5 de dez. de 2008

self-service


se você tiver também pensamentos de pascal pela descerebrada claret, aproveite o embalo para corrigir a página de rosto.

onde está escrito "pietro nassetti", leia-se "leonel vallandro" (ed. globo/mec).


utilidade pública

quem por acaso tiver algum exemplar do elogio da loucura de erasmo de roterdã na infeliz edição da claret, por favor corrija os créditos de tradução na primeira página:

em vez de alex marins, o verdadeiro tradutor é paulo m. oliveira (atena editora).

refiro-me à ed. 85-7232-404-6.*
* "alex marins" no exemplar físico que tenho em mãos, mas cadastrada na fbn/isbn em nome de pietro wassetti, sic.

[aparentemente, em 2008 a mc resolveu refazer a edição, agora em nome de paulo sérgio brandão, cadastrada na fbn sob n. 978-85-7232-754-1. não a conheço, mas espero que seja de fato uma nova tradução, de direito próprio.

resta aguardar a errata e a substituição das dezenas de milhares de exemplares fraudados que têm sido vendidos pela martin claret, em edições sucessivas desde 2000, aos incautos leitores e a todas as instituições públicas e privadas de boa-fé.]

4 de dez. de 2008

quiz

teste seus conhecimentos de literatura portuguesa e brasileira, e responda quem traduziu para o português as seguintes obras:
- a encarnação
- quincas borba
- papéis avulsos
- ressurreição
- o velho da horta
- marília de dirceu
- o primo basílio
- a carta de pero vaz de caminha
- os sonetos de bocage
- a língua e o estilo de rui barbosa
- contos fluminenses
confira suas respostas entrando na telinha de consulta da fbn. a seguir digite no campo em branco o código de cada obra para ter o resultado.
- 72324577
- 7232447X
- 72327150
- 72326715
- 72325646
- 72325115
- 7232528X
- 7232500X
- 72326073
- 72326960
- 72327185
divirta-se! *

* já não tão divertido, talvez, é que as respostas existam, com chancela oficial e tudo.

3 de dez. de 2008

contra o indiferentismo


neste ano de pesquisas, conversei com muita gente: editores, livreiros, entidades públicas, entidades privadas, associações diversas, tradutores, herdeiros.

quanto aos tradutores lesados ainda vivos ou aos herdeiros, os contatos possíveis já foram feitos. o que fizeram, fazem ou farão a respeito cabe ou coube a eles decidir.

pessoalmente não pretendo voltar a este ponto. continuarei a avisar editoras e tradutores/descendentes sempre que tiver conhecimento de alguma irregularidade. por ora, gostaria apenas de colocar minha opinião frente à reação de indiferença por parte de alguns deles:

o que um "herdeiro" herda não são "direitos", não é o "direito" de dar de ombros. o que ele herda é acima de tudo um dever - o de zelar pelo que lhe foi legado, a defesa da memória.

acho que é meio por isso que insisto tanto nessa história dos plágios: como brasileira, também me sinto herdeira, ainda que em minúscula parcela, do patrimônio intelectual do país, e acho que a gente tem, sim, que cuidar dele.

imagem: mais matisse, www.mitmuseum.dk

recapitulando

prometi para um leitor que publicaria este scan comparativo da divina comédia. naturalmente não pretendo "convencer" ninguém, pois afinal quem tem olhos que veja, certo? para quem está ainda se iniciando nessa história toda, recomendo vivamente que consulte o original do dante para entender a questão com toda a clareza. [neste exemplo tomado ao acaso, trata-se do cap. XXX do purgatório.]





a tradução de hernâni donato, mais do que uma tradução, é uma vasta recriação digamos "parnasiana" dos versos tersos e enxutos de dante. é uma bela obra que chega quase a constituir uma obra originária de direito próprio, tão afastada está, em estrutura, estilo e léxico, da divina comedia italiana. assim, eventuais diferenças de termos na suposta tradução de fábio alberti não passam de tentativas cosméticas de disfarçar a cópia.
esta fraude já foi admitida pela ed. nova (in)cultural, que retirou o livro de catálogo e está indenizando a editora l&pm por lhe ter cedido essa pseudotradução num contrato de sublicenciamento de direitos.
resta o problema das centenas de milhares de exemplares da divina comédia fraudada, que se encontram em lares, escolas e bibliotecas, e que, a meu ver, teriam de ser substituídos num vasto recall por iniciativa da empresa responsável pelo delito e de sua parceira suzano celulose.







2 de dez. de 2008

pernas pra que te quero


imagem: http://gfxb.smpgfx.com/Look-Inside/covers/2888778.jpg

na coluna à direita há uma listinha do bem, "eu não gosto de plágio".

hoje criei uma outra, que é uma listinha com vários livros e seus respectivos supostos pretensos ditos alegados tradutores.

é deles que eu fujo.

1 de dez. de 2008

YEP!!!


adoro todas as manifestações contra plágios.
sem querer desmerecer nenhuma, acho que eduardo sterzi falou o que eu penso, com todas as fibras do coração e os neurônios da cabeça:

"É inacreditável que nada ainda de efetivo tenha sido feito pelo Ministério Público contra a Nova Cultural e a Martin Claret, empresas descaradamente criminosas."

também acho inacreditável. mas me recuso a me dar por vencida, e por isso ainda estamos aqui, certo? então, sr. ministério público, vamos nos mexer?

p.s.: a figurinha acima é matisse, blusa romena

30 de nov. de 2008

a tournament of lies

r.e.m., this is the end of the world as we know it.
meio velhinho para quem gosta de rock, minhas desculpas.

em todo caso, achei que seria um bom final de domingo e que ilustra bem a devastação - mas, ao contrário do michael stipes, EU don't feel fine ;-)


meu afeto a todos que tampouco feel fine!




o stipes é feroz na letra. para quem se interessar:

That's great, it starts with an earthquake, birds and snakes, an aeroplane -
Lenny Burnside is not afraid. Eye of a hurricane, listen to yourself churn -
world serves its own needs, don't misserve your own needs. Feed it up a knock,
speed, grunt no, strength no. Ladder structure clatter with fear of height,
down height. Wire in a fire, represent the seven games in a government for
hire and a combat site. Left her, wasn't coming in a hurry with the furies
breathing down your neck. Team by team reporters baffled, trump, tethered
crop. Look at that low plane! Fine then. Uh oh, overflow, population,
common group, but it'll do. Save yourself, serve yourself. World serves its
own needs, listen to your heart bleed. Tell me with the rapture and the
reverent in the right - right. You vitriolic, patriotic, slam, fight, bright
light, feeling pretty psyched.

It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it and I feel fine.

Six o'clock - TV hour. Don't get caught in foreign tower. Slash and burn,
return, listen to yourself churn. Lock him in uniform and book burning,
blood letting. Every motive escalate. Automotive incinerate. Light a candle,
light a motive. Step down, step down. Watch a heel crush, crush. Uh oh,
this means no fear - cavalier. Renegade and steer clear! A tournament,
a tournament, a tournament of lies. Offer me solutions, offer me alternatives
and I decline.

It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it and I feel fine.

The other night I tripped a nice continental drift divide. Mount St. Edelite.
Leonard Bernstein. Leonid Breshnev, Lenny Bruce and Lester Bangs.
Birthday party, cheesecake, jelly bean, boom! You symbiotic, patriotic,
slam, but neck, right? Right.

It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it and I feel fine...fine...

indicação: federico carotti

como esquecer?


como sempre, matisse, à vontade na cor e na forma, como um grande tradutor entre as palavras

se eu puder opinar, e sem querer desfazer de vários outros aspectos envolvidos no problema do plágio como prática editorial sistemática, concordo com francis h. aubert quando ele diz, em comentário deixado aqui no blog:

"O que mais incomoda no plágio é o apagamento, a tabula rasa que faz do esforço, da dedicação, da perseverança do plagiado. Gera uma falsidade não apenas pessoal, mas histórica, que assim perde sua credibilidade."

e acrescento: se se multiplicar essa tabula rasa por dezenas e dezenas de nomes (godofredo rangel, casimiro fernandes, wilson lousada, mário quintana, péricles eugênio da silva ramos, jamil almansur haddad, lívio xavier, ligia junqueira, boris schnaiderman, modesto carone e tantos, tantos outros), o apagamento é quase de toda a história da formação cultural e literária em nosso tão colonial brasil na primeira metade do século XX, e mesmo mais além...

pois como alguém pode ler essa frase tão bonita, tão à vontade em nossa língua:

"Nos montes de Seeonee, ali pelas sete horas daquele dia tão quente, Pai Lobo despertava do seu longo sono, espreguiçava-se, bocejava e estirava as pernas para espantar a lombeira entorpecente."

ou:

"Os menores rumores nas ervas, o movimento das brisas, as notas do canto da coruja, cada arranhadura que a garra dos morcegos deixa na casca das árvores onde se penduram por um momento, a lambada n'água de cada peixinho ao dar pulos na superfície - tudo significa muito para os animais da floresta."

e não reconhecer aí uma inesquecível, uma indescritivelmente bela aula de amor à própria língua? com os peixinhos, com a lambada n'água, a lombeira, o espreguiçar, os pulos?

como acreditar que isso tenha sido escrito por um fantasma pavoroso, um ectoplasma apodrecido, chamado alex marins, numa das mais inidôneas editoras deste país, martin claret?

como esquecer monteiro lobato?


imagem: matisse, www.tounotopos.blogs.sapo.pt





29 de nov. de 2008

viva!

antésima como sou nas técnicas bloguísticas, devo ter feito alguma coisa que desabilitou o campo dos comentários por um tempão.

mas hoje, finalmente, consegui descobrir onde estava o problema (que se revelou, claro, absolutamente trivial). então fiquei toda feliz, e catei no outlook várias mensagens e comentários que tinham sido decapitados e juntei todos na explicação dada na época do sumiço. foi muito legal rever tanta força, simpatia e gentileza de tanta gente que não gosta de plágio.

obgíssima a todos, e vamos tocando nosso barquinho.

imagem: osentidodascoisas.blogspot.com

28 de nov. de 2008

coisas boas

calder

que legal! amanhã, na primavera dos livros da libre, vai ter no palácio do catete uma mesa-redonda sobre tradução literária e a formação cultural no brasil. turminha maravilhosa: gente que não gosta de plágio, colegas muito queridos - celina portocarrero, marco lucchesi, oséias silas ferraz (leia-se crisálida, como moderador) e sérgio molina.

angu de caroço

então, para quem está acompanhando o deslindamento desse fenômeno inédito na história editorial brasileira, a saber, a instauração do plágio de traduções em escala industrial como prática sistemática, por obra e graça da editora nova cultural, há alguns dados interessantes.

uma comparação entre a coleção "imortais da literatura universal" da abril cultural e a coleção "imortais da literatura universal" da nova cultural mostra o seguinte:

1. a coleção da abril cultural tem 50 títulos; a da nova cultural tem 20 títulos.

2. entre estes 20 títulos da coleção da nova cultural, 16 já tinham sido publicados na coleção da abril cultural.

3. não faziam parte da coleção dos imortais da abril: a mulher de trinta anos, as três irmãs, conto de duas cidades e mulheres apaixonadas. de qualquer maneira, à exceção de conto de duas cidades, os outros 3 tinham sido publicados em outras coleções da abril cultural: "grandes romancistas" e "teatro vivo".

4. entre os 16 títulos comuns às duas coleções (abril e nc), 2 são em português, machado de assis e eça de queirós.

5. entre os 14 títulos traduzidos comuns às duas coleções, 5 têm a mesma tradução: relações perigosas, o sol também se levanta, a idade da razão, decamerão e moll flanders.

6. os outros 9 títulos em comum entre as duas coleções (abril e nc) têm créditos de tradução diferentes:
- dostoievski, irmãos karamázovi - enrico corvisieri
- emily brontë, o morro dos ventos uivantes - rachel de queiroz
- tolstói, ana karênina - mirtes ugeda
- stendhal, o vermelho e o negro - maria cristina f. da silva
- e. zola, germinal - eduardo nunes fonseca
- scott fitzgerald, suave é a noite - enrico corvisieri
- a. dumas, os três mosqueteiros - mirtes ugeda
- oscar wilde, o retrato de dorian gray - maria cristina f. da silva/ enrico corvisieri
- j. swift, viagens de gulliver - therezinha monteiro deutsch

7. as traduções de rachel de queiroz e de eduardo nunes fonseca aparecem na edição da nova cultural sob as licenças respectivas da record e da hemus.

8. restam 7 traduções aparentemente novas - 2 a cargo de enrico corvisieri, 2 a cargo de mirtes ugeda, 2 a cargo de maria cristina f. da silva (e também de enrico corvisieri, na imprenta) e 1 a cargo de therezinha monteiro deutsch.

9. após alguns cotejos, não constatei plágio na tradução de therezinha monteiro deutsch.

10. as outras 6 são plágios flagrantes.

11. quanto aos 4 títulos da nova cultural que não constavam na coleção anterior da abril cultural, 2 retomam as mesmas traduções anteriores de outras coleções da abril (as três irmãs e mulheres apaixonadas)

12. já a tradução de a mulher de trinta anos, atribuída também a enrico corvisieri, é plágio da tradução original de araújo nabuco.

tabulando um pouco, numa coleção composta por um total de 20 títulos, temos:
- 2 originais em português (10%)
- 7 traduções repetidas (35%)
- 2 traduções por licença (10%)
- 2 traduções novas (10%)
- 7 plágios (35%)

numa coleção composta por um total de 18 títulos traduzidos, temos a seguinte distribuição:
- enrico corvisieri: 22,22% *
- mirtes ugeda e maria cristina da silva: 11,11% cada
- todos os demais: 5,5% cada
* considerando a dupla atribuição em dorian gray

numa coleção de 18 títulos traduzidos, temos:
- 38,88% de traduções repetidas de coleções da abril cultural
- 11,11% de traduções por licença
- 11,11% de traduções novas
- 38,88% de traduções plagiadas.

e por onde continuou


















então eu queria deixar esse ponto bem assente:
  • em 1971 a abril cultural lançou sua coleção imortais da literatura universal, com 50 títulos, que é a seguinte, com seus respectivos tradutores:
Coleção Imortais da Literatura, Abril, 1ª. edição, 1971
1.Os Irmãos Karamazovi - Fiódor M. Dostoiévski – Natália Nunes e Oscar Mendes
2.As Aventuras do Sr. Pickwick - Charles Dickens – Octavio Mendes Cajado
3.Madame Bovary - Gustave Flaubert – Araújo Nabuco
4.Novelas Exemplares - Miguel de Cervantes Saavedra - Darly Scornnaienchi
5.Decamerão - Giovanni Boccaccio – Torrieri Guimarães
6.Eugênia Grandet - Honoré de Balzac – Moacyr Werneck de Castro
7.Os Três Mosqueteiros - Alexandre Dumas, Pai – Octavio Mendes Cajado
8.Werther - Johann Wolfgang von Goethe – Galeão Coutinho
9.Tom Jones - Henri Fielding – Octavio Mendes Cajado
10.O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë – Oscar Mendes
11.Lorde Jim - Joseph Conrad – Mário Quintana
12.A Vagabunda - Gabrielle S. Colette – Juracy Daisy Marchese
13.O Sol Também se Levanta - Ernest Hemingway – Berenice Xavier
14.Pais e Filhos - Ivan Turguêniev – Ivan Emilianovitch
15.O Retrato do Artista Quando Jovem - James Joyce – José Geraldo Vieira
16.Memórias Póstumas de Brás Cubas / Dom Casmurro - Machado de Assis
17.Tônio Kroeger / A Morte em Veneza - Thomas Mann – Maria Deling
18.Os Trabalhadores do Mar - Victor Hugo – Machado de Assis
19.Servidão Humana - W. Somerset Maugham – Antonio Barata
20.Leão Tolstói - Ana Karênina – João Gaspar Simões
21.Os Noivos - Alessandro Manzoni – Marina Guaspari
22.Viagens de Gulliver - Jonathan Swift – Octavio Mendes Cajado
23.O Vermelho e o Negro - Stendhal – Casemiro Fernandes e de Souza Jr.
24.O Primo Basílio - Eça de Queirós
25.Contraponto - Aldous Huxley – Érico Verissimo e Leonel Vallandro 26.As Relações Perigosas - Choderlos de Laclos – Sérgio Milliet
27.Judas, o Obscuro - Thomas Hardy – Octavio de Faria
28.O Cristo Recrucificado - Nikos Kazantzakis – Guilhermina Sette
29.Os Subterrâneos do Vaticano - André Gide – Miroel Silveira e Isa Leal
30.Moll Flanders - Daniel Defoe – Antonio Alves Cury
31.Suave é a Noite - F. Scott Fitzgerald – Ligia Junqueira
32.A Idade da Razão - Jean-Paul Sartre – Sérgio Milliet
33.O Amante de Lady Chatterley - David Herbert Lawrence – Rodrigo Richter
34.As Vinhas da Ira - John Steinbeck – Ernesto Vinhaes e Herbert Caro
35.O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde – Oscar Mendes
36.Germinal - Emile Zola – Francisco Bittencourt
37.Ivanhoé - Walter Scott – Brenno Silveira
38.O Falecido Mattia Pascal - Luigi Pirandello – Mário da Silva
39.Lady Barberina / Outra Volta do Parafuso - Henry James – Leônidas Gontijo de Carvalho / Brenno Silveira
40.Contos – Voltaire – Mário Quintana
41.Nosso Homem em Havana - Henry Graham Greene – Brenno Silveira
42.Almas Mortas - N. V. Gógol – Tatiana Belinky
43.Moby Dick - Herman Melville – Péricles Eugênio da Silva Ramos
44.Babbitt - Sinclair Lewis – Leonel Vallandro
45.Mrs. Dalloway / Orlando - Virginia Woolf – Mário Quintana / Cecília Meirelles
46.A Pele - Curzio Malaparte – Alexandre O’Neill
47.A Romana - Alberto Moravia – Marina Colasanti
48.A Condição Humana - André Malraux – Jorge de Sena
49.O Estrangeiro - Albert Camus – Antonio Quadros
50.Ficções - Jorge Luis Borges – Carlos Nejar 
  • em 1995, a nova cultural lançou sua coleção também chamada "imortais da literatura universal", com apenas 20 títulos. a relação completa dos "imortais da literatura universal" da nova cultural (círculo do livro), com os respectivos créditos de tradução e números de isbns, é a seguinte:
1. dostoievski, irmãos karamázovi - enrico corvisieri - 85-351-0485-2
2. emily brontë, o morro dos ventos uivantes - rachel de queiroz - 85-351-0494-1
3. honoré de balzac, a mulher de 30 anos - enrico corvisieri - 85-351-0495-X
4. tolstói, ana karênina - mirtes ugeda - 85-351-0496-8
5. ch. de laclos, relações perigosas - sérgio milliet - 85-351-0534-4
6. tchecov, as três irmãs - maria jacintha - 85-351-0502-6
7. machado de assis, brás cubas/ dom casmurro - 85-351-0553-0
8. stendhal, o vermelho e o negro - maria cristina f. da silva - 85-351-0569-7
9. e. hemingway, o sol também se levanta - berenice xavier - 85-351-0594-8
10. e. zola, germinal - eduardo nunes fonseca - 85-351-0605-7 (licença hemus)
11. scott fitzgerald, suave é a noite - enrico corvisieri - 85-351-0612-X
12. ch. dickens, conto de duas cidades - sandra luzia couto - 85-351-0628-6
13. sartre, a idade da razão - sérgio milliet - 85-351-0629-4
14. d. h. lawrence, mulheres apaixonadas - cabral do nascimento - 85-351-0660-X
15. a. dumas, os três mosqueteiros - mirtes ugeda - 85-351-0685-5
16. oscar wilde, o retrato de dorian gray - maria cristina f. da silva - 85-351-0661-8 *
17. boccaccio, decamerão - torrieri guimarães - 85-351-0697-9
18. eça de queiroz, o primo basílio - 85-351-0714-2
19. j. swift, viagens de gulliver - therezinha monteiro deutsch - 85-351-0715-0
s/n. d. defoe, moll flanders - antônio alves cury - 85-351-0746-0
* esta edição do dorian gray inaugura o capítulo das trapalhadas da nova cultural: na página de rosto consta o crédito de tradução a maria cristina f. da silva, mas, no verso da própria página de rosto da mesma edição, a tradução é atribuída a enrico corvisieri. quem chamou a atenção para essa trapalhada foi marcelo bueno de paula.



27 de nov. de 2008

onde tudo começou

1. os irmãos karamázovi, círculo do livro, 1995, trad. natália nunes e oscar mendes


2. os irmãos karamázovi, círculo do livro, 1995, "trad." enrico corvisieri
[clique em cima das imagens para vê-las ampliadas]


é engraçado, triste e irônico: os irmãos karamázovi, de dostoievski, em tradução da portuguesa natália nunes (feita a partir da tradução em espanhol) e notas de oscar mendes tinha sido publicado pela josé aguilar em 1963.

1. em 1995, o círculo do livro, empresa do grupo c.l.c. (leia-se richard civita), publicou essa tradução de natália nunes em edição de capa dura.

2. no mesmo ano de 1995, a nova cultural, divisão do círculo do livro, inaugurou a coleção imortais da literatura com a publicação do mesmo os irmãos karamázovi.

a página de imprenta especificava: "licença de tradução concedida por enrico corvisieri".

essa suposta tradução de enrico corvisieri, porém, era uma cópia praticamente literal, apenas com uma ou outra troca de palavras da tradução anterior lançada pela josé aguilar.

o engraçado é que as duas edições, uma com dados corretos, outra com dados fraudados, são publicadas pela mesma empresa no mesmo ano.

o triste é que, até onde vão minhas pesquisas, está aí o plágio que inaugurou a próspera carreira de fraudes da nova cultural que se prolonga há mais de uma década.

e a não pequena ironia consiste no tripudio da herança editorial que richard civita recebeu de victor civita: foi exatamente com o mesmíssimo os irmãos karamázovi de dostoievski que, 24 anos antes, em 1971, a abril cultural havia inaugurado sua celebrada coleção de literatura, um marco na história editorial do país, com o devido licenciamento da josé aguilar para o uso da tradução de natália nunes com notas de oscar mendes. *

mal decorrida uma geração após o lançamento da coleção da abril e mal passados cinco anos da morte de victor civita, a nova cultural começou a implantação da galeria de seus fantasmas tradutórios que até hoje continuam a assombrar o país.

* a relação dos 50 títulos que compunham a coleção da abril cultural (1971-72), com respectivos tradutores, está em:
http://naogostodeplagio.blogspot.com/2008/08/os-pensadores-abril-cultural.html

26 de nov. de 2008

"é muito difícil, trabalhoso, demorado"

hoje no final da tarde me liga christiane, da ed. nova cultural.

a história é que em outubro liguei para o instituto ecofuturo e para dr. pedro, advogado da nova cultural, para saber em que pé estavam as coisas, o que iam fazer com os alguns milhões de fraudes descabeladas que a editora tinha impingido à sociedade, com sua coleção "obras-primas" e algumas obras da coleção "pensadores".
quanto à suzano celulose (mantenedora do instituto ecofuturo) já informei abaixo as desconversas da diretoria da ong e a facilidade em proceder ao embolso de dinheiro escuso para financiar sua filantropia social.
quanto ao dr. pedro, ele me aconselhou a falar com christiane, pois ele, como advogado, fazia parte de um escritório de advocacia que apenas prestava serviços à nova cultural e que não poderia dizer nada para não se ver "envolvido em saia justa" [sic] junto à empresa. naturalmente, então, liguei para christiane.
muito urbana, muito polida, num estilo de executiva paulista que me soa tão familiar, meio "casual", sempre naquele tom de "oh, somos tão legais, como é que foi acontecer uma coisa dessas", queria vir aqui em casa, queria que eu fosse ao escritório dela, queria "olhar olho no olho" pois "conversa ao vivo é diferente", que, por mais que alguém se dissesse conhecedor de tons de voz pelo telefone, nada substituía a honestidade do contato direto - UFA!!!! - e iria me explicar tudinho só para eu entender que a nova cultural é ótima, tem as melhores intenções etc., aquela história toda.

ficou que ela estava embarcando para a feira de frankfurt dentro de dois dias e que após o término da feira ela ligaria para combinarmos um encontro. eu: "sim, sim, claro", porque era evidente que ela estava apenas marcando presença e não tinha a menor intenção de comentar coisa alguma sobre as providências que a nova cultural tomaria (ou NÃO tomaria) quanto a suas gigantescas fraudes na coleção obras-primas.

claro que a feira terminou acho que faz quase um mês, nem lembrei mais da moça, pois era evidente que era só conversa para boi dormir, e hoje me liga ela - "ah, estou dando retorno, pois vc me pediu a posição da nc etc. etc.".

em suma, acho que ficamos uns 40 minutos, sempre aquelas absurdidades e frases feitas, ela insistindo em encontro pessoal para ouvir o que eu tinha a dizer. tentei explicar que EU não tinha nada a dizer, ELES é que deviam ter algo a dizer. ao que christiane tentou me explicar longamente que é tudo muito difícil, trabalhoso, demorado (aliás, todo o tom da coisa tinha um ar ... assim, como dizer ... um pouco cínico, mas que seja - afinal, a moça é apenas uma funcionária, e certamente estava apenas executando ordens de escalão mais gabaritado.)

a conversa foi cômica e muito irritante: resumindo, segundo christiane, os primeiros plágios (datados de 1995), na coleção "os imortais da literatura", já estavam a cargo de janice florido, e que não eram de responsabilidade da empresa, pois havia "delegação de responsabilidades", e que iriam fazer uma declaração explicando que não sabiam de nada e nem teriam como nem por que saber, visto que eram responsabilidades delegadas. como sou boazinha, opinei vivamente que, ao declarar isso, estariam apenas passando um atestado de irresponsabilidade. demorou um pouco até christiane entender e afinal concordou entusiasticamente. [isso parece sugerir que é muito entranhada a cultura do ponciopilatismo na n.c. ...]

outra coisa engraçada na conversa: a certas alturas, e meio de ponto em branco, christiane promete em tom solene que as fraudes e plágios não voltariam a ocorrer; ressalvou que, "claro, não podia garantir, nunca se sabe", mas que fazia votos que não ocorressem mais.

outro ponto: enfatizei muito que questão de editora lesada e tradutor plagiado não era comigo, isso eles que vissem ou deixassem de ver com os devidos interessados, e que meu escarcéu era em relação ao patrimônio cultural dilapidado e à má-fé da nova cultural contra o leitor - ou seja, uma questão de direito público e direito do consumidor, em defesa dos bens culturais do país.
ela então pediu uma proposta, e dei a mesma de sempre: errata pública durante 3 dias nos jornais de grande circulação no país, recall geral dos exemplares vendidos e reposição das fraudes com obras devidamente creditadas a seus verdadeiros tradutores. ela ficou de passar minha posição para a "presidência" e a "diretoria" da empresa, e manifestou seu ceticismo a respeito. trocamos saudações e ponto final.

assim vão se costurando os pontos: consultei várias vezes, por telefone e e-mail, os principais envolvidos, publiquei mais de 500 posts no assassinado assinado-tradutores, apresentei cotejos exaustivos etc. etc.

por outro lado, a nova cultural está nesse siricotico de tentar entender o que está rolando ou vai rolar concretamente contra eles. fui clara, e disse com todas as letras. agora depende da boa vontade da nova cultural em corresponder à lisura e transparência que se esperam.

17 de nov. de 2008

ai, ai, as desventuras de autores e tradutores que afligem também os leitores:

http://caquiscaidos.blogspot.com/2008/11/sem-poesia-no-sbado.html

solidariedade às amigas adriana lisboa e celina portocarrero, torcendo para que tudo saia pelo melhor.

14 de nov. de 2008

atualizando



para quem está acompanhando as discussões sobre a lei do direito autoral 9610/98, no fórum nacional do direito autoral, minc, houve hoje uma atualização no blog do minc, sobre o seminário de final de outubro, que contou com a participação dos tradutores e apresentação de uma pauta de sugestões:
http://www.cultura.gov.br/blogs/direito_autoral/?p=44#more-44

e galeno amorim em seu blog:
http://blogdogaleno.blog.uol.com.br/
- Direitos Autorais, onde o bicho pega
Não se fala em outra coisa no meio editorial que não seja a discussão em torno da proposta do Ministério da Cultura para modificar a atual legislação do direito autoral no Brasil. Pelo menos 14 entidades do livro vêm se reunindo com impecável freqüência na sede da Câmara Brasileira do Livro, em São Paulo, para avaliar o caso.

- Congresso sedia debate sobre Direitos Autorais
Editores, livreiros e governo têm novo encontro marcado para a próxima terça-feira, em Brasília: todos estarão lá na audiência pública convocada pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados para debater as mudanças em curso na questão dos direitos autorais no País.

feliz ano?!

impressionante a desfaçatez de algumas editoras e a desmemória ou indiferentismo de alguns veículos de comunicação.

assino o boletim eletrônico da publishnews, e ontem me deparei com a seguinte notícia:

"Publishnews - 13/11/2008 - por Redação
Feliz Ano!
As editoras Geração Editorial e Leitura estão fechando o ano de 2008 com ótimas notícias. Além do seu faturamento ter mais do que triplicado, a contratação de mais um editor – Marcos Torrigo, ex-Madras e ex-Ediouro – também é motivo de comemoração para as empresas. Outro selo do grupo, o Jardim dos Livros, ainda fecha este ano celebrando o resultado obtido com a edição de A arte da guerra, de Sun Tzu. O clássico chinês chegou ao primeiro lugar em todas as listas de mais vendidos. "

ora, em julho de 2008 (quer dizer, nada tão antediluviano assim), a revista piauí tinha publicado um longo artigo do saudoso jornalista e chefe de checagem adam sun mencionando justamente essa edição da jardim dos livros: "o pega-pega da arte da guerra".

com sua impagável verve, adam sun alertava:
"Os excessos da DPL podem parecer café pequeno ante a proeza da editora Jardim dos Livros, cuja Arte da Guerra: Os Treze Capítulos Originais, lançada em tradução e adaptação de Nikko Bushidô, é um embuste desde o frontispício até o último capítulo. O livro, de 2006, traz na capa três afirmações bombásticas: 'Tradução do chinês', 'Campeão de vendas', 'Edição completa'. Eis uma mentira: 'Tradução do chinês'. A versão Jardim dos Livros é tradução do chinês feita através da língua de Camões mesmo.
Nikko Bushidô promoveu um mega-arrastão nas versões brasileiras de Sunzi Bingfa. Simplesmente surrupiou a produção intelectual de José Sanz (Record, 1983), Mirian Paglia Costa e Caio Fernando Abreu (Cultura, 1994), Sueli Barros Cassal (L&PM, 2000) e Ana Aguiar Cotrim (Martins Fontes, 2002). Não contente, Bushidô arrebanhou também o prodigioso editor Martin Claret e seu prestativo colaborador Pietro Nassetti, tradutor de grandes habilidades, como se verá adiante. E mais: reproduziu até o erro de atribuir a Sunzi uma frase de Santo Agostinho - 'O objetivo das guerras é a paz' -, numa demonstração prática da técnica Lavoisier de tradução."


o arsenal do guerreiro nikko bushido

naquela ocasião, publiquei quatro ou cinco posts no agora inconsultável assinado:tradutores, detalhando alguns meandros da jardim dos livros (antiga sapienza) e outros temas correlatos.

já é um absurdo inaceitável o que fez a jardim dos livros: plágio, prática lesiva ao consumidor, concorrência desleal, falsidade ideológica etc.

agora, que a publishnews venha comemorar o sucesso da jardim dos livros obtido com malfeitorias?! um feliz ano?! para quem?

13 de nov. de 2008

a madame bovary da l&pm

ontem recebi a grata notícia da publicação de madame bovary, de flaubert, pela l&pm, em tradução de ilana heineberg.

a história foi a seguinte: em outubro do ano passado, descobriu-se que a madame bovary em tradução de araújo nabuco tinha sido plagiada. a editora nova cultural, em 2002, tinha pegado essa tradução consagrada de araújo nabuco, feito algumas poucas e levíssimas alterações e publicado esse plágio atribuindo a tradução a um tal "enrico corvisieri", dentro de sua coleção "obras-primas" em parceria com a suzano celulose (instituto ecofuturo).

em 15 de dezembro o jornal a folha de s.paulo publicou uma matéria, "crítico vê plágio de versão de quintana", de autoria de marcos strecker, desmascarando três plágios cometidos pela nova cultural/ecofuturo na mesma coleção "obras-primas":
- voltaire, contos, trad. original de mario quintana, plagiado sob nome de "roberto domenico proença" [fraude constatada por manuel da costa pinto]
- edmond rostand, cyrano de bergerac, trad. original de carlos porto carreiro, plagiado sob nome de "fábio m. alberti" [fraude constatada por ivo barroso]
- flaubert, madame bovary, trad. original de araújo nabuco, plagiado sob nome de "enrico corvisieri" [fraude constatada por esta que vos fala]
http://recantodaspalavras.wordpress.com/2007/12/15/novo-caso-de-plagio-em-traducao/#comment-159

a peculiaridade no caso do plágio da madame bovary era que a l&pm também tinha editado exatamente o mesmo plágio da nova cultural/ecofuturo em nome de "enrico corvisieri". contatada pelo repórter da folha de s.paulo, a l&pm declarou que tinha feito uma permuta de títulos com a nova cultural. sentindo-se lesada em sua boa-fé, por ter sublicenciado traduções legítimas suas em troca de traduções falsificadas da nova cultural/ecofuturo, a editora entrou com uma ação judicial contra a espertinha.

assim, em 10 de maio de 2008, o jornal folha de s.paulo publicou a matéria "plágio leva l&pm a processar editora", de autoria de marcos strecker, sobre o contrato fraudulento com que a nova cultural havia embaído a l&pm e as medidas judiciais desta.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1005200820.htm

já na época em que a l&pm teve conhecimento das fraudes em que se vira involuntariamente envolvida, ela teve por bem retirar de circulação todos os exemplares de madame bovary que havia editado por sublicenciamento da nova cultural, e divulgou suas providências em seu site:
http://www.lpm-editores.com.br/v3/artigosnoticias/user_exibir.asp?ID=638229

a nova cultural/ecofuturo publicou mais de 100 mil exemplares ilegais só da madame bovary, leitores saíram lesados, a memória tradutória do país foi atingida, lares, escolas e bibliotecas ainda possuem esses exemplares criminosos.

saldo positivo não houve, não para as pessoas e empresas de bem. talvez para os malfeitores. foi um desgaste e uma vergonha. a nova cultural admitiu o crime a portas fechadas, mas não reparou os danos morais, materiais e culturais que causou.

mas a l&pm está de parabéns pela forma como conduziu a defesa de sua integridade. e possam agora os leitores ter acesso a uma nova edição, límpida, boa e honesta. e possa nosso patrimônio literário traduzido continuar a aumentar com decência e qualidade.

12 de nov. de 2008

fascismo x causa pública

em vista do reiterado silêncio e da obtusa negativa dos responsáveis pelo assinado-tradutores em recuar na censura retroativa e na falsificação de meus arquivos no dito blog, símbolo do pior corporativismo, estreito, atrasado, oportunista e autoritário, de que tenho notícia;

em vista da fácil solução adotada pelos ditos responsáveis, a saber, simplesmente vetar meu acesso pessoal e qualquer outro acesso público ao blog;

em vista da responsabilidade que assumi em meu nome perante centenas e centenas de pessoas na luta contra o plágio;

em vista da envergadura do saque ao patrimônio intelectual brasileiro, que constitui uma causa de amplo interesse social e público, acima de mesquinhos interesses de categoria profissional,

reproduzirei aqui - para acesso livre e irrestrito - os textos de minha autoria outrora publicados no referido blog.

obs.: tentarei na medida do possível seguir a ordem cronológica em que esses textos foram originalmente publicados.

11 de nov. de 2008

...

dove sei?

por que o assinado-tradutores não admite mais acesso público a seu conteúdo?

10 de nov. de 2008

7 de nov. de 2008

coisas legais




poemata: uma edição crítica dos poemas em latim e grego de john milton, com organização e tradução de erick ramalho, pela editora tessitura.

4 de nov. de 2008

acesso amplo x acesso restrito

desde o final de setembro, no enlutado dia do tradutor, deixei de fazer parte do grupo de coordenação do blog coletivo chamado assinado-tradutores e me afastei de suas atividades.

nestes últimos dias, tenho recebido e-mails de pessoas que ainda me consideram de alguma maneira associada ao núcleo central do assinado-tradutores, comentando que não conseguem mais entrar no referido blog e pedindo orientações. fui tentar, também não consegui. aparentemente seus atuais mantenedores tiveram por bem fechá-lo ao público e restringir o acesso apenas a seus convidados.

na época em que me afastei publicamente do blog, autorizei aos coordenadores a manutenção dos materiais e utilização de pesquisas de minha autoria, e mantive meu endosso ao abaixo-assinado contra fraudes editoriais.

como constatei adulteração posterior de posts meus no blog assinado-tradutores, no sábado passado solicitei sua devida restauração. a solicitação não foi acatada.

tendo a crer que a decisão dos atuais coordenadores do blog de fechá-lo ao público esteja de alguma maneira relacionada a este episódio de adulteração de materiais autorais e talvez possa ser uma maneira de ocultar essa manipulação não-autorizada de materiais.

se assim for, trata-se de uma nova política de condução coletiva do assinado-tradutores que parece não contar com a transparência entre suas virtudes principais, e é totalmente estranha à sua gênese e aos propósitos que o guiaram até final de setembro passado.

peço desculpas às pessoas de bem pelo malogro de um programa que se pretendia inclusivo e abrangente, firme e transparente, de luta contra falsificações e violações autorais, e que acabou sucumbindo presa das mesmas práticas que tanto combateu. o fechamento do blog assinado-tradutores ao público parece ser apenas uma confirmação de quão frágil é o respeito à autoria e à cidadania neste país.

2 de nov. de 2008

não gosto de expurgo 2

lamentável a implosão de um blog que, até algum tempo atrás, era tido como uma referência séria e respeitável entre tradutores, escritores, jornalistas, editores, leitores e amantes de livros.

quando solicitei a restauração de posts meus que haviam sido adulterados no blog assinado-tradutores, recebi da parte de um de seus colaboradores atuais, adail sobral, desde ofensas pessoais a declarações, estas sim sérias e preocupantes: "Pode ter havido algum problema, coisa comum na Web, não é mesmo?", "não há lei que diga que um blog, informal como é, tem de manter postagens de quem quer que seja", "E prove o tal expurgo!". como o silêncio do administrador do blog fabio m. said parece seguir no sentido da concordância com tais posições, naturalmente fica muito abalada a credibilidade do referido blog, que vem sendo tratado como terra de ninguém, um faroeste internáutico.

é estarrecedor. agradeço as várias manifestações de solidariedade que tenho recebido.
embora, pessoalmente, eu tenha ficado perplexa e até magoadíssima com o episódio, o problema é outro. a meu ver, a questão de fundo, absolutamente crucial, merecedora de uma reflexão cuidadosa, é:

qual o papel da autoria num blog coletivo? qual a responsabilidade com a verdade numa mídia tratada como se estivesse acima de normas e direitos? qual a credibilidade de uma esfera de comunicação sem defesa contra arbitrariedades?

1 de nov. de 2008

não gosto de expurgo

vejam só a ironia das coisas. passei quase um ano correndo atrás dessa história de plágios e fraudes. odeio isso. esse trabalho ficou registrado num blog chamado assinado-tradutores. aí, por uma razão e outra, a coisa lá ficou irrespirável porque, resumindo, houve quem achasse que bastava a martin claret e/ou nova cultural se desculpar pelo mal-feito e pronto, dava-se o assunto por encerrado. que eu era "espontaneísta", iria "desmoralizar" a classe dos tradutores (...) e daí para baixo. como não concordei, tive por bem sair.

aí outro dia vi que tinham resolvido passar uma tesoura radical nos meus posts, tirando as figurinhas que eu colocava e que tinham toda uma mensagem "autoral" e específica própria.
achei a coisa meio stalinista, mas deixei passar, pensando "bom, se agora é assim, problema deles". mas depois achei que não devia deixar passar, pois afinal todo meu problema é uma certa suscetibilidade contra expurgos, censuras, arbitrariedades e manipulações falseadoras das coisas.

então escrevi ao administrador do blog, pedindo um pouco de coerência:

"prezado fábio:
de vez em quando visito o assinado-tradutores para acompanhar os novos rumos.
fiquei muito surpresa quando vi que houve um significativo "expurgo" das ilustrações de meus posts.
elas faziam parte integrante dos textos, e não me lembro de ter autorizado a retirada delas.
por outro lado, até por formação pessoal, sempre tive uma sensibilidade muito grande quanto a qualquer mutilação da memória histórica. acho que isso ficou bastante claro desde final de agosto de 2007, quando iniciei meus trabalhos de pesquisa para rastrear as fraudes apontadas por saulo, até o final de setembro de 2008, quando ficou meridianamente claro que esta minha perspectiva não era endossada por alguns participantes mais estridentes do a:t.
assim, muito me admira e entristece ver que as práticas que mais abomino estão sendo praticadas justamente num fórum que se alimentou durante muitos meses de um trabalho pessoal meu, de grande dedicação.
frente a essa "reescritura" da memória histórica por idéia e obra do grupo que atualmente se encontra à frente do assinado-tradutores, creio que seria adequada uma postura mais coerente de sua parte como administrador minimamente imparcial do blog. talvez coubesse a reconstituição de meus posts com suas respectivas ilustrações (que jamais foram meramente ornamentais ou supérfluas) ou a eliminação da totalidade de posts que publiquei durante minha permanência neste fórum. como está muito bem especificado no quadro dos ex- e atuais colaboradores do a:t, somos os únicos e exclusivos responsáveis pelo que publicamos. como lhe disse, não abdiquei de minha responsabilidade pelo que publiquei e peço que a autoria seja respeitada - afinal é disso que se trata, não?

aliás, tampouco entendi a remoção sumária dos nomes de ivo barroso, mauro gama e federico carotti. não seria o caso de mantê-los, com a especificação de que foram afastados também?

atenciosamente
denise bottmann"

feio, né? também não gostei....

29 de out. de 2008

é, então...

quem não gosta de plágio talvez se interesse em saber a quantas anda a posição da suzano celulose e de sua ong, instituto ecofuturo.

como todos devem saber, aquela famosa delinquência da nova cultural, editora de propriedade do sr. richard civita, que foi executada sob a coordenação editorial da sra. janice florido, a tal coleção obras-primas 2002-2003, foi feita em parceria com a tal ong da suzano.

foi o maior perequetê na época, janice da nova cultural para cá, christine fontelles da ecofuturo para lá, todos alardeando que coisa maravilhosa era aquela tal coleção para a cultura nacional e a democratização do livro, e que 1% do faturamento das vendas da coleção iria para a campanha "ler é preciso" da tal ong e assim por diante. a maior autopropaganda, mas até aí tudo bem.

faz cerca de um mês, liguei para o ecofuturo e falei, "mas, ué, gente, a suzano é uma potência, fica pegando o dinheiro dessas fraudes da coleção obras-primas para a ong de vocês, vocês não precisam desse dinheiro escuso, o josé mindlin que é padrinho dessa iniciativa deu seu apoio à campanha contra os plágios, até que ponto vai a transparência de vocês, como é que fica tudo isso?".

me passaram para um, me passaram para outro, bom, afinal dei meu recado.

e aí pediram um tempinho "de silêncio" [sic] para ver como é que ficava.

bom, passado um mês ou quase, achei que já era tempinho suficiente. e aí volto à carga: "mas e aí, dona fulana de tal, afinal a ecofuturo e a suzano já tomaram posição? como é que vai ficar?", aquela coisa toda.

me disseram (repito, me disseram, não sei se é verdade, estou apenas repassando o que tive como resposta) que afinal demoraram um pouco, porque o ecofuturo tem uma equipe pequena para projetos nacionais grandes etc., e só nesses dias é que conseguiram ver o assunto, e que o jurídico deles já tinha uma posição e que iriam informar a direção lá deles e que eu ficasse tranqüila porque me manteriam a par. (!!!)

bom, tirando o ar um tanto condescendente da dona christine fontelles, se a gente levar em conta que a suzano celulose está envolvida até o pescoço nessas irregularidades da nova cultural, quero crer que quem sabe o instituto ecofuturo vai dar uma olhadinha melhor nessas verbas suspeitas que andou botando no bolso, nesses montes de "prêmios" que andou distribuindo brasil afora em seus concursos de redação na rede pública de ensino, a saber, toda aquela mixórdia envolvendo um monte de obras fraudadas, plagiadas, aquela saga medonha do livro no brasil em plena barbárie de "violação de sepulcros", como disse jorio dauster.

pois é, dona ecofuturo, ponha a mão na consciência direitinho, e diga lá se é bonito isso o que a sra. andou fazendo.

então vamos defender a cultura, e nós - eu, denise bottmann, em meu nome pessoal como humilde cidadã brasileira, e mais muita gente de bem que não gosta de plágio nem de falcatrua - esperamos que a suzano venha a público (tal como veio a público se pavonear uns anos atrás), mas agora para reconhecer ou que estava ciente e concordou com o sr. richard civita em meter a mão no bolso do consumidor brasileiro, e ainda por cima quis posar de boazinha, ou que entrou numa fria e vai tomar as devidas providências em relação à nova cultural e vai proceder à limpa desse lixo incultural que ela e a nova cultural espalharam pelo país afora.

10 de out. de 2008

os pensadores, abril cultural

a título de subsídio para uma futura abordagem do problema d'os pensadores da nova cultural (2004-2005), segue abaixo a relação dos volumes da coleção os pensadores, abril cultural (1972-73, com sucessivas reedições):

VOL 01 - PRÉ-SOCRÁTICOS
TALES DE MILETO, ANAXIMANDRO DE MILETO, ANAXÍMENES DE MILETO, PARMÊNIDES DE ELÉIA, ZENÃO DE ELÉIA, MELISSO DE SAMOS, EMPEDÓCLES DE AGRIGENTO, FILOLAU DE CROTONA, ARQUITAS DE TARENTO, ANAXÁGORAS DE CLAZÔMENA, DEMÓCRITO DE ABDERA, LEUCIPO DE MILETO, PITÁGORAS DE SAMOS, XENÓFANES DE COLOFÃO, HERÁCLITO DE ÉFESO

VOL 02 - SÓCRATES
PLATÃO: DEFESA DE SÓCRATES/ XENOFONTE:DITOS E FEITOS MEMORÁVEIS DE SÓCRATES, APOLOGIA DE SÓCRATES/ ARISTÓFANES: AS NUVENS

VOL 03 - PLATÃO
DIÁLOGOS: O BANQUETE, FÉDON, SOFISTA, POLÍTICO

VOL 04- ARISTÓTELES
TÓPICOS, DOS ARGUMENTOS SOFÍSTICOS, METAFÍSICA, ÉTICA A NICÔMACO, POÉTICA

VOL 05 - EPICURO, LUCRÉCIO, CÍCERO, SÊNECA, M.AURÉLIO
DA NATUREZA, DA REPÚBLICA, CONSOLAÇÃO A MINHA MÃE HÉLVIA, DA TRANQUILIDADE DA ALMA, MEDÉIA, MEDITAÇÕES

VOL 06- S. AGOSTINHO
CONFISSÕES, DE MAGISTRO (DO MESTRE)

VOL 07- STO ABELARDO, STO ANSELMO
MONÓLOGO, PROSLÓGIO, A VERDADE, O GRAMÁTICO, LÓGICA PARA PRINCIPIANTES, HISTÓRIA DAS MINHAS CALAMIDADES

VOL 08 - DANTE ALIGHIERI, JOHN D. SCOT, WILLIAM OCKHAM
VIDA NOVA, MONARQUIA, ESCRITOS FILÓSOFICOS DE SCOT, SELEÇÃO OBRAS W. OCKHAM

VOL 08 -TOMÁS DE AQUINO
O ENTE E A ESSÊNCIA, QUESTÕES SOBRE A VERDADE, COMPÊNDIO DE TEOLOGIA, SÚMULA CONTRA OS GENTIOS, SÚMULA..

VOL 09- MAQUIAVEL
O PRÍNCIPE, ESCRITOS POLÍTICOS

VOL 10 - ERASMO DE ROTTERDAM, THOMAS MORE
ELOGIO DA LOUCURA, A UTOPIA

VOL 11 - MONTAIGNE
ENSAIOS

VOL 12 - BRUNO, GALILEI, CAMPANELLA
SOBRE O INFINITO, O UNIVERSO E OS MUNDOS, O ENSAIADOR, A CIDADE DO SOL

VOL 13 - BACON
NOVUM ORGANUM OU VERDADEIRAS INDICAÇÕES ACERCA DA INTERPRETAÇÃO DA NATUREZA, NOVA ATLÂNTIDA

VOL 14 - HOBBES
LEVIATÃ OU MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL

VOL 15- DESCARTES
DISCURSO DO MÉTODO, MEDITAÇÕES, OBJEÇÕES E RESPOSTAS, AS PAIXÕES DA ALMA, CARTAS

VOL 16 -PASCAL
PENSAMENTOS

VOL 17 - ESPINOSA
PENSAMENTOS METAFÍSICOS, TRATADO DA CORREÇÃO DO INTELECTO, ÉTICA, TRATADO POLÍTICO, CORRESPONDÊNCIA

VOL 18 - LOCKE
CARTA ACERCA DA TOLERÂNCIA

VOL 19 - NEWTON, LEIBNIZ
PRINCÍPIOS MATEMÁTICOS, O PESO E O EQUILIBRIO DOS FLUIDOS, A MONADOLOGIA, DISCURSO DE METAFÍSICA E OUTR

VOL 20 - VICO
PRINCÍPIO DE (UMA) CIÊNCIA NOVA (ACERCA DA NATUREZA COMUM DAS NAÇÕES)

VOL 21 - MONTESQUIEU
DO ESPÍRITO DAS LEIS

VOL 22- BERKELEY, HUME
TRATADO SOBRE OS PRINCÍPIOS DO CONHECIMENTO HUMANO, TRÊS DIÁLOGOS ENTRE HILAS E FILONOUS EM OPOSIÇÃO, INVESTIGAÇÃO SOBRE O ENTENDIMENTO HUMANO, ENSAIOS MORAIS, POLÍTICOS E LITERÁRIOS

VOL 23 - VOLTAIRE, DIDEROT
SUPLEMENTO À VIAGEM DE BOUGAINVILLE, PARADOXO SOBRE O COMEDIANTE, DOS AUTORES E DOS CRÍTICOS, SOBRINHO DE RAMEAU, DIÁLOGO D'ALEMBERT E DIDEROT, SONHO DE D'ALEMBERT, CONTINUAÇÃO DO DIÁLOGO, CARTAS INGLESAS, TRATADO DE METAFÍSICA, DICIONÁRIO FILOSÓFICO, O FILÓSOFO IGNORANTE

VOL 24 - JEAN-JACQUES ROUSSEAU
CONTRATO SOCIAL, ENSAIO SOBRE A ORIGEM DAS LÍNGUAS, DISCURSO SOBRE AS CIÊNCIAS E AS ARTES

VOL 25 - KANT
CRÍTICA DA RAZÃO PURA, PROLEGÔMENOS, FUNDAMENTAÇÃO DA METAFÍSICA DOS COSTUMES, ANALÍTICA DO BELO

VOL 26 - FICHTE, SCHELLING
PRINCÍPIO E PROGRAMA DA DOUTRINA-DA-CIÊNCIA, COMUNICADO CLARO COMO O SOL AO GRANDE PÚBLICO..., CARTAS FILOSÓFICAS SOBRE O DOGMATISMO E O CRITICISMO, ORGANISMO E MECANISMO, BRUNO OU DO PRINCÍPIO ...

VOL 27 - CONDILLAC, HELVÉTIUS, DEGERANDO
TRATADO DOS SISTEMAS, RESUMO TRATADO DAS SENSAÇÕES, LÓGICA, A LÍNGUA DOS CÁLCULOS, DOS SIGNOS E DA ARTE

VOL 28 - ADAM SMITH, DAVID RICARDO
INVESTIGAÇÃO SOBRE A NATUREZA E AS CAUSA DA RIQUEZA DAS NAÇÕES, PRINCÍPIOS DE ECONOMIA POLÍTICA

VOL 29 - JEFFERSON, PAINE, FEDERALISTAS, TOCQUEVILLE
ESCRITOS POLÍTICOS, SENSO COMUM, O FEDERALISTA, A DEMOCRACIA NA AMÉRICA, O ANTIGO REGIME E A REVOLUÇÃO

VOL 30 - HEGEL
A FENOMENOLOGIA DO ESPÍRITO, ESTÉTICA: A IDÉIA E O IDEAL, BELO ARTÍSTICO E O IDEAL, INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DA FILOSOFIA

VOL 31 - SCHOPENHAUER, KIERKEGAARD
MUNDO COMO VONTADE E REPRESENTAÇÃO, PARERGA E PARALIPOMENA, DIÁRIO DE UM SEDUTOR, TEMOR E TREMOR [e O DESESPERO HUMANO (DOENÇA ATÉ A MORTE), avisa alan mello nos comentários]

VOL 32 - NIETZSCHE
AURORA, GAIA CIÊNCIA, ZARATUSTRA, ALÉM DO BEM E DO MAL, GENEALOGIA DA MORAL, CREPÚSCULO DOS ÍDOLOS, ECCE HOMO

VOL 33 - COMTE
FILOSOFIA POSITIVA, DISCURSO SOBRE O ESPIRITO POSITIVO, CATECISMO POSITIVISTA

VOL 33 - DURKHEIM
REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO, DIVISÃO TRABALHO SOCIAL, O SUICÍDIO, FORMAS ELEMENTARES DA VIDA RELIGIOSA

VOL 34 - BENTHAM, STUART MILL
UMA INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA MORAL E LEGISLAÇÃO, SISTEMA DE LÓGICA DEDUTIVA E INDUTIVA

VOL 35 - KARL MARX
MANUSCRITOS ECONÔMICO-FILOSÓFICOS, TESES CONTRA FEUERBACH, SALÁRIO PREÇO E LUCRO, 18 BRUMÁRIO DE LUÍS BONAPARTE

VOL 36 - CHARLES PEIRCE, GOTTLOB FREGE
ESCRITOS COLIGIDOS, SOBRE A JUSTIFICAÇÃO CIENTÍFICA DE UMA CONCEITOGRAFIA, FUNDAMENTOS DA ARITMÉTICA

VOL 37 - MAX WEBER
ENSAIOS DE SOCIOLOGIA, ÉTICA PROTESTANTE, HISTÓRIA GERAL DA ECONOMIA, PARLAMENTARISMO E GOVERNO

VOL 38 - HENRI BERGSON,GASTON BACHELARD
CARTAS, CONFERÊNCIAS E OUTROS ESCRITOS - A FILOSOFIA DO NÃO, O NOVO ESPÍRITO CIENTÍFICO, A POÉTICA....

VOL 39 - FREUD, PAVLOV
CINCO LIÇÕES DE PSICANÁLISE, HISTÓRIA MOVIMENTO PSICANALÍTICO, ESBOÇO DE PSICANÁLISE - TEXTOS ESCOLHIDOS

VOL 40 - JAMES, DEWEY, VEBLEN
EXPERIÊNCIA E NATUREZA, LÓGICA, ARTE COMO EXPERIÊNCIA, ALEMANHA IMPERIAL, TEORIA DA CLASSE OCIOSA, PRAGMATISMO, SIGNIFICADO DA VERDADE, PRINCÍPIOS DE PSICOLOGIA, ENSAIOS E EMPIRISMO RADICAL

VOL 41 - HUSSERL, MERLEAU-PONTY
INVESTIGAÇÕES LÓGICAS, TEXTOS: POLÍTICOS, ESTÉTICOS, SOBRE LINGUAGEM, ESTRUTURA

VOL 42 - B. RUSSEL, GEORGE E. MOORE
LÓGICA E CONHECIMENTO, ENSAIOS FILOSÓFICOS, ANÁLISE MATÉRIA, POR QUE NÃO SOU CRISTÃO, PRINCÍPIOS ÉTICOS

VOL 43 - MALINOWSKI
ARGONAUTAS DO PACÍFICO OCIDENTAL

VOL 44 - SCHLICK, CARNAP, POPPER
CASUALIDADE NA FÍSICA ATUAL, POSITIVISMO E REALISMO, FUNDAMENTO DO CONHECIMENTO, SENTIDO E VERIFICAÇÃO, EMPIRISMO, SEMÂNTICA E ONTOLOGIA, SIGNIFICADO E SINONÍMIA NAS LINGUAGENS NATURAIS, PSEUDOPROBLEMAS NA FILOSOFIA, TESTABILIDADE E SIGNIFICADO, CARÁTER METODOLÓGICO, LÓGICA, TRÊS CONCEPÇÕES

VOL 45 - SARTRE, HEIDEGGER
EXISTENCIALISMO É UM HUMANISMO, A IMAGINAÇÃO, QUESTÃO DE MÉTODO, A FILOSOFIA, METAFÍSICA, FIM DA FILOSOFIA, ESSÊNCIA DO FUNDAMENTO, HUMANISMO, IDENTIDADE E DIFERENÇA, PRINCÍPIO DE IDENTIDADE, HEGEL E OS GREGOS, TEMPO E SER, FENOMENOLOGIA, CONSTITUIÇÃO ONTO-TEOLÓGICA DA METAFÍSICA, DETERMINAÇÃO DO SER DO ENTE SEGUNDOLEIBNIZ, TESE DE KANT

VOL 46 - WITTGENSTEIN
INVESTIGAÇÕES FILOSÓFICAS

VOL 47 - KEYNES, KALECKI, SRAFFA, J. ROBINSON

VOL 48 - BENJAMIN, HORKHEIMER, ADORNO, HABERMAS
AS PALAVRAS, QUESTÃO DA ORIGEM, FONOLOGIA EM RELAÇÃO COM A FONÉTICA, RETROSPECTO, O FETICHISMO NA MÚSICA E REGRESSÃO DA AUDIÇÃO, LÍRICA E SOCIEDADE, CONCEITO DE ILUMINISMO, TEORIA TRADICIONAL E CRÍTICA, FILOSOFIA E TEORIA CRÍTICA, CONTROVÉRSIA SOBRE O POSITIVISMO, TEORIA ANALÍTICA DA CIÊNCIA E DIALÉTICA, CONHECIMENTO E INTERESSE, A OBRA DE ARTE NA ÉPOCA DA REPRODUTIBILIDADE TÉCNICA, TEMAS EM BAUDELAIRE, NARRADOR, SURREALISMO

VOL 49 - SAUSSURE, JAKOBSON, HJELMSLEV, CHOMSKY
AS PALAVRAS, QUESTÃO DA ORIGEM, FONOLOGIA EM RELAÇÃO COM A FONÉTICA, RETROSPECTO, OXÍMOROS DIALÉTICOS DE FERNANDO PESSOA, CARTA A HAROLDO DE CAMPOS, ESTRATIFICAÇÃO DA LINGUAGEM, PROLEGÔMENOS A UMA TEORIA DA LINGUAGEM, ASPECTOS DA TEORIA DA SINTAXE

VOL 50 - LÉVI-STRAUSS
NOÇÃO DE ESTRUTURA EM ETNOLOGIA, RAÇA E HISTÓRIA, O TOTEMISMO HOJE

VOL 51 - SKINNER, PIAGET
CONTINGÊNCIAS DO REFORÇO, EPISTEMOLOGIA GENÉTICA, SABEDORIA E ILUSÕES DA FILOSOFIA, PSICOLOGIA GENÉTICA

VOL 52 - RYLE, AUSTIN, QUINE, STRAWSON
RELATIVIDADE ONTOLÓGICA E OUTROS ENSAIOS, DE UM PONTO DE VISTA LÓGICO, ESCRITOS LÓGICO-LINGÜÍSTICOS, EXPRESSÕES SISTEMATICAMENTE ENGANADORAS E OUTROS ENSAIOS, OUTRAS MENTES

traduções a cargo de:
VOL. I :1ª ED., AGO/1973-376 PÁG. TRAD. DE JOSÉ CAVALCANTE DE SOUZA E OUTROS
VOL II : 1ª ED. DEZ/72- 230 PÁG. TRAD. JAIME BRUNA,LÍBERO DE ANDRADE,GILDA M.STARZYNSKI
VOL III: 1ª ED NOV/72-269 PÁG. TRAD.J.CAVALCANTE, JORGE PALEIKAT,JOÃO C. COSTA
VOL IV: 1ª ED. JAN/73- 533 PÁG. TRAD.LEONEL VALLANDRO, GERD, BORNHEIM, VICENZO COCCO, EUDORO DE SOUZA
VOL V: 1ª ED. JUN/73- 329 PÁG. TRAD.AGOSTINHO DA SILVA, GIULIO D. LEONI,JAIME BRUNA,
VOL VI: 1ª ED. FEV/73- 356 PÁG. TRAD. ANGELO RICCI
VOL VII: 1ª ED. MAI/73- 278 PÁG. TRAD.ANGELO RICCI, RUY A. C. NUNES
VOL VIII: 1ª ED. JUN/73- 411 PÁG. LUIZ J. BARAÚNA,CARLOS DO SOVERAL,CARLOS A. NASCIMENTO, RAIMUNDO VIER, CARLOS L. DE MATTOS
VOL IX: 1ª ED. JAN/ 73- 247 PÁG. TRAD. NÃO CONSTA
VOL. X: 1ª ED. DEZ/72- 314 PÁG. TRAD. PAULO M. OLIVEIRA, LUÍS DE ANDRADE
VOL XI:1ª ED. NOV/72- 504 PÁG. TRAD. SÉRGIO MILLIET
VOL XII: 1ª ED. MAI/73- 291 PÁG. TRAD. HELDA BARRACO,NESTOR DEOLA,ARISTIDES LOBO,
VOL XIII: 1ª ED. JUL/73- 278 PÁG. TRAD. JOSÉ ALUYSIO REIS DE ANDRADE
VOL XIV: 1ª ED. MAR/74- 424 PÁG. TRAD. JOÃO P. MONTEIRO, MARIA B. N. SILVA
VOL XV: 1ª ED. FEV/73- 338 PÁG. TRAD.J.GUINSBURG E BENTO PRADO JÚNIOR
VOL XVI: 1ª ED. MAR/73- 281 PÁG.TRAD.SÉRGIO MILLIET
VOL XVII: 1ª ED.AGO/73- 402 PÁG. TRAD.MARILENA CHAUÍ
VOL XVIII: 1ª ED.NOV/73- 354 PÁG. TRAD. ANOAR AIEX
VOL XIX: 1ª ED. JAN/74- 471 PÁG. TRAD. CARLOS L. MATTOS,PABLO R. MARICONDA,MARILENA CHAUÍ
VOL XX: 1ª ED. OUT/1974- 188 PÁG. TRAD.ANTONIO LÁZARO DE ALMEIDA PRADO
VOL XXI:1ª ED. MAR/73- 571 PÁG.
VOL XXII: 1ª ED. ABR/73- 330 PÁG. TRAD. ANTONIO SÉRGIO,LEONEL VALLANDRO
VOL XXIII: 1ª ED.ABR/73- 496 PÁG. TRAD. MARILENA CHAUÍ,J.GUINSBURG,BRUNO DA PONTE,JOÃO L. ALVES
VOL XIV:1ª ED.MAR/73- 440 PÁG.TRAD. LOURDES S. MACHADO
VOL XXV: 1ª ED. ABR/74-397 PÁG. TRAD. TANIA M. BERNKOPF,RUBENS TORRES Fº,PAULO QUINTELA, VALÉRIO ROHDEN
VOL XXVI: 1ª ED. SET/73- 344 PÁG. TRAD.RUBENS R. TORRES FILHO
VOL XXVII: 1ª ED. NOV/73- 441 PÁG.TRAD. LUIZ R. MONZANI,FRANKLIN L.SILVA,VICTOR KNOLL, MARY A. L. DE BARROS,ARMANDO M. OLIVEIRA,SCARLETT MARTON,HÉLIO L. BARROS,NELSON AGUILAR,CARLOS R. MOURA
VOL XXVIII: 1ª ED. JAN/74- 350 PÁG. TRAD.CONCEIÇÃO J.M.CARMO CARY, EDUARDO L.NOGUEIRA, RODOLFO KUNTZ
VOL XXIX: 1ª NOV/73- 373 PÁG.- TRAD.LEÔNIDAS G. DE CARVALHO,FRANCISCO C.WEFFORT, J.A.G.ALBUQUERQUE
VOL XXX: 1ª ED. SET/74- 402 PÁG.- TRAD. HENRIQUE C. L. VAZ,ORLANDO VITORINO
VOL XXXI: 1ª ED. JUL/74- 426 PÁG.- TRAD. WOLFGANG L. MAAR,ADOLFO C. MONTEIRO,MARIA J. MARINHO,CARLOS GRIFO
VOL XXXII: 1ª ED OUT/74- 436 PÁG.- TRAD. RUBENS R.TORRES FILHO
VOL XXXIII: OUT/73- 550 PÁG.- TRAD, JOSÉ A.GIANNOTTI, MIGUEL LEMOS,MARGARIDA ESTEVES, LUZ CARY, J.VASCONCELOS ESTEVES,CARLOS A. R. MOURA
VOL XXXIV: 1ª ED. MAI/74- 321 PÁG.- TRAD.LUIZ B. BARAÚNA,JOÃO M. COELHO,PABLO MARICONDA
VOL XXXV: 1ª ED. JUL/74- 414 PÁG.-SELEÇÃO JOSÉ GIANNOTTI- TRAD.JOSÉ CARLOS BRUNI ELIAS CHAVES,EDGAR MALAGODI,JOSÉ A. GIANNOTTI, WALTER REHFELD,LEANDRO KONDER
VOL XXXVI: 1ª ED. AGO/74- 291 PÁG.- SELEÇÃO E TRADUÇÃO ARMANDO MORA D OLIVEIRA SERGIO POMERANGBLUM,LUÍS HENRIQUE DOS SANTOS
VOL XXXVII:1ª MAI/74- 270 PÁG.- SELEÇÃO/TRAD. MAURÍCIO TRAGTENBERG,WALTENSIR DUTRA, CALÓGERAS PAJUABA,M.IRENE SZMRECSÁNYI, TAMÁS SZMRECSÁNYI
VOL XXXVIII: 1ª ED.FEV/74-514 PÁG.- TRAD.FRANKLIN L. SILVA,JOAQUIM M.RAMOS,REMBERTO F. KUHNEN,ANTONIO C. LEAL, LÍDIA V. SANTOS LEAL
VOL XXXIX: 1ª ED.NOV/74- 307 PÁG.- SELEÇÃO JAYME SALOMÃO E RACHEL MORENO,TRAD. DURVAL MARCONDES,J.BARBOSA CORREATHEMIRA O.BRITO, PAULO H. BRITO,JOSÉ O.AGUIAR ABREU,HUGOLINO A. UFLAKER, ELENA O.M. ANDREOLI
VOL XL: 1ª ED. FEV/74-458 PÁG.-TRAD. PABLO R. MARICONDA,MURILO O.R.PAES LEME,BOLÍVAR LAMOUNIER,OLÍVIA KRÄHENBÜHL
VOL XLI: 1ª ED. FEV/75-456 PÁG.- SELEÇÃO E TRADUÇÃO ZELJKO LOPARIÉ, ANDRÉA M.A.C.LOPARIÉ, MARILENA CHAUÍ BERLINCK, NELSON A. AGUILAR, PEDRO DE S. MORAES, GERARDO D. BARRETO
VOL XLII: 1ª ED. SET/74- 418 PÁG.- SELEÇÃO HUGH LACEY,TRAD. PABLO R.MARICONDA,LUIZ J. BARAÚNA
VOL XLIII: 1ª ED.JUN/76- 436 PÁG.-PREFÁCIO SIR.JAMES GEORGE FRAZER, TRAD. ANTON P. CARR, LÍGIA A. C. MENDONÇA, EUNICE R. DURHAM
VOL XLIV: 1ª ED. JAN/75- 416 PÁG.- SELEÇÃOE TRADUÇÃO PABLO R. MARICONDA, TRAD. LUIZ J. BARAÚNA
VOL XLV: 1ª ED. SET/73-502 PÁG.- TRAD. VERGÍLIO FERREIRA, LUIZ R.S.FORTES,BENTO PRADO JÚNIOR,ERNILDO STEIN
VOL XLVIII: 1ª ED.AGO/75- 333 PÁG.-TRAD. JOSÉ LINO GRÜNNEWALD,EDSON A. CABRAL,JOSÉ B. OLIVEIRA DAMIÃO, ERWIN THEODOR ROSENTAL,ZELJKO LOPARIÉ,EDGAR A.MALAGODI,RONALDO P.CUNHA,LUIZ J. BARAÚNA,WOLFGANG L. MAAR,MAURÍCIO TRAGTENBERG
VOL XLIX: 1ª ED. JUL/75- 292 PÁG. - TRAD.CARLOS VOGT,J.MATTOSO CÂMARA JR., HAROLDO DE CAMPOS,FRANCISCO ACHCAR, JOSÉ T.COELHO NETO, ARMANDO MORA D OLIVEIRA
VOL L: 1ª ED. MAR/76- 188 PÁG.- TRAD. CHAIM SAMUEL KATZ, EGINARDO PIRES, JÚLIO C. MELLATTI,MALCOM BRUCE CORRIE
VOL LI: 1ª ED. JAN/75- 427 PÁG.- SELEÇÃO E TRAD.RACHEL MORENO, CELIA E.A.DI PIERO,ZILDA ABUJAMRA DAEIR,NATHANAEL C.CAIXEIRO
VOL LII: 1ª ED. DEZ/75- 352 PÁG.- SELEÇÃO OSWALDO PORCHAT A.P. DA SILVA, TRAD.: BALTHAZAR BARBOSA,LUIS HENRIQUE DOS SANTOS,MARCELO G.S.LIMA,JOÃO P. MONTEIRO, ANDRÉA M.A.C.LOPARIÉ
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informações extraídas do site da livraria traça

8 de out. de 2008

continuando

pretendo ao longo desses dias apresentar um histórico, tal como vejo o que ocorreu até chegarmos ao terrível ponto a que chegamos em 2002-2003.

não se espere nenhuma grande novidade: será apenas um painel simples dos antecedentes que desembocaram nas fraudes em escala gigantesca da nova cultural, nas "obras-primas" em parceria com a suzano celulose.

o trabalho de cotejo já foi feito com a inestimável colaboração de ivo barroso e saulo von randow jr., e se encontra publicado neste blog.

como eu dizia, a coleção imortais da literatura universal, 1971-72, da abril cultural, foi um marco: livros a preço acessível, vendidos quinzenalmente em bancas de jornal, com padrão muito bom de edição, com fascículos sobre a vida e a obra dos autores, em plena ditadura militar. (aliás, consta que houve batida policial na abril cultural e que o editor teve de ir prestar depoimento na delegacia, para explicar as razões da escolha da obra que inaugurou a coleção: os irmãos karamazovi, de dostoiévski!)

vou reproduzir abaixo a lista completa dos títulos que compuseram essa coleção, com os respectivos tradutores. será uma referência importante quando chegarmos a 1995.

o mais importante, e eu gostaria de conseguir transmitir, é que uma iniciativa dessas naquela época foi de grande impacto. ela, sim, poderia ser considerada um avanço para o tão decantado e hoje sucateado projeto de "democratização do livro" no país.

Coleção Imortais da Literatura Universal, Abril, 1ª. edição, 1971

1. Os Irmãos Karamazovi - Fiódor M. Dostoiévski – Natália Nunes e Oscar Mendes
2. As Aventuras do Sr. Pickwick - Charles Dickens – Octavio Mendes Cajado
3. Madame Bovary - Gustave Flaubert – Araújo Nabuco
4. Novelas Exemplares - Miguel de Cervantes Saavedra - Darly Scornnaienchi
5. Decamerão - Giovanni Boccaccio – Torrieri Guimarães
6. Eugênia Grandet - Honoré de Balzac – Moacyr Werneck de Castro
7. Os Três Mosqueteiros - Alexandre Dumas, Pai – Octavio Mendes Cajado
8. Werther - Johann Wolfgang von Goethe – Galeão Coutinho
9. Tom Jones - Henri Fielding – Octavio Mendes Cajado
10. O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë – Oscar Mendes
11. Lord Jim - Joseph Conrad – Mário Quintana
12. A Vagabunda - Gabrielle S. Colette – Juracy Daisy Marchese
13. O Sol Também se Levanta - Ernest Hemingway – Berenice Xavier
14. Pais e Filhos - Ivan Turguêniev – Ivan Emilianovitch
15. O Retrato do Artista Quando Jovem - James Joyce – José Geraldo Vieira
16. Memórias Póstumas de Brás Cubas / Dom Casmurro - Machado de Assis
17. Tônio Kroeger / A Morte em Veneza - Thomas Mann – Maria Deling
18. Os Trabalhadores do Mar - Victor Hugo – Machado de Assis
19. Servidão Humana - W. Somerset Maugham – Antonio Barata
20. Ana Karênina - Leão Tolstói – João Gaspar Simões
21. Os Noivos - Alessandro Manzoni – Marina Guaspari
22. Viagens de Gulliver - Jonathan Swift – Octavio Mendes Cajado
23. O Vermelho e o Negro - Stendhal – Casimiro Fernandes e de Souza Jr.
24. O Primo Basílio - Eça de Queirós
25. Contraponto - Aldous Huxley – Érico Verissimo e Leonel Vallandro
26. As Relações Perigosas - Choderlos de Laclos – Sérgio Milliet
27. Judas, o Obscuro - Thomas Hardy – Octavio de Faria
28. O Cristo Recrucificado - Nikos Kazantzakis – Guilhermina Sette
29. Os Subterrâneos do Vaticano - André Gide – Miroel Silveira e Isa Leal
30. Moll Flanders - Daniel Defoe – Antonio Alves Cury
31. Suave é a Noite - F. Scott Fitzgerald – Ligia Junqueira
32. A Idade da Razão - Jean-Paul Sartre – Sérgio Milliet
33. O Amante de Lady Chatterley - David Herbert Lawrence – Rodrigo Richter
34. As Vinhas da Ira - John Steinbeck – Ernesto Vinhaes e Herbert Caro
35. O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde – Oscar Mendes
36. Germinal - Emile Zola – Francisco Bittencourt
37. Ivanhoé - Walter Scott – Brenno Silveira
38. O Falecido Mattia Pascal - Luigi Pirandello – Mário da Silva
39. Lady Barberina / Outra Volta do Parafuso - Henry James – Leônidas Gontijo de Carvalho / Brenno Silveira
40. Contos – Voltaire – Mário Quintana
41. Nosso Homem em Havana - Henry Graham Greene – Brenno Silveira
42. Almas Mortas - N. V. Gógol – Tatiana Belinky
43. Moby Dick - Herman Melville – Péricles Eugênio da Silva Ramos
44. Babbitt - Sinclair Lewis – Leonel Vallandro
45. Mrs. Dalloway / Orlando - Virginia Woolf – Mário Quintana / Cecília Meirelles
46. A Pele - Curzio Malaparte – Alexandre O’Neill
47. A Romana - Alberto Moravia – Marina Colasanti
48. A Condição Humana - André Malraux – Jorge de Sena
49. O Estrangeiro - Albert Camus – Antonio Quadros
50. Ficções - Jorge Luis Borges – Carlos Nejar

a grande maioria dessas obras já havia sido publicada por outras editoras, como globo, saraiva, josé aguilar, martins, civilização brasileira e assim por diante. a abril cultural adquiriu as licenças de publicação, dando os devidos créditos. até onde sei, traduções inéditas eram as de tatiana belinky (almas mortas) e péricles eugênio (moby dick).

(cont.)

1 de out. de 2008

MINISTÉRIO DA CULTURA
Secretaria de Políticas Culturais
Coordenação-Geral de Direito Autoral
Esplanada dos Ministérios Bloco “B”, 2º andar – Brasília / DF
Telefones (61) 3316 2070
Fax (61) 3316 2301
http://www.cultura.gov.br/

Ofício/SPC/CGDA n.º 141/08
Brasília, 26 de setembro de 2008.

A Sua Senhoria a Senhora
Denise Bottmann

Assunto: Convite para participar do Seminário Autores, Artistas e seus Direitos

Prezada Senhora,

1. O Ministério da Cultura, por meio da sua Coordenação-Geral de Direito Autoral, CGDA, tem o prazer de convidá-la para participar da Mesa “Autores de Obras Literárias e Contratos de Edição” do Seminário Autores, Artista e seus Direitos, que se realizará entre os dias 27 e 28 de outubro de 2008, na cidade do Rio de Janeiro, tendo como local o Salão Itaipu do Hotel Rio Othon Palace.

2. Nessa Mesa, discutir-se-ão os seguintes temas: As obras literárias foram o principal objeto das primeiras legislações de direito autoral da história. Mas ainda hoje é comum que escritores manifestem insatisfações sobre como sua obra é explorada e a remuneração que dela advém. Por outro lado, tradutores e jornalistas, que também são autores literários, têm seus direitos submetidos ao jugo das relações trabalhistas, com sensíveis prejuízos para os criadores. Quais são os principais problemas que afetam esses autores e que podem ser corrigidos na legislação?

3. Esse Seminário é parte do Fórum Nacional de Direito Autoral, cujo lançamento ocorreu no dia 5 de dezembro de 2007, e tem como objetivo debater sobre a situação atual do direito autoral em nosso país e de subsidiar a formulação da política autoral do Ministério da Cultura, bem como a possível revisão da legislação existente sobre a matéria e a redefinição do papel do Estado no que se refere à questão autoral.

4. Contando desde já com a sua participação, a sua palestra deverá ter a duração de 20 minutos e esta Mesa ocorrerá no dia 27 de outubro de 2008, das 17h às 19h . Pedimos-lhe, por gentileza, que nos entregue o texto referente a sua palestra até o dia 20 de outubro de 2008, em editor de texto OpenOffice ou compatível. O texto da sua palestra comporá os Anais do Seminário e será publicado no sítio do Fórum Nacional de Direito Autoral. Informamos que os textos apresentados em formato de slides (.pps, .ppt etc) não serão publicados nos Anais. Outrossim, solicitamos-lhe que nos envie um minicurrículo (até 5 linhas) até dia 20 de outubro de 2008. Seguem anexas as ementas do Seminário e algumas informações.

5. Caso a Senhora necessite de passagens para o local do evento, hospedagem e alimentação, saiba que lhe concederemos. Para isso, envie-nos a sua solicitação para o email abaixo. Se houver também necessidade de material multimídia, esse estará a sua disposição.

6. Na certeza de contar com a sua valiosa participação, coloco-me a sua disposição para quaisquer esclarecimentos pelo endereço eletrônico mailto:gda@minc.gov.br ou pelo telefone (+5561) 3316- 2070, com a Senhora Valéria Melo.

Atenciosamente,
Marcos Alves de Souza
Coordenador-Geral de Direito Autoral

[atualização feita em 12/08/2009, para finalidade de documentação e arquivo.]