em 1942, sai uma coletânea chamada poetas norte-americanos, em organização de gaston figueira, com o poema "vejo uma imensa esfera rolando no espaço" ("a song of the rolling earth") em tradução de bezerra de freitas e octavio azevedo, pela bipa/ editorial novo continente.
data de 1944 aquela que parece ser a primeira coletânea de poemas de whitman no brasil: saudação ao mundo e outros poemas, com prólogo e tradução de mário d. ferreira santos, pela editora flama.

em 1945, luís da câmara cascudo publica sua tradução de três poemas (i hear america singing, the base of all metaphysics e for you, o democracy) no jornal a república de natal, que posteriormente foram apanhados num fino volume de 15 páginas, com o título de três poemas de walt whitman, lançado pela imprensa oficial de recife em 1957:

em 1946, a josé olympio lança a tradução de oswaldino marques de cantos de whitman, em sua coleção rubaiyat:*
em 1955, oswaldino marques organiza uma coletânea de videntes e sonâmbulos, a qual, informa ivo barroso, foi reeditada com o título de o livro de ouro da poesia dos estados unidos, com seis poemas de whitman em tradução de mário ferreira santos ("transbordante de vida"), câmara cascudo ("o fundamento de toda metafísica"), emilio carrera guerra ("quando da última vez floresceram os lilases..."), oswaldino marques ("saudação de natal") e pompeu de souza. os outros dois poemas são "ó estrela de frança" e "adeus", mas não sei qual deles ou se ambos são de tradução de pompeu de souza.
em 1956, sai sinfonia da vida (poemas), em tradução de messias donato, sem indicação de editora:
| Autor: | Whitman, Walt, 1819-1892. |
| Título / Barra de autoria: | Sinfonia da vida (poemas) |
| Imprenta: | [1956] |
| Descrição física: | 118 p. |
| Notas: | Registro Pré-MARC |
| Entradas secundárias: | Donato, Messias P. trad. |
| Classificação Dewey: Edição: | 811 |
| Indicação do Catálogo: | II-319,7,17 |
aqui, imagem de capa de sua reedição, revista e atualizada, em 2011:
em 1964, geir campos publica pela civilização brasileira sua seleção e tradução de excertos de leaves of grass, dando-lhe o título de folhas de relva - o que pode induzir algum leitor a pensar que seria uma íntegra. afirmei antes que se tratava da edição de 1855. retiro a informação equivocada: na verdade, não sei em qual versão geir se baseou para sua seleta. ela é reeditada pela brasiliense em 1983, com tradução bastante modificada em relação à de 1964. vem agora com o título de folhas das folhas de relva (retomando as flores das flores do mal, a seleta de guilherme de almeida para a obra de baudelaire) - a partir de 1986, sai também pela ediouro.
em 1976, temos dois excertos de “canto de mim mesmo” (seção I a VI), “ouvi dizer que me acusaram”, “do berço que se embala sem cessar”, “cavalaria a vadear o rio”, “na última vez em que os lilases floresceram junto à porta” e "a preciosa instituição do amor entre camaradas", in poetas norte-americanos, antologia organizada por paulo vizioli, pela lidador, em edição bilíngue:


em 1988, em grandes poetas da língua inglesa do século XIX, antologia selecionada e traduzida por josé lino grünewald, pela nova fronteira, saem os poemas "murmúrios da morte celestial", "broadway", "a base de toda metafísica", "a ti, ó democracia" e "uma mulher espera por mim":*
também em 1988, sai walt whitman. a formação do poeta, biografia de paul zweig traduzida por ângela melim, trazendo poemas e excertos em tradução de eduardo francisco alves, pela jorge zahar:
em 1992, saem "quando ouvi o astrônomo erudito" e "vi uma aranha silenciosa e paciente" in antologia da nova poesia norte-americana, em seleção e tradução de jorge wanderley, pela civilização brasileira, em edição bilíngue:*
/https://skoob.s3.amazonaws.com/livros/61133/ANTOLOGIA_DA_NOVA_POESIA_NORTEAMERICANA_1258565962B.jpg)
em 1995, sai pela objetiva o cânone ocidental, de harold bloom, em tradução de marcos santarrita. o capítulo chamado "walt whitman como centro do cânone americano" traz os seguintes poemas completos: clear midnight; [in vain were nails driven through my hands] (do caderno pessoal de whitman, inacabado e inédito); the last invocation; [it brings the rest around it] (do caderno pessoal de whitman, idem). além disso, aparecem fragmentos dos seguintes poemas: the sleepers, songs of myself, spontaneous me, crossing brooklyn ferry, as i ebb'd with the ocean of life e when lilacs last in the dooryard bloom'd.*
em 1996, é lançado o poema "eu canto o corpo elétrico", em tradução de ivo barroso para os cadernos de espetáculos 2, setembro de 1996. disponível aqui.
em 2001, aparece uma seleção e tradução de ramsés ramos para folhas da relva (mas são apenas excertos), pela plano/ oficina editorial da unb.
em 2003, em gênio: os 100 escritores mais criativos da história da literatura, com tradução de josé roberto o'shea, pela objetiva, temos os seguintes poemas completos: as adam early in the morning, [in vain were nails driven through my hands] e [mostly this we have of gods]. além deles, fragmentos de the wound-dresser, when lilacs last in the dooryard bloom'd, spontaneous me, song of myself e as i ebb'd with the ocean of life.*
em 2005, sai folhas de relva em tradução de luciano alves meira, pela martin claret:
em 2006, a iluminuras publica folhas de relva em tradução de rodrigo garcia lopes, em edição bilíngue, a partir da primeira versão do autor (1855):
em 2011, sai a edição de folhas de relva em sua versão definitiva (1889, dita "do leito de morte", única autorizada por whitman em testamento), com tradução de bruno gambarotto, pela hedra:
em 2017, temos folhas de relva em sua versão definitiva, a "do leito de morte", com tradução de gentil saraiva jr., em edição a cargo do tradutor.
ainda em 2017, temos vários poemas e excertos em o cânone americano, de harold bloom, em tradução minha [denise bottmann], pela editora objetiva:

encontra-se uma excelente súmula da fortuna crítica e tradutória de whitman no brasil no artigo "a voz oceânica de walt whitman", de ivo barroso, disponível aqui. alfredo monte tem uma bela resenha comparando três traduções de um trecho do "canto do respondedor", aqui.
veja-se a revista prosa verso e arte, "walt whitman - poemas", aqui.
o artigo de maria clara bonetti paro, "walt whitman in brazil", disponível aqui, indica aquela que seria a primeira tradução de um poema de whitman no brasil. trata-se de "poetas que virão", publicada em 1924 no quarto número da revista terra de sol. saiu anônima, mas, segundo bonetti paro, mais tarde tasso da silveira teria informado que foi ele a traduzi-lo. o mesmo artigo traz mais algumas referências a outras traduções de poemas de whitman publicadas em revistas. agradeço a mitsuo florentino pela preciosa indicação do artigo de bonetti paro (vide caixa de comentários).
acredito que devem existir vários poemas e excertos traduzidos e publicados em antologias e coletâneas impressas ou virtuais. conforme for localizando, acrescentarei as informações.
* agradeço a angelo pela capa de cantos de whitman (1946); a fabrizio lyra pela referência e conteúdo em grandes poetas (1988); a elaphar pela referência e conteúdo em o cânone ocidental (1995) e gênio (2003); a sérgio tadeu guimarães santos pela data de edição da flama e pelas referências sobre o conteúdo da antologia poetas norte-americanos e "uma aranha silenciosa". atualização em 01/08/2022: agradeço a josé renato galvão pela informação que a edição da flama saiu em sua coleção "miniatura flama".


Tenho quase certeza, mas não tenho como conferir aqui agora, que há poesias de Whitman na antologia de Novos Poetas Norte Americanos de Jorge Wanderley.
ResponderExcluirTambém acho que há ao menos uma poesia no segundo volume de poesias da Jackson organizada por Ary Mesquita.
Como não estou em casa, só vou poder conferir no domingo.
que legal, elaphar! aguardo ansiosa sua confirmação :-))
ResponderExcluirOi, Denise, a tradução de Leaves of Grass da Iluminuras é de 2005. abraço!
ExcluirEu possuo uma coletânea da editora Nova Fronteira organizada e traduzida por José Lino Grunewald em que constam cinco poemas de Walt Whitman. É uma edição de 1988, bilingue, e os poemas são:"Murmúrios da morte celestial"(Whispers of heavenly death),"Broadway","A base de toda metafísica(The base of all metaphysics),"A ti, Ó Democracia(for you o democracy) e "Uma mulher espera por mim"(A woman waits for me).
ResponderExcluirAbraços!
Creio que esqueci de colocar o título da coletânea de Grunewald. Se chama "Grandes Poetas da Lingua Inglesa do Século XIX". Ivo Barroso em seu artigo também não a cita.
ResponderExcluirDenise,
ResponderExcluirimagem com a capa da edição de 1946 de Cantos de Whitman aqui: http://img2.mlstatic.com/s_MLB_v_O_f_173234626_6985.jpg
aaaaaah, angelo, que maravilha, muchas, muchas gracias!
ResponderExcluirsegundo aaaaaah! fabrizio, muchas, muchas gracias a ti também! que maravilha!!
ResponderExcluirConfirmado. Não há nenhum poema de Whitman no volume da Jackson que citei, mas há na antologia do Jorge Wanderley, que vi que já foi adicionado.
ResponderExcluirobrigada por avisar, elaphar!
ResponderExcluirCara Denise, obrigado pela menção à minha resenha. E que bacana essa colaboração dos comentaristas, eles também estão de parabéns.
ResponderExcluirAbraço, Alfredo Monte
legal, né, alfredo? fico encantada e desvanecida com essas contribuições preciosas.
ResponderExcluirAcebei de descobrir que há vários fragmentos e até alguns poemas completos nos ensaios de Bloom sobre Withman em Gênio (Trad: de José Roberto O Shea) e O Cânone Ocidental (Trad: de Marcos Santarrita).
ResponderExcluirQuando tiver mais tempo confiro cada poesia e vejo quais estão completas e quais são fragmentos traduzidos.
que fantástico, elaphar, com essas indicações vou ver se descubro algo por aqui. obgíssima!
ResponderExcluirDesculpa a demora... estou de mudança e não acho metade dos meus livros.
ResponderExcluirEm O Cânone Ocidental, de Harold Bloom, em tradução de Marcos Santarrita, aparecem os seguintes poemas de Withman:
1 - A Clear Midnight
2 - [In vain were nails driven through my hands] (Do caderno pessoal de Withman, não concluido e não publicado)
3 - The Last Invocation
4 - [it brings the rest around it] (Do caderno pessoal de Withman, não concluido e não publicado)
Além disso, aparecem fragmentos dos seguintes poemas: The Sleepers, Songs of Myself, Spontaneous me, Crossing Brooklyn Ferry, As I Ebb'd with the Ocean of Life e When Lilacs Last in the Dooryard Bloom'd.
O capítulo do livro em que aparecem é Walt Whitman como Centro do Cânone Americano.
Em Gênio, também de Bloom, em tradução de José Roberto O'Shea, encontramos os seguintes poemas Completos:
As Adam early in the morning
[In vain were nails driven through my hands]
[Mostly this we have of Gods]
E fragmentos de The Wound-Dresser, When Lilacs Last in the Dooryard Bloom'd, Spontaneous Me, Song of Myself e As I Ebb'd with the Ocean of Life.
Esqueci-me do ano e editora: O Cânone Ocidental - Objetiva, 2010.
ResponderExcluirGênio: os 100 autores mais criativos da história da literatura - Objetiva, 2003.
puxa vida, elaphar, não tenho como lhe agradecer! maravilhoso!
ResponderExcluirSou sobrinho de Oswaldino Marques e fiquei emocionado ao "reencontrá-lo" em seu blog. Embora seja considerado o maior poeta maranhense do Século XX, Oswaldino Marques ainda é um completo desconhecido no Maranhão, terra onde nasceu. Ainda assim, o orgulho de nossa família é imensurável pelo grande poeta, crítico literário, ensaísta, professor e dramaturgo que ele foi.
ResponderExcluiroswaldino marques é um dos grandes tradutores de poesia do brasil - o maranhão tem muito a se orgulhar! obrigada pela visita, regis.
Excluirhá o WALT WHITMAN Profeta da Liberade de Irineu Monteiro pela Martin Claret de 1984
ResponderExcluirfoi meu primeiro contato com Whitman e com trechos do melhor livro de todos: FOLHAS DE RELVA
obrigada por avisar!
ExcluirOlá Denise, quero te agradecer pela pesquisa do histórico de Walt Whitman aqui no Brasil.
ResponderExcluirPrimeiro, porque gosto da obra poética dele, e em segundo, porque preciso apresentar um seminário em que este assunto é um dos tópicos, já estava pesquisando nos sebos as publicações das traduções de Whitman e hoje achei a pesquisa pronta no seu blog!!
Tenha a certeza de que citarei o seu blog na hora da apresentação. Faço pós lato sensu de tradução Inglês Português na Anhanguera (antiga IberoAmericana).
Muitíssimo agradecida!!
que ótimo, lucia! ficamos muito felizes, os caríssimos leitores que acima deram suas contribuições e eu, em podermos ser úteis..
ResponderExcluirLançada em 1956, a tradução do livro “Sinfonia da Vida” feita pelo jurista Messias Pereira Donato foi revista e atualizada em 2011, publicada pela editora RTM, Belo Horizonte - MG.
ResponderExcluirobrigada pelo informe
Excluircara denise,
ResponderExcluirsegundo a maria clara bonetti paro, há uma tradução brasileira de whitman em 1924 (!!), na revista 'terra do sol'. essa tradução, diz ela, está marcada como anônima, mas seria da autoria do tasso da silveira. te confirmo em breve essa informação. já comprei o exemplar da revista e estou esperando chegar. abraço!