavras.
Imagino o quanto seja delicado comentar sobre o trabalho de um colega de profissão, contudo insisto pela sua opinião profissional de tradutora dedicada à qualidade e aberta à discussão pública, com toda sinceridade, confirmando minhas suspeitas ou elucidando qualquer injustiça que eu esteja cometendo e que tenha comprometido minha apreciação dessa edição em particular.
Abraço.
olá, unknown, tudo bem?
Excluirpara ser sincera, não li nenhum dos dois. como você sabe, embora eu faça e publique esses levantamentos bibliográficos, isso não significa que eu leia todos esses livros. já pensou?
abraço
Olá, Denise.
ExcluirLoucura mesmo, não dá para nem pensar em ler tudo. Se um dia acabar lendo, mesmo que trechos por curiosidade, compartilhe conosco.
Abraço.
Pena que a tradução de Hélio Pólvora para "Enquanto Agonizo" não tenha mais sido reeditada. Considero ela superior a de Wladir Dupont.
ResponderExcluirPoderia atualizar com o "Absalão, Absalão!" traduzido pela dupla Celso Mauro Paciornik e Julia Romeu (Cosac Naify, 2015). :)
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