então fiquei contente em ver que pelo menos isso o Ecofuturo fez:
Correção na concessão dos créditos dos tradutores da Coleção Obras Primas editada em 2002 pela Nova Cultural
Desde 2003 o Instituto Ecofuturo tem realizado a doação de livros da Coleção Obras Primas, editada em 2002 pela NOVA CULTURAL, a qual possui a logomarca “Selo Ler é Preciso”, de nossa titularidade.
Em 2008, tomamos conhecimento de que em alguns livros que integram a Coleção Obras Primas, ocorreu a menção incorreta dos nomes dos tradutores, conforme listagem abaixo que nos foi enviada pela Editora Nova Cultural:
Título: Ana Karenina
Autor: Tolstói
Crédito indevido da tradução: Mirtes Ugeda
Crédito correto da tradução: João Gaspar Simões
Título: Crime e Castigo
Autor: Dostoiévski
Crédito correto da tradução: Natália Nunes
Título: O Retrato de Dorian Gray
Autor: Oscar Wilde
Crédito indevido da tradução: Enrico Corvisieri
Crédito correto da tradução: Oscar Mendes
Título: Contos
Autor: Voltaire
Crédito indevido da tradução: Roberto Domênico Proença
Crédito correto da tradução: Mário Quintana
Título: Lord Jim
Autor: Joseph Conrad
Crédito indevido da tradução: Carmen Lia Lomônaco
Crédito correto da tradução: Mário Quintana
Título: Morro dos Ventos Uivantes
Autor: Emily Brontë
Crédito indevido da tradução: Silvana LaPlace
Crédito correto da tradução: Oscar Mendes
Título: Tom Jones
Autor: Henry Fielding
Crédito indevido da tradução: Jorge Pádua Conceição
Crédito correto da tradução: Octávio Mendes Cajado
Título: O Vermelho e o Negro
Autor: Stendhal
Crédito indevido da tradução: Maria Cristina F. da Silva
Crédito correto da tradução: Luiz Costa Lima
Título: Divina Comédia
Autor: Dante Alighieri
Crédito indevido da tradução: Fabio M. Alberti
Crédito correto da tradução: Hernâni Donato
Título: Falecido Matia Pascal/Seis Personagens
Autor: Pirandello
Crédito indevido da tradução: Fernando Correa Fonseca
Crédito correto da tradução: Mário da Silva, Elvira Ricci e Brutus Pedreira
Título: Fausto / Werther
Autor: Goethe
Crédito indevido da tradução: Alberto Maximiliano
Crédito correto da tradução: Sílvio Meira e Galeão Coutinho
Título: Ivanhoé
Autor: Walter Scott
Crédito indevido da tradução: Roberto Nunes Whitaker
Crédito correto da tradução: Brenno Silveira
Título: O Leopardo
Autor: Lampedusa
Crédito indevido da tradução: Leonardo Codignoto
Crédito correto da tradução: Rui Cabeçadas
Título: Madame Bovary
Autor: Flaubert
Crédito indevido da tradução: Enrico Corvisieri
Crédito correto da tradução: Araújo Nabuco
Título: Naná
Autor: Zola
Crédito indevido da tradução: Roberto Valeriano
Crédito correto da tradução: Eugenio Vieira
Título: Suave é a Noite
Autor: Scott Fitzgerald
Crédito indevido da tradução: Enrico Corvisieri
Crédito correto da tradução: Ligia Junqueira
Título: Os Três Mosqueteiros
Autor: Alexandre Dumas
Crédito indevido da tradução: Mirtes Ugeda
Crédito correto da tradução: Octávio Mendes Cajado
Título: Uma Vida
Autor: Guy de Maupassant
Crédito indevido da tradução: Roberto Domênico Proença
Crédito correto da tradução: Ascendino Leite
Título: A Mulher de Trinta Anos
Autor: Balzac
Crédito indevido da tradução: Gisele Donat Soares
Crédito correto da tradução: José Maria Machado
ver aqui a página do instituto ecofuturo.
a questão é um pouco mais complicada do que isso, e voltarei a ela adiante. por ora, veja aqui no blog suzano/ecofuturo. por outro lado, como o ótimo é inimigo do bom, acho que dá para comemorar um pouquinho.
dedico este post e esta pequena conquista a saulo von randow jr., pai de toda essa briga encampada e desenvolvida aqui no nãogostodeplágio, e a danilo nogueira, seu respectivo padrinho.
imagem: água mole em pedra dura
Denise,
ResponderExcluirparabéns para você, para o Saulo e para o Danilo!
Venho sempre timidamente ler o blog, mas hoje não resisti em deixar um parabéns emocionado e de coração!
ResponderExcluirobg, raquel!
ResponderExcluirtambém fiquei feliz, damiana, obg por compartilhar!
Que lindo! É sempre bom ver uma batalha dessa vencida.
ResponderExcluirParabéns aos lutadores.
Denise, você o faz por todos nós. Mais que parabéns, agradecemos duplamente: um pelo trabalhão que isso dá, dois por dar a cara a tapa pela causa, coisa rara entre os humanos, porém mágica por agregar adeptos.
ResponderExcluirParabéns por ser incansável. Uma vitória marcante.
ResponderExcluirParabéns!
ResponderExcluirO problema é se as traduções foram adulteradas - o que muito provavelmente deve ter acontecido.
ResponderExcluirNesse caso, a mera correção dos créditos de tradução não resolve o problema - uma vez que cada texto, se adulterado, deixa de corresponder ao texto estabelecido pelo tradutor original.
Será preciso restabelecer o texto original das traduções - o que pode exigir nova publicação dos títulos, digamos, problemáticos -, e, se for o caso, indenizar os tradutores (pela violação a direitos morais e patrimoniais) e os consumidores (pela fraude contra o consumidor).
Tenho vários desses livros, e acompanho o desenrolar da questão com interesse.
Graças a você.
Parabéns, Denise.
O seu blog é um marco em muitos sentidos: da valorização ao ofício de tradutor à conscientização do consumidor de literatura.
obg a tanta simpatia de todos!
ResponderExcluirexatamente, marcos! foi o que eu quis dizer com "a questão é um pouco mais complicada do que isso". voltarei a ela.
no facebook:
ResponderExcluirColin Brayton - Palmas para Octávio Mendes Cajado, verdadeiro tradutor de Tom Jones! (Parece o título de um conto de Borges.) Os grandes tiradores de sarro ingleses merecem ser lidos pelo Índio Tupy ao lado dos franceses de sempre. Agora, me apresente a quem lusonficou o Mark Twain, quero comprar-lhe um chopp.
Querida Denise,
ResponderExcluirMais uma conquista, bem merecida. Obrigado por sua luta, sempre.
Beijo grande!
Parabéns e obrigado!
ResponderExcluirCom certeza as traduções foram adulteradas, lembro-me bem de ter lido Os três mosqueteiros na primeira versão de Octávio Mendes Cajado, e esta nova, atribuída a Mirtes Ugeda, foi "modernizada", não existem mais os "tu" e "vós", somente você, vocês...etc.
ResponderExcluirVinícius A. Pereira
Octávio Mendes Cajado é tradutor português, pelo vocabulário de sua tradução de Tom Jones é o que deixa a imaginar. Excelente por sinal
ResponderExcluirolá, prezado anônimo: não, octavio mendes cajado era paulista, filho e neto de tradicional família paulista. mas interessante o que vc comenta, obrigada.
ResponderExcluirEu que agradeço sua atenção em responder. Admiro seu trabalho como fonte confiável.
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